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Monday, 26 September 2011

WANGARI MAATHAI (R.I.P.)





"TOO EDUCATED, TOO STRONG,
TOO SUCCESSFUL, TOO STUBBORN
AND TOO HARD TO CONTROL!“

"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK."

"I REALISED THAT I HAVE HUMAN BRAINS AND NOT WOMAN BRAINS SO I SET OUT TO MAKE USE OF THEM."

"THE STRUGGLE MUST CONTINUE... IT IS IMPORTANT TO NURTURE ANY NEW IDEAS AND INITIATIVES WHICH CAN MAKE A DIFFERENCE FOR AFRICA."



[Extracts from here]


[Obituary]






"TOO EDUCATED, TOO STRONG,
TOO SUCCESSFUL, TOO STUBBORN
AND TOO HARD TO CONTROL!“

"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK."

"I REALISED THAT I HAVE HUMAN BRAINS AND NOT WOMAN BRAINS SO I SET OUT TO MAKE USE OF THEM."

"THE STRUGGLE MUST CONTINUE... IT IS IMPORTANT TO NURTURE ANY NEW IDEAS AND INITIATIVES WHICH CAN MAKE A DIFFERENCE FOR AFRICA."



[Extracts from here]


[Obituary]


Tuesday, 23 August 2011

International Day for the Remembrance of the Slave Trade and of its Abolition






The day intends to remind people of the tragedy of the transatlantic slave trade. It gives people a chance to think about the historic causes and the consequences of slave trade. This year the day has special meaning as 2011 is the International Year for People of African Descent.

In 1998 at its 29th session, the UNESCO Executive Board proclaimed 23 august the International Day for the Remembrance of the Slave Trade and of its Abolition. The observance was first celebrated in a number of countries, in particular in Haiti, paying tribute to the night of 22-23 August 1791 when the uprising of slaves took place in Santo Domingo island (now Haiti and the Dominican Republic), an uprising began which set forth events which were a major factor in the abolition of the transatlantic slave trade.

The day is not to be confused with the International Day for the Abolition of Slavery, observed annually on 2 December.




In Angola the day is marked by a conference organized by the Eduardo dos Santos Foundation at the Agostinho Neto University in Luanda, on the theme "Escravos angolanos povoaram tambem as Antilhas Neerlandesas" (“Angolan slaves also populated the Netherlands Antilles), by Angolan historian Simao Souindoula, member of UNESCO's Scientific Committee.


[More details here, here, here and here]


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Vias de Exaustao e Expansao

Abolition of the Transatlantic Slave Trade 200 Years On







The day intends to remind people of the tragedy of the transatlantic slave trade. It gives people a chance to think about the historic causes and the consequences of slave trade. This year the day has special meaning as 2011 is the International Year for People of African Descent.

In 1998 at its 29th session, the UNESCO Executive Board proclaimed 23 august the International Day for the Remembrance of the Slave Trade and of its Abolition. The observance was first celebrated in a number of countries, in particular in Haiti, paying tribute to the night of 22-23 August 1791 when the uprising of slaves took place in Santo Domingo island (now Haiti and the Dominican Republic), an uprising began which set forth events which were a major factor in the abolition of the transatlantic slave trade.

The day is not to be confused with the International Day for the Abolition of Slavery, observed annually on 2 December.




In Angola the day is marked by a conference organized by the Eduardo dos Santos Foundation at the Agostinho Neto University in Luanda, on the theme "Escravos angolanos povoaram tambem as Antilhas Neerlandesas" (“Angolan slaves also populated the Netherlands Antilles), by Angolan historian Simao Souindoula, member of UNESCO's Scientific Committee.


[More details here, here, here and here]


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Tuesday, 16 August 2011

A MINHA SECRETARIA [R*]



Ou, mais politicamente-correcto falando, a minha Personal Assistant (PA)…

E’ verdade, ja’ tive uma na vida… Mas, estruturalmente avessa que sou a “mordomias”, excepto aquelas que posso conceder a mim propria, pouco ou nenhum uso fiz dela – claro que sem ter consciencia do “real world” em que me movia: tratava-se de uma organizacao em que, como em muitas outras, as secretarias chegam a ter mais poder que os seus chefes, embora, paradoxalmente, tal poder lhes seja atribuido na exacta proporcao do poder desses mesmos chefes (aparentemente, para reflectir essa realidade, em Angola algumas passaram a ser designadas “Secretarias Executivas”) …

Mais especificamente, naquela organizacao, como em muitas outras, o poder do chefe e, consequentemente, o da sua PA, era aferido pelo numero de viagens ao exterior que faziam (geralmente para ‘workshops’ regionais cuja qualidade e eficiencia ninguem se preocupava em avaliar…) e, com elas, a quantidade de dolares que amealhavam em “ajudas de custo” enquanto permaneciam em hoteis e pensoes de quinta categoria “para poupar” – o que era conhecido no lingo interno da organizacao como “estrategias de aliviamento da pobreza”…

Acontece, porem, que esta chefe tinha um trabalho que envolvia primordialmente a pesquisa academica e que nao propiciava muitas viagens... Resultado: embora geralmente encontrasse trabalho como parte de um pool de PAs “menos ocupadas” que era usado por outros chefes, a coitada da minha PA via-se a bracos para justificar o seu emprego, particularmente quando chegava a altura dos “annual staff appraisals” em que eu me via a bracos para encontrar o que dizer sobre ela, excepto que era “uma adoravel e talentosa jovem, muito dedicada ao trabalho e que devia a todo o custo ser mantida pela organizacao”…

Bom, mas por “menor” que fosse o seu poder em relacao a mim e as outras (mais afortunadas) PAs, a minha PA tinha um poder pessoal que eu nao tinha e nao acredito que alguma vez venha a ter na minha vida... Tomei dele consciencia quando, numa rara ocasiao em que realmente precisava da assistencia dela para a organizacao de um 'workshop', ela me respondeu que nao iria estar disponivel num determinado dia porque esse era “o dia da vida dela”!

Nao, nao se tratava de pedido de noivado, ou casamento: era apenas o dia em que os “oficiais da terra” (land board) do seu pais lhe iriam entregar o seu plot de terra – algo que todos os cidadaos do Botswana teem como um direito inalienavel, mesmo que apenas la’ possam construir um “casebre” (que ninguem lhes vai demolir…) ou que depois o decidam alienar a outros nacionais ou estrangeiros – sendo que, neste caso, terao que submeter o seu proposito a um complicado e desencorajador processo burocratico em que, invariavelmente, acabam por prevalecer os principios inspiradores da lei de terras do pais, a qual garante que pelo menos 75% da terra pertence ao povo!

Confesso que, nesse dia, senti inveja da minha PA – uma inveja que nem sequer o seu “bruto carro” pessoal (muito melhor, ou pelo menos mais “vislumbrante” que o meu carro de servico – o unico de que eu dispunha) me havia alguma vez provocado... E’ que, nao so’ estava, por aqueles dias tal como hoje, a minha nacionalidade sendo questionada pelos “oficiais da minha terra”, como aquele era um direito que os nacionais do meu pais nao tinham como adquirido!

Mas nao me deu para transformar aquela inveja em nenhum acto de odio, ou qualquer outro sentimento negativo, contra a Mphwo – era assim que ela se chamava (ou chama, pois nao creio que tenha ainda morrido, salvo seja!) e era (e') de origem Khoisan – desejei apenas que toda a seguranca, felicidade e bem-estar de que ela usufruia pudessem ser partilhados por todos os cidadaos em todos os paises deste mundo. Por isso (tambem) o muito que devo ao Botswana, mesmo continuando sendo uma “sem terra”…


*[Postado inicialmente a 26/03/10 /// Repostado a proposito desta materia]




Ou, mais politicamente-correcto falando, a minha Personal Assistant (PA)…

E’ verdade, ja’ tive uma na vida… Mas, estruturalmente avessa que sou a “mordomias”, excepto aquelas que posso conceder a mim propria, pouco ou nenhum uso fiz dela – claro que sem ter consciencia do “real world” em que me movia: tratava-se de uma organizacao em que, como em muitas outras, as secretarias chegam a ter mais poder que os seus chefes, embora, paradoxalmente, tal poder lhes seja atribuido na exacta proporcao do poder desses mesmos chefes (aparentemente, para reflectir essa realidade, em Angola algumas passaram a ser designadas “Secretarias Executivas”) …

Mais especificamente, naquela organizacao, como em muitas outras, o poder do chefe e, consequentemente, o da sua PA, era aferido pelo numero de viagens ao exterior que faziam (geralmente para ‘workshops’ regionais cuja qualidade e eficiencia ninguem se preocupava em avaliar…) e, com elas, a quantidade de dolares que amealhavam em “ajudas de custo” enquanto permaneciam em hoteis e pensoes de quinta categoria “para poupar” – o que era conhecido no lingo interno da organizacao como “estrategias de aliviamento da pobreza”…

Acontece, porem, que esta chefe tinha um trabalho que envolvia primordialmente a pesquisa academica e que nao propiciava muitas viagens... Resultado: embora geralmente encontrasse trabalho como parte de um pool de PAs “menos ocupadas” que era usado por outros chefes, a coitada da minha PA via-se a bracos para justificar o seu emprego, particularmente quando chegava a altura dos “annual staff appraisals” em que eu me via a bracos para encontrar o que dizer sobre ela, excepto que era “uma adoravel e talentosa jovem, muito dedicada ao trabalho e que devia a todo o custo ser mantida pela organizacao”…

Bom, mas por “menor” que fosse o seu poder em relacao a mim e as outras (mais afortunadas) PAs, a minha PA tinha um poder pessoal que eu nao tinha e nao acredito que alguma vez venha a ter na minha vida... Tomei dele consciencia quando, numa rara ocasiao em que realmente precisava da assistencia dela para a organizacao de um 'workshop', ela me respondeu que nao iria estar disponivel num determinado dia porque esse era “o dia da vida dela”!

Nao, nao se tratava de pedido de noivado, ou casamento: era apenas o dia em que os “oficiais da terra” (land board) do seu pais lhe iriam entregar o seu plot de terra – algo que todos os cidadaos do Botswana teem como um direito inalienavel, mesmo que apenas la’ possam construir um “casebre” (que ninguem lhes vai demolir…) ou que depois o decidam alienar a outros nacionais ou estrangeiros – sendo que, neste caso, terao que submeter o seu proposito a um complicado e desencorajador processo burocratico em que, invariavelmente, acabam por prevalecer os principios inspiradores da lei de terras do pais, a qual garante que pelo menos 75% da terra pertence ao povo!

Confesso que, nesse dia, senti inveja da minha PA – uma inveja que nem sequer o seu “bruto carro” pessoal (muito melhor, ou pelo menos mais “vislumbrante” que o meu carro de servico – o unico de que eu dispunha) me havia alguma vez provocado... E’ que, nao so’ estava, por aqueles dias tal como hoje, a minha nacionalidade sendo questionada pelos “oficiais da minha terra”, como aquele era um direito que os nacionais do meu pais nao tinham como adquirido!

Mas nao me deu para transformar aquela inveja em nenhum acto de odio, ou qualquer outro sentimento negativo, contra a Mphwo – era assim que ela se chamava (ou chama, pois nao creio que tenha ainda morrido, salvo seja!) e era (e') de origem Khoisan – desejei apenas que toda a seguranca, felicidade e bem-estar de que ela usufruia pudessem ser partilhados por todos os cidadaos em todos os paises deste mundo. Por isso (tambem) o muito que devo ao Botswana, mesmo continuando sendo uma “sem terra”…


*[Postado inicialmente a 26/03/10 /// Repostado a proposito
desta materia]


Friday, 15 July 2011

FESPAM: Festival Panafricain de Musique





Le Festival Panafricain de Musique (FESPAM) est une grande manifestation culturelle et scientifique biennale qui vise essentiellement la promotion de la musique du continent africain et de sa diaspora dans sa triple dimension traditionnelle, moderne et religieuse.



“A indústria criativa sul-africana e a renascença das músicas bantu” é o tema de uma palestra dada pelo historiador Simão Souindoula, esta quinta-feira, no Palácio dos Congressos de Brazzaville.

Realizada no âmbito do VIII Festival Panafricano de Música (FESPAM), que termina amanhã, em Brazzaville, na República do Congo, vai servir para o historiador analisar a actual renascença da música africana, a partir da expansão do mercado discográfico nacional e a abrangência dos ritmos sul-africanos.

Para Simão Souindoula, o crescimento económico, industrial e cultural da África do Sul é um elemento chave na regeneração da música tradicional e moderna do continente e das línguas bantu. Esta nova dinâmica, argumenta, é completada por muitos músicos e promotores dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que têm realizado espectáculos regulares em palcos europeus e americanos.
“É a cultura e os valores africanos que são levados além fronteiras em cada uma destas actuações”, disse. O facto do mercado discográfico da África do Sul ser um dos mais produtivos e menos caros do continente surge como um ponto decisivo no actual renascimento da música africana, por oferecer custos de produção competitivos, apoio técnico de alto nível e uma qualidade de serviços bastante atractiva.

A oitava edição do FESPAM realiza-se este ano sob o lema “Compromissos artísticos e inovações estéticas para o Renascimento Africano”. “A intenção é chamar a atenção para a arte africana e o papel dos músicos no processo de regeneração. A ideia é, ainda, fazer uma homenagem à história do continente e contribuir efectivamente para o seu renascimento”, disse o ministro da Cultura e Artes do Congo, Jean Claude Gakosso. “É altura dos africanos olharem para o futuro através da salvaguarda do seu património cultural, que actualmente enfrenta os desafios da globalização”, acrescentou.



The organisers of the KORA All Africa Music Awards created a unique partnership with the Ministry of Tourism and Culture in Congo (Brazzaville), and staged the Pan African Music Festival in Brazzaville during 2003 and 2005. Le Festival Panafricain de Musique or FESPAM is an important cultural event on the African continent for it belongs to the OAU-AFRICAN UNION and showcases musical artists from all parts of Africa. The Festival takes place every two years.
According to Mr. Ernest Coovi Adjovi, “This agreement is an important step along the KORA journey and recognises the contribution that KORA has made to music of African Origin. I am honoured that our expertise and strengths have been recognised through this unique agreement and we look forward to the impact that FESPAM will have in Africa this year.”


[More details here]


Related Post:

Hugh Masekela on African Music





Le Festival Panafricain de Musique (FESPAM) est une grande manifestation culturelle et scientifique biennale qui vise essentiellement la promotion de la musique du continent africain et de sa diaspora dans sa triple dimension traditionnelle, moderne et religieuse.



“A indústria criativa sul-africana e a renascença das músicas bantu” é o tema de uma palestra dada pelo historiador Simão Souindoula, esta quinta-feira, no Palácio dos Congressos de Brazzaville.

Realizada no âmbito do VIII Festival Panafricano de Música (FESPAM), que termina amanhã, em Brazzaville, na República do Congo, vai servir para o historiador analisar a actual renascença da música africana, a partir da expansão do mercado discográfico nacional e a abrangência dos ritmos sul-africanos.

Para Simão Souindoula, o crescimento económico, industrial e cultural da África do Sul é um elemento chave na regeneração da música tradicional e moderna do continente e das línguas bantu. Esta nova dinâmica, argumenta, é completada por muitos músicos e promotores dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que têm realizado espectáculos regulares em palcos europeus e americanos.
“É a cultura e os valores africanos que são levados além fronteiras em cada uma destas actuações”, disse. O facto do mercado discográfico da África do Sul ser um dos mais produtivos e menos caros do continente surge como um ponto decisivo no actual renascimento da música africana, por oferecer custos de produção competitivos, apoio técnico de alto nível e uma qualidade de serviços bastante atractiva.

A oitava edição do FESPAM realiza-se este ano sob o lema “Compromissos artísticos e inovações estéticas para o Renascimento Africano”. “A intenção é chamar a atenção para a arte africana e o papel dos músicos no processo de regeneração. A ideia é, ainda, fazer uma homenagem à história do continente e contribuir efectivamente para o seu renascimento”, disse o ministro da Cultura e Artes do Congo, Jean Claude Gakosso. “É altura dos africanos olharem para o futuro através da salvaguarda do seu património cultural, que actualmente enfrenta os desafios da globalização”, acrescentou.



The organisers of the KORA All Africa Music Awards created a unique partnership with the Ministry of Tourism and Culture in Congo (Brazzaville), and staged the Pan African Music Festival in Brazzaville during 2003 and 2005. Le Festival Panafricain de Musique or FESPAM is an important cultural event on the African continent for it belongs to the OAU-AFRICAN UNION and showcases musical artists from all parts of Africa. The Festival takes place every two years.
According to Mr. Ernest Coovi Adjovi, “This agreement is an important step along the KORA journey and recognises the contribution that KORA has made to music of African Origin. I am honoured that our expertise and strengths have been recognised through this unique agreement and we look forward to the impact that FESPAM will have in Africa this year.”


[More details here]


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Hugh Masekela on African Music

Wednesday, 13 July 2011

Wednesday, 25 May 2011

Do que as Mulheres Africanas Realmente Precisam [re-Revisto]





[A 'Modernidade' de que Africa Mais Precisa]


De "calculadoras da paz" . Talvez nao das do tipo de que se fala aqui , mas como as da imagem (...e sem alardes nem poses para ficar bem na fotografia...): explorando e exercendo, junto das suas comunidades locais, com inteira probidade e sem qualquer "atrevimento politico", o seu potencial e capacidade real a favor da nobre tarefa de "capacity building" para o desenvolvimento sustentado e sustentavel do seu continente, pelo que todas e quaisquer "avencas" que lhes sejam devidas (... que, em qualquer caso, em nenhuma parte do mundo civilizado chegam "tao rapidamente" aos milhoes que dao para isto e muito menos para isto!!!...) sao mais do que merecidas!

De "calculadoras da paz", preferencialmente criadas e desenvolvidas endogenamente a partir de, por e para Africa , nao apenas importadas temporariamente e com o perfil inadequado!

Definitivamente, do que elas nao precisam e' de absolutamente nada disto, ou disto, muito menos disto e menos ainda disto!
Especialmente nao num pais com um dos niveis de Desenvolvimento Humano mais baixos em Africa e no Mundo!

[Eu certamente NAO PRECISO! NAO QUERO! NUNCA O DESEJEI! E NAO O DESEJO A NINGUEM: A NENHUMA MULHER - AFRICANA OU NAO!... NAO FOI PARA ISSO QUE ESTUDEI E TRABALHEI DURANTE TANTOS ANOS, NAO FOI PARA ISSO QUE LUTEI TODA A MINHA VIDA!!!]


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Revisitando "Questoes de Genero"... Ou "A Economia do Bolso Vazio"

Sabia Que?...

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Reflectindo

BLUE





[A 'Modernidade' de que Africa Mais Precisa]


De "calculadoras da paz" . Talvez nao das do tipo de que se fala aqui , mas como as da imagem (...e sem alardes nem poses para ficar bem na fotografia...): explorando e exercendo, junto das suas comunidades locais, com inteira probidade e sem qualquer "atrevimento politico", o seu potencial e capacidade real a favor da nobre tarefa de "capacity building" para o desenvolvimento sustentado e sustentavel do seu continente, pelo que todas e quaisquer "avencas" que lhes sejam devidas (... que, em qualquer caso, em nenhuma parte do mundo civilizado chegam "tao rapidamente" aos milhoes que dao para isto e muito menos para isto!!!...) sao mais do que merecidas!

De "calculadoras da paz", preferencialmente criadas e desenvolvidas endogenamente a partir de, por e para Africa , nao apenas importadas temporariamente e com o perfil inadequado!

Definitivamente, do que elas nao precisam e' de absolutamente nada disto, ou disto, muito menos disto e menos ainda disto!
Especialmente nao num pais com um dos niveis de Desenvolvimento Humano mais baixos em Africa e no Mundo!

[Eu certamente NAO PRECISO! NAO QUERO! NUNCA O DESEJEI! E NAO O DESEJO A NINGUEM: A NENHUMA MULHER - AFRICANA OU NAO!... NAO FOI PARA ISSO QUE ESTUDEI E TRABALHEI DURANTE TANTOS ANOS, NAO FOI PARA ISSO QUE LUTEI TODA A MINHA VIDA!!!]


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Saturday, 30 April 2011

Black Women, Wigs, Race, Identity, Brandy & Pan-Africanism




(...)

There was Okeoma (*), who came most often and stayed the longest. He looked younger than the other guests, always wore a pair of shorts, and had bushy hair with a parting at the side that stood higher than Master’s. It looked rough and tangled, unlike Master’s, as if Okeoma did not like to comb it. Okeoma drank Fanta. He read his poetry loud on some evenings, holding a sheaf of papers, and Ugwu would look through the kitchen door to see all the guests watching him, their faces half frozen, as if they did not dare breathe. Afterwards, Master would clap and say, in his loud voice, ‘The voice of our generation!’ and the clapping would go on until Okeoma said sharply, ‘That’s enough!’

And there was Miss Adebayo, who drank brandy like Master and was nothing like Ugwu had expected a university woman to be. His aunty had told him a little about university women. She would know because she worked as a cleaner at the Faculty of Sciences during the day and as a waitress at the staff club in the evenings; sometimes, too, the lecturers paid her to come in and clean their homes. She said university women kept framed photos of their student days in Ibadan and Britain and America on their shelves. For breakfast, they had eggs that were not cooked well, so that the yolk danced around, and they wore bouncy, straight-hair wigs and maxi-dresses that grazed their ankles. She told a story once about a couple at a cocktail party in the staff club who climbed out of a nice Peugeot 404, the man in an elegant cream suit, the woman in a green dress. Everybody turned to watch them, walking hand in hand, and then the wind blew the woman’s wig off her head. She was bald. They used hot combs to straighten their hair, his aunty had said, because they wanted to look like white people, although the combs ended up burning their hair off.

(…)

One Saturday night, Okeoma dropped a glass and Ugwu came in to clean up the shards that lay on the floor. He took his time cleaning. The conversation was clearer from here and it was easier to make out what Professor Ezeka said. It was almost impossible to hear the man from the kitchen.
‘We should have a bigger pan-African response to what is happening in the American South really –‘ Professor Ezeka said.
Master cut him short. ‘You know, pan-Africanism is fundamentally a European notion.’
‘You are digressing,’ Professor Ezeka said, and shook his head in his usual superior manner.
‘Maybe it is a European notion,’ Miss Adebayo said, ‘but in the bigger picture, we are all one race.’
‘What bigger picture?’ Master asked. ‘The bigger picture of the white man! Can’t you see that we are not all alike except to white eyes?’ Master’s voice rose easily, Ugwu had noticed, and by his third glass of brandy, he would start to gesture with his glass, leaning forwards until he was seated on the very edge of his armchair. Late at night, after Master was in bed, Ugwu would sit on the same chair and imagine himself speaking swift English, talking to rapt imaginary guests, using words like decolonize and pan-African, moulding his voice after Master’s, and he would shift and shift until he too was on the edge of the chair.
‘Of course we are all alike, we all have white oppression in common,’ Miss Adebayo said dryly. ‘Pan-Africanism is simply the most sensible response.’
‘Of course, of course, but my point is that the only authentic identity for the African is the tribe,’ Master said. ‘I am Nigerian because a white man created Nigeria and gave me that identity. I am black because the white man constructed black to be different as possible from his white. But I was Igbo before the white man came.’
Professor Ezeka snorted and shook his head, thin legs crossed. ‘But you became aware that you were Igbo because of the white man. The pan-Igbo idea itself came only in the face of white domination. You must see that tribe as it is today is as colonial a product as nation and race.’ Professor Ezeka recrossed his legs.
‘The pan-Igbo idea existed long before the white man!’ Master shouted. ‘Go and ask the elders in your village about your history.’


(*) The character Okeoma is based on the life and poetry of acclaimed Igbo poet Christopher Okigbo.


[Excerpts from Chimamanda Ngozi Adichie's Half of a Yellow Sun]


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A Minha Patria...

Dear Prince William...

Olhares ao Espelho

A Irresponsabilidade do Vazio

Kada Um E' Kumo Kada Kual...

O Novo B.I.



"Other References":

"Os Falsaportes"





(...)

There was Okeoma (*), who came most often and stayed the longest. He looked younger than the other guests, always wore a pair of shorts, and had bushy hair with a parting at the side that stood higher than Master’s. It looked rough and tangled, unlike Master’s, as if Okeoma did not like to comb it. Okeoma drank Fanta. He read his poetry loud on some evenings, holding a sheaf of papers, and Ugwu would look through the kitchen door to see all the guests watching him, their faces half frozen, as if they did not dare breathe. Afterwards, Master would clap and say, in his loud voice, ‘The voice of our generation!’ and the clapping would go on until Okeoma said sharply, ‘That’s enough!’

And there was Miss Adebayo, who drank brandy like Master and was nothing like Ugwu had expected a university woman to be. His aunty had told him a little about university women. She would know because she worked as a cleaner at the Faculty of Sciences during the day and as a waitress at the staff club in the evenings; sometimes, too, the lecturers paid her to come in and clean their homes. She said university women kept framed photos of their student days in Ibadan and Britain and America on their shelves. For breakfast, they had eggs that were not cooked well, so that the yolk danced around, and they wore bouncy, straight-hair wigs and maxi-dresses that grazed their ankles. She told a story once about a couple at a cocktail party in the staff club who climbed out of a nice Peugeot 404, the man in an elegant cream suit, the woman in a green dress. Everybody turned to watch them, walking hand in hand, and then the wind blew the woman’s wig off her head. She was bald. They used hot combs to straighten their hair, his aunty had said, because they wanted to look like white people, although the combs ended up burning their hair off.

(…)

One Saturday night, Okeoma dropped a glass and Ugwu came in to clean up the shards that lay on the floor. He took his time cleaning. The conversation was clearer from here and it was easier to make out what Professor Ezeka said. It was almost impossible to hear the man from the kitchen.
‘We should have a bigger pan-African response to what is happening in the American South really –‘ Professor Ezeka said.
Master cut him short. ‘You know, pan-Africanism is fundamentally a European notion.’
‘You are digressing,’ Professor Ezeka said, and shook his head in his usual superior manner.
‘Maybe it is a European notion,’ Miss Adebayo said, ‘but in the bigger picture, we are all one race.’
‘What bigger picture?’ Master asked. ‘The bigger picture of the white man! Can’t you see that we are not all alike except to white eyes?’ Master’s voice rose easily, Ugwu had noticed, and by his third glass of brandy, he would start to gesture with his glass, leaning forwards until he was seated on the very edge of his armchair. Late at night, after Master was in bed, Ugwu would sit on the same chair and imagine himself speaking swift English, talking to rapt imaginary guests, using words like decolonize and pan-African, moulding his voice after Master’s, and he would shift and shift until he too was on the edge of the chair.
‘Of course we are all alike, we all have white oppression in common,’ Miss Adebayo said dryly. ‘Pan-Africanism is simply the most sensible response.’
‘Of course, of course, but my point is that the only authentic identity for the African is the tribe,’ Master said. ‘I am Nigerian because a white man created Nigeria and gave me that identity. I am black because the white man constructed black to be different as possible from his white. But I was Igbo before the white man came.’
Professor Ezeka snorted and shook his head, thin legs crossed. ‘But you became aware that you were Igbo because of the white man. The pan-Igbo idea itself came only in the face of white domination. You must see that tribe as it is today is as colonial a product as nation and race.’ Professor Ezeka recrossed his legs.
‘The pan-Igbo idea existed long before the white man!’ Master shouted. ‘Go and ask the elders in your village about your history.’


(*) The character Okeoma is based on the life and poetry of acclaimed Igbo poet Christopher Okigbo.


[Excerpts from Chimamanda Ngozi Adichie's Half of a Yellow Sun]


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Dear Prince William...

Olhares ao Espelho

A Irresponsabilidade do Vazio

Kada Um E' Kumo Kada Kual...

O Novo B.I.



"Other References":

"Os Falsaportes"


Saturday, 26 February 2011

Systematic Rape Reported on the border Angola-DRC




Systematic sexual violence continues to be carried out against Congolese women and girls caught up in mass expulsions from Angola to the Democratic Republic of the Congo, according to a U.N. envoy.
Community leaders recorded 182 reported rapes in seven villages along the border in January alone, while a U.N. assessment mission confirmed 1,357 reported rape cases in one village in a six-to-eight-month period last year, said the official, Margot Wallstrom.
"My findings strongly suggest that sexual violence is systematically being carried out against Congolese women and girls in the context of expulsions from Angola to (Congo)," said Wallstrom, who visited the area.
"Many of the survivors who I spoke with confirmed that these violations occur in detention facilities in Angola as well as on the Congolese side of the border," she said in a statement.
"Women recounted that they were raped by uniformed security forces during expulsion from Angola," Wallstrom said, adding the figures had probably been under-reported.
The rapes first came to light last November when a report by the U.N. children's agency UNICEF, seen by Reuters, said that more than 650 people had suffered sexual violence during expulsions from Angola to Congo in the previous two months.
Tit-for-tat expulsions between Angola and Congo reached an estimated 211,000 people in 2009.

More details here and here


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Kabila on Rape in DRC

Dividendos dos Afectos






Systematic sexual violence continues to be carried out against Congolese women and girls caught up in mass expulsions from Angola to the Democratic Republic of the Congo, according to a U.N. envoy.
Community leaders recorded 182 reported rapes in seven villages along the border in January alone, while a U.N. assessment mission confirmed 1,357 reported rape cases in one village in a six-to-eight-month period last year, said the official, Margot Wallstrom.
"My findings strongly suggest that sexual violence is systematically being carried out against Congolese women and girls in the context of expulsions from Angola to (Congo)," said Wallstrom, who visited the area.
"Many of the survivors who I spoke with confirmed that these violations occur in detention facilities in Angola as well as on the Congolese side of the border," she said in a statement.
"Women recounted that they were raped by uniformed security forces during expulsion from Angola," Wallstrom said, adding the figures had probably been under-reported.
The rapes first came to light last November when a report by the U.N. children's agency UNICEF, seen by Reuters, said that more than 650 people had suffered sexual violence during expulsions from Angola to Congo in the previous two months.
Tit-for-tat expulsions between Angola and Congo reached an estimated 211,000 people in 2009.

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Dividendos dos Afectos



Thursday, 9 December 2010

Festival Mondial des Arts Negres [Updated]




Acaba de chegar a minha redaccao, de fonte (ainda) (in)segura, a seguinte informacao:


O musico Angolano Bonga sera’ uma das figuras de maior destaque no Festival Mundial de Artes Negras, a realizar-se no Senegal de 10 a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o fez recentemente na Expo Mundial de Xangai (verificar aqui e aqui), Bonga representar-se-ha’ exclusivamente por merito proprio e a Angola unicamente por direito incontestavel.[*]

A mesma fonte acrescenta que, embora tenha sido anunciada por fontes (ainda nao)identificadas a presenca de alguns ballerinos negros comandados por uma prima donna classica europeia branca, mais conhecida em certos circulos "afectuosos" por vulta racista psicopata, provenientes de Angola, a sua prestacao, embora alegadamente "na qualidade de convidada especial", (ainda) nao consta do programa oficial do festival.

Mais acrescenta a fonte que nao lhe foi possivel obter junto dos organizadores do festival uma explicacao para o facto de, sendo Angola, alegadamente, "o pais que deu a luz a danca contemporanea em Africa", este nao se faca (ainda) representar nos Masterclasses e Workshops do festival dedicados a essa arte - e neste ponto, a fonte chama particularmente a atencao para as Masterclasses sobre o Hip Hop, genero que ja' aqui foi bastante discutido. Foi-lhe igualmente impossivel apurar por que razao da lista de personalidades ligadas a danca e coreografos convidados para o festival, abaixo transcrita, nao consta (ainda) nenhum nome relacionado com Angola...



Les personnalités et chorégraphes invités:

Rui Moreira (Brésil), Desmond Richardson (USA), Germaine Acogny (Sénégal), Willa Jo Zollar (USA), Werewere Linking (Côte d’Ivoire), Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso), Damien Zambo (Cameroun), Adafrez Bezuneh (Ethiopie), Sanjeev Bhargava (Inde), Armilinda Gomes Cabral Semedo (Cap Vert), Riyad Fghani (Algérie), Lilou (Algérie), Azdine Ben Youcef (Algérie), Efrén Marcos Suarez Torres (Cuba), Adrian Augier (St Lucie), Steven Faleni, Vusi Mdoyi, Buru Mohlabane (Afrique du Sud), Prince M. F. Lamba (Zambie)
.



[image d'ici]


[Plus d'informations: ici, ici, ici, ici, ici , ici, ici et ici]

RELATED POST:

Other Views: Art History in (South) Africa and The Global South


[*] Outra presenca assinalavel no festival e' a de Simao Souindoula, como aqui se noticia.

UPDATE


A nossa fonte voltou hoje a contactar-nos para nos informar que uma dita Cie d'Angola, presumivelmente a troupe de mademoiselle acima mencionada, actuara' num certo dia do festival, porem a sua margem.

Mais acrescenta a fonte que este update do programa oficial do festival foi feito apenas na vespera do seu inicio, o que evidencia o facto de que a dita Cie d'Angola se faz representar "a pato" no festival (ou, para usar uma expressao mais familiar ao bando, "infiltraram-se num festival de peritos"...) - certamente gracas aos seus links com o p(h)oder -, porque se fosse representar oficialmente Angola, e ainda por cima como alegada "convidada especial", teria, tal como o Bonga, sido convidada com a devida antecedencia e incluida no programa com o devido destaque, como mandam as normas protocolares neste tipo de eventos.

Alias, so' o facto de ela dizer "pomposamente" que a sua companhia vai "representar Angola" em Xangai (sendo que, supostamente, todo o mundo se deveria por isso "roer de inveja" ou sentir "dor de cotovelo"...) e no Senegal, como "convidada especial" (como se uma "convidada especial" fosse apenas mencionada no programa oficial a ultima hora e relegada a uma apresentacao conjunta com outros grupos fora do centro das actividades do festival...), sem nunca mencionar os outros Angolanos que la' foram representar Angola - nao que fosse de esperar que ela sequer mencionasse o Kota Bonga, de quem apenas diz os piores "cobras e lagartos", mas pelo menos os outros que ate' sao da sua "geracao" (etaria, psicologica, emocional, cultural, social, etc.) - nao so' evidencia flagrantemente o quanto e' intelectualmente desonesta (leia-se tambem o quanto e' capaz de mentir descaradamente!), como ja' diz o quanto ela luta com unhas e dentes, a viva forca, para ser "unica" e "invejada"!!...

[Imagem d'aki]





ADENDA

[imagem daqui]


Qual a diferenca qual e' ela entre o trabalho de Maqoma (sobre cuja performance em Angola a nossa 'vamp' se manteve estranhamente silenciosa!...), bem como o de outros artistas Africanos, e o da demoiselle a que aqui nos vimos referindo?

A diferenca e' muito mais simples do que a mera imagem/composicao estetica de violinos e violoncelos (ou outros instrumentos musicais de origem europeia) "abrilhantando", ou "civilizando", dancas africanas, mas e', porem, igualmente muito mais profunda e fundamental: Maqoma investiga HONESTAMENTE a sua propria IDENTIDADE (repare-se no logo deste festival...) em relacao com a Historia, a Humanidade e a Natureza... enquanto a demoiselle em questao, nao so' demonstrou a saciedade ignorar, como abominar aberta e arrogantemente o proprio conceito de IDENTIDADE (tendo por isso dito que eu, por o defender, "deveria cometer um suicidio em grande estilo" ou ser "esquartejada a catanada"!!!) e tem advogado CINICAMENTE, juntamente com os seus acolitos (alguns dos quais ditos negros, mas que tambem dizem "nao se identificar com Africanos"...), o "white-washing" da Historia de Africa! Isto para nao mencionar o celebre abaixo-assinado que lhe foi dirigido por pratica de RACISMO CONTRA NEGROS na escola de danca que dirigia...

Put simply: ACGM e' declarada e incorrigivelmente RACISTA DE EXTREMA DIREITA E SUPREMACISTA BRANCA!!!

Maqoma NAO!

Mais: Maqoma, pelo seu natural respeito pela Humanidade e a Natureza, de acordo com a sua cultura ancestral Africana, certamente jamais se referiria, e ainda por cima em publico (!), a outro ser humano - o sagrado Ntu da cultura baNtu - muito menos um colega de profissao (... e por nenhuma outra razao aparente que nao este ter tido o atrevimento de obter destaque num jornal que o considerava "o verdadeiro icone"... ou seja, por ter tido o atrevimento de fazer sombra a prima donna!), por sinal negro, como um "item que merece ser abortado" (... o que e', alias, reminiscente de um certo "lixo de Angola" - mera coincidencia?...) e a si proprio como unico "conhecedor" da danca no seu pais - sendo certo que qualquer que seja o nivel de conhecimento academico que ele tenha das suas dancas tradicionais, ele nasceu com e no meio delas: nao teve que os ir vulturar a Culturas Africanas que nao sao originariamente as suas e que antes tivera abominado e que continua a ridicularizar apenas para fabricar "plasticamente" uma 'Companhia de Danca Contemporanea' privada a partir de uma 'Academia de Ballet Classico Europeu' estatal falida! Dito de outro modo, Maqoma chega a 'danca contemporanea' a partir das suas proprias raizes culturais ancestrais intuitiva e organicamente, nao por inseminacao artificial como e' o caso de ACGM...

Numa palavra: Maqoma, tal como Pina Bausch, tem ALMA! ... ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO!!!

Mais ainda: Maqoma nao danca ballet classico europeu desde os 8 anos de idade... e apenas o ridiculariza!


[imagem daqui]


E to top it all up, ou, dito de outro modo, para por "o preto no branco", e certamente FACTO nao negligenciavel para um Festival Mundial de ARTES NEGRAS, Maqoma e' NEGRO! ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO (... seja racica, etnica, tribal, identitaria, cultural, social, politica, ou ideologicamente... e por muito que cubra o corpo semi-nu, ou nu, de chocolate preto)!!!

[E... antes que comecem as mais do que habituais " ameacas e chantagens emocionais" da praxe...:
Com isto pretendendo significar apenas que se o que a sua companhia apresenta, "inspirado" numa cultura africana negra (ou, ja' agora, copiado deste blog) e protagonizado por bailarinos negros, pode passar por "artes negras", isso nao a torna ipso facto negra, nem pertencente a cultura em que se "inspirou" apenas atraves de algumas "visitas de trabalho" - e este particular pode aplicar-se igualmente aos seus bailarinos (veja-se, a este proposito, a diferenca entre tais "visitas medicas" e os longos periodos de residencia e interaccao de uma investigadora seria como Marie Louise Bastin). E este "veredicto" e' baseado nao em qualquer tipo de "preconceito ou discriminacao racial", mas tao so' nas suas atitudes e posicionamentos amplamente registados neste blog! ]


EM SUMA:


ACGM deveria ter VERGONHA de sequer contemplar a possibilidade de por os pes num Festival de Artes Negras!!!

[Mas... vergonha na cara (!), e' certamente algo que nem ela, nem os seus noirs - VULTOS, arrivistas e oportunistas, em suma CARAS DE PAU, como sempre foram - teem ou alguma vez terao. Certamente nao enquanto continuarem a ser apoiados cegamente pelo governo de Angola, em nome de uma nocao de "progresso" que nem eles proprios sao capazes de explicar coerentemente e sistematicamente em detrimento de outros grupos de danca nacionais ('tradicionais', 'patrimoniais', 'modernos', 'contemporaneos', ou 'futuristas'...) de igual, ou maior, merito no pais (quanto mais nao seja porque nao partiram de um background tao previligiado, nem contam com o apoio incondicional e continuado do poder!), evidentemente apenas porque e' branca, vem do ballet classico europeu (... "porque so' assim progrediremos"!...) desde os oito anos de idade, fruto da sua condicao de filha da previligiada (ex) burguesia colonial (condicao que, de resto, e ao contrario de outros - como este ou este -, ela nunca abdicou, repudiou, ou renegou, bien au contraire: faz muita gala e questao disso!) e... porque trabalha no Ministerio da Cultura ha' 33 anos (... e como ela faz muita questao de 'arrotar' enquanto se sente no direito de pisar tudo e todos que, como eu (a quem, a nao esquecer, ela chegou a dirigir ameacas de morte - abertas e veladas!...) , tenham "o atrevimento" sequer de se lhe dirigir com "questoes inoportunas", com o seu "mais alto galardao do estado angolano": "tenho as costas largas"!...), muito embora a companhia com que diz "representar oficialmente Angola na qualidade de convidada especial" seja sua propriedade privada!
E o certo e' que, a partir de agora, nao so' continuara' a auto-proclamar-se "Mais Angolana do que a Angolanidade" e "Mais Africana do que a Africanidade", como tambem... "MAIS NEGRA DO QUE A NEGRITUDE" e... "MAIS AUTENTICA DO QUE A AUTHENTICITE'"!!!]




[imagem daqui]

Mas ha' uma outra questao - e essa e' mais do foro politico-ideologico do que do artistico-cultural: porque que ACGM e' tratada como "vaca sagrada" pelo Ministerio da Cultura e pelo Governo de Angola? Apenas porque "trabalha para eles ha' 33 anos" e por isso pode ser considerada "prata da casa"? Talvez tambem, mas nao apenas.

Como aqui observei a proposito do conceito de "homem novo", o MPLA sempre prosseguiu a politica "assimilacionista" herdada do regime colonial - se nao de forma declarada nos seus programas, declaracoes, discursos e resolucoes, seguramente de forma implicita na sua praxis: a "proteccao" dos nao-negros, em particular os que o integraram na luta anti-colonial, e a "premiacao" daqueles que, com ou sem participacao na luta anti-colonial, ficaram no pais depois da independencia, com a sua integracao nas estruturas do poder de estado (e, no caso dos ultimos, especialmente durante o "movimento de rectificacao" que se seguiu ao 27 de Maio de 1977, a sua integracao no partido como "militantes"), ou com outras "recompensas", era condicao sine qua non para a sua qualificacao como "progressista" e factor decisivo de "diferenciacao" em relacao aos outros movimentos de libertacao, agora partidos politicos da oposicao.

Mas o que nunca esteve previsto, nem implicita, nem explicitamente - e aqui permito-me o atrevimento de falar como alguem que sempre esteve proxima do MPLA e que ate' militou nas suas estruturas (... como frequentemente se diz/ia a proposito deste tipo de questoes: ... "nao foi nada disso que a gente combinou!"...) - era que tal "proteccao" e "premiacao" viessem a significar, na pratica, que os nao-negros em causa, passassem a ser "intocaveis" como ACGM claramente e'... e se nao e', declaradamente e sem quaisquer rebucos, comporta-se como tal - e', alias, (tambem, mas nao apenas) naquela velha tradicao Mplista que o actual lider do BD aparece em publico a "defender" a sua "educacao e elegancia", como aqui fiz notar...! Sendo que, ademais, nao se lhe conhece qualquer vinculo particularmente significativo, organico ou outro, ao MPLA - a nao ser para colher os seus "beneficios", "premios" e "patrocinios"!

Mas, mais importante ainda do que isso, e' que a politica "assimilacionista" e', tambem sem quaisquer rebucos, uma politica "integracionista eurocentrica". Neste contexto, "progresso" e "progressista" significam, nada mais nada menos, do que a adopcao das normas, padroes, canones, praticas, costumes, linguas e culturas europeias - leia-se aqui portuguesas... Assim, o que ACGM vai fazer as Lundas ou ao Moxico, nao e' tentar "integrar-se" na cultura Tchokwe' (ou Cokwe, como preferirem) e adoptar as suas normas e padroes na sua praxis quotidiana de vida (... como nosotros fomos obrigados a fazer sob a politica assimilacionista colonial em relacao a cultura portuguesa!... e, como alguns europeus o fizeram em relacao a algumas das nossas culturas, como aqui se pode constatar), mas apenas ir buscar e trazer, qual kamanguista, alguns elementos daquela cultura, em particular os ligados a danca e, muito especialmente, a sexualidade das suas mulheres, para a "civilizacao" da cidade capital, despudoradamente apropriar-se deles e mescla-los com a sua cultura de origem e de matriz, a europeia/portuguesa, chamar-lhes "cultura, ou danca, contemporanea africana" e dar as suas "pecas" titulos do genero "fantastico-psicadelico-intelectualoide"... Mais nada! E se isso pode ser considerado "legitimo" artisticamente, o que ja' nao e' legitimo e' que ela se comporte como "criadora" da cultura Tchokwe' (Cokwe) ou sua "legitima representante" ou, mais ainda, kaTchokwe': a isso eu chamo, tambem sem quaisquer rebucos, "vulturismo cultural"! E muito menos entitular, como ela o faz, o que ela chama "danca contemporanea africana", como "unico" sinonimo de "qualidade" e "progresso"... porque nao e'! Ou melhor dito: nao e' necessaria nem unicamente!

Porque? Talvez a praxis de outros paises africanos, e em particular da Africa do Sul, o explique melhor: nesses paises, a "danca contemporanea africana" (um conceito que, de resto, nao e' pacifico, como este livro claramente o indica...) coexiste pacificamente com (... nao e' considerada "superior"! Embora, em termos opinativos e meramente subjectivos, qualquer um tenha o direito de o considerar, certa ou erradamente, como tal...) as outras formas de danca ou de expressao cultural.

Assim, um Maqoma na Africa do Sul (onde, convem notar-se, o ballet e a musica classica continuam a ter o seu devido lugar reservado) nao e' considerado "unico representante" da danca, das artes ou da cultura do seu pais, e a sua companhia de danca tem o mesmo status cultural que qualquer outro grupo de danca, desde que demonstrem niveis aceitaveis de qualidade e integridade dentro dos seus respectivos estilos e generos, ou de qualquer outra expressao artistica de qualquer outro grupo etno-linguistico componente do seu vasto e diverso mosaico nacional - como, alias, a sua designacao oficial, especialmente em termos de Politica Cultural, como The Rainbow Nation claramente o indica - dando significado e cor a palavra DIVERSIDADE.

Agora, imagine-se um Maqoma angolano: ficaria eternamente subalternizado a uma ACGM por nao ser herdeiro da burguesia branca do tempo do apartheid, nao andar no ballet classico europeu desde os 8 anos de idade e nao ter uma "parceria publico-privada" com o Ministerio da Cultura!

Mais: nesses paises, o uso de um violino (ou de qualquer outro instrumento musical de origem europeia), ou de um movimento de ballet classico, ou a presenca no grupo de, ou a sua direccao por, uma pessoa nao-negra, nao significa "univocamente" sinal de "qualidade e/ou progresso" - o que no caso da Angola "comandada" por ACGM significa que se esta' no "caminho certo"... para onde? Para o "padrao europeu", e' a resposta! Ou, no quadro da "neofita ideologia dos pretensos afectos" e do "movimento da recolonizacao", para a "Nacao Crioula"! E isso e' mau? - perguntar-me-ao. E eu responderei: nao necessariamente, desde que nao se advogue que esse e' o "unico caminho" valido culturalmente num pais tao diverso racial, social e etno-linguisticamente como Angola.

Os Angolanos (e a Humanidade!) ja' viram guerras e genocidios suficientes por essas razoes para nao continuarem a cometer o mesmo erro!

Tenho dito.




Acaba de chegar a minha redaccao, de fonte (ainda) (in)segura, a seguinte informacao:


O musico Angolano Bonga sera’ uma das figuras de maior destaque no Festival Mundial de Artes Negras, a realizar-se no Senegal de 10 a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o fez recentemente na Expo Mundial de Xangai (verificar aqui e aqui), Bonga representar-se-ha’ exclusivamente por merito proprio e a Angola unicamente por direito incontestavel.[*]

A mesma fonte acrescenta que, embora tenha sido anunciada por fontes (ainda nao)identificadas a presenca de alguns ballerinos negros comandados por uma prima donna classica europeia branca, mais conhecida em certos circulos "afectuosos" por vulta racista psicopata, provenientes de Angola, a sua prestacao, embora alegadamente "na qualidade de convidada especial", (ainda) nao consta do programa oficial do festival.

Mais acrescenta a fonte que nao lhe foi possivel obter junto dos organizadores do festival uma explicacao para o facto de, sendo Angola, alegadamente, "o pais que deu a luz a danca contemporanea em Africa", este nao se faca (ainda) representar nos Masterclasses e Workshops do festival dedicados a essa arte - e neste ponto, a fonte chama particularmente a atencao para as Masterclasses sobre o Hip Hop, genero que ja' aqui foi bastante discutido. Foi-lhe igualmente impossivel apurar por que razao da lista de personalidades ligadas a danca e coreografos convidados para o festival, abaixo transcrita, nao consta (ainda) nenhum nome relacionado com Angola...



Les personnalités et chorégraphes invités:

Rui Moreira (Brésil), Desmond Richardson (USA), Germaine Acogny (Sénégal), Willa Jo Zollar (USA), Werewere Linking (Côte d’Ivoire), Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso), Damien Zambo (Cameroun), Adafrez Bezuneh (Ethiopie), Sanjeev Bhargava (Inde), Armilinda Gomes Cabral Semedo (Cap Vert), Riyad Fghani (Algérie), Lilou (Algérie), Azdine Ben Youcef (Algérie), Efrén Marcos Suarez Torres (Cuba), Adrian Augier (St Lucie), Steven Faleni, Vusi Mdoyi, Buru Mohlabane (Afrique du Sud), Prince M. F. Lamba (Zambie)
.



[image d'ici]


[Plus d'informations: ici, ici, ici, ici, ici , ici, ici et ici]

RELATED POST:

Other Views: Art History in (South) Africa and The Global South


[*] Outra presenca assinalavel no festival e' a de Simao Souindoula, como aqui se noticia.

UPDATE


A nossa fonte voltou hoje a contactar-nos para nos informar que uma dita Cie d'Angola, presumivelmente a troupe de mademoiselle acima mencionada, actuara' num certo dia do festival, porem a sua margem.

Mais acrescenta a fonte que este update do programa oficial do festival foi feito apenas na vespera do seu inicio, o que evidencia o facto de que a dita Cie d'Angola se faz representar "a pato" no festival (ou, para usar uma expressao mais familiar ao bando, "infiltraram-se num festival de peritos"...) - certamente gracas aos seus links com o p(h)oder -, porque se fosse representar oficialmente Angola, e ainda por cima como alegada "convidada especial", teria, tal como o Bonga, sido convidada com a devida antecedencia e incluida no programa com o devido destaque, como mandam as normas protocolares neste tipo de eventos.

Alias, so' o facto de ela dizer "pomposamente" que a sua companhia vai "representar Angola" em Xangai (sendo que, supostamente, todo o mundo se deveria por isso "roer de inveja" ou sentir "dor de cotovelo"...) e no Senegal, como "convidada especial" (como se uma "convidada especial" fosse apenas mencionada no programa oficial a ultima hora e relegada a uma apresentacao conjunta com outros grupos fora do centro das actividades do festival...), sem nunca mencionar os outros Angolanos que la' foram representar Angola - nao que fosse de esperar que ela sequer mencionasse o Kota Bonga, de quem apenas diz os piores "cobras e lagartos", mas pelo menos os outros que ate' sao da sua "geracao" (etaria, psicologica, emocional, cultural, social, etc.) - nao so' evidencia flagrantemente o quanto e' intelectualmente desonesta (leia-se tambem o quanto e' capaz de mentir descaradamente!), como ja' diz o quanto ela luta com unhas e dentes, a viva forca, para ser "unica" e "invejada"!!...

[Imagem d'aki]





ADENDA

[imagem daqui]


Qual a diferenca qual e' ela entre o trabalho de Maqoma (sobre cuja performance em Angola a nossa 'vamp' se manteve estranhamente silenciosa!...), bem como o de outros artistas Africanos, e o da demoiselle a que aqui nos vimos referindo?

A diferenca e' muito mais simples do que a mera imagem/composicao estetica de violinos e violoncelos (ou outros instrumentos musicais de origem europeia) "abrilhantando", ou "civilizando", dancas africanas, mas e', porem, igualmente muito mais profunda e fundamental: Maqoma investiga HONESTAMENTE a sua propria IDENTIDADE (repare-se no logo deste festival...) em relacao com a Historia, a Humanidade e a Natureza... enquanto a demoiselle em questao, nao so' demonstrou a saciedade ignorar, como abominar aberta e arrogantemente o proprio conceito de IDENTIDADE (tendo por isso dito que eu, por o defender, "deveria cometer um suicidio em grande estilo" ou ser "esquartejada a catanada"!!!) e tem advogado CINICAMENTE, juntamente com os seus acolitos (alguns dos quais ditos negros, mas que tambem dizem "nao se identificar com Africanos"...), o "white-washing" da Historia de Africa! Isto para nao mencionar o celebre abaixo-assinado que lhe foi dirigido por pratica de RACISMO CONTRA NEGROS na escola de danca que dirigia...

Put simply: ACGM e' declarada e incorrigivelmente RACISTA DE EXTREMA DIREITA E SUPREMACISTA BRANCA!!!

Maqoma NAO!

Mais: Maqoma, pelo seu natural respeito pela Humanidade e a Natureza, de acordo com a sua cultura ancestral Africana, certamente jamais se referiria, e ainda por cima em publico (!), a outro ser humano - o sagrado Ntu da cultura baNtu - muito menos um colega de profissao (... e por nenhuma outra razao aparente que nao este ter tido o atrevimento de obter destaque num jornal que o considerava "o verdadeiro icone"... ou seja, por ter tido o atrevimento de fazer sombra a prima donna!), por sinal negro, como um "item que merece ser abortado" (... o que e', alias, reminiscente de um certo "lixo de Angola" - mera coincidencia?...) e a si proprio como unico "conhecedor" da danca no seu pais - sendo certo que qualquer que seja o nivel de conhecimento academico que ele tenha das suas dancas tradicionais, ele nasceu com e no meio delas: nao teve que os ir vulturar a Culturas Africanas que nao sao originariamente as suas e que antes tivera abominado e que continua a ridicularizar apenas para fabricar "plasticamente" uma 'Companhia de Danca Contemporanea' privada a partir de uma 'Academia de Ballet Classico Europeu' estatal falida! Dito de outro modo, Maqoma chega a 'danca contemporanea' a partir das suas proprias raizes culturais ancestrais intuitiva e organicamente, nao por inseminacao artificial como e' o caso de ACGM...

Numa palavra: Maqoma, tal como Pina Bausch, tem ALMA! ... ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO!!!

Mais ainda: Maqoma nao danca ballet classico europeu desde os 8 anos de idade... e apenas o ridiculariza!


[imagem daqui]


E to top it all up, ou, dito de outro modo, para por "o preto no branco", e certamente FACTO nao negligenciavel para um Festival Mundial de ARTES NEGRAS, Maqoma e' NEGRO! ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO (... seja racica, etnica, tribal, identitaria, cultural, social, politica, ou ideologicamente... e por muito que cubra o corpo semi-nu, ou nu, de chocolate preto)!!!

[E... antes que comecem as mais do que habituais " ameacas e chantagens emocionais" da praxe...:
Com isto pretendendo significar apenas que se o que a sua companhia apresenta, "inspirado" numa cultura africana negra (ou, ja' agora, copiado deste blog) e protagonizado por bailarinos negros, pode passar por "artes negras", isso nao a torna ipso facto negra, nem pertencente a cultura em que se "inspirou" apenas atraves de algumas "visitas de trabalho" - e este particular pode aplicar-se igualmente aos seus bailarinos (veja-se, a este proposito, a diferenca entre tais "visitas medicas" e os longos periodos de residencia e interaccao de uma investigadora seria como Marie Louise Bastin). E este "veredicto" e' baseado nao em qualquer tipo de "preconceito ou discriminacao racial", mas tao so' nas suas atitudes e posicionamentos amplamente registados neste blog! ]


EM SUMA:


ACGM deveria ter VERGONHA de sequer contemplar a possibilidade de por os pes num Festival de Artes Negras!!!

[Mas... vergonha na cara (!), e' certamente algo que nem ela, nem os seus noirs - VULTOS, arrivistas e oportunistas, em suma CARAS DE PAU, como sempre foram - teem ou alguma vez terao. Certamente nao enquanto continuarem a ser apoiados cegamente pelo governo de Angola, em nome de uma nocao de "progresso" que nem eles proprios sao capazes de explicar coerentemente e sistematicamente em detrimento de outros grupos de danca nacionais ('tradicionais', 'patrimoniais', 'modernos', 'contemporaneos', ou 'futuristas'...) de igual, ou maior, merito no pais (quanto mais nao seja porque nao partiram de um background tao previligiado, nem contam com o apoio incondicional e continuado do poder!), evidentemente apenas porque e' branca, vem do ballet classico europeu (... "porque so' assim progrediremos"!...) desde os oito anos de idade, fruto da sua condicao de filha da previligiada (ex) burguesia colonial (condicao que, de resto, e ao contrario de outros - como este ou este -, ela nunca abdicou, repudiou, ou renegou, bien au contraire: faz muita gala e questao disso!) e... porque trabalha no Ministerio da Cultura ha' 33 anos (... e como ela faz muita questao de 'arrotar' enquanto se sente no direito de pisar tudo e todos que, como eu (a quem, a nao esquecer, ela chegou a dirigir ameacas de morte - abertas e veladas!...) , tenham "o atrevimento" sequer de se lhe dirigir com "questoes inoportunas", com o seu "mais alto galardao do estado angolano": "tenho as costas largas"!...), muito embora a companhia com que diz "representar oficialmente Angola na qualidade de convidada especial" seja sua propriedade privada!
E o certo e' que, a partir de agora, nao so' continuara' a auto-proclamar-se "Mais Angolana do que a Angolanidade" e "Mais Africana do que a Africanidade", como tambem... "MAIS NEGRA DO QUE A NEGRITUDE" e... "MAIS AUTENTICA DO QUE A AUTHENTICITE'"!!!]




[imagem daqui]

Mas ha' uma outra questao - e essa e' mais do foro politico-ideologico do que do artistico-cultural: porque que ACGM e' tratada como "vaca sagrada" pelo Ministerio da Cultura e pelo Governo de Angola? Apenas porque "trabalha para eles ha' 33 anos" e por isso pode ser considerada "prata da casa"? Talvez tambem, mas nao apenas.

Como aqui observei a proposito do conceito de "homem novo", o MPLA sempre prosseguiu a politica "assimilacionista" herdada do regime colonial - se nao de forma declarada nos seus programas, declaracoes, discursos e resolucoes, seguramente de forma implicita na sua praxis: a "proteccao" dos nao-negros, em particular os que o integraram na luta anti-colonial, e a "premiacao" daqueles que, com ou sem participacao na luta anti-colonial, ficaram no pais depois da independencia, com a sua integracao nas estruturas do poder de estado (e, no caso dos ultimos, especialmente durante o "movimento de rectificacao" que se seguiu ao 27 de Maio de 1977, a sua integracao no partido como "militantes"), ou com outras "recompensas", era condicao sine qua non para a sua qualificacao como "progressista" e factor decisivo de "diferenciacao" em relacao aos outros movimentos de libertacao, agora partidos politicos da oposicao.

Mas o que nunca esteve previsto, nem implicita, nem explicitamente - e aqui permito-me o atrevimento de falar como alguem que sempre esteve proxima do MPLA e que ate' militou nas suas estruturas (... como frequentemente se diz/ia a proposito deste tipo de questoes: ... "nao foi nada disso que a gente combinou!"...) - era que tal "proteccao" e "premiacao" viessem a significar, na pratica, que os nao-negros em causa, passassem a ser "intocaveis" como ACGM claramente e'... e se nao e', declaradamente e sem quaisquer rebucos, comporta-se como tal - e', alias, (tambem, mas nao apenas) naquela velha tradicao Mplista que o actual lider do BD aparece em publico a "defender" a sua "educacao e elegancia", como aqui fiz notar...! Sendo que, ademais, nao se lhe conhece qualquer vinculo particularmente significativo, organico ou outro, ao MPLA - a nao ser para colher os seus "beneficios", "premios" e "patrocinios"!

Mas, mais importante ainda do que isso, e' que a politica "assimilacionista" e', tambem sem quaisquer rebucos, uma politica "integracionista eurocentrica". Neste contexto, "progresso" e "progressista" significam, nada mais nada menos, do que a adopcao das normas, padroes, canones, praticas, costumes, linguas e culturas europeias - leia-se aqui portuguesas... Assim, o que ACGM vai fazer as Lundas ou ao Moxico, nao e' tentar "integrar-se" na cultura Tchokwe' (ou Cokwe, como preferirem) e adoptar as suas normas e padroes na sua praxis quotidiana de vida (... como nosotros fomos obrigados a fazer sob a politica assimilacionista colonial em relacao a cultura portuguesa!... e, como alguns europeus o fizeram em relacao a algumas das nossas culturas, como aqui se pode constatar), mas apenas ir buscar e trazer, qual kamanguista, alguns elementos daquela cultura, em particular os ligados a danca e, muito especialmente, a sexualidade das suas mulheres, para a "civilizacao" da cidade capital, despudoradamente apropriar-se deles e mescla-los com a sua cultura de origem e de matriz, a europeia/portuguesa, chamar-lhes "cultura, ou danca, contemporanea africana" e dar as suas "pecas" titulos do genero "fantastico-psicadelico-intelectualoide"... Mais nada! E se isso pode ser considerado "legitimo" artisticamente, o que ja' nao e' legitimo e' que ela se comporte como "criadora" da cultura Tchokwe' (Cokwe) ou sua "legitima representante" ou, mais ainda, kaTchokwe': a isso eu chamo, tambem sem quaisquer rebucos, "vulturismo cultural"! E muito menos entitular, como ela o faz, o que ela chama "danca contemporanea africana", como "unico" sinonimo de "qualidade" e "progresso"... porque nao e'! Ou melhor dito: nao e' necessaria nem unicamente!

Porque? Talvez a praxis de outros paises africanos, e em particular da Africa do Sul, o explique melhor: nesses paises, a "danca contemporanea africana" (um conceito que, de resto, nao e' pacifico, como este livro claramente o indica...) coexiste pacificamente com (... nao e' considerada "superior"! Embora, em termos opinativos e meramente subjectivos, qualquer um tenha o direito de o considerar, certa ou erradamente, como tal...) as outras formas de danca ou de expressao cultural.

Assim, um Maqoma na Africa do Sul (onde, convem notar-se, o ballet e a musica classica continuam a ter o seu devido lugar reservado) nao e' considerado "unico representante" da danca, das artes ou da cultura do seu pais, e a sua companhia de danca tem o mesmo status cultural que qualquer outro grupo de danca, desde que demonstrem niveis aceitaveis de qualidade e integridade dentro dos seus respectivos estilos e generos, ou de qualquer outra expressao artistica de qualquer outro grupo etno-linguistico componente do seu vasto e diverso mosaico nacional - como, alias, a sua designacao oficial, especialmente em termos de Politica Cultural, como The Rainbow Nation claramente o indica - dando significado e cor a palavra DIVERSIDADE.

Agora, imagine-se um Maqoma angolano: ficaria eternamente subalternizado a uma ACGM por nao ser herdeiro da burguesia branca do tempo do apartheid, nao andar no ballet classico europeu desde os 8 anos de idade e nao ter uma "parceria publico-privada" com o Ministerio da Cultura!

Mais: nesses paises, o uso de um violino (ou de qualquer outro instrumento musical de origem europeia), ou de um movimento de ballet classico, ou a presenca no grupo de, ou a sua direccao por, uma pessoa nao-negra, nao significa "univocamente" sinal de "qualidade e/ou progresso" - o que no caso da Angola "comandada" por ACGM significa que se esta' no "caminho certo"... para onde? Para o "padrao europeu", e' a resposta! Ou, no quadro da "neofita ideologia dos pretensos afectos" e do "movimento da recolonizacao", para a "Nacao Crioula"! E isso e' mau? - perguntar-me-ao. E eu responderei: nao necessariamente, desde que nao se advogue que esse e' o "unico caminho" valido culturalmente num pais tao diverso racial, social e etno-linguisticamente como Angola.

Os Angolanos (e a Humanidade!) ja' viram guerras e genocidios suficientes por essas razoes para nao continuarem a cometer o mesmo erro!

Tenho dito.

Wednesday, 3 November 2010

Africa - 50 years of music

“Africa 50 years of music” has to be the largest collection of music from across the continent with 18 CDs, 185 tracks by 183 artists from 39 countries. The collection is organised chronologically into six regions.

With so many tracks, the collection goes beyond the usual suspects : Miriam Makeba, Fela Kuti, Youssou N Dour, Franco, Cheb Khaled, Cesaria Evora, Mulatu Astatke, Salif Keita, Manu Dibango and Oum Kalsoum – and mostly recorded between 1960 and 2009.

A good review from All About Jazz which includes a complete track list and another from The Observer.


[Cross-posted, with thanks, from Black Looks]
“Africa 50 years of music” has to be the largest collection of music from across the continent with 18 CDs, 185 tracks by 183 artists from 39 countries. The collection is organised chronologically into six regions.

With so many tracks, the collection goes beyond the usual suspects : Miriam Makeba, Fela Kuti, Youssou N Dour, Franco, Cheb Khaled, Cesaria Evora, Mulatu Astatke, Salif Keita, Manu Dibango and Oum Kalsoum – and mostly recorded between 1960 and 2009.

A good review from All About Jazz which includes a complete track list and another from The Observer.


[Cross-posted, with thanks, from Black Looks]

Sunday, 17 October 2010

Just Poetry xxviii

Africa’s Plea

Don’t preserve my customs

As some fine curios

To suit some white historian’s
tastes.

There’s nothing artificial

That beats the natural way

In culture and ideals of life.

Let me play with the whiteman’s
ways

Let me work with the blackman’s
brains

Let my affairs themselves sort
out.

Then in sweet rebirth

I’ll rise a better man

Not ashamed to face the

world.


Dennis Chukude Osadebay

Africa Sings, 1952

Monday, 4 October 2010

Nao se pode tapar o sol com a peneira…



Pores (e nasceres) do sol em Africa.

Sim, eles existem. Nas mais diversas configuracoes e declinacoes.
E sao infinitamente belos. E saborosamente degustaveis – que nem fruta de vontade.

Africa nao e’ a unica latitude do universo em que eles ocorrem. Mas e’, seguramente, aquela em que adquirem uma beleza e profundidade que outras latitudes dificilmente serao capazes de lhe conferir…

Porque e’ o unico momento que podemos fruir de costas para a “ugly Africa”… de costas para tudo e todos (de costas, para dar mais prazer) … sem termos que pagar gazoza, nem fazer kilapies.
E’ o unico momento que quem entende nao apenas da motricidade dos corpos sem alma e dos negocios privados de companhias monopolistas de danca dita contemporanea, mas tambem, e sobretudo, de poesia e da estetica da alma - e que aprendeu desde muito cedo, sem premios nem patrocinios, mais do que a ler ou escrever livros lentamente, a decifrar as suas mensagens, interpreta-las e questiona-las - e’ capaz de viver e valorizar na sua plenitude.

E’ tambem o momento que nos ensina o significado indizivel de paz, tranquilidade e liberdade e que melhor nos propicia o encontrar do valor e significado das incognitas das varias equacoes da luta contra a pobreza e o subdesenvolvimento em Africa… algo com que ninfas ociosas que chafurdam e se deleitam sadisticamente nas/com as imagens da “ugly Africa” just for the sex and the racism of it, jamais terao que se confrontar: e’ que a “ugly Africa” nao vive nos saloes de ballet classico europeu desde os oito anos de idade… e’ que os saloes de ballet classico europeu nao ensinam a analisar e a explicar, muito menos resolver, a “ugly Africa”… e’ que resolver a “ugly Africa” nao se resume a bacocas receitas de perfumes e emagrecimentos para conformar racistamente o seu corpo de gorda tosca, mas nao a de Puccini, a supremacia da evolucao anorexica e bulimica do das venus(es) brancas europeias…

E’ que a “ugly Africa” e’ negra!
[... e' uma pobre e insignificante criatura rejeitada... tem cicatrizes nos pes de andar a trabalhar patrioticamente a terra enquanto as ballerinas prima donnas andavam ociosamente nos cavalos... come funge kom todos com muito gosto... ocasionalmente ouve e danca kuduro kom xidi... e' mae solteira... tem bebe' em cima da arvore... frequentemente apenas tem x-10 para sobreviver sem dignidade... e' kitandeira e zungueira e, possivelmente, diva da zunga internacional... vai a Muxima confidenciar com a Sant'Ana, toma banho de chuva e de rio e por vezes, segundo alguns, pode "cheirar mal", cria blogs que ressuscitam do dia para a noite companhias de danca privadas de ninfas-ballerinas classicas europeias e alimentam colunas de jornais durante anos a fio, ajudando a encher bolsos de uma horda de parasitas cavilosos sem quaisquer escrupulos, imaginacao, ou outra ocupacao, e ... de tanto apanhar se habitua!]

E… nao se pode tapar o sol com a peneira!
[... suja da "ugly Africa"... mesmo se ostentada por "finas, perfumadas e elegantes" maos de ninfas brancas neo-nazis, monstruosas e put(r)ificadas ao teclado de um computador bem longe da "ugly Africa"...]

E’… os pores (e nasceres) do sol, tal como o cheiro da terra molhada depois da chuva em Africa, sao para se ver, sentir e viver… e quem nunca o fez… tem serios problemas do espirito ... por isso depende tao completamente de vulturar a "ugly Africa" e a "sua" mascara da (negra) Pwo!



*****


Mas...

Se quizerem mesmo ver a "ugly Afrika", eu tambem ja' dei!
Entre outros lugares, por exemplo, aki e, sobretudo, aki!...

E, ja' agora, se quizerem mesmo saber qual o "lugar do kuduro" neste blog, espreitem aki, aki, aki, aki, aki, aki...

E... a quem, apesar disto, disto, disto, disto e disto, continua a desconseguir de perceber a diferenca entre jornalismo e bloguismo, sugiro a leitura desta materia (nao precisa sequer de ler o artigo, basta olhar para o titulo - caso entenda Ingles)!


P.S.:

Odile & Odette

A CONFISSAO!...

J'Accuse!



Pores (e nasceres) do sol em Africa.

Sim, eles existem. Nas mais diversas configuracoes e declinacoes.
E sao infinitamente belos. E saborosamente degustaveis – que nem fruta de vontade.

Africa nao e’ a unica latitude do universo em que eles ocorrem. Mas e’, seguramente, aquela em que adquirem uma beleza e profundidade que outras latitudes dificilmente serao capazes de lhe conferir…

Porque e’ o unico momento que podemos fruir de costas para a “ugly Africa”… de costas para tudo e todos (de costas, para dar mais prazer) … sem termos que pagar gazoza, nem fazer kilapies.
E’ o unico momento que quem entende nao apenas da motricidade dos corpos sem alma e dos negocios privados de companhias monopolistas de danca dita contemporanea, mas tambem, e sobretudo, de poesia e da estetica da alma - e que aprendeu desde muito cedo, sem premios nem patrocinios, mais do que a ler ou escrever livros lentamente, a decifrar as suas mensagens, interpreta-las e questiona-las - e’ capaz de viver e valorizar na sua plenitude.

E’ tambem o momento que nos ensina o significado indizivel de paz, tranquilidade e liberdade e que melhor nos propicia o encontrar do valor e significado das incognitas das varias equacoes da luta contra a pobreza e o subdesenvolvimento em Africa… algo com que ninfas ociosas que chafurdam e se deleitam sadisticamente nas/com as imagens da “ugly Africa” just for the sex and the racism of it, jamais terao que se confrontar: e’ que a “ugly Africa” nao vive nos saloes de ballet classico europeu desde os oito anos de idade… e’ que os saloes de ballet classico europeu nao ensinam a analisar e a explicar, muito menos resolver, a “ugly Africa”… e’ que resolver a “ugly Africa” nao se resume a bacocas receitas de perfumes e emagrecimentos para conformar racistamente o seu corpo de gorda tosca, mas nao a de Puccini, a supremacia da evolucao anorexica e bulimica do das venus(es) brancas europeias…

E’ que a “ugly Africa” e’ negra!
[... e' uma pobre e insignificante criatura rejeitada... tem cicatrizes nos pes de andar a trabalhar patrioticamente a terra enquanto as ballerinas prima donnas andavam ociosamente nos cavalos... come funge kom todos com muito gosto... ocasionalmente ouve e danca kuduro kom xidi... e' mae solteira... tem bebe' em cima da arvore... frequentemente apenas tem x-10 para sobreviver sem dignidade... e' kitandeira e zungueira e, possivelmente, diva da zunga internacional... vai a Muxima confidenciar com a Sant'Ana, toma banho de chuva e de rio e por vezes, segundo alguns, pode "cheirar mal", cria blogs que ressuscitam do dia para a noite companhias de danca privadas de ninfas-ballerinas classicas europeias e alimentam colunas de jornais durante anos a fio, ajudando a encher bolsos de uma horda de parasitas cavilosos sem quaisquer escrupulos, imaginacao, ou outra ocupacao, e ... de tanto apanhar se habitua!]

E… nao se pode tapar o sol com a peneira!
[... suja da "ugly Africa"... mesmo se ostentada por "finas, perfumadas e elegantes" maos de ninfas brancas neo-nazis, monstruosas e put(r)ificadas ao teclado de um computador bem longe da "ugly Africa"...]

E’… os pores (e nasceres) do sol, tal como o cheiro da terra molhada depois da chuva em Africa, sao para se ver, sentir e viver… e quem nunca o fez… tem serios problemas do espirito ... por isso depende tao completamente de vulturar a "ugly Africa" e a "sua" mascara da (negra) Pwo!



*****


Mas...

Se quizerem mesmo ver a "ugly Afrika", eu tambem ja' dei!
Entre outros lugares, por exemplo, aki e, sobretudo, aki!...

E, ja' agora, se quizerem mesmo saber qual o "lugar do kuduro" neste blog, espreitem aki, aki, aki, aki, aki, aki...

E... a quem, apesar disto, disto, disto, disto e disto, continua a desconseguir de perceber a diferenca entre jornalismo e bloguismo, sugiro a leitura desta materia (nao precisa sequer de ler o artigo, basta olhar para o titulo - caso entenda Ingles)!


P.S.:

Odile & Odette

A CONFISSAO!...

J'Accuse!

Wednesday, 22 September 2010

1960-2010: "The Year of Afrika" 50 Years On (XX)

This Day in 1960:

The recorded history of the area now called Mali begins with the empire of Ghana, which is said to date from the 4th century AD . At its height in the 10th century, it occupied eastern Senegal, southwest Mali, and southern Mauritania and carried on a steady trade across the Sahara with Arab states. The Ghana Empire disintegrated by the 13th century and was succeeded by the Mali Empire, from which the independent republic takes its name.

The Mali Empire reached its peak in the 14th century under Mansa Musa (r.1312–37), who captured Tombouctou and made Mali a center of Muslim scholarship. Tombouctou and Djenné became key centers for trans-Sahara trade. By the 17th century, however, the empire had ceased to exist, and the Tuareg took much of the northern area. Meanwhile, to the east, the Songhai Empire was founded around AD 700 on the middle Niger. Later centered at Gao, the empire was at its zenith after the capture of Tombouctou in 1468. The chief rulers in this period were Sonni 'Ali Ber (r.1464–92) and Askia Muhammad I (r.1492–1528).

In 1591, the Songhai fell to an invading Moroccan army, which established secure bases at Gao, Tombouctou, and Djenné. Under Moroccan rule, a military caste known as the Arma developed, which controlled the countryside, but by 1780, the area had become fragmented into petty states. In the 19th century, al-Hajj 'Umar, a member of the Tukulor tribe, waged a Muslim holy war against the pagans of the area. In 1862, he conquered Ségou and Macina, and the next year he plundered Tombouctou. He was killed in 1864 trying to put down a rebellion. Around 1880, the French began their advance into what was to become the Republic of Mali. They were opposed from 1882 to 1898 by Samory Touré, a Malinké (Mandingo) leader who was ultimately captured and exiled. The capture of Sikasso in 1898 completed the French conquest.

Under French administration, the area became known as French Sudan (Soudan Français) and was a part of French West Africa. Achievements of French rule included the building of the Dakar-Bamako railway and a Niger Delta development scheme. In 1946, the Sudanese became French citizens, with representation in the French parliament. Under the constitution of 1946, the franchise was enlarged and a territorial assembly was established. Universal suffrage was established in 1957, when enlarged powers were conferred on the territorial assembly, which was also given the right to elect a council of ministers responsible for the administration of internal affairs. In 1958, under the constitution of the Fifth French Republic, French Sudan became an autonomous republic, called the Sudanese Republic, within the French Community.

In January 1959, in Dakar, representatives of the Sudanese Republic, Senegal, Dahomey (now Benin), and Upper Volta (now Burkina Faso) drafted a constitution of the Federation of Mali (named after the medieval African empire), but only the assemblies of the Sudanese Republic and Senegal ratified it and became members of the federation. Later that year the new Mali Federation asked the French Community to grant it complete sovereignty while permitting it to remaining a member of the Community. The Mali Federation became a sovereign state in June 1960.Discord soon arose over external and internal policy, and on 20 August 1960, the federation was dissolved.

On 22 September 1960, the Sudan declared itself independent as the Republic of Mali. Modibo Keita, a cofounder of the African Democratic Assembly and political secretary of the Mali Federation's African Federation Party, took control of the government. The break with Senegal was followed by the decision to leave the French Community. All ties between Senegal and Mali were severed, and Mali embargoed trade with or through Senegal until 1963, when an accord was reached.

The one-party dictatorship led by President Keita evolved into a socialist regime modeled on that of the People's Republic of China. However, by 1968, economic problems and discontent became severe. On 19 November, Keita was overthrown in a bloodless coup led by Lt. (later Gen.) Moussa Traoré. The 1960 constitution was abolished, and a 14-member Military Committee for National Liberation took command. The junta brought Mali back into the franc zone in 1968 and opened its doors to investment from nonsocialist as well as socialist countries.

This Day in 2010:


Mali celebrated 50 years of independence from France Wednesday amid a hostage crisis, with Al-Qaeda militants holding seven foreigners captive, five of them French, in the north of the country. French Interior Minister Brice Hortefeux was in Bamako for the independence celebrations and was to meet his Malian counterpart President Amadou Toumani Toure.

Hortefeux was also likely to meet other African heads of state in Bamako, including Mauritania's Mohamed Ould Abdel Aziz, sources said. Discussions would focus on a military offensive by the Mauritania army against Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM) units in Mali from September 17 to 19. The outfit has claimed responsibility for the kidnappings.

The five French, one Togolese and one Madagascan hostages were kidnapped in Niger last Thursday and transferred to Mali, which borders Mauritania. Heads of state from Benin, Burkina Faso, Cape Verde, Chad, Congo-Brazzaville, Guinea, Libya, Mauritania and Togo were attending the independence celebration and many were expected to hold talks. "The festival comes at a time when there are many security problems in the region. It's normal that the heads of state shall consult," a Malian official said.

Malian musical duo Amadou et Mariam are known internationally for their music combining Malian and international influences.
They were the ones I was talking about, some three years ago (here): Beaux Dimanches: it's the title of a nice, simple song by an African duo (sorry I didn't get their names, but apparently they're from Bamako) I heard in the wrap-up of this year's Glastonbury Festival. It was also what it was today in London, after days of continuous rain!

[Sourced from here and here]

This Day in 1960:

The recorded history of the area now called Mali begins with the empire of Ghana, which is said to date from the 4th century AD . At its height in the 10th century, it occupied eastern Senegal, southwest Mali, and southern Mauritania and carried on a steady trade across the Sahara with Arab states. The Ghana Empire disintegrated by the 13th century and was succeeded by the Mali Empire, from which the independent republic takes its name.

The Mali Empire reached its peak in the 14th century under Mansa Musa (r.1312–37), who captured Tombouctou and made Mali a center of Muslim scholarship. Tombouctou and Djenné became key centers for trans-Sahara trade. By the 17th century, however, the empire had ceased to exist, and the Tuareg took much of the northern area. Meanwhile, to the east, the Songhai Empire was founded around AD 700 on the middle Niger. Later centered at Gao, the empire was at its zenith after the capture of Tombouctou in 1468. The chief rulers in this period were Sonni 'Ali Ber (r.1464–92) and Askia Muhammad I (r.1492–1528).

In 1591, the Songhai fell to an invading Moroccan army, which established secure bases at Gao, Tombouctou, and Djenné. Under Moroccan rule, a military caste known as the Arma developed, which controlled the countryside, but by 1780, the area had become fragmented into petty states. In the 19th century, al-Hajj 'Umar, a member of the Tukulor tribe, waged a Muslim holy war against the pagans of the area. In 1862, he conquered Ségou and Macina, and the next year he plundered Tombouctou. He was killed in 1864 trying to put down a rebellion. Around 1880, the French began their advance into what was to become the Republic of Mali. They were opposed from 1882 to 1898 by Samory Touré, a Malinké (Mandingo) leader who was ultimately captured and exiled. The capture of Sikasso in 1898 completed the French conquest.

Under French administration, the area became known as French Sudan (Soudan Français) and was a part of French West Africa. Achievements of French rule included the building of the Dakar-Bamako railway and a Niger Delta development scheme. In 1946, the Sudanese became French citizens, with representation in the French parliament. Under the constitution of 1946, the franchise was enlarged and a territorial assembly was established. Universal suffrage was established in 1957, when enlarged powers were conferred on the territorial assembly, which was also given the right to elect a council of ministers responsible for the administration of internal affairs. In 1958, under the constitution of the Fifth French Republic, French Sudan became an autonomous republic, called the Sudanese Republic, within the French Community.

In January 1959, in Dakar, representatives of the Sudanese Republic, Senegal, Dahomey (now Benin), and Upper Volta (now Burkina Faso) drafted a constitution of the Federation of Mali (named after the medieval African empire), but only the assemblies of the Sudanese Republic and Senegal ratified it and became members of the federation. Later that year the new Mali Federation asked the French Community to grant it complete sovereignty while permitting it to remaining a member of the Community. The Mali Federation became a sovereign state in June 1960.Discord soon arose over external and internal policy, and on 20 August 1960, the federation was dissolved.

On 22 September 1960, the Sudan declared itself independent as the Republic of Mali. Modibo Keita, a cofounder of the African Democratic Assembly and political secretary of the Mali Federation's African Federation Party, took control of the government. The break with Senegal was followed by the decision to leave the French Community. All ties between Senegal and Mali were severed, and Mali embargoed trade with or through Senegal until 1963, when an accord was reached.

The one-party dictatorship led by President Keita evolved into a socialist regime modeled on that of the People's Republic of China. However, by 1968, economic problems and discontent became severe. On 19 November, Keita was overthrown in a bloodless coup led by Lt. (later Gen.) Moussa Traoré. The 1960 constitution was abolished, and a 14-member Military Committee for National Liberation took command. The junta brought Mali back into the franc zone in 1968 and opened its doors to investment from nonsocialist as well as socialist countries.

This Day in 2010:


Mali celebrated 50 years of independence from France Wednesday amid a hostage crisis, with Al-Qaeda militants holding seven foreigners captive, five of them French, in the north of the country. French Interior Minister Brice Hortefeux was in Bamako for the independence celebrations and was to meet his Malian counterpart President Amadou Toumani Toure.

Hortefeux was also likely to meet other African heads of state in Bamako, including Mauritania's Mohamed Ould Abdel Aziz, sources said. Discussions would focus on a military offensive by the Mauritania army against Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM) units in Mali from September 17 to 19. The outfit has claimed responsibility for the kidnappings.

The five French, one Togolese and one Madagascan hostages were kidnapped in Niger last Thursday and transferred to Mali, which borders Mauritania. Heads of state from Benin, Burkina Faso, Cape Verde, Chad, Congo-Brazzaville, Guinea, Libya, Mauritania and Togo were attending the independence celebration and many were expected to hold talks. "The festival comes at a time when there are many security problems in the region. It's normal that the heads of state shall consult," a Malian official said.

Malian musical duo Amadou et Mariam are known internationally for their music combining Malian and international influences.
They were the ones I was talking about, some three years ago (here): Beaux Dimanches: it's the title of a nice, simple song by an African duo (sorry I didn't get their names, but apparently they're from Bamako) I heard in the wrap-up of this year's Glastonbury Festival. It was also what it was today in London, after days of continuous rain!

[Sourced from here and here]

Sunday, 12 September 2010

Pan-Africanist Presidents & Their Wives



Agostinho Neto
Angola's first President and his wife



Kwame Nkrumah
Ghana's first President and his wife



Seretse Khama
Botswana's first President and his family



Leopold Senghor
Senegal's first President and his wife



Abdoulaye Wade
Senegal's President and his wife



Paul Biya
Cameroon's President and his wife



Ali Bongo
Gabon's President and his wife




[Some other interesting cases, not all Pan-Africanist Presidents but some of them, with Senghor and Wade, were at the forefront of the Negritude Movement (and I know that I shouldn't really place Biya and Bongo alongside the first Pan-Africanists, but it was just for good measure...) - such as Cornel West, Henry Louis Gates Jr., Richard Wright, Cheikh Anta Diop, James Farmer, Frantz Fanon, W.E.B. Du Bois and others - can be read about HERE]


ON A DIFFERENT NOTE...


Dominique Strauss Kahn: Can I?
Obama: NO, YOU CAN'T!



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Sant'Ana da Muxima com Amor



Agostinho Neto
Angola's first President and his wife



Kwame Nkrumah
Ghana's first President and his wife



Seretse Khama
Botswana's first President and his family



Leopold Senghor
Senegal's first President and his wife



Abdoulaye Wade
Senegal's President and his wife



Paul Biya
Cameroon's President and his wife



Ali Bongo
Gabon's President and his wife




[Some other interesting cases, not all Pan-Africanist Presidents but some of them, with Senghor and Wade, were at the forefront of the Negritude Movement (and I know that I shouldn't really place Biya and Bongo alongside the first Pan-Africanists, but it was just for good measure...) - such as Cornel West, Henry Louis Gates Jr., Richard Wright, Cheikh Anta Diop, James Farmer, Frantz Fanon, W.E.B. Du Bois and others - can be read about HERE]


ON A DIFFERENT NOTE...


Dominique Strauss Kahn: Can I?
Obama: NO, YOU CAN'T!



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