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Monday, 30 July 2007

OUTBLOGGING @ AFRICANPATH (V)

DEVELOPMENT AID TO AFRICA: QUO VADIS? (Part I)


I was halfway the writing of my review of this July’s now (in)famous issue of Vanity Fair, while simultaneously dealing with not less controversial, and not that far away from this main plate, issues in my own “parochial community”, when fellow blogger
BRE called my attention to the ongoing Sachs vs. Easterly debate, to which the following quotation is just an introduction:


Read article here or at AfricanPath.
DEVELOPMENT AID TO AFRICA: QUO VADIS? (Part I)


I was halfway the writing of my review of this July’s now (in)famous issue of Vanity Fair, while simultaneously dealing with not less controversial, and not that far away from this main plate, issues in my own “parochial community”, when fellow blogger
BRE called my attention to the ongoing Sachs vs. Easterly debate, to which the following quotation is just an introduction:


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Wednesday, 25 July 2007

A “FUGA”, OU O INSONDAVEL MISTERIO DA NACIONALIDADE SURRIPIADA…(Parte 1)




« (...) Os países comunistas excomungavam a emigração, considerada a mais odiosa traição. Todos os que permanecessem no exterior eram condenados in absencia no seu país de origem e os seus compatriotas não se atreviam a ter qualquer contacto com eles. (…) Se um país não é independente e nem sequer o quer ser, quererá alguém ainda morrer por ele? « (Extractos de «Ignorancia», por Milan Kundera)

Uma vez que estou em mare’ de peneirar as “riquissimas experiencias” que venho colhendo com este blog, impoe-se que fale de mais uma. Concretamente, dessa inusitada (embora nao inedita, porque desde que retomei um contacto mais directo e frequente com Angola nos ultimos anos ela vem-se repetindo com igual frequencia) vaga de ataques a minha nacionalidade. Confesso que e’ uma dessas coisas que se me afigura tao absurda que, apesar da frequencia com que se manifesta, das mais diversas origens e direccoes, nao consigo racionalizar.

Fala-se, no ambito da psicanalise, de “inveja do penis” ou de “inveja dos seios” por parte de quem nao tem uma coisa ou outra. A primeira condicao talvez explique alguns dos comportamentos que referi no meu post sobre “mulheres…” (este). Quanto a segunda, nao sei, dentre os meus mais abnegados detractores, quem a tera’, mas sei certamente que eu nao a tenho em relacao a ninguem… E parece-me tambem que qualquer desses tipos de inveja se assemelha muito ao que me parece ser “inveja da nacionalidade”.

E isto porque dificilmente se encontrara’ neste momento nacionalidade mais cobicada em Africa, ou em varias outras partes do mundo, do que a Angolana. Por todas, mais do que sabidas, razoes atinentes a extensao territorial, as riquezas naturais, as aparentemente vertiginosas taxas de crescimento economico, ao bom clima e belezas paisagisticas, a dita baixa densidade populacional, as fragilidades e carencias (materiais, sociais, espirituais e psicologicas) de uma sociedade ainda confusamente a procura de si propria e de um “futuro brilhante” num pais que se tenta reinventar, depois do mais estrondoso falhanco de uma tentativa mal-parida de invencao… enfim, por todas as conhecidas razoes. Acontece, porem, que nem toda a gente que a cobica, merecida ou imerecidamente, a tem, mesmo que possa ostentar um qualquer forjado, ou comprado, B.I.. Dai a inveja de quem, obviamente, inquestionavelmente e sem qualquer necessidade de comprovativos, em forma de documentos, bandeiras, ou mascaras, a tem… dai a necessidade compulsiva por parte de muitos de, nao so’ a tentarem obter “by all means necessary”, mas tambem de negarem, invalidarem, enfim, roubarem a nacionalidade Angolana de quem legitimamente a possui…

Dai os ataques cegos, as falas de “fuga” do pais, curiosamente por parte de criaturas que fugiram de Angola antes ou por altura da independencia e que nunca mais la’ voltaram, ou que, tendo-se la’ mantido, viveram la’ sempre em ilhas insuladas de todos os ventos e tempestades que durante os ultimos 32 anos afectaram a esmagadora maioria dos Angolanos… Disso ja’ falei extensamente no meu post sobre a musica do Bonga (entretanto editado, apenas por razoes que teem a ver com o meu caracter…), mas como, desde entao, tais ataques voltaram e continuam a verificar-se diariamente, como que brotando de uma fonte absurdamente inesgotavel de obtusidade, vejo-me forcada a voltar disso falar. Nao porque me sinta sob qualquer obrigacao de “prestar contas” a quem quer que seja sobre o meu “paradeiro”, ou sobre os ques, porques e aondes da minha residencia, nao que tenha que pedir desculpas a ninguem por ser IRREMEDIAVELMENTE ANGOLANA… Apenas, e tao so, porque gostaria, muito honesta e sinceramente, que certas pessoas ganhassem um pouco (uma vez que o “full monty” em tais casos se demonstra manifestamente impossivel) de nocao de ridiculo e vergonha na cara.

De resto, bem feitas as contas, na verdade nunca estive “fora” de Angola: se as minhas idas ao pais, anuais durante a primeira decada de residencia fora, menos frequentes, mas realizadas, durante a segunda decada e as sucessivas visitas que fiz, a intervalos de meses, nos ultimos cinco anos nao sao suficientes para o demonstrar, a minha participacao em diversas actividades e frequentes publicacoes sobre questoes Angolanas em varios “media outlets”, nacionais e internacionais, durante esse periodo de “ausencia”, para ja’ nao falar do permanente contacto com familiares e amigos na terra, atestam-no de forma inequivoca. Se, de todo esse tempo, algum periodo pode ser tido como de “ausencia total”, ele nao tera’ sido certamente maior do que o de qualquer das fulanas e sicranos que por ai andam a despejar bilis sobre a minha suposta “fuga” neste e noutros blogs… Direi apenas que e’, no minimo, aviltante, pretender-se ignorar, no meio de todos esses maus figados, que Angola nao foi um pais normal nos ultimos 30 anos… que, ‘a semelhanca de praticamente todos os paises Africanos, Angola tem contribuido com milhares, senao milhoes, dos seus nacionais para as vagas de emigracao para os paises vizinhos, a Europa, os EUA e um pouco para todo o mundo. Que tais ataques partam, via de regra, de nacionais, ou seus descendentes, de um pais, Portugal, conhecido historicamente como “pais de emigrantes” e que nunca teve uma guerra como a que Angola acaba de viver nas ultimas tres decadas, torna-o ainda mais aviltante e diz tudo sobre o (ou a falta de) caracter dos seus perpetradores e das suas verdadeiras motivacoes. E nao deixa de ser particularmente interessante que sejam os mesmos que recorrem bastamente ao “Angola da’ para todos” para justificarem os seus gritos de “todos para Angola e em forca”… Obviamente “todos” menos Angolanos como eu, que o unico crime que cometem e’ exporem objectivamente factos, historicos ou correntes, que essas criaturas nem sequer se atrevem a discutir ou contradizer, preferindo, muito vil e cobardemente, atacar a pessoa e as suas circunstancias, por manifestamente nao conseguirem “derrotar” as suas ideias! Mas… palavras para que, se o odio e a inveja, principalmente se acirrados pela cobica, sao cegos, como ja’ dizia S. Tomas de Aquino!

E, para finalizar, direi tambem isto: em termos legais, pelo menos ate’ 2012, vao ter que me “aturar” a falar e a comportar-me como ANGOLANA! Aqui e noutros espacos, reais ou virtuais – o que, na verdade, mais tem contribuido ultimamente para o acirrar de tais ataques: se outras provas nao bastassem, as doentias e vergonhosas reaccoes a minha recente entrevista ao blog Szavanna e, mais recentemente, ao meu post no GVO sobre o blog Serra da Chela, sao, quanto a isso, suficientemente elucidativas… Noutros termos, fiquem sabendo que a minha nacionalidade nao me foi “concedida” por nenhum Estado ou ser vivente: foi-o pelos meus ancestrais – todos enterrados em Angola! E, ja’ agora, mais direi: toda esta nefasta experiencia (com toda a sorte de sabotagens e hostilidades abertas ou veladas) apenas me tem demonstrado onde e’ que eu “NAO estaria” e o que “NAO teria sido” de mim, como mulher, como profissional e como ser humano, se nao tivesse encontrado a tempo este “safe heaven de Sua Magestade Britanica” – onde, que fique aqui registado, prefiro permanecer ate’ ao fim dos meus dias, do que regressar a uma Angola recolonizada ou neocolonizada!



[P.S.: Para complementar (encerrar?) esta conversa, deixo aqui em anexo mais uma cronica por mim publicada no SA ha’ 5 anos]




« (...) Os países comunistas excomungavam a emigração, considerada a mais odiosa traição. Todos os que permanecessem no exterior eram condenados in absencia no seu país de origem e os seus compatriotas não se atreviam a ter qualquer contacto com eles. (…) Se um país não é independente e nem sequer o quer ser, quererá alguém ainda morrer por ele? « (Extractos de «Ignorancia», por Milan Kundera)

Uma vez que estou em mare’ de peneirar as “riquissimas experiencias” que venho colhendo com este blog, impoe-se que fale de mais uma. Concretamente, dessa inusitada (embora nao inedita, porque desde que retomei um contacto mais directo e frequente com Angola nos ultimos anos ela vem-se repetindo com igual frequencia) vaga de ataques a minha nacionalidade. Confesso que e’ uma dessas coisas que se me afigura tao absurda que, apesar da frequencia com que se manifesta, das mais diversas origens e direccoes, nao consigo racionalizar.

Fala-se, no ambito da psicanalise, de “inveja do penis” ou de “inveja dos seios” por parte de quem nao tem uma coisa ou outra. A primeira condicao talvez explique alguns dos comportamentos que referi no meu post sobre “mulheres…” (este). Quanto a segunda, nao sei, dentre os meus mais abnegados detractores, quem a tera’, mas sei certamente que eu nao a tenho em relacao a ninguem… E parece-me tambem que qualquer desses tipos de inveja se assemelha muito ao que me parece ser “inveja da nacionalidade”.

E isto porque dificilmente se encontrara’ neste momento nacionalidade mais cobicada em Africa, ou em varias outras partes do mundo, do que a Angolana. Por todas, mais do que sabidas, razoes atinentes a extensao territorial, as riquezas naturais, as aparentemente vertiginosas taxas de crescimento economico, ao bom clima e belezas paisagisticas, a dita baixa densidade populacional, as fragilidades e carencias (materiais, sociais, espirituais e psicologicas) de uma sociedade ainda confusamente a procura de si propria e de um “futuro brilhante” num pais que se tenta reinventar, depois do mais estrondoso falhanco de uma tentativa mal-parida de invencao… enfim, por todas as conhecidas razoes. Acontece, porem, que nem toda a gente que a cobica, merecida ou imerecidamente, a tem, mesmo que possa ostentar um qualquer forjado, ou comprado, B.I.. Dai a inveja de quem, obviamente, inquestionavelmente e sem qualquer necessidade de comprovativos, em forma de documentos, bandeiras, ou mascaras, a tem… dai a necessidade compulsiva por parte de muitos de, nao so’ a tentarem obter “by all means necessary”, mas tambem de negarem, invalidarem, enfim, roubarem a nacionalidade Angolana de quem legitimamente a possui…

Dai os ataques cegos, as falas de “fuga” do pais, curiosamente por parte de criaturas que fugiram de Angola antes ou por altura da independencia e que nunca mais la’ voltaram, ou que, tendo-se la’ mantido, viveram la’ sempre em ilhas insuladas de todos os ventos e tempestades que durante os ultimos 32 anos afectaram a esmagadora maioria dos Angolanos… Disso ja’ falei extensamente no meu post sobre a musica do Bonga (entretanto editado, apenas por razoes que teem a ver com o meu caracter…), mas como, desde entao, tais ataques voltaram e continuam a verificar-se diariamente, como que brotando de uma fonte absurdamente inesgotavel de obtusidade, vejo-me forcada a voltar disso falar. Nao porque me sinta sob qualquer obrigacao de “prestar contas” a quem quer que seja sobre o meu “paradeiro”, ou sobre os ques, porques e aondes da minha residencia, nao que tenha que pedir desculpas a ninguem por ser IRREMEDIAVELMENTE ANGOLANA… Apenas, e tao so, porque gostaria, muito honesta e sinceramente, que certas pessoas ganhassem um pouco (uma vez que o “full monty” em tais casos se demonstra manifestamente impossivel) de nocao de ridiculo e vergonha na cara.

De resto, bem feitas as contas, na verdade nunca estive “fora” de Angola: se as minhas idas ao pais, anuais durante a primeira decada de residencia fora, menos frequentes, mas realizadas, durante a segunda decada e as sucessivas visitas que fiz, a intervalos de meses, nos ultimos cinco anos nao sao suficientes para o demonstrar, a minha participacao em diversas actividades e frequentes publicacoes sobre questoes Angolanas em varios “media outlets”, nacionais e internacionais, durante esse periodo de “ausencia”, para ja’ nao falar do permanente contacto com familiares e amigos na terra, atestam-no de forma inequivoca. Se, de todo esse tempo, algum periodo pode ser tido como de “ausencia total”, ele nao tera’ sido certamente maior do que o de qualquer das fulanas e sicranos que por ai andam a despejar bilis sobre a minha suposta “fuga” neste e noutros blogs… Direi apenas que e’, no minimo, aviltante, pretender-se ignorar, no meio de todos esses maus figados, que Angola nao foi um pais normal nos ultimos 30 anos… que, ‘a semelhanca de praticamente todos os paises Africanos, Angola tem contribuido com milhares, senao milhoes, dos seus nacionais para as vagas de emigracao para os paises vizinhos, a Europa, os EUA e um pouco para todo o mundo. Que tais ataques partam, via de regra, de nacionais, ou seus descendentes, de um pais, Portugal, conhecido historicamente como “pais de emigrantes” e que nunca teve uma guerra como a que Angola acaba de viver nas ultimas tres decadas, torna-o ainda mais aviltante e diz tudo sobre o (ou a falta de) caracter dos seus perpetradores e das suas verdadeiras motivacoes. E nao deixa de ser particularmente interessante que sejam os mesmos que recorrem bastamente ao “Angola da’ para todos” para justificarem os seus gritos de “todos para Angola e em forca”… Obviamente “todos” menos Angolanos como eu, que o unico crime que cometem e’ exporem objectivamente factos, historicos ou correntes, que essas criaturas nem sequer se atrevem a discutir ou contradizer, preferindo, muito vil e cobardemente, atacar a pessoa e as suas circunstancias, por manifestamente nao conseguirem “derrotar” as suas ideias! Mas… palavras para que, se o odio e a inveja, principalmente se acirrados pela cobica, sao cegos, como ja’ dizia S. Tomas de Aquino!

E, para finalizar, direi tambem isto: em termos legais, pelo menos ate’ 2012, vao ter que me “aturar” a falar e a comportar-me como ANGOLANA! Aqui e noutros espacos, reais ou virtuais – o que, na verdade, mais tem contribuido ultimamente para o acirrar de tais ataques: se outras provas nao bastassem, as doentias e vergonhosas reaccoes a minha recente entrevista ao blog Szavanna e, mais recentemente, ao meu post no GVO sobre o blog Serra da Chela, sao, quanto a isso, suficientemente elucidativas… Noutros termos, fiquem sabendo que a minha nacionalidade nao me foi “concedida” por nenhum Estado ou ser vivente: foi-o pelos meus ancestrais – todos enterrados em Angola! E, ja’ agora, mais direi: toda esta nefasta experiencia (com toda a sorte de sabotagens e hostilidades abertas ou veladas) apenas me tem demonstrado onde e’ que eu “NAO estaria” e o que “NAO teria sido” de mim, como mulher, como profissional e como ser humano, se nao tivesse encontrado a tempo este “safe heaven de Sua Magestade Britanica” – onde, que fique aqui registado, prefiro permanecer ate’ ao fim dos meus dias, do que regressar a uma Angola recolonizada ou neocolonizada!



[P.S.: Para complementar (encerrar?) esta conversa, deixo aqui em anexo mais uma cronica por mim publicada no SA ha’ 5 anos]

Sunday, 22 July 2007

OUTBLOGGING @ GLOBAL VOICES ONLINE (III)


ANGOLA: 'BLOGANDO' A PARTIR DO INTERIOR DO PAIS (I)

Com uma população estimada em quase dezasseis milhões de habitantes, cinco anos depois do fim da longa guerra que durou cerca de trinta anos, a rede fixa da empresa estatal Angola Telecom apenas serve menos de um porcento da população, os Provedores de Serviços de Internet não chegam a servir uma pessoa entre mil e há apenas cerca de catorze usuários da Internet por cada mil pessoas.*

Porém, apesar deste quadro pouco animador, há alguns 'bloggers' no país, embora eles estejam maioritáriamente baseados na capital, Luanda. Há também pelo menos duas “ almas bravas” a 'blogar' a partir das províncias do interior do país. Dentre estes, tenho vindo a seguir o 'blog' Serra da Chela (que comemora este mês o seu primeiro aniversário), do jornalista Manuel Vieira, baseado no Lubango, capital da província sulana da Huíla. Apesar de blogar principalmente sobre/a partir daquela localidade, ele também o faz a partir de Luanda e outras províncias do interior do país (e, nos últimos dias, a partir de Moçambique e Swazilândia).

Um dos seus artigos que particularmente chamou a minha atenção trata de uma questão que revela, por um lado, o espectro da fome causado pelo clima e as condições metereológicas locais e, por outro lado, os conflitos que opõem as autoridades locais, em representação das suas comunidades, e as companhias extractivas que vêem explorando os recursos naturais da região sem, contudo, cumprirem com as responsabilidades sociais por si assumidas:

POPULARES DO MUNICÍPIO DOS GAMBOS, PROVÍNCIA DA HUÍLA, DENUNCIAM GRITANTES ESPECTROS DE FOME NO INTERIOR DAQUELA LOCALIDADE.

(LER ARTIGO AQUI)

ANGOLA: 'BLOGANDO' A PARTIR DO INTERIOR DO PAIS (I)

Com uma população estimada em quase dezasseis milhões de habitantes, cinco anos depois do fim da longa guerra que durou cerca de trinta anos, a rede fixa da empresa estatal Angola Telecom apenas serve menos de um porcento da população, os Provedores de Serviços de Internet não chegam a servir uma pessoa entre mil e há apenas cerca de catorze usuários da Internet por cada mil pessoas.*

Porém, apesar deste quadro pouco animador, há alguns 'bloggers' no país, embora eles estejam maioritáriamente baseados na capital, Luanda. Há também pelo menos duas “ almas bravas” a 'blogar' a partir das províncias do interior do país. Dentre estes, tenho vindo a seguir o 'blog' Serra da Chela (que comemora este mês o seu primeiro aniversário), do jornalista Manuel Vieira, baseado no Lubango, capital da província sulana da Huíla. Apesar de blogar principalmente sobre/a partir daquela localidade, ele também o faz a partir de Luanda e outras províncias do interior do país (e, nos últimos dias, a partir de Moçambique e Swazilândia).

Um dos seus artigos que particularmente chamou a minha atenção trata de uma questão que revela, por um lado, o espectro da fome causado pelo clima e as condições metereológicas locais e, por outro lado, os conflitos que opõem as autoridades locais, em representação das suas comunidades, e as companhias extractivas que vêem explorando os recursos naturais da região sem, contudo, cumprirem com as responsabilidades sociais por si assumidas:

POPULARES DO MUNICÍPIO DOS GAMBOS, PROVÍNCIA DA HUÍLA, DENUNCIAM GRITANTES ESPECTROS DE FOME NO INTERIOR DAQUELA LOCALIDADE.

(LER ARTIGO AQUI)

Saturday, 2 June 2007

OUTBLOGGING @ AFRICANPATH (IV): CAPITALIST NIGGER...

... THE MOST RACIST BOOK EVER WRITTEN ABOUT THE BLACK RACE, OR THE MOST UPLIFTING?


Let me state this upfront: I have mixed feelings about this book. And I would be inclined to believe that I have lots of company in this. Yet, when faced with its explosive mixture of provocative statements, I rend myself to what might be more plausible: this is not for the faint-hearted, it doesn’t leave any middle ground to anyone, you are either for or against its tenets, because it’s not everyday you are punched in the face with things like this, written by a Black man: “Nobody owes the Black race anything!”


This is the opening paragraph of my fourth input to AfricanPath's "Guest Blogger Series". (Read article here).


SEE MORE DETAILS ABOUT THIS BOOK HERE.
... THE MOST RACIST BOOK EVER WRITTEN ABOUT THE BLACK RACE, OR THE MOST UPLIFTING?


Let me state this upfront: I have mixed feelings about this book. And I would be inclined to believe that I have lots of company in this. Yet, when faced with its explosive mixture of provocative statements, I rend myself to what might be more plausible: this is not for the faint-hearted, it doesn’t leave any middle ground to anyone, you are either for or against its tenets, because it’s not everyday you are punched in the face with things like this, written by a Black man: “Nobody owes the Black race anything!”


This is the opening paragraph of my fourth input to AfricanPath's "Guest Blogger Series". (Read article here).


SEE MORE DETAILS ABOUT THIS BOOK HERE.

Friday, 25 May 2007

REVISITING SOUTH AFRICA - II

EXPERIENCING THE LANZERAC - STELLENBOSCH



I must confess that this was the most unique hotel experience I’ve ever had. Imagine being lodged in a huge classically decorated room with its own fireplace, a bathroom almost as big as the room and its own outdoor garden patio where you can enjoy the spells of good weather under a secular oak tree, while sipping from a glass of home-produced good old wine and facing nothing else in the horizon but the imposing view of the mountains and the sky… All this inside a private working wine farm located in the famous Jonkershoek Valley, surrounded by the picturesque Helderberg Mountains… This is the Lanzerac Hotel and Manor, in Stellenbosch - South Africa, where you are received with the phrase: “We’ve been preparing for your arrival for 300 years”!


Four years ago, in my first visit to Stellenbosch, I stayed for two weeks at the then newly built local Protea (for a series of workshops on International Trade sponsored by TRALAC, UNCTAD and the WTO), where the views from my room’s balcony were all vineyards, mountains and wondrous skies constantly changing with the mood of the local micro-climate. And I thought that was as good as you could possibly get as far as experiencing Stellenbosch went…


Then, about a year ago, I stayed for three days at the Stellenbosch Hydro Natural Health Resort, thus presented: “Nestled in the tranquillity of Ida's Valley just outside Stellenbosch, the surrounding woodlands, magical gardens and crisp mountain air make it one of the most beautiful and serene retreats on earth.” Again, that was a most memorable and reinvigorating experience.


Now, the Lanzerac is an altogether different (hi)story. As it goes: “In 1692, governor Simon van der Stel granted a considerable tract of land in the majestic Jonkershoek Valley of Stellenbosch to Isaac Schrijver who named the farm Schoongezicht (beautiful outlook) and planted the first vineyards. Over the years, the Estate passed through a succession of owners who each contributed by building on to the farm. Records show that Coenraad Fick built the cellar in 1815 and the U shaped homestead in 1830. This distinguished Manor House with its neo-classical main gable still stands today and exhibits a high level of sophistication for Cape Dutch architecture of the period.


In 1914, Schoongezicht was bought by Elizabeth Catherine English who changed the name to Lanzerac and bottled the first Lanzerac wine from grapes grown on her land. The two Rawdon brothers bought the farm in 1958 and converted the homestead and outbuildings to a luxury hotel furnished with English and Cape antiques. These buildings were declared national monuments.”


I was invited there by a group of institutional bodies and governmental think tanks sponsoring APORDE – “African Programme on Rethinking Development Economics”, a spinoff of CAPORDE - the "Cambridge Advanced Programme on Rethinking Development Economics", of the University of Cambridge, UK. It congregated a number of academics, researchers, government officials, development policy practitioners and civil society activists from different African countries and other parts of the world bent on turning Development Economics on its head.
They were expected to wrap-up their business today and I hope they’ve succeeded at their endeavours – I just felt compelled, for particular reasons, to leave them just at the beginning (yet, having arrived earlier, on my return from the Okavango Delta, I could still enjoy a good five days of the Lanzerac experience) and, I’m afraid, not totally convinced that they’ll succeed at their stated intentions… Still, all the best are my wishes, specially for the many enthusiastic Africans who took part (... there was even one talking of "a revolution about to happen" there, while wearing a t-shirt stating "Africa is not for sale", to which I responded "this revolution won't be televised"... it's being blogged though).
Afrika could well do with a serious change in mainstream development thinking and practice!
EXPERIENCING THE LANZERAC - STELLENBOSCH



I must confess that this was the most unique hotel experience I’ve ever had. Imagine being lodged in a huge classically decorated room with its own fireplace, a bathroom almost as big as the room and its own outdoor garden patio where you can enjoy the spells of good weather under a secular oak tree, while sipping from a glass of home-produced good old wine and facing nothing else in the horizon but the imposing view of the mountains and the sky… All this inside a private working wine farm located in the famous Jonkershoek Valley, surrounded by the picturesque Helderberg Mountains… This is the Lanzerac Hotel and Manor, in Stellenbosch - South Africa, where you are received with the phrase: “We’ve been preparing for your arrival for 300 years”!


Four years ago, in my first visit to Stellenbosch, I stayed for two weeks at the then newly built local Protea (for a series of workshops on International Trade sponsored by TRALAC, UNCTAD and the WTO), where the views from my room’s balcony were all vineyards, mountains and wondrous skies constantly changing with the mood of the local micro-climate. And I thought that was as good as you could possibly get as far as experiencing Stellenbosch went…


Then, about a year ago, I stayed for three days at the Stellenbosch Hydro Natural Health Resort, thus presented: “Nestled in the tranquillity of Ida's Valley just outside Stellenbosch, the surrounding woodlands, magical gardens and crisp mountain air make it one of the most beautiful and serene retreats on earth.” Again, that was a most memorable and reinvigorating experience.


Now, the Lanzerac is an altogether different (hi)story. As it goes: “In 1692, governor Simon van der Stel granted a considerable tract of land in the majestic Jonkershoek Valley of Stellenbosch to Isaac Schrijver who named the farm Schoongezicht (beautiful outlook) and planted the first vineyards. Over the years, the Estate passed through a succession of owners who each contributed by building on to the farm. Records show that Coenraad Fick built the cellar in 1815 and the U shaped homestead in 1830. This distinguished Manor House with its neo-classical main gable still stands today and exhibits a high level of sophistication for Cape Dutch architecture of the period.


In 1914, Schoongezicht was bought by Elizabeth Catherine English who changed the name to Lanzerac and bottled the first Lanzerac wine from grapes grown on her land. The two Rawdon brothers bought the farm in 1958 and converted the homestead and outbuildings to a luxury hotel furnished with English and Cape antiques. These buildings were declared national monuments.”


I was invited there by a group of institutional bodies and governmental think tanks sponsoring APORDE – “African Programme on Rethinking Development Economics”, a spinoff of CAPORDE - the "Cambridge Advanced Programme on Rethinking Development Economics", of the University of Cambridge, UK. It congregated a number of academics, researchers, government officials, development policy practitioners and civil society activists from different African countries and other parts of the world bent on turning Development Economics on its head.
They were expected to wrap-up their business today and I hope they’ve succeeded at their endeavours – I just felt compelled, for particular reasons, to leave them just at the beginning (yet, having arrived earlier, on my return from the Okavango Delta, I could still enjoy a good five days of the Lanzerac experience) and, I’m afraid, not totally convinced that they’ll succeed at their stated intentions… Still, all the best are my wishes, specially for the many enthusiastic Africans who took part (... there was even one talking of "a revolution about to happen" there, while wearing a t-shirt stating "Africa is not for sale", to which I responded "this revolution won't be televised"... it's being blogged though).
Afrika could well do with a serious change in mainstream development thinking and practice!

Sunday, 6 May 2007

SUNDAY BRAAI


FOR SOME FOOD FOR THOUGHT

READ FERNANDO PACHECO'S

"A AJUDA AO DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA"

(
HERE)

EXTRACTS:

Quem ajuda quem?

A cooperação, entendida na vertente da ajuda ao desenvolvimento, é uma actividade que faz correr rios de tinta em matéria de crítica. Qualquer forma de cooperação pressupõe participação das partes envolvidas de forma equilibrada, sobretudo no que diz respeito ao processo de tomada de decisões. No entanto, quando se fala de cooperação para o desenvolvimento, estamos, obviamente, perante uma falácia, porque, na realidade, ela é percebida como funcionando num único sentido: um dá e outro recebe, quer se trate de finanças, de bens materiais ou de ideias.

Finalmente…

Relativamente a Portugal, é reconhecido o papel fundamental que o país teve no período de vigência da troika ligada ao processo de paz. Mas foi perdendo influência, e hoje a cooperação com Portugal é vista como pouco eficaz e consistente, baseada em projectos sem coordenação. Muitas vezes pensamos que as relações pessoais podem trazer vantagens, mas já vimos que também podem trazer desvantagens. É preciso ter cuidado com o aproveitamento desses aspectos e não sobrevalorizar a língua e a história. Muitas vezes as percepções impedem o conhecimento da nova realidade que começa a nascer em Angola. Portugal, mesmo com poucos recursos financeiros, pode ocupar um lugar importante no núcleo duro de doadores, principalmente se souber tirar melhor partido das agências multilaterais, pois em Angola é quase nula a presença de portugueses nas instituições da União Europeia, do Banco Mundial ou das agências das Nações Unidas. Ultrapassados os complexos de colonizador e colonizado, Portugal pode integrar e influenciar o grupo de amigos que Angola necessita para fazerem a ponte com os países mais poderosos.


FOR SOME FOOD FOR THOUGHT

READ FERNANDO PACHECO'S

"A AJUDA AO DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA"

(
HERE)

EXTRACTS:

Quem ajuda quem?

A cooperação, entendida na vertente da ajuda ao desenvolvimento, é uma actividade que faz correr rios de tinta em matéria de crítica. Qualquer forma de cooperação pressupõe participação das partes envolvidas de forma equilibrada, sobretudo no que diz respeito ao processo de tomada de decisões. No entanto, quando se fala de cooperação para o desenvolvimento, estamos, obviamente, perante uma falácia, porque, na realidade, ela é percebida como funcionando num único sentido: um dá e outro recebe, quer se trate de finanças, de bens materiais ou de ideias.

Finalmente…

Relativamente a Portugal, é reconhecido o papel fundamental que o país teve no período de vigência da troika ligada ao processo de paz. Mas foi perdendo influência, e hoje a cooperação com Portugal é vista como pouco eficaz e consistente, baseada em projectos sem coordenação. Muitas vezes pensamos que as relações pessoais podem trazer vantagens, mas já vimos que também podem trazer desvantagens. É preciso ter cuidado com o aproveitamento desses aspectos e não sobrevalorizar a língua e a história. Muitas vezes as percepções impedem o conhecimento da nova realidade que começa a nascer em Angola. Portugal, mesmo com poucos recursos financeiros, pode ocupar um lugar importante no núcleo duro de doadores, principalmente se souber tirar melhor partido das agências multilaterais, pois em Angola é quase nula a presença de portugueses nas instituições da União Europeia, do Banco Mundial ou das agências das Nações Unidas. Ultrapassados os complexos de colonizador e colonizado, Portugal pode integrar e influenciar o grupo de amigos que Angola necessita para fazerem a ponte com os países mais poderosos.

Friday, 27 April 2007

AFRIKA: WHAT PRICE A BRAIN?


The attached two articles report on the on-going International Labour Organisation’s 11th Africa Regional meeting in Addis Ababa, Ethiopia. While the first puts a price on the brain drain affecting the continent, the second blames the International Financial Institutions (IFI) for the poverty caused by lack of jobs in African countries.

Are the two interrelated? One would think so, although the causality links are not as clear cut as it might seem at a first approach. In fact, it is not entirely clear that stemming the brain drain is an item, let alone a priority, in both the IFIs and African governments agendas. And this is so because while much is made of the brain drain, little is seriously investigated about its root causes in the societies where it occurs – and these are a complex mix of social, political, economic and cultural factors that cannot be exclusively blamed on the IFIs' policies.

Interestingly enough, in the first article, a UNDP Administrator says that "African institutions are increasingly dependent on foreign expertise"... Has anyone ever cared to look closely at the recruitment practices of African institutions such as the AU, the ADB or any of the regional organisations spread across the continent? Has anyone asked why is it that such organisations (just like the member states that constitute them) are so reluctant, if not absolutely averse, to recruiting Africans in the diaspora, giving absolute preference to expatriates from other regions of the world, even when such Africans are more qualified both technically and culturally for many of the internationally advertised posts both in their headquarters and country or regional offices? Even when such posts are subsidised, or fully paid for, by institutions such as the EU, within programmes specifically aimed at repatriating Africans in the diaspora?

No one can truly understand the full dimension of this problem until they experience the institutional (or, in some cases, casual but not less hard-hitting) levels, open or disguised, of xenophobia and active systemic exclusion practices - to the point of denying them their own nationality of origin, even when they were forced by the very systems that institute such practices to leave the country and remain abroad - directed at African expatriates by the residents in their own country of origin, the self-entitled "insiders", all self-justified in their self-righteous "more african than thou" attitude... their fellow nationals or not! Clearly indicating that the average African brain, even if under-used and also treated as an "outsider" in the host countries, might be more valued/valuable, or just better preserved, out of Africa, particularly if it does not belong to someone clearly affiliated to the prevailing political system in their country of origin. And so the brain drain goes!

The attached two articles report on the on-going International Labour Organisation’s 11th Africa Regional meeting in Addis Ababa, Ethiopia. While the first puts a price on the brain drain affecting the continent, the second blames the International Financial Institutions (IFI) for the poverty caused by lack of jobs in African countries.

Are the two interrelated? One would think so, although the causality links are not as clear cut as it might seem at a first approach. In fact, it is not entirely clear that stemming the brain drain is an item, let alone a priority, in both the IFIs and African governments agendas. And this is so because while much is made of the brain drain, little is seriously investigated about its root causes in the societies where it occurs – and these are a complex mix of social, political, economic and cultural factors that cannot be exclusively blamed on the IFIs' policies.

Interestingly enough, in the first article, a UNDP Administrator says that "African institutions are increasingly dependent on foreign expertise"... Has anyone ever cared to look closely at the recruitment practices of African institutions such as the AU, the ADB or any of the regional organisations spread across the continent? Has anyone asked why is it that such organisations (just like the member states that constitute them) are so reluctant, if not absolutely averse, to recruiting Africans in the diaspora, giving absolute preference to expatriates from other regions of the world, even when such Africans are more qualified both technically and culturally for many of the internationally advertised posts both in their headquarters and country or regional offices? Even when such posts are subsidised, or fully paid for, by institutions such as the EU, within programmes specifically aimed at repatriating Africans in the diaspora?

No one can truly understand the full dimension of this problem until they experience the institutional (or, in some cases, casual but not less hard-hitting) levels, open or disguised, of xenophobia and active systemic exclusion practices - to the point of denying them their own nationality of origin, even when they were forced by the very systems that institute such practices to leave the country and remain abroad - directed at African expatriates by the residents in their own country of origin, the self-entitled "insiders", all self-justified in their self-righteous "more african than thou" attitude... their fellow nationals or not! Clearly indicating that the average African brain, even if under-used and also treated as an "outsider" in the host countries, might be more valued/valuable, or just better preserved, out of Africa, particularly if it does not belong to someone clearly affiliated to the prevailing political system in their country of origin. And so the brain drain goes!