Sunday, 13 April 2008

LOCAL VOICES OFFLINE (12)

Things someone, somewhere in the world, was talking about but you probably weren’t listening…






Free file hosting by Ripway.com



Compras

Obs: There were interesting developments since my two previous takes on this series on Cuba, where the restrictions on access by Cubans to cellphones and tourist hotels were raised: both restrictions have been lifted!

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Tuesday, 8 April 2008

“ELOGIO DA MEDIOCRIDADE”



POEMAS DE ANTÓNIO JACINTO
(in “Sobreviver Em Tarrafal de Santiago”)

SENSAÇÕES

Inebriam-me as superfícies
Mas gosto mais dos
(Oh! volúpias sênsuas!)
Volumes dos sólidos de revolução.

Êxtase
a resolução gráfica de qualquer equação

O poema é uma resolução gráfica
Uma frémita resolução gráfica

O poeta circuncentro
da presença geométrica polidimensional
- HUMANIDADE!

C.T. Chão Bom, 13.2.68


AH! SE PUDÉSSEIS AQUI VER POESIA QUE NÃO HÁ!

Um rectângulo oco na parede caiada Mãe

Três barras de ferro horizontais Mãe
Na vertical oito varões Mãe
Ao todo
vinte e quatro quadrados Mãe
No aro exterior
Dois caixilhos Mãe
somam
doze rectângulos de vidro Mãe
As barras e os varões Mãe
projectam sombras nos vidros
feitos espelhos Mãe

Lá fora é noite Mãe
O campo
a povoação
a ilha
o arquipélago
O mundo que não se vê Mãe
Dum lado e doutro, a Morte, Mãe
A morte como a sombra que passa pela vidraça Mãe

A morte sem boca sem rosto sem gritos Mãe
E lá fora é o lá fora que se não vê Mãe

Cale-se o que não se vê Mãe
e veja-se o que se sente Mãe
que o poema está no que
e como se vê, Mãe
Ah! se pudésseis aqui ver poesia que não há!

Mãe
aqui não há poesia
É triste, Mãe
Já não haver poesia
Mãe, não há poesia, não há
Mãe

Num cavalo de nuvens brancas
o luar incendeia carícias
e vem, por sobre meu rosto magro
deixar teus beijos Mãe, teus beijos Mãe

Ah! se pudésseis aqui ver poesia que não há!

C.T. Chão Bom, 13.2.68


LOUCURA

“nem todos atingem a craveira de poderem ser doidos, risco inerente à verdade e ao ser”

“não é doido quem quer”
JACQUES LACAN

A loucura é uma confirmação
sangue
na coragem de ser louco
na natureza
e veios de oiro
e máscara

A loucura
é afirmação humana
crónica indiferença
da coragem-alienação
orelha de Vicente Van Gogh

Um passo em frente
iluminado o vegetal
(há clorofila no louco)
e tortura estimulante

sangue rítmico
em ondas insanas
amor-sexo-amor
mar-sal
e nada
ou noite
mitos e símbolos
loucos
e tu poesia
Tua beleza
vinho-rubi
lábios-sangue
sol lá fora
Poesia!

C.T. Chão Bom, 25.7.69


CENSURA

Deram-me o gabarit
Para edificar o poema
A área coberta e
Dos passeios a largura

Os cuidados de incêndio
Um pouco de sanidade urbana
Do compêndio
E abertos postigos às vigilâncias dos vizinhos

Tudo com reguladas vistorias
Ritos de aços e cadinhos
Irresponsabilidades frias

Mania impossível da comissão incrível
- Eia fantasmas de murquir estrelas
Poema não tem cota de nível!

C.T. Chão Bom, versão de 30.7.79

***

Caro Jacinto: Um abraço. São belíssimos os poemas. 6 vão já para Vida e Cultura. O conto e os dez serão para a Gazeta Lavra & Oficina, que sairá muito mais tarde, lá para o fim deste ano. Tens de publicar os teus inéditos: não é justo não os podermos conhecer e, até, como exemplo, na hora que passa, de qualidade e dignidade. Não são palavras só de amigo, ou de Secretário Geral (da União dos Escritores Angolanos - UEA), são de leitor de poesia…

ANTÓNIO CARDOSO
18.08.82
(Introdução a “Sobreviver Em Tarrafal de Santiago”)







Adeus a Hora da Largada (2006)- Ruy Mingas (Poema de Agostinho Neto)





Monangambe' (1974)- Ruy Mingas (Poema de Antonio Jacinto)



POEMAS DE ANTÓNIO JACINTO
(in “Sobreviver Em Tarrafal de Santiago”)

SENSAÇÕES

Inebriam-me as superfícies
Mas gosto mais dos
(Oh! volúpias sênsuas!)
Volumes dos sólidos de revolução.

Êxtase
a resolução gráfica de qualquer equação

O poema é uma resolução gráfica
Uma frémita resolução gráfica

O poeta circuncentro
da presença geométrica polidimensional
- HUMANIDADE!

C.T. Chão Bom, 13.2.68


AH! SE PUDÉSSEIS AQUI VER POESIA QUE NÃO HÁ!

Um rectângulo oco na parede caiada Mãe

Três barras de ferro horizontais Mãe
Na vertical oito varões Mãe
Ao todo
vinte e quatro quadrados Mãe
No aro exterior
Dois caixilhos Mãe
somam
doze rectângulos de vidro Mãe
As barras e os varões Mãe
projectam sombras nos vidros
feitos espelhos Mãe

Lá fora é noite Mãe
O campo
a povoação
a ilha
o arquipélago
O mundo que não se vê Mãe
Dum lado e doutro, a Morte, Mãe
A morte como a sombra que passa pela vidraça Mãe

A morte sem boca sem rosto sem gritos Mãe
E lá fora é o lá fora que se não vê Mãe

Cale-se o que não se vê Mãe
e veja-se o que se sente Mãe
que o poema está no que
e como se vê, Mãe
Ah! se pudésseis aqui ver poesia que não há!

Mãe
aqui não há poesia
É triste, Mãe
Já não haver poesia
Mãe, não há poesia, não há
Mãe

Num cavalo de nuvens brancas
o luar incendeia carícias
e vem, por sobre meu rosto magro
deixar teus beijos Mãe, teus beijos Mãe

Ah! se pudésseis aqui ver poesia que não há!

C.T. Chão Bom, 13.2.68


LOUCURA

“nem todos atingem a craveira de poderem ser doidos, risco inerente à verdade e ao ser”

“não é doido quem quer”
JACQUES LACAN

A loucura é uma confirmação
sangue
na coragem de ser louco
na natureza
e veios de oiro
e máscara

A loucura
é afirmação humana
crónica indiferença
da coragem-alienação
orelha de Vicente Van Gogh

Um passo em frente
iluminado o vegetal
(há clorofila no louco)
e tortura estimulante

sangue rítmico
em ondas insanas
amor-sexo-amor
mar-sal
e nada
ou noite
mitos e símbolos
loucos
e tu poesia
Tua beleza
vinho-rubi
lábios-sangue
sol lá fora
Poesia!

C.T. Chão Bom, 25.7.69


CENSURA

Deram-me o gabarit
Para edificar o poema
A área coberta e
Dos passeios a largura

Os cuidados de incêndio
Um pouco de sanidade urbana
Do compêndio
E abertos postigos às vigilâncias dos vizinhos

Tudo com reguladas vistorias
Ritos de aços e cadinhos
Irresponsabilidades frias

Mania impossível da comissão incrível
- Eia fantasmas de murquir estrelas
Poema não tem cota de nível!

C.T. Chão Bom, versão de 30.7.79

***

Caro Jacinto: Um abraço. São belíssimos os poemas. 6 vão já para Vida e Cultura. O conto e os dez serão para a Gazeta Lavra & Oficina, que sairá muito mais tarde, lá para o fim deste ano. Tens de publicar os teus inéditos: não é justo não os podermos conhecer e, até, como exemplo, na hora que passa, de qualidade e dignidade. Não são palavras só de amigo, ou de Secretário Geral (da União dos Escritores Angolanos - UEA), são de leitor de poesia…

ANTÓNIO CARDOSO
18.08.82
(Introdução a “Sobreviver Em Tarrafal de Santiago”)







Adeus a Hora da Largada (2006)- Ruy Mingas (Poema de Agostinho Neto)





Monangambe' (1974)- Ruy Mingas (Poema de Antonio Jacinto)

Monday, 7 April 2008

ECOS DA IMPRENSA ANGOLANA (4)

“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”

Manuel Alegre


Com algum atraso, mas ainda em tempo util, a resposta de Jose' Eduardo Agualusa as reaccoes as suas afirmacoes, publicada a 28/03/08 no A Capital:

'GOSTO UNICO'

"Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com algumas das reacções a uma entrevista que concedi recentemente ao Semanário Angolense. Atravessamos um tempo um pouco estranho, de transição de um regime de pensamento único para aquilo que, espero, venha a ser uma verdadeira democracia. O que diferencia uma ditadura de uma democracia é a pluralidade de ideias e de opiniões sobre qualquer assunto, e a forma como essas ideias são recebidas não apenas pelos governantes, mas pela generalidade da população.Os ditadores esforçam-se por estabelecer primeiro uma determinada ideologia política, mas raramente se detêm aqui – tentam a seguir impor a toda a gente os seus próprios gostos sobre música, literatura, artes plásticas, desporto, sexo, ou mesmo moda."

[Aqui]

***
O post-mortem do desabamento do edificio da DNIC dominou as headlines

no Semanario Angolense:


[Aqui e Aqui]

e no Angolense:


[Aqui]


“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”

Manuel Alegre


Com algum atraso, mas ainda em tempo util, a resposta de Jose' Eduardo Agualusa as reaccoes as suas afirmacoes, publicada a 28/03/08 no A Capital:

'GOSTO UNICO'

"Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com algumas das reacções a uma entrevista que concedi recentemente ao Semanário Angolense. Atravessamos um tempo um pouco estranho, de transição de um regime de pensamento único para aquilo que, espero, venha a ser uma verdadeira democracia. O que diferencia uma ditadura de uma democracia é a pluralidade de ideias e de opiniões sobre qualquer assunto, e a forma como essas ideias são recebidas não apenas pelos governantes, mas pela generalidade da população.Os ditadores esforçam-se por estabelecer primeiro uma determinada ideologia política, mas raramente se detêm aqui – tentam a seguir impor a toda a gente os seus próprios gostos sobre música, literatura, artes plásticas, desporto, sexo, ou mesmo moda."

[Aqui]

***
O post-mortem do desabamento do edificio da DNIC dominou as headlines

no Semanario Angolense:


[Aqui e Aqui]

e no Angolense:


[Aqui]


Sunday, 6 April 2008

SUNDAY SILENCE


[Photo from Here]

[Photo from Here]

Friday, 4 April 2008

STILL DREAMING AFTER ALL THESE (40) YEARS




Date: Fri, 4 Apr 2008 11:10:11 -0400
To: "Ana Santana"
From: "Michelle Obama"
Subject: Yes, they can

Ana --
Today is the 40th anniversary of the tragic assassination of Dr. Martin Luther King Jr., and I want to share a video that reveals how far we've come and how much this campaign owes to Dr. King's legacy.
Students at a high school in the Bronx, who had no real interest in their government, have found new hope. They were surprised by their own excitement and engagement, but to me, they embody so many reasons why Barack and I decided to get into this campaign.
It's truly moving to see young people inspired by a political leader -- someone who gives them hope and reminds them that they can be anything they want to be if they work hard.
Watch what these kids have to say about politics and race in this country:

http://my.barackobama.com/yestheycan

Much has changed in this country since Dr. King's death, and thanks to his life and work we have taken critical strides towards racial equality.
The simple fact that Barack is running a competitive campaign for President is a direct result of Dr. King's legacy -- and this movement for change would be impossible without the support of people of all races, ages, and backgrounds.
I remember back in December of 2006, a group of us were discussing the possibility of Barack running for President. And as you might have read, I was hesitant about the idea.
But then Barack started talking about why he really wanted to do this -- to bring people together and to change the tone of the way we talk to each other in this country. He talked about the need for people to be inspired by their leaders, and the importance of leadership to chart a different course. He talked about Dr. King and Bobby Kennedy, and their passion to challenge a new generation and provide them with role models.
Barack promised that as a candidate and as President he would do everything he could to bring new people to the table. He shared his desire to reach out to our neglected inner cities, to strive to be a role model for young people, and to connect with people who are not involved in politics -- those who feel their voices haven't been heard, those who have been left behind, and those who have been turned off by all the petty bickering in recent years.
We can change that, by standing on the shoulders of folks like Dr. King who came before us.
Watching these students who are excited about their own role in politics for the first time, and watching Barack as he strives to live up to the challenges Dr. King made possible, I am truly touched.
I hope you'll watch this video and share that feeling with your friends and family:
http://my.barackobama.com/yestheycan

Thank you,
Michelle Obama



Date: Fri, 4 Apr 2008 11:10:11 -0400
To: "Ana Santana"
From: "Michelle Obama"
Subject: Yes, they can

Ana --
Today is the 40th anniversary of the tragic assassination of Dr. Martin Luther King Jr., and I want to share a video that reveals how far we've come and how much this campaign owes to Dr. King's legacy.
Students at a high school in the Bronx, who had no real interest in their government, have found new hope. They were surprised by their own excitement and engagement, but to me, they embody so many reasons why Barack and I decided to get into this campaign.
It's truly moving to see young people inspired by a political leader -- someone who gives them hope and reminds them that they can be anything they want to be if they work hard.
Watch what these kids have to say about politics and race in this country:

http://my.barackobama.com/yestheycan

Much has changed in this country since Dr. King's death, and thanks to his life and work we have taken critical strides towards racial equality.
The simple fact that Barack is running a competitive campaign for President is a direct result of Dr. King's legacy -- and this movement for change would be impossible without the support of people of all races, ages, and backgrounds.
I remember back in December of 2006, a group of us were discussing the possibility of Barack running for President. And as you might have read, I was hesitant about the idea.
But then Barack started talking about why he really wanted to do this -- to bring people together and to change the tone of the way we talk to each other in this country. He talked about the need for people to be inspired by their leaders, and the importance of leadership to chart a different course. He talked about Dr. King and Bobby Kennedy, and their passion to challenge a new generation and provide them with role models.
Barack promised that as a candidate and as President he would do everything he could to bring new people to the table. He shared his desire to reach out to our neglected inner cities, to strive to be a role model for young people, and to connect with people who are not involved in politics -- those who feel their voices haven't been heard, those who have been left behind, and those who have been turned off by all the petty bickering in recent years.
We can change that, by standing on the shoulders of folks like Dr. King who came before us.
Watching these students who are excited about their own role in politics for the first time, and watching Barack as he strives to live up to the challenges Dr. King made possible, I am truly touched.
I hope you'll watch this video and share that feeling with your friends and family:
http://my.barackobama.com/yestheycan

Thank you,
Michelle Obama

Wednesday, 2 April 2008

ECOS DA IMPRENSA ANGOLANA - 3

“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”


Manuel Alegre

***


A polemica sobre os supostamente “poetas mediocres” continuou e dos varios artigos de opiniao que sobre ela recebi, destaco os que se seguem.


Wilson Dada, introdu-la assim na sua Kuluna semanal:

“O ambiente começa a ficar escaldante. O ambiente já é de facto de pré-campanha eleitoral. Cruzam-se as entrevistas. Chocam-se os colunistas. Trocam-se os galhardetes. Ninguém quer levar desaforos para casa, pois todos já temos problemas domésticos mais do que suficientes para acrescentarmos mais um. Estamos no território livre da opinião para todos os gostos e feitios em nome do direito à diferença que é fundamental, que é constitucional. A liberdade de expressão. A liberdade de crítica política, social, cultural, religiosa e desportiva, sem a qual a democracia não faz qualquer sentido. Todas estas liberdades manifestam-se, como sempre, no grande berço da humanidade que é a acolhedora liberdade de imprensa, sem a qual o debate público indispensável ao projecto democrático não seria possível.”

***

Laurindo Vieira expressa a sua opiniao no Jornal de Angola:

“Julgo que a comparação entre Agostinho Neto com outros poetas, feita por Agualusa e retomada por Sousa Jamba é patológica. Patológica porque toda a comparação que visa denegrir uns e valorizar outros não é comparação. A comparação deve resultar de uma perspectiva diferencial, ou seja, compreender o que cada um tem de diferente em relação ao outro e de que forma estas diferenças podem ser construtoras de sentidos epistemológicos ou de outra natureza. Gosto da poesia de Agostinho Neto, de Viriato da Cruz, tal como gosto da poesia de Manuel Alegre. São todas poesias lindas, mas diferentes, porque se os sonhos são diferentes, por que razão Agostinho Neto há-de ser igual a Philipp Larkin, Ted Hughes ou José Craveirinha?”

***

Luis Kandjimbo, no Semanario Angolense (SA), insere o debate num quadro analitico mais alargado:

“O debate sobre o cânone literário em Angola emerge pela primeira vez e ganha visibilidade pública a partir de 1997, por ocasião do Encontro Internacional sobre Literatura Angolana, realizado em Luanda, quando perante os argumentos de Pires Laranjeira, que identificava a coexistência em Angola de duas lutas por um novo cânone, rotulando-me como «fundamentalista negro» devido à minha leitura fundamentada do romance Yaka de Pepetela – no qual o autor esvazia o valor de determinada categoria de personagens referenciais – apresentei uma comunicação denunciando a existência de uma ideologia oculta na «escola de estudos literários africanos em Portugal» que faz a apologia da crioulidade e de um cânone literário de «escritores mestiços» de que dependeria o prestígio da Literatura Angolana.
(…)
No entanto, Angola não se assemelha em nada àquilo a que os luso-tropicalistas consideravam como sendo «o mundo que o português criou» de que resultariam as sobreditas «ilhas crioulas». De resto, estas não existem em Angola. As polémicas desencadeadas em torno da selecção de obras constitutivas de um conjunto a que se deu o nome de «Biblioteca da Literatura Angolana» e acerca da apreciação estética da obra poética de Agostinho Neto, António Jacinto e António Cardoso traduzem bem a existência de conflitualidade de teorias, estéticas e interpretações, revelando uma certa geopolítica do conhecimento, o lugar a partir do qual cada um produz o seu discurso.”


***

O Secretario Geral da UEA, Botelho de Vasconcelos, tambem disse de sua justica em entrevista ao SA:

"Quero deixar claro que não sou apologista de uma certa crítica publicada em certos órgãos que usaram expressões nada polidas e até sugeriam que por causa dessas declarações todos nós, principalmente o João Melo e o Mena Abrantes, o considerássemos como um «homem» sarnento. Mesmo nos actos mais graves da nossa vida social, os laços de amizade devem sempre fazer florir os gestos de solidariedade, porque é nos momentos «infelizes» que devemos contar com os ombros do próximo. Num dos textos deixaram passar respostas que utilizaram a maledicência para atingirem com pedras o confrade. Por essa via viciada, teríamos que usar mais pedras porque alguns confrades gostam desse exercício de escárnio e de falta de rigor e ética quando escrevem ou comentam os títulos dos seus confrades cujas obras sempre concorrerão para o enriquecimento da nossa literatura."

***

Para fechar com chave de ouro, tambem no SA, uma noticia ainda no dominio da cultura/literatura, um tanto agridoce pelo que evoca de saudades do Tio Aires, mas mais bonita que as anteriores, como ele certamente gostaria:

"A anciã Esperança Lima Coelho, a «Panchita», como é chamada por todos, que se diz ter sido a «musa» que, ao seu tempo, inspirou o poeta Aires de Almeida Santos a escrever o seu célebre poema «Meu Amor da Rua 11», faz 80 anos na próxima terça-feira, 25, sendo por isso alvo de uma homenagem da sociedade benguelense, onde é bem-querida, pela comemoração da data."
“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”


Manuel Alegre

***


A polemica sobre os supostamente “poetas mediocres” continuou e dos varios artigos de opiniao que sobre ela recebi, destaco os que se seguem.


Wilson Dada, introdu-la assim na sua Kuluna semanal:

“O ambiente começa a ficar escaldante. O ambiente já é de facto de pré-campanha eleitoral. Cruzam-se as entrevistas. Chocam-se os colunistas. Trocam-se os galhardetes. Ninguém quer levar desaforos para casa, pois todos já temos problemas domésticos mais do que suficientes para acrescentarmos mais um. Estamos no território livre da opinião para todos os gostos e feitios em nome do direito à diferença que é fundamental, que é constitucional. A liberdade de expressão. A liberdade de crítica política, social, cultural, religiosa e desportiva, sem a qual a democracia não faz qualquer sentido. Todas estas liberdades manifestam-se, como sempre, no grande berço da humanidade que é a acolhedora liberdade de imprensa, sem a qual o debate público indispensável ao projecto democrático não seria possível.”

***

Laurindo Vieira expressa a sua opiniao no Jornal de Angola:

“Julgo que a comparação entre Agostinho Neto com outros poetas, feita por Agualusa e retomada por Sousa Jamba é patológica. Patológica porque toda a comparação que visa denegrir uns e valorizar outros não é comparação. A comparação deve resultar de uma perspectiva diferencial, ou seja, compreender o que cada um tem de diferente em relação ao outro e de que forma estas diferenças podem ser construtoras de sentidos epistemológicos ou de outra natureza. Gosto da poesia de Agostinho Neto, de Viriato da Cruz, tal como gosto da poesia de Manuel Alegre. São todas poesias lindas, mas diferentes, porque se os sonhos são diferentes, por que razão Agostinho Neto há-de ser igual a Philipp Larkin, Ted Hughes ou José Craveirinha?”

***

Luis Kandjimbo, no Semanario Angolense (SA), insere o debate num quadro analitico mais alargado:

“O debate sobre o cânone literário em Angola emerge pela primeira vez e ganha visibilidade pública a partir de 1997, por ocasião do Encontro Internacional sobre Literatura Angolana, realizado em Luanda, quando perante os argumentos de Pires Laranjeira, que identificava a coexistência em Angola de duas lutas por um novo cânone, rotulando-me como «fundamentalista negro» devido à minha leitura fundamentada do romance Yaka de Pepetela – no qual o autor esvazia o valor de determinada categoria de personagens referenciais – apresentei uma comunicação denunciando a existência de uma ideologia oculta na «escola de estudos literários africanos em Portugal» que faz a apologia da crioulidade e de um cânone literário de «escritores mestiços» de que dependeria o prestígio da Literatura Angolana.
(…)
No entanto, Angola não se assemelha em nada àquilo a que os luso-tropicalistas consideravam como sendo «o mundo que o português criou» de que resultariam as sobreditas «ilhas crioulas». De resto, estas não existem em Angola. As polémicas desencadeadas em torno da selecção de obras constitutivas de um conjunto a que se deu o nome de «Biblioteca da Literatura Angolana» e acerca da apreciação estética da obra poética de Agostinho Neto, António Jacinto e António Cardoso traduzem bem a existência de conflitualidade de teorias, estéticas e interpretações, revelando uma certa geopolítica do conhecimento, o lugar a partir do qual cada um produz o seu discurso.”


***

O Secretario Geral da UEA, Botelho de Vasconcelos, tambem disse de sua justica em entrevista ao SA:

"Quero deixar claro que não sou apologista de uma certa crítica publicada em certos órgãos que usaram expressões nada polidas e até sugeriam que por causa dessas declarações todos nós, principalmente o João Melo e o Mena Abrantes, o considerássemos como um «homem» sarnento. Mesmo nos actos mais graves da nossa vida social, os laços de amizade devem sempre fazer florir os gestos de solidariedade, porque é nos momentos «infelizes» que devemos contar com os ombros do próximo. Num dos textos deixaram passar respostas que utilizaram a maledicência para atingirem com pedras o confrade. Por essa via viciada, teríamos que usar mais pedras porque alguns confrades gostam desse exercício de escárnio e de falta de rigor e ética quando escrevem ou comentam os títulos dos seus confrades cujas obras sempre concorrerão para o enriquecimento da nossa literatura."

***

Para fechar com chave de ouro, tambem no SA, uma noticia ainda no dominio da cultura/literatura, um tanto agridoce pelo que evoca de saudades do Tio Aires, mas mais bonita que as anteriores, como ele certamente gostaria:

"A anciã Esperança Lima Coelho, a «Panchita», como é chamada por todos, que se diz ter sido a «musa» que, ao seu tempo, inspirou o poeta Aires de Almeida Santos a escrever o seu célebre poema «Meu Amor da Rua 11», faz 80 anos na próxima terça-feira, 25, sendo por isso alvo de uma homenagem da sociedade benguelense, onde é bem-querida, pela comemoração da data."

Monday, 31 March 2008

THIS MONTH LAST YEAR - 3

MARCO, foi mesmo ‘Marco Mulher’ por aqui, no ano passado. Para alem da poesia, musica e artigos alusivos, houve tambem um slideshow digno de nota (mas a era dos slideshows neste blog esta’ um tanto ultrapassada, pelo menos por agora).

De efemerides, foi tambem notado o 15 de Marco em Angola e o 50mo. aniversario da independencia do Ghana – a primeira das independencias Africanas, com um artigo sobre Kwame Nkrumah.

Sobre o Zimbabwe, dois posts, talvez de particular interesse a luz dos resultados das eleicoes deste fim de semana.

Sobre a sociedade Angolana actual, dois artigos de destaque, um sobre a indigencia a que sao votados os Mais Velhos em Luanda e outro sobre as falhas do Ministerio da Cultura em relacao a criadores e artistas, com destaque para os Kiezos. Sobre a economia, um post sobre um artigo meu ja’ aqui anteriormente referido, a que recentemente acrescentei um 'podcast' da ex-Ministra das Financas da Nigeria, Ngozi Okonjo-Iweala, a quem faco referencia naquele artigo. Destaque tambem para um artigo sobre a Historia de Angola.

Livros em destaque: “Desenvolvimento e Resiliciencia Social em Africa”, de Joao Milando; “Coracao dos Bosques”, de Jose’ Eduardo Agualusa; “Sona, Desenhos na Areia”, de Unni Skogen e Sonja Skaug, e “Sabores, Odores & Sonho”, de Yours Truly.

Highlights? O inicio das series “Outblogging @ AfricanPath” e “Sunday Posts”.
Et voila! Mais coisa, menos coisa, assim foi Marco do ano passado aqui neste kubiko.
MARCO, foi mesmo ‘Marco Mulher’ por aqui, no ano passado. Para alem da poesia, musica e artigos alusivos, houve tambem um slideshow digno de nota (mas a era dos slideshows neste blog esta’ um tanto ultrapassada, pelo menos por agora).

De efemerides, foi tambem notado o 15 de Marco em Angola e o 50mo. aniversario da independencia do Ghana – a primeira das independencias Africanas, com um artigo sobre Kwame Nkrumah.

Sobre o Zimbabwe, dois posts, talvez de particular interesse a luz dos resultados das eleicoes deste fim de semana.

Sobre a sociedade Angolana actual, dois artigos de destaque, um sobre a indigencia a que sao votados os Mais Velhos em Luanda e outro sobre as falhas do Ministerio da Cultura em relacao a criadores e artistas, com destaque para os Kiezos. Sobre a economia, um post sobre um artigo meu ja’ aqui anteriormente referido, a que recentemente acrescentei um 'podcast' da ex-Ministra das Financas da Nigeria, Ngozi Okonjo-Iweala, a quem faco referencia naquele artigo. Destaque tambem para um artigo sobre a Historia de Angola.

Livros em destaque: “Desenvolvimento e Resiliciencia Social em Africa”, de Joao Milando; “Coracao dos Bosques”, de Jose’ Eduardo Agualusa; “Sona, Desenhos na Areia”, de Unni Skogen e Sonja Skaug, e “Sabores, Odores & Sonho”, de Yours Truly.

Highlights? O inicio das series “Outblogging @ AfricanPath” e “Sunday Posts”.
Et voila! Mais coisa, menos coisa, assim foi Marco do ano passado aqui neste kubiko.

ABOUT THE "BLACK & AFRICAN HISTORY MONTH" 2008

As the month draws to a close, I owe a word to all of you who might have read this post about the "Black History Month (Europe) 2008".
As the group coordinator, our good friend Bill, explains here, the group is well, alive and kicking and working hard on the source materials. These were of such extent that there was a decision to extend the timeframe beyond this month.
Unfortunately, due to other pressing commitments, I couldn’t accommodate this extension within my schedule. So, my belonging to the group ends here, but I certainly remain available for any collaboration with them whenever relevant, and wish all the best success to Bill and the BAHM Europe workgroup.
As the month draws to a close, I owe a word to all of you who might have read this post about the "Black History Month (Europe) 2008".
As the group coordinator, our good friend Bill, explains here, the group is well, alive and kicking and working hard on the source materials. These were of such extent that there was a decision to extend the timeframe beyond this month.
Unfortunately, due to other pressing commitments, I couldn’t accommodate this extension within my schedule. So, my belonging to the group ends here, but I certainly remain available for any collaboration with them whenever relevant, and wish all the best success to Bill and the BAHM Europe workgroup.

Sunday, 30 March 2008

DESASTRE EM LUANDA


(...)
Ontem ruiu o edificio da DNIC. Com cerca de 200 pessoas lá dentro. O piquete da policia que eram 14, safaram-se todos porque vieram para a rua assistir na primeira fila.
Os presos, como a própria palavra indica, não sairam e vieram até ao chão dentro do edificio. Dos escombros, já resgataram alguns vivos, alguns mortos e as familias aguardam ansiosas que apareçam os restantes.


(Mensagem de JLA recebida de Luanda)


Luanda - Na madrugada de 29 de Março por volta das 4 horas da manhã, o edificio sede da Direcção de Investigação Criminal, DNIC, de sete andares, foi abaixo depois de dois pilares racharem provocando a quebra de vidros. Os primeiros a aperceberem-se do facto, foram os homens do piquete, que de imediato fugiram para a estrada a solicitar ajuda. Na ocasião, o director provincial de Luanda, Vita Vemba, providenciou a montagem de um posto ambulatorio para prestação de primeiros socorros.

Até ao momento foram resgatadas 82 pessoas do local dos escombros, mas o número de vitimas ainda é incerto. Alguns presos foram transferidos para a Comarca de Viana. Os feridos para o Hospital Militar de Luanda. De recordar que a menos de seis meses a Comarca de Luanda teve uma rebelião. Uma das figuras de destaque que estava no edificio era o antigo jogador de futebol, Tony Estraga.

Levantam-se agora várias hipoteses para o acontecimento, tais como a possibilidade de atentado ou falta de manutenção do edificio.

(Mensagem de KB recebida de Luanda)

MAIS FOTOS AQUI


(...)
Ontem ruiu o edificio da DNIC. Com cerca de 200 pessoas lá dentro. O piquete da policia que eram 14, safaram-se todos porque vieram para a rua assistir na primeira fila.
Os presos, como a própria palavra indica, não sairam e vieram até ao chão dentro do edificio. Dos escombros, já resgataram alguns vivos, alguns mortos e as familias aguardam ansiosas que apareçam os restantes.


(Mensagem de JLA recebida de Luanda)


Luanda - Na madrugada de 29 de Março por volta das 4 horas da manhã, o edificio sede da Direcção de Investigação Criminal, DNIC, de sete andares, foi abaixo depois de dois pilares racharem provocando a quebra de vidros. Os primeiros a aperceberem-se do facto, foram os homens do piquete, que de imediato fugiram para a estrada a solicitar ajuda. Na ocasião, o director provincial de Luanda, Vita Vemba, providenciou a montagem de um posto ambulatorio para prestação de primeiros socorros.

Até ao momento foram resgatadas 82 pessoas do local dos escombros, mas o número de vitimas ainda é incerto. Alguns presos foram transferidos para a Comarca de Viana. Os feridos para o Hospital Militar de Luanda. De recordar que a menos de seis meses a Comarca de Luanda teve uma rebelião. Uma das figuras de destaque que estava no edificio era o antigo jogador de futebol, Tony Estraga.

Levantam-se agora várias hipoteses para o acontecimento, tais como a possibilidade de atentado ou falta de manutenção do edificio.

(Mensagem de KB recebida de Luanda)

MAIS FOTOS AQUI

LOCAL VOICES OFFLINE (11)

Things someone, somewhere in the world, was talking about but you probably weren’t listening…







Free file hosting by Ripway.com



Chopper for the Vice President


[Obs: President Mogae is expected to officially step down tomorrow in favour of Vice-President Ian Khama. Read more HERE]

Things someone, somewhere in the world, was talking about but you probably weren’t listening…







Free file hosting by Ripway.com



Chopper for the Vice President


[Obs: President Mogae is expected to officially step down tomorrow in favour of Vice-President Ian Khama. Read more HERE]

Saturday, 29 March 2008

FIELD DAY

WHAT IS THE 'AFRICAN DIASPORA'?




I guess it's high time Africans start seriously thinking and discussing about it.
Suggested places to start:


1.

2.

3.




I guess it's high time Africans start seriously thinking and discussing about it.
Suggested places to start:


1.

2.

3.

REAL 'AFFIRMATIVE ACTION'...

RACISM...


AND CENSORSHIP...




AT WORK!
RACISM...


AND CENSORSHIP...




AT WORK!

Thursday, 27 March 2008

COBRANCAS!

{Clique na imagem para a ampliar}


Nisto de deitar contas a vida… confesso que as vezes me apetece mandar cartas destas a alguns familiares e amigos… a quem efectivamente ate’ nem devo nada e… bem feitas as contas, muito provavelmente devem-me mais a mim do que eu a eles!

Anyway, tomo esta oportunidade para deixar esta mensagem ‘to whom it may concern’: Aqui.
{Clique na imagem para a ampliar}


Nisto de deitar contas a vida… confesso que as vezes me apetece mandar cartas destas a alguns familiares e amigos… a quem efectivamente ate’ nem devo nada e… bem feitas as contas, muito provavelmente devem-me mais a mim do que eu a eles!

Anyway, tomo esta oportunidade para deixar esta mensagem ‘to whom it may concern’: Aqui.

Tuesday, 25 March 2008

OUTBLOGGING @ AFRICANPATH (IX)

THE RACE DEBATE IN AMERICA: WHAT LESSONS FOR AFRICA?

The current U.S. Presidential contest was marked, during the first few months, by its African-American protagonist’s repeated (re)assurances to the American electorate that his run was all but about race. And, it has to be recognised, for the most part the said protagonist, Barack Obama, has been hugely successful at it. However, developments in the last few weeks, culminating with his memorable speech “A More Perfect Union”, put the race and identity debate firmly back on the agenda and (re)assured us all, in and outside America, that this presidential campaign is as much about race as it is about gender, or about war and peace, or about economic prosperity or decline. In his own words: “(…) race is an issue that I believe this nation cannot afford to ignore right now. We would be making the same mistake that Reverend Wright made in his offending sermons about America - to simplify and stereotype and amplify the negative to the point that it distorts reality. (…) But the anger is real; it is powerful; and to simply wish it away, to condemn it without understanding its roots, only serves to widen the chasm of misunderstanding that exists between the races.”

[Keep Reading Here or Here]
THE RACE DEBATE IN AMERICA: WHAT LESSONS FOR AFRICA?

The current U.S. Presidential contest was marked, during the first few months, by its African-American protagonist’s repeated (re)assurances to the American electorate that his run was all but about race. And, it has to be recognised, for the most part the said protagonist, Barack Obama, has been hugely successful at it. However, developments in the last few weeks, culminating with his memorable speech “A More Perfect Union”, put the race and identity debate firmly back on the agenda and (re)assured us all, in and outside America, that this presidential campaign is as much about race as it is about gender, or about war and peace, or about economic prosperity or decline. In his own words: “(…) race is an issue that I believe this nation cannot afford to ignore right now. We would be making the same mistake that Reverend Wright made in his offending sermons about America - to simplify and stereotype and amplify the negative to the point that it distorts reality. (…) But the anger is real; it is powerful; and to simply wish it away, to condemn it without understanding its roots, only serves to widen the chasm of misunderstanding that exists between the races.”

[Keep Reading Here or Here]

A PEACE SYMBOL 50 YEARS OLD


[READ MORE HERE]

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A COMMENT WORTH NOTING

Three months after its publication, my article at Atlantic Community, "The EU-Africa Trade Relations and The Future of Africa", finally got its first comment...

Duly noted and may others follow!

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Duly noted and may others follow!

Monday, 24 March 2008

THE NO.1 LADIES' DETECTIVE AGENCY

… Over and done with. Watched the movie yesterday on TV, liked it, but it didn’t make me relieve the mystery and excitement of reading the book while living around the places where Mma Ramotswe unveiled the cases that came to her.
Well, Anthony Minghella himself said something to the effect that “a good book always survives its adaptation, however good the latter may be”…
But, by all means, do watch it if it comes your way and make your own judgment. The late film director and the all set of actors surely deserve it.
… Over and done with. Watched the movie yesterday on TV, liked it, but it didn’t make me relieve the mystery and excitement of reading the book while living around the places where Mma Ramotswe unveiled the cases that came to her.
Well, Anthony Minghella himself said something to the effect that “a good book always survives its adaptation, however good the latter may be”…
But, by all means, do watch it if it comes your way and make your own judgment. The late film director and the all set of actors surely deserve it.

Sunday, 23 March 2008

NAVEGANDO COM OS SABORES...


Neste Domingo de Pascoa, queiram deliciar-se com este diversificado buffet...

Ou, se e' apenas um funge de domingo que vos apetece, queiram servir-se deste prato...

Mas se querem um verdadeiro banquete, entao sigam as receitas de kitutes angolanos apresentadas aqui e agradecam (ou culpem) (a)o Helder de Sousa.

Neste Domingo de Pascoa, queiram deliciar-se com este diversificado buffet...

Ou, se e' apenas um funge de domingo que vos apetece, queiram servir-se deste prato...

Mas se querem um verdadeiro banquete, entao sigam as receitas de kitutes angolanos apresentadas aqui e agradecam (ou culpem) (a)o Helder de Sousa.

Friday, 21 March 2008