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Tuesday, 12 June 2012

Novo Livro sobre Kimpa Vita



 306 ANIVERSÁRIO DA MORTE DE KIMPA VITA


 PUBLICACAO DE UM NOVO ROMANCE EM PARIS
  
Numa dinâmica imparável, a capital francesa registou, há dias, o lançamento de mais uma obra literária sobre a célebre heroína africana, trabalho do médico congolês, da margem esquerda, Magloire Mpembi Nkosi, patenteada nas edições Anibwe.
 
A apresentação deste livro enquadrou-se, na comemoração da efeméride marcando a morte na fogueira, vítima da Inquisição, no dia 2 de Julho de 1706, em Evolulu, nos arredores de Mbanza Kongo, atual capital da Província angolana do Zaire.

[Continue lendo aqui]
 


 306 ANIVERSÁRIO DA MORTE DE KIMPA VITA


 PUBLICACAO DE UM NOVO ROMANCE EM PARIS
  
Numa dinâmica imparável, a capital francesa registou, há dias, o lançamento de mais uma obra literária sobre a célebre heroína africana, trabalho do médico congolês, da margem esquerda, Magloire Mpembi Nkosi, patenteada nas edições Anibwe.
 
A apresentação deste livro enquadrou-se, na comemoração da efeméride marcando a morte na fogueira, vítima da Inquisição, no dia 2 de Julho de 1706, em Evolulu, nos arredores de Mbanza Kongo, atual capital da Província angolana do Zaire.

[Continue lendo aqui]
 

Tuesday, 8 November 2011

Etu Mudietu...



Julgo que a ultima vez que estive com Luandino Vieira tera' sido durante umas longinquas ferias minhas em Luanda a que aqui me referia.
Depois disso, enquanto estive em Portugal, apenas a ocasional correspondencia, directa ou por terceiros e, desde que ‘me mudei’ para a Inglaterra, apenas a distancia e o silencio (excepto pela dedicatoria deste livro, que tambem me chegou as maos por terceiros).

Agora, ha’ umas semanas, o amigo Zetho Goncalves teve a amabilidade de me enviar, por email, o rio sem margem com o qual acabou por me (re)abrir o livro dos rios do Luandino Vieira, que (me) levou a dele receber por snailmail uma prenda antecipada de Natal: o conjunto dos livros ate’ agora publicados pela sua nova ‘micro-editora’
“Nos Somos”.

Tenho assim a oportunidade (rara) de poder ler nos proximos tempos, para alem do excelente livro do Zetho, do qual faco uma breve apresentacao abaixo, os seguintes titulos recentes de autores angolanos:

MOMENTOS (1958-2011)
Arnaldo Santos

POESIA (1961-1976)
António Jacinto

NÃO SAIAS SEM MIM À RUA ESTA MANHÃ
José Luís Mendonça

AFRICALEMA
José Luís Mendonça

MARCAS DA GUERRA PERCEPÇÃO ÍNTIMA & OUTROS FONEMAS DOUTRINÁRIOS
J.A.S. Lopito Feijóo K.




Retribuir em poema a poesia que subjaz à literatura angolana da tradição oral já recolhida e trasladada para a língua portuguesa – alguma, pouquíssima dela, aqui convocada e exposta -, é a razão primacial e o fim a que se propõe e destina este
Rio sem Margem.
(da Nota do Autor)


A ÁGUA

[Tradição oral Umbundu, Angola]

Não se deixa amarrar
com um cordel,
nem se deixa apertar
com um cinto

- a água.

Dorme caminhando,
e mesmo parada, ela anda

- a água.


O SONHO

[Tradição oral Kwanyana, Angola]

Parece verdadeiro,
o sonho que sonhaste.

Branco e luzidio
como um chifre de boi

- o sonho que sonhaste.


MOTIVOS DE CONVERSA

[Tradição oral Kikongo, Angola]

O veado
sem pele
e sem cornos

- quem o viu,
que ninguém se cala
com ele?

- Quando chove,
rebentam os troncos,
cresce o capim.

No pássaro
de cabeça decepada,
mil pombas se alimentam.

O veado
sem pele
e sem cornos

- quem o viu,
que ninguém se cala
com ele?


“Em todas as formas escritas da poesia”, escreve Octavio Paz em A outra voz, “o signo gráfico está sempre em função do oral.” Ora, sendo este um livro de poemas e não um tratado académico – que utiliza na sua fractura o alfabeto latino e se destina primeiramente a um público de língua portuguesa -, entendeu-se ser mais correcto grafar como se grafou o vocábulo “Tchokwé’”, e não “Cokwé”, posto ninguém ler os vocábulos “Cutato”, “Cabinda” ou “coqueiro”, por exemplo, como “Tchutato”, “Tchabinda” ou “tchóqueiro”, respectivamente.
(da Nota Final - este extracto e' particularmente relevante para as discussoes travadas aqui e aqui ha' ja' uns anitos...)



Julgo que a ultima vez que estive com Luandino Vieira tera' sido durante umas longinquas ferias minhas em Luanda a que
aqui me referia.
Depois disso, enquanto estive em Portugal, apenas a ocasional correspondencia, directa ou por terceiros e, desde que ‘me mudei’ para a Inglaterra, apenas a distancia e o silencio (excepto pela dedicatoria deste livro, que tambem me chegou as maos por terceiros).

Agora, ha’ umas semanas, o amigo Zetho Goncalves teve a amabilidade de me enviar, por email, o rio sem margem com o qual acabou por me (re)abrir o livro dos rios do Luandino Vieira, que (me) levou a dele receber por snailmail uma prenda antecipada de Natal: o conjunto dos livros ate’ agora publicados pela sua nova ‘micro-editora’
“Nos Somos”.

Tenho assim a oportunidade (rara) de poder ler nos proximos tempos, para alem do excelente livro do Zetho, do qual faco uma breve apresentacao abaixo, os seguintes titulos recentes de autores angolanos:

MOMENTOS (1958-2011)
Arnaldo Santos

POESIA (1961-1976)
António Jacinto

NÃO SAIAS SEM MIM À RUA ESTA MANHÃ
José Luís Mendonça

AFRICALEMA
José Luís Mendonça

MARCAS DA GUERRA PERCEPÇÃO ÍNTIMA & OUTROS FONEMAS DOUTRINÁRIOS
J.A.S. Lopito Feijóo K.




Retribuir em poema a poesia que subjaz à literatura angolana da tradição oral já recolhida e trasladada para a língua portuguesa – alguma, pouquíssima dela, aqui convocada e exposta -, é a razão primacial e o fim a que se propõe e destina este
Rio sem Margem.
(da Nota do Autor)


A ÁGUA

[Tradição oral Umbundu, Angola]

Não se deixa amarrar
com um cordel,
nem se deixa apertar
com um cinto

- a água.

Dorme caminhando,
e mesmo parada, ela anda

- a água.


O SONHO

[Tradição oral Kwanyana, Angola]

Parece verdadeiro,
o sonho que sonhaste.

Branco e luzidio
como um chifre de boi

- o sonho que sonhaste.


MOTIVOS DE CONVERSA

[Tradição oral Kikongo, Angola]

O veado
sem pele
e sem cornos

- quem o viu,
que ninguém se cala
com ele?

- Quando chove,
rebentam os troncos,
cresce o capim.

No pássaro
de cabeça decepada,
mil pombas se alimentam.

O veado
sem pele
e sem cornos

- quem o viu,
que ninguém se cala
com ele?


“Em todas as formas escritas da poesia”, escreve Octavio Paz em A outra voz, “o signo gráfico está sempre em função do oral.” Ora, sendo este um livro de poemas e não um tratado académico – que utiliza na sua fractura o alfabeto latino e se destina primeiramente a um público de língua portuguesa -, entendeu-se ser mais correcto grafar como se grafou o vocábulo “Tchokwé’”, e não “Cokwé”, posto ninguém ler os vocábulos “Cutato”, “Cabinda” ou “coqueiro”, por exemplo, como “Tchutato”, “Tchabinda” ou “tchóqueiro”, respectivamente.
(da Nota Final - este extracto e' particularmente relevante para as discussoes travadas aqui e aqui ha' ja' uns anitos...)

Saturday, 29 October 2011

On Black History Month: The Black Panthers 45 years on…



To mark this year’s Black History Month, I invite you for a journey inside this book:




While at it, let us bear in mind that this is essentially what can rightly be called a 'time capsule': there is no before or after, just that moment in History that came to define the Black Panthers Party (BPP), founded two years earlier, in 1966, by Huey Newton and Bobby Seale – what was it all about, what made it thick.


Except for brief references in the biographical notes at the end of the book, there is no account, for instance, of Eldridge Cleaver’s prior imprisonment for rape, in 1957 –- even when his acclaimed book written in prison Soul on Ice is mentioned, nothing is said about his own account on it of his experience as a rapist: “starting with black girls for ‘practice’ and then going on the serial rape of white women, as he put it, as an ‘insurrectionary act’” (before settling for an 'almost white' lady, I should add..).


Nor is there any account of his later time in Argelia – having got there with his wife Kathleen via Cuba –, where he was reported to, at some point, have organised a stolen car ring from Europe to Africa, allegedly to garner financial support for his followers from America who had hijacked planes there to join him in Argelia, before moving on to Paris.


Or of how, back in America a few years later, he renounced his radical views, became a born-again Christian and then, among other things religious, a Mormon, before eventually running for office as a member of the Republican Party.



Actually, for some reason, looking at Eldridge’s life trajectory brings to mind this poem by that other Black Knight of the time, Gil Scott-Heron, and associated with it, interestingly enough, the fact that both ultimately had their lives shortened by drug addiction…


There are no images of a more aged Kathleen Cleaver when, except for the dreadlocks, she looks 'whiter than white' and, without her ‘60s almost ever-wearing black sunglasses, 'clearer-eyed' than any average white woman, or of her later divorce from Eldridge amid stories of him discovering that she had a lover who he made sure was killed, or of her subsequent notable academic career either…


... just the absolutely striking images of a stunning 23 year-old beauty sporting a mighty afro and a demeanour fit for a princess, except that instead of a bunch of flowers in her hands she held, if not a cigarette, a gun, even if not showing...


... by the way, these, the guns, the very raison d’être of all the BPP self-defense posture (its original full name was Black Panthers Party for Self-Defense), although referred to in great detail in one paragraph, never appear in the pictures in this book, except in the hands of the “pigs”, i.e. the police.


And that’s just to mention that most charismatic couple around whom, at least for Bingham's cameras, everything seemed to gravitate during those months in 1968, with the “Free Huey” campaign serving as a galvanizing, yet somewhat backgroundish, motif.


But, perhaps it is all these abstractions that make this book so remarkable: it enables us to live that defining moment as if we were there and then; it shows us the very essence of the BPP and the Movement around it during the year when it captured the imaginations of men and women, old and young, black and white and grabbed all attentions in American society and beyond.


And all that while managing not to be obfuscated by other momentous social movements of the time, such as the May 1968 in Paris or the anti-Vietnam war protests, or even the Civil Rights Movement in America.


In fact, it brings us something that was perhaps unique to the BPP at that particular moment in time: alongside the engagement of the 'hippies', 'xicanos' and anti-war protestors, the ideological allegiance (albeit tactical and circumstantial) by such America's foes as Mao’s China and Guevara’s Cuba, as well as anti-colonialist, anti-Apartheid and pan-Africanist movements and governments in Africa.


It is thus a moment in History encapsulated in its time, but so powerfully so that it still resonates in our minds and consciousness (almost) 45 years later...


{to be continued}




Related Posts:

Rape: A Radical Analysis From an African-American Perspective

Breves Notas Sobre o "Significado Racial da Victoria de Obama"



To mark this year’s
Black History Month, I invite you for a journey inside this book:




While at it, let us bear in mind that this is essentially what can rightly be called a 'time capsule': there is no before or after, just that moment in History that came to define the Black Panthers Party (BPP), founded two years earlier, in 1966, by Huey Newton and Bobby Seale – what was it all about, what made it thick.


Except for brief references in the biographical notes at the end of the book, there is no account, for instance, of Eldridge Cleaver’s prior imprisonment for rape, in 1957 –- even when his acclaimed book written in prison Soul on Ice is mentioned, nothing is said about his own account on it of his experience as a rapist: “starting with black girls for ‘practice’ and then going on the serial rape of white women, as he put it, as an ‘insurrectionary act’” (before settling for an 'almost white' lady, I should add..).


Nor is there any account of his later time in Argelia – having got there with his wife Kathleen via Cuba –, where he was reported to, at some point, have organised a stolen car ring from Europe to Africa, allegedly to garner financial support for his followers from America who had hijacked planes there to join him in Argelia, before moving on to Paris.


Or of how, back in America a few years later, he renounced his radical views, became a born-again Christian and then, among other things religious, a Mormon, before eventually running for office as a member of the Republican Party.



Actually, for some reason, looking at Eldridge’s life trajectory brings to mind this poem by that other Black Knight of the time, Gil Scott-Heron, and associated with it, interestingly enough, the fact that both ultimately had their lives shortened by drug addiction…


There are no images of a more aged Kathleen Cleaver when, except for the dreadlocks, she looks 'whiter than white' and, without her ‘60s almost ever-wearing black sunglasses, 'clearer-eyed' than any average white woman, or of her later divorce from Eldridge amid stories of him discovering that she had a lover who he made sure was killed, or of her subsequent notable academic career either…


... just the absolutely striking images of a stunning 23 year-old beauty sporting a mighty afro and a demeanour fit for a princess, except that instead of a bunch of flowers in her hands she held, if not a cigarette, a gun, even if not showing...


... by the way, these, the guns, the very raison d’être of all the BPP self-defense posture (its original full name was Black Panthers Party for Self-Defense), although referred to in great detail in one paragraph, never appear in the pictures in this book, except in the hands of the “pigs”, i.e. the police.


And that’s just to mention that most charismatic couple around whom, at least for Bingham's cameras, everything seemed to gravitate during those months in 1968, with the “Free Huey” campaign serving as a galvanizing, yet somewhat backgroundish, motif.


But, perhaps it is all these abstractions that make this book so remarkable: it enables us to live that defining moment as if we were there and then; it shows us the very essence of the BPP and the Movement around it during the year when it captured the imaginations of men and women, old and young, black and white and grabbed all attentions in American society and beyond.


And all that while managing not to be obfuscated by other momentous social movements of the time, such as the May 1968 in Paris or the anti-Vietnam war protests, or even the Civil Rights Movement in America.


In fact, it brings us something that was perhaps unique to the BPP at that particular moment in time: alongside the engagement of the 'hippies', 'xicanos' and anti-war protestors, the ideological allegiance (albeit tactical and circumstantial) by such America's foes as Mao’s China and Guevara’s Cuba, as well as anti-colonialist, anti-Apartheid and pan-Africanist movements and governments in Africa.


It is thus a moment in History encapsulated in its time, but so powerfully so that it still resonates in our minds and consciousness (almost) 45 years later...


{to be continued}




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Breves Notas Sobre o "Significado Racial da Victoria de Obama"

Monday, 17 October 2011

De Volta 'a Muxima…





Tem sido deveras interessante – por vezes perturbador, por vezes revoltante, por vezes amargo, por vezes divertido, mas sempre interessante – esta coisa de observar algumas das minhas ideias, em alguns casos “apropriadas” por outros “autores”, noutros “confirmadas” e “reiteradas” por outras fontes e, noutros casos ainda, “aplicadas” ou “desenvolvidas” noutros contextos.

Do primeiro tipo de casos referiria como exemplo apenas este, dentre varios outros, do segundo este, este, este, este, este, este, este, este, este, este, este, ou este , e do terceiro poderia referir outra serie deles, mas assinalarei aqui apenas o que me faz regressar hoje a Muxima depois de de la’ ainda mal ter regressado…


[... Eh um facto que existe uma aparente falta de amor, respeito mutuo e sentido de auto-preservacao como raca entre as comunidades negras – os Caucasianos, Indianos, Chineses, Japoneses, etc., para o bem ou para o mal, raramente permitem que a miscigenacao racial corroa os pilares das suas etnias e culturas, isto eh, as suas familias. Dai, em grande medida, a base solida de estabilidade social e economica dos seus paises e continentes… Por contraste, um grande numero de negros, quer em Africa, quer noutros continentes, devido ao baixo estatuto social e humilhacoes sub-humanas a que foram submetidos desde a escravatura, parece terem perdido para sempre a sua auto-estima e respeito pelas suas maes e ancestrais...]


Trata-se da “aplicacao” e “desenvolvimento” das questoes que levantei neste meu comentario de ha' 6 anos aos/nos contextos americano e britanico, para so’ citar os que me sao mais proximos. Depois da polemica suscitada ha' 3 anos pelas declaracoes de Obama aqui comentadas, desta vez as mesmas questoes sao levantadas a volta da recente publicacao deste livro, por Ralph Richard Banks (na foto abaixo com a sua familia), professor da prestigiada Universidade de Stanford, que advoga que “dada a falta de homens negros elegiveis no ‘mercado de casamento’ para a maioria das mulheres negras, e especialmente as mais bem sucedidas academica e/ou profissionalmente, estas devem tentar casar-se e constituir familia com homens de outras racas” (questao que tambem abordei em algum detalhe aqui). Banks vem dando 'conselhos' as mulheres negras como estes: “Don't marry down. Marry out”… “Black women shouldn’t continue to be held hostage to the failings of black men”... “Stop settling for less than you deserve. Forget race loyalty.” --- “Nao se casem abaixo (do vosso nivel). Casem-se fora (da nossa comunidade)”… “As mulheres negras nao devem continuar refens das falhas do homem negro”… “Deixem de se contentar com menos do que voces merecem. Esquecam a lealdade racial.”


[E, dizia eu: "...Eh preciso que lhes saibamos demonstrar que talvez os homens sejam escassos sim, mas se nao nos dedicam, casadas ou solteiras, o amor e respeito que merecemos, nao sao nenhum “bem” nas nossas vidas!"...]




Trata-se de um debate que, sobretudo nas ultimas duas decadas, se vem tornando perene e ate’, em certa medida, ja’ “institucionalizado”, no mundo anglofono (vindo aqui a proposito mencionar tambem o caso sul-africano)[*]. E embora tambem aqui ele seja alvo de algumas tentativas de “abafamento” ou de o “varrer para debaixo do tapete”, nao tenho noticia de que alguma mulher negra que nele se tenha envolvido, ou que o tenha protagonizado (como, por exemplo, a autora da materia de que aqui fiz eco ha’ algum tempo e que acabou merecendo ampla difusao e entusiastico debate atraves da CNN...) tenha sido alvo de quaisquer campanhas de linchamento publico como as que tenho sido sujeita no mundo lusofono a partir do “meu pais” e nao so'! [**]

[Auto-Censurado]

E' que, como dizia o outro "gindungo no olho do angolano e' refresco, ne'?! Bem feito!"... Sarava'!...

E porque o essencial esta’ dito, deixo aqui apenas o convite: queiram por favor ler este artigo no The Economist... Obrigada!

[... Ah! Talvez reste dizer que toda essa estoria nao ficara' totalmente bem contada enquanto nao se fizer o link entre a comodificacao e objectificacao sexual de que as mulheres negras teem sido vitimas ao longo dos seculos desde a escravatura e o colonialismo - como exposto, entre outros posts neste blog, aqui e aqui - e a sua sub-representacao e estigmatizacao social - como exposto, tambem entre varios outros posts neste blog, aqui e aqui...]




[... Em Angola o problema torna-se mais grave porquanto o tecido da nossa sociedade e a demografia do pais foram severamente danificados pelos muitos anos de guerra (durante os quais foram as mulheres que aguentaram todas ‘as barras’ na retaguarda e ate nas frentes de combate) e ha de facto uma grande escassez de homens disponiveis. Mas, minhas irmas, tambem nao caiam na armadilha de pensar que com mais estudos ou um bom emprego vai ser mais facil… Esta demonstrado em todo o mundo que as possibilidades de casamento e um lar feliz para uma mulher, diminuem na razao directa do seu sucesso academico e/ou professional… Isto porque encontrar um homem que nao se sinta intimidado por uma mulher realizada e que por isso nao tente humilha-la, sabota-la e diminui-la de varias maneiras, eh como achar uma agulha no palheiro! Vejam, por exemplo, os casos da Ophra Winfrey, a mulher mais rica da America e talvez do mundo, a parte a Rainha da Inglaterra… ou da Condoleeza Rice que eh, independentemente de questoes politico-ideologicas, a mulher mais bem sucedida profissionalmente no mundo: a primeira vive “amancebada” ha anos com um homem que nao se resolve a casar com ela; a segunda nunca casou nem se lhe conhece qualquer relacionamento amoroso estavel… Enquanto que outras, como a Whoopi Goldberg e um numero cada vez maior de negras realizadas academica e/ou profissionalmente no ocidente, simplesmente decidiram “juntar os seus trapinhos”, de papel passado ou nao, com brancos que muito as querem, amam, respeitam e valorizam...]


[*] No caso britanico em particular, lembro-me de ainda recentemente, durante o obito desta minha prima, ter assistido a um acalorado debate entre um homem negro angolano que falava do livro que esta(va) a escrever sobre “os direitos naturais dos homens” e um grupo de mulheres negras angolanas, interessantemente todas de geracoes mais novas do que a minha, que, com argumentos ousados e bem sustentados, pouco menos que o “deitaram por terra”… o que nao deixou de me provocar alguma surpresa perante a apatia, conformismo ou resignacao, quando nao hostilidade, com que geralmente me deparo por parte das mulheres angolanas, sobretudo as da minha propria geracao ou de geracoes mais velhas, sobre este tipo de questoes - o que, mais uma vez, me remete para o que aqui me referia "quanto ao que a palavra esperanca pode significar em Angola"...

Pois os argumentos do nosso brother baseavam-se essencialmente na sua conviccao de que existe uma “ordem natural das coisas” que concede aos homens, e especialmente aos africanos, uma serie de direitos que nao assitem 'a mulher, como por exemplo o “direito a poligamia”… Bom, falou-se um pouco de tudo o que 'a "natureza da sexualidade" de homens e mulheres, africanos ou nao, diz respeito, incluindo as questoes do patriarcado vs. matriarcado ou poligamia vs. poliandria, como aqui e aqui a elas ha' algum tempo me referi.

De minha parte, contei-lhes a estoria de uma mesa redonda a que assisti ha’ mais de 10 anos numa enorme sala a abarrotar de gente, no Africa Centre de Londres, moderada, entre outros 'role models' da comunidade negra no UK, por Dotun Adebayo, especialmente dedicada ao relacionamento entre homens e mulheres negros, em que a questao central era “o que se passa na nossa comunidade negra que nos impede de termos relacionamentos saos e duradouros, incluindo o casamento?”

Uma das explicacoes dadas por um dos presentes foi que “as jovens da nossa comunidade negra fazem filhos muito cedo e ficam maes solteiras e por isso nos preferimos casar e formar os nossos lares com as brancas daqui que nao teem filhos tao cedo.” Em resposta a essa ideia peregrina de que uma mulher jovem mae solteira “fica estragada para sempre” (ou, para usar a terminologia ordinaria de... quem mais?, “poluta”), que esta' na base da sua estigmatizacao social, levantou-se uma das presentes dizendo: “I am not married and have two kids but I am not damaged goods!”

Depois de lhes ter contado isso, uma das participantes no nosso mais pequeno debate, por sinal uma das minhas irmas mais novas, a Wanda, rematou: “pois, e nunca se lembram de questionar os rapazes com quem essas raparigas fazem os filhos!”

E o debate prosseguiu noite fora e pelos dias que se seguiram, enquanto durou o obito…




[**] Ocorre-me aqui apenas o caso de Alice Walker, que, com o seu livro adaptado para o cinema, A Cor Purpura, tera’ sido a primeira a provocar reaccoes hostis por parte de alguns segmentos da comunidade negra americana por alegadamente nele ter “deturpado” a imagem do homem negro!...

E embora tenha perfeita nocao de que no meu caso os ataques concertados de que tenho sido alvo se devem a uma serie de factores interligados motivados por alguns dos meus posicionamentos e opinioes, e muito particularmente as afirmacoes que fiz nos comentarios aqui (... em que falo de um certo tipo de 'bandeirantes' mwangoles que posteriormente decidiram vingar-se tentando imputar-me todo o tipo de "bandeiras" sujas de lama!...) e aqui, o facto e’ que no caso dela nao tenho noticia de que esse tipo de reaccoes tenha degenerado em tentativas de assassinio de caracter, desumanizacao e destruicao da sua reputacao pessoal, familiar, academica, literaria, intelectual e profissional, ou a sua desestruturacao psicologica, emocional, moral e espiritual, e menos ainda em ameacas de violacao sexual e de morte, abertas ou veladas!...


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Tem sido deveras interessante – por vezes perturbador, por vezes revoltante, por vezes amargo, por vezes divertido, mas sempre interessante – esta coisa de observar algumas das minhas ideias, em alguns casos “apropriadas” por outros “autores”, noutros “confirmadas” e “reiteradas” por outras fontes e, noutros casos ainda, “aplicadas” ou “desenvolvidas” noutros contextos.

Do primeiro tipo de casos referiria como exemplo apenas este, dentre varios outros, do segundo este, este, este, este, este, este, este, este, este, este, este, ou este , e do terceiro poderia referir outra serie deles, mas assinalarei aqui apenas o que me faz regressar hoje a Muxima depois de de la’ ainda mal ter regressado…


[... Eh um facto que existe uma aparente falta de amor, respeito mutuo e sentido de auto-preservacao como raca entre as comunidades negras – os Caucasianos, Indianos, Chineses, Japoneses, etc., para o bem ou para o mal, raramente permitem que a miscigenacao racial corroa os pilares das suas etnias e culturas, isto eh, as suas familias. Dai, em grande medida, a base solida de estabilidade social e economica dos seus paises e continentes… Por contraste, um grande numero de negros, quer em Africa, quer noutros continentes, devido ao baixo estatuto social e humilhacoes sub-humanas a que foram submetidos desde a escravatura, parece terem perdido para sempre a sua auto-estima e respeito pelas suas maes e ancestrais...]


Trata-se da “aplicacao” e “desenvolvimento” das questoes que levantei neste meu comentario de ha' 6 anos aos/nos contextos americano e britanico, para so’ citar os que me sao mais proximos. Depois da polemica suscitada ha' 3 anos pelas declaracoes de Obama aqui comentadas, desta vez as mesmas questoes sao levantadas a volta da recente publicacao deste livro, por Ralph Richard Banks (na foto abaixo com a sua familia), professor da prestigiada Universidade de Stanford, que advoga que “dada a falta de homens negros elegiveis no ‘mercado de casamento’ para a maioria das mulheres negras, e especialmente as mais bem sucedidas academica e/ou profissionalmente, estas devem tentar casar-se e constituir familia com homens de outras racas” (questao que tambem abordei em algum detalhe aqui). Banks vem dando 'conselhos' as mulheres negras como estes: “Don't marry down. Marry out”… “Black women shouldn’t continue to be held hostage to the failings of black men”... “Stop settling for less than you deserve. Forget race loyalty.” --- “Nao se casem abaixo (do vosso nivel). Casem-se fora (da nossa comunidade)”… “As mulheres negras nao devem continuar refens das falhas do homem negro”… “Deixem de se contentar com menos do que voces merecem. Esquecam a lealdade racial.”


[E, dizia eu: "...Eh preciso que lhes saibamos demonstrar que talvez os homens sejam escassos sim, mas se nao nos dedicam, casadas ou solteiras, o amor e respeito que merecemos, nao sao nenhum “bem” nas nossas vidas!"...]




Trata-se de um debate que, sobretudo nas ultimas duas decadas, se vem tornando perene e ate’, em certa medida, ja’ “institucionalizado”, no mundo anglofono (vindo aqui a proposito mencionar tambem o caso sul-africano)[*]. E embora tambem aqui ele seja alvo de algumas tentativas de “abafamento” ou de o “varrer para debaixo do tapete”, nao tenho noticia de que alguma mulher negra que nele se tenha envolvido, ou que o tenha protagonizado (como, por exemplo, a autora da materia de que aqui fiz eco ha’ algum tempo e que acabou merecendo ampla difusao e entusiastico debate atraves da CNN...) tenha sido alvo de quaisquer campanhas de linchamento publico como as que tenho sido sujeita no mundo lusofono a partir do “meu pais” e nao so'! [**]

[Auto-Censurado]

E' que, como dizia o outro "gindungo no olho do angolano e' refresco, ne'?! Bem feito!"... Sarava'!...

E porque o essencial esta’ dito, deixo aqui apenas o convite: queiram por favor ler este artigo no The Economist... Obrigada!

[... Ah! Talvez reste dizer que toda essa estoria nao ficara' totalmente bem contada enquanto nao se fizer o link entre a comodificacao e objectificacao sexual de que as mulheres negras teem sido vitimas ao longo dos seculos desde a escravatura e o colonialismo - como exposto, entre outros posts neste blog, aqui e aqui - e a sua sub-representacao e estigmatizacao social - como exposto, tambem entre varios outros posts neste blog, aqui e aqui...]




[... Em Angola o problema torna-se mais grave porquanto o tecido da nossa sociedade e a demografia do pais foram severamente danificados pelos muitos anos de guerra (durante os quais foram as mulheres que aguentaram todas ‘as barras’ na retaguarda e ate nas frentes de combate) e ha de facto uma grande escassez de homens disponiveis. Mas, minhas irmas, tambem nao caiam na armadilha de pensar que com mais estudos ou um bom emprego vai ser mais facil… Esta demonstrado em todo o mundo que as possibilidades de casamento e um lar feliz para uma mulher, diminuem na razao directa do seu sucesso academico e/ou professional… Isto porque encontrar um homem que nao se sinta intimidado por uma mulher realizada e que por isso nao tente humilha-la, sabota-la e diminui-la de varias maneiras, eh como achar uma agulha no palheiro! Vejam, por exemplo, os casos da Ophra Winfrey, a mulher mais rica da America e talvez do mundo, a parte a Rainha da Inglaterra… ou da Condoleeza Rice que eh, independentemente de questoes politico-ideologicas, a mulher mais bem sucedida profissionalmente no mundo: a primeira vive “amancebada” ha anos com um homem que nao se resolve a casar com ela; a segunda nunca casou nem se lhe conhece qualquer relacionamento amoroso estavel… Enquanto que outras, como a Whoopi Goldberg e um numero cada vez maior de negras realizadas academica e/ou profissionalmente no ocidente, simplesmente decidiram “juntar os seus trapinhos”, de papel passado ou nao, com brancos que muito as querem, amam, respeitam e valorizam...]


[*] No caso britanico em particular, lembro-me de ainda recentemente, durante o obito desta minha prima, ter assistido a um acalorado debate entre um homem negro angolano que falava do livro que esta(va) a escrever sobre “os direitos naturais dos homens” e um grupo de mulheres negras angolanas, interessantemente todas de geracoes mais novas do que a minha, que, com argumentos ousados e bem sustentados, pouco menos que o “deitaram por terra”… o que nao deixou de me provocar alguma surpresa perante a apatia, conformismo ou resignacao, quando nao hostilidade, com que geralmente me deparo por parte das mulheres angolanas, sobretudo as da minha propria geracao ou de geracoes mais velhas, sobre este tipo de questoes - o que, mais uma vez, me remete para o que aqui me referia "quanto ao que a palavra esperanca pode significar em Angola"...

Pois os argumentos do nosso brother baseavam-se essencialmente na sua conviccao de que existe uma “ordem natural das coisas” que concede aos homens, e especialmente aos africanos, uma serie de direitos que nao assitem 'a mulher, como por exemplo o “direito a poligamia”… Bom, falou-se um pouco de tudo o que 'a "natureza da sexualidade" de homens e mulheres, africanos ou nao, diz respeito, incluindo as questoes do patriarcado vs. matriarcado ou poligamia vs. poliandria, como aqui e aqui a elas ha' algum tempo me referi.

De minha parte, contei-lhes a estoria de uma mesa redonda a que assisti ha’ mais de 10 anos numa enorme sala a abarrotar de gente, no Africa Centre de Londres, moderada, entre outros 'role models' da comunidade negra no UK, por Dotun Adebayo, especialmente dedicada ao relacionamento entre homens e mulheres negros, em que a questao central era “o que se passa na nossa comunidade negra que nos impede de termos relacionamentos saos e duradouros, incluindo o casamento?”

Uma das explicacoes dadas por um dos presentes foi que “as jovens da nossa comunidade negra fazem filhos muito cedo e ficam maes solteiras e por isso nos preferimos casar e formar os nossos lares com as brancas daqui que nao teem filhos tao cedo.” Em resposta a essa ideia peregrina de que uma mulher jovem mae solteira “fica estragada para sempre” (ou, para usar a terminologia ordinaria de... quem mais?, “poluta”), que esta' na base da sua estigmatizacao social, levantou-se uma das presentes dizendo: “I am not married and have two kids but I am not damaged goods!”

Depois de lhes ter contado isso, uma das participantes no nosso mais pequeno debate, por sinal uma das minhas irmas mais novas, a Wanda, rematou: “pois, e nunca se lembram de questionar os rapazes com quem essas raparigas fazem os filhos!”

E o debate prosseguiu noite fora e pelos dias que se seguiram, enquanto durou o obito…




[**] Ocorre-me aqui apenas o caso de Alice Walker, que, com o seu livro adaptado para o cinema, A Cor Purpura, tera’ sido a primeira a provocar reaccoes hostis por parte de alguns segmentos da comunidade negra americana por alegadamente nele ter “deturpado” a imagem do homem negro!...

E embora tenha perfeita nocao de que no meu caso os ataques concertados de que tenho sido alvo se devem a uma serie de factores interligados motivados por alguns dos meus posicionamentos e opinioes, e muito particularmente as afirmacoes que fiz nos comentarios aqui (... em que falo de um certo tipo de 'bandeirantes' mwangoles que posteriormente decidiram vingar-se tentando imputar-me todo o tipo de "bandeiras" sujas de lama!...) e aqui, o facto e’ que no caso dela nao tenho noticia de que esse tipo de reaccoes tenha degenerado em tentativas de assassinio de caracter, desumanizacao e destruicao da sua reputacao pessoal, familiar, academica, literaria, intelectual e profissional, ou a sua desestruturacao psicologica, emocional, moral e espiritual, e menos ainda em ameacas de violacao sexual e de morte, abertas ou veladas!...


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Saturday, 30 April 2011

Black Women, Wigs, Race, Identity, Brandy & Pan-Africanism




(...)

There was Okeoma (*), who came most often and stayed the longest. He looked younger than the other guests, always wore a pair of shorts, and had bushy hair with a parting at the side that stood higher than Master’s. It looked rough and tangled, unlike Master’s, as if Okeoma did not like to comb it. Okeoma drank Fanta. He read his poetry loud on some evenings, holding a sheaf of papers, and Ugwu would look through the kitchen door to see all the guests watching him, their faces half frozen, as if they did not dare breathe. Afterwards, Master would clap and say, in his loud voice, ‘The voice of our generation!’ and the clapping would go on until Okeoma said sharply, ‘That’s enough!’

And there was Miss Adebayo, who drank brandy like Master and was nothing like Ugwu had expected a university woman to be. His aunty had told him a little about university women. She would know because she worked as a cleaner at the Faculty of Sciences during the day and as a waitress at the staff club in the evenings; sometimes, too, the lecturers paid her to come in and clean their homes. She said university women kept framed photos of their student days in Ibadan and Britain and America on their shelves. For breakfast, they had eggs that were not cooked well, so that the yolk danced around, and they wore bouncy, straight-hair wigs and maxi-dresses that grazed their ankles. She told a story once about a couple at a cocktail party in the staff club who climbed out of a nice Peugeot 404, the man in an elegant cream suit, the woman in a green dress. Everybody turned to watch them, walking hand in hand, and then the wind blew the woman’s wig off her head. She was bald. They used hot combs to straighten their hair, his aunty had said, because they wanted to look like white people, although the combs ended up burning their hair off.

(…)

One Saturday night, Okeoma dropped a glass and Ugwu came in to clean up the shards that lay on the floor. He took his time cleaning. The conversation was clearer from here and it was easier to make out what Professor Ezeka said. It was almost impossible to hear the man from the kitchen.
‘We should have a bigger pan-African response to what is happening in the American South really –‘ Professor Ezeka said.
Master cut him short. ‘You know, pan-Africanism is fundamentally a European notion.’
‘You are digressing,’ Professor Ezeka said, and shook his head in his usual superior manner.
‘Maybe it is a European notion,’ Miss Adebayo said, ‘but in the bigger picture, we are all one race.’
‘What bigger picture?’ Master asked. ‘The bigger picture of the white man! Can’t you see that we are not all alike except to white eyes?’ Master’s voice rose easily, Ugwu had noticed, and by his third glass of brandy, he would start to gesture with his glass, leaning forwards until he was seated on the very edge of his armchair. Late at night, after Master was in bed, Ugwu would sit on the same chair and imagine himself speaking swift English, talking to rapt imaginary guests, using words like decolonize and pan-African, moulding his voice after Master’s, and he would shift and shift until he too was on the edge of the chair.
‘Of course we are all alike, we all have white oppression in common,’ Miss Adebayo said dryly. ‘Pan-Africanism is simply the most sensible response.’
‘Of course, of course, but my point is that the only authentic identity for the African is the tribe,’ Master said. ‘I am Nigerian because a white man created Nigeria and gave me that identity. I am black because the white man constructed black to be different as possible from his white. But I was Igbo before the white man came.’
Professor Ezeka snorted and shook his head, thin legs crossed. ‘But you became aware that you were Igbo because of the white man. The pan-Igbo idea itself came only in the face of white domination. You must see that tribe as it is today is as colonial a product as nation and race.’ Professor Ezeka recrossed his legs.
‘The pan-Igbo idea existed long before the white man!’ Master shouted. ‘Go and ask the elders in your village about your history.’


(*) The character Okeoma is based on the life and poetry of acclaimed Igbo poet Christopher Okigbo.


[Excerpts from Chimamanda Ngozi Adichie's Half of a Yellow Sun]


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"Other References":

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(...)

There was Okeoma (*), who came most often and stayed the longest. He looked younger than the other guests, always wore a pair of shorts, and had bushy hair with a parting at the side that stood higher than Master’s. It looked rough and tangled, unlike Master’s, as if Okeoma did not like to comb it. Okeoma drank Fanta. He read his poetry loud on some evenings, holding a sheaf of papers, and Ugwu would look through the kitchen door to see all the guests watching him, their faces half frozen, as if they did not dare breathe. Afterwards, Master would clap and say, in his loud voice, ‘The voice of our generation!’ and the clapping would go on until Okeoma said sharply, ‘That’s enough!’

And there was Miss Adebayo, who drank brandy like Master and was nothing like Ugwu had expected a university woman to be. His aunty had told him a little about university women. She would know because she worked as a cleaner at the Faculty of Sciences during the day and as a waitress at the staff club in the evenings; sometimes, too, the lecturers paid her to come in and clean their homes. She said university women kept framed photos of their student days in Ibadan and Britain and America on their shelves. For breakfast, they had eggs that were not cooked well, so that the yolk danced around, and they wore bouncy, straight-hair wigs and maxi-dresses that grazed their ankles. She told a story once about a couple at a cocktail party in the staff club who climbed out of a nice Peugeot 404, the man in an elegant cream suit, the woman in a green dress. Everybody turned to watch them, walking hand in hand, and then the wind blew the woman’s wig off her head. She was bald. They used hot combs to straighten their hair, his aunty had said, because they wanted to look like white people, although the combs ended up burning their hair off.

(…)

One Saturday night, Okeoma dropped a glass and Ugwu came in to clean up the shards that lay on the floor. He took his time cleaning. The conversation was clearer from here and it was easier to make out what Professor Ezeka said. It was almost impossible to hear the man from the kitchen.
‘We should have a bigger pan-African response to what is happening in the American South really –‘ Professor Ezeka said.
Master cut him short. ‘You know, pan-Africanism is fundamentally a European notion.’
‘You are digressing,’ Professor Ezeka said, and shook his head in his usual superior manner.
‘Maybe it is a European notion,’ Miss Adebayo said, ‘but in the bigger picture, we are all one race.’
‘What bigger picture?’ Master asked. ‘The bigger picture of the white man! Can’t you see that we are not all alike except to white eyes?’ Master’s voice rose easily, Ugwu had noticed, and by his third glass of brandy, he would start to gesture with his glass, leaning forwards until he was seated on the very edge of his armchair. Late at night, after Master was in bed, Ugwu would sit on the same chair and imagine himself speaking swift English, talking to rapt imaginary guests, using words like decolonize and pan-African, moulding his voice after Master’s, and he would shift and shift until he too was on the edge of the chair.
‘Of course we are all alike, we all have white oppression in common,’ Miss Adebayo said dryly. ‘Pan-Africanism is simply the most sensible response.’
‘Of course, of course, but my point is that the only authentic identity for the African is the tribe,’ Master said. ‘I am Nigerian because a white man created Nigeria and gave me that identity. I am black because the white man constructed black to be different as possible from his white. But I was Igbo before the white man came.’
Professor Ezeka snorted and shook his head, thin legs crossed. ‘But you became aware that you were Igbo because of the white man. The pan-Igbo idea itself came only in the face of white domination. You must see that tribe as it is today is as colonial a product as nation and race.’ Professor Ezeka recrossed his legs.
‘The pan-Igbo idea existed long before the white man!’ Master shouted. ‘Go and ask the elders in your village about your history.’


(*) The character Okeoma is based on the life and poetry of acclaimed Igbo poet Christopher Okigbo.


[Excerpts from Chimamanda Ngozi Adichie's Half of a Yellow Sun]


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"Other References":

"Os Falsaportes"


Saturday, 9 April 2011

A Proposito dos "Monologos da Vagina" (*)



... Ou...

Quando o Sexo (ou a falta dele) Comanda a Vida!




[Ana Paula Tavares, in "Ritos de Passagem" - Poema transcrito daqui]


N.B.: A maka e' quando "todos os rapazes" (e tambem algumas "raparigas"), especialmente quando julgam ja' ter passado "com sucesso" os "ritos de passagem" para "homens" e/ou "jornalistas", comecam a acreditar que "p(h)odem desaguar" em "todas as aboboras" (ou "meloes"?) seja como for, nem que seja atraves da violacao sexual, real ou simbolica! E, pior do que isso, quando o desconseguem por qualquer razao, "viram bicho" e vao queixar-se a casa das suas "mamas da OMA", que depois aparecem com eles em mesas redondas e nas paginas dos seus pasquins a "ralhar" com as suas vitimas, a insulta-las, a difama-las, a calunia-las e a injuria-las, e depois viram surdo(a)s-mudo(a)s e comecam a atacar as portadoras de tais "aboboras" (ou "meloes") com pornografia e outros "amores" como a calunia e difamacao, assassinio de caracter e ate' ameacas de morte, por entre o seu linchamento publico, em nome dos "valores e principios" (quais, de quem e para quem?) e em seguida fazem-nas desaparecer da vista juntamente com as suas obras e ideais, das quais se apropriam e passam a assinar como suas!... A velha estoria do "quem desdenha quer comprar"!...





Nao pretendendo entrar aqui em outro tipo de consideracoes (como estas, ou estas, ou ainda estas), parece-me ser relativamente consensual e pacifico que o lancamento simultaneo, em 1985, pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA), dos livros Ritos de Passagem de Ana Paula Tavares e Sabores, Odores & Sonho da humilde autora destas linhas, marcou tambem o lancamento de, na altura, novas linguagens na abordagem das questoes da feminilidade e da sexualidade da Mulher por autoras Angolanas (e, perante algumas outras versoes da historia, nunca sera' demais notar que nao nos conheciamos pessoalmente, nem 'as nossas respectivas poesias - certamente eu nao conhecia a da Paula Tavares - antes da publicacao desses livros). E isso, pelo menos "oficial ou oficiosamente" tera' sido reconhecido, mas... nos bastidores (como, alias, o surgimento deste blog acabou por trazer a tona), as coisas nunca foram assim tao consensuais nem pacificas!

De facto, se Ana Paula Tavares tera' sido "acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa", etc., como ela propria aqui revelou, no meu caso, os ecos mais marcantes que me chegaram de Luanda pouco depois do lancamento do meu livro (eu na altura ja' me encontrava a estudar em Portugal - e a esse proposito, lembro-me de durante umas ferias minhas em Luanda naquele periodo ter dito a Luandino Vieira que estava arrependida de ter publicado o meu livro, ao que ele me respondeu, com um ar grave de mais-velho, pouco caracteristico dele nas nossas conversas: "nunca se arrependa de nada do que faca em literatura"!) e continuam ate' hoje a ressoar aos meus ouvidos foram: que um grupo de homens, entre escritores e outros "intelectuais", se andavam a vangloriar de "se terem masturbado ao le-lo" e, enquanto isso, um grupo de mulheres, supostamente tambem "intelectuais", tinha encenado uma peca de teatro cujo tema eram uns "sabores, odores e sonhos" que tinham a ver exclusivamente com "receitas de culinaria" e assuntos de "cama e mesa"!... E nao, elas nao tinham exactamente em mente a exortacao de Natalia Correia: "oh sub-alimentados do sonho, a poesia e' para se comer"!


[imagem daqui]

E, depois disso, que ninguem sequer me pergunte, quantas vezes e por quem, ao longo dos anos e ate' muito recentemente, fui chamada, aberta ou veladamente, de nada mais nada menos do que "prostituta", "promiscua", ou "poluta", por nenhuma outra razao do que a publicacao desse livro (... e talvez tambem - pasme-se, ria-se ou chore-se - apenas devido aos meus labios: ouvi uma vez de uma dessas 'cavalheiras', naquele jeito so' delas de atirarem insultos a cara como se estivessem a falar de outra pessoa, que eu tinha "labios de puta"!!!... - e "com a agravante" de nunca ter sido "casada de papel passado e alianca no dedo" e ser "mae solteira"!...

Tudo isso acrescido por ressaibos, raivas, invejas, ciumes, despeitos e odios descontrolados por supostamente eu "ter ido para a cama com todos os escritores que tinham poder de decisao na UEA", alegadamente "unica razao pela qual o meu livro tinha sido publicado em vez de outros" e eu ter sido "promovida" a membro da UEA "e nao outros"!... Embora o unico escritor com quem a visada dormira/vivera nao tivesse qualquer ligacao aos circulos da UEA e quando soube da publicacao do livro 4/5 anos depois de separados, tenha sido, apenas por despeito, o que mais fez para tentar sabotar a sua possivel futura carreira literaria, enquanto tudo fazia para "promover" precisamente os que hoje se dizem "preteridos a seu favor"...

E isso para nao mencionar que, aparentemente, para "todo o mundo" eu nao passava de uma "catorzinha", "miuda", ou "rapariga", que "nao tinha nascido mulher, nem me tinha ainda feito mulher" (viz. De Beauvoir, ou "A Senhora Professora"...), ou "a insustentavel diferenca de idades", supostamente "ao contrario delas proprias", que eram "mais velhas" e aparentemente por isso "preteridas em meu beneficio" pelos homens mais proximos da sua faixa etaria... E isto para falar apenas "na generalidade", porque na "especialidade", ha', por exemplo, o caso proeminente de uma certa "alta representante da negritude branca pos-colonial" que alega ter tido "uma relacao afectiva" com um certo politico, intelectual e critico literario de nomeada, ja' falecido, que nao me perdoa o facto de a dada altura ter visto o "objecto dos seus afectos" virar as suas "atencoes e intencoes afectivas" para "todo o mundo", ou seja... para mim!...

Embora, que se saiba, nao tenham apresentado a UEA, na altura ou em qualquer outra ocasiao, qualquer proposta de publicacao das suas "mui maturas, vetustas, academicas e intelectuais obras"! Mas nao e' curioso que elas continuem a pensar o mesmo e a agir em conformidade ainda hoje quando eu ja' tenho 50 anos de idade? E quando lhes deixei o ultimo quarto de seculo (!), com o meu silencio, o campo completamente livre e aberto para afirmarem, demonstrarem e consolidarem toda a sua "imensa mais-velhice"! ... E quando contaram sempre com o(s) apoio(s) de todos os p(h)oderes?!... E isto para falar apenas nas "velhotas", "velhacas" e "bruacas", porque agora tenho tambem que aturar as "novatas", "neofitas" e "sanguitas" que comecaram (finalmente!) a tentar "sair da casca" e entendem que para se afirmarem como "mulheres" dignas desse nome teem que passar pelo 'rito de passagem' de "medir forcas" comigo!... Porque... "eu tambem sou poeta (poetisa?) e se publicaste 25 poemas eu publico 25+1, tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles, tambem sou intelectual, cientista e academica, tambem sou adviser/consultora, tambem sou bonita e tambem viajo em primeira classe" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

Mas desde ja' vos aviso a todas:
NAO ESTOU DISPONIVEL!

Portanto, se alguem quiser perceber mais claramente as razoes mais profundas (...como se elas nao fossem suficientemente auto-evidentes!...) do ultraje e repugnancia que manifesto perante a pornografia em geral e, em particular, a certas "interpretacoes", "apropriacoes", "vulturacoes" e outros "usos e abusos" dos meus poemas com que continuo a ser atormentada psicologicamente ate' hoje, 25 anos depois da sua publicacao (... por isso "fui arranjar esta maka" e fiz as afirmacoes que fiz aqui a proposito do "sucesso da Chimamanda"!...), por entre orgias como esta e kampanhas como esta e a falta de conhecimento/entendimento de, e sensibilidade para, questoes como as abordadas aqui, aqui e aqui , entre outros posts e comentarios neste blog (como aqui ), queira por favor tomar boa nota desses factos...





(*) Chegam-me noticias de que a peca "The Vagina Monologues" encontra-se neste momento a ser "angolanizada" e em vias de subir aos palcos luandenses... Gostava de la' estar so' para ver as reaccoes, mas, como e' bom de ver e a menos que as mentalidades locais tenham mudado significativamente desde os anos 80 - do que nao tenho qualquer evidencia, a nao ser para pior e... pior ainda! - o melhor teatro faz-se, e as reaccoes mais "genuinas" a ele expressam-se, sempre nos bastidores...
GOOD LUCK GIRLS!




ADENDA


"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK." - Wangari Maathai




Aos Homens da Noite


Queria dizer-vos
do melhor retrato que colhi
do vosso mais querido fantasma

Mas
eis que o escárnio irrompe
de dentro das vossas braguilhas
descaradas

Vale-me a sensatez da música
dizendo em ritmo de semba
da mulata côr muamba
e lábios pitanga

e solta-se a minha gargalhada
na noite.


[A.S. in S.O.S. - poema transcrito daqui]


[Jornalismo de Tesao]


Algumas sugestoes para uns possiveis (…e recomendaveis…)
“Monologos do Penis”:


- O ‘minion’ sexagenario que, de tao complexado pelo seu "tamanhinho", achava que tinha perdido a sua mulher para outro(s) home(ns)m apenas por aquele(s) “o ter(em) grande”… e por isso sentia tanta necessidade de se "elevar" a antigo combatente do quartier latin, ja' que os seus permanentes suspensorios nunca o conseguiram elevar a lugar algum...

- O 'tio-padrinho do coitado' que, apesar de o ter "velho e sobre-usado",
uma vez quiz abusar da confianca e inocencia de uma 'miuda' que o via como a um pai e tentou forcar-se sobre ela, tendo-o esta rejeitado pronta e decididamente naquele momento, "pondo-o no seu devido lugar", sendo que por isso ele nunca viria a aceitar de bom grado o posterior relacionamento da 'miuda' com o seu sobrinho, de quem ela viria a ter um filho...

- O ‘coitado’ que o tinha tao "diminuto" que a unica forma que encontrara para provar ‘a sociedade (e em particular aos seus “amigos do copo”) a sua "masculinidade" foi fazer-se rodear permanentemente de mulheres e fazer filhos aqui e ali ‘a saciedade sem qualquer sentido de responsabilidade…

- O ‘svengali’ que, apesar de o ter “bem abonado”, achava que tinha perdido a sua ‘gazela’ de volta para o seu ‘coitado’ por este “o ter maior que o dele”…

- O ‘escriba’ que o tinha “tao ilusionista” que a unica forma que encontrou para preencher “o vazio” deixado na sua ‘musa intermitente’ foi dedicar-lhe um livro de poemas 'a sua revelia…

- O ‘outro escriba’ que apesar de casado “com mais de uma mulher”, tinha-o "tao insatisfeito" que escrevia cartas a uma ‘miuda’, que por acaso havia sido uma das melhores amigas da “sua casada”, descrevendo-lhe as partes do seu corpo que mais o excitavam e que lhe apetecia “comer pela primeira vez” (…nunca o conseguiria, no entanto…), como se este fosse uma peca de carne exposta num qualquer talho do seu bairro…

- O ‘diplomata’ que tinha “tantos problemas” com o seu e vivia tao obcecado com a ideia de 'sexo' que ao ver a sua ‘paixao’ (...ou pelo menos uma delas...) escapar-se-lhe para um 'homem humilde' e mais jovem que manifestamente nao tinha tais problemas nem obcessoes, tratou de difama-la e desfeitea-la perante “todo o mundo”…

- O 'outro diplomata' e 'poeta' que tinha fama de "garanhao" e que tentou forcar a entrada no quarto de hotel de uma 'miuda' durante uma conferencia na "sua ilha", tendo a 'miuda' posto toda a sua forca contra dele e conseguido fechar-lhe a porta na cara... Para Sempre!

- O 'radialista' que se deixou envolver e incentivou uma "relacao afectiva estritamente profissional" com uma ouvinte-participante do seu programa e que, enquanto "se recusava" a conhece-la pessoalmente, lhe fazia telefonemas noturnos (..."pelo postigo"...) a dizer-lhe obscenidades e a masturbar-se, ao que ela imediatamente lhe desligava o telefone na cara... o que, interestingly enough, me faz lembrar um certo 'oficial de kampanha'...

- O 'estagiario' que ao sentir-se “diminuido e atacado” na sua masculinidade por uma mulher mais educada, mais qualificada, mais experiente e melhor remunerada do que ele, entendeu que a melhor forma de a “diminuir” tambem e "coloca-la ao seu nivel" era fazer-lhe um ataque pornografico no local de trabalho…

- O ‘oficial de kampanha’ que, em nome de um qualquer “amor ficticio, fantasioso, fantasista, fantasmagorico e falacioso” e da sua manifesta necessidade de demonstrar a sua masculinidade atraves da procriacao descontrolada, enquanto se travestia (masturbava?) em multiplas "inteligentes todas-poderosas identidades femininas" tentando "engrossar" a sua "cortina de fumo", entendeu transformar o (um dos?... “cada caso e’ um caso”, ou "cada paixao e' uma paixao" como tambem dizia o ‘outro escriba’…) objecto(s) dos seus “desejos insatisfeitos” (sobretudo sociais e academico-profissionais) em “homem em corpo de mulher” ou “mulher em corpo de homem”… porque, afinale, a "unica forma" de placar a ascensao (ou "pretensao/presuncao" como lhe chamava o 'minion'?) academico-profissional de uma mulher, especialmente quando se pretende "competir" na sua area de especialidade mesmo sem qualificacoes para tal, e' "objectifica-la sexualmente" e/ou "enche-la de filhos", real ou virtualmente, mesmo quando se e' casado com (muitos!) filhos e ela ja' tenha idade para ser avo!...

-Os ‘kabungados’, 'kafajestes', 'kanalhas', 'kamundongos', 'kissondes', 'kamafeus', 'kifumbis', 'karrapatos', 'kachorros', 'kaxikos', 'mabekos', 'makakos', 'meketrefes', 'malaikos', 'parasitas', 'tarados', ‘execraveis putos pes-descalcos’, 'atrasados mentais', ‘pachecos’, 'pompilhos' e outros ‘rapazes’ (ou 'boys'), que, com razao ou sem ela, se sentiam tao “castrados” pelo poder de estado e pelo seu "pai grande" (ou pelos seus patroes?!... ou pelos seus "ex-novos colonos"?!... ou pelas suas "mulheres"?!... ou pelas suas "mabundas"?!... ou pelas suas "baronas"?!... ou pelas suas "latonas"?!... ou pelas suas "loirinhas"?!... ou pelas suas "belles de jour"?!... ou pelas suas "professoras"?!... ou pelas suas "maes"?!...) - enquanto 'chupavam' abundantemente da sua mesa, sacos azuis, envelopes castanhos, cabazes e pactos de regime -, que a unica forma de tentarem recuperar e demonstrar a sua “imensa masculinidade” e prencherem os seus "super-deficitarios e hiper-inflacionados egos" era usarem totalitaria, criminosa e impunemente o seu ‘quarto p(h)oder’ (... qual bando ou matilha de ton-tons makutes feios, porcos e maus, selvagens sem lei, rei nem roque e muito menos escrupulos ou caracter, trapaceiros e arruaceiros, mercadores e sacristas, bufos, social e comunicacionalmente incompetentes, verbal e sexualmente incontinentes, debochados, embriagados, drogados e irresponsaveis, complexados e cobardemente escondidos por detras das suas cortinas de fumo e de ferro...) sobre uma mulher que sentiam "fazer-lhes sombra" profissionalmente, na qual projectavam as suas frustracoes, insatisfacoes, inadequacoes, incompetencias e insegurancas e sobre a qual fantasiavam que os havia “coisificado”, apesar de nem sequer a conhecerem pessoalmente de parte alguma, enquanto colocavam pelo meio, "para lhe fazer ciumes" (wankers and silly boys indeed!), entre outras "bonitonas" bem acomodadas nas poltronas do p(h)oder, "impolutas", "academicas" e "intelectuais a prova de bala, espinafre e kizaka", uma certa ninfa, ninfomaniaca, lesbica, pornografa, sado-masoquista, racista supremacista branca de extrema direita, vulta, psicopata e assassina blonde bombshell barbie doll e bailarina classica metida a genuina katchokwe'-cum-Jessica Rabbit (silly girl indeed!) …

[... e repare-se que nao mencionei 'racas', nem falei em 'melaninas'...]






“We have to respect every woman, even a woman who is one day old. Why? Because some day she will grow up to be somebody’s mother.”
Stokely Carmichael (aka Kwame Toure), cited by Miriam Makeba (aka Mama Afrika)

"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!



... Ou...

Quando o Sexo (ou a falta dele) Comanda a Vida!



[Ana Paula Tavares, in "Ritos de Passagem" - Poema transcrito daqui]


N.B.: A maka e' quando "todos os rapazes" (e tambem algumas "raparigas"), especialmente quando julgam ja' ter passado "com sucesso" os "ritos de passagem" para "homens" e/ou "jornalistas", comecam a acreditar que "p(h)odem desaguar" em "todas as aboboras" (ou "meloes"?) seja como for, nem que seja atraves da violacao sexual, real ou simbolica! E, pior do que isso, quando o desconseguem por qualquer razao, "viram bicho" e vao queixar-se a casa das suas "mamas da OMA", que depois aparecem com eles em mesas redondas e nas paginas dos seus pasquins a "ralhar" com as suas vitimas, a insulta-las, a difama-las, a calunia-las e a injuria-las, e depois viram surdo(a)s-mudo(a)s e comecam a atacar as portadoras de tais "aboboras" (ou "meloes") com pornografia e outros "amores" como a calunia e difamacao, assassinio de caracter e ate' ameacas de morte, por entre o seu linchamento publico, em nome dos "valores e principios" (quais, de quem e para quem?) e em seguida fazem-nas desaparecer da vista juntamente com as suas obras e ideais, das quais se apropriam e passam a assinar como suas!... A velha estoria do "quem desdenha quer comprar"!...





Nao pretendendo entrar aqui em outro tipo de consideracoes (como estas, ou estas, ou ainda estas), parece-me ser relativamente consensual e pacifico que o lancamento simultaneo, em 1985, pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA), dos livros Ritos de Passagem de Ana Paula Tavares e Sabores, Odores & Sonho da humilde autora destas linhas, marcou tambem o lancamento de, na altura, novas linguagens na abordagem das questoes da feminilidade e da sexualidade da Mulher por autoras Angolanas (e, perante algumas outras versoes da historia, nunca sera' demais notar que nao nos conheciamos pessoalmente, nem 'as nossas respectivas poesias - certamente eu nao conhecia a da Paula Tavares - antes da publicacao desses livros). E isso, pelo menos "oficial ou oficiosamente" tera' sido reconhecido, mas... nos bastidores (como, alias, o surgimento deste blog acabou por trazer a tona), as coisas nunca foram assim tao consensuais nem pacificas!

De facto, se Ana Paula Tavares tera' sido "acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa", etc., como ela propria aqui revelou, no meu caso, os ecos mais marcantes que me chegaram de Luanda pouco depois do lancamento do meu livro (eu na altura ja' me encontrava a estudar em Portugal - e a esse proposito, lembro-me de durante umas ferias minhas em Luanda naquele periodo ter dito a Luandino Vieira que estava arrependida de ter publicado o meu livro, ao que ele me respondeu, com um ar grave de mais-velho, pouco caracteristico dele nas nossas conversas: "nunca se arrependa de nada do que faca em literatura"!) e continuam ate' hoje a ressoar aos meus ouvidos foram: que um grupo de homens, entre escritores e outros "intelectuais", se andavam a vangloriar de "se terem masturbado ao le-lo" e, enquanto isso, um grupo de mulheres, supostamente tambem "intelectuais", tinha encenado uma peca de teatro cujo tema eram uns "sabores, odores e sonhos" que tinham a ver exclusivamente com "receitas de culinaria" e assuntos de "cama e mesa"!... E nao, elas nao tinham exactamente em mente a exortacao de Natalia Correia: "oh sub-alimentados do sonho, a poesia e' para se comer"!


[imagem daqui]

E, depois disso, que ninguem sequer me pergunte, quantas vezes e por quem, ao longo dos anos e ate' muito recentemente, fui chamada, aberta ou veladamente, de nada mais nada menos do que "prostituta", "promiscua", ou "poluta", por nenhuma outra razao do que a publicacao desse livro (... e talvez tambem - pasme-se, ria-se ou chore-se - apenas devido aos meus labios: ouvi uma vez de uma dessas 'cavalheiras', naquele jeito so' delas de atirarem insultos a cara como se estivessem a falar de outra pessoa, que eu tinha "labios de puta"!!!... - e "com a agravante" de nunca ter sido "casada de papel passado e alianca no dedo" e ser "mae solteira"!...

Tudo isso acrescido por ressaibos, raivas, invejas, ciumes, despeitos e odios descontrolados por supostamente eu "ter ido para a cama com todos os escritores que tinham poder de decisao na UEA", alegadamente "unica razao pela qual o meu livro tinha sido publicado em vez de outros" e eu ter sido "promovida" a membro da UEA "e nao outros"!... Embora o unico escritor com quem a visada dormira/vivera nao tivesse qualquer ligacao aos circulos da UEA e quando soube da publicacao do livro 4/5 anos depois de separados, tenha sido, apenas por despeito, o que mais fez para tentar sabotar a sua possivel futura carreira literaria, enquanto tudo fazia para "promover" precisamente os que hoje se dizem "preteridos a seu favor"...

E isso para nao mencionar que, aparentemente, para "todo o mundo" eu nao passava de uma "catorzinha", "miuda", ou "rapariga", que "nao tinha nascido mulher, nem me tinha ainda feito mulher" (viz. De Beauvoir, ou "A Senhora Professora"...), ou "a insustentavel diferenca de idades", supostamente "ao contrario delas proprias", que eram "mais velhas" e aparentemente por isso "preteridas em meu beneficio" pelos homens mais proximos da sua faixa etaria... E isto para falar apenas "na generalidade", porque na "especialidade", ha', por exemplo, o caso proeminente de uma certa "alta representante da negritude branca pos-colonial" que alega ter tido "uma relacao afectiva" com um certo politico, intelectual e critico literario de nomeada, ja' falecido, que nao me perdoa o facto de a dada altura ter visto o "objecto dos seus afectos" virar as suas "atencoes e intencoes afectivas" para "todo o mundo", ou seja... para mim!...

Embora, que se saiba, nao tenham apresentado a UEA, na altura ou em qualquer outra ocasiao, qualquer proposta de publicacao das suas "mui maturas, vetustas, academicas e intelectuais obras"! Mas nao e' curioso que elas continuem a pensar o mesmo e a agir em conformidade ainda hoje quando eu ja' tenho 50 anos de idade? E quando lhes deixei o ultimo quarto de seculo (!), com o meu silencio, o campo completamente livre e aberto para afirmarem, demonstrarem e consolidarem toda a sua "imensa mais-velhice"! ... E quando contaram sempre com o(s) apoio(s) de todos os p(h)oderes?!... E isto para falar apenas nas "velhotas", "velhacas" e "bruacas", porque agora tenho tambem que aturar as "novatas", "neofitas" e "sanguitas" que comecaram (finalmente!) a tentar "sair da casca" e entendem que para se afirmarem como "mulheres" dignas desse nome teem que passar pelo 'rito de passagem' de "medir forcas" comigo!... Porque... "eu tambem sou poeta (poetisa?) e se publicaste 25 poemas eu publico 25+1, tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles, tambem sou intelectual, cientista e academica, tambem sou adviser/consultora, tambem sou bonita e tambem viajo em primeira classe" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

Mas desde ja' vos aviso a todas:
NAO ESTOU DISPONIVEL!

Portanto, se alguem quiser perceber mais claramente as razoes mais profundas (...como se elas nao fossem suficientemente auto-evidentes!...) do ultraje e repugnancia que manifesto perante a pornografia em geral e, em particular, a certas "interpretacoes", "apropriacoes", "vulturacoes" e outros "usos e abusos" dos meus poemas com que continuo a ser atormentada psicologicamente ate' hoje, 25 anos depois da sua publicacao (... por isso "fui arranjar esta maka" e fiz as afirmacoes que fiz aqui a proposito do "sucesso da Chimamanda"!...), por entre orgias como esta e kampanhas como esta e a falta de conhecimento/entendimento de, e sensibilidade para, questoes como as abordadas aqui, aqui e aqui , entre outros posts e comentarios neste blog (como aqui ), queira por favor tomar boa nota desses factos...





(*) Chegam-me noticias de que a peca "The Vagina Monologues" encontra-se neste momento a ser "angolanizada" e em vias de subir aos palcos luandenses... Gostava de la' estar so' para ver as reaccoes, mas, como e' bom de ver e a menos que as mentalidades locais tenham mudado significativamente desde os anos 80 - do que nao tenho qualquer evidencia, a nao ser para pior e... pior ainda! - o melhor teatro faz-se, e as reaccoes mais "genuinas" a ele expressam-se, sempre nos bastidores...
GOOD LUCK GIRLS!




ADENDA


"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK." - Wangari Maathai




Aos Homens da Noite


Queria dizer-vos
do melhor retrato que colhi
do vosso mais querido fantasma

Mas
eis que o escárnio irrompe
de dentro das vossas braguilhas
descaradas

Vale-me a sensatez da música
dizendo em ritmo de semba
da mulata côr muamba
e lábios pitanga

e solta-se a minha gargalhada
na noite.


[A.S. in S.O.S. - poema transcrito daqui]


[Jornalismo de Tesao]


Algumas sugestoes para uns possiveis (…e recomendaveis…)
“Monologos do Penis”:


- O ‘minion’ sexagenario que, de tao complexado pelo seu "tamanhinho", achava que tinha perdido a sua mulher para outro(s) home(ns)m apenas por aquele(s) “o ter(em) grande”… e por isso sentia tanta necessidade de se "elevar" a antigo combatente do quartier latin, ja' que os seus permanentes suspensorios nunca o conseguiram elevar a lugar algum...

- O 'tio-padrinho do coitado' que, apesar de o ter "velho e sobre-usado",
uma vez quiz abusar da confianca e inocencia de uma 'miuda' que o via como a um pai e tentou forcar-se sobre ela, tendo-o esta rejeitado pronta e decididamente naquele momento, "pondo-o no seu devido lugar", sendo que por isso ele nunca viria a aceitar de bom grado o posterior relacionamento da 'miuda' com o seu sobrinho, de quem ela viria a ter um filho...

- O ‘coitado’ que o tinha tao "diminuto" que a unica forma que encontrara para provar ‘a sociedade (e em particular aos seus “amigos do copo”) a sua "masculinidade" foi fazer-se rodear permanentemente de mulheres e fazer filhos aqui e ali ‘a saciedade sem qualquer sentido de responsabilidade…

- O ‘svengali’ que, apesar de o ter “bem abonado”, achava que tinha perdido a sua ‘gazela’ de volta para o seu ‘coitado’ por este “o ter maior que o dele”…

- O ‘escriba’ que o tinha “tao ilusionista” que a unica forma que encontrou para preencher “o vazio” deixado na sua ‘musa intermitente’ foi dedicar-lhe um livro de poemas 'a sua revelia…

- O ‘outro escriba’ que apesar de casado “com mais de uma mulher”, tinha-o "tao insatisfeito" que escrevia cartas a uma ‘miuda’, que por acaso havia sido uma das melhores amigas da “sua casada”, descrevendo-lhe as partes do seu corpo que mais o excitavam e que lhe apetecia “comer pela primeira vez” (…nunca o conseguiria, no entanto…), como se este fosse uma peca de carne exposta num qualquer talho do seu bairro…

- O ‘diplomata’ que tinha “tantos problemas” com o seu e vivia tao obcecado com a ideia de 'sexo' que ao ver a sua ‘paixao’ (...ou pelo menos uma delas...) escapar-se-lhe para um 'homem humilde' e mais jovem que manifestamente nao tinha tais problemas nem obcessoes, tratou de difama-la e desfeitea-la perante “todo o mundo”…

- O 'outro diplomata' e 'poeta' que tinha fama de "garanhao" e que tentou forcar a entrada no quarto de hotel de uma 'miuda' durante uma conferencia na "sua ilha", tendo a 'miuda' posto toda a sua forca contra dele e conseguido fechar-lhe a porta na cara... Para Sempre!

- O 'radialista' que se deixou envolver e incentivou uma "relacao afectiva estritamente profissional" com uma ouvinte-participante do seu programa e que, enquanto "se recusava" a conhece-la pessoalmente, lhe fazia telefonemas noturnos (..."pelo postigo"...) a dizer-lhe obscenidades e a masturbar-se, ao que ela imediatamente lhe desligava o telefone na cara... o que, interestingly enough, me faz lembrar um certo 'oficial de kampanha'...

- O 'estagiario' que ao sentir-se “diminuido e atacado” na sua masculinidade por uma mulher mais educada, mais qualificada, mais experiente e melhor remunerada do que ele, entendeu que a melhor forma de a “diminuir” tambem e "coloca-la ao seu nivel" era fazer-lhe um ataque pornografico no local de trabalho…

- O ‘oficial de kampanha’ que, em nome de um qualquer “amor ficticio, fantasioso, fantasista, fantasmagorico e falacioso” e da sua manifesta necessidade de demonstrar a sua masculinidade atraves da procriacao descontrolada, enquanto se travestia (masturbava?) em multiplas "inteligentes todas-poderosas identidades femininas" tentando "engrossar" a sua "cortina de fumo", entendeu transformar o (um dos?... “cada caso e’ um caso”, ou "cada paixao e' uma paixao" como tambem dizia o ‘outro escriba’…) objecto(s) dos seus “desejos insatisfeitos” (sobretudo sociais e academico-profissionais) em “homem em corpo de mulher” ou “mulher em corpo de homem”… porque, afinale, a "unica forma" de placar a ascensao (ou "pretensao/presuncao" como lhe chamava o 'minion'?) academico-profissional de uma mulher, especialmente quando se pretende "competir" na sua area de especialidade mesmo sem qualificacoes para tal, e' "objectifica-la sexualmente" e/ou "enche-la de filhos", real ou virtualmente, mesmo quando se e' casado com (muitos!) filhos e ela ja' tenha idade para ser avo!...

-Os ‘kabungados’, 'kafajestes', 'kanalhas', 'kamundongos', 'kissondes', 'kamafeus', 'kifumbis', 'karrapatos', 'kachorros', 'kaxikos', 'mabekos', 'makakos', 'meketrefes', 'malaikos', 'parasitas', 'tarados', ‘execraveis putos pes-descalcos’, 'atrasados mentais', ‘pachecos’, 'pompilhos' e outros ‘rapazes’ (ou 'boys'), que, com razao ou sem ela, se sentiam tao “castrados” pelo poder de estado e pelo seu "pai grande" (ou pelos seus patroes?!... ou pelos seus "ex-novos colonos"?!... ou pelas suas "mulheres"?!... ou pelas suas "mabundas"?!... ou pelas suas "baronas"?!... ou pelas suas "latonas"?!... ou pelas suas "loirinhas"?!... ou pelas suas "belles de jour"?!... ou pelas suas "professoras"?!... ou pelas suas "maes"?!...) - enquanto 'chupavam' abundantemente da sua mesa, sacos azuis, envelopes castanhos, cabazes e pactos de regime -, que a unica forma de tentarem recuperar e demonstrar a sua “imensa masculinidade” e prencherem os seus "super-deficitarios e hiper-inflacionados egos" era usarem totalitaria, criminosa e impunemente o seu ‘quarto p(h)oder’ (... qual bando ou matilha de ton-tons makutes feios, porcos e maus, selvagens sem lei, rei nem roque e muito menos escrupulos ou caracter, trapaceiros e arruaceiros, mercadores e sacristas, bufos, social e comunicacionalmente incompetentes, verbal e sexualmente incontinentes, debochados, embriagados, drogados e irresponsaveis, complexados e cobardemente escondidos por detras das suas cortinas de fumo e de ferro...) sobre uma mulher que sentiam "fazer-lhes sombra" profissionalmente, na qual projectavam as suas frustracoes, insatisfacoes, inadequacoes, incompetencias e insegurancas e sobre a qual fantasiavam que os havia “coisificado”, apesar de nem sequer a conhecerem pessoalmente de parte alguma, enquanto colocavam pelo meio, "para lhe fazer ciumes" (wankers and silly boys indeed!), entre outras "bonitonas" bem acomodadas nas poltronas do p(h)oder, "impolutas", "academicas" e "intelectuais a prova de bala, espinafre e kizaka", uma certa ninfa, ninfomaniaca, lesbica, pornografa, sado-masoquista, racista supremacista branca de extrema direita, vulta, psicopata e assassina blonde bombshell barbie doll e bailarina classica metida a genuina katchokwe'-cum-Jessica Rabbit (silly girl indeed!) …

[... e repare-se que nao mencionei 'racas', nem falei em 'melaninas'...]






“We have to respect every woman, even a woman who is one day old. Why? Because some day she will grow up to be somebody’s mother.”
Stokely Carmichael (aka Kwame Toure), cited by Miriam Makeba (aka Mama Afrika)

"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!

Wednesday, 30 March 2011

70th Anniversary of Virginia Woolf's Death*





"Imaginative work... is like a spider's web, attached ever so lightly perhaps, but still attached to life at all four corners.... But when the web is pulled askew, hooked up at the edge, torn in the middle, one remembers that these webs are not spun in midair by incorporeal creatures, but are the work of suffering, human beings, and are attached to the grossly material things, like health and money and the houses we live in."
[in A Room of One's Own]




"What is the meaning of life?... a simple question; one that tended to close in on one with years. The great revelation had never come. The great revelation perhaps never did come. Instead there were little daily miracles, illuminations, matches struck unexpectedly in the dark."
[in To the Lighthouse]


*[It was two days ago (a few days after the passing of Liz Taylor who famously played "Who's Afraid of Virginia Woolf?" on screen), but it's still Women's Month...]





"Imaginative work... is like a spider's web, attached ever so lightly perhaps, but still attached to life at all four corners.... But when the web is pulled askew, hooked up at the edge, torn in the middle, one remembers that these webs are not spun in midair by incorporeal creatures, but are the work of suffering, human beings, and are attached to the grossly material things, like health and money and the houses we live in."
[in A Room of One's Own]




"What is the meaning of life?... a simple question; one that tended to close in on one with years. The great revelation had never come. The great revelation perhaps never did come. Instead there were little daily miracles, illuminations, matches struck unexpectedly in the dark."
[in To the Lighthouse]


*[It was two days ago (a few days after the passing of Liz Taylor who famously played "Who's Afraid of Virginia Woolf?" on screen), but it's still Women's Month...]

Tuesday, 29 March 2011

On 'Dirty Dancing'



[image from here]


One permanent focus of attention, and controversy, in Women’s History has always been their body. Most prominently their body shapes and sizes, but also other issues surrounding it, such as their control over it and the perceived notions of its femininity and fecundity, or lack thereof. Underlying these issues (some of them recently raised here) is, alongside those of 'elegance' and 'respectability', the always present notion of ‘decency’ and the moral values upon which it is set and conceived, which may (or not) vary from one society to the other.

Therein lies the crux of the matter of what can, or not, be considered acceptable, i.e. ‘decent’, public (or, indeed, private – as in “private dancer”) display of the female body. Dance being, par excellence, the main 'artistic' vehicle through which all these themes, issues, notions and questions come to public consciousness and discussion, it is all too common to find it at the centre of 'moral judgments' about a woman’s ‘character’, or lack thereof…

I bring this subject a propos of some highly controversial music and dance fads apparently springing ‘out of the blue’ within some segments of Angolan society, especially in the capital, Luanda. Kuduro – at its best (as in here) dubbed “the darling of some European DJs” and, at its worst, as something akin to “the music/dance of the devil” (as in here) – might be the most widely spread and generally known outside the country, but there are others, especially in dance form, succeeding each other in recent years and, apparently, each one ‘worse’ than the previous.

They come with sexually-suggestive names like “kambwa” (something dog-related), "tchuku", "windeck", "xupa-la’", etc., and are generally thought of, and perhaps rightly so (I can’t really join in any “judging bandwagon” as I haven’t seen any of them yet - in fact, I'd rather do as Toni Morrison on the face of it: hum...), as ‘obscene’, ‘indecent’, ‘immoral’, ‘pornographic’, etc., by some commentators in the Angolan media – in a society, it must be said, which cannot exactly pride itself in having much of a solid moral values system, after the degradation and erosion of traditional values and customs wrought in by centuries of colonialism and assimilacionist policies under the colonial and the post-colonial regimes, followed by decades of a fratricidal war and destruction of the country’s already damaged and fragile social fabric amidst, up until recently, the all but total prohibition of religious beliefs and practices under a Marxist regime in the three decades since independence…

Is there any wonder then that such a rather permissive , superficial, materialistic, physically, psychologically and sexually violent (Luanda, the capital, is reported to register at least 8 cases of rape daily!), yet highly hypocritical, society - where sex became the main, if not the only, 'driving force' behind all sorts of social, including professional, relationships (as discussed here) would somehow produce "loose women"?!

[This being said boldly here by a black woman who comes from a strong Christian background and has been struggling to overcome the moral, psychological, professional and material damage inflicted upon her in various ways, including relentless sexual harrassment and pornographic attacks and attempts at tarnishing her public reputation, for no other reason than having had the ‘audacity’ of denouncing such attacks, by "respectable" members of that same society, especially some in the media – and, prominently among them, a white blond sex kitten, who also happens to be a blogger and dancer (profiled in the text on this post) that, in a bid to protect her own turf, hypocritically pretends to be 'outraged' and 'disgusted' by these new ‘dance trends’ (performed predominantly by young black females), while (after allowing herself practices such as desecrating the deepest intimacy of a group of older traditional African dancers - a practice that I strongly condenmed here only to get from her as a response the most sordid, demeaning, anti-personal campaign) appearing half-naked in one of her so-called contemporary dance shows (she actually happens to think that her blood was made bold by classical ballet and coronets and piano keys... yes, she claims that kind of power!), which, interestingly enough, she only managed to put together after a decade of idleness thanks to unashamedly aping the "mermaid pose" of a black artist, Cassandra Wilson, in the cover of her album New Moon Daughter, and appropriating herself of that image only to totally decontextualise and denigrate it, as denounced here…]

Having said all that, perhaps it should not strike us as surprising that what seems to be generally lacking in most 'judgements' of these trends coming to light recently from Angola - which do not go beyond blaming and criminalising the young women who practise them - is something that, for instance, Toni Morrison , skilfully, sensibly and maturely does in the opening of her novel Love [*]: while decrying it, the factoring in, even if only briefly, of the emotional, psychological, sociological, historical and even political dimensions of such phenomena. She does so in relation to some observed trends of ‘female body exposure’ in American society up to the 1990s – and since then, based on the echoes I get from time to time through the media, I surmise that they may have evolved to even ‘worse’ forms. Nevertheless, I never got news of a ‘total breakdown or collapse’ of the moral and spiritual backbone of America’s mainstream values system (or, for that matter, of that of any other society where such phenomena may occur), because of those fads - which is not meant, of course, to condone them.

So, without further ado, here are some extracts from the introductory pages of Morrison’s said novel:


The women's legs are spread wide open, so I hum. Men grow irritable, but they know it's all for them. They relax. Standing by, unable to do anything but watch, is a trial, but I don't say a word. My nature is a quite one, anyway. As a child I was considered respectful; as a young woman I was called discreet. Later on I was thought to have the wisdom maturity brings. Nowadays silence is looked on as odd and most of my race has forgotten the beauty of meaning much by saying little. Now tongues work all by themselves with no help from the mind. Still, I used to be able to have normal conversations, and when the need arose, I could make a point strong enough to stop a womb - or a knife. Not anymore, because back in the seventies, when women began to straddle chairs and dance crotch out on television, when all the magazines started featuring behinds and inner thighs as though that's all there is to a woman, well, I shut up altogether. Before women agreed to spread in public, there used to be secrets - some to hold, some to tell. Now? No. Barefaced being the order of the day, I hum. The words dance in my head to the music in my mouth.

(...)

What's the deep in you? It's way down below, and has nothing to do with blood made bold by coronets and piano keys, does it? Of course, I don't claim that kind of power. My hum is mostly below range, private; suitable for an old woman embarrassed by the world; her way of objecting to how the century is turning out. Where all is known and nothing understood. Maybe it was always so, but it didn't strike me until some thirty years ago that prostitutes, looked up for their honesty, have always set the style. Well, maybe it wasn't their honesty; maybe it was their success. Still, straddling a chair or dancing half naked on TV, these nineties women are not all that different from the respectable women who live around here. This is coast country, humid and God-fearing, where female recklessness runs too deep for short shorts or thongs or cameras. But then or now, decent underwear or none, wild women never could hide their innocence - a kind of pity-kitty hopefulness that their prince was on his way. Especially the tough ones with their box cutters and dirty language, or the glossy ones with two-seated cars and a pocket-book full of dope. Even the ones who wear scars like presidential medals and stockings rolled at their ankles can't hide the sugar-child, the winsome baby girl curled up somewhere inside, between the ribs, say, or under the heart. Naturally all of them have a sad story: too much notice, not enough, or the worst kind. Some tale about dragon daddies and false-hearted men, or mean mamas and friends who did them wrong. Each story has a monster in it who made them tough instead of brave, so they open their legs rather than their hearts where that folded child is tucked. Sometimes the cut is so deep no woe-is-me tale is enough. Then the only thing that does the trick, that explains the craziness heaping up, holding down, and making women hate one another and ruin their children is an outside evil.



*[Thus presented by its publishers (Chatto & Windus, 2003): "This audacious vision of the nature of love - its appetite, its sublime possession, its dread - is rich in characters and dramatic event, and in its profound understanding of how alive the past can be. Compelling, sensual, elegiac, unforgettable, a major new work by the Nobel Prize-winning novelist, its narrative reflects the different facets of love, shifting from desire through lust, obsession, yearning, and ultimately comes full circle to that indelible, overwhelming first love that marks us forever."]


ADENDA


"The Sex Lives of African Girls"




[By Tayie Selasi]



[image from here]


One permanent focus of attention, and controversy, in Women’s History has always been their body. Most prominently their body shapes and sizes, but also other issues surrounding it, such as their control over it and the perceived notions of its femininity and fecundity, or lack thereof. Underlying these issues (some of them recently raised here) is, alongside those of 'elegance' and 'respectability', the always present notion of ‘decency’ and the moral values upon which it is set and conceived, which may (or not) vary from one society to the other.

Therein lies the crux of the matter of what can, or not, be considered acceptable, i.e. ‘decent’, public (or, indeed, private – as in “private dancer”) display of the female body. Dance being, par excellence, the main 'artistic' vehicle through which all these themes, issues, notions and questions come to public consciousness and discussion, it is all too common to find it at the centre of 'moral judgments' about a woman’s ‘character’, or lack thereof…

I bring this subject a propos of some highly controversial music and dance fads apparently springing ‘out of the blue’ within some segments of Angolan society, especially in the capital, Luanda. Kuduro – at its best (as in here) dubbed “the darling of some European DJs” and, at its worst, as something akin to “the music/dance of the devil” (as in here) – might be the most widely spread and generally known outside the country, but there are others, especially in dance form, succeeding each other in recent years and, apparently, each one ‘worse’ than the previous.

They come with sexually-suggestive names like “kambwa” (something dog-related), "tchuku", "windeck", "xupa-la’", etc., and are generally thought of, and perhaps rightly so (I can’t really join in any “judging bandwagon” as I haven’t seen any of them yet - in fact, I'd rather do as Toni Morrison on the face of it: hum...), as ‘obscene’, ‘indecent’, ‘immoral’, ‘pornographic’, etc., by some commentators in the Angolan media – in a society, it must be said, which cannot exactly pride itself in having much of a solid moral values system, after the degradation and erosion of traditional values and customs wrought in by centuries of colonialism and assimilacionist policies under the colonial and the post-colonial regimes, followed by decades of a fratricidal war and destruction of the country’s already damaged and fragile social fabric amidst, up until recently, the all but total prohibition of religious beliefs and practices under a Marxist regime in the three decades since independence…

Is there any wonder then that such a rather permissive , superficial, materialistic, physically, psychologically and sexually violent (Luanda, the capital, is reported to register at least 8 cases of rape daily!), yet highly hypocritical, society - where sex became the main, if not the only, 'driving force' behind all sorts of social, including professional, relationships (as discussed here) would somehow produce "loose women"?!

[This being said boldly here by a black woman who comes from a strong Christian background and has been struggling to overcome the moral, psychological, professional and material damage inflicted upon her in various ways, including relentless sexual harrassment and pornographic attacks and attempts at tarnishing her public reputation, for no other reason than having had the ‘audacity’ of denouncing such attacks, by "respectable" members of that same society, especially some in the media – and, prominently among them, a white blond sex kitten, who also happens to be a blogger and dancer (profiled in the text on this post) that, in a bid to protect her own turf, hypocritically pretends to be 'outraged' and 'disgusted' by these new ‘dance trends’ (performed predominantly by young black females), while (after allowing herself practices such as desecrating the deepest intimacy of a group of older traditional African dancers - a practice that I strongly condenmed here only to get from her as a response the most sordid, demeaning, anti-personal campaign) appearing half-naked in one of her so-called contemporary dance shows (she actually happens to think that her blood was made bold by classical ballet and coronets and piano keys... yes, she claims that kind of power!), which, interestingly enough, she only managed to put together after a decade of idleness thanks to unashamedly aping the "mermaid pose" of a black artist, Cassandra Wilson, in the cover of her album New Moon Daughter, and appropriating herself of that image only to totally decontextualise and denigrate it, as denounced here…]

Having said all that, perhaps it should not strike us as surprising that what seems to be generally lacking in most 'judgements' of these trends coming to light recently from Angola - which do not go beyond blaming and criminalising the young women who practise them - is something that, for instance, Toni Morrison , skilfully, sensibly and maturely does in the opening of her novel Love [*]: while decrying it, the factoring in, even if only briefly, of the emotional, psychological, sociological, historical and even political dimensions of such phenomena. She does so in relation to some observed trends of ‘female body exposure’ in American society up to the 1990s – and since then, based on the echoes I get from time to time through the media, I surmise that they may have evolved to even ‘worse’ forms. Nevertheless, I never got news of a ‘total breakdown or collapse’ of the moral and spiritual backbone of America’s mainstream values system (or, for that matter, of that of any other society where such phenomena may occur), because of those fads - which is not meant, of course, to condone them.

So, without further ado, here are some extracts from the introductory pages of Morrison’s said novel:


The women's legs are spread wide open, so I hum. Men grow irritable, but they know it's all for them. They relax. Standing by, unable to do anything but watch, is a trial, but I don't say a word. My nature is a quite one, anyway. As a child I was considered respectful; as a young woman I was called discreet. Later on I was thought to have the wisdom maturity brings. Nowadays silence is looked on as odd and most of my race has forgotten the beauty of meaning much by saying little. Now tongues work all by themselves with no help from the mind. Still, I used to be able to have normal conversations, and when the need arose, I could make a point strong enough to stop a womb - or a knife. Not anymore, because back in the seventies, when women began to straddle chairs and dance crotch out on television, when all the magazines started featuring behinds and inner thighs as though that's all there is to a woman, well, I shut up altogether. Before women agreed to spread in public, there used to be secrets - some to hold, some to tell. Now? No. Barefaced being the order of the day, I hum. The words dance in my head to the music in my mouth.

(...)

What's the deep in you? It's way down below, and has nothing to do with blood made bold by coronets and piano keys, does it? Of course, I don't claim that kind of power. My hum is mostly below range, private; suitable for an old woman embarrassed by the world; her way of objecting to how the century is turning out. Where all is known and nothing understood. Maybe it was always so, but it didn't strike me until some thirty years ago that prostitutes, looked up for their honesty, have always set the style. Well, maybe it wasn't their honesty; maybe it was their success. Still, straddling a chair or dancing half naked on TV, these nineties women are not all that different from the respectable women who live around here. This is coast country, humid and God-fearing, where female recklessness runs too deep for short shorts or thongs or cameras. But then or now, decent underwear or none, wild women never could hide their innocence - a kind of pity-kitty hopefulness that their prince was on his way. Especially the tough ones with their box cutters and dirty language, or the glossy ones with two-seated cars and a pocket-book full of dope. Even the ones who wear scars like presidential medals and stockings rolled at their ankles can't hide the sugar-child, the winsome baby girl curled up somewhere inside, between the ribs, say, or under the heart. Naturally all of them have a sad story: too much notice, not enough, or the worst kind. Some tale about dragon daddies and false-hearted men, or mean mamas and friends who did them wrong. Each story has a monster in it who made them tough instead of brave, so they open their legs rather than their hearts where that folded child is tucked. Sometimes the cut is so deep no woe-is-me tale is enough. Then the only thing that does the trick, that explains the craziness heaping up, holding down, and making women hate one another and ruin their children is an outside evil.



*[Thus presented by its publishers (Chatto & Windus, 2003): "This audacious vision of the nature of love - its appetite, its sublime possession, its dread - is rich in characters and dramatic event, and in its profound understanding of how alive the past can be. Compelling, sensual, elegiac, unforgettable, a major new work by the Nobel Prize-winning novelist, its narrative reflects the different facets of love, shifting from desire through lust, obsession, yearning, and ultimately comes full circle to that indelible, overwhelming first love that marks us forever."]


ADENDA


"The Sex Lives of African Girls"




[By Tayie Selasi]