Showing posts with label ETHNICITY. Show all posts
Showing posts with label ETHNICITY. Show all posts

Wednesday, 18 July 2018

AFINALE?!







[AQUI]


Posts Relacionados:


(Other) Fragments of History

Olhares ao Espelho

Angola: Pais Xenofobo?

Fiction with Reality

Angola: Identidades Coloniais Equivocadas?

Sobre o "Novo Jornal"

Sobre a "Cultura Africana Contemporanea"

&

A Implosao da Mentira

That Land




N.B.:

Dizer, nesta altura do campeonato – depois de ter passado por tudo isto e especialmente por isto – que se me esgotaram totalmente o tempo e a paciencia para este tipo de propaganda tribalista, genocidario-racista, colonial-fascista e de extrema direita neo-nazi seria, no minimo, uma redundancia: expressei-o terminantemente aqui e os posts indicados acima, entre varios outros neste blog, explicam-no a saciedade! E, apenas para fazer um “ponto de ordem” (...de honra!...), acrescento-lhes A Negacao e Afirmacao de Agostinho Neto.

Mas, uma vez que, de todas as pecas delirantes que “me foram dedicadas” ate’ agora, esta e’ a mais ridiculamente doentia e esquizofrenica (ou, simplesmente, disgusting!), porque totalmente desprovida de qualquer base material e factual de sustentacao argumentativa, logo totalmente falaciosa - onde e’ que eu ja’ falei de ‘argumentos non sequitur’? - e em aberta contravencao a todas as disposicoes nacionais, regionais e internacionais sobre os Direitos Humanos e os Direitos dos Povos [para quem ainda nao era nascido na altura, ou passou completamente ao largo do 27 de Maio de 1977, ou, "mais perto de casa", da Sexta Feira Sangrenta, este (juntamente com outros recentes e continuos vomitos de odio propalados pelo ‘Novo Jornal’ em que se fala, por exemplo, de “monstros raciais e taras tribais” e de “encarcerar os tribalistas”; ou, ja’ agora, tambem pelo ‘O Pais’, em que se fala de “baratas” a boa maneira genocidaria Rwandesa…) era precisamente o tipo de ‘perola propagandistica’ para a diabolizacao das suas vitimas e intoxicacao e manipulacao da opiniao publica com que se “batia no ferro quente” imediatamente antes e depois daquela(s) data(s) fatidica(s)!], dou-me ao trabalho de deixar aqui sobre ela apenas as seguintes “notas tecnicas”:

(…) O Reino do Kongo, cuja sede era em Mbanza Kongo, totalmente dentro das actuais fronteiras de Angola, estendia-se, na era pre-colonial, por uma regiao que, a Sul, ia ate’ a Ilha de Luanda e, a Norte, compreendia os actuais (ou partes significativas destes) Kongo Brazzaville, Gabao e Kongo Kinshasa, sendo que deste, actual RDC, areas houve que pouca ou nenhuma relacao directa, ou historicamente relevante, tiveram com o Reino do Kongo. E’ o caso do seu extremo Norte, de onde era originario Mobutu que, note-se, nao era baKongo, mas sim NgBandi (o mesmo se passa no caso da regiao Leste/Grandes Lagos da RDC, de onde sao provenientes os Kabila, que pertencem a etnia Luba e nao baKongo). Portanto, nem a actual RDC na sua totalidade, nem Mobutu, podem com propriedade ser considerados “sucessores” (certamente nao unicos) do Reino do Kongo – quanto mais nao seja porque Mobutu, como aqui se regista, assumiu o poder pela forca contra os legitimos titulares do primeiro governo independente daquele pais, Lumumba e Kasavubu, este sim, um baKongo;

(…) A “authenticite” nao foi uma 'doutrina politico-ideologica': foi, quanto muito, uma 'directriz de afirmacao identitaria nacional', que tanto nao foi culturalmente totalizante, nem na RDC, nem nos outros “paises sucessores do Reino do Kongo”, que conviveu com, por exemplo, La Sapologie e os movimentos musicais multiculturais e multi-etnicos locais, regionais e trans-continentais de que aqui se fala um pouco;

(...) Assumir a identidade e valorizar e divulgar a cultura de origem nao significa tribalismo. Tribalismo, tal como racismo, e' usar a identidade (tribal ou racica) para hostilizar, denegrir, diabolizar, humilhar, achincalhar e tentar aniquilar (simbolica ou realmente) os que nao pertencem a essa mesma tribo ou raca e respectivas culturas. E, assim sendo, aquilo que faz o autor do artigo aqui em questao, tal como os seus correlegionarios, e' precisamente, e para dizer o minimo, tribalismo e racismo! E, por isso, eles sim, deveriam ser nada mais, nada menos do que encarcerados!

(…) Seria de todo o interesse do ponto de vista do conhecimento historico-cientifico que se explicassem, demonstrassem e provassem cabalmente, por um lado, a ‘implicacao’ do Reino do Kongo no alegado “exterminio dos Khoisan” e, por outro, as suas alegadas “ligacoes e afinidades”, doutrinarias ou outras, com os Boers - talvez devam pedir a Mandela, como descendente dos Khoisan e ex-prisioneiro dos Boers, os seus insights sobre o assunto;

(…) Se algum “autoctone”, em algum momento, advogou, promoveu e praticou a “descolonizacao completa” de Angola (e de Mocambique), ele nao foi “descendente do Reino do Kongo”: a Historia tem em registo quem e como assumiu totalmente o poder pos-independencia nesse(s) pais(es); sendo que, no caso de Angola, muito gracas ao apoio de um dos “sucessores do Reino do Kongo”, o Kongo Brazaville, em oposicao directa ao Kongo de Mobutu... E, nao fossem reconhecimentos desse facto como este, dir-se-ia que ha' em todo esse irresponsavel delirio racista, xenofobo, tribalista e anti-Bakongo muito do que, com toda a propriedade, se pode e deve chamar "cuspir no prato em que se debicou"!

(…) Tanto quanto “retornar ao patamar tecno-juridico-administrativo” que Angola teve antes da independencia significa, ou pode significar, “recolonizacao” ou “neo-colonialismo”, seria de toda a conveniencia explicar-se, de preferencia “tecnica, juridica e administrativamente”, como e porque que essa e’ a unica via possivel e desejavel para que se atinja tal patamar. Um possivel ponto de partida para essa discussao pode ser encontrado, por exemplo, aqui;

(…) Finalmente, no que pessoalmente me possa tocar directamente em relacao a todas essas e, possivelmente, outras questoes relativas, tenho apenas a parafrasear aquele que, agora caminhando para o fim dos seus dias, para garantir o seu “lugar no reino dos ceus” comeca a render-se a Verdade Historica, Fidel Castro: A Historia Me Absolvera’!

[P.S.: Curiosamente, dois dias depois de isto escrito, Joseph Kabila efectua uma 'visita relampago' ao seu homologo Angolano para reafirmar os lacos entre os dois paises]




Ainda outro take sobre a mesma leitura:

O argumento basico dos apostolos da 'recolonizacao' e’ o de que todos os males de que a Africa pos-colonial enferma teem na sua origem a independencia e a saida dos colonos: "os negros sao congenitamente incapazes de se auto-governar e de criar prosperidade economico-social (sao predadores, bebados ou bufos, vida deles e’ so’ fazere bwe’ de kilapie’, roubar e matarem-se uns aos outros, e mesmo depois de terem passado pela universidade teem que tirar os sapatos para poderem contar ate' doze! E, na verdade, nao fossem os europeus, especialmente os etnologos e antropologos, nem as suas proprias culturas eles conheceriam!)"!

E os numeros e imagens das guerras, da pobreza e do subdesenvolvimento, especialmente se em comparacao com alguns paises de outras regioes do mundo (e.g. Asia e America Latina) que partiram do mesmo nivel de desenvolvimento (ou pelo menos de PIBpc) aquando das independencias africanas nos anos 60, estao ai para o demonstrar a saciedade: "o problema de Africa nao e’ outro senao os Africanos"!
Mas, mais do que isso, "se alguma vez a Africa ostentou algum progresso, foi durante o periodo colonial, logo, sem os Europeus e/ou os seus descendentes directos a Africa esta’ condenada a pobreza, subdesenvolvimento e fracasso total e eterno… logo, a unica saida possivel desse ciclo vicioso e’ a 'recolonizacao'"!

E' isto, alias, que une alguns negros e brancos, esquerdistas e direitistas, nessa canoa furada (ou, mais uma vez, de como os extremos se tocam...): i.e. aqueles que professam e sempre professaram a "supremacia euro-caucasiana" (e seus lacaios) e alguns dos que honestamente sao criticos do poder pos-independencia em Africa [com o Zimbabwe de Mugabe como grande ponto de convergencia entre esses dois afluentes - vejam-se, no entanto as posicoes (conflituosas?) de Graca Machel sobre essa questao: aqui e aqui]... Sendo que, pelo meio, ha' alguns que, como eu, nao estando seguramente do lado dos primeiros e nao necessariamente sempre do lado dos segundos, apenas tentam separar as aguas entre esses dois rios... [por isso reagi deste modo as recomendacoes do Prof. Paul Collier sobre a economia angolana - retomadas aqui e aqui - o qual, por coincidencia, foi tambem professor da Dambisa Moyo, que no seu Dead Aid advoga, nada mais nada menos, que o remedio para todos os problemas actuais de Africa esta' no fim imediato (dentro de 5 anos) da Ajuda ao Desenvolvimento (ou, como dizia a outra "experta" em patetices, "for God's sakes stop aid!") e o recurso dos estados africanos aos mercados financeiros internacionais (... nao, nada vagamente parecido com a criacao das bases para um desenvolvimento, nao apenas economico-financeiro, mas tambem e sobretudo socio-cultural, endogeno e sustentavel...), tendo-o feito num momento em que aqueles se encontra(va)m em profunda crise e num contexto em que a esmagadora maioria das economias africanas nao tem credit ratings que lhes garantam qualquer acesso significativo a tais mercados - veja-se a esse respeito o que no ultimo paragrafo deste artigo se diz sobre a economia Mocambicana... - e sendo que, tambem por coincidencia, para esses mercados ela trabalha...], e por isso acabam(os) sendo vitimas de tentativas de afogamento por ambos os lados!

Ha' ainda um terceiro afluente que e' alimentado pelos proprios circulos do poder de estado de alguns paises africanos e de algumas organizacoes regionais no continente que se tornaram aid dependent, tanto em termos tecnicos como financeiros - para estes, os contingentes de estrangeiros [ex-colonos ou nao; embora isto nao deixe de me trazer a lembranca um alto dirigente da nomenkatura angolana que, nao ha' muito tempo, foi a Portugal declarar que "nos precisamos do homem portugues"... nada contra, se isso nao soasse claramente a "nos precisamos do ex-colono (porque nao estamos a dar conta do recado)"... e menos ainda contra se ele tivesse sido mais especifico e declarasse algo como "nos precisamos prioritariamente de tecnicos qualificados" e acrescentasse, ainda que apenas implicitamente, "porque e' imperioso que invistamos em capital humano e nos precisamos mais ainda do homem angolano, quanto mais nao seja porque foi ele que nos colocou e nos mantem no poder e perante ele temos o dever e a obrigacao de lhe prover e aos seus filhos a formacao adequada para que os angolanos possam competir em pe' de igualdade com qualquer estrangeiro num mundo cada vez mais globalizado!") funcionam como um "buffer" entre os governos/aparelhos de estado e os respectivos povos, que lhes assegura a manutencao do poder e a perpetuacao de determinados individuos em certos cargos, bem como os seus hefty revenue streams e a possibilidade de "brilharem" sozinhos sem quaisquer entraves - era, em parte, a este fenomeno e as suas consequencias socio-culturais a que aqui me referia...

O unico contra-argumento plausivel a essa “inevitabilidade historica” seria se se pudessem encontrar na Africa pre-colonial exemplos de sistemas culturais capazes de gerar, pelo menos potencialmente, estabilidade politica e desenvolvimento economico-social. Aparentemente sim: “(…) o antigo Reino do Congo, notabilizado por ser, então e aparentemente, o único reino organizado na África sub-saariana. (...) Esse palmarés de primeiro entre os reinos sub-saarianos a ter contacto com a Europa e a ter relações diplomáticas com a Santa Sé foi - e continua a ser. .. – motivo de orgulho para os súbditos do rei do Congo e seus actuais descendentes.” Mas… esse mesmo Reino emblematico e paradigmatico “teve como successor o maior emblema e paradigma de fracasso em todas as frentes na Africa pos-colonial: o Congo de Mobutu”!

E, pior do que isso, os seus “actuais descendentes” e “apostolos de Mobutu e da neo-authenticite’”, mesmo quando se apresentam com creditos e meritos profissionais e academicos reconhecidos, sao “monstros racistas e tarados tribais a encarcerar” e “baratas” a eliminar da face da terra: “(…) eles sao, como os boers (e ao contrario de Agostinho Neto - casado civilizadamente com uma mulher branca e que declarou "nao havera' perdao (!) para os 'apostolos da neo-authenticite' do 27 de Maio"...; ou de Mandela - que se divorciou pessoal e politicamente da sua "profeta da neo-authenticite' primeira esposa" e que "so' nao fez o impossivel para nao 'desagradar' os brancos sul-africanos, boers incluidos"...), declaradamente neo-nazis e praticam o primado do dinheiro sobre o direito; o suborno e a falsificação de documentos; a instilação dum racismo e tribalismo como nunca existira na vida económico-social; a distorção de factos históricos e sociais; a intriga e a subserviência; o nepotismo; e, com todas estas armas, a sabotagem subreptícia dos esforços para pôr Angola a funcionar no patamar técno-jurídico-administrativo que já tivera antes da independência.”!

"Logo, 'recolonizacao' e’ o unico caminho a seguir e quem se atreva a 'levantar um dedo ou a bater uma tecla em contrario'... convem saber sempre o que lhe espera!"

Portanto:

QUE VIVA A RECOLONIZACAO!!!
RECOLONIZATION OYE’!!!



(...) Mas, na verdade, nao fosse a gravidade das questoes acima referidas, poderiamos ter poupado o ja' pouco tempo e paciencia que nos restam para todo esse nonsense a mistura com pure evil (!): e' que tudo isso parece claramente nao passar de uma "questao de inteligencia" ou, dito de outro modo, de "competicao pela paridade (ou supremacia?) da etnia, da raca e do genero no dominio intelectual" (poderia dize-lo ainda de outro modo, mas voltar a falar em inveja, ciumes, odio e afins, seria tambem mais do que uma redundancia neste blog... onde e' que por aqui ja' se falou em "inveja dos brains"?)... Senao vejamos (citando da mesma edicao do NJ acima referida):

(...) Os seus “apóstolos” não esmoreceram, nem quando encontraram situações imprevistas como mulatos com os pais, os quatro avós, os oito bisavós e os dezasseis trisavós nados, vividos, mortos e enterrados em Angola; angolanos negros tão ou mais inteligentes que eles e se não deixaram enganar; outros africanos subsaarianos nascidos em Angola (e, não raro de segunda ou até terceira geração) que não abdicam da sua actual nacionalidade e não alinham nos “cantos de sereia” dos apóstolos da neooauthenticité.

(...) O que devemos fazer pela Pátria? Provar à sociedade que o talento assusta os medíocres’ como tão bem descreveu José Alberto Gueiros há mais de 25 anos no extinto Jornal da Bahia - “assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas, boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher no seu círculo de convivência por medo de perder os seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar” O que devemos, perante este cenário, continuar a fazer pela Pátria? Demonstrar à opinião pública que os medíocres, que não aprendem nada com nada, são obstinados na conquista de lugares de destaque. O que devemos continuar a fazer pela Pátria? Pôr em evidência que os medíocres entrincheirados em posições de chefia denotam um medo indisfarçável da inteligência. O que devemos incessantemente continuar a fazer pela Pátria? Desenterrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”…

(...) Como diria o meu amigo Rainer (aprendeu nos Acores): Eta Corisco!...
Bem...! Que tal um 'cruzamento de referencias' com a minha confissao... ou com este "caso"... ou com os meus Boers... ou com os meus Khoisan...?!

(...) E... creio que Ruy Barbosa subscreveria esta: "ha' tanto kabungado tarado e monstruoso com bigodinho a Hitler e a espumar da boca com a lingua de serpente de fora, auto-convencido que e' super-inteligente e talentoizo (...e' que... Deus e' poderoizo!...) por ai a solta, que as vezes fico pensando que a kabunguice e' uma ciencia"!

(...) E, ja' agora, alguem reparou em como o obus dos "monstros raciais e taras tribais" foi lancado para o meu kintal em retaliacao directa e imediata ao comentario a este post e a este ?!... O que nos remete para "outras questoes", nomeadamente "quem e' quem, quem e' amigo de quem, quem se senta a mesa de quem e quem 'debica no prato' de quem"! Mas essas ja' aqui foram, pelo menos parcialmente, abordadas...

(...) Talvez nao seja de todo despiciendo relembrar aqui o meu "celebre debate" com o Negro Ugandes ('tao ou mais inteligente do que eu') Dennis Matanda no (agora infelizmente "desaparecido em combate") Africanpath, sobre a "recolonizacao". Como quem o seguiu de perto (e entenda bem Ingles) tera' anotado, eu comecei por responder ao seu primeiro "Call for Recolonization" com um comentario em que me declarava "un-comfortably numb" ("de-construcao" minha do titulo dos Pink Floyd que, mais recentemente, por aqui passei a volta deste post ), ao que se seguiu o meu primeiro artigo naquele site, como guest blogger, sobre a questao ("Are We All Losing The Plot?"). O Dennis respondeu imediatamente num outro artigo ("We Africans Have Lost The Plot a Long Time Ago") em que reiterava as suas posicoes iniciais, ao que eu voltei a carga tambem com um segundo artigo ("Are We All Losing The Plot? - Part II"), tendo dele obtido a seguinte resposta:

Recovering from an Intellectual Blow

Koluki, I finally got round to reading this article - and I can tell you that I have been blown away - completely. Having said that, you have made a case for the shifting of blame from the leaders of present day African countries to the history of their different nations. But is that not the problem? How can a people who have been showed these examples not react to them? How can we not look into history and 'force' our present leaders to do their good deeds? Lastly, how can we not blame our current leaders yet they, like our historical leaders, are not attempting to be students of history or leadership? That is the core of my argument. If we had leaders in the past, why do we have presidents today?
Again, your article is excellent - and I am bowled over.

Dennis Matanda


Bem, se "recovering from an intellectual blow" e "your article is excellent - and I am bowled over - completely" nao e' "cair no canto da sereia", o que quer que isso signifique...

[E abro aqui um parentesis para notar o seguinte: Este debate e, em particular, esta resposta do Dennis Matanda (e tambem estes artigos de dois jovens Sul-Africanos, ou este debate na blogosfera Mocambicana), e' bem emblematico da diferenca cultural estrutural e estruturante em relacao aquilo que (nao) e' o nivel do "debate" entre os angolanos (ou apenas alguns? ... ou apenas alguns "jornalistas"?... ou apenas alguns "intelectuais"?...): ali debateram-se seriamente ideias e conviccoes fortes e profundas sobre questoes extremamente sensiveis, tendo havido por parte do "derrotado" a hombridade, decencia, educacao, civilidade e elegancia de reconhecer a sua "derrota" e os meritos dos argumentos do adversario - mesmo sendo estes protagonizados por uma mulher (e, acrescente-se, negra!)... O que teriamos (temos tido) nos "pretensos debates" com angolanos? Nada mais do que os ataques ad hominem (... "ad mulher ", incluindo a sua vida intima e privada, ao seu corpo e a sua suposta sexualidade!...), o abuso e insulto mais baixo e soez, a tentativa de humilhacao, degradacao moral e espiritual, objectificacao sexual e destruicao fisica, psicologica e profissional (!) sem quaisquer escrupulos... E' essa a "mentalidade" da generalidade dos (ou de apenas alguns?... ou de apenas alguns "jornalistas"?... ou de apenas alguns "intelectuais"?...) angolanos!]

(...) E... quem diz, pateticamente, "resistir" (em vao) a este 'canto da sereia' e'... psicopata (ruim da cabeca) e... kabungadu (ou doente do pe')!

(...lol...)



ADENDA

"MANDELA, MOBUTU & ME"



In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]



Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]



Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]








[AQUI]


Posts Relacionados:


(Other) Fragments of History

Olhares ao Espelho

Angola: Pais Xenofobo?

Fiction with Reality

Angola: Identidades Coloniais Equivocadas?

Sobre o "Novo Jornal"

Sobre a "Cultura Africana Contemporanea"

&

A Implosao da Mentira

That Land




N.B.:

Dizer, nesta altura do campeonato – depois de ter passado por tudo isto e especialmente por isto – que se me esgotaram totalmente o tempo e a paciencia para este tipo de propaganda tribalista, genocidario-racista, colonial-fascista e de extrema direita neo-nazi seria, no minimo, uma redundancia: expressei-o terminantemente aqui e os posts indicados acima, entre varios outros neste blog, explicam-no a saciedade! E, apenas para fazer um “ponto de ordem” (...de honra!...), acrescento-lhes A Negacao e Afirmacao de Agostinho Neto.

Mas, uma vez que, de todas as pecas delirantes que “me foram dedicadas” ate’ agora, esta e’ a mais ridiculamente doentia e esquizofrenica (ou, simplesmente, disgusting!), porque totalmente desprovida de qualquer base material e factual de sustentacao argumentativa, logo totalmente falaciosa - onde e’ que eu ja’ falei de ‘argumentos non sequitur’? - e em aberta contravencao a todas as disposicoes nacionais, regionais e internacionais sobre os Direitos Humanos e os Direitos dos Povos [para quem ainda nao era nascido na altura, ou passou completamente ao largo do 27 de Maio de 1977, ou, "mais perto de casa", da Sexta Feira Sangrenta, este (juntamente com outros recentes e continuos vomitos de odio propalados pelo ‘Novo Jornal’ em que se fala, por exemplo, de “monstros raciais e taras tribais” e de “encarcerar os tribalistas”; ou, ja’ agora, tambem pelo ‘O Pais’, em que se fala de “baratas” a boa maneira genocidaria Rwandesa…) era precisamente o tipo de ‘perola propagandistica’ para a diabolizacao das suas vitimas e intoxicacao e manipulacao da opiniao publica com que se “batia no ferro quente” imediatamente antes e depois daquela(s) data(s) fatidica(s)!], dou-me ao trabalho de deixar aqui sobre ela apenas as seguintes “notas tecnicas”:

(…) O Reino do Kongo, cuja sede era em Mbanza Kongo, totalmente dentro das actuais fronteiras de Angola, estendia-se, na era pre-colonial, por uma regiao que, a Sul, ia ate’ a Ilha de Luanda e, a Norte, compreendia os actuais (ou partes significativas destes) Kongo Brazzaville, Gabao e Kongo Kinshasa, sendo que deste, actual RDC, areas houve que pouca ou nenhuma relacao directa, ou historicamente relevante, tiveram com o Reino do Kongo. E’ o caso do seu extremo Norte, de onde era originario Mobutu que, note-se, nao era baKongo, mas sim NgBandi (o mesmo se passa no caso da regiao Leste/Grandes Lagos da RDC, de onde sao provenientes os Kabila, que pertencem a etnia Luba e nao baKongo). Portanto, nem a actual RDC na sua totalidade, nem Mobutu, podem com propriedade ser considerados “sucessores” (certamente nao unicos) do Reino do Kongo – quanto mais nao seja porque Mobutu, como aqui se regista, assumiu o poder pela forca contra os legitimos titulares do primeiro governo independente daquele pais, Lumumba e Kasavubu, este sim, um baKongo;

(…) A “authenticite” nao foi uma 'doutrina politico-ideologica': foi, quanto muito, uma 'directriz de afirmacao identitaria nacional', que tanto nao foi culturalmente totalizante, nem na RDC, nem nos outros “paises sucessores do Reino do Kongo”, que conviveu com, por exemplo, La Sapologie e os movimentos musicais multiculturais e multi-etnicos locais, regionais e trans-continentais de que aqui se fala um pouco;

(...) Assumir a identidade e valorizar e divulgar a cultura de origem nao significa tribalismo. Tribalismo, tal como racismo, e' usar a identidade (tribal ou racica) para hostilizar, denegrir, diabolizar, humilhar, achincalhar e tentar aniquilar (simbolica ou realmente) os que nao pertencem a essa mesma tribo ou raca e respectivas culturas. E, assim sendo, aquilo que faz o autor do artigo aqui em questao, tal como os seus correlegionarios, e' precisamente, e para dizer o minimo, tribalismo e racismo! E, por isso, eles sim, deveriam ser nada mais, nada menos do que encarcerados!

(…) Seria de todo o interesse do ponto de vista do conhecimento historico-cientifico que se explicassem, demonstrassem e provassem cabalmente, por um lado, a ‘implicacao’ do Reino do Kongo no alegado “exterminio dos Khoisan” e, por outro, as suas alegadas “ligacoes e afinidades”, doutrinarias ou outras, com os Boers - talvez devam pedir a Mandela, como descendente dos Khoisan e ex-prisioneiro dos Boers, os seus insights sobre o assunto;

(…) Se algum “autoctone”, em algum momento, advogou, promoveu e praticou a “descolonizacao completa” de Angola (e de Mocambique), ele nao foi “descendente do Reino do Kongo”: a Historia tem em registo quem e como assumiu totalmente o poder pos-independencia nesse(s) pais(es); sendo que, no caso de Angola, muito gracas ao apoio de um dos “sucessores do Reino do Kongo”, o Kongo Brazaville, em oposicao directa ao Kongo de Mobutu... E, nao fossem reconhecimentos desse facto como este, dir-se-ia que ha' em todo esse irresponsavel delirio racista, xenofobo, tribalista e anti-Bakongo muito do que, com toda a propriedade, se pode e deve chamar "cuspir no prato em que se debicou"!

(…) Tanto quanto “retornar ao patamar tecno-juridico-administrativo” que Angola teve antes da independencia significa, ou pode significar, “recolonizacao” ou “neo-colonialismo”, seria de toda a conveniencia explicar-se, de preferencia “tecnica, juridica e administrativamente”, como e porque que essa e’ a unica via possivel e desejavel para que se atinja tal patamar. Um possivel ponto de partida para essa discussao pode ser encontrado, por exemplo, aqui;

(…) Finalmente, no que pessoalmente me possa tocar directamente em relacao a todas essas e, possivelmente, outras questoes relativas, tenho apenas a parafrasear aquele que, agora caminhando para o fim dos seus dias, para garantir o seu “lugar no reino dos ceus” comeca a render-se a Verdade Historica, Fidel Castro: A Historia Me Absolvera’!

[P.S.: Curiosamente, dois dias depois de isto escrito, Joseph Kabila efectua uma 'visita relampago' ao seu homologo Angolano para reafirmar os lacos entre os dois paises]




Ainda outro take sobre a mesma leitura:

O argumento basico dos apostolos da 'recolonizacao' e’ o de que todos os males de que a Africa pos-colonial enferma teem na sua origem a independencia e a saida dos colonos: "os negros sao congenitamente incapazes de se auto-governar e de criar prosperidade economico-social (sao predadores, bebados ou bufos, vida deles e’ so’ fazere bwe’ de kilapie’, roubar e matarem-se uns aos outros, e mesmo depois de terem passado pela universidade teem que tirar os sapatos para poderem contar ate' doze! E, na verdade, nao fossem os europeus, especialmente os etnologos e antropologos, nem as suas proprias culturas eles conheceriam!)"!

E os numeros e imagens das guerras, da pobreza e do subdesenvolvimento, especialmente se em comparacao com alguns paises de outras regioes do mundo (e.g. Asia e America Latina) que partiram do mesmo nivel de desenvolvimento (ou pelo menos de PIBpc) aquando das independencias africanas nos anos 60, estao ai para o demonstrar a saciedade: "o problema de Africa nao e’ outro senao os Africanos"!
Mas, mais do que isso, "se alguma vez a Africa ostentou algum progresso, foi durante o periodo colonial, logo, sem os Europeus e/ou os seus descendentes directos a Africa esta’ condenada a pobreza, subdesenvolvimento e fracasso total e eterno… logo, a unica saida possivel desse ciclo vicioso e’ a 'recolonizacao'"!

E' isto, alias, que une alguns negros e brancos, esquerdistas e direitistas, nessa canoa furada (ou, mais uma vez, de como os extremos se tocam...): i.e. aqueles que professam e sempre professaram a "supremacia euro-caucasiana" (e seus lacaios) e alguns dos que honestamente sao criticos do poder pos-independencia em Africa [com o Zimbabwe de Mugabe como grande ponto de convergencia entre esses dois afluentes - vejam-se, no entanto as posicoes (conflituosas?) de Graca Machel sobre essa questao: aqui e aqui]... Sendo que, pelo meio, ha' alguns que, como eu, nao estando seguramente do lado dos primeiros e nao necessariamente sempre do lado dos segundos, apenas tentam separar as aguas entre esses dois rios... [por isso reagi deste modo as recomendacoes do Prof. Paul Collier sobre a economia angolana - retomadas aqui e aqui - o qual, por coincidencia, foi tambem professor da Dambisa Moyo, que no seu Dead Aid advoga, nada mais nada menos, que o remedio para todos os problemas actuais de Africa esta' no fim imediato (dentro de 5 anos) da Ajuda ao Desenvolvimento (ou, como dizia a outra "experta" em patetices, "for God's sakes stop aid!") e o recurso dos estados africanos aos mercados financeiros internacionais (... nao, nada vagamente parecido com a criacao das bases para um desenvolvimento, nao apenas economico-financeiro, mas tambem e sobretudo socio-cultural, endogeno e sustentavel...), tendo-o feito num momento em que aqueles se encontra(va)m em profunda crise e num contexto em que a esmagadora maioria das economias africanas nao tem credit ratings que lhes garantam qualquer acesso significativo a tais mercados - veja-se a esse respeito o que no ultimo paragrafo deste artigo se diz sobre a economia Mocambicana... - e sendo que, tambem por coincidencia, para esses mercados ela trabalha...], e por isso acabam(os) sendo vitimas de tentativas de afogamento por ambos os lados!

Ha' ainda um terceiro afluente que e' alimentado pelos proprios circulos do poder de estado de alguns paises africanos e de algumas organizacoes regionais no continente que se tornaram aid dependent, tanto em termos tecnicos como financeiros - para estes, os contingentes de estrangeiros [ex-colonos ou nao; embora isto nao deixe de me trazer a lembranca um alto dirigente da nomenkatura angolana que, nao ha' muito tempo, foi a Portugal declarar que "nos precisamos do homem portugues"... nada contra, se isso nao soasse claramente a "nos precisamos do ex-colono (porque nao estamos a dar conta do recado)"... e menos ainda contra se ele tivesse sido mais especifico e declarasse algo como "nos precisamos prioritariamente de tecnicos qualificados" e acrescentasse, ainda que apenas implicitamente, "porque e' imperioso que invistamos em capital humano e nos precisamos mais ainda do homem angolano, quanto mais nao seja porque foi ele que nos colocou e nos mantem no poder e perante ele temos o dever e a obrigacao de lhe prover e aos seus filhos a formacao adequada para que os angolanos possam competir em pe' de igualdade com qualquer estrangeiro num mundo cada vez mais globalizado!") funcionam como um "buffer" entre os governos/aparelhos de estado e os respectivos povos, que lhes assegura a manutencao do poder e a perpetuacao de determinados individuos em certos cargos, bem como os seus hefty revenue streams e a possibilidade de "brilharem" sozinhos sem quaisquer entraves - era, em parte, a este fenomeno e as suas consequencias socio-culturais a que aqui me referia...

O unico contra-argumento plausivel a essa “inevitabilidade historica” seria se se pudessem encontrar na Africa pre-colonial exemplos de sistemas culturais capazes de gerar, pelo menos potencialmente, estabilidade politica e desenvolvimento economico-social. Aparentemente sim: “(…) o antigo Reino do Congo, notabilizado por ser, então e aparentemente, o único reino organizado na África sub-saariana. (...) Esse palmarés de primeiro entre os reinos sub-saarianos a ter contacto com a Europa e a ter relações diplomáticas com a Santa Sé foi - e continua a ser. .. – motivo de orgulho para os súbditos do rei do Congo e seus actuais descendentes.” Mas… esse mesmo Reino emblematico e paradigmatico “teve como successor o maior emblema e paradigma de fracasso em todas as frentes na Africa pos-colonial: o Congo de Mobutu”!

E, pior do que isso, os seus “actuais descendentes” e “apostolos de Mobutu e da neo-authenticite’”, mesmo quando se apresentam com creditos e meritos profissionais e academicos reconhecidos, sao “monstros racistas e tarados tribais a encarcerar” e “baratas” a eliminar da face da terra: “(…) eles sao, como os boers (e ao contrario de Agostinho Neto - casado civilizadamente com uma mulher branca e que declarou "nao havera' perdao (!) para os 'apostolos da neo-authenticite' do 27 de Maio"...; ou de Mandela - que se divorciou pessoal e politicamente da sua "profeta da neo-authenticite' primeira esposa" e que "so' nao fez o impossivel para nao 'desagradar' os brancos sul-africanos, boers incluidos"...), declaradamente neo-nazis e praticam o primado do dinheiro sobre o direito; o suborno e a falsificação de documentos; a instilação dum racismo e tribalismo como nunca existira na vida económico-social; a distorção de factos históricos e sociais; a intriga e a subserviência; o nepotismo; e, com todas estas armas, a sabotagem subreptícia dos esforços para pôr Angola a funcionar no patamar técno-jurídico-administrativo que já tivera antes da independência.”!

"Logo, 'recolonizacao' e’ o unico caminho a seguir e quem se atreva a 'levantar um dedo ou a bater uma tecla em contrario'... convem saber sempre o que lhe espera!"

Portanto:

QUE VIVA A RECOLONIZACAO!!!
RECOLONIZATION OYE’!!!



(...) Mas, na verdade, nao fosse a gravidade das questoes acima referidas, poderiamos ter poupado o ja' pouco tempo e paciencia que nos restam para todo esse nonsense a mistura com pure evil (!): e' que tudo isso parece claramente nao passar de uma "questao de inteligencia" ou, dito de outro modo, de "competicao pela paridade (ou supremacia?) da etnia, da raca e do genero no dominio intelectual" (poderia dize-lo ainda de outro modo, mas voltar a falar em inveja, ciumes, odio e afins, seria tambem mais do que uma redundancia neste blog... onde e' que por aqui ja' se falou em "inveja dos brains"?)... Senao vejamos (citando da mesma edicao do NJ acima referida):

(...) Os seus “apóstolos” não esmoreceram, nem quando encontraram situações imprevistas como mulatos com os pais, os quatro avós, os oito bisavós e os dezasseis trisavós nados, vividos, mortos e enterrados em Angola; angolanos negros tão ou mais inteligentes que eles e se não deixaram enganar; outros africanos subsaarianos nascidos em Angola (e, não raro de segunda ou até terceira geração) que não abdicam da sua actual nacionalidade e não alinham nos “cantos de sereia” dos apóstolos da neooauthenticité.

(...) O que devemos fazer pela Pátria? Provar à sociedade que o talento assusta os medíocres’ como tão bem descreveu José Alberto Gueiros há mais de 25 anos no extinto Jornal da Bahia - “assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas, boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher no seu círculo de convivência por medo de perder os seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar” O que devemos, perante este cenário, continuar a fazer pela Pátria? Demonstrar à opinião pública que os medíocres, que não aprendem nada com nada, são obstinados na conquista de lugares de destaque. O que devemos continuar a fazer pela Pátria? Pôr em evidência que os medíocres entrincheirados em posições de chefia denotam um medo indisfarçável da inteligência. O que devemos incessantemente continuar a fazer pela Pátria? Desenterrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”…

(...) Como diria o meu amigo Rainer (aprendeu nos Acores): Eta Corisco!...
Bem...! Que tal um 'cruzamento de referencias' com a minha confissao... ou com este "caso"... ou com os meus Boers... ou com os meus Khoisan...?!

(...) E... creio que Ruy Barbosa subscreveria esta: "ha' tanto kabungado tarado e monstruoso com bigodinho a Hitler e a espumar da boca com a lingua de serpente de fora, auto-convencido que e' super-inteligente e talentoizo (...e' que... Deus e' poderoizo!...) por ai a solta, que as vezes fico pensando que a kabunguice e' uma ciencia"!

(...) E, ja' agora, alguem reparou em como o obus dos "monstros raciais e taras tribais" foi lancado para o meu kintal em retaliacao directa e imediata ao comentario a este post e a este ?!... O que nos remete para "outras questoes", nomeadamente "quem e' quem, quem e' amigo de quem, quem se senta a mesa de quem e quem 'debica no prato' de quem"! Mas essas ja' aqui foram, pelo menos parcialmente, abordadas...

(...) Talvez nao seja de todo despiciendo relembrar aqui o meu "celebre debate" com o Negro Ugandes ('tao ou mais inteligente do que eu') Dennis Matanda no (agora infelizmente "desaparecido em combate") Africanpath, sobre a "recolonizacao". Como quem o seguiu de perto (e entenda bem Ingles) tera' anotado, eu comecei por responder ao seu primeiro "Call for Recolonization" com um comentario em que me declarava "un-comfortably numb" ("de-construcao" minha do titulo dos Pink Floyd que, mais recentemente, por aqui passei a volta deste post ), ao que se seguiu o meu primeiro artigo naquele site, como guest blogger, sobre a questao ("Are We All Losing The Plot?"). O Dennis respondeu imediatamente num outro artigo ("We Africans Have Lost The Plot a Long Time Ago") em que reiterava as suas posicoes iniciais, ao que eu voltei a carga tambem com um segundo artigo ("Are We All Losing The Plot? - Part II"), tendo dele obtido a seguinte resposta:

Recovering from an Intellectual Blow

Koluki, I finally got round to reading this article - and I can tell you that I have been blown away - completely. Having said that, you have made a case for the shifting of blame from the leaders of present day African countries to the history of their different nations. But is that not the problem? How can a people who have been showed these examples not react to them? How can we not look into history and 'force' our present leaders to do their good deeds? Lastly, how can we not blame our current leaders yet they, like our historical leaders, are not attempting to be students of history or leadership? That is the core of my argument. If we had leaders in the past, why do we have presidents today?
Again, your article is excellent - and I am bowled over.

Dennis Matanda


Bem, se "recovering from an intellectual blow" e "your article is excellent - and I am bowled over - completely" nao e' "cair no canto da sereia", o que quer que isso signifique...

[E abro aqui um parentesis para notar o seguinte: Este debate e, em particular, esta resposta do Dennis Matanda (e tambem estes artigos de dois jovens Sul-Africanos, ou este debate na blogosfera Mocambicana), e' bem emblematico da diferenca cultural estrutural e estruturante em relacao aquilo que (nao) e' o nivel do "debate" entre os angolanos (ou apenas alguns? ... ou apenas alguns "jornalistas"?... ou apenas alguns "intelectuais"?...): ali debateram-se seriamente ideias e conviccoes fortes e profundas sobre questoes extremamente sensiveis, tendo havido por parte do "derrotado" a hombridade, decencia, educacao, civilidade e elegancia de reconhecer a sua "derrota" e os meritos dos argumentos do adversario - mesmo sendo estes protagonizados por uma mulher (e, acrescente-se, negra!)... O que teriamos (temos tido) nos "pretensos debates" com angolanos? Nada mais do que os ataques ad hominem (... "ad mulher ", incluindo a sua vida intima e privada, ao seu corpo e a sua suposta sexualidade!...), o abuso e insulto mais baixo e soez, a tentativa de humilhacao, degradacao moral e espiritual, objectificacao sexual e destruicao fisica, psicologica e profissional (!) sem quaisquer escrupulos... E' essa a "mentalidade" da generalidade dos (ou de apenas alguns?... ou de apenas alguns "jornalistas"?... ou de apenas alguns "intelectuais"?...) angolanos!]

(...) E... quem diz, pateticamente, "resistir" (em vao) a este 'canto da sereia' e'... psicopata (ruim da cabeca) e... kabungadu (ou doente do pe')!

(...lol...)



ADENDA

"MANDELA, MOBUTU & ME"



In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]



Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]



Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]


Wednesday, 14 March 2012

About the 'Kony 2012' Phenomenon [Updated]*





As I was musing about the issue of “child soldiers” in the Angolan context – first here some weeks ago and here in the last few days – I was totally unaware of the global phenomenon the video below by charity Invisible Children (IC) on Joseph Kony and the Lord's Resistance Army (LRA) in Uganda has recently become, first on the social media and then on mainstream media, rising up the the American Congress and the Internacional Criminal Court.

I heard about it for the first time yesterday on this programme at BBC Radio 3, where a Ugandan journalist made a number of critical points to dispel the prevailing notion that this is a one-dimensional problem and urged the IC campaigners to dig deeper in their research and place the blame where it really belongs (if not entirely, at least shared with Joseph Kony and the LRA): on Yoweri Museveni and the Ugandan Army.

He also brought to the fore the ethnic dimensions of the problem, e.g. how the North of the country, where the LRA has its stronghold, has been historically ‘segregated’ from the rest of the country. That ‘segregationism’, he argued, takes such forms as naming a so far unexplained disease that has been ravaging the country “the Northern disease” for no other reason than that there is no known cure for it. Which led me to draw a parallel to the ‘stigma’ attached to the North of Angola over the past decade for a number of outbreaks of strange or unexplained diseases in that part of the country and also to the ethnic dimension of the Angolan war – something strongly dismissed by the official line, as recently stressed by President Jose’ Eduardo dos Santos and an Angolan journalist, both quoted here .

But the controversy sparked by the IC video and ongoing campaign doesn’t stop there and I am just catching up with it – a particularly interesting article on the issue can be found here .

Also of not are Mahmood Mamdani's views on the issue:

"The 70 million plus who have watched the Invisible Children video need to realise that the LRA – both the leaders and the children pressed into their service – are not an alien force but sons and daughters of the soil. The solution is not to eliminate them physically, but to find ways of integrating them into (Ugandan) society.
Those in the Ugandan and the US governments – and now apparently the owners of Invisible Children – must bear responsibility for regionalising the problem as the LRA and, in its tow, the Ugandan army and US advisors criss-cross the region, from Uganda to DRC to CAR. Yet, at its core the LRA remains a Ugandan problem calling for a Ugandan political solution."
[Here]


KONY 2012 from INVISIBLE CHILDREN on Vimeo.






*Update - 17/03/2012


After catching up with the full story, pondering all the arguments and balancing out the pros and cons, I decided to support the 'Kony 2012' campaign. It became, over and above its political dimensions, a matter of conscience for me.





As I was musing about the issue of “child soldiers” in the Angolan context – first here some weeks ago and here in the last few days – I was totally unaware of the global phenomenon the video below by charity Invisible Children (IC) on Joseph Kony and the Lord's Resistance Army (LRA) in Uganda has recently become, first on the social media and then on mainstream media, rising up the the American Congress and the Internacional Criminal Court.

I heard about it for the first time yesterday on this programme at BBC Radio 3, where a Ugandan journalist made a number of critical points to dispel the prevailing notion that this is a one-dimensional problem and urged the IC campaigners to dig deeper in their research and place the blame where it really belongs (if not entirely, at least shared with Joseph Kony and the LRA): on Yoweri Museveni and the Ugandan Army.

He also brought to the fore the ethnic dimensions of the problem, e.g. how the North of the country, where the LRA has its stronghold, has been historically ‘segregated’ from the rest of the country. That ‘segregationism’, he argued, takes such forms as naming a so far unexplained disease that has been ravaging the country “the Northern disease” for no other reason than that there is no known cure for it. Which led me to draw a parallel to the ‘stigma’ attached to the North of Angola over the past decade for a number of outbreaks of strange or unexplained diseases in that part of the country and also to the ethnic dimension of the Angolan war – something strongly dismissed by the official line, as recently stressed by President Jose’ Eduardo dos Santos and an Angolan journalist, both quoted here .

But the controversy sparked by the IC video and ongoing campaign doesn’t stop there and I am just catching up with it – a particularly interesting article on the issue can be found here .

Also of not are Mahmood Mamdani's views on the issue:

"The 70 million plus who have watched the Invisible Children video need to realise that the LRA – both the leaders and the children pressed into their service – are not an alien force but sons and daughters of the soil. The solution is not to eliminate them physically, but to find ways of integrating them into (Ugandan) society.
Those in the Ugandan and the US governments – and now apparently the owners of Invisible Children – must bear responsibility for regionalising the problem as the LRA and, in its tow, the Ugandan army and US advisors criss-cross the region, from Uganda to DRC to CAR. Yet, at its core the LRA remains a Ugandan problem calling for a Ugandan political solution."
[Here]


KONY 2012 from INVISIBLE CHILDREN on Vimeo.






*Update - 17/03/2012


After catching up with the full story, pondering all the arguments and balancing out the pros and cons, I decided to support the 'Kony 2012' campaign. It became, over and above its political dimensions, a matter of conscience for me.

Wednesday, 23 June 2010

Identidade(s) & Etnicidade(s): Outras Lutas, Outras Conquistas (II)

Nao se trata propriamente de algo como o mercado do Roque Santeiro em Luanda - dito "o maior mercado a ceu aberto de Africa" e actualmente em vias de demolicao -, mas assim celebra a comunidade Latina de Londres o overturn da decisao de demolicao do "maior mercado Ibero-Americano do UK":


¡Victoria latina! Corte declara ilegal destrucción del mayor Mercado iberoamericano de UK

En la mañana de hoy la corte de apelaciones de Inglaterra y Gales falló decretando ilegal la decisión de demoler la manzana de Wards Corner donde está el Pueblito Paisa, el mayor centro comercial latino del Reino Unido.
Hace unos 3 años el municipio de Haringey, en el noreste de Londres, fue haciendo una serie de acuerdos con una de las multinacionales de construcción más poderosas del país (Grainger), para otorgarle a ésta dos manzanas estratégicas que se encuentran encima de la muy transitada estación de metro de Seven Sisters (a menos de 10 minutos de la única estación internacional de tren del Reino Unido: Kings Cross).
La mayor manzana es la de Wards Corner, la cual otrora fuera la mayor galería de esta parte de la ciudad, pero que hoy es la sede de más de un centenar de negocios y viviendas. Allí se encuentra localizado el mercado de Seven Sisters llamado ‘Pueblito Paisa’ en honor a una de las principales atracciones turísticas de Medellín (Colombia).
Este centro comercial se encuentra en el corazon del barrio más multiétnico de toda Londres y posiblemente de Europa. La población local decidió movilizarse para evitar tal destrucción pues destruiría la armonía entre las etnias y la cohesión social para transformar a ese barrio tan multicultural en el centro de un complejo de departamentos de lujo para gente que pasase casi todo el tiempo trabajando en la City o en otras partes del resto de la metrópolis.
(...)
La lucha por la defensa del Pueblito Paisa fue uno de los catalizadores que hizo que hace más de 2 años se realizasen las primeras asambleas masivas iberoamericanas con autoridades y que luego dio paso a la creación de la Alianza Iberoamericana y Lusohispana de UK, el intento más serio de unir a la comunidad de habla hispana y portuguesa para ser reconocida, regularizada y respetada.

Lo que se ha conseguido es un ejemplo para todas las comunidades multiétnicas del reino Unido y para todas las comunidades latinas e iberoamericanas del mundo.


[Leia mais aqui]

Nao se trata propriamente de algo como o mercado do Roque Santeiro em Luanda - dito "o maior mercado a ceu aberto de Africa" e actualmente em vias de demolicao -, mas assim celebra a comunidade Latina de Londres o overturn da decisao de demolicao do "maior mercado Ibero-Americano do UK":


¡Victoria latina! Corte declara ilegal destrucción del mayor Mercado iberoamericano de UK

En la mañana de hoy la corte de apelaciones de Inglaterra y Gales falló decretando ilegal la decisión de demoler la manzana de Wards Corner donde está el Pueblito Paisa, el mayor centro comercial latino del Reino Unido.
Hace unos 3 años el municipio de Haringey, en el noreste de Londres, fue haciendo una serie de acuerdos con una de las multinacionales de construcción más poderosas del país (Grainger), para otorgarle a ésta dos manzanas estratégicas que se encuentran encima de la muy transitada estación de metro de Seven Sisters (a menos de 10 minutos de la única estación internacional de tren del Reino Unido: Kings Cross).
La mayor manzana es la de Wards Corner, la cual otrora fuera la mayor galería de esta parte de la ciudad, pero que hoy es la sede de más de un centenar de negocios y viviendas. Allí se encuentra localizado el mercado de Seven Sisters llamado ‘Pueblito Paisa’ en honor a una de las principales atracciones turísticas de Medellín (Colombia).
Este centro comercial se encuentra en el corazon del barrio más multiétnico de toda Londres y posiblemente de Europa. La población local decidió movilizarse para evitar tal destrucción pues destruiría la armonía entre las etnias y la cohesión social para transformar a ese barrio tan multicultural en el centro de un complejo de departamentos de lujo para gente que pasase casi todo el tiempo trabajando en la City o en otras partes del resto de la metrópolis.
(...)
La lucha por la defensa del Pueblito Paisa fue uno de los catalizadores que hizo que hace más de 2 años se realizasen las primeras asambleas masivas iberoamericanas con autoridades y que luego dio paso a la creación de la Alianza Iberoamericana y Lusohispana de UK, el intento más serio de unir a la comunidad de habla hispana y portuguesa para ser reconocida, regularizada y respetada.

Lo que se ha conseguido es un ejemplo para todas las comunidades multiétnicas del reino Unido y para todas las comunidades latinas e iberoamericanas del mundo.


[Leia mais aqui]

Saturday, 13 March 2010

Curiosidades... (I)

Sabia que?...


... Ele ha' gente que (tal como um certo jornal que a dada altura defendia esta posicao sobre a mencao da raca no BI e, mais recentemente, fez uma reviravolta de 360 graus sobre a questao...) vem defendendo a obra de Redinha como se da "palavra de Deus ou do Tchibinda Ilunga" se tratasse e usando-a a saciedade como escudo de proteccao e fonte de justificacao para uma defesa "racional" da sua "incontestavel e inalienavel pertenca", por supostos "merito e direito", ao grupo etno-linguistico Tchokwe', mas... que agora acha "sensata e inteligente" esta posicao de Fernando Pacheco?!?

(Porra!!!)

... Nao, ele ha' com cada um e com cada um@ que ate' parecem tres!!!
Eu einh?!

[... onde e' que eu ja' li algo como "(racistas estruturais) tentando mostrar porventura que os exercícios intelectuais não são para todos, isto é , tentando demonstrar que não podem ter a opinião livre dos habituais situacionistas que, consoante os tempos vão mudando, eles e elas mudam logo de ideias em nome do actualismo, nomeadamente quando passam a ter alguma visibilidade..."?]


N.B.: Este "desabafo" nao constitui qualquer comentario, quer ao artigo de Fernando Pacheco, quer a materia que lhe deu origem.

Sabia que?...


... Ele ha' gente que (tal como um certo jornal que a dada altura defendia esta posicao sobre a mencao da raca no BI e, mais recentemente, fez uma reviravolta de 360 graus sobre a questao...) vem defendendo a obra de Redinha como se da "palavra de Deus ou do Tchibinda Ilunga" se tratasse e usando-a a saciedade como escudo de proteccao e fonte de justificacao para uma defesa "racional" da sua "incontestavel e inalienavel pertenca", por supostos "merito e direito", ao grupo etno-linguistico Tchokwe', mas... que agora acha "sensata e inteligente" esta posicao de Fernando Pacheco?!?

(Porra!!!)

... Nao, ele ha' com cada um e com cada um@ que ate' parecem tres!!!
Eu einh?!

[... onde e' que eu ja' li algo como "(racistas estruturais) tentando mostrar porventura que os exercícios intelectuais não são para todos, isto é , tentando demonstrar que não podem ter a opinião livre dos habituais situacionistas que, consoante os tempos vão mudando, eles e elas mudam logo de ideias em nome do actualismo, nomeadamente quando passam a ter alguma visibilidade..."?]


N.B.: Este "desabafo" nao constitui qualquer comentario, quer ao artigo de Fernando Pacheco, quer a materia que lhe deu origem.

Wednesday, 3 March 2010

Identidade(s) & Etnicidade(s): Outras Lutas, Outras Conquistas (I)

¡Histórico!
Londres reconoció a la etnia ibero-americana/ luso-hispana



En Reino Unido hay varias etnias reconocidas pero una de las mayores (la de habla hispana y portuguesa) no figuraba en formulario alguno (pese a que se estima que entre uno y dos millones de personas en UK son de ancestros iberoamericanos).
Tras una ardua y tenaz lucha, miles de firmas recolectadas, una marcha multitudinaria y asambleas masivas con varias autoridades, la alcaldía de la mayor urbe europea ha resuelto por primera vez en la historia reconocer a las comunidades latina, brasilera, portuguesa, española e ibero-africana.
Todas ellas, pese a sus diferencias, guardan en común 5 siglos de similar historia, grupo lingüístico oficial y cultura. Juntas pueden llegar a ser la mayor minoría de la capital de las Olimpiadas.
En una reunión en la alcaldía de Londres entre importantes funcionarios y dirigentes de las comunidades de habla hispana y portuguesa, los representantes del burgomaestre londinense informaron que habrá una casilla para que de ahora en adelante podamos identificarnos y dejar de ser “otros”.






Posts Relacionados:

Falando de Geracoes

In a Statelessness State of Mind

e

Diasporando

Onde se pode encontrar esta passagem:

Quaisquer que sejam os seus méritos ou deméritos, tais mecanismos, lá onde existem, não resolvem necessáriamente os problemas de integração com que alguns segmentos da diáspora Angolana em países ocidentais não-Lusófonos se deparam. É que, excepto no caso particular dos exilados políticos oficiais, acima dos níveis mais básicos de apoio monetário, social e educativo, as instituições dos países hospedeiros tendem a privilegiar, quanto mais não seja para uma “eficiente alocação” dos seus recursos financeiros e político-eleitorais, os imigrantes provenientes das suas ex-colónias ou da sua área geo-político-cultural. Restam, à maioria dos membros das nossas comunidades nesses países, duas alternativas: a aceitação de posições subalternas, apesar dos seus esforços de superação individual, ou o regresso à terra natal. Sendo aparente que, dentre as razões explicativas do fenómeno migratório Angolano, os factores de repulsão na origem (principalmente a guerra e seus efeitos colaterais) pesam mais do que os de atracção nos países de destino, não é líquido que as novas condições de paz venham a propiciar no futuro próximo um regresso massivo ao país, embora essa seja indiscutívelmente a opção preferida pela esmagadora maioria da nossa diáspora no ocidente.
¡Histórico!
Londres reconoció a la etnia ibero-americana/ luso-hispana



En Reino Unido hay varias etnias reconocidas pero una de las mayores (la de habla hispana y portuguesa) no figuraba en formulario alguno (pese a que se estima que entre uno y dos millones de personas en UK son de ancestros iberoamericanos).
Tras una ardua y tenaz lucha, miles de firmas recolectadas, una marcha multitudinaria y asambleas masivas con varias autoridades, la alcaldía de la mayor urbe europea ha resuelto por primera vez en la historia reconocer a las comunidades latina, brasilera, portuguesa, española e ibero-africana.
Todas ellas, pese a sus diferencias, guardan en común 5 siglos de similar historia, grupo lingüístico oficial y cultura. Juntas pueden llegar a ser la mayor minoría de la capital de las Olimpiadas.
En una reunión en la alcaldía de Londres entre importantes funcionarios y dirigentes de las comunidades de habla hispana y portuguesa, los representantes del burgomaestre londinense informaron que habrá una casilla para que de ahora en adelante podamos identificarnos y dejar de ser “otros”.






Posts Relacionados:

Falando de Geracoes

In a Statelessness State of Mind

e

Diasporando

Onde se pode encontrar esta passagem:

Quaisquer que sejam os seus méritos ou deméritos, tais mecanismos, lá onde existem, não resolvem necessáriamente os problemas de integração com que alguns segmentos da diáspora Angolana em países ocidentais não-Lusófonos se deparam. É que, excepto no caso particular dos exilados políticos oficiais, acima dos níveis mais básicos de apoio monetário, social e educativo, as instituições dos países hospedeiros tendem a privilegiar, quanto mais não seja para uma “eficiente alocação” dos seus recursos financeiros e político-eleitorais, os imigrantes provenientes das suas ex-colónias ou da sua área geo-político-cultural. Restam, à maioria dos membros das nossas comunidades nesses países, duas alternativas: a aceitação de posições subalternas, apesar dos seus esforços de superação individual, ou o regresso à terra natal. Sendo aparente que, dentre as razões explicativas do fenómeno migratório Angolano, os factores de repulsão na origem (principalmente a guerra e seus efeitos colaterais) pesam mais do que os de atracção nos países de destino, não é líquido que as novas condições de paz venham a propiciar no futuro próximo um regresso massivo ao país, embora essa seja indiscutívelmente a opção preferida pela esmagadora maioria da nossa diáspora no ocidente.

Monday, 11 June 2007

AGORA LUANDA

Chega-me noticia de que o livro Agora Luanda, com fotografias de Ines Goncalves e Kiluanje Liberdade e textos de Jose Eduardo Agualusa e Delfim Sardo, recentemente publicado pela editora portuguesa Almedina, serviu de base a um documentario entitulado “Mae Ju” e a uma exposicao fotografica nas instalacoes do Centro Cutural Portugues de Luanda.



“Hoje, misturam-se pelas ruas de Luanda o umbundo oblongo dos ovimbundos. O lingala (língua que nasceu para ser cantada) e o francês arranhado dos regrês. O português afinado dos burgueses. O surdo português dos portugueses. O raro quimbundo das derradeiras bessanganas. A isso junte-se, com os novos tempos, uma pitada do mandarim elíptico dos chineses, um cheiro a especiarias do árabe solar dos libaneses; e ainda alguns vocábulos em hebreu ressuscitado, (...), colhidos sem pressa nas manhãs de domingo, em alguns dos mais sofisticados bares da Ilha. Mais o inglês, em tons sortidos, de ingleses, americanos e sul-africanos. O português feliz dos brasileiros. O espanhol encantado de um outro cubano que ficou para trás. E toda esta gente movendo-se pelos passeios, acotovelando-se nas esquinas, numa espécie de jogo universal da cabra-cega. Moços líricos. Moças tísicas. Empresas de esperança privada”, escreve Jose Eduardo Agualusa neste livro.

Chega-me noticia de que o livro Agora Luanda, com fotografias de Ines Goncalves e Kiluanje Liberdade e textos de Jose Eduardo Agualusa e Delfim Sardo, recentemente publicado pela editora portuguesa Almedina, serviu de base a um documentario entitulado “Mae Ju” e a uma exposicao fotografica nas instalacoes do Centro Cutural Portugues de Luanda.



“Hoje, misturam-se pelas ruas de Luanda o umbundo oblongo dos ovimbundos. O lingala (língua que nasceu para ser cantada) e o francês arranhado dos regrês. O português afinado dos burgueses. O surdo português dos portugueses. O raro quimbundo das derradeiras bessanganas. A isso junte-se, com os novos tempos, uma pitada do mandarim elíptico dos chineses, um cheiro a especiarias do árabe solar dos libaneses; e ainda alguns vocábulos em hebreu ressuscitado, (...), colhidos sem pressa nas manhãs de domingo, em alguns dos mais sofisticados bares da Ilha. Mais o inglês, em tons sortidos, de ingleses, americanos e sul-africanos. O português feliz dos brasileiros. O espanhol encantado de um outro cubano que ficou para trás. E toda esta gente movendo-se pelos passeios, acotovelando-se nas esquinas, numa espécie de jogo universal da cabra-cega. Moços líricos. Moças tísicas. Empresas de esperança privada”, escreve Jose Eduardo Agualusa neste livro.

Thursday, 24 May 2007

DEBATING DARFUR TODAY


Reuters Newsmakers Events is hosting a global debate on Darfur, today, in New York.

Global Voices Online Sub-Saharan Africa’s Editor, Ndesanjo Macha, is *blogcasting* live the event at his blog Jikomboe.


(Read more about Darfur here)

Reuters Newsmakers Events is hosting a global debate on Darfur, today, in New York.

Global Voices Online Sub-Saharan Africa’s Editor, Ndesanjo Macha, is *blogcasting* live the event at his blog Jikomboe.


(Read more about Darfur here)

Tuesday, 22 May 2007

PRIMEIRA CONFERENCIA DOS 'SAN' DE ANGOLA


"A 26 de Abril 2007, representantes das Comunidades San Angolanas, membros dos Governos Provinciais da Huíla, do Cunene, do Cuando Cubando, Sans da Namíbia, do Botswana e da África do Sul, bem como membros de ONGs e activistas da sociedade civil, reuniram-se no Lubango, capital da Província da Huíla, para o evento histórico que foi a Primeira Conferência Angolana sobre os San.

A conferência foi precedida por 2 dias de pré-conferência, durante os quais líderes San de Angola, da Namíbia, do Botswana e da África do Sul, partilharam as suas experiências, esperanças e ideias para a melhoria das suas condições de vida. Trabalhando em pequenos grupos e em plenário, os San Angolanos e os seus colegas Sul Africanos, reflectiram sobre assuntos como a fome, falta de direitos sobre a terra, conflitos sobre água, falta de escolas e clínicas, e o não reconhecimento dos seus líderes.

As mais importantes recomendações produzidas durante a pré-conferência, foram apresentadas a membros do Governo e ao público durante a conferência, através de uma canção em que se podia ouvir o seguinte:

“Somos todos Angolanos.
Queremos ter os mesmos direitos que todos os outros Angolanos.
Temos vontade de trabalhar
Temos força para cultivar os nossos campos
Temos o sonho de uma vida sem abusos
Queremos treinamento para os nossos líderes
Queremos respeito pelas nossas comunidades e pelos nossos líderes
Queremos ser parte do novo futuro de Angola
Queremos escolas, postos médicos e uma adequada legislação sobre a terra
Queremos um pagamento justo pelo nosso trabalho
Queremos uma boa relação com os nossos vizinhos Bantu
Queremos a mesma ajuda que outros recebem.”

(Extracto do comunicado oficial de imprensa sobre o evento)

Mais informacao e fotos aqui.

"A 26 de Abril 2007, representantes das Comunidades San Angolanas, membros dos Governos Provinciais da Huíla, do Cunene, do Cuando Cubando, Sans da Namíbia, do Botswana e da África do Sul, bem como membros de ONGs e activistas da sociedade civil, reuniram-se no Lubango, capital da Província da Huíla, para o evento histórico que foi a Primeira Conferência Angolana sobre os San.

A conferência foi precedida por 2 dias de pré-conferência, durante os quais líderes San de Angola, da Namíbia, do Botswana e da África do Sul, partilharam as suas experiências, esperanças e ideias para a melhoria das suas condições de vida. Trabalhando em pequenos grupos e em plenário, os San Angolanos e os seus colegas Sul Africanos, reflectiram sobre assuntos como a fome, falta de direitos sobre a terra, conflitos sobre água, falta de escolas e clínicas, e o não reconhecimento dos seus líderes.

As mais importantes recomendações produzidas durante a pré-conferência, foram apresentadas a membros do Governo e ao público durante a conferência, através de uma canção em que se podia ouvir o seguinte:

“Somos todos Angolanos.
Queremos ter os mesmos direitos que todos os outros Angolanos.
Temos vontade de trabalhar
Temos força para cultivar os nossos campos
Temos o sonho de uma vida sem abusos
Queremos treinamento para os nossos líderes
Queremos respeito pelas nossas comunidades e pelos nossos líderes
Queremos ser parte do novo futuro de Angola
Queremos escolas, postos médicos e uma adequada legislação sobre a terra
Queremos um pagamento justo pelo nosso trabalho
Queremos uma boa relação com os nossos vizinhos Bantu
Queremos a mesma ajuda que outros recebem.”

(Extracto do comunicado oficial de imprensa sobre o evento)

Mais informacao e fotos aqui.