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Wednesday, 7 November 2012

THIS DAY 4 YEARS AGO...

IT'S BEEN A LONG TIME COMING...
BUT CHANGE DID COME!...


How this happened


Wednesday, 5 November, 2008 6:18 AM
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Watch/read here his victory speech, where he says, as if singing with Otis:


(*) First posted 05/11/08

IT'S BEEN A LONG TIME COMING...
BUT CHANGE DID COME!...


How this happened


Wednesday, 5 November, 2008 6:18 AM
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Watch/read here his victory speech, where he says, as if singing with Otis:


(*) First posted 05/11/08

Monday, 5 November 2012

THIS DAY 4 YEARS AGO...


PREPARING FOR TOMORROW...
[First posted 03/11/2008]




Barring an extraordinary shock, Barack Obama will win more than 270 electoral votes on Tuesday, giving him the White House. Hours before voting starts, John McCain has no clear path to reaching that goal. In fact, interviews with political strategists in both parties and election analysts and advisers to both presidential campaigns — including a detailed look at public and private polling data — indicate that an Obama victory with well over 300 electoral votes is a more likely outcome than a McCain victory.
[Keep reading here]



In the two years since Sen. Barack Obama announced his bid for the presidency, black Americans have been on an emotional roller coaster. Only recently have many of us allowed ourselves to envision what once seemed impossible: A U.S. president who is a person of color. With Obama leading in national pre-election polls, the suspense has become nearly unbearable.
Even deeper at the center of our current anxiety are at least two questions that carry all the complexity of black Americans' history in this country: What will it mean personally to us if he wins? And how will it affect the future of African Americans?
Win or lose, how will we cope?
[Keep reading here]
My thanks to BRE for calling my attention to these.


A Change Is Gonna Come - Otis Redding

PREPARING FOR TOMORROW...
[First posted 03/11/2008]




Barring an extraordinary shock, Barack Obama will win more than 270 electoral votes on Tuesday, giving him the White House. Hours before voting starts, John McCain has no clear path to reaching that goal. In fact, interviews with political strategists in both parties and election analysts and advisers to both presidential campaigns — including a detailed look at public and private polling data — indicate that an Obama victory with well over 300 electoral votes is a more likely outcome than a McCain victory.
[Keep reading here]



In the two years since Sen. Barack Obama announced his bid for the presidency, black Americans have been on an emotional roller coaster. Only recently have many of us allowed ourselves to envision what once seemed impossible: A U.S. president who is a person of color. With Obama leading in national pre-election polls, the suspense has become nearly unbearable.
Even deeper at the center of our current anxiety are at least two questions that carry all the complexity of black Americans' history in this country: What will it mean personally to us if he wins? And how will it affect the future of African Americans?
Win or lose, how will we cope?
[Keep reading here]
My thanks to BRE for calling my attention to these.


A Change Is Gonna Come - Otis Redding

Wednesday, 28 March 2012

Gostei de Ler [5]



(...)

Para já eu estou cada vez mais velho, cada mais anarquista, e acredito muito pouco na fórmula partido.
Antes dizia que tinha dúvidas sobre a fórmula partido, hoje digo que acredito cada vez menos nesta fórmula. Não me parece que seja uma fórmula que avance muito. Acaba por ser sempre um aparelho que condiciona tudo o resto, um partido pode ter muitos militantes, mas há um aparelhozinho que condiciona tudo o resto. A Revolução francesa fez-se sem partidos, mas com clubes de pensadores. É claro que também era tudo anárquico, mas eu acho que devia haver possibilidades sem estar amarrado a um partido, mas estamos a tender cada vez mais para a consolidação da fórmula partido.
Eu não sei deste caso que falou do Abel Chivukuvuku, mas será interessante seguir e ver o que vai dar. Se conseguir apanhar pessoas que foram do partido A, B e C será interessante ver isso.

(...)

Hoje as pessoas dentro do MPLA exteriorizam mais facilmente ideias contrárias?

Eu acho que têm mais essa possibilidade. Duvido que o façam, mas ai há outro problema.

Qual?

Começa a tocar em interesses. E as pessoas ficam à espera, na expectativa. Criou-se a obsessão do que só o chefe pensa. E fica a impressão de que cinco milhões de pessoas não pensam, à espera que o chefe pense. É a ideia que dá. E depois o chefe diz uma frase e essa frase vira slogan que aparece em todo o lado. Só não aparece nas paredes porque agora a malta deixou de pintar as paredes.
É um certo seguidismo que se instalou, sem dúvida alguma. Mas depende das épocas. Agora é época de eleições portanto o seguidismo tem de ser muito forte, temos de estar todos unidos. Depois há maior dispersão. Isso nota-se nos comentários de algumas pessoas que mudam o discurso conforme a época política e os interesses pessoais. Sem dúvida, uma coisa que foi discutida há muitos anos no MPLA é o direito das tendências.

(...)

Em certa medida e em relação a uns tantos membros, o MPLA parece clientelista, pois eles se aproveitam do facto de serem militantes para obterem benefícios. Não falo da grande massa de militantes e simpatizantes que pouco ganham com o facto de o serem. Mas a nível de responsáveis, muitos têm negócios que só prosperam por causa da sua posição política. E ostentam as riquezas de forma pornográfica, por isso não há como enganar.

(...)

A oposição parlamentar dá-me a ideia que está apenas pelo dinheiro do Estado. É verdade que também não se dá muito espaço à oposição para dar a conhecer todas as suas ideias. Eles queixam-se muito disso, que a imprensa favorece o partido no poder, mas parece-me que com esta oposição o MPLA está tranquilo: tem mais cem anos. Portanto será interessante vermos esta experiência de um novo partido e ver se agita um bocado as águas.

(...)

O que lhe parece a “ousadia” de Lukoki durante a última reunião do Comité central onde terá levantado a questão da distribuição da riqueza nacional e a da sucessão como pontos para uma próxima reunião do CC, por sinal agendada para esta sexta-feira.

O Ambrósio Lukoki, de quem me orgulho de ser amigo, é um homem vertical, de grande coragem e frontalidade, qualidades essas que lhe têm valido problemas sérios. Ele só teve a ousadia de dizer o que mais de metade da sala pensava mas, como sempre, cala. Fora, batem-lhe nas costas a dizer, falaste bem. Lá dentro, nem o defendem dos mesmos mabecos de sempre, a tentar morder as canelas dos grandes homens.
Como é que se processará a transição de JES para um novo PR?

Esta é outra questão que devia ser pacifica, banal e que se torna um problema quase divino. O mundo acaba quando se pensa na sucessão. Deveria ser uma coisa quase banal porque as pessoas vão, deixam os cargos, vão descansar, é normal essa substituição de geração. E tem havido essa substituição de geração ao nível do MPLA, nas estruturas intermédias e mesmo ao nível do Bureau Político onde hoje há pessoas que são bastante mais novas do que aqueles que fizeram a luta de libertação. Agora, realmente esta é uma questão que acaba por se tornar complicada e quanto mais há segredos a volta disso, mais secretismo mais complicado fica.

E já é hora de se desmistificar essa questão?

Exactamente, abre-se o jogo tranquilamente. O Presidente não é eterno, ninguém é eterno, só Deus para os crentes. Nem o planeta terra é eterno. Acreditamos que tem de haver uma substituição, vamos ver quando, como e falamos sobre isso. Mas é um tabu, é um sacrilégio, mas é claro que toda a gente anda a murmurar nos cantos.

Não será por causa de algumas resistências internas?

Provavelmente haverá várias forcas a querer ganhar mais poder, representadas por pessoas, essa é uma realidade que acontece nos partidos, há lutas. Agora podem ser lutas mais abertas ou mais tranquilas.

E neste caso?

Neste caso é um tabu. E eu acho que as pessoas têm medo que AB ou C estejam a pensar qualquer coisa. Houve umas pessoas que aqui há uns anos atrás admitiam a hipótese de ser candidatos, mas isso é normal, mas as pessoas normalmente criam uma onda de indignação que percorre as fileiras porque alguém ousou dizer que pode substituir o presidente.

(...)

Quando falamos do impacto das manifestações e em face dos novos desenvolvimentos o que lhe pergunto é: Será mesmo que a visão de que os militantes despertaram pelo facto de serem muito mais contra o exíguo número de manifestantes é verdade, quando vemos as imagens da porrada a que foram alvos na sua última manifestação. Ou como explicar isso?

O MPLA de facto aparenta ter mais medo dos jovens que tentam se manifestar que dos partidos da oposição. Estes são aparelhos e como tal podem ser controlados, manobrados, enfraquecidos, etc... Já os manifestantes, mobilizados por meios mais difíceis de controlar, podem aparecer como um perigo muito maior, imprevisível. Parece absurdo um partido que diz ter cinco milhões de membros tremer perante um pequeno grupo de jovens que quer gritar a sua revolta, mas é um facto. Por outro lado, esse pequeno grupo poderá crescer por causa da resposta inadequada das autoridades. Não é aceitável que apareçam pessoas, que se declaram organizadas, atacando os manifestantes, impedindo que eles exerçam um direito constitucional, perante órgãos do Estado, impávidos e serenos. Assim não se aprofunda a democracia, antes pelo contrário, indica uma regressão que acabará por sair muito cara num futuro mais ou menos breve. Quem impede uma manifestação legítima e pacífica tem de ser processado e posto em situação de não voltar a repetir o gesto, seja quem for o seu mandante. Este filme já foi visto, demasiado parecido com os lumpens recrutados por Mussolini e Hitler para atacar os verdadeiros democratas e progressistas. Para que não seja o caso, o Estado tem de ser claro: está do lado da Constituição ou contra ela?

(...)

Como avalia as relações entre Angola e Portugal?

De um modo geral são boas. Foram más e estão melhores. Acho que há equívocos. Bastantes equívocos.

Que equívocos?

Acho que há algumas pessoas na parte angolana. Por um lado, um certo saudosismo e, por outro lado, uma espécie de revanche e em termos económicos há uma vontade de comprar coisas em Portugal fazendo por vezes péssimos negócios. Eu também vi que a Sonangol comprou coisas no Iraque e no Irão que foram um desastre, nem se fala nisso, mas temos de ter atenção porque está-se a meter dinheiro do Estado. Agora, os particulares se querem ter um castelo, isso ai é com eles. Acho que devia haver maior transparência. Que a nação fosse informada que foram compradas quotas ou empresas e que não saibamos disso só quando há uma maka lá fora. E no caso de Portugal há negócios muito escuros e muitos deles serão prejudiciais a Angola e entretanto vemos algumas pessoas que nunca gostaram de nós e que agora abraçam-nos e só não bejam na boca porque parece mal. São relações de conveniência, no discurso oficial são relações de amizade e o passado comum. Mas isso é conversa. O negócio entre os países é feito apenas na base de interesses. E não há aqui sentimentos, sentimentos há entre nós intelectuais, mas os assuntos de Estado são negócios.

(...)

4 anos depois, como avalia o mandato de Barack Obama?

Eu sou um dos que ficou muito entusiasmado por Obama antes dele ser eleito. Eu conheci o Obama em 2004 quando estive uma época nos EUA e em que ele começava a despontar no partido democrata.
Vários amigos meus chamavam-me atenção e quando ele profere aquele discurso magnifico de apresentação do John Terry então diziam que eche homo (ai está o homem!). eu torci por ele. E sempre disse que no dia seguinte à sua eleição estaria contra ele porque a partir do momento em que ele é o Presidente dos Estados Unidos faria uma política da qual não estaria de acordo.
De qualquer modo acho que foi um avanço civilizacional ele ter sido eleito, mas para uma pessoa que recebe o prémio nobel logo no primeiro ano de mandato acho que já fez guerras há mais. E ainda se está a preparar para fazer outra. Gostaria de dizê-lo isso na cara. É verdade que já havia muito prémio nobel mal atribuído, mas para quem não tinha feito nada ainda pela paz e ele recebeu logo é porque o mundo ou o comité nobel, queria que ele fizesse mais. Também é verdade que ele é muito travado nos EUA por preconceitos por uma série de governadores.

Acha que ele tem menos poderes do que Bush?

Tem porque ele está a governar sem maioria.

Mas ele só perdeu a maioria há meio do mandato?

Tinha uma ligeira maioria, mas que perdeu logo.

Será reeleito.

Acho que sim. Porque este ano a economia irá melhorar um bocadinho.

Não será por ter morto Bin Laden, Kadaffi e outros?

Não, isso é importante durante um ou dois meses, mas depois esquecese, perde-se. O que é importante nos EUA é mesmo a economia. O americano só pensa em dólares, só dólares e mais nada. É isso que temos de saber. Se a economia estiver a andar bem como está a acontecer com a diminuição do emprego, ele ganha. Por outro lado, também não tem oposição. Aquela oposição, francamente...

Pior do que a nossa?

(Risos)... Pior do que a nossa... está lá perto, mas parece que o Obama em dois debate rebenta o Romney milionário e se ele adopta aquele discurso populista do eu negro vindo de uma família media que tive de trabalhar muito ao contrário de ti que nasceste já no meio do ouro,
arruma-o...

Acha que a China conseguirá atingir o estatuto de superpotência?

Está a fazer tudo por isso. Até aumentou bastante o seu orçamento militar, que era o que faltava. Portanto, penso que sim.

Neste caso teremos um mundo bipolar?

Depende um bocado da evolução da India que é um outro país que pode fazer frente aos EUA e a China. Eu não conto mais com a União Europeia que está em declínio total. Começa a parecer-se com a União Africana, qualquer dia acaba, porque a União africana já acabou há muito tempo.
E agora, a India é uma outra potencia que está a despontar tal como o Brasil que com a Argentina podem tornar a América Latina uma zona ouvida, uma outra fonte para distribuir melhor o poder no mundo.

Faltaria apenas África.

África ainda está longe. Não há nenhum país no continente que ascenda assim, talvez uma região, o sul do continente, mais ou menos a SADC que poderá vir a ser uma potencia e isso ainda demorará muito tempo. Tem que se estabelecer o Estado nação e depois avançar-se para a integração regional e isso levará uns bons anos.

(...)

O que lhe parece esta reforma educativa?

Para lhe dizer a verdade, conheço mal e não posso entrar, com profundidade em termos técnicos. Agora, eu acho que ela vem muito tarde. Deveria ter sido feita há muito mais tempo. Eu fiz parte da equipa que concebeu o sistema que substitui o sistema colonial e ao fim de quarto anos nós reconhecíamos que havia ali coisas a mudar. Entretanto, a equipa dispersou-se e ninguém pegou no assunto estes últimos anos. Saúdo o facto de se ter feito uma reforma porque o sistema estava desfasado da realidade actual do país.

Esta é a polémica da inexistência de exames em muitas classes?

E mesmo a matéria que é dada. Os programas são demasiado leves. Dá-me a impressão. Agora não sou muito categórico porque não estudei e não sou propriamente um pedagogo. Trabalhei na educação, mas nunca fui pedagogo. Eu espero que funcione e se há coisas há mudar que seja o mais rapidamente possível do que foi anteriormente. Por exemplo, eu tenho algumas dúvidas sobre essa questão de um professor conseguir dar seis classes, que é a grande discussão que tem havido. Parece-me de mais e no sistema anterior o professor acompanhava os alunos em quatro classes e tínhamos problemas de falta de professores. Quer-se prolonger até à sexta classe, mas isso exige professores melhores preparados e, para lhe ser franco, não sei se temos. Do que oiço ultimamente, a matéria que se dá nestas seis classes corresponde ao que se dava nas quatro primeiras anteriores e aí acho que, se isso é verdade, é muito pouca exigência.

Nem condiz com aquilo que é a tendência mundial onde os estudantes ficam cada vez menos tempo no sistema de ensino, ao passo que aqui estamos a prolongar o tempo dos estudantes no sistema, com todas as consequências disso até mesmo em termos de custos?

Se isso continuar assim, duvido que o aluno, ao fim dos 12 ou 13 anos esteja preparado para entrar para a Universidade. É verdade que nunca tivemos, em Angola, em termos gerais, alunos devidamente preparados para estar na Universidade, apesar dos extraordinários. É preciso que se altere rapidamente isso, colocando rigor na base e no topo também. Bons professores devem estar na base desta pirâmide e em cima ao mesmo tempo, mas na base tem de haver rigor.

(...)

Nem sempre Luanda mas utiliza muitas vezes uma cidade que denomina “Calpe”.

Calpe é qualquer coisa que não é nada.

Ou que é Luanda?

Às vezes parece Luanda, outras vezes não. A primeira vez que eu utilizei Calpé foi em Mwana Puó que foi escrita em 1969 e eu só conheci Luanda em 1974. Tinha passado por Luanda quando fui estudar em Portugal, mas não conheci. Mas em “Parábola do Cagado Velho”, Calpe é Luanda na parte má, um tom ameaçador, os vícios, mas em “Quase fim do Mundo” terá alguma coisa, mas não está muito definido. Quando quero fugir um bocado a que se situe ponho Calpe. Não me importa nada que se caracterize do modo diferente.

[Extractos de entrevista de Pepetela ao Novo Jornal # 218 - 23/03/2012]


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(...)

Para já eu estou cada vez mais velho, cada mais anarquista, e acredito muito pouco na fórmula partido.
Antes dizia que tinha dúvidas sobre a fórmula partido, hoje digo que acredito cada vez menos nesta fórmula. Não me parece que seja uma fórmula que avance muito. Acaba por ser sempre um aparelho que condiciona tudo o resto, um partido pode ter muitos militantes, mas há um aparelhozinho que condiciona tudo o resto. A Revolução francesa fez-se sem partidos, mas com clubes de pensadores. É claro que também era tudo anárquico, mas eu acho que devia haver possibilidades sem estar amarrado a um partido, mas estamos a tender cada vez mais para a consolidação da fórmula partido.
Eu não sei deste caso que falou do Abel Chivukuvuku, mas será interessante seguir e ver o que vai dar. Se conseguir apanhar pessoas que foram do partido A, B e C será interessante ver isso.

(...)

Hoje as pessoas dentro do MPLA exteriorizam mais facilmente ideias contrárias?

Eu acho que têm mais essa possibilidade. Duvido que o façam, mas ai há outro problema.

Qual?

Começa a tocar em interesses. E as pessoas ficam à espera, na expectativa. Criou-se a obsessão do que só o chefe pensa. E fica a impressão de que cinco milhões de pessoas não pensam, à espera que o chefe pense. É a ideia que dá. E depois o chefe diz uma frase e essa frase vira slogan que aparece em todo o lado. Só não aparece nas paredes porque agora a malta deixou de pintar as paredes.
É um certo seguidismo que se instalou, sem dúvida alguma. Mas depende das épocas. Agora é época de eleições portanto o seguidismo tem de ser muito forte, temos de estar todos unidos. Depois há maior dispersão. Isso nota-se nos comentários de algumas pessoas que mudam o discurso conforme a época política e os interesses pessoais. Sem dúvida, uma coisa que foi discutida há muitos anos no MPLA é o direito das tendências.

(...)

Em certa medida e em relação a uns tantos membros, o MPLA parece clientelista, pois eles se aproveitam do facto de serem militantes para obterem benefícios. Não falo da grande massa de militantes e simpatizantes que pouco ganham com o facto de o serem. Mas a nível de responsáveis, muitos têm negócios que só prosperam por causa da sua posição política. E ostentam as riquezas de forma pornográfica, por isso não há como enganar.

(...)

A oposição parlamentar dá-me a ideia que está apenas pelo dinheiro do Estado. É verdade que também não se dá muito espaço à oposição para dar a conhecer todas as suas ideias. Eles queixam-se muito disso, que a imprensa favorece o partido no poder, mas parece-me que com esta oposição o MPLA está tranquilo: tem mais cem anos. Portanto será interessante vermos esta experiência de um novo partido e ver se agita um bocado as águas.

(...)

O que lhe parece a “ousadia” de Lukoki durante a última reunião do Comité central onde terá levantado a questão da distribuição da riqueza nacional e a da sucessão como pontos para uma próxima reunião do CC, por sinal agendada para esta sexta-feira.

O Ambrósio Lukoki, de quem me orgulho de ser amigo, é um homem vertical, de grande coragem e frontalidade, qualidades essas que lhe têm valido problemas sérios. Ele só teve a ousadia de dizer o que mais de metade da sala pensava mas, como sempre, cala. Fora, batem-lhe nas costas a dizer, falaste bem. Lá dentro, nem o defendem dos mesmos mabecos de sempre, a tentar morder as canelas dos grandes homens.
Como é que se processará a transição de JES para um novo PR?

Esta é outra questão que devia ser pacifica, banal e que se torna um problema quase divino. O mundo acaba quando se pensa na sucessão. Deveria ser uma coisa quase banal porque as pessoas vão, deixam os cargos, vão descansar, é normal essa substituição de geração. E tem havido essa substituição de geração ao nível do MPLA, nas estruturas intermédias e mesmo ao nível do Bureau Político onde hoje há pessoas que são bastante mais novas do que aqueles que fizeram a luta de libertação. Agora, realmente esta é uma questão que acaba por se tornar complicada e quanto mais há segredos a volta disso, mais secretismo mais complicado fica.

E já é hora de se desmistificar essa questão?

Exactamente, abre-se o jogo tranquilamente. O Presidente não é eterno, ninguém é eterno, só Deus para os crentes. Nem o planeta terra é eterno. Acreditamos que tem de haver uma substituição, vamos ver quando, como e falamos sobre isso. Mas é um tabu, é um sacrilégio, mas é claro que toda a gente anda a murmurar nos cantos.

Não será por causa de algumas resistências internas?

Provavelmente haverá várias forcas a querer ganhar mais poder, representadas por pessoas, essa é uma realidade que acontece nos partidos, há lutas. Agora podem ser lutas mais abertas ou mais tranquilas.

E neste caso?

Neste caso é um tabu. E eu acho que as pessoas têm medo que AB ou C estejam a pensar qualquer coisa. Houve umas pessoas que aqui há uns anos atrás admitiam a hipótese de ser candidatos, mas isso é normal, mas as pessoas normalmente criam uma onda de indignação que percorre as fileiras porque alguém ousou dizer que pode substituir o presidente.

(...)

Quando falamos do impacto das manifestações e em face dos novos desenvolvimentos o que lhe pergunto é: Será mesmo que a visão de que os militantes despertaram pelo facto de serem muito mais contra o exíguo número de manifestantes é verdade, quando vemos as imagens da porrada a que foram alvos na sua última manifestação. Ou como explicar isso?

O MPLA de facto aparenta ter mais medo dos jovens que tentam se manifestar que dos partidos da oposição. Estes são aparelhos e como tal podem ser controlados, manobrados, enfraquecidos, etc... Já os manifestantes, mobilizados por meios mais difíceis de controlar, podem aparecer como um perigo muito maior, imprevisível. Parece absurdo um partido que diz ter cinco milhões de membros tremer perante um pequeno grupo de jovens que quer gritar a sua revolta, mas é um facto. Por outro lado, esse pequeno grupo poderá crescer por causa da resposta inadequada das autoridades. Não é aceitável que apareçam pessoas, que se declaram organizadas, atacando os manifestantes, impedindo que eles exerçam um direito constitucional, perante órgãos do Estado, impávidos e serenos. Assim não se aprofunda a democracia, antes pelo contrário, indica uma regressão que acabará por sair muito cara num futuro mais ou menos breve. Quem impede uma manifestação legítima e pacífica tem de ser processado e posto em situação de não voltar a repetir o gesto, seja quem for o seu mandante. Este filme já foi visto, demasiado parecido com os lumpens recrutados por Mussolini e Hitler para atacar os verdadeiros democratas e progressistas. Para que não seja o caso, o Estado tem de ser claro: está do lado da Constituição ou contra ela?

(...)

Como avalia as relações entre Angola e Portugal?

De um modo geral são boas. Foram más e estão melhores. Acho que há equívocos. Bastantes equívocos.

Que equívocos?

Acho que há algumas pessoas na parte angolana. Por um lado, um certo saudosismo e, por outro lado, uma espécie de revanche e em termos económicos há uma vontade de comprar coisas em Portugal fazendo por vezes péssimos negócios. Eu também vi que a Sonangol comprou coisas no Iraque e no Irão que foram um desastre, nem se fala nisso, mas temos de ter atenção porque está-se a meter dinheiro do Estado. Agora, os particulares se querem ter um castelo, isso ai é com eles. Acho que devia haver maior transparência. Que a nação fosse informada que foram compradas quotas ou empresas e que não saibamos disso só quando há uma maka lá fora. E no caso de Portugal há negócios muito escuros e muitos deles serão prejudiciais a Angola e entretanto vemos algumas pessoas que nunca gostaram de nós e que agora abraçam-nos e só não bejam na boca porque parece mal. São relações de conveniência, no discurso oficial são relações de amizade e o passado comum. Mas isso é conversa. O negócio entre os países é feito apenas na base de interesses. E não há aqui sentimentos, sentimentos há entre nós intelectuais, mas os assuntos de Estado são negócios.

(...)

4 anos depois, como avalia o mandato de Barack Obama?

Eu sou um dos que ficou muito entusiasmado por Obama antes dele ser eleito. Eu conheci o Obama em 2004 quando estive uma época nos EUA e em que ele começava a despontar no partido democrata.
Vários amigos meus chamavam-me atenção e quando ele profere aquele discurso magnifico de apresentação do John Terry então diziam que eche homo (ai está o homem!). eu torci por ele. E sempre disse que no dia seguinte à sua eleição estaria contra ele porque a partir do momento em que ele é o Presidente dos Estados Unidos faria uma política da qual não estaria de acordo.
De qualquer modo acho que foi um avanço civilizacional ele ter sido eleito, mas para uma pessoa que recebe o prémio nobel logo no primeiro ano de mandato acho que já fez guerras há mais. E ainda se está a preparar para fazer outra. Gostaria de dizê-lo isso na cara. É verdade que já havia muito prémio nobel mal atribuído, mas para quem não tinha feito nada ainda pela paz e ele recebeu logo é porque o mundo ou o comité nobel, queria que ele fizesse mais. Também é verdade que ele é muito travado nos EUA por preconceitos por uma série de governadores.

Acha que ele tem menos poderes do que Bush?

Tem porque ele está a governar sem maioria.

Mas ele só perdeu a maioria há meio do mandato?

Tinha uma ligeira maioria, mas que perdeu logo.

Será reeleito.

Acho que sim. Porque este ano a economia irá melhorar um bocadinho.

Não será por ter morto Bin Laden, Kadaffi e outros?

Não, isso é importante durante um ou dois meses, mas depois esquecese, perde-se. O que é importante nos EUA é mesmo a economia. O americano só pensa em dólares, só dólares e mais nada. É isso que temos de saber. Se a economia estiver a andar bem como está a acontecer com a diminuição do emprego, ele ganha. Por outro lado, também não tem oposição. Aquela oposição, francamente...

Pior do que a nossa?

(Risos)... Pior do que a nossa... está lá perto, mas parece que o Obama em dois debate rebenta o Romney milionário e se ele adopta aquele discurso populista do eu negro vindo de uma família media que tive de trabalhar muito ao contrário de ti que nasceste já no meio do ouro,
arruma-o...

Acha que a China conseguirá atingir o estatuto de superpotência?

Está a fazer tudo por isso. Até aumentou bastante o seu orçamento militar, que era o que faltava. Portanto, penso que sim.

Neste caso teremos um mundo bipolar?

Depende um bocado da evolução da India que é um outro país que pode fazer frente aos EUA e a China. Eu não conto mais com a União Europeia que está em declínio total. Começa a parecer-se com a União Africana, qualquer dia acaba, porque a União africana já acabou há muito tempo.
E agora, a India é uma outra potencia que está a despontar tal como o Brasil que com a Argentina podem tornar a América Latina uma zona ouvida, uma outra fonte para distribuir melhor o poder no mundo.

Faltaria apenas África.

África ainda está longe. Não há nenhum país no continente que ascenda assim, talvez uma região, o sul do continente, mais ou menos a SADC que poderá vir a ser uma potencia e isso ainda demorará muito tempo. Tem que se estabelecer o Estado nação e depois avançar-se para a integração regional e isso levará uns bons anos.

(...)

O que lhe parece esta reforma educativa?

Para lhe dizer a verdade, conheço mal e não posso entrar, com profundidade em termos técnicos. Agora, eu acho que ela vem muito tarde. Deveria ter sido feita há muito mais tempo. Eu fiz parte da equipa que concebeu o sistema que substitui o sistema colonial e ao fim de quarto anos nós reconhecíamos que havia ali coisas a mudar. Entretanto, a equipa dispersou-se e ninguém pegou no assunto estes últimos anos. Saúdo o facto de se ter feito uma reforma porque o sistema estava desfasado da realidade actual do país.

Esta é a polémica da inexistência de exames em muitas classes?

E mesmo a matéria que é dada. Os programas são demasiado leves. Dá-me a impressão. Agora não sou muito categórico porque não estudei e não sou propriamente um pedagogo. Trabalhei na educação, mas nunca fui pedagogo. Eu espero que funcione e se há coisas há mudar que seja o mais rapidamente possível do que foi anteriormente. Por exemplo, eu tenho algumas dúvidas sobre essa questão de um professor conseguir dar seis classes, que é a grande discussão que tem havido. Parece-me de mais e no sistema anterior o professor acompanhava os alunos em quatro classes e tínhamos problemas de falta de professores. Quer-se prolonger até à sexta classe, mas isso exige professores melhores preparados e, para lhe ser franco, não sei se temos. Do que oiço ultimamente, a matéria que se dá nestas seis classes corresponde ao que se dava nas quatro primeiras anteriores e aí acho que, se isso é verdade, é muito pouca exigência.

Nem condiz com aquilo que é a tendência mundial onde os estudantes ficam cada vez menos tempo no sistema de ensino, ao passo que aqui estamos a prolongar o tempo dos estudantes no sistema, com todas as consequências disso até mesmo em termos de custos?

Se isso continuar assim, duvido que o aluno, ao fim dos 12 ou 13 anos esteja preparado para entrar para a Universidade. É verdade que nunca tivemos, em Angola, em termos gerais, alunos devidamente preparados para estar na Universidade, apesar dos extraordinários. É preciso que se altere rapidamente isso, colocando rigor na base e no topo também. Bons professores devem estar na base desta pirâmide e em cima ao mesmo tempo, mas na base tem de haver rigor.

(...)

Nem sempre Luanda mas utiliza muitas vezes uma cidade que denomina “Calpe”.

Calpe é qualquer coisa que não é nada.

Ou que é Luanda?

Às vezes parece Luanda, outras vezes não. A primeira vez que eu utilizei Calpé foi em Mwana Puó que foi escrita em 1969 e eu só conheci Luanda em 1974. Tinha passado por Luanda quando fui estudar em Portugal, mas não conheci. Mas em “Parábola do Cagado Velho”, Calpe é Luanda na parte má, um tom ameaçador, os vícios, mas em “Quase fim do Mundo” terá alguma coisa, mas não está muito definido. Quando quero fugir um bocado a que se situe ponho Calpe. Não me importa nada que se caracterize do modo diferente.

[Extractos de entrevista de Pepetela ao Novo Jornal # 218 - 23/03/2012]


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Tuesday, 5 April 2011

OBAMA 2012







Mon, 4 April, 2011 11:15:27

Ana --

Today, we are filing papers to launch our 2012 campaign.

We're doing this now because the politics we believe in does not start with expensive TV ads or extravaganzas, but with you -- with people organizing block-by-block, talking to neighbors, co-workers, and friends. And that kind of campaign takes time to build.

So even though I'm focused on the job you elected me to do, and the race may not reach full speed for a year or more, the work of laying the foundation for our campaign must start today.

We've always known that lasting change wouldn't come quickly or easily. It never does. But as my administration and folks across the country fight to protect the progress we've made -- and make more -- we also need to begin mobilizing for 2012, long before the time comes for me to begin campaigning in earnest.

As we take this step, I'd like to share a video that features some folks like you who are helping to lead the way on this journey.

In the coming days, supporters like you will begin forging a new organization that we'll build together in cities and towns across the country. And I'll need you to help shape our plan as we create a campaign that's farther reaching, more focused, and more innovative than anything we've built before.

We'll start by doing something unprecedented: coordinating millions of one-on-one conversations between supporters across every single state, reconnecting old friends, inspiring new ones to join the cause, and readying ourselves for next year's fight.

This will be my final campaign, at least as a candidate. But the cause of making a lasting difference for our families, our communities, and our country has never been about one person. And it will succeed only if we work together.

There will be much more to come as the race unfolds. Today, simply let us know you're in to help us begin, and then spread the word.


Thank you,

Barack







Mon, 4 April, 2011 11:15:27

Ana --

Today, we are filing papers to launch our 2012 campaign.

We're doing this now because the politics we believe in does not start with expensive TV ads or extravaganzas, but with you -- with people organizing block-by-block, talking to neighbors, co-workers, and friends. And that kind of campaign takes time to build.

So even though I'm focused on the job you elected me to do, and the race may not reach full speed for a year or more, the work of laying the foundation for our campaign must start today.

We've always known that lasting change wouldn't come quickly or easily. It never does. But as my administration and folks across the country fight to protect the progress we've made -- and make more -- we also need to begin mobilizing for 2012, long before the time comes for me to begin campaigning in earnest.

As we take this step, I'd like to share a video that features some folks like you who are helping to lead the way on this journey.

In the coming days, supporters like you will begin forging a new organization that we'll build together in cities and towns across the country. And I'll need you to help shape our plan as we create a campaign that's farther reaching, more focused, and more innovative than anything we've built before.

We'll start by doing something unprecedented: coordinating millions of one-on-one conversations between supporters across every single state, reconnecting old friends, inspiring new ones to join the cause, and readying ourselves for next year's fight.

This will be my final campaign, at least as a candidate. But the cause of making a lasting difference for our families, our communities, and our country has never been about one person. And it will succeed only if we work together.

There will be much more to come as the race unfolds. Today, simply let us know you're in to help us begin, and then spread the word.


Thank you,

Barack

Wednesday, 1 September 2010

Iraq: The End of The War (?)


Wed, 1 September, 2010 3:15:19
Iraq
From: Barack Obama
To: Ana Santana
________________________________________
Ana --

Tonight marks the end of the American combat mission in Iraq.

As a candidate for this office, I pledged to end this war responsibly. And, as President, that is what I am doing.

Since I became Commander-in-Chief, we've brought home nearly 100,000 U.S. troops. We've closed or turned over to Iraq hundreds of our bases.

As Operation Iraqi Freedom ends, our commitment to a sovereign, stable, and self-reliant Iraq continues. Under Operation New Dawn, a transitional force of U.S. troops will remain to advise and assist Iraqi forces, protect our civilians on the ground, and pursue targeted counterterrorism efforts.

By the end of next year, consistent with our agreement with the Iraqi government, these men and women, too, will come home.

Ending this war is not only in Iraq's interest -- it is in our own. Our nation has paid a huge price to put Iraq's future in the hands of its people. We have sent our men and women in uniform to make enormous sacrifices. We have spent vast resources abroad in the face of several years of recession at home.

We have met our responsibility through the courage and resolve of our women and men in uniform.

In seven years, they confronted a mission as challenging and as complex as any our military has ever been asked to face.


Nearly 1.5 million Americans put their lives on the line. Many returned for multiple tours of duty, far from their loved ones who bore a heroic burden of their own. And most painfully, more than 4,400 Americans have given their lives, fighting for people they never knew, for values that have defined our people for more than two centuries.

What their country asked of them was not small. And what they sacrificed was not easy.

For that, each and every American owes them our heartfelt thanks.

Our promise to them -- to each woman or man who has donned our colors -- is that our country will serve them as faithfully as they have served us. We have already made the largest increase in funding for veterans in decades. So long as I am President, I will do whatever it takes to fulfill that sacred trust.

Tonight, we mark a milestone in our nation's history. Even at a time of great uncertainty for so many Americans, this day and our brave troops remind us that our future is in our own hands and that our best days lie ahead.

Thank you,

President Barack Obama

Wed, 1 September, 2010 3:15:19
Iraq
From: Barack Obama
To: Ana Santana
________________________________________
Ana --

Tonight marks the end of the American combat mission in Iraq.

As a candidate for this office, I pledged to end this war responsibly. And, as President, that is what I am doing.

Since I became Commander-in-Chief, we've brought home nearly 100,000 U.S. troops. We've closed or turned over to Iraq hundreds of our bases.

As Operation Iraqi Freedom ends, our commitment to a sovereign, stable, and self-reliant Iraq continues. Under Operation New Dawn, a transitional force of U.S. troops will remain to advise and assist Iraqi forces, protect our civilians on the ground, and pursue targeted counterterrorism efforts.

By the end of next year, consistent with our agreement with the Iraqi government, these men and women, too, will come home.

Ending this war is not only in Iraq's interest -- it is in our own. Our nation has paid a huge price to put Iraq's future in the hands of its people. We have sent our men and women in uniform to make enormous sacrifices. We have spent vast resources abroad in the face of several years of recession at home.

We have met our responsibility through the courage and resolve of our women and men in uniform.

In seven years, they confronted a mission as challenging and as complex as any our military has ever been asked to face.


Nearly 1.5 million Americans put their lives on the line. Many returned for multiple tours of duty, far from their loved ones who bore a heroic burden of their own. And most painfully, more than 4,400 Americans have given their lives, fighting for people they never knew, for values that have defined our people for more than two centuries.

What their country asked of them was not small. And what they sacrificed was not easy.

For that, each and every American owes them our heartfelt thanks.

Our promise to them -- to each woman or man who has donned our colors -- is that our country will serve them as faithfully as they have served us. We have already made the largest increase in funding for veterans in decades. So long as I am President, I will do whatever it takes to fulfill that sacred trust.

Tonight, we mark a milestone in our nation's history. Even at a time of great uncertainty for so many Americans, this day and our brave troops remind us that our future is in our own hands and that our best days lie ahead.

Thank you,

President Barack Obama

Thursday, 5 August 2010

1960-2010: "The Year of Africa" 50 Years On (XIII)

Obama Meets Youth on Africa's 50th Celebrations




"We are rooting for your success," President Barack Obama told more than 100 young leaders from 40 African countries during a town hall meeting at the White House on Tuesday. He promised U.S. support for political and economic reforms, adding, "ultimately success is going to be in your hands." The U.S. government is also hosting an economic cooperation forum to promote increased U.S.-African ties.

Saturday, 17 April 2010

Algo que o 'Velho Marx' assinaria por baixo (?)...

From: "Barack Obama"
To: "Ana Santana"
Friday, 16 April, 2010 19:35

Wall Street reform

Ana --

It has now been well over a year since the near collapse of our entire financial system that cost the nation more than 8 million jobs. To this day, hard-working families struggle to make ends meet.

We've made strides -- businesses are starting to hire, Americans are finding jobs, and neighbors who had given up looking are returning to the job market with new hope. But the flaws in our financial system that led to this crisis remain unresolved.

Wall Street titans still recklessly speculate with borrowed money. Big banks and credit card companies stack the deck to earn millions while far too many middle-class families, who have done everything right, can barely pay their bills or save for a better future.

We cannot delay action any longer. It is time to hold the big banks accountable to the people they serve, establish the strongest consumer protections in our nation's history -- and ensure that taxpayers will never again be forced to bail out big banks because they are "too big to fail."

That is what Wall Street reform will achieve, why I am so committed to making it happen, and why I'm asking for your help today.

We know that without enforceable, commonsense rules to check abuse and protect families, markets are not truly free. Wall Street reform will foster a strong and vibrant financial sector so that businesses can get loans; families can afford mortgages; entrepreneurs can find the capital to start a new company, sell a new product, or offer a new service.

Consumer financial protections are currently spread across seven different government agencies. Wall Street reform will create one single Consumer Financial Protection Agency -- tasked with preventing predatory practices and making sure you get the clear information, not fine print, needed to avoid ballooning mortgage payments or credit card rate hikes.

Reform will provide crucial new oversight, give shareholders a say on salaries and bonuses, and create new tools to break up failing financial firms so that taxpayers aren't forced into another unfair bailout. And reform will keep our economy secure by ensuring that no single firm can bring down the whole financial system.

With so much at stake, it is not surprising that allies of the big banks and Wall Street lenders have already launched a multi-million-dollar ad campaign to fight these changes. Arm-twisting lobbyists are already storming Capitol Hill, seeking to undermine the strong bipartisan foundation of reform with loopholes and exemptions for the most egregious abusers of consumers.

I won't accept anything short of the full protection that our citizens deserve and our economy needs. It's a fight worth having, and it is a fight we can win -- if we stand up and speak out together.


Thank you,

President Barack Obama
From: "Barack Obama"
To: "Ana Santana"
Friday, 16 April, 2010 19:35

Wall Street reform

Ana --

It has now been well over a year since the near collapse of our entire financial system that cost the nation more than 8 million jobs. To this day, hard-working families struggle to make ends meet.

We've made strides -- businesses are starting to hire, Americans are finding jobs, and neighbors who had given up looking are returning to the job market with new hope. But the flaws in our financial system that led to this crisis remain unresolved.

Wall Street titans still recklessly speculate with borrowed money. Big banks and credit card companies stack the deck to earn millions while far too many middle-class families, who have done everything right, can barely pay their bills or save for a better future.

We cannot delay action any longer. It is time to hold the big banks accountable to the people they serve, establish the strongest consumer protections in our nation's history -- and ensure that taxpayers will never again be forced to bail out big banks because they are "too big to fail."

That is what Wall Street reform will achieve, why I am so committed to making it happen, and why I'm asking for your help today.

We know that without enforceable, commonsense rules to check abuse and protect families, markets are not truly free. Wall Street reform will foster a strong and vibrant financial sector so that businesses can get loans; families can afford mortgages; entrepreneurs can find the capital to start a new company, sell a new product, or offer a new service.

Consumer financial protections are currently spread across seven different government agencies. Wall Street reform will create one single Consumer Financial Protection Agency -- tasked with preventing predatory practices and making sure you get the clear information, not fine print, needed to avoid ballooning mortgage payments or credit card rate hikes.

Reform will provide crucial new oversight, give shareholders a say on salaries and bonuses, and create new tools to break up failing financial firms so that taxpayers aren't forced into another unfair bailout. And reform will keep our economy secure by ensuring that no single firm can bring down the whole financial system.

With so much at stake, it is not surprising that allies of the big banks and Wall Street lenders have already launched a multi-million-dollar ad campaign to fight these changes. Arm-twisting lobbyists are already storming Capitol Hill, seeking to undermine the strong bipartisan foundation of reform with loopholes and exemptions for the most egregious abusers of consumers.

I won't accept anything short of the full protection that our citizens deserve and our economy needs. It's a fight worth having, and it is a fight we can win -- if we stand up and speak out together.


Thank you,

President Barack Obama

Monday, 22 March 2010

Celebrating Others' Victories! (1)

Thank you, Ana
Monday, 22 March, 2010 5:44
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

For the first time in our nation's history, Congress has passed comprehensive health care reform. America waited a hundred years and fought for decades to reach this moment. Tonight, thanks to you, we are finally here.

Consider the staggering scope of what you have just accomplished:

Because of you, every American will finally be guaranteed high quality, affordable health care coverage.

Every American will be covered under the toughest patient protections in history. Arbitrary premium hikes, insurance cancellations, and discrimination against pre-existing conditions will now be gone forever.

And we'll finally start reducing the cost of care -- creating millions of jobs, preventing families and businesses from plunging into bankruptcy, and removing over a trillion dollars of debt from the backs of our children.

But the victory that matters most tonight goes beyond the laws and far past the numbers.

It is the peace of mind enjoyed by every American, no longer one injury or illness away from catastrophe.

It is the workers and entrepreneurs who are now freed to pursue their slice of the American dream without fear of losing coverage or facing a crippling bill.

And it is the immeasurable joy of families in every part of this great nation, living happier, healthier lives together because they can finally receive the vital care they need.

This is what change looks like.

My gratitude tonight is profound. I am thankful for those in past generations whose heroic efforts brought this great goal within reach for our times. I am thankful for the members of Congress whose months of effort and brave votes made it possible to take this final step. But most of all, I am thankful for you.

This day is not the end of this journey. Much hard work remains, and we have a solemn responsibility to do it right. But we can face that work together with the confidence of those who have moved mountains.

Our journey began three years ago, driven by a shared belief that fundamental change is indeed still possible. We have worked hard together every day since to deliver on that belief.

We have shared moments of tremendous hope, and we've faced setbacks and doubt. We have all been forced to ask if our politics had simply become too polarized and too short-sighted to meet the pressing challenges of our time. This struggle became a test of whether the American people could still rally together when the cause was right -- and actually create the change we believe in.

Tonight, thanks to your mighty efforts, the answer is indisputable: Yes we can.

Thank you,

President Barack Obama


*****


Ana, add your name to mine
Tuesday, 23 March, 2010 20:01
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm writing to you on a great day for America.

This morning, I gathered with members of Congress, my administration, and hardworking volunteers from every part of the country to sign comprehensive health care reform into law. Thanks to the immeasurable efforts of so many, the dream of reform is now a reality.

The bill I just signed puts Americans in charge of our own health care by enacting three key changes:

It establishes the toughest patient protections in history.

It guarantees all Americans affordable health insurance options, extending coverage to 32 million who are currently uninsured.

And it reduces the cost of care -- cutting over 1 trillion dollars from the federal deficit over the next two decades.

To ensure a successful, stable transition, many of these changes will phase into full effect over the next several years.

But for millions of Americans, many of the benefits of reform will begin this year -- some even taking effect this afternoon. Here are just a few examples:

Small businesses will receive significant tax cuts, this year, to help them afford health coverage for all their employees.

Seniors will receive a rebate to reduce drug costs not yet covered under Medicare.

Young people will be allowed coverage under their parents' plan until the age of 26.

Early retirees will receive help to reduce premium costs.

Children will be protected against discrimination on the basis of medical history.

Uninsured Americans with pre-existing conditions can join a special high-risk pool to get the coverage they need, starting in just 90 days.

Insured Americans will be protected from seeing their insurance revoked when they get sick, or facing restrictive annual limits on the care they receive.

All Americans will benefit from significant new investments to train primary care doctors, nurses, and public health professionals, and the creation of state-level consumer assistance programs to help all patients understand and defend our new rights.

As I've said many times, and as I know to be true, this astounding victory could not have been achieved without your tireless efforts.

So as we celebrate this great day, I want to invite you to add your name where it belongs: alongside mine as a co-signer of this historic legislation. Organizing for America will record the names of co-signers as a permanent commemoration of those who came together to make this moment possible -- all of you who refused to give up until the dream of many generations for affordable, quality care for all Americans was finally fulfilled.

Please accept my thanks for your voice, for your courage, and for your indispensable partnership in the great work of creating change.

History, and I, are in your debt.

President Barack Obama
Thank you, Ana
Monday, 22 March, 2010 5:44
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

For the first time in our nation's history, Congress has passed comprehensive health care reform. America waited a hundred years and fought for decades to reach this moment. Tonight, thanks to you, we are finally here.

Consider the staggering scope of what you have just accomplished:

Because of you, every American will finally be guaranteed high quality, affordable health care coverage.

Every American will be covered under the toughest patient protections in history. Arbitrary premium hikes, insurance cancellations, and discrimination against pre-existing conditions will now be gone forever.

And we'll finally start reducing the cost of care -- creating millions of jobs, preventing families and businesses from plunging into bankruptcy, and removing over a trillion dollars of debt from the backs of our children.

But the victory that matters most tonight goes beyond the laws and far past the numbers.

It is the peace of mind enjoyed by every American, no longer one injury or illness away from catastrophe.

It is the workers and entrepreneurs who are now freed to pursue their slice of the American dream without fear of losing coverage or facing a crippling bill.

And it is the immeasurable joy of families in every part of this great nation, living happier, healthier lives together because they can finally receive the vital care they need.

This is what change looks like.

My gratitude tonight is profound. I am thankful for those in past generations whose heroic efforts brought this great goal within reach for our times. I am thankful for the members of Congress whose months of effort and brave votes made it possible to take this final step. But most of all, I am thankful for you.

This day is not the end of this journey. Much hard work remains, and we have a solemn responsibility to do it right. But we can face that work together with the confidence of those who have moved mountains.

Our journey began three years ago, driven by a shared belief that fundamental change is indeed still possible. We have worked hard together every day since to deliver on that belief.

We have shared moments of tremendous hope, and we've faced setbacks and doubt. We have all been forced to ask if our politics had simply become too polarized and too short-sighted to meet the pressing challenges of our time. This struggle became a test of whether the American people could still rally together when the cause was right -- and actually create the change we believe in.

Tonight, thanks to your mighty efforts, the answer is indisputable: Yes we can.

Thank you,

President Barack Obama


*****


Ana, add your name to mine
Tuesday, 23 March, 2010 20:01
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm writing to you on a great day for America.

This morning, I gathered with members of Congress, my administration, and hardworking volunteers from every part of the country to sign comprehensive health care reform into law. Thanks to the immeasurable efforts of so many, the dream of reform is now a reality.

The bill I just signed puts Americans in charge of our own health care by enacting three key changes:

It establishes the toughest patient protections in history.

It guarantees all Americans affordable health insurance options, extending coverage to 32 million who are currently uninsured.

And it reduces the cost of care -- cutting over 1 trillion dollars from the federal deficit over the next two decades.

To ensure a successful, stable transition, many of these changes will phase into full effect over the next several years.

But for millions of Americans, many of the benefits of reform will begin this year -- some even taking effect this afternoon. Here are just a few examples:

Small businesses will receive significant tax cuts, this year, to help them afford health coverage for all their employees.

Seniors will receive a rebate to reduce drug costs not yet covered under Medicare.

Young people will be allowed coverage under their parents' plan until the age of 26.

Early retirees will receive help to reduce premium costs.

Children will be protected against discrimination on the basis of medical history.

Uninsured Americans with pre-existing conditions can join a special high-risk pool to get the coverage they need, starting in just 90 days.

Insured Americans will be protected from seeing their insurance revoked when they get sick, or facing restrictive annual limits on the care they receive.

All Americans will benefit from significant new investments to train primary care doctors, nurses, and public health professionals, and the creation of state-level consumer assistance programs to help all patients understand and defend our new rights.

As I've said many times, and as I know to be true, this astounding victory could not have been achieved without your tireless efforts.

So as we celebrate this great day, I want to invite you to add your name where it belongs: alongside mine as a co-signer of this historic legislation. Organizing for America will record the names of co-signers as a permanent commemoration of those who came together to make this moment possible -- all of you who refused to give up until the dream of many generations for affordable, quality care for all Americans was finally fulfilled.

Please accept my thanks for your voice, for your courage, and for your indispensable partnership in the great work of creating change.

History, and I, are in your debt.

President Barack Obama

Wednesday, 23 December 2009

A Very Special 'Happy Holidays' Message...


{Please click on the image}

{Please click on the image}

Wednesday, 9 December 2009

E por falar em "esquerdas" e "direitas"...

We will not back down

Tuesday, 8 December, 2009 23:33
From:
"President Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

As we head into the final stretch on health reform, big insurance company lobbyists and their partisan allies hope that their relentless attacks and millions of dollars can intimidate us into accepting the status quo.

So I have a message for them, from all of us: Not this time. We have come too far. We will not turn back. We will not back down.

But do not doubt -- the opponents of reform will not rest.

Let's win this together,

President Barack Obama


*****


We want our money back

Saturday, 16 January, 2010 1:07

From: "Vice President Joe Biden"
To: "Ana Santana"

Ana --

Yesterday, President Obama announced our proposed Financial Crisis Responsibility Fee on the country's largest banks:

"My commitment is to recover every single dime the American people are owed. And my determination to achieve this goal is only heightened when I see reports of massive profits and obscene bonuses at some of the very firms who owe their continued existence to the American people...We want our money back, and we're going to get it."

The fee would recover every penny loaned to Wall Street during the financial crisis and stop the reckless abuses and excesses that nearly caused the collapse of our financial system in the first place.

But the banking industry -- among the most powerful lobbies in Washington -- is already launching attacks to stop Congress from enacting the proposal.

Barack and I aren't backing down. But to win, we'll need the American people to add their voice right away.

The proposal is expected to recoup billions from the big banks, most of it from the ten largest. As the President said, "If these companies are in good enough shape to afford massive bonuses, they are surely in good enough shape to afford paying back every penny to taxpayers."

There is much more work to do to reform the financial system and create a new era of accountability. But the Financial Crisis Responsibility Fee is a crucial step.

Change isn't easy, but it's certainly worth fighting for. I'm glad you're in this fight with us.

Thank you for making it possible,

Vice President Joe Biden
We will not back down

Tuesday, 8 December, 2009 23:33
From:
"President Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

As we head into the final stretch on health reform, big insurance company lobbyists and their partisan allies hope that their relentless attacks and millions of dollars can intimidate us into accepting the status quo.

So I have a message for them, from all of us: Not this time. We have come too far. We will not turn back. We will not back down.

But do not doubt -- the opponents of reform will not rest.

Let's win this together,

President Barack Obama


*****


We want our money back

Saturday, 16 January, 2010 1:07

From: "Vice President Joe Biden"
To: "Ana Santana"

Ana --

Yesterday, President Obama announced our proposed Financial Crisis Responsibility Fee on the country's largest banks:

"My commitment is to recover every single dime the American people are owed. And my determination to achieve this goal is only heightened when I see reports of massive profits and obscene bonuses at some of the very firms who owe their continued existence to the American people...We want our money back, and we're going to get it."

The fee would recover every penny loaned to Wall Street during the financial crisis and stop the reckless abuses and excesses that nearly caused the collapse of our financial system in the first place.

But the banking industry -- among the most powerful lobbies in Washington -- is already launching attacks to stop Congress from enacting the proposal.

Barack and I aren't backing down. But to win, we'll need the American people to add their voice right away.

The proposal is expected to recoup billions from the big banks, most of it from the ten largest. As the President said, "If these companies are in good enough shape to afford massive bonuses, they are surely in good enough shape to afford paying back every penny to taxpayers."

There is much more work to do to reform the financial system and create a new era of accountability. But the Financial Crisis Responsibility Fee is a crucial step.

Change isn't easy, but it's certainly worth fighting for. I'm glad you're in this fight with us.

Thank you for making it possible,

Vice President Joe Biden

Thursday, 5 November 2009

THIS DAY A YEAR AGO (*)

IT'S BEEN A LONG TIME COMING...

BUT CHANGE DID COME!


How this happened


Wednesday, 5 November, 2008 6:18 AM
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Watch/read here his victory speech, where he says, as if singing with Otis:


(*) First posted 05/11/08


[A Change Is Gonna Come - Otis Redding]

IT'S BEEN A LONG TIME COMING...

BUT CHANGE DID COME!


How this happened


Wednesday, 5 November, 2008 6:18 AM
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Watch/read here his victory speech, where he says, as if singing with Otis:


(*) First posted 05/11/08


[A Change Is Gonna Come - Otis Redding]

Friday, 9 October 2009

BO: NOBEL PEACE PRIZE!


Not the first, but the last

Ana --

This morning, Michelle and I awoke to some surprising and humbling news. At 6 a.m., we received word that I'd been awarded the Nobel Peace Prize for 2009.

To be honest, I do not feel that I deserve to be in the company of so many of the transformative figures who've been honored by this prize -- men and women who've inspired me and inspired the entire world through their courageous pursuit of peace.

But I also know that throughout history the Nobel Peace Prize has not just been used to honor specific achievement; it's also been used as a means to give momentum to a set of causes.

That is why I've said that I will accept this award as a call to action, a call for all nations and all peoples to confront the common challenges of the 21st century. These challenges won't all be met during my presidency, or even my lifetime. But I know these challenges can be met so long as it's recognized that they will not be met by one person or one nation alone.

This award -- and the call to action that comes with it -- does not belong simply to me or my administration; it belongs to all people around the world who have fought for justice and for peace. And most of all, it belongs to you, the men and women of America, who have dared to hope and have worked so hard to make our world a little better.

So today we humbly recommit to the important work that we've begun together. I'm grateful that you've stood with me thus far, and I'm honored to continue our vital work in the years to come.

Thank you,

President Barack Obama


[More details here]


Not the first, but the last

Ana --

This morning, Michelle and I awoke to some surprising and humbling news. At 6 a.m., we received word that I'd been awarded the Nobel Peace Prize for 2009.

To be honest, I do not feel that I deserve to be in the company of so many of the transformative figures who've been honored by this prize -- men and women who've inspired me and inspired the entire world through their courageous pursuit of peace.

But I also know that throughout history the Nobel Peace Prize has not just been used to honor specific achievement; it's also been used as a means to give momentum to a set of causes.

That is why I've said that I will accept this award as a call to action, a call for all nations and all peoples to confront the common challenges of the 21st century. These challenges won't all be met during my presidency, or even my lifetime. But I know these challenges can be met so long as it's recognized that they will not be met by one person or one nation alone.

This award -- and the call to action that comes with it -- does not belong simply to me or my administration; it belongs to all people around the world who have fought for justice and for peace. And most of all, it belongs to you, the men and women of America, who have dared to hope and have worked so hard to make our world a little better.

So today we humbly recommit to the important work that we've begun together. I'm grateful that you've stood with me thus far, and I'm honored to continue our vital work in the years to come.

Thank you,

President Barack Obama


[More details here]

Sunday, 30 August 2009

TED KENNEDY (R.I.P.)

Ana --


Michelle and I were heartbroken to learn this morning of the death of our dear friend, Senator Ted Kennedy. For nearly five decades, virtually every major piece of legislation to advance the civil rights, health and economic well-being of the American people bore his name and resulted from his efforts. His ideas and ideals are stamped on scores of laws and reflected in millions of lives -- in seniors who know new dignity; in families that know new opportunity; in children who know education's promise; and in all who can pursue their dream in an America that is more equal and more just, including me.
In the United States Senate, I can think of no one who engendered greater respect or affection from members of both sides of the aisle. His seriousness of purpose was perpetually matched by humility, warmth and good cheer. He battled passionately on the Senate floor for the causes that he held dear, and yet still maintained warm friendships across party lines. And that's one reason he became not only one of the greatest senators of our time, but one of the most accomplished Americans ever to serve our democracy.
I personally valued his wise counsel in the Senate, where, regardless of the swirl of events, he always had time for a new colleague. I cherished his confidence and momentous support in my race for the Presidency. And even as he waged a valiant struggle with a mortal illness, I've benefited as President from his encouragement and wisdom. His fight gave us the opportunity we were denied when his brothers John and Robert were taken from us: the blessing of time to say thank you and goodbye.
The outpouring of love, gratitude and fond memories to which we've all borne witness is a testament to the way this singular figure in American history touched so many lives. For America, he was a defender of a dream. For his family, he was a guardian. Our hearts and prayers go out to them today -- to his wonderful wife, Vicki, his children Ted Jr., Patrick and Kara, his grandchildren and his extended family. Today, our country mourns. We say goodbye to a friend and a true leader who challenged us all to live out our noblest values.
And we give thanks for his memory, which inspires us still.

Sincerely,


President Barack Obama
Ana --


Michelle and I were heartbroken to learn this morning of the death of our dear friend, Senator Ted Kennedy. For nearly five decades, virtually every major piece of legislation to advance the civil rights, health and economic well-being of the American people bore his name and resulted from his efforts. His ideas and ideals are stamped on scores of laws and reflected in millions of lives -- in seniors who know new dignity; in families that know new opportunity; in children who know education's promise; and in all who can pursue their dream in an America that is more equal and more just, including me.
In the United States Senate, I can think of no one who engendered greater respect or affection from members of both sides of the aisle. His seriousness of purpose was perpetually matched by humility, warmth and good cheer. He battled passionately on the Senate floor for the causes that he held dear, and yet still maintained warm friendships across party lines. And that's one reason he became not only one of the greatest senators of our time, but one of the most accomplished Americans ever to serve our democracy.
I personally valued his wise counsel in the Senate, where, regardless of the swirl of events, he always had time for a new colleague. I cherished his confidence and momentous support in my race for the Presidency. And even as he waged a valiant struggle with a mortal illness, I've benefited as President from his encouragement and wisdom. His fight gave us the opportunity we were denied when his brothers John and Robert were taken from us: the blessing of time to say thank you and goodbye.
The outpouring of love, gratitude and fond memories to which we've all borne witness is a testament to the way this singular figure in American history touched so many lives. For America, he was a defender of a dream. For his family, he was a guardian. Our hearts and prayers go out to them today -- to his wonderful wife, Vicki, his children Ted Jr., Patrick and Kara, his grandchildren and his extended family. Today, our country mourns. We say goodbye to a friend and a true leader who challenged us all to live out our noblest values.
And we give thanks for his memory, which inspires us still.

Sincerely,


President Barack Obama

Thursday, 23 July 2009

BREVES NOTAS SOBRE O DISCURSO DE OBAMA NO GHANA


Foi-me bastante reconfortante ler o discurso do Presidente Americano, Barack Obama, dirigido aos Africanos, durante a sua primeira visita de estado a Africa Subsahariana, a semana passada no Ghana (aqui).

1. Tendo afirmado (aqui), aquando da celebracao da sua historica vitoria eleitoral, em Novembro ultimo, “evidentemente que, como Presidente dos EUA, ele sera’ sempre em primeiro lugar um Americano, esperando-se que sirva a politica externa do seu pais, mas tenho fe’ em que, como Presidente, Obama tera’ uma sensibilidade impar no seu relacionamento com Africa que espero se venha a reflectir nas relacoes diplomaticas, politicas e mesmo economicas dos EUA com o nosso continente”, foi-me especialmente gratificante tomar nota da forma como - interligando a experiencia historica de Africa nos ultimos 50 anos com a da sua propria familia Queniana, em particular do seu pai e do seu avo -, nao so' imprimiu ao seu discurso um tom de matriz marcadamente Africana, como tambem enunciou uma postura e, sobretudo, uma politica Americana para Africa marcadamente distinta das de anteriores Administracoes do seu pais. Fe-lo, nomeadamente, em afirmacoes como estas:

No que respeita à América e aos países ocidentais, o nosso envolvimento deve ser medido por mais do que apenas os dólares que gastamos. Comprometi aumentos substanciais em ajuda a países estrangeiros, o que vai de encontro aos interesses de África e aos interesses da América. Mas o verdadeiro sinal de sucesso não é se somos uma eterna fonte de ajuda que permite a mera sobrevivência das pessoas - é se somos realmente parceiros no desenvolvimento de capacidades que possibilitem a implementação de uma mudança transformadora.

A América não procurará impor qualquer sistema de governo a qualquer outra nação. A verdade essencial da democracia é que cada nação determina o seu próprio destino. Mas o que a América fará é aumentar a ajuda a indivíduos responsáveis e instituições responsáveis e o nosso foco é o apoio à boa governação – aos parlamentos, que fazem frente aos abusos de poder e asseguram que as vozes da oposição sejam ouvidas; ao Estado de direito, que assegura uma administração de justiça igualitária; à participação cívica, de forma a que os jovens participem; e a soluções concretas que contrariam a corrupção, como a contabilidade forense e a informatização dos serviços, o reforço de linhas directas (hotlines) e a protecção de delatores, de modo a promover a transparência e a responsabilização.

No Gana, por exemplo, o petróleo traz grandes oportunidades e o povo do Gana tem sido muito responsável na sua preparação para as novas receitas. Mas como muitos ganenses bem sabem, o petróleo não pode simplesmente transformar-se no novo cacau. Da Coreia do Sul a Singapura, a história mostra que os países se desenvolvem quando investem no seu povo e na sua infra-estrutura ; quando promovem múltiplas indústrias de exportação e desenvolvem uma mão-de-obra especializada e quando criam espaço para pequenas e médias empresas criadoras de emprego. À medida que os africanos tentam realizar este potencial, a América estenderá a mão de uma forma mais responsável. Reduzindo os custos que acabam nas mãos de consultores e administradores, queremos colocar mais recursos nas mãos daqueles que precisam deles, formando-os simultaneamente para serem mais auto-suficientes.

(…) A ajuda não é um fim em si mesmo. O objectivo da ajuda estrangeira deverá ser a criação de condições que levem a que esta deixe de ser necessária. Quero ver os ganenses tornar-se não só auto-suficientes em termos de alimentação; quero ver-vos a exportar produtos alimentares para outros países e a ganhar dinheiro. Vocês são capazes. (Aplauso.) Por outro lado, a América também pode ser mais activa na promoção do comércio e do investimento. As nações ricas devem, de uma forma mais significativa, abrir as portas aos produtos e serviços provenientes de África. Esta administração empenhar-se-á nisso. (…) Isto vem também ao encontro dos nossos interesses – pois se as pessoas conseguirem sair da situação de pobreza e criar riqueza em África, sabem o que acontece? Abrem-se novos mercados para os nossos produtos. Portanto é bom para ambos.

2. E’ possivel, por essas passagens, descortinar uma linha programatica que vai ao encontro das preocupacoes que enunciei ha’ algum tempo, em particular, sobre a nao imposicao de sistemas politicos (ou "regime change") a terceiros paises (aqui), o futuro da ajuda ao desenvolvimento (aqui), e tambem sobre a necessidade de estimulacao da economia real e de diversificacao da base economica para la’ da exploracao petrolifera (aqui e aqui). Mas, uma parte do seu discurso que me pareceu particularmente importante, por abordar de forma directa a interrogacao sobre a possibilidade de um desenvolvimento sustentavel global, sobre a qual me debrucei, ja’ la’ vao uns bons sete anos (aqui), foi a seguinte:

Um sector que implica um perigo inegável ao mesmo tempo que oferece uma extraordinária promessa é o da energia. A África produz menos gases de estufa do que qualquer outra região do mundo mas é o continente mais ameaçado pelas mudanças climáticas. O aquecimento do planeta levará ao alastrar de doenças, à diminuição de recursos hídricos e à fragilização das colheitas, criando condições que produzem mais fome e mais conflito.

Todos nós - em particular o mundo desenvolvido - temos a responsabilidade de reduzir o ritmo destas tendências – quer através de uma diminuição, quer de uma mudança, no que respeita à utilização de energia. Mas também podemos cooperar com os africanos com vista a transformar esta crise numa oportunidade. Juntos podemos colaborar em prol do nosso planeta e da prosperidade, bem como ajudar países a aumentar o acesso à energia evitando, saltando sobre a fase mais suja do desenvolvimento.


(…) Estes passos implicam mais do que simples números de crescimento num balanço financeiro. Determinam se um jovem com formação consegue um emprego que lhe permita sustentar a família; se um agricultor pode transportar os seus produtos para o mercado; ou se um empresário que tem uma boa ideia pode formar uma empresa. Têm a ver com a dignidade do trabalho. Têm a ver com a oportunidade que deve existir para os africanos do séc. XXI.

3. Efectivamente, mais do que uma questao normativa ("Ambiente vs. Pobreza"), aquele meu artigo continha uma preocupacao prescritiva que encontra amplo eco neste discurso de Obama, o qual se funda basilarmente no papel crucial das instituicoes no processo de desenvolvimento: “No séc. XXI”, afirmou, “a chave do sucesso são as instituições competentes, fiáveis e transparentes.” Foi essa tambem a ideia central que deixei expressa, em particular, nestas passagens daquele artigo:

"(...) Tais resultados são possíveis por via de uma distribuição eficiente dos activos nacionais e dos custos e benefícios da política económica, com base em regras e instituições competentes e apropriadas para endereçarem problemas ambientais, sociais e económicos como um todo e, assim, minimizarem a probabilidade de ocorrência de conflitos nacionais. Nessas condições, a economia de mercado poderá gerar preços, termos de troca e distribuições de rendimento capazes de diminuirem drásticamente os actuais níveis de pobreza, sem distorcerem a economia global.

Essa emergente ortodoxia, que advoga que uma apropriada distribuição de activos pode levar a um crescimento económico mais inclusivo e sustentável, não é baseada necessáriamente em princípios redistributivos neo-Marxistas, mas na chamada Nova Economia Institucional que, com base em princípios de escolha racional, reconhece que empobrecer os ricos não leva necessáriamente ao enriquecimento dos pobres e que os activos de uma sociedade incluem (mais do que apenas terra, trabalho e capital) as instituições, culturas e direitos de propriedade, tanto transnacionais como estatais e tradicionais, os sistemas legais e a transparência, confiança e credibilidade a eles associadas. Mudança institucional, democracia e reforma governativa emergem, assim, como objectivos intermédios cruciais nos processos de erradicação da pobreza extrema e integração económica internacional, que poderão levar a uma melhor gestão dos recursos naturais globais.

Apesar dos conflitos de interesses ainda prevalecentes entre o Norte e o Sul, espera-se que a recente ‘Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável’ tenha pelo menos facilitado a obtenção de um consenso generalizado que possibilite o equilíbrio entre consumo sustentável no Norte e crescimento sustentável no Sul, por forma a que a observação de pássaros por famílias saudáveis e com emprego estável, particularmente em África, seja possível num horizonte temporal não muito longínquo."

4. De notar tambem, as referencias de Obama aos desafios que se colocam ao sector de saude publica em Africa, que ainda muito recentemente abordei (aqui), com especial atencao para a sangria de quadros daquele sector, em favor de alguns paises do ocidente:

Tal como a governação é um elemento vital para a oportunidade, também é crucial para o terceiro tema de que quero agora falar – o reforço da saúde pública. Nestes últimos anos houve um enorme progresso em certas regiões de África. Tem vindo a crescer o número de pessoas que têm uma vida produtiva apesar de sofrerem de VIH-SIDA e que obtêm os medicamentos de que necessitam. Acabei de visitar uma clínica e um hospital maravilhosos dedicados sobretudo à saúde materna. Mas ainda há demasiadas pessoas que morrem de doenças que já não deviam matá-las. Quando há crianças que morrem devido a uma picada de mosquito, e mães que morrem durante o parto, sabemos que há ainda mais progresso a realizar.

No entanto, devido aos incentivos - frequentemente oriundos de nações doadoras - demasiados médicos e enfermeiras de África vão para o estrangeiro, o que é compreensível, ou trabalham para programas centrados numa única doença. Este facto cria falhas nos cuidados primários e na prevenção básica.


5. Tendo anotado os meus principais pontos de convergencia, nao posso deixar igualmente de mencionar um ponto de discordancia que me foi sugerido pela seguinte passagem do discurso:

Em muitos locais, a esperança sentida pela geração do meu pai deu lugar ao cinismo e, mesmo, ao desespero. É fácil apontar o dedo e atribuir a culpa por estes problemas aos outros. Sim, um mapa colonial que fazia pouco sentido contribuiu para gerar conflitos. O Ocidente tem muitas vezes tratado África com paternalismo, ou como fonte de recursos, e não como parceiro. Mas o Ocidente não é responsável pela destruição da economia do Zimbabué na última década, nem pelas guerras em que crianças são utilizadas como combatentes. Durante a vida do meu pai, foram em parte o tribalismo, o favoritismo e o nepotismo num Quénia independente que durante muito tempo destruíram a sua carreira, e sabemos que este tipo de corrupção é ainda hoje um facto corrente da vida diária de demasiadas pessoas.

Como deixei expresso noutras ocasioes (aqui), nao concordo inteiramente com a afirmacao de que "o ocidente nao e' responsavel pela destruicao da economia do Zimbabwe na ultima decada." Eu diria, antes, que "nao e' exclusivamente responsavel", mas teve tambem a sua quota-parte de responsabilidade naquela catastrofe. E, nesse aspecto, reafirmo a minha concordancia com os pontos de vista, entre outros, de Mahmood Mandani (aqui).

Mas, aparte essa divergencia, concordo com todo o resto dessa passagem e, em particular, com a capacidade de praticas como tribalismo, favoritismo e nepotismo destruirem carreiras e a facilidade com que o fazem em Africa ... Faltou apenas acrescentar a lista de misdeeds da Africa independente o machismo, a misoginia, a venalidade, a irresponsabilidade, o revanchismo, o caciquismo, o elitismo e o racismo (em particular o invertido), entre tantas outras taras que, infelizmente, ainda grassam alegre, leviana e impunemente em paises como Angola (aqui e aqui).

6. Finalmente, nao me poderia, absolutamente, passar despercebida a mencao que fez ao caso do Botswana (ao qual me referia, por exemplo, aqui) e a responsabilidade dos Africanos na construcao do seu proprio futuro:

Mas, em última análise, serão as democracias sólidas, como o Botswana e o Gana, que reduzirão as causas de conflitos e farão avançar as fronteiras da paz e da prosperidade. Como afirmei há pouco, o futuro de África depende dos africanos. Os povos de África estão prontos a reivindicar esse futuro. E no meu país, os afro-americanos – entre estes muitos imigrantes recentes – têm tido sucesso em todos os sectores da sociedade. Fizemo-lo apesar de um difícil passado e fomos buscar forças à nossa herança africana. Sei que com instituições sólidas e uma grande determinação os africanos podem viver os seus sonhos em Nairóbi e Lagos, Kigali, Kinshasa, Harare e aqui mesmo em Acra.

(…) Mas tudo isso só poderá ser feito se todos assumirem a responsabilidade pelo vosso futuro. Não será uma tarefa fácil. Exigirá tempo e esforço. Haverá sofrimento e contrariedades. Mas posso prometer-vos o seguinte: a América estará do vosso lado em cada etapa - como um parceiro, como um amigo. No entanto, a oportunidade não virá de nenhum outro lugar – terá que originar das decisões que todos vós tomarem, daquilo que realizarem e da esperança que existe nos vossos corações.

Mas… tendo o censo comum por adquirido que "das palavras aos actos vai uma grande distancia”, poem-se-nos, inevitavelmente, as questoes: “Poderemos, como Africanos, acreditar efectivamente num futuro melhor para as relacoes do nosso continente com uma America sob a Administracao Obama?"; "Poderemos, como Africanos, ter fe' em nos proprios e na nossa capacidade de equacionar um futuro melhor para o nosso continente?"

Embora nao esteja muito segura disso no caso especifico de Angola, eu responderia a ambas: Yes, We Can!


[Echoed here]

Foi-me bastante reconfortante ler o discurso do Presidente Americano, Barack Obama, dirigido aos Africanos, durante a sua primeira visita de estado a Africa Subsahariana, a semana passada no Ghana (aqui).

1. Tendo afirmado (aqui), aquando da celebracao da sua historica vitoria eleitoral, em Novembro ultimo, “evidentemente que, como Presidente dos EUA, ele sera’ sempre em primeiro lugar um Americano, esperando-se que sirva a politica externa do seu pais, mas tenho fe’ em que, como Presidente, Obama tera’ uma sensibilidade impar no seu relacionamento com Africa que espero se venha a reflectir nas relacoes diplomaticas, politicas e mesmo economicas dos EUA com o nosso continente”, foi-me especialmente gratificante tomar nota da forma como - interligando a experiencia historica de Africa nos ultimos 50 anos com a da sua propria familia Queniana, em particular do seu pai e do seu avo -, nao so' imprimiu ao seu discurso um tom de matriz marcadamente Africana, como tambem enunciou uma postura e, sobretudo, uma politica Americana para Africa marcadamente distinta das de anteriores Administracoes do seu pais. Fe-lo, nomeadamente, em afirmacoes como estas:

No que respeita à América e aos países ocidentais, o nosso envolvimento deve ser medido por mais do que apenas os dólares que gastamos. Comprometi aumentos substanciais em ajuda a países estrangeiros, o que vai de encontro aos interesses de África e aos interesses da América. Mas o verdadeiro sinal de sucesso não é se somos uma eterna fonte de ajuda que permite a mera sobrevivência das pessoas - é se somos realmente parceiros no desenvolvimento de capacidades que possibilitem a implementação de uma mudança transformadora.

A América não procurará impor qualquer sistema de governo a qualquer outra nação. A verdade essencial da democracia é que cada nação determina o seu próprio destino. Mas o que a América fará é aumentar a ajuda a indivíduos responsáveis e instituições responsáveis e o nosso foco é o apoio à boa governação – aos parlamentos, que fazem frente aos abusos de poder e asseguram que as vozes da oposição sejam ouvidas; ao Estado de direito, que assegura uma administração de justiça igualitária; à participação cívica, de forma a que os jovens participem; e a soluções concretas que contrariam a corrupção, como a contabilidade forense e a informatização dos serviços, o reforço de linhas directas (hotlines) e a protecção de delatores, de modo a promover a transparência e a responsabilização.

No Gana, por exemplo, o petróleo traz grandes oportunidades e o povo do Gana tem sido muito responsável na sua preparação para as novas receitas. Mas como muitos ganenses bem sabem, o petróleo não pode simplesmente transformar-se no novo cacau. Da Coreia do Sul a Singapura, a história mostra que os países se desenvolvem quando investem no seu povo e na sua infra-estrutura ; quando promovem múltiplas indústrias de exportação e desenvolvem uma mão-de-obra especializada e quando criam espaço para pequenas e médias empresas criadoras de emprego. À medida que os africanos tentam realizar este potencial, a América estenderá a mão de uma forma mais responsável. Reduzindo os custos que acabam nas mãos de consultores e administradores, queremos colocar mais recursos nas mãos daqueles que precisam deles, formando-os simultaneamente para serem mais auto-suficientes.

(…) A ajuda não é um fim em si mesmo. O objectivo da ajuda estrangeira deverá ser a criação de condições que levem a que esta deixe de ser necessária. Quero ver os ganenses tornar-se não só auto-suficientes em termos de alimentação; quero ver-vos a exportar produtos alimentares para outros países e a ganhar dinheiro. Vocês são capazes. (Aplauso.) Por outro lado, a América também pode ser mais activa na promoção do comércio e do investimento. As nações ricas devem, de uma forma mais significativa, abrir as portas aos produtos e serviços provenientes de África. Esta administração empenhar-se-á nisso. (…) Isto vem também ao encontro dos nossos interesses – pois se as pessoas conseguirem sair da situação de pobreza e criar riqueza em África, sabem o que acontece? Abrem-se novos mercados para os nossos produtos. Portanto é bom para ambos.

2. E’ possivel, por essas passagens, descortinar uma linha programatica que vai ao encontro das preocupacoes que enunciei ha’ algum tempo, em particular, sobre a nao imposicao de sistemas politicos (ou "regime change") a terceiros paises (aqui), o futuro da ajuda ao desenvolvimento (aqui), e tambem sobre a necessidade de estimulacao da economia real e de diversificacao da base economica para la’ da exploracao petrolifera (aqui e aqui). Mas, uma parte do seu discurso que me pareceu particularmente importante, por abordar de forma directa a interrogacao sobre a possibilidade de um desenvolvimento sustentavel global, sobre a qual me debrucei, ja’ la’ vao uns bons sete anos (aqui), foi a seguinte:

Um sector que implica um perigo inegável ao mesmo tempo que oferece uma extraordinária promessa é o da energia. A África produz menos gases de estufa do que qualquer outra região do mundo mas é o continente mais ameaçado pelas mudanças climáticas. O aquecimento do planeta levará ao alastrar de doenças, à diminuição de recursos hídricos e à fragilização das colheitas, criando condições que produzem mais fome e mais conflito.

Todos nós - em particular o mundo desenvolvido - temos a responsabilidade de reduzir o ritmo destas tendências – quer através de uma diminuição, quer de uma mudança, no que respeita à utilização de energia. Mas também podemos cooperar com os africanos com vista a transformar esta crise numa oportunidade. Juntos podemos colaborar em prol do nosso planeta e da prosperidade, bem como ajudar países a aumentar o acesso à energia evitando, saltando sobre a fase mais suja do desenvolvimento.


(…) Estes passos implicam mais do que simples números de crescimento num balanço financeiro. Determinam se um jovem com formação consegue um emprego que lhe permita sustentar a família; se um agricultor pode transportar os seus produtos para o mercado; ou se um empresário que tem uma boa ideia pode formar uma empresa. Têm a ver com a dignidade do trabalho. Têm a ver com a oportunidade que deve existir para os africanos do séc. XXI.

3. Efectivamente, mais do que uma questao normativa ("Ambiente vs. Pobreza"), aquele meu artigo continha uma preocupacao prescritiva que encontra amplo eco neste discurso de Obama, o qual se funda basilarmente no papel crucial das instituicoes no processo de desenvolvimento: “No séc. XXI”, afirmou, “a chave do sucesso são as instituições competentes, fiáveis e transparentes.” Foi essa tambem a ideia central que deixei expressa, em particular, nestas passagens daquele artigo:

"(...) Tais resultados são possíveis por via de uma distribuição eficiente dos activos nacionais e dos custos e benefícios da política económica, com base em regras e instituições competentes e apropriadas para endereçarem problemas ambientais, sociais e económicos como um todo e, assim, minimizarem a probabilidade de ocorrência de conflitos nacionais. Nessas condições, a economia de mercado poderá gerar preços, termos de troca e distribuições de rendimento capazes de diminuirem drásticamente os actuais níveis de pobreza, sem distorcerem a economia global.

Essa emergente ortodoxia, que advoga que uma apropriada distribuição de activos pode levar a um crescimento económico mais inclusivo e sustentável, não é baseada necessáriamente em princípios redistributivos neo-Marxistas, mas na chamada Nova Economia Institucional que, com base em princípios de escolha racional, reconhece que empobrecer os ricos não leva necessáriamente ao enriquecimento dos pobres e que os activos de uma sociedade incluem (mais do que apenas terra, trabalho e capital) as instituições, culturas e direitos de propriedade, tanto transnacionais como estatais e tradicionais, os sistemas legais e a transparência, confiança e credibilidade a eles associadas. Mudança institucional, democracia e reforma governativa emergem, assim, como objectivos intermédios cruciais nos processos de erradicação da pobreza extrema e integração económica internacional, que poderão levar a uma melhor gestão dos recursos naturais globais.

Apesar dos conflitos de interesses ainda prevalecentes entre o Norte e o Sul, espera-se que a recente ‘Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável’ tenha pelo menos facilitado a obtenção de um consenso generalizado que possibilite o equilíbrio entre consumo sustentável no Norte e crescimento sustentável no Sul, por forma a que a observação de pássaros por famílias saudáveis e com emprego estável, particularmente em África, seja possível num horizonte temporal não muito longínquo."

4. De notar tambem, as referencias de Obama aos desafios que se colocam ao sector de saude publica em Africa, que ainda muito recentemente abordei (aqui), com especial atencao para a sangria de quadros daquele sector, em favor de alguns paises do ocidente:

Tal como a governação é um elemento vital para a oportunidade, também é crucial para o terceiro tema de que quero agora falar – o reforço da saúde pública. Nestes últimos anos houve um enorme progresso em certas regiões de África. Tem vindo a crescer o número de pessoas que têm uma vida produtiva apesar de sofrerem de VIH-SIDA e que obtêm os medicamentos de que necessitam. Acabei de visitar uma clínica e um hospital maravilhosos dedicados sobretudo à saúde materna. Mas ainda há demasiadas pessoas que morrem de doenças que já não deviam matá-las. Quando há crianças que morrem devido a uma picada de mosquito, e mães que morrem durante o parto, sabemos que há ainda mais progresso a realizar.

No entanto, devido aos incentivos - frequentemente oriundos de nações doadoras - demasiados médicos e enfermeiras de África vão para o estrangeiro, o que é compreensível, ou trabalham para programas centrados numa única doença. Este facto cria falhas nos cuidados primários e na prevenção básica.


5. Tendo anotado os meus principais pontos de convergencia, nao posso deixar igualmente de mencionar um ponto de discordancia que me foi sugerido pela seguinte passagem do discurso:

Em muitos locais, a esperança sentida pela geração do meu pai deu lugar ao cinismo e, mesmo, ao desespero. É fácil apontar o dedo e atribuir a culpa por estes problemas aos outros. Sim, um mapa colonial que fazia pouco sentido contribuiu para gerar conflitos. O Ocidente tem muitas vezes tratado África com paternalismo, ou como fonte de recursos, e não como parceiro. Mas o Ocidente não é responsável pela destruição da economia do Zimbabué na última década, nem pelas guerras em que crianças são utilizadas como combatentes. Durante a vida do meu pai, foram em parte o tribalismo, o favoritismo e o nepotismo num Quénia independente que durante muito tempo destruíram a sua carreira, e sabemos que este tipo de corrupção é ainda hoje um facto corrente da vida diária de demasiadas pessoas.

Como deixei expresso noutras ocasioes (aqui), nao concordo inteiramente com a afirmacao de que "o ocidente nao e' responsavel pela destruicao da economia do Zimbabwe na ultima decada." Eu diria, antes, que "nao e' exclusivamente responsavel", mas teve tambem a sua quota-parte de responsabilidade naquela catastrofe. E, nesse aspecto, reafirmo a minha concordancia com os pontos de vista, entre outros, de Mahmood Mandani (aqui).

Mas, aparte essa divergencia, concordo com todo o resto dessa passagem e, em particular, com a capacidade de praticas como tribalismo, favoritismo e nepotismo destruirem carreiras e a facilidade com que o fazem em Africa ... Faltou apenas acrescentar a lista de misdeeds da Africa independente o machismo, a misoginia, a venalidade, a irresponsabilidade, o revanchismo, o caciquismo, o elitismo e o racismo (em particular o invertido), entre tantas outras taras que, infelizmente, ainda grassam alegre, leviana e impunemente em paises como Angola (aqui e aqui).

6. Finalmente, nao me poderia, absolutamente, passar despercebida a mencao que fez ao caso do Botswana (ao qual me referia, por exemplo, aqui) e a responsabilidade dos Africanos na construcao do seu proprio futuro:

Mas, em última análise, serão as democracias sólidas, como o Botswana e o Gana, que reduzirão as causas de conflitos e farão avançar as fronteiras da paz e da prosperidade. Como afirmei há pouco, o futuro de África depende dos africanos. Os povos de África estão prontos a reivindicar esse futuro. E no meu país, os afro-americanos – entre estes muitos imigrantes recentes – têm tido sucesso em todos os sectores da sociedade. Fizemo-lo apesar de um difícil passado e fomos buscar forças à nossa herança africana. Sei que com instituições sólidas e uma grande determinação os africanos podem viver os seus sonhos em Nairóbi e Lagos, Kigali, Kinshasa, Harare e aqui mesmo em Acra.

(…) Mas tudo isso só poderá ser feito se todos assumirem a responsabilidade pelo vosso futuro. Não será uma tarefa fácil. Exigirá tempo e esforço. Haverá sofrimento e contrariedades. Mas posso prometer-vos o seguinte: a América estará do vosso lado em cada etapa - como um parceiro, como um amigo. No entanto, a oportunidade não virá de nenhum outro lugar – terá que originar das decisões que todos vós tomarem, daquilo que realizarem e da esperança que existe nos vossos corações.

Mas… tendo o censo comum por adquirido que "das palavras aos actos vai uma grande distancia”, poem-se-nos, inevitavelmente, as questoes: “Poderemos, como Africanos, acreditar efectivamente num futuro melhor para as relacoes do nosso continente com uma America sob a Administracao Obama?"; "Poderemos, como Africanos, ter fe' em nos proprios e na nossa capacidade de equacionar um futuro melhor para o nosso continente?"

Embora nao esteja muito segura disso no caso especifico de Angola, eu responderia a ambas: Yes, We Can!


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Wednesday, 29 April 2009

OBAMA'S FIRST 100 DAYS IN OFFICE








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Sunday, 25 January 2009

OLHARES DIVERSOS (X)



O EQUIVOCO MATA PORQUE AS INOCÊNCIAS CONTINUAM

Por Eugénio Monteiro Ferreira
04/02/2009

Tentando mostrar porventura que os exercícios intelectuais não são para todos, isto é , tentando demonstrar que não podem ter a opinião livre dos habituais situacionistas que, consoante os tempos vão mudando, eles e elas mudam logo de ideias em nome do actualismo, nomeadamente quando passam a ter alguma visibilidade, Inocência Mata lembrou-se de retirar da "gaveta" do seu pensamento o mais "puro" e felizmente curto, discurso estruturalmente racista. Que, como é bom desde logo ver, tem o seu caminho bloqueado pela história, devido ao simples facto de, após a análise científica se impôr, certamente que todo o situacionista, dependendo logicamente da perspectiva dominante do lugar geográfico que pretende sobrevalorizar, admitirá que o facciosismo é, por vezes bem menos temerário, bem mais performativo na sua ideologia, e bem menos idealista quanto ao processo histórico concreto. Diz a Catedrática num texto sobre a eleição de Barak Obama que "a realidade concreta, histórica, é que as pessoas são discriminadas pelas suas diferenças fenotípicas". Começa mal o texto e começa mal o seu mal-estar por causa disso mesmo porventura, pois não se sente bem certamente quem pretende, ainda hoje, encobrir uma ideologia que defende o anti-racismo teórico. Senão vejamos.

1º A professora doutora sabe que não pode afirmar "realidade concreta, histórica", porque está a confundir o dia de hoje com o dia de ontem e os dias dos séculos anteriores. Se tal é propositado ou não só a sua própria prática o poderá demonstrar. E está a confundir os dias porque sabe muito bem que nem a realidade moçambicana é igual à realidade angolana, nem tão pouco a realidade estadunidense é equivalente à realidade japonesa, a um plano; tão pouco a história do apartheid pode ser idêntica à história das relações entre africanos e europeus de origem em São Tomé, por um lado, no Princípe, por outro, a outro plano. É certamente motivo de mal-estar falar em "realidade africana" e logo confundir Angola e Moçambique, colocando à moda do nacionalismo do MPLA e da Frelimo, ambos os países no "mesmo saco". Mesmo na literatura, tivesse estudado a realidade de ambos os espaços sociais em profundidade, e tinha chegado á conclusão, simples, de que não eram só os vários componentes de naturalidade angolana e moçambicana que eram diferentes entre si, eram os próprios colonos e era a própria minoria branca que era completamente diferente no seu modo de ser e lidar com a "questão rácica". Não o admitir, é sintomático de quem é pelo menos ignorante do processo histórico de ambos os países.

2º Barak Hussein Obama é mulato, palavra "feia" na origem mas nem por isso historicamente verdadeira. E porquê? Porque é filho de um homem negro e de uma mulher branca. Como muito bem é sabido a relação entre os iniciais elementos do comércio longínquo - que se transformou em comércio escravista históriamente - levou a que o nacionalismo "rácico" e de cor da pele se andasse a defender pelo mundo em nome da "Mãe África". Essa foi a justificação emepelista para em vez de lutar contra o colonialismo em 1975 tivesse incentivado a luta contra os Colonizadores em Angola, contra aqueles, milhares, que "fabricaram mulatos" e nem sequer os perfilharam, etc. Ou seja, mesmo não se aceitando, compreende- se o juizo de valor contra o Pai "Europeu". Ora , como muito bem se sabe, não é bem a mesma coisa ser colonialista e ser colono, filho de colono ou até ...descendente de filho de colono. Nem academica, nem socialmente. Se se insiste em que Barak Obama é negro e não mulato, é porque não se entende de todo que, no caso concreto, é a "Mãe América" (ou Mãe Europa?) que deve ser sobrevalorizada e não o Pai "Africano". Ou então há manipulação de dados. Num rasgo individualista, no entanto com a pretensão legítima de conhecer a realidade objectiva gostaria de compreender qual a razão pela qual o meu filho é conhecido nas ruas periféricas da casa familiar em Luanda como Pula ou como Branco e Barak Obama é Negro? Será por causa daquela impossibilidade da ciência em "atingir" o facto de as "pessoas" e as "coisas" serem aquilo que os outros pensam ou entendem que elas são? Ou será que nos dias que correm os Catedráticos se andam a guiar cientificamente por critérios desses ou por categorias dessas ?

3º Certamente porque haverá muitas formas de pensar e muitas formas de julgar, a ciência, a prática científica, não deve ir atrás de noções sistematicamente situacionistas, do género ser "fascista" no tempo do fascismo, ser democrata no tempo dos democratas, ser racista no tempo do racismo, nem tão pouco ir atrás de hábitos regionalizados neste mundo que é só um. Por isso, do sopé da minha não academicidade, venho implorar a quem de direito... ou de mérito, que me dê umas explicações, pagas é claro pois certamente por divida histórica o merecerá, sobre a questão "racial" dado haver quem, no seu afâ de defender até aos limites os "seus", ao mesmo tempo que os "outros" ainda não sairam de uma fase de atacar os "seus" deles, confunde no pequeno texto, simultaneamente política, discriminação social, e história.

Finalmente, porque acredito que "o grande perigo de uma ideia repetida até à exaustão é ela começar a acreditar-se verdadeira" há que defintivamente não pretender igualdade naquilo que só a partir de agora, historicamente, vai ser possível: o paralelismo entre África e Europa. E porquê? Porque as "memórias de tempos de discriminação biológica, interdição cultural e proscrição política" são mesmo apagáveis. Sejam eles de longo termo ou de pequeno e médio termo. Por exemplo, em Angola, um dirigente do MPLA, dizia há tempos atrás que os angolanos tinham feito mais em 4 anos do que os portugueses (ou os colonos ?) durante o colonialismo. Será que não conta a afectação de recursos respectivos para se comparar o trabalho dos "colonos" , dos "naturais da terra" , dos "angolenses" e dos " indigenas" se comparados com o parasitismo da classe dominante actual ... de mãos dadas com o estrangeiro eficaz (quando havia uma administração competentissima de gente da terra antes da independência) , e em cadeia, de todo o tipo de produção sequente por parte dos trabalhadores actuais? O racismo estrutural de quem considera Barak Obama como negro é da parte de quem, catedrático inclusivé, não consegue ultrapassar a diferença artificial entre "brancos" e "não brancos", construida pelos apartheids deste mundo, utilizando a nacionalidade portuguesa e porventura tendo ajudado, historicamente, a que, ao nível dos poderes de decisão política directa, um país multirracial como Angola se transformasse num pais de negros com muitos brancos lá dentro; e Portugal se transforme, a custo, num país multirracial ... À revelia, inclusivé da história catedrática, pois, felizmente, foi a competência e o mérito que acabaram sempre, até hoje, por vir ao de cima na aventura que é a história da Humanidade.

(Sobre Obama, a «questão racial» e o esplendor do equívoco, Inocência Mata,
Angolense 24 a 31 de Janeiro, 2009)
***

Post (longo) relacionado:
*****

Series (de 'direito' e de 'merito') relacionadas:

"OBAMA"
"OBAMA vs CLINTON"


O EQUIVOCO MATA PORQUE AS INOCÊNCIAS CONTINUAM

Por Eugénio Monteiro Ferreira
04/02/2009

Tentando mostrar porventura que os exercícios intelectuais não são para todos, isto é , tentando demonstrar que não podem ter a opinião livre dos habituais situacionistas que, consoante os tempos vão mudando, eles e elas mudam logo de ideias em nome do actualismo, nomeadamente quando passam a ter alguma visibilidade, Inocência Mata lembrou-se de retirar da "gaveta" do seu pensamento o mais "puro" e felizmente curto, discurso estruturalmente racista. Que, como é bom desde logo ver, tem o seu caminho bloqueado pela história, devido ao simples facto de, após a análise científica se impôr, certamente que todo o situacionista, dependendo logicamente da perspectiva dominante do lugar geográfico que pretende sobrevalorizar, admitirá que o facciosismo é, por vezes bem menos temerário, bem mais performativo na sua ideologia, e bem menos idealista quanto ao processo histórico concreto. Diz a Catedrática num texto sobre a eleição de Barak Obama que "a realidade concreta, histórica, é que as pessoas são discriminadas pelas suas diferenças fenotípicas". Começa mal o texto e começa mal o seu mal-estar por causa disso mesmo porventura, pois não se sente bem certamente quem pretende, ainda hoje, encobrir uma ideologia que defende o anti-racismo teórico. Senão vejamos.

1º A professora doutora sabe que não pode afirmar "realidade concreta, histórica", porque está a confundir o dia de hoje com o dia de ontem e os dias dos séculos anteriores. Se tal é propositado ou não só a sua própria prática o poderá demonstrar. E está a confundir os dias porque sabe muito bem que nem a realidade moçambicana é igual à realidade angolana, nem tão pouco a realidade estadunidense é equivalente à realidade japonesa, a um plano; tão pouco a história do apartheid pode ser idêntica à história das relações entre africanos e europeus de origem em São Tomé, por um lado, no Princípe, por outro, a outro plano. É certamente motivo de mal-estar falar em "realidade africana" e logo confundir Angola e Moçambique, colocando à moda do nacionalismo do MPLA e da Frelimo, ambos os países no "mesmo saco". Mesmo na literatura, tivesse estudado a realidade de ambos os espaços sociais em profundidade, e tinha chegado á conclusão, simples, de que não eram só os vários componentes de naturalidade angolana e moçambicana que eram diferentes entre si, eram os próprios colonos e era a própria minoria branca que era completamente diferente no seu modo de ser e lidar com a "questão rácica". Não o admitir, é sintomático de quem é pelo menos ignorante do processo histórico de ambos os países.

2º Barak Hussein Obama é mulato, palavra "feia" na origem mas nem por isso historicamente verdadeira. E porquê? Porque é filho de um homem negro e de uma mulher branca. Como muito bem é sabido a relação entre os iniciais elementos do comércio longínquo - que se transformou em comércio escravista históriamente - levou a que o nacionalismo "rácico" e de cor da pele se andasse a defender pelo mundo em nome da "Mãe África". Essa foi a justificação emepelista para em vez de lutar contra o colonialismo em 1975 tivesse incentivado a luta contra os Colonizadores em Angola, contra aqueles, milhares, que "fabricaram mulatos" e nem sequer os perfilharam, etc. Ou seja, mesmo não se aceitando, compreende- se o juizo de valor contra o Pai "Europeu". Ora , como muito bem se sabe, não é bem a mesma coisa ser colonialista e ser colono, filho de colono ou até ...descendente de filho de colono. Nem academica, nem socialmente. Se se insiste em que Barak Obama é negro e não mulato, é porque não se entende de todo que, no caso concreto, é a "Mãe América" (ou Mãe Europa?) que deve ser sobrevalorizada e não o Pai "Africano". Ou então há manipulação de dados. Num rasgo individualista, no entanto com a pretensão legítima de conhecer a realidade objectiva gostaria de compreender qual a razão pela qual o meu filho é conhecido nas ruas periféricas da casa familiar em Luanda como Pula ou como Branco e Barak Obama é Negro? Será por causa daquela impossibilidade da ciência em "atingir" o facto de as "pessoas" e as "coisas" serem aquilo que os outros pensam ou entendem que elas são? Ou será que nos dias que correm os Catedráticos se andam a guiar cientificamente por critérios desses ou por categorias dessas ?

3º Certamente porque haverá muitas formas de pensar e muitas formas de julgar, a ciência, a prática científica, não deve ir atrás de noções sistematicamente situacionistas, do género ser "fascista" no tempo do fascismo, ser democrata no tempo dos democratas, ser racista no tempo do racismo, nem tão pouco ir atrás de hábitos regionalizados neste mundo que é só um. Por isso, do sopé da minha não academicidade, venho implorar a quem de direito... ou de mérito, que me dê umas explicações, pagas é claro pois certamente por divida histórica o merecerá, sobre a questão "racial" dado haver quem, no seu afâ de defender até aos limites os "seus", ao mesmo tempo que os "outros" ainda não sairam de uma fase de atacar os "seus" deles, confunde no pequeno texto, simultaneamente política, discriminação social, e história.

Finalmente, porque acredito que "o grande perigo de uma ideia repetida até à exaustão é ela começar a acreditar-se verdadeira" há que defintivamente não pretender igualdade naquilo que só a partir de agora, historicamente, vai ser possível: o paralelismo entre África e Europa. E porquê? Porque as "memórias de tempos de discriminação biológica, interdição cultural e proscrição política" são mesmo apagáveis. Sejam eles de longo termo ou de pequeno e médio termo. Por exemplo, em Angola, um dirigente do MPLA, dizia há tempos atrás que os angolanos tinham feito mais em 4 anos do que os portugueses (ou os colonos ?) durante o colonialismo. Será que não conta a afectação de recursos respectivos para se comparar o trabalho dos "colonos" , dos "naturais da terra" , dos "angolenses" e dos " indigenas" se comparados com o parasitismo da classe dominante actual ... de mãos dadas com o estrangeiro eficaz (quando havia uma administração competentissima de gente da terra antes da independência) , e em cadeia, de todo o tipo de produção sequente por parte dos trabalhadores actuais? O racismo estrutural de quem considera Barak Obama como negro é da parte de quem, catedrático inclusivé, não consegue ultrapassar a diferença artificial entre "brancos" e "não brancos", construida pelos apartheids deste mundo, utilizando a nacionalidade portuguesa e porventura tendo ajudado, historicamente, a que, ao nível dos poderes de decisão política directa, um país multirracial como Angola se transformasse num pais de negros com muitos brancos lá dentro; e Portugal se transforme, a custo, num país multirracial ... À revelia, inclusivé da história catedrática, pois, felizmente, foi a competência e o mérito que acabaram sempre, até hoje, por vir ao de cima na aventura que é a história da Humanidade.

(Sobre Obama, a «questão racial» e o esplendor do equívoco, Inocência Mata,
Angolense 24 a 31 de Janeiro, 2009)
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"OBAMA"
"OBAMA vs CLINTON"

Wednesday, 21 January 2009

INAUGURAL PICTURES*

Chegamos agora da inauguracao foi impressionante milhares de pessoas, todas a racas e nacionalidades. Vimos o Presidente fazer o juramento emocao indiscritivel.




Estava extremamente frio, mas o entusiasmo geral aqueceu as almas.





Quando da introducao do Presidente e a sua esposa os gritos de alegria foram contagiantes e quando da apresentacao de Bush os Booos foram impressionantes.



Dia de extrema alegria esperanca para os Americanos de todas as racas. Finalmente America decidiu assumir a sua posicao de lideranca e nao do "Bully" mundial!


[*Por Alex Santana, correspondente especial em Washington D.C.]
Chegamos agora da inauguracao foi impressionante milhares de pessoas, todas a racas e nacionalidades. Vimos o Presidente fazer o juramento emocao indiscritivel.




Estava extremamente frio, mas o entusiasmo geral aqueceu as almas.





Quando da introducao do Presidente e a sua esposa os gritos de alegria foram contagiantes e quando da apresentacao de Bush os Booos foram impressionantes.



Dia de extrema alegria esperanca para os Americanos de todas as racas. Finalmente America decidiu assumir a sua posicao de lideranca e nao do "Bully" mundial!


[*Por Alex Santana, correspondente especial em Washington D.C.]

Tuesday, 20 January 2009

THERE HE IS!



Watch the video/Read the transcript of Obama's Inaugural Speech here.

THERE HE GOES...



Free file hosting by Ripway.com
Now's The Time [Miles Davis/Charlie Parker]


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Now's The Time [Miles Davis/Charlie Parker]

ON OBAMA'S INAUGURATION DAY (II)

A Little Tour of Washington…
Before The Inauguration*

Quinton and Douglas


Two typical Americans they had just left their office for a few minutes to go to the terrace to witness the stage being set-up where President Elect Barack Obama will deliver his speech.

Both proud of their achievement; bringing an intelligent African-American man into the top position of the Executive Branch of the United States of America’s government.

Many Americans are very proud and showing off particularly to Europeans that when they want they execute, without hesitation. Lately, some European residents have been teasing them by repeating Churchill’s quote “You can always count on Americans to do the right thing after they have tried everything else”. The “everything else” means Bush and his Iraq war.

Now, it is Europe’s turn to show how open minded they can be, and express the diversity of the population at all social levels and institutions particularly Portugal one of the World’s first Colonizer’s!

Portable-potties


I had never seen so many portable-potties at once. They are all over around the Capitol and Smithsonian area. In the preparation for the Inauguration, these were what impressed me the most. Everyday of last week, I saw huge long trucks carrying them. I wonder how the area will smell after the event.

Capitol 

Just imagine that tomorrow this area will be crowded with perhaps a couple million of people.

Leaving Washington D.C.

Entering Virginia. Ahead the memorial created in memory of the 11/09/2001 attack Pentagon victims.

Pentagon Memorial for September 11 victims

A 184 people died on September 11, 2001 at the Pentagon in Virginia.

[*By Alex Santana, my special correspondent in Washington D.C.]

A Little Tour of Washington…
Before The Inauguration*

Quinton and Douglas


Two typical Americans they had just left their office for a few minutes to go to the terrace to witness the stage being set-up where President Elect Barack Obama will deliver his speech.

Both proud of their achievement; bringing an intelligent African-American man into the top position of the Executive Branch of the United States of America’s government.

Many Americans are very proud and showing off particularly to Europeans that when they want they execute, without hesitation. Lately, some European residents have been teasing them by repeating Churchill’s quote “You can always count on Americans to do the right thing after they have tried everything else”. The “everything else” means Bush and his Iraq war.

Now, it is Europe’s turn to show how open minded they can be, and express the diversity of the population at all social levels and institutions particularly Portugal one of the World’s first Colonizer’s!

Portable-potties


I had never seen so many portable-potties at once. They are all over around the Capitol and Smithsonian area. In the preparation for the Inauguration, these were what impressed me the most. Everyday of last week, I saw huge long trucks carrying them. I wonder how the area will smell after the event.

Capitol 

Just imagine that tomorrow this area will be crowded with perhaps a couple million of people.

Leaving Washington D.C.

Entering Virginia. Ahead the memorial created in memory of the 11/09/2001 attack Pentagon victims.

Pentagon Memorial for September 11 victims

A 184 people died on September 11, 2001 at the Pentagon in Virginia.

[*By Alex Santana, my special correspondent in Washington D.C.]