Wednesday, 30 December 2009

O KE NOSOTROS ANDAMOS PR'AKI A PERDER... (19)






[Raça Negra - Yuri da Cunha, ft. Raça Negra (2009)]










[Raça Negra - Yuri da Cunha, ft. Raça Negra (2009)]





Ricardo Lemvo

KESTAO DO ANO: Ser Ou Nao Ser...

...kaTchokwe'!

(mesmo sem termos como 'akwakwiza' pelo meio...)




- Parece que a resposta (simples e concreta, a essa igualmente simples e concreta questao!) passa algures por "diplomas falsos", "mestrados em imitacao" e "infiltracoes em reunioes de peritos", entre outros invios caminhos e tortuosos e sinuosos becos, vielas e pantanais...


Tuesday, 29 December 2009

JUST POETRY (X)

Musica Mirabilis


Talvez a ternura
crepite no pulso,
talvez o vento
súbito se levante,
talvez a palavra
atinja o seu cume,
talvez um segredo
chegue ainda a tempo


- e desperte o lume.


Eugénio de Andrade

Wednesday, 23 December 2009

A Very Special 'Happy Holidays' Message...


{Please click on the image}

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Monday, 21 December 2009

JUST POETRY (IX)

Cântico Negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio
Cântico Negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio

Friday, 18 December 2009

Thursday, 17 December 2009

FALANDO DE INTELECTUALISMO(S) (IV)



Dada a exiguidade de tempo no run-up para a quadra festiva e porque nao a quero transportar para o proximo ano, dou aqui por finda esta refeicao de forma diferente da que havia inicialmente planeado - com uma sucessao de pelo menos mais dois pratos principais, sobremesa, cafe', digestivo e talvez um cigarro ou um charuto.

Coloco, em vez disso, a vossa disposicao um bem mais pratico e opcional buffet composto pelos seguintes kitutes que me parecem particularmente merecedores de alguma atencao no contexto que nos trouxe a esta mesa:

Intellectualism

Intellectualism is any of a number of views regarding the use or development of the intellect or the practice of being an intellectual. In non-specialized contexts, the term "intellectualism" is often used to describe an attitude of devotion or high regard for intellectual pursuits. The term is sometimes used to name the view in philosophy that is more often called "rationalism", the view that knowledge largely or wholly is derived from reason or reasoning. The term can carry negative connotations of two kinds: (1) single-mindedness or "too much attention to thinking" and/or (2) emotional coldness or the absence of emotion.

Female Public Intellectuals

There are a number of explanations for the lack of female public intellectuals as compared to their male counterparts. These explanations address issues such as institutionalized discrimination within the academy, the problems which arise from female intellectuals who strongly advocate feminist ideology and theory and the impact of the media and academy in the conceptualization of 'woman as her body'.

Marxism and Intellectuals

(...) Marx's theory of the rise of the proletariat was to rely on the intellectuals of that historical period. (...) In this situation, as with other areas of society, it is the intellectuals, not the proletariat, who are to define the emancipation of the workers. Lenin also maintained that the ideology of socialism was beyond the comprehension of the working classes. The intellectual level which was necessary for the development of such ideologies was, he maintained, out of the reach of the average worker.

Economic Liberal and Classical Liberal Views of Intellectuals

Every intellectual believes in freedom for himself, but he’s opposed to freedom for others... He thinks... there ought to be a central planning board that will establish social priorities.
(Milton Friedman)

Scientific Method

Scientific method refers to a body of techniques for investigating phenomena, acquiring new knowledge, or correcting and integrating previous knowledge. To be termed scientific, a method of inquiry must be based on gathering observable, empirical and measurable evidence subject to specific principles of reasoning.
A scientific method consists of the collection of data through observation and experimentation, and the formulation and testing of hypotheses

Bias

Bias is a term used to describe a tendency or preference towards a particular perspective, ideology or result, when the tendency interferes with the ability to be impartial, unprejudiced, or objective. In other words, bias is generally seen as a 'one-sided' perspective. The term biased refers to a person or group who is judged to exhibit bias. It is used to describe an attitude, judgment, or behavior that is influenced by a prejudice. Bias can be unconscious or conscious in awareness. Having a bias is part of a normal development. Labeling someone as biased in some regard implies they need a greater or more flexible perspective in that area, or that they need to consider more deeply the context.

Public Policy Debate

Like Sartre and Noam Chomsky, many public intellectuals hold knowledge across a vast array of subjects including: the international world order, the political and economic organisation of contemporary society, the institutional and legal frameworks that regulate the lives of ordinary citizens, the educational system, the media networks that control and disseminate information.

The role of a public intellectual may be to connect scholarly research with public policy. This process necessitates a dialogue between those in the academic sphere and the public, meant to bridge the gap which still exists between the more homogeneous world of academia and the diverse public sphere. It has been argued that social scientists who are well aware of the various thresholds crossed in passing from academic to public policy adviser are much more effective.

Ethics

Ethics (also known as moral philosophy) is a branch of philosophy which seeks to address questions about morality; that is, about concepts like good and bad, right and wrong, justice, virtue, etc.

Intellectual Rigour

An attempted short definition of intellectual rigour might be that no suspicion of double standard be allowed: uniform principles should be applied. This is a test of consistency, over cases, and to individuals or institutions (including the speaker, the speaker's country and so on). Consistency can be at odds here with a forgiving attitude, adaptability, and the need to take precedent with a pinch of salt.

Intellectual Honesty

Intellectual honesty is generally a best effort approach to solving problems in academia. This can be characterized by an unbiased, honest attitude, which can be displayed in a number of different ways:

One's personal beliefs do not interfere with the pursuit of truth;
Relevant facts and information are not purposefully omitted even when such things may contradict one's hypothesis;
Facts are presented in an unbiased manner, and not twisted to give misleading impressions or to support one view over another ;
References are acknowledged where possible, and the attribution of another's work to oneself is avoided.

Intellectual Dishonesty

Intellectual dishonesty is dishonesty in performing intellectual activities like thought or communication. Examples are:

the advocacy of a position which the advocate knows or believes to be false or misleading;
the conscious omission of aspects of the truth known or believed to be relevant in the particular context.

Pseudo-Intellectuals

The historic role of intellectuals, if you look, unfortunately, as far back as you go, has been to support power systems and to justify their atrocities. (Noam Chomsky)

Pedants

A pedant is a person who is overly concerned with formalism and precision, or who makes a show of his learning.

*****

E, para terminar, sugiro-lhes um "passeio higienico" por este case study.

Boa Digestao!





Dada a exiguidade de tempo no run-up para a quadra festiva e porque nao a quero transportar para o proximo ano, dou aqui por finda
esta refeicao de forma diferente da que havia inicialmente planeado - com uma sucessao de pelo menos mais dois pratos principais, sobremesa, cafe', digestivo e talvez um cigarro ou um charuto.

Coloco, em vez disso, a vossa disposicao um bem mais pratico e opcional buffet composto pelos seguintes kitutes que me parecem particularmente merecedores de alguma atencao no contexto que nos trouxe a esta mesa:

Intellectualism

Intellectualism is any of a number of views regarding the use or development of the intellect or the practice of being an intellectual. In non-specialized contexts, the term "intellectualism" is often used to describe an attitude of devotion or high regard for intellectual pursuits. The term is sometimes used to name the view in philosophy that is more often called "rationalism", the view that knowledge largely or wholly is derived from reason or reasoning. The term can carry negative connotations of two kinds: (1) single-mindedness or "too much attention to thinking" and/or (2) emotional coldness or the absence of emotion.

Female Public Intellectuals

There are a number of explanations for the lack of female public intellectuals as compared to their male counterparts. These explanations address issues such as institutionalized discrimination within the academy, the problems which arise from female intellectuals who strongly advocate feminist ideology and theory and the impact of the media and academy in the conceptualization of 'woman as her body'.

Marxism and Intellectuals

(...) Marx's theory of the rise of the proletariat was to rely on the intellectuals of that historical period. (...) In this situation, as with other areas of society, it is the intellectuals, not the proletariat, who are to define the emancipation of the workers. Lenin also maintained that the ideology of socialism was beyond the comprehension of the working classes. The intellectual level which was necessary for the development of such ideologies was, he maintained, out of the reach of the average worker.

Economic Liberal and Classical Liberal Views of Intellectuals

Every intellectual believes in freedom for himself, but he’s opposed to freedom for others... He thinks... there ought to be a central planning board that will establish social priorities.
(Milton Friedman)

Scientific Method

Scientific method refers to a body of techniques for investigating phenomena, acquiring new knowledge, or correcting and integrating previous knowledge. To be termed scientific, a method of inquiry must be based on gathering observable, empirical and measurable evidence subject to specific principles of reasoning.
A scientific method consists of the collection of data through observation and experimentation, and the formulation and testing of hypotheses

Bias

Bias is a term used to describe a tendency or preference towards a particular perspective, ideology or result, when the tendency interferes with the ability to be impartial, unprejudiced, or objective. In other words, bias is generally seen as a 'one-sided' perspective. The term biased refers to a person or group who is judged to exhibit bias. It is used to describe an attitude, judgment, or behavior that is influenced by a prejudice. Bias can be unconscious or conscious in awareness. Having a bias is part of a normal development. Labeling someone as biased in some regard implies they need a greater or more flexible perspective in that area, or that they need to consider more deeply the context.

Public Policy Debate

Like Sartre and Noam Chomsky, many public intellectuals hold knowledge across a vast array of subjects including: the international world order, the political and economic organisation of contemporary society, the institutional and legal frameworks that regulate the lives of ordinary citizens, the educational system, the media networks that control and disseminate information.

The role of a public intellectual may be to connect scholarly research with public policy. This process necessitates a dialogue between those in the academic sphere and the public, meant to bridge the gap which still exists between the more homogeneous world of academia and the diverse public sphere. It has been argued that social scientists who are well aware of the various thresholds crossed in passing from academic to public policy adviser are much more effective.

Ethics

Ethics (also known as moral philosophy) is a branch of philosophy which seeks to address questions about morality; that is, about concepts like good and bad, right and wrong, justice, virtue, etc.

Intellectual Rigour

An attempted short definition of intellectual rigour might be that no suspicion of double standard be allowed: uniform principles should be applied. This is a test of consistency, over cases, and to individuals or institutions (including the speaker, the speaker's country and so on). Consistency can be at odds here with a forgiving attitude, adaptability, and the need to take precedent with a pinch of salt.

Intellectual Honesty

Intellectual honesty is generally a best effort approach to solving problems in academia. This can be characterized by an unbiased, honest attitude, which can be displayed in a number of different ways:

One's personal beliefs do not interfere with the pursuit of truth;
Relevant facts and information are not purposefully omitted even when such things may contradict one's hypothesis;
Facts are presented in an unbiased manner, and not twisted to give misleading impressions or to support one view over another ;
References are acknowledged where possible, and the attribution of another's work to oneself is avoided.

Intellectual Dishonesty

Intellectual dishonesty is dishonesty in performing intellectual activities like thought or communication. Examples are:

the advocacy of a position which the advocate knows or believes to be false or misleading;
the conscious omission of aspects of the truth known or believed to be relevant in the particular context.

Pseudo-Intellectuals

The historic role of intellectuals, if you look, unfortunately, as far back as you go, has been to support power systems and to justify their atrocities. (Noam Chomsky)

Pedants

A pedant is a person who is overly concerned with formalism and precision, or who makes a show of his learning.

*****

E, para terminar, sugiro-lhes um "passeio higienico" por este case study.

Boa Digestao!



Sunday, 13 December 2009

Copenhagen: The Environment, Deals & Protest


"There is no Planet B"


[Details here , here and here]

"There is no Planet B"


[Details here , here and here]

Thursday, 10 December 2009

PERSONAGENS (V)



O (IN)CRIVEL SVENGALI


Era um predador.

Apanhou uma gazela desprevenida, perdida em sonhos, a caminho da Xicala.
Roubou-lhe a casa, os haveres e o dinheiro.

Vulto que era, desejava apoderar-se tambem dos seus amor-proprio, auto-estima, dignidade, identidade, alma e poesia – tal como havia feito o pai dele a sua mae, levando-o a renunciar ao seu verdadeiro nome de familia e, feito paranoico-esquizofrenico, a mergulhar de cabeca por toda a sua diletante vida em todos os vicios tipicos do bas fond, por entre generosas doses de alcool, liamba e heroina, dia sim, dia tambem...

Mas a gazela, ingénua e desprotegida, que nunca sequer disso suspeitara inicialmente, deixou-se por ele raptar para o que acabariam por ser 6 meses (seis!) de puro terror no seu tugurio. Conseguiu, no entanto, mas nao sem grandes lutas (!), manter-se ilesa dos vicios do predador, com cuja contaminacao ele frequentemente a ameacava...

Nunca comeram funge juntos porque, enquanto ela trabalhava, era geralmente ele que cozinhava e ‘a sua mesa nao se serviam “comidas do musseke”... nunca ouviram musica juntos porque nao era coisa que ele apreciasse (e la' dizia/cantava alguem: "nao se ama quem nao ouve a mesma cancao"...), nunca dancaram juntos porque nao era coisa que ele soubesse...

Ate’ que a gazela conseguiu fugir do seu cativeiro (ao fim de 6 meses - seis!), em estado de choque profundo, deixando-lhe em vomito tudo o que havia "debicado do prato dele" e comprado com o dinheiro dela na sua exclusiva loja diplomatica, levando consigo apenas e so’ tudo quanto aprendera com ele: a ter mais cuidado a caminho da Xicala!

Para todo o sempre despeitado com a fuga da sua presa de estimacao (a quem ele tratava, supostamente carinhosamente, por "bicho") e para selar as suas competencias de "pacheco", o predador haveria de usar de todo o tipo de golpes baixos e sujos para lhe colar lama ao nome (mas, especialmente, para escarnecer sobre a sua poesia - escrita ao longo de varios anos, antes e depois, mas nunca durante os tais fatidicos 6 meses (!), em que, diga-se de passagem ela nunca lera qualquer poema dele... - sobre a qual, aquando da sua publicacao cerca de 5 anos depois, embora perante ela se dissesse "agradavelmente surpreendido", a outros dizia ser "da autoria dele"...), usando para o efeito os servicos de um pequeno, mas eficiente, regimento de mestrandos seus e outros tantos dickheads, low lifes e sycophants (traduzido para mwangole': "aqueles que so' teem uma coisa na cabeca e vida deles e' so' fazere bwe' de kilapie', kuribotar e lamber botas") de vocacao e profissao, incluindo jornalistas/kuribotas frustrados; antigos combatentes de ocasiao eternamente encalacrados entre 'mulembeiras' e 'mafumeiras' ou entre Tomaz Vieira da Cruz e Mario Antonio de Oliveira; secretas "paiados"; "brigadistas" enraivecidos e cegos de inveja que nunca perdoariam a gazela ter entrado para o templo dos escribas primeiro do que eles, acompanhados de suas madrinhas com perguntas como "porque promover uns e nao outros?!"; “epigonos” muito dados ao uso e abuso de chavoes e palavroes como “poemario” e geralmente envelhecidas e deselegantes (em alguns casos tambem desgrenhadas e desdentadas), enciumadas, ressabiadas, recalcadas, frustradas e pseudo-intelectuais belles de jour locais... Essa foi a sua "heranca intelectual" - nao deixando de ser relevante aqui notar que quando ele a raptara, ja' a gazela tinha educacao de nivel universitario, enquanto ele nunca completara o ensino secundario!...

Mas tambem era um poeta "afectuoso", o (in)crivel Svengali predador. E bom cozinheiro. E de esquerda!

[Por isso conseguiu fazer das suas impunemente nas barbas do bando!]



O (IN)CRIVEL SVENGALI


Era um predador.

Apanhou uma gazela desprevenida, perdida em sonhos, a caminho da Xicala.
Roubou-lhe a casa, os haveres e o dinheiro.

Vulto que era, desejava apoderar-se tambem dos seus amor-proprio, auto-estima, dignidade, identidade, alma e poesia – tal como havia feito
o pai dele a sua mae, levando-o a renunciar ao seu verdadeiro nome de familia e, feito paranoico-esquizofrenico, a mergulhar de cabeca por toda a sua diletante vida em todos os vicios tipicos do bas fond, por entre generosas doses de alcool, liamba e heroina, dia sim, dia tambem...

Mas a gazela, ingénua e desprotegida, que nunca sequer disso suspeitara inicialmente, deixou-se por ele raptar para o que acabariam por ser 6 meses (seis!) de puro terror no seu tugurio. Conseguiu, no entanto, mas nao sem grandes lutas (!), manter-se ilesa dos vicios do predador, com cuja contaminacao ele frequentemente a ameacava...

Nunca comeram funge juntos porque, enquanto ela trabalhava, era geralmente ele que cozinhava e ‘a sua mesa nao se serviam “comidas do musseke”... nunca ouviram musica juntos porque nao era coisa que ele apreciasse (e la' dizia/cantava alguem: "nao se ama quem nao ouve a mesma cancao"...), nunca dancaram juntos porque nao era coisa que ele soubesse...

Ate’ que a gazela conseguiu fugir do seu cativeiro (ao fim de 6 meses - seis!), em estado de choque profundo, deixando-lhe em vomito tudo o que havia "debicado do prato dele" e comprado com o dinheiro dela na sua exclusiva loja diplomatica, levando consigo apenas e so’ tudo quanto aprendera com ele: a ter mais cuidado a caminho da Xicala!

Para todo o sempre despeitado com a fuga da sua presa de estimacao (a quem ele tratava, supostamente carinhosamente, por "bicho") e para selar as suas competencias de "pacheco", o predador haveria de usar de todo o tipo de golpes baixos e sujos para lhe colar lama ao nome (mas, especialmente, para escarnecer sobre a sua poesia - escrita ao longo de varios anos, antes e depois, mas nunca durante os tais fatidicos 6 meses (!), em que, diga-se de passagem ela nunca lera qualquer poema dele... - sobre a qual, aquando da sua publicacao cerca de 5 anos depois, embora perante ela se dissesse "agradavelmente surpreendido", a outros dizia ser "da autoria dele"...), usando para o efeito os servicos de um pequeno, mas eficiente, regimento de mestrandos seus e outros tantos dickheads, low lifes e sycophants (traduzido para mwangole': "aqueles que so' teem uma coisa na cabeca e vida deles e' so' fazere bwe' de kilapie', kuribotar e lamber botas") de vocacao e profissao, incluindo jornalistas/kuribotas frustrados; antigos combatentes de ocasiao eternamente encalacrados entre 'mulembeiras' e 'mafumeiras' ou entre Tomaz Vieira da Cruz e Mario Antonio de Oliveira; secretas "paiados"; "brigadistas" enraivecidos e cegos de inveja que nunca perdoariam a gazela ter entrado para o templo dos escribas primeiro do que eles, acompanhados de suas madrinhas com perguntas como "porque promover uns e nao outros?!"; “epigonos” muito dados ao uso e abuso de chavoes e palavroes como “poemario” e geralmente envelhecidas e deselegantes (em alguns casos tambem desgrenhadas e desdentadas), enciumadas, ressabiadas, recalcadas, frustradas e pseudo-intelectuais belles de jour locais... Essa foi a sua "heranca intelectual" - nao deixando de ser relevante aqui notar que quando ele a raptara, ja' a gazela tinha educacao de nivel universitario, enquanto ele nunca completara o ensino secundario!...

Mas tambem era um poeta "afectuoso", o (in)crivel Svengali predador. E bom cozinheiro. E de esquerda!

[Por isso conseguiu fazer das suas impunemente nas barbas do bando!]

Wednesday, 9 December 2009

E por falar em "esquerdas" e "direitas"...

We will not back down

Tuesday, 8 December, 2009 23:33
From:
"President Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

As we head into the final stretch on health reform, big insurance company lobbyists and their partisan allies hope that their relentless attacks and millions of dollars can intimidate us into accepting the status quo.

So I have a message for them, from all of us: Not this time. We have come too far. We will not turn back. We will not back down.

But do not doubt -- the opponents of reform will not rest.

Let's win this together,

President Barack Obama


*****


We want our money back

Saturday, 16 January, 2010 1:07

From: "Vice President Joe Biden"
To: "Ana Santana"

Ana --

Yesterday, President Obama announced our proposed Financial Crisis Responsibility Fee on the country's largest banks:

"My commitment is to recover every single dime the American people are owed. And my determination to achieve this goal is only heightened when I see reports of massive profits and obscene bonuses at some of the very firms who owe their continued existence to the American people...We want our money back, and we're going to get it."

The fee would recover every penny loaned to Wall Street during the financial crisis and stop the reckless abuses and excesses that nearly caused the collapse of our financial system in the first place.

But the banking industry -- among the most powerful lobbies in Washington -- is already launching attacks to stop Congress from enacting the proposal.

Barack and I aren't backing down. But to win, we'll need the American people to add their voice right away.

The proposal is expected to recoup billions from the big banks, most of it from the ten largest. As the President said, "If these companies are in good enough shape to afford massive bonuses, they are surely in good enough shape to afford paying back every penny to taxpayers."

There is much more work to do to reform the financial system and create a new era of accountability. But the Financial Crisis Responsibility Fee is a crucial step.

Change isn't easy, but it's certainly worth fighting for. I'm glad you're in this fight with us.

Thank you for making it possible,

Vice President Joe Biden
We will not back down

Tuesday, 8 December, 2009 23:33
From:
"President Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

As we head into the final stretch on health reform, big insurance company lobbyists and their partisan allies hope that their relentless attacks and millions of dollars can intimidate us into accepting the status quo.

So I have a message for them, from all of us: Not this time. We have come too far. We will not turn back. We will not back down.

But do not doubt -- the opponents of reform will not rest.

Let's win this together,

President Barack Obama


*****


We want our money back

Saturday, 16 January, 2010 1:07

From: "Vice President Joe Biden"
To: "Ana Santana"

Ana --

Yesterday, President Obama announced our proposed Financial Crisis Responsibility Fee on the country's largest banks:

"My commitment is to recover every single dime the American people are owed. And my determination to achieve this goal is only heightened when I see reports of massive profits and obscene bonuses at some of the very firms who owe their continued existence to the American people...We want our money back, and we're going to get it."

The fee would recover every penny loaned to Wall Street during the financial crisis and stop the reckless abuses and excesses that nearly caused the collapse of our financial system in the first place.

But the banking industry -- among the most powerful lobbies in Washington -- is already launching attacks to stop Congress from enacting the proposal.

Barack and I aren't backing down. But to win, we'll need the American people to add their voice right away.

The proposal is expected to recoup billions from the big banks, most of it from the ten largest. As the President said, "If these companies are in good enough shape to afford massive bonuses, they are surely in good enough shape to afford paying back every penny to taxpayers."

There is much more work to do to reform the financial system and create a new era of accountability. But the Financial Crisis Responsibility Fee is a crucial step.

Change isn't easy, but it's certainly worth fighting for. I'm glad you're in this fight with us.

Thank you for making it possible,

Vice President Joe Biden

"ESQUERDA DEMOCRATICA"?

Com a devida venia...

Para todos os efeitos teoricos e praticos, e ate' onde e' possivel divisar, em Angola nao ha' "esquerda" (pelo menos coerente e organizada), nem "democracia"!
Dentro ou fora do MPLA!

[Ha' quem tambem chame a isso um oxymoron...]


[imagem daqui]

ADENDA: Entretanto, pela primeira vez na sua historia, o MPLA decidiu abandonar a votacao por "mao no ar" em Congresso, a favor do "voto secreto"... ou, em presenca de um candidato unico a Presidencia do partido e sem a possibilidade de abstencao, talvez fosse mais apropriado falar de algo como "voto discreto"?
Nao deixo, no entanto, de admitir que para quem, como eu, fez parte da organizacao e esteve presente no Primeiro Congresso do MPLA-PT, o tal que decorreu "sob o olhar silencioso de Lenine", este e' sem duvida "um passo em frente" no sentido da democratizacao interna do partido, que esperemos se venha a espelhar na democratizacao do pais. Esperemos tambem que nao se lhe sigam, como dizia o mesmo Lenine, "dois passos a retaguarda"!
Com a devida venia...

Para todos os efeitos teoricos e praticos, e ate' onde e' possivel divisar, em Angola nao ha' "esquerda" (pelo menos coerente e organizada), nem "democracia"!
Dentro ou fora do MPLA!

[Ha' quem tambem chame a isso um oxymoron...]


[imagem daqui]

ADENDA: Entretanto, pela primeira vez na sua historia, o MPLA decidiu abandonar a votacao por "mao no ar" em Congresso, a favor do "voto secreto"... ou, em presenca de um candidato unico a Presidencia do partido e sem a possibilidade de abstencao, talvez fosse mais apropriado falar de algo como "voto discreto"?
Nao deixo, no entanto, de admitir que para quem, como eu, fez parte da organizacao e esteve presente no Primeiro Congresso do MPLA-PT, o tal que decorreu "sob o olhar silencioso de Lenine", este e' sem duvida "um passo em frente" no sentido da democratizacao interna do partido, que esperemos se venha a espelhar na democratizacao do pais. Esperemos tambem que nao se lhe sigam, como dizia o mesmo Lenine, "dois passos a retaguarda"!

Tuesday, 8 December 2009

Capitalist Nigger & Dead Aid








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(perhaps over the coming holiday period)







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Sunday, 6 December 2009

MIGUEL PETCHKOVSKY

Uma daquelas pessoas que subitamente perdemos completamente de vista.
De vez em quando perguntamo-nos “que sera’ feito?”, “o que lhe tera’ acontecido?”, “por onde andara’?”…
Ao longo dos anos, por vezes parece-nos reconhecer as suas feicoes no rosto de um qualquer desconhecido, mas acabamos por nos resignar a sua “perca (perda?) de vista”.
Ate’ que um belo dia, por mero acaso, deparamo-nos com o seu nome numa website
Nao tinhamos bem a certeza de como se escrevia exactamente o seu sobrenome, mas 'soa-nos' muito proximo do que nos lembramos, e do nome nao temos duvidas.
Clikamos no link e 'damos de caras' com a foto… Sim, apesar do cabelo grisalho e o ar “mais velho”, reconhecemo-lo.


E’ mesmo ele. Esta’ vivo, esta’ no mundo!

E pelo que lemos e vemos no seu cv e portfolio, tem tido uma brilhante carreira artistica e profissional!

And he gets motivation from Walter Benjamin: "don't build on good old days but the bad new ones"...

Depois de cerca de 25 anos (um quarto de seculo!), ha’ cerca de 3 dias finalmente reencontramo-lo aqui!
Uma daquelas pessoas que subitamente perdemos completamente de vista.
De vez em quando perguntamo-nos “que sera’ feito?”, “o que lhe tera’ acontecido?”, “por onde andara’?”…
Ao longo dos anos, por vezes parece-nos reconhecer as suas feicoes no rosto de um qualquer desconhecido, mas acabamos por nos resignar a sua “perca (perda?) de vista”.
Ate’ que um belo dia, por mero acaso, deparamo-nos com o seu nome numa website
Nao tinhamos bem a certeza de como se escrevia exactamente o seu sobrenome, mas 'soa-nos' muito proximo do que nos lembramos, e do nome nao temos duvidas.
Clikamos no link e 'damos de caras' com a foto… Sim, apesar do cabelo grisalho e o ar “mais velho”, reconhecemo-lo.


E’ mesmo ele. Esta’ vivo, esta’ no mundo!

E pelo que lemos e vemos no seu cv e portfolio, tem tido uma brilhante carreira artistica e profissional!

And he gets motivation from Walter Benjamin: "don't build on good old days but the bad new ones"...

Depois de cerca de 25 anos (um quarto de seculo!), ha’ cerca de 3 dias finalmente reencontramo-lo aqui!

Thursday, 3 December 2009