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Sunday, 3 June 2012

"Belle de Jour"


Dedico a reedicao deste post (datado inicialmente de 10/12/2009) as seguintes pessoas:

- Joao Melo
- Jose' Mena Abrantes e Anacleta Pereira
- Armando Marques Guedes, Henrique Sousa Lara e outros seus amigos e familiares que conheci em Portugal
- Cilita (julgo ser esse o seu nome), membro do "circulo restrito do Sr. Rui Mingas", que conheci atraves do Armando Marques Guedes em Lisboa
- Wanda Oliveira, minha amiga Caboverdiana e colega do ISEG
- Buca Boavida
- Os membros da(s) "equipa(s) de escutas e vigias" que me "acompanharam" em Portugal, incluindo um certo "Big Brother" e outros "Boys Koisifikados" que continuam a "acompanhar" a minha vida ate' hoje.

TODOS SABERAO BEM PORQUE!...



"Call Girl and Scientist"

Por vezes tenho a impressao de que ha’ alguma gente capaz de pagar milhoes para colar um titulo parecido a esse ao meu nome. Mas, mais uma vez, recomendo-lhes que deixem de gastar energia em tal esforco, porque e’ tempo completamente perdido!
E como tempo e’ dinheiro, sugiro-lhes que empatem antes os vossos milhoes a atenderem ao meu apelo aqui feito para patrocinios...

Mas ha’ alguem aqui por terras de sua magestade que tem esse titulo, por merito e por direito. Trata-se da autora de um blog entitulado “Belle de Jour”, que ao longo dos ultimos anos vinha fazendo correr rios de tinta pela imprensa local, e nao so’, devido ao seu tema (a vida sexual como prostituta da sua autora) e a imensa curiosidade e especulacao publica sobre a sua verdadeira identidade. O blog chegou a ser premiado pelo The Guardian como Best Written Blog e deu origem a varios livros e a uma serie televisiva.

Ate’ que, nas ultimas semanas, a identidade da sua autora foi por ela finalmente exposta publicamente: trata-se da Dra. Brooke Magnanti , uma cientista investigadora numa universidade Britanica que se dedica(va?) a prostituicao para financiar o seu doutoramento!

Perfil interessante, mas que nunca me pertenceu, nem se me cola a pele.
O meu, como "pobre e insignificante criatura" que sou, resume-se modestamente a isto.



Dedico a reedicao deste post (datado inicialmente de 10/12/2009) as seguintes pessoas:

- Joao Melo
- Jose' Mena Abrantes e Anacleta Pereira
- Armando Marques Guedes, Henrique Sousa Lara e outros seus amigos e familiares que conheci em Portugal
- Cilita (julgo ser esse o seu nome), membro do "circulo restrito do Sr. Rui Mingas", que conheci atraves do Armando Marques Guedes em Lisboa
- Wanda Oliveira, minha amiga Caboverdiana e colega do ISEG
- Buca Boavida
- Os membros da(s) "equipa(s) de escutas e vigias" que me "acompanharam" em Portugal, incluindo um certo
"Big Brother" e outros "Boys Koisifikados" que continuam a "acompanhar" a minha vida ate' hoje.

TODOS SABERAO BEM PORQUE!...



"Call Girl and Scientist"

Por vezes tenho a impressao de que ha’ alguma gente capaz de pagar milhoes para colar um titulo parecido a esse ao meu nome. Mas, mais uma vez, recomendo-lhes que deixem de gastar energia em tal esforco, porque e’ tempo completamente perdido!
E como tempo e’ dinheiro, sugiro-lhes que empatem antes os vossos milhoes a atenderem ao meu apelo aqui feito para patrocinios...

Mas ha’ alguem aqui por terras de sua magestade que tem esse titulo, por merito e por direito. Trata-se da autora de um blog entitulado “Belle de Jour”, que ao longo dos ultimos anos vinha fazendo correr rios de tinta pela imprensa local, e nao so’, devido ao seu tema (a vida sexual como prostituta da sua autora) e a imensa curiosidade e especulacao publica sobre a sua verdadeira identidade. O blog chegou a ser premiado pelo The Guardian como Best Written Blog e deu origem a varios livros e a uma serie televisiva.

Ate’ que, nas ultimas semanas, a identidade da sua autora foi por ela finalmente exposta publicamente: trata-se da Dra. Brooke Magnanti , uma cientista investigadora numa universidade Britanica que se dedica(va?) a prostituicao para financiar o seu doutoramento!

Perfil interessante, mas que nunca me pertenceu, nem se me cola a pele.
O meu, como "pobre e insignificante criatura" que sou, resume-se modestamente a isto.


Tuesday, 27 March 2012

As “Maravilhas” do Facebook…





Havera’ muitas certamente, mas para quem, como eu, apenas la’ entrou ha’ pouco mais de um mes, elas constituem ainda todo um mundo por descobrir. Mas, da infinitesima parte do que ate’ agora la’ pude descobrir, nao posso deixar de assinalar aqui um verdadeiro “acontecimento” para mim: ficar a saber que o meu filho tem uma pagina no Facebook (descobrio-o este fim de semana) e… ve-lo pela primeira vez… dancar!



E’ verdade: nunca tinha visto o meu filho dancar… ate’ ontem no Facebook. E para mim, para todos os efeitos e propositos, ate’ ontem ele “nao sabia dancar”, porque assim me indicaram todas as tentativas que fiz de com ele dar uns passos de danca, tendo a ultima sido na festa de passagem de ano de que aqui postei duas fotos…



Mas, eis que ontem descubro atraves do Facebook que… nao so’ ele danca, como… danca kizomba e… sei la’ mais o que!...



Uma verdadeira DESCOBERTA para mim! E nao tenho duvidas de que para ele proprio tambem, uma vez que teve que ir a aulas desses generos de musica/danca para finalmente se “soltar” e “dar uma de mwangole”!...



Nao tenho nada contra, antes pelo contrario, ate’ acho saudavel, mesmo porque conheco o meu filho suficientemente bem para saber que essa e’ apenas, tal como o que ate’ agora pude descobrir no Facebook, uma infinitesima parte da sua vida, interesses e inclinacoes pessoais – e’ tal e qual como a infinitesima proporcao de kuduro que nas ultimas semanas se conseguiu infiltrar na BBC Radio 3: nao mudou a sua feicao nem o seu caracter. Pelo contrario, apenas os enriqueceu!



So’ que… no seu entusiasmo pela “socializacao ‘a mwangole’”, ele esta’ completamente unaware (... tal como eu estava ate’ muito recentemente...) da existencia de uns certos “patrulheiros” do Facebook, que nunca o conheceram de parte nenhuma, mas que nao se coibem de ir debitar "bocas" destas, destas e destas nos ‘novos jornais’ da banda…



E ainda bem que assim e’ porque, perante o pesadelo de ele poder ter sido vitima das “medidas de caracter profilatico” (ou "pornografico"?) para as “classes mais baixas” que resultam em casos como este… prefiro milhoes de vezes ve-lo dancar pela primeira vez na vida, descontraida e alegremente, sem kijila, com jovens raparigas de todas as racas e culturas e… ainda por cima… kizomba e sei la’ mais o que!!!



A unica coisa que talvez lamente e’ que, por um lado, no geral se tenda a tomar uma pagina no Facebook e as fotos nele postadas como um “retrato fiel e integral” do que as pessoas verdadeiramente sao e do que e’ o seu lifestyle e, por outro lado, que o meu filho, no seu ‘afa’ de “socializacao ‘a mwangole’” e de se tentar tornar “popular” junto da sua geracao, tenha “priorizado” alguns dos seus “interesses mais apelativos e mediaticos” em detrimento de outros que sao seguramente mais reveladores da sua forma de ser e estar na vida, e.g.: os livros que le/leu, o facto de ele ouvir, tocar e ter mais discos de musica classica do que todas as pessoas que conheco, excepto uma (o Rainer), ou o facto de desde a infancia ele ter ido (comigo) a mais concertos de jazz e de conhecer melhor a musica dos Beatles, Pink Floyd, Oasis ou REM do que a media dos jovens da sua idade, ou ainda o facto de ha’ muitos anos ele circular pela cidade mais de bicicleta do que por qualquer outro meio de transporte…



Enfim, questoes de “gestao de imagem” que, manifestamente, nao constituem a sua preocupacao central no putting together da sua pagina no Facebook… o que nao lamento de todo, quanto mais nao seja porque o que a descoberta dessa sua “imagem” no facebook me revelou foi algo de perfeitamente natural, por que regra geral os jovens passam de uma maneira ou de outra em algum momento das suas vidas: no processo de afirmacao de e por si proprios, ou seja, da sua propria identidade e personalidade, tenderem a “renegar” aquilo que sabem que os seus pais (neste caso a sua mae) mais gostariam de ver neles, ou de ve-los expressar e valorizar…



... Ou talvez seja a revelacao de algo mais natural ainda: o fading do lado “introvertido” herdado da sua mae e a emergencia do lado “extrovertido” que era a 'trademark' do seu pai, particularmente quando tinha a idade que ele tem agora…



In any case… gostei de “descobrir”!



Ah!... Mas, sobretudo, gostei de ver o video do Tupac que ele dedicou "to all mothers out there" - que me transportou ao nosso "rough encounter" nos meus primeiros anos londrinos que acabou com ele a ensinar-me a pronunciar correctamente hiphop... Appreciated!





Havera’ muitas certamente, mas para quem, como eu, apenas la’ entrou ha’ pouco mais de um mes, elas constituem ainda todo um mundo por descobrir. Mas, da infinitesima parte do que ate’ agora la’ pude descobrir, nao posso deixar de assinalar aqui um verdadeiro “acontecimento” para mim: ficar a saber que o meu filho tem uma pagina no Facebook (descobrio-o este fim de semana) e… ve-lo pela primeira vez… dancar!



E’ verdade: nunca tinha visto o meu filho dancar… ate’ ontem no Facebook. E para mim, para todos os efeitos e propositos, ate’ ontem ele “nao sabia dancar”, porque assim me indicaram todas as tentativas que fiz de com ele dar uns passos de danca, tendo a ultima sido na festa de passagem de ano de que aqui postei duas fotos…



Mas, eis que ontem descubro atraves do Facebook que… nao so’ ele danca, como… danca kizomba e… sei la’ mais o que!...



Uma verdadeira DESCOBERTA para mim! E nao tenho duvidas de que para ele proprio tambem, uma vez que teve que ir a aulas desses generos de musica/danca para finalmente se “soltar” e “dar uma de mwangole”!...



Nao tenho nada contra, antes pelo contrario, ate’ acho saudavel, mesmo porque conheco o meu filho suficientemente bem para saber que essa e’ apenas, tal como o que ate’ agora pude descobrir no Facebook, uma infinitesima parte da sua vida, interesses e inclinacoes pessoais – e’ tal e qual como a infinitesima proporcao de kuduro que nas ultimas semanas se conseguiu infiltrar na BBC Radio 3: nao mudou a sua feicao nem o seu caracter. Pelo contrario, apenas os enriqueceu!



So’ que… no seu entusiasmo pela “socializacao ‘a mwangole’”, ele esta’ completamente unaware (... tal como eu estava ate’ muito recentemente...) da existencia de uns certos “patrulheiros” do Facebook, que nunca o conheceram de parte nenhuma, mas que nao se coibem de ir debitar "bocas" destas, destas e destas nos ‘novos jornais’ da banda…



E ainda bem que assim e’ porque, perante o pesadelo de ele poder ter sido vitima das “medidas de caracter profilatico” (ou "pornografico"?) para as “classes mais baixas” que resultam em casos como este… prefiro milhoes de vezes ve-lo dancar pela primeira vez na vida, descontraida e alegremente, sem kijila, com jovens raparigas de todas as racas e culturas e… ainda por cima… kizomba e sei la’ mais o que!!!



A unica coisa que talvez lamente e’ que, por um lado, no geral se tenda a tomar uma pagina no Facebook e as fotos nele postadas como um “retrato fiel e integral” do que as pessoas verdadeiramente sao e do que e’ o seu lifestyle e, por outro lado, que o meu filho, no seu ‘afa’ de “socializacao ‘a mwangole’” e de se tentar tornar “popular” junto da sua geracao, tenha “priorizado” alguns dos seus “interesses mais apelativos e mediaticos” em detrimento de outros que sao seguramente mais reveladores da sua forma de ser e estar na vida, e.g.: os livros que le/leu, o facto de ele ouvir, tocar e ter mais discos de musica classica do que todas as pessoas que conheco, excepto uma (o Rainer), ou o facto de desde a infancia ele ter ido (comigo) a mais concertos de jazz e de conhecer melhor a musica dos Beatles, Pink Floyd, Oasis ou REM do que a media dos jovens da sua idade, ou ainda o facto de ha’ muitos anos ele circular pela cidade mais de bicicleta do que por qualquer outro meio de transporte…



Enfim, questoes de “gestao de imagem” que, manifestamente, nao constituem a sua preocupacao central no putting together da sua pagina no Facebook… o que nao lamento de todo, quanto mais nao seja porque o que a descoberta dessa sua “imagem” no facebook me revelou foi algo de perfeitamente natural, por que regra geral os jovens passam de uma maneira ou de outra em algum momento das suas vidas: no processo de afirmacao de e por si proprios, ou seja, da sua propria identidade e personalidade, tenderem a “renegar” aquilo que sabem que os seus pais (neste caso a sua mae) mais gostariam de ver neles, ou de ve-los expressar e valorizar…



... Ou talvez seja a revelacao de algo mais natural ainda: o fading do lado “introvertido” herdado da sua mae e a emergencia do lado “extrovertido” que era a 'trademark' do seu pai, particularmente quando tinha a idade que ele tem agora…



In any case… gostei de “descobrir”!



Ah!... Mas, sobretudo, gostei de ver o video do Tupac que ele dedicou "to all mothers out there" - que me transportou ao nosso "rough encounter" nos meus primeiros anos londrinos que acabou com ele a ensinar-me a pronunciar correctamente hiphop... Appreciated!

Thursday, 8 December 2011

Curioso...



... Quando escrevi isto, estava longe de saber isto que, por mero acaso, descobri ontem:




Celebrar mais um aniversario é sempre motivo de grande satisfação para qualquer ser humano. Mas quando este momento acontece a 37 mil pés a bordo de uma aeronave do tipo Boeing 777-300 matriculada como tango-eco-hotel, conhecida como welwitschia, a satisfação é ainda maior. Aconteceu no dia 20 de Outubro na rota São-Paulo-Luanda, quando membros da tripulação surpreenderam a passageira Carolina Cerqueira, ministra da Comunicação Social, com um bolo de aniversário e convidaram-na a apagar as velas. Estava tudo preparado pela equipa de serviço de bordo, composta pela supervisora Carolina Prata e o comissário Gentil Silveira. A surpresa não ficou por aí. O comandante Araújo Vasconcelos e o piloto Tukayana Fernandes fizeram as honras da casa e convidaram a aniversariante a visitar o cockpit do avião e explicaram com a competência requerida todos os pormenores técnicos que contribuem para uma ligação tranquila entre S. Paulo e Luanda. Emocionada, a ministra da Comunicação social agradeceu o gesto e na sua forma coloquial afirmou: “A TAAG está a mudar”. Vários passageiros associaram-se à iniciativa e cantaram parabéns a mulher a quem foi confiada a missão de colocar a comunicação social ao serviço da cidadania. Gente não quis ficar de fora e junta a sua voz para desejar à aniversariante longa vida e sucessos na sua nobre missão.

[aqui]

...




O que me fez revisitar os meus "arquivos da memoria", onde desencantei este postal desta outra Ministra...




... Quando escrevi
isto, estava longe de saber isto que, por mero acaso, descobri ontem:




Celebrar mais um aniversario é sempre motivo de grande satisfação para qualquer ser humano. Mas quando este momento acontece a 37 mil pés a bordo de uma aeronave do tipo Boeing 777-300 matriculada como tango-eco-hotel, conhecida como welwitschia, a satisfação é ainda maior. Aconteceu no dia 20 de Outubro na rota São-Paulo-Luanda, quando membros da tripulação surpreenderam a passageira Carolina Cerqueira, ministra da Comunicação Social, com um bolo de aniversário e convidaram-na a apagar as velas. Estava tudo preparado pela equipa de serviço de bordo, composta pela supervisora Carolina Prata e o comissário Gentil Silveira. A surpresa não ficou por aí. O comandante Araújo Vasconcelos e o piloto Tukayana Fernandes fizeram as honras da casa e convidaram a aniversariante a visitar o cockpit do avião e explicaram com a competência requerida todos os pormenores técnicos que contribuem para uma ligação tranquila entre S. Paulo e Luanda. Emocionada, a ministra da Comunicação social agradeceu o gesto e na sua forma coloquial afirmou: “A TAAG está a mudar”. Vários passageiros associaram-se à iniciativa e cantaram parabéns a mulher a quem foi confiada a missão de colocar a comunicação social ao serviço da cidadania. Gente não quis ficar de fora e junta a sua voz para desejar à aniversariante longa vida e sucessos na sua nobre missão.

[aqui]

...




O que me fez revisitar os meus "arquivos da memoria", onde desencantei este postal desta outra Ministra...


Wednesday, 16 November 2011

Ana Paula Santana: O Percurso de "Uma Predadora"... (actualizado)



... Ou "Um Caso Mal Estudado"...

[imagem daqui - passando por aqui; Foto: BB]


Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

[imagem daqui]

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... Ou "Um Caso Mal Estudado"...

[imagem daqui - passando por aqui; Foto: BB]


Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

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O Poder da Associação // The Power of Association




[Ou, "Amizade e Familia Para Que Vos Quero?"...]


O Poder da Associação é muito real: Quanto menos associar-se com algumas pessoas, mais a sua vida vai melhorar. Toda vez que você tolerar a mediocridade em outros, aumentará a sua mediocridade. Um atributo importante para as pessoas bem sucedidas é a sua impaciência com o pensamento negativo e pessoas agindo negativamente. À medida que você crescer, suas associações irão mudar. Alguns de seus amigos não querem que você melhore. Eles querem que você permaneça onde eles estão. Amigos que não o ajudam a subir vão ajuda-lo a descer. Seus amigos ou vão focar sua visão ou sufocar seu sonho. Aqueles que não aumentam nada a você, acabarão por diminuí-lo.

Considere isto: Nunca receba conselhos de pessoas improdutivas. Nunca discuta seus problemas com alguém incapaz de contribuir para a solução, porque aqueles que nunca tiveram sucesso são sempre os primeiros a dizer-lhe como fazer. Nem todo mundo tem o direito de falar da sua vida. Você tem certeza que obterá a pior barganha quando você trocar ideias com a pessoa errada. Não siga ninguém que não vá a lugar nenhum. Com algumas pessoas você vai passar uma noite: com outras pessoas você vai investir. Tenha cuidado onde você pára para perguntar por direcções ao longo da estrada da vida. Sábia é a pessoa que fortalece a sua vida com as amizades certas. Se você correr com lobos, você vai aprender a uivar, mas se você associar com as águias, você vai aprender a voar a grandes alturas.

"Um espelho reflecte a face de um homem, mas o que ele é realmente é evidenciado pelo tipo de amigos que ele escolhe. O simples facto, mas verdadeiro da vida é que você se torna como aqueles com quem você se associa intimamente - para o bem e para o mal. Nota: não se confundam. Isto é aplicável a família, bem como amigos".
-Colin Powell.




The Power of Association is too real: The less you associate with some people, the more your life will improve. Any time you tolerate mediocrity in others, it increases your mediocrity. An important attribute in successful people is their impatience with negative thinking and negative acting people. As you grow, your associates will change. Some of your friends will not want you to go on. They will want you to stay where they are. Friends that don't help you climb will want you to crawl. Your friends will stretch your vision or choke your dream. Those that don't increase you will eventually decrease you.

Consider this: Never receive counsel from unproductive people. Never discuss your problems with someone incapable of contributing to the solution, because those who never succeed themselves are always first to tell you how. Not everyone has a right to speak into your life. You are certain to get the worst of the bargain when you exchange ideas with the wrong person. Don't follow anyone who is not going anywhere. With some people you spend an evening: with others you invest it. Be careful where you stop to inquire for directions along the road of life. Wise is the person who fortifies his life with the right friendships. If you run with wolves, you will learn how to howl, but if you associate with eagles, you will learn how to soar to great heights.

"A mirror reflects a man's face, but what he is really like is shown by the kind of friends he chooses. The simple but true fact of life is that you become like those with whom you closely associate - for the good and the bad. Note: Be not mistaken. This is applicable to family as well as friends".
-Colin Powell.



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Considere isto: Nunca receba conselhos de pessoas improdutivas. Nunca discuta seus problemas com alguém incapaz de contribuir para a solução, porque aqueles que nunca tiveram sucesso são sempre os primeiros a dizer-lhe como fazer. Nem todo mundo tem o direito de falar da sua vida. Você tem certeza que obterá a pior barganha quando você trocar ideias com a pessoa errada. Não siga ninguém que não vá a lugar nenhum. Com algumas pessoas você vai passar uma noite: com outras pessoas você vai investir. Tenha cuidado onde você pára para perguntar por direcções ao longo da estrada da vida. Sábia é a pessoa que fortalece a sua vida com as amizades certas. Se você correr com lobos, você vai aprender a uivar, mas se você associar com as águias, você vai aprender a voar a grandes alturas.

"Um espelho reflecte a face de um homem, mas o que ele é realmente é evidenciado pelo tipo de amigos que ele escolhe. O simples facto, mas verdadeiro da vida é que você se torna como aqueles com quem você se associa intimamente - para o bem e para o mal. Nota: não se confundam. Isto é aplicável a família, bem como amigos".
-Colin Powell.




The Power of Association is too real: The less you associate with some people, the more your life will improve. Any time you tolerate mediocrity in others, it increases your mediocrity. An important attribute in successful people is their impatience with negative thinking and negative acting people. As you grow, your associates will change. Some of your friends will not want you to go on. They will want you to stay where they are. Friends that don't help you climb will want you to crawl. Your friends will stretch your vision or choke your dream. Those that don't increase you will eventually decrease you.

Consider this: Never receive counsel from unproductive people. Never discuss your problems with someone incapable of contributing to the solution, because those who never succeed themselves are always first to tell you how. Not everyone has a right to speak into your life. You are certain to get the worst of the bargain when you exchange ideas with the wrong person. Don't follow anyone who is not going anywhere. With some people you spend an evening: with others you invest it. Be careful where you stop to inquire for directions along the road of life. Wise is the person who fortifies his life with the right friendships. If you run with wolves, you will learn how to howl, but if you associate with eagles, you will learn how to soar to great heights.

"A mirror reflects a man's face, but what he is really like is shown by the kind of friends he chooses. The simple but true fact of life is that you become like those with whom you closely associate - for the good and the bad. Note: Be not mistaken. This is applicable to family as well as friends".
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Saturday, 10 September 2011

PERSONAGENS (IV) - R*




(...)
Nós mesmos
Os contratados
A queimar vida nos cafezais
Os homens negros ignorantes
Que devem respeitar o branco
E temer o rico

Somos os teus filhos
Dos bairros de pretos
Com fome e com sede
Com vergonha de te chamarmos mãe
(...)



Extracto de “Adeus à Hora da Largada”
Agostinho Neto


O EXECRAVEL PUTO PE'-DESCALÇO

Execravel... um puto? Ideia insuportavel!
Mas sim, era um puto. E sim, era execravel.
Nao um desses surpreendentemente imaginativos, empaticos e geralmente de bom fundo, “meninos de rua”, filhos da inclusiva exclusao pos-dipanda.
Tinha sido um puto pre'-dipanda.
[Pe'-descalço. Recalcado. Complexado.]

Alimentado a acre de kikwanga e aspereza de mfumbwa.
Sem a suavidade do funge e a amenidade da kizaka.
Sem a doçura do mikate e a convivialidade do safu.
Crescera boçal e pobre de espirito.
Sem inocencia. Sem meninice.
Sem a magia encantatoria das estorias de adormecer Bantu.
So' pesadelos: de mulheres negras violadas e monas mundele esquartejados a catanada em roças de cafe'.
Que especie de mulheres e monas podiam ser aqueles, senao insuportaveis?! Sussuravam-lhe os seus kazumbis – os unicos que lhe visitavam os sonhos.
[Pesadelos.]

Sim, cresceu dizendo-se 'so' podiam ser umas insuportaveis putas; seus monas nao mereciam outro destino senao a rejeiçao, o apagamento'.

Definitivamente, nao havia outro remedio senao acabar de vez com "aquela mulataria", como dizia um seu companheiro de infancia traumatizada - esse outro, conterraneo de contratados do sul nas roças de cafe' do norte do pais, que mais tarde, porem quando ainda lhe faltava "a coragem de ser angolano", haveria de tentar exorcisar os seus kazumbis, kalundus, traumas e complexos junto de uma inglesa que lhe lia Shakespeare para adormecer sem musica de fundo, acabando, depois de ela lhe ter passado um falso diploma de "cura" (que, aparentemente, tambem o creditava como economista especialista em crises financeiras internacionais e perito em transparencia nas industrias extractivas, entre outras curiosidades e enfermidades afins, tais como "life-long entitlement to ghost writers"...), por produzir, sob o olhar silencioso de Freud, uma copiosa prole negra para mostrar ao mundo (e sobretudo as negras que ao longo da sua ainda curta, mas aventurosa vida o tinham rejeitado, ou com as quais apenas delirara nos breves intervalos dos seus pesadelos - sendo que pelo menos a uma delas tera' "approached" com uma proposta bem a "capitalist nigger": "olha, os mais velhos estao a nos dizer que devemos namorar com as nossas 'manas' e gastar o nosso dinheiro com elas - assim, at the end of the day, o dinheiro fica dentro da nossa comunidade... e sabes uma coisa? Uma das minhas irmas esta' a guarda de diamantes no valor de milhoes, muitos milhoes mesmo!"... Seguindo-se que a dita "approached", sem um comentario, fechou-lhe a porta na cara, ainda que apenas 'figurativamente', e nunca mais o quis ver!) a sua "imensa masculinidade africana"...

Com tanto negro como eu por ai?! - auto-flagelava-se a cada passo dos seus execravelmente descalços pes na vertiginosa descida aos nauseabundos esgotos da sua triste memoria. Mesmo, e sobretudo, depois de ter deixado a pobre aldeia de Tomasse privada do seu idiota de estimacao, ido para a capital dar mau nome aos Bakongo, sido adoptado como filho da exclusiva inclusao pos-dipanda e calçado os devidos sapatos de ouro do poder de estado da "naçao crioula"; quando passou a transportar os seus pesadelos de execravel puto pe'-descalço, que nunca deixaria de ser, para a pagina impressa - escolhendo ritualmente para o efeito as datas de nascimento dos monas visados.
[Esgoto. Barata. Genocida.]

Impossibilitado de acender fogueiras para os queimar nos putridos esgotos que habitava, ou de os enterrar vivos no seu ja' completamente fundo tugurio, continuou, aí, a esquartejar a tinta vermelha de sangue mulheres negras, especialmente se “nao casadas”, mais seus monas (enquanto, com medo de perder o emprego, idolatrava e lambia os pes calçados de botas dos seus, novos-ex-roceiros de cafe', patroes) mundele.
[Boçal. Lacaio. Subserviente. Verme.]

Convenceu-se de que podia escrever algo como a "Memoria de Minhas Putas Tristes" de Garcia Marquez (cuja mae sabia ler, certamente contar-lhe encantatorias estorias de adormecer e ensinar-lhe a respeitar as mulheres - "putas" que fossem!...) e alcançar a eternidade dos Nobeis.

Nunca conseguiria mais do que alcançar a eternidade dos ratos e baratas de esgoto.
[Execravelmente Pe'-Descalço!]

*(First posted 27/11/09 - repostado a 25/01/10 e hoje, 10/09/11,
a proposito desta materia - que me fez lembrar da estoria dos "100 MIL CONTOS DO ABRIGADA"!!!)


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Sim Senhora Ministra?

Terra Queimada

"A Mesa Redonda"

A Proposito dos Monologos da Vagina







ADENDA

Prémio Maboque de Jornalismo é um embuste?

O Prémio Maboque de jornalismo, criado por essa empresa para agraciar profissionais da Comunicação Social que se destaquem no período de Janeiro a Setembro de cada ano, continua a revelar que o seu propósito é agradecer jornalistas dos órgãos públicos e os pró-regime, pela vassalagem e propaganda que prestaram e/ou têm prestado ao sistema governante.
O vencedor da última edição, Luís Fernando, antigo director do Jornal de Angola e actualmente d’O País, que sempre foi (é) um propagandista ao serviço do sistema político, é bem a prova do que acabámos de afirmar, pois, ao longo dos oito meses, não fez por merecer.
Não é justo que, por três reportagens, duas no exterior do país e uma em Angola, se lhe entregue o prémio de mão beijada, quando há colegas que ao longo desse tempo elaboraram mais e melhores trabalhos, particularmente de órgãos privados, o Semanário Angolense incluído, modéstia à parte. Foi uma injustiça dar o prémio a Luís Fernando, em detrimento de colegas que fizeram trabalhos com mais regularidade, ao longo destes nove meses.
Fonte digna de fé revelou-nos que, à última hora, o prémio foi retirado ao programa Debate Informativo, da Rádio Ecclesia, para ser oferecido a Luís Fernando, por uma ordem «vinda de cima». Portanto, o Prémio Maboque é um embuste, uma charada.
A nossa suspeita é ainda reforçada pelo facto de, ao longo das 19 edições, apenas dois jornalistas, do mesmo órgão privado (Semanário Angolense), conquistaram, meritoriamente, o galardão. Trata-se, nomeadamente, de Severino Carlos e Silva Candembo, que deixaram o corpo de jurados sem hipótese. Essa atribuição também visou dar a imagem de que o Prémio Maboque não está comprometido com o partido no poder.
Aliás, o seu suposto proprietário, Armindo César, foi um destacado dirigente da organização juvenil do MPLA, a JMPLA, membro dessa formação política, não devendo premiar jornalistas de órgãos que criticam o governo e o partido que o suporta.
Ao jornalista António Freitas, então director adjunto do semanário Agora, apesar de reconhecermos a sua capacidade técnica e profissional, só foi entregue o prémio por ter feito uma entrevista a Arkadi Gaidamak, parceiro do Governo na compra de armas durante a guerra, em que também esteve envolvido o francês Pierre Falcone.
A maior parte das edições foi oferecida a trabalhadores da Televisão Pública de Angola, Rádio Nacional de Angola e ao Jornal de Angola e da LAC, criada em 1992, pelo MPLA.
Se, na verdade, o Prémio Maboque de Jornalismo tivesse sido criado para premiar qualquer profissional que o merecesse, sem se olhar para a linha editorial do órgão para o qual trabalha e o facto de criticar as autoridades governamentais, o partido no poder e outros órgãos afins, jor¬nalistas como […] entre muitos outros já o teriam vencido.
Caso esses jornalistas trabalhassem nos órgãos públicos, não haja dúvida de que já teriam ganho o Prémio Maboque. Apraz perguntar, o que João Melo, Maria Luísa Fançony, Luís Fernando e outros propagandistas do regime terão feito mais e melhor do que aqueles escribas, alguns dos quais foram os pioneiros do jornalismo angolano e o revolucionaram. Inspiraram muitos dos jornalistas que surgiram posteriormente. Julgamos, por isso, que o Prémio Maboque devia destinar-se apenas aos jornalistas dos órgãos de comunicação estatais. A discriminação é deveras óbvia e gritante.
Não poderíamos terminar sem nos reportarmos à Angop, agência noticiosa pela qual passaram muitos dos jornalistas que agora exercem noutros órgãos. Uma grande escola, a Angop. Só para citar alguns, são os casos Graça Campos, Aguiar dos Santos, Silva Candembo, Salas Neto, Severino Carlos, Pascoal Mukuna, Cristóvão Neto, Francisco Alexandre, José Caetano, Siona Casimiro, Nhuca Júnior, entre centenas de outros.
Este parêntese sobre a agência serve para protestar contra a exclusão a que os seus jornalistas têm sido submetidos pelo Prémio Maboque. Não concordamos! Em próximas edições, esses profissionais deviam também ter direito a concorrer, pois eles são tão jornalistas quanto os outros.

Presidente do júri

A presidente do júri, Maria Ramos, que não tem formação jornalística, devia ter a humildade e a honestidade de recusar o convite para ocupar tal cargo, por não estar à altura de avaliar o trabalho dos jornalistas. Aliás, os próprios organizadores do prémio deviam ser mais exigentes neste aspecto. Maria Ramos desconhece o que é um lead, uma reportagem, uma crónica, um editorial e outros géneros jornalísticos.
Ela está lá como mera figura decorativa, pois o presidente do júri de qualquer concurso deve dar uma opinião abalizada sobre as matérias que concorrem, sob pena de fazer papel ridículo por não entender patavina. Aconselhamos, por isso, a Maboque a que futuramente a constitua um corpo de jurado só de jornalistas.
Apesar de que, de uma forma geral, os jornalistas têm uma sólida cultura geral, não seria produtivo, por exemplo, que integrassem um júri para um prémio de direito, economia, finanças, construção civil e outras respeitáveis profissões. Infelizmente, muita gente acha que se pode imiscuir nos domínios do jornalismo, banalizando-o.
Portanto, cada macaco no seu galho! ■
PM
[in Semanario Angolense, Luanda, edicao #434 de 17/09/11]




(...)
Nós mesmos
Os contratados
A queimar vida nos cafezais
Os homens negros ignorantes
Que devem respeitar o branco
E temer o rico

Somos os teus filhos
Dos bairros de pretos
Com fome e com sede
Com vergonha de te chamarmos mãe
(...)



Extracto de “Adeus à Hora da Largada”
Agostinho Neto


O EXECRAVEL PUTO PE'-DESCALÇO

Execravel... um puto? Ideia insuportavel!
Mas sim, era um puto. E sim, era execravel.
Nao um desses surpreendentemente imaginativos, empaticos e geralmente de bom fundo, “meninos de rua”, filhos da inclusiva exclusao pos-dipanda.
Tinha sido um puto pre'-dipanda.
[Pe'-descalço. Recalcado. Complexado.]

Alimentado a acre de kikwanga e aspereza de mfumbwa.
Sem a suavidade do funge e a amenidade da kizaka.
Sem a doçura do mikate e a convivialidade do safu.
Crescera boçal e pobre de espirito.
Sem inocencia. Sem meninice.
Sem a magia encantatoria das estorias de adormecer Bantu.
So' pesadelos: de mulheres negras violadas e monas mundele esquartejados a catanada em roças de cafe'.
Que especie de mulheres e monas podiam ser aqueles, senao insuportaveis?! Sussuravam-lhe os seus kazumbis – os unicos que lhe visitavam os sonhos.
[Pesadelos.]

Sim, cresceu dizendo-se 'so' podiam ser umas insuportaveis putas; seus monas nao mereciam outro destino senao a rejeiçao, o apagamento'.

Definitivamente, nao havia outro remedio senao acabar de vez com "aquela mulataria", como dizia um seu companheiro de infancia traumatizada - esse outro, conterraneo de contratados do sul nas roças de cafe' do norte do pais, que mais tarde, porem quando ainda lhe faltava "a coragem de ser angolano", haveria de tentar exorcisar os seus kazumbis, kalundus, traumas e complexos junto de uma inglesa que lhe lia Shakespeare para adormecer sem musica de fundo, acabando, depois de ela lhe ter passado um falso diploma de "cura" (que, aparentemente, tambem o creditava como economista especialista em crises financeiras internacionais e perito em transparencia nas industrias extractivas, entre outras curiosidades e enfermidades afins, tais como "life-long entitlement to ghost writers"...), por produzir, sob o olhar silencioso de Freud, uma copiosa prole negra para mostrar ao mundo (e sobretudo as negras que ao longo da sua ainda curta, mas aventurosa vida o tinham rejeitado, ou com as quais apenas delirara nos breves intervalos dos seus pesadelos - sendo que pelo menos a uma delas tera' "approached" com uma proposta bem a "capitalist nigger": "olha, os mais velhos estao a nos dizer que devemos namorar com as nossas 'manas' e gastar o nosso dinheiro com elas - assim, at the end of the day, o dinheiro fica dentro da nossa comunidade... e sabes uma coisa? Uma das minhas irmas esta' a guarda de diamantes no valor de milhoes, muitos milhoes mesmo!"... Seguindo-se que a dita "approached", sem um comentario, fechou-lhe a porta na cara, ainda que apenas 'figurativamente', e nunca mais o quis ver!) a sua "imensa masculinidade africana"...

Com tanto negro como eu por ai?! - auto-flagelava-se a cada passo dos seus execravelmente descalços pes na vertiginosa descida aos nauseabundos esgotos da sua triste memoria. Mesmo, e sobretudo, depois de ter deixado a pobre aldeia de Tomasse privada do seu idiota de estimacao, ido para a capital dar mau nome aos Bakongo, sido adoptado como filho da exclusiva inclusao pos-dipanda e calçado os devidos sapatos de ouro do poder de estado da "naçao crioula"; quando passou a transportar os seus pesadelos de execravel puto pe'-descalço, que nunca deixaria de ser, para a pagina impressa - escolhendo ritualmente para o efeito as datas de nascimento dos monas visados.
[Esgoto. Barata. Genocida.]

Impossibilitado de acender fogueiras para os queimar nos putridos esgotos que habitava, ou de os enterrar vivos no seu ja' completamente fundo tugurio, continuou, aí, a esquartejar a tinta vermelha de sangue mulheres negras, especialmente se “nao casadas”, mais seus monas (enquanto, com medo de perder o emprego, idolatrava e lambia os pes calçados de botas dos seus, novos-ex-roceiros de cafe', patroes) mundele.
[Boçal. Lacaio. Subserviente. Verme.]

Convenceu-se de que podia escrever algo como a "Memoria de Minhas Putas Tristes" de Garcia Marquez (cuja mae sabia ler, certamente contar-lhe encantatorias estorias de adormecer e ensinar-lhe a respeitar as mulheres - "putas" que fossem!...) e alcançar a eternidade dos Nobeis.

Nunca conseguiria mais do que alcançar a eternidade dos ratos e baratas de esgoto.
[Execravelmente Pe'-Descalço!]

*(First posted 27/11/09 - repostado a 25/01/10 e hoje, 10/09/11,
a proposito desta materia - que me fez lembrar da estoria dos "100 MIL CONTOS DO ABRIGADA"!!!)


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Terra Queimada

"A Mesa Redonda"

A Proposito dos Monologos da Vagina







ADENDA

Prémio Maboque de Jornalismo é um embuste?

O Prémio Maboque de jornalismo, criado por essa empresa para agraciar profissionais da Comunicação Social que se destaquem no período de Janeiro a Setembro de cada ano, continua a revelar que o seu propósito é agradecer jornalistas dos órgãos públicos e os pró-regime, pela vassalagem e propaganda que prestaram e/ou têm prestado ao sistema governante.
O vencedor da última edição, Luís Fernando, antigo director do Jornal de Angola e actualmente d’O País, que sempre foi (é) um propagandista ao serviço do sistema político, é bem a prova do que acabámos de afirmar, pois, ao longo dos oito meses, não fez por merecer.
Não é justo que, por três reportagens, duas no exterior do país e uma em Angola, se lhe entregue o prémio de mão beijada, quando há colegas que ao longo desse tempo elaboraram mais e melhores trabalhos, particularmente de órgãos privados, o Semanário Angolense incluído, modéstia à parte. Foi uma injustiça dar o prémio a Luís Fernando, em detrimento de colegas que fizeram trabalhos com mais regularidade, ao longo destes nove meses.
Fonte digna de fé revelou-nos que, à última hora, o prémio foi retirado ao programa Debate Informativo, da Rádio Ecclesia, para ser oferecido a Luís Fernando, por uma ordem «vinda de cima». Portanto, o Prémio Maboque é um embuste, uma charada.
A nossa suspeita é ainda reforçada pelo facto de, ao longo das 19 edições, apenas dois jornalistas, do mesmo órgão privado (Semanário Angolense), conquistaram, meritoriamente, o galardão. Trata-se, nomeadamente, de Severino Carlos e Silva Candembo, que deixaram o corpo de jurados sem hipótese. Essa atribuição também visou dar a imagem de que o Prémio Maboque não está comprometido com o partido no poder.
Aliás, o seu suposto proprietário, Armindo César, foi um destacado dirigente da organização juvenil do MPLA, a JMPLA, membro dessa formação política, não devendo premiar jornalistas de órgãos que criticam o governo e o partido que o suporta.
Ao jornalista António Freitas, então director adjunto do semanário Agora, apesar de reconhecermos a sua capacidade técnica e profissional, só foi entregue o prémio por ter feito uma entrevista a Arkadi Gaidamak, parceiro do Governo na compra de armas durante a guerra, em que também esteve envolvido o francês Pierre Falcone.
A maior parte das edições foi oferecida a trabalhadores da Televisão Pública de Angola, Rádio Nacional de Angola e ao Jornal de Angola e da LAC, criada em 1992, pelo MPLA.
Se, na verdade, o Prémio Maboque de Jornalismo tivesse sido criado para premiar qualquer profissional que o merecesse, sem se olhar para a linha editorial do órgão para o qual trabalha e o facto de criticar as autoridades governamentais, o partido no poder e outros órgãos afins, jor¬nalistas como […] entre muitos outros já o teriam vencido.
Caso esses jornalistas trabalhassem nos órgãos públicos, não haja dúvida de que já teriam ganho o Prémio Maboque. Apraz perguntar, o que João Melo, Maria Luísa Fançony, Luís Fernando e outros propagandistas do regime terão feito mais e melhor do que aqueles escribas, alguns dos quais foram os pioneiros do jornalismo angolano e o revolucionaram. Inspiraram muitos dos jornalistas que surgiram posteriormente. Julgamos, por isso, que o Prémio Maboque devia destinar-se apenas aos jornalistas dos órgãos de comunicação estatais. A discriminação é deveras óbvia e gritante.
Não poderíamos terminar sem nos reportarmos à Angop, agência noticiosa pela qual passaram muitos dos jornalistas que agora exercem noutros órgãos. Uma grande escola, a Angop. Só para citar alguns, são os casos Graça Campos, Aguiar dos Santos, Silva Candembo, Salas Neto, Severino Carlos, Pascoal Mukuna, Cristóvão Neto, Francisco Alexandre, José Caetano, Siona Casimiro, Nhuca Júnior, entre centenas de outros.
Este parêntese sobre a agência serve para protestar contra a exclusão a que os seus jornalistas têm sido submetidos pelo Prémio Maboque. Não concordamos! Em próximas edições, esses profissionais deviam também ter direito a concorrer, pois eles são tão jornalistas quanto os outros.

Presidente do júri

A presidente do júri, Maria Ramos, que não tem formação jornalística, devia ter a humildade e a honestidade de recusar o convite para ocupar tal cargo, por não estar à altura de avaliar o trabalho dos jornalistas. Aliás, os próprios organizadores do prémio deviam ser mais exigentes neste aspecto. Maria Ramos desconhece o que é um lead, uma reportagem, uma crónica, um editorial e outros géneros jornalísticos.
Ela está lá como mera figura decorativa, pois o presidente do júri de qualquer concurso deve dar uma opinião abalizada sobre as matérias que concorrem, sob pena de fazer papel ridículo por não entender patavina. Aconselhamos, por isso, a Maboque a que futuramente a constitua um corpo de jurado só de jornalistas.
Apesar de que, de uma forma geral, os jornalistas têm uma sólida cultura geral, não seria produtivo, por exemplo, que integrassem um júri para um prémio de direito, economia, finanças, construção civil e outras respeitáveis profissões. Infelizmente, muita gente acha que se pode imiscuir nos domínios do jornalismo, banalizando-o.
Portanto, cada macaco no seu galho! ■
PM
[in Semanario Angolense, Luanda, edicao #434 de 17/09/11]

Tuesday, 16 August 2011

A MINHA SECRETARIA [R*]



Ou, mais politicamente-correcto falando, a minha Personal Assistant (PA)…

E’ verdade, ja’ tive uma na vida… Mas, estruturalmente avessa que sou a “mordomias”, excepto aquelas que posso conceder a mim propria, pouco ou nenhum uso fiz dela – claro que sem ter consciencia do “real world” em que me movia: tratava-se de uma organizacao em que, como em muitas outras, as secretarias chegam a ter mais poder que os seus chefes, embora, paradoxalmente, tal poder lhes seja atribuido na exacta proporcao do poder desses mesmos chefes (aparentemente, para reflectir essa realidade, em Angola algumas passaram a ser designadas “Secretarias Executivas”) …

Mais especificamente, naquela organizacao, como em muitas outras, o poder do chefe e, consequentemente, o da sua PA, era aferido pelo numero de viagens ao exterior que faziam (geralmente para ‘workshops’ regionais cuja qualidade e eficiencia ninguem se preocupava em avaliar…) e, com elas, a quantidade de dolares que amealhavam em “ajudas de custo” enquanto permaneciam em hoteis e pensoes de quinta categoria “para poupar” – o que era conhecido no lingo interno da organizacao como “estrategias de aliviamento da pobreza”…

Acontece, porem, que esta chefe tinha um trabalho que envolvia primordialmente a pesquisa academica e que nao propiciava muitas viagens... Resultado: embora geralmente encontrasse trabalho como parte de um pool de PAs “menos ocupadas” que era usado por outros chefes, a coitada da minha PA via-se a bracos para justificar o seu emprego, particularmente quando chegava a altura dos “annual staff appraisals” em que eu me via a bracos para encontrar o que dizer sobre ela, excepto que era “uma adoravel e talentosa jovem, muito dedicada ao trabalho e que devia a todo o custo ser mantida pela organizacao”…

Bom, mas por “menor” que fosse o seu poder em relacao a mim e as outras (mais afortunadas) PAs, a minha PA tinha um poder pessoal que eu nao tinha e nao acredito que alguma vez venha a ter na minha vida... Tomei dele consciencia quando, numa rara ocasiao em que realmente precisava da assistencia dela para a organizacao de um 'workshop', ela me respondeu que nao iria estar disponivel num determinado dia porque esse era “o dia da vida dela”!

Nao, nao se tratava de pedido de noivado, ou casamento: era apenas o dia em que os “oficiais da terra” (land board) do seu pais lhe iriam entregar o seu plot de terra – algo que todos os cidadaos do Botswana teem como um direito inalienavel, mesmo que apenas la’ possam construir um “casebre” (que ninguem lhes vai demolir…) ou que depois o decidam alienar a outros nacionais ou estrangeiros – sendo que, neste caso, terao que submeter o seu proposito a um complicado e desencorajador processo burocratico em que, invariavelmente, acabam por prevalecer os principios inspiradores da lei de terras do pais, a qual garante que pelo menos 75% da terra pertence ao povo!

Confesso que, nesse dia, senti inveja da minha PA – uma inveja que nem sequer o seu “bruto carro” pessoal (muito melhor, ou pelo menos mais “vislumbrante” que o meu carro de servico – o unico de que eu dispunha) me havia alguma vez provocado... E’ que, nao so’ estava, por aqueles dias tal como hoje, a minha nacionalidade sendo questionada pelos “oficiais da minha terra”, como aquele era um direito que os nacionais do meu pais nao tinham como adquirido!

Mas nao me deu para transformar aquela inveja em nenhum acto de odio, ou qualquer outro sentimento negativo, contra a Mphwo – era assim que ela se chamava (ou chama, pois nao creio que tenha ainda morrido, salvo seja!) e era (e') de origem Khoisan – desejei apenas que toda a seguranca, felicidade e bem-estar de que ela usufruia pudessem ser partilhados por todos os cidadaos em todos os paises deste mundo. Por isso (tambem) o muito que devo ao Botswana, mesmo continuando sendo uma “sem terra”…


*[Postado inicialmente a 26/03/10 /// Repostado a proposito desta materia]




Ou, mais politicamente-correcto falando, a minha Personal Assistant (PA)…

E’ verdade, ja’ tive uma na vida… Mas, estruturalmente avessa que sou a “mordomias”, excepto aquelas que posso conceder a mim propria, pouco ou nenhum uso fiz dela – claro que sem ter consciencia do “real world” em que me movia: tratava-se de uma organizacao em que, como em muitas outras, as secretarias chegam a ter mais poder que os seus chefes, embora, paradoxalmente, tal poder lhes seja atribuido na exacta proporcao do poder desses mesmos chefes (aparentemente, para reflectir essa realidade, em Angola algumas passaram a ser designadas “Secretarias Executivas”) …

Mais especificamente, naquela organizacao, como em muitas outras, o poder do chefe e, consequentemente, o da sua PA, era aferido pelo numero de viagens ao exterior que faziam (geralmente para ‘workshops’ regionais cuja qualidade e eficiencia ninguem se preocupava em avaliar…) e, com elas, a quantidade de dolares que amealhavam em “ajudas de custo” enquanto permaneciam em hoteis e pensoes de quinta categoria “para poupar” – o que era conhecido no lingo interno da organizacao como “estrategias de aliviamento da pobreza”…

Acontece, porem, que esta chefe tinha um trabalho que envolvia primordialmente a pesquisa academica e que nao propiciava muitas viagens... Resultado: embora geralmente encontrasse trabalho como parte de um pool de PAs “menos ocupadas” que era usado por outros chefes, a coitada da minha PA via-se a bracos para justificar o seu emprego, particularmente quando chegava a altura dos “annual staff appraisals” em que eu me via a bracos para encontrar o que dizer sobre ela, excepto que era “uma adoravel e talentosa jovem, muito dedicada ao trabalho e que devia a todo o custo ser mantida pela organizacao”…

Bom, mas por “menor” que fosse o seu poder em relacao a mim e as outras (mais afortunadas) PAs, a minha PA tinha um poder pessoal que eu nao tinha e nao acredito que alguma vez venha a ter na minha vida... Tomei dele consciencia quando, numa rara ocasiao em que realmente precisava da assistencia dela para a organizacao de um 'workshop', ela me respondeu que nao iria estar disponivel num determinado dia porque esse era “o dia da vida dela”!

Nao, nao se tratava de pedido de noivado, ou casamento: era apenas o dia em que os “oficiais da terra” (land board) do seu pais lhe iriam entregar o seu plot de terra – algo que todos os cidadaos do Botswana teem como um direito inalienavel, mesmo que apenas la’ possam construir um “casebre” (que ninguem lhes vai demolir…) ou que depois o decidam alienar a outros nacionais ou estrangeiros – sendo que, neste caso, terao que submeter o seu proposito a um complicado e desencorajador processo burocratico em que, invariavelmente, acabam por prevalecer os principios inspiradores da lei de terras do pais, a qual garante que pelo menos 75% da terra pertence ao povo!

Confesso que, nesse dia, senti inveja da minha PA – uma inveja que nem sequer o seu “bruto carro” pessoal (muito melhor, ou pelo menos mais “vislumbrante” que o meu carro de servico – o unico de que eu dispunha) me havia alguma vez provocado... E’ que, nao so’ estava, por aqueles dias tal como hoje, a minha nacionalidade sendo questionada pelos “oficiais da minha terra”, como aquele era um direito que os nacionais do meu pais nao tinham como adquirido!

Mas nao me deu para transformar aquela inveja em nenhum acto de odio, ou qualquer outro sentimento negativo, contra a Mphwo – era assim que ela se chamava (ou chama, pois nao creio que tenha ainda morrido, salvo seja!) e era (e') de origem Khoisan – desejei apenas que toda a seguranca, felicidade e bem-estar de que ela usufruia pudessem ser partilhados por todos os cidadaos em todos os paises deste mundo. Por isso (tambem) o muito que devo ao Botswana, mesmo continuando sendo uma “sem terra”…


*[Postado inicialmente a 26/03/10 /// Repostado a proposito
desta materia]


Friday, 1 July 2011

Memoria de Uma Tarde de Verao





E’ verao no hemisferio Norte quando o cacimbo aperta no Sul. E’ verao, e por aqui (no Norte) sucedem-se as feiras da epoca: feiras de rua, de bairro, de cidade, de regiao, onde se (re)descobrem prazeres e sonhos de infancia, de adolescencia, de juventude, de vida. E’ verao em Londres (embora, para nao variar, com muita chuva e mau tempo, e este ano ate' com trovoadas, raios e coriscos pelo meio…) e e’ tempo de feiras locais.

Tantas feiras acabaram por me transportar de volta ‘a “minha decada maldita”: a de 80. Era talvez 84 e eu estava a passar umas ferias em Paris – a segunda vez que visitava a “cidade luz”. Fi-lo com o tipo de “reverencia” que parece apenas servir para nos demonstrar o quanto aquela cidade so’ pode ser completamente “enjoyable” para quem tenha (muito) dinheiro!... Enfim, Paris: uma cidade na verdade (muito) pouco “enjoyable”, “fraternal”, “igualitaria” ou “irma”, et pourtant, na realidade (muito) pouco “romantica”, apesar de toda a propaganda em contrario…



Mas houve uma tarde durante aquelas ferias, em que eu e uma mulher angolana decidimos encontrar-nos para irmos em busca de um pouco do tal “romantismo” que todos temos como a “marca registada” daquela cidade, numa feira de verao nos seus arredores. Foi uma inesperada longa viagem de trem para uma feira muito propagandeada atraves de posters na cidade central, mas que… acabou por se revelar a total flop! Uma completa perda de tempo: nao encontramos la’ nada que pudesse justificar o entusiasmo que ali nos levara e muito menos o nosso (pouco) dinheiro que inutilmente gastaramos para la’ ir! E, ainda por cima, chovia quando la' chegamos!...

Voltamos entao ao centro da cidade, com toda a expectativa que la’ nos levara transformada em frustracao. Mas nao sem antes termos passado por uma estacao de metro em que encontramos um stand de venda de flores aparentemente abandonado… Sem sequer trocarmos muitas palavras, decidimos (inocentemente!), para nos ressarcirmos do desencanto da jornada, levar de la’ um ramo de flores. Mas…. eis que o stand nao estava nada abandonado (o seu dono, ou empregado, estava apenas a alguma distancia) e, de repente, enquanto nos deliciavamos com a frescura, o cheiro e a beleza das flores, vimo-nos perseguidas por ele, ameacando-nos de chamar a policia!... Ja’ nao me lembro bem se acabamos por pagar pelo ramo de flores e levamo-lo, ou se por o devolver pura e simplesmente…



Mas, por entre entusiasmos, frustracoes, aventuras, irreverencias e perseguicoes, foi uma divertida e memoravel jornada – para mim e para uma Mulher a quem nos ultimos tempos me tenho vindo a dirigir como se “nao a conhecesse de parte nenhuma”… muito tempo sem nos vermos – de facto, desde aquele dia – um certo distanciamento das instituicoes e a "separacao das aguas" por que gosto de me pautar em relacao ao poder politico oblige! Mas nao creio que, apesar do tempo, da distancia e das circunstancias, me tenha estado a dirigir a uma pessoa completamente diferente daquela que conheci naquela tarde de verao, na decada de 80, em Paris…

Ja’ entao conhecia as suas irmas, que daqui saudo, e o seu irmao – na altura pos-graduando de Economia naquele pais e agora a bracos com esses sempre tremendos desafios do desenvolvimento em Angola – que, mais tarde, no inicio da decada de 90, durante uma reuniao de membros da sociedade civil e da comunidade Angolana em Portugal, durante a qual tive a oportunidade de apresentar o projecto de actividades em prol da PAZ E DEMOCRACIA no nosso pais pelo grupo de estudantes que representava, ele se demonstrara solidario com a nossa causa, nao tendo no entanto deixado de me advertir dos ‘perigos politicos’ em que incorria … nao me preparou, porem (nada, nem ninguem, o faria!), para as escutas, vigias, perseguicoes e ameacas de morte, que continuam ate’ hoje a determinar o curso da minha vida!

Mas, voltando a Paris, no espirito de “igualdade, irmandade e fraternidade” que nos guiou naquela tarde de verao: Ola’ Carolina!





E’ verao no hemisferio Norte quando o cacimbo aperta no Sul. E’ verao, e por aqui (no Norte) sucedem-se as feiras da epoca: feiras de rua, de bairro, de cidade, de regiao, onde se (re)descobrem prazeres e sonhos de infancia, de adolescencia, de juventude, de vida. E’ verao em Londres (embora, para nao variar, com muita chuva e mau tempo, e este ano ate' com trovoadas, raios e coriscos pelo meio…) e e’ tempo de feiras locais.

Tantas feiras acabaram por me transportar de volta ‘a “minha decada maldita”: a de 80. Era talvez 84 e eu estava a passar umas ferias em Paris – a segunda vez que visitava a “cidade luz”. Fi-lo com o tipo de “reverencia” que parece apenas servir para nos demonstrar o quanto aquela cidade so’ pode ser completamente “enjoyable” para quem tenha (muito) dinheiro!... Enfim, Paris: uma cidade na verdade (muito) pouco “enjoyable”, “fraternal”, “igualitaria” ou “irma”, et pourtant, na realidade (muito) pouco “romantica”, apesar de toda a propaganda em contrario…



Mas houve uma tarde durante aquelas ferias, em que eu e uma mulher angolana decidimos encontrar-nos para irmos em busca de um pouco do tal “romantismo” que todos temos como a “marca registada” daquela cidade, numa feira de verao nos seus arredores. Foi uma inesperada longa viagem de trem para uma feira muito propagandeada atraves de posters na cidade central, mas que… acabou por se revelar a total flop! Uma completa perda de tempo: nao encontramos la’ nada que pudesse justificar o entusiasmo que ali nos levara e muito menos o nosso (pouco) dinheiro que inutilmente gastaramos para la’ ir! E, ainda por cima, chovia quando la' chegamos!...

Voltamos entao ao centro da cidade, com toda a expectativa que la’ nos levara transformada em frustracao. Mas nao sem antes termos passado por uma estacao de metro em que encontramos um stand de venda de flores aparentemente abandonado… Sem sequer trocarmos muitas palavras, decidimos (inocentemente!), para nos ressarcirmos do desencanto da jornada, levar de la’ um ramo de flores. Mas…. eis que o stand nao estava nada abandonado (o seu dono, ou empregado, estava apenas a alguma distancia) e, de repente, enquanto nos deliciavamos com a frescura, o cheiro e a beleza das flores, vimo-nos perseguidas por ele, ameacando-nos de chamar a policia!... Ja’ nao me lembro bem se acabamos por pagar pelo ramo de flores e levamo-lo, ou se por o devolver pura e simplesmente…



Mas, por entre entusiasmos, frustracoes, aventuras, irreverencias e perseguicoes, foi uma divertida e memoravel jornada – para mim e para uma Mulher a quem nos ultimos tempos me tenho vindo a dirigir como se “nao a conhecesse de parte nenhuma”… muito tempo sem nos vermos – de facto, desde aquele dia – um certo distanciamento das instituicoes e a "separacao das aguas" por que gosto de me pautar em relacao ao poder politico oblige! Mas nao creio que, apesar do tempo, da distancia e das circunstancias, me tenha estado a dirigir a uma pessoa completamente diferente daquela que conheci naquela tarde de verao, na decada de 80, em Paris…

Ja’ entao conhecia as suas irmas, que daqui saudo, e o seu irmao – na altura pos-graduando de Economia naquele pais e agora a bracos com esses sempre tremendos desafios do desenvolvimento em Angola – que, mais tarde, no inicio da decada de 90, durante uma reuniao de membros da sociedade civil e da comunidade Angolana em Portugal, durante a qual tive a oportunidade de apresentar o projecto de actividades em prol da PAZ E DEMOCRACIA no nosso pais pelo grupo de estudantes que representava, ele se demonstrara solidario com a nossa causa, nao tendo no entanto deixado de me advertir dos ‘perigos politicos’ em que incorria … nao me preparou, porem (nada, nem ninguem, o faria!), para as escutas, vigias, perseguicoes e ameacas de morte, que continuam ate’ hoje a determinar o curso da minha vida!

Mas, voltando a Paris, no espirito de “igualdade, irmandade e fraternidade” que nos guiou naquela tarde de verao: Ola’ Carolina!

Sunday, 8 May 2011

Just Poetry XL



BLUE


Best
is for sorting out
in all this mess
of values and principles
which serves best the art
of divination

Linear
is for finding out
in all these formulas
the line of reasoning
that suits the purpose
of ordering life

Unbiased
is for sobering out
all these theories
to put a roof over the head
food in the mouth
and education
on the mind
of a child

Estimator
is for something
in econometrics
that turns out
to be kind
of BLUE


© K.

Saturday, 9 April 2011

A Proposito dos "Monologos da Vagina" (*)



... Ou...

Quando o Sexo (ou a falta dele) Comanda a Vida!




[Ana Paula Tavares, in "Ritos de Passagem" - Poema transcrito daqui]


N.B.: A maka e' quando "todos os rapazes" (e tambem algumas "raparigas"), especialmente quando julgam ja' ter passado "com sucesso" os "ritos de passagem" para "homens" e/ou "jornalistas", comecam a acreditar que "p(h)odem desaguar" em "todas as aboboras" (ou "meloes"?) seja como for, nem que seja atraves da violacao sexual, real ou simbolica! E, pior do que isso, quando o desconseguem por qualquer razao, "viram bicho" e vao queixar-se a casa das suas "mamas da OMA", que depois aparecem com eles em mesas redondas e nas paginas dos seus pasquins a "ralhar" com as suas vitimas, a insulta-las, a difama-las, a calunia-las e a injuria-las, e depois viram surdo(a)s-mudo(a)s e comecam a atacar as portadoras de tais "aboboras" (ou "meloes") com pornografia e outros "amores" como a calunia e difamacao, assassinio de caracter e ate' ameacas de morte, por entre o seu linchamento publico, em nome dos "valores e principios" (quais, de quem e para quem?) e em seguida fazem-nas desaparecer da vista juntamente com as suas obras e ideais, das quais se apropriam e passam a assinar como suas!... A velha estoria do "quem desdenha quer comprar"!...





Nao pretendendo entrar aqui em outro tipo de consideracoes (como estas, ou estas, ou ainda estas), parece-me ser relativamente consensual e pacifico que o lancamento simultaneo, em 1985, pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA), dos livros Ritos de Passagem de Ana Paula Tavares e Sabores, Odores & Sonho da humilde autora destas linhas, marcou tambem o lancamento de, na altura, novas linguagens na abordagem das questoes da feminilidade e da sexualidade da Mulher por autoras Angolanas (e, perante algumas outras versoes da historia, nunca sera' demais notar que nao nos conheciamos pessoalmente, nem 'as nossas respectivas poesias - certamente eu nao conhecia a da Paula Tavares - antes da publicacao desses livros). E isso, pelo menos "oficial ou oficiosamente" tera' sido reconhecido, mas... nos bastidores (como, alias, o surgimento deste blog acabou por trazer a tona), as coisas nunca foram assim tao consensuais nem pacificas!

De facto, se Ana Paula Tavares tera' sido "acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa", etc., como ela propria aqui revelou, no meu caso, os ecos mais marcantes que me chegaram de Luanda pouco depois do lancamento do meu livro (eu na altura ja' me encontrava a estudar em Portugal - e a esse proposito, lembro-me de durante umas ferias minhas em Luanda naquele periodo ter dito a Luandino Vieira que estava arrependida de ter publicado o meu livro, ao que ele me respondeu, com um ar grave de mais-velho, pouco caracteristico dele nas nossas conversas: "nunca se arrependa de nada do que faca em literatura"!) e continuam ate' hoje a ressoar aos meus ouvidos foram: que um grupo de homens, entre escritores e outros "intelectuais", se andavam a vangloriar de "se terem masturbado ao le-lo" e, enquanto isso, um grupo de mulheres, supostamente tambem "intelectuais", tinha encenado uma peca de teatro cujo tema eram uns "sabores, odores e sonhos" que tinham a ver exclusivamente com "receitas de culinaria" e assuntos de "cama e mesa"!... E nao, elas nao tinham exactamente em mente a exortacao de Natalia Correia: "oh sub-alimentados do sonho, a poesia e' para se comer"!


[imagem daqui]

E, depois disso, que ninguem sequer me pergunte, quantas vezes e por quem, ao longo dos anos e ate' muito recentemente, fui chamada, aberta ou veladamente, de nada mais nada menos do que "prostituta", "promiscua", ou "poluta", por nenhuma outra razao do que a publicacao desse livro (... e talvez tambem - pasme-se, ria-se ou chore-se - apenas devido aos meus labios: ouvi uma vez de uma dessas 'cavalheiras', naquele jeito so' delas de atirarem insultos a cara como se estivessem a falar de outra pessoa, que eu tinha "labios de puta"!!!... - e "com a agravante" de nunca ter sido "casada de papel passado e alianca no dedo" e ser "mae solteira"!...

Tudo isso acrescido por ressaibos, raivas, invejas, ciumes, despeitos e odios descontrolados por supostamente eu "ter ido para a cama com todos os escritores que tinham poder de decisao na UEA", alegadamente "unica razao pela qual o meu livro tinha sido publicado em vez de outros" e eu ter sido "promovida" a membro da UEA "e nao outros"!... Embora o unico escritor com quem a visada dormira/vivera nao tivesse qualquer ligacao aos circulos da UEA e quando soube da publicacao do livro 4/5 anos depois de separados, tenha sido, apenas por despeito, o que mais fez para tentar sabotar a sua possivel futura carreira literaria, enquanto tudo fazia para "promover" precisamente os que hoje se dizem "preteridos a seu favor"...

E isso para nao mencionar que, aparentemente, para "todo o mundo" eu nao passava de uma "catorzinha", "miuda", ou "rapariga", que "nao tinha nascido mulher, nem me tinha ainda feito mulher" (viz. De Beauvoir, ou "A Senhora Professora"...), ou "a insustentavel diferenca de idades", supostamente "ao contrario delas proprias", que eram "mais velhas" e aparentemente por isso "preteridas em meu beneficio" pelos homens mais proximos da sua faixa etaria... E isto para falar apenas "na generalidade", porque na "especialidade", ha', por exemplo, o caso proeminente de uma certa "alta representante da negritude branca pos-colonial" que alega ter tido "uma relacao afectiva" com um certo politico, intelectual e critico literario de nomeada, ja' falecido, que nao me perdoa o facto de a dada altura ter visto o "objecto dos seus afectos" virar as suas "atencoes e intencoes afectivas" para "todo o mundo", ou seja... para mim!...

Embora, que se saiba, nao tenham apresentado a UEA, na altura ou em qualquer outra ocasiao, qualquer proposta de publicacao das suas "mui maturas, vetustas, academicas e intelectuais obras"! Mas nao e' curioso que elas continuem a pensar o mesmo e a agir em conformidade ainda hoje quando eu ja' tenho 50 anos de idade? E quando lhes deixei o ultimo quarto de seculo (!), com o meu silencio, o campo completamente livre e aberto para afirmarem, demonstrarem e consolidarem toda a sua "imensa mais-velhice"! ... E quando contaram sempre com o(s) apoio(s) de todos os p(h)oderes?!... E isto para falar apenas nas "velhotas", "velhacas" e "bruacas", porque agora tenho tambem que aturar as "novatas", "neofitas" e "sanguitas" que comecaram (finalmente!) a tentar "sair da casca" e entendem que para se afirmarem como "mulheres" dignas desse nome teem que passar pelo 'rito de passagem' de "medir forcas" comigo!... Porque... "eu tambem sou poeta (poetisa?) e se publicaste 25 poemas eu publico 25+1, tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles, tambem sou intelectual, cientista e academica, tambem sou adviser/consultora, tambem sou bonita e tambem viajo em primeira classe" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

Mas desde ja' vos aviso a todas:
NAO ESTOU DISPONIVEL!

Portanto, se alguem quiser perceber mais claramente as razoes mais profundas (...como se elas nao fossem suficientemente auto-evidentes!...) do ultraje e repugnancia que manifesto perante a pornografia em geral e, em particular, a certas "interpretacoes", "apropriacoes", "vulturacoes" e outros "usos e abusos" dos meus poemas com que continuo a ser atormentada psicologicamente ate' hoje, 25 anos depois da sua publicacao (... por isso "fui arranjar esta maka" e fiz as afirmacoes que fiz aqui a proposito do "sucesso da Chimamanda"!...), por entre orgias como esta e kampanhas como esta e a falta de conhecimento/entendimento de, e sensibilidade para, questoes como as abordadas aqui, aqui e aqui , entre outros posts e comentarios neste blog (como aqui ), queira por favor tomar boa nota desses factos...





(*) Chegam-me noticias de que a peca "The Vagina Monologues" encontra-se neste momento a ser "angolanizada" e em vias de subir aos palcos luandenses... Gostava de la' estar so' para ver as reaccoes, mas, como e' bom de ver e a menos que as mentalidades locais tenham mudado significativamente desde os anos 80 - do que nao tenho qualquer evidencia, a nao ser para pior e... pior ainda! - o melhor teatro faz-se, e as reaccoes mais "genuinas" a ele expressam-se, sempre nos bastidores...
GOOD LUCK GIRLS!




ADENDA


"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK." - Wangari Maathai




Aos Homens da Noite


Queria dizer-vos
do melhor retrato que colhi
do vosso mais querido fantasma

Mas
eis que o escárnio irrompe
de dentro das vossas braguilhas
descaradas

Vale-me a sensatez da música
dizendo em ritmo de semba
da mulata côr muamba
e lábios pitanga

e solta-se a minha gargalhada
na noite.


[A.S. in S.O.S. - poema transcrito daqui]


[Jornalismo de Tesao]


Algumas sugestoes para uns possiveis (…e recomendaveis…)
“Monologos do Penis”:


- O ‘minion’ sexagenario que, de tao complexado pelo seu "tamanhinho", achava que tinha perdido a sua mulher para outro(s) home(ns)m apenas por aquele(s) “o ter(em) grande”… e por isso sentia tanta necessidade de se "elevar" a antigo combatente do quartier latin, ja' que os seus permanentes suspensorios nunca o conseguiram elevar a lugar algum...

- O 'tio-padrinho do coitado' que, apesar de o ter "velho e sobre-usado",
uma vez quiz abusar da confianca e inocencia de uma 'miuda' que o via como a um pai e tentou forcar-se sobre ela, tendo-o esta rejeitado pronta e decididamente naquele momento, "pondo-o no seu devido lugar", sendo que por isso ele nunca viria a aceitar de bom grado o posterior relacionamento da 'miuda' com o seu sobrinho, de quem ela viria a ter um filho...

- O ‘coitado’ que o tinha tao "diminuto" que a unica forma que encontrara para provar ‘a sociedade (e em particular aos seus “amigos do copo”) a sua "masculinidade" foi fazer-se rodear permanentemente de mulheres e fazer filhos aqui e ali ‘a saciedade sem qualquer sentido de responsabilidade…

- O ‘svengali’ que, apesar de o ter “bem abonado”, achava que tinha perdido a sua ‘gazela’ de volta para o seu ‘coitado’ por este “o ter maior que o dele”…

- O ‘escriba’ que o tinha “tao ilusionista” que a unica forma que encontrou para preencher “o vazio” deixado na sua ‘musa intermitente’ foi dedicar-lhe um livro de poemas 'a sua revelia…

- O ‘outro escriba’ que apesar de casado “com mais de uma mulher”, tinha-o "tao insatisfeito" que escrevia cartas a uma ‘miuda’, que por acaso havia sido uma das melhores amigas da “sua casada”, descrevendo-lhe as partes do seu corpo que mais o excitavam e que lhe apetecia “comer pela primeira vez” (…nunca o conseguiria, no entanto…), como se este fosse uma peca de carne exposta num qualquer talho do seu bairro…

- O ‘diplomata’ que tinha “tantos problemas” com o seu e vivia tao obcecado com a ideia de 'sexo' que ao ver a sua ‘paixao’ (...ou pelo menos uma delas...) escapar-se-lhe para um 'homem humilde' e mais jovem que manifestamente nao tinha tais problemas nem obcessoes, tratou de difama-la e desfeitea-la perante “todo o mundo”…

- O 'outro diplomata' e 'poeta' que tinha fama de "garanhao" e que tentou forcar a entrada no quarto de hotel de uma 'miuda' durante uma conferencia na "sua ilha", tendo a 'miuda' posto toda a sua forca contra dele e conseguido fechar-lhe a porta na cara... Para Sempre!

- O 'radialista' que se deixou envolver e incentivou uma "relacao afectiva estritamente profissional" com uma ouvinte-participante do seu programa e que, enquanto "se recusava" a conhece-la pessoalmente, lhe fazia telefonemas noturnos (..."pelo postigo"...) a dizer-lhe obscenidades e a masturbar-se, ao que ela imediatamente lhe desligava o telefone na cara... o que, interestingly enough, me faz lembrar um certo 'oficial de kampanha'...

- O 'estagiario' que ao sentir-se “diminuido e atacado” na sua masculinidade por uma mulher mais educada, mais qualificada, mais experiente e melhor remunerada do que ele, entendeu que a melhor forma de a “diminuir” tambem e "coloca-la ao seu nivel" era fazer-lhe um ataque pornografico no local de trabalho…

- O ‘oficial de kampanha’ que, em nome de um qualquer “amor ficticio, fantasioso, fantasista, fantasmagorico e falacioso” e da sua manifesta necessidade de demonstrar a sua masculinidade atraves da procriacao descontrolada, enquanto se travestia (masturbava?) em multiplas "inteligentes todas-poderosas identidades femininas" tentando "engrossar" a sua "cortina de fumo", entendeu transformar o (um dos?... “cada caso e’ um caso”, ou "cada paixao e' uma paixao" como tambem dizia o ‘outro escriba’…) objecto(s) dos seus “desejos insatisfeitos” (sobretudo sociais e academico-profissionais) em “homem em corpo de mulher” ou “mulher em corpo de homem”… porque, afinale, a "unica forma" de placar a ascensao (ou "pretensao/presuncao" como lhe chamava o 'minion'?) academico-profissional de uma mulher, especialmente quando se pretende "competir" na sua area de especialidade mesmo sem qualificacoes para tal, e' "objectifica-la sexualmente" e/ou "enche-la de filhos", real ou virtualmente, mesmo quando se e' casado com (muitos!) filhos e ela ja' tenha idade para ser avo!...

-Os ‘kabungados’, 'kafajestes', 'kanalhas', 'kamundongos', 'kissondes', 'kamafeus', 'kifumbis', 'karrapatos', 'kachorros', 'kaxikos', 'mabekos', 'makakos', 'meketrefes', 'malaikos', 'parasitas', 'tarados', ‘execraveis putos pes-descalcos’, 'atrasados mentais', ‘pachecos’, 'pompilhos' e outros ‘rapazes’ (ou 'boys'), que, com razao ou sem ela, se sentiam tao “castrados” pelo poder de estado e pelo seu "pai grande" (ou pelos seus patroes?!... ou pelos seus "ex-novos colonos"?!... ou pelas suas "mulheres"?!... ou pelas suas "mabundas"?!... ou pelas suas "baronas"?!... ou pelas suas "latonas"?!... ou pelas suas "loirinhas"?!... ou pelas suas "belles de jour"?!... ou pelas suas "professoras"?!... ou pelas suas "maes"?!...) - enquanto 'chupavam' abundantemente da sua mesa, sacos azuis, envelopes castanhos, cabazes e pactos de regime -, que a unica forma de tentarem recuperar e demonstrar a sua “imensa masculinidade” e prencherem os seus "super-deficitarios e hiper-inflacionados egos" era usarem totalitaria, criminosa e impunemente o seu ‘quarto p(h)oder’ (... qual bando ou matilha de ton-tons makutes feios, porcos e maus, selvagens sem lei, rei nem roque e muito menos escrupulos ou caracter, trapaceiros e arruaceiros, mercadores e sacristas, bufos, social e comunicacionalmente incompetentes, verbal e sexualmente incontinentes, debochados, embriagados, drogados e irresponsaveis, complexados e cobardemente escondidos por detras das suas cortinas de fumo e de ferro...) sobre uma mulher que sentiam "fazer-lhes sombra" profissionalmente, na qual projectavam as suas frustracoes, insatisfacoes, inadequacoes, incompetencias e insegurancas e sobre a qual fantasiavam que os havia “coisificado”, apesar de nem sequer a conhecerem pessoalmente de parte alguma, enquanto colocavam pelo meio, "para lhe fazer ciumes" (wankers and silly boys indeed!), entre outras "bonitonas" bem acomodadas nas poltronas do p(h)oder, "impolutas", "academicas" e "intelectuais a prova de bala, espinafre e kizaka", uma certa ninfa, ninfomaniaca, lesbica, pornografa, sado-masoquista, racista supremacista branca de extrema direita, vulta, psicopata e assassina blonde bombshell barbie doll e bailarina classica metida a genuina katchokwe'-cum-Jessica Rabbit (silly girl indeed!) …

[... e repare-se que nao mencionei 'racas', nem falei em 'melaninas'...]






“We have to respect every woman, even a woman who is one day old. Why? Because some day she will grow up to be somebody’s mother.”
Stokely Carmichael (aka Kwame Toure), cited by Miriam Makeba (aka Mama Afrika)

"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!



... Ou...

Quando o Sexo (ou a falta dele) Comanda a Vida!



[Ana Paula Tavares, in "Ritos de Passagem" - Poema transcrito daqui]


N.B.: A maka e' quando "todos os rapazes" (e tambem algumas "raparigas"), especialmente quando julgam ja' ter passado "com sucesso" os "ritos de passagem" para "homens" e/ou "jornalistas", comecam a acreditar que "p(h)odem desaguar" em "todas as aboboras" (ou "meloes"?) seja como for, nem que seja atraves da violacao sexual, real ou simbolica! E, pior do que isso, quando o desconseguem por qualquer razao, "viram bicho" e vao queixar-se a casa das suas "mamas da OMA", que depois aparecem com eles em mesas redondas e nas paginas dos seus pasquins a "ralhar" com as suas vitimas, a insulta-las, a difama-las, a calunia-las e a injuria-las, e depois viram surdo(a)s-mudo(a)s e comecam a atacar as portadoras de tais "aboboras" (ou "meloes") com pornografia e outros "amores" como a calunia e difamacao, assassinio de caracter e ate' ameacas de morte, por entre o seu linchamento publico, em nome dos "valores e principios" (quais, de quem e para quem?) e em seguida fazem-nas desaparecer da vista juntamente com as suas obras e ideais, das quais se apropriam e passam a assinar como suas!... A velha estoria do "quem desdenha quer comprar"!...





Nao pretendendo entrar aqui em outro tipo de consideracoes (como estas, ou estas, ou ainda estas), parece-me ser relativamente consensual e pacifico que o lancamento simultaneo, em 1985, pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA), dos livros Ritos de Passagem de Ana Paula Tavares e Sabores, Odores & Sonho da humilde autora destas linhas, marcou tambem o lancamento de, na altura, novas linguagens na abordagem das questoes da feminilidade e da sexualidade da Mulher por autoras Angolanas (e, perante algumas outras versoes da historia, nunca sera' demais notar que nao nos conheciamos pessoalmente, nem 'as nossas respectivas poesias - certamente eu nao conhecia a da Paula Tavares - antes da publicacao desses livros). E isso, pelo menos "oficial ou oficiosamente" tera' sido reconhecido, mas... nos bastidores (como, alias, o surgimento deste blog acabou por trazer a tona), as coisas nunca foram assim tao consensuais nem pacificas!

De facto, se Ana Paula Tavares tera' sido "acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa", etc., como ela propria aqui revelou, no meu caso, os ecos mais marcantes que me chegaram de Luanda pouco depois do lancamento do meu livro (eu na altura ja' me encontrava a estudar em Portugal - e a esse proposito, lembro-me de durante umas ferias minhas em Luanda naquele periodo ter dito a Luandino Vieira que estava arrependida de ter publicado o meu livro, ao que ele me respondeu, com um ar grave de mais-velho, pouco caracteristico dele nas nossas conversas: "nunca se arrependa de nada do que faca em literatura"!) e continuam ate' hoje a ressoar aos meus ouvidos foram: que um grupo de homens, entre escritores e outros "intelectuais", se andavam a vangloriar de "se terem masturbado ao le-lo" e, enquanto isso, um grupo de mulheres, supostamente tambem "intelectuais", tinha encenado uma peca de teatro cujo tema eram uns "sabores, odores e sonhos" que tinham a ver exclusivamente com "receitas de culinaria" e assuntos de "cama e mesa"!... E nao, elas nao tinham exactamente em mente a exortacao de Natalia Correia: "oh sub-alimentados do sonho, a poesia e' para se comer"!


[imagem daqui]

E, depois disso, que ninguem sequer me pergunte, quantas vezes e por quem, ao longo dos anos e ate' muito recentemente, fui chamada, aberta ou veladamente, de nada mais nada menos do que "prostituta", "promiscua", ou "poluta", por nenhuma outra razao do que a publicacao desse livro (... e talvez tambem - pasme-se, ria-se ou chore-se - apenas devido aos meus labios: ouvi uma vez de uma dessas 'cavalheiras', naquele jeito so' delas de atirarem insultos a cara como se estivessem a falar de outra pessoa, que eu tinha "labios de puta"!!!... - e "com a agravante" de nunca ter sido "casada de papel passado e alianca no dedo" e ser "mae solteira"!...

Tudo isso acrescido por ressaibos, raivas, invejas, ciumes, despeitos e odios descontrolados por supostamente eu "ter ido para a cama com todos os escritores que tinham poder de decisao na UEA", alegadamente "unica razao pela qual o meu livro tinha sido publicado em vez de outros" e eu ter sido "promovida" a membro da UEA "e nao outros"!... Embora o unico escritor com quem a visada dormira/vivera nao tivesse qualquer ligacao aos circulos da UEA e quando soube da publicacao do livro 4/5 anos depois de separados, tenha sido, apenas por despeito, o que mais fez para tentar sabotar a sua possivel futura carreira literaria, enquanto tudo fazia para "promover" precisamente os que hoje se dizem "preteridos a seu favor"...

E isso para nao mencionar que, aparentemente, para "todo o mundo" eu nao passava de uma "catorzinha", "miuda", ou "rapariga", que "nao tinha nascido mulher, nem me tinha ainda feito mulher" (viz. De Beauvoir, ou "A Senhora Professora"...), ou "a insustentavel diferenca de idades", supostamente "ao contrario delas proprias", que eram "mais velhas" e aparentemente por isso "preteridas em meu beneficio" pelos homens mais proximos da sua faixa etaria... E isto para falar apenas "na generalidade", porque na "especialidade", ha', por exemplo, o caso proeminente de uma certa "alta representante da negritude branca pos-colonial" que alega ter tido "uma relacao afectiva" com um certo politico, intelectual e critico literario de nomeada, ja' falecido, que nao me perdoa o facto de a dada altura ter visto o "objecto dos seus afectos" virar as suas "atencoes e intencoes afectivas" para "todo o mundo", ou seja... para mim!...

Embora, que se saiba, nao tenham apresentado a UEA, na altura ou em qualquer outra ocasiao, qualquer proposta de publicacao das suas "mui maturas, vetustas, academicas e intelectuais obras"! Mas nao e' curioso que elas continuem a pensar o mesmo e a agir em conformidade ainda hoje quando eu ja' tenho 50 anos de idade? E quando lhes deixei o ultimo quarto de seculo (!), com o meu silencio, o campo completamente livre e aberto para afirmarem, demonstrarem e consolidarem toda a sua "imensa mais-velhice"! ... E quando contaram sempre com o(s) apoio(s) de todos os p(h)oderes?!... E isto para falar apenas nas "velhotas", "velhacas" e "bruacas", porque agora tenho tambem que aturar as "novatas", "neofitas" e "sanguitas" que comecaram (finalmente!) a tentar "sair da casca" e entendem que para se afirmarem como "mulheres" dignas desse nome teem que passar pelo 'rito de passagem' de "medir forcas" comigo!... Porque... "eu tambem sou poeta (poetisa?) e se publicaste 25 poemas eu publico 25+1, tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles, tambem sou intelectual, cientista e academica, tambem sou adviser/consultora, tambem sou bonita e tambem viajo em primeira classe" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

Mas desde ja' vos aviso a todas:
NAO ESTOU DISPONIVEL!

Portanto, se alguem quiser perceber mais claramente as razoes mais profundas (...como se elas nao fossem suficientemente auto-evidentes!...) do ultraje e repugnancia que manifesto perante a pornografia em geral e, em particular, a certas "interpretacoes", "apropriacoes", "vulturacoes" e outros "usos e abusos" dos meus poemas com que continuo a ser atormentada psicologicamente ate' hoje, 25 anos depois da sua publicacao (... por isso "fui arranjar esta maka" e fiz as afirmacoes que fiz aqui a proposito do "sucesso da Chimamanda"!...), por entre orgias como esta e kampanhas como esta e a falta de conhecimento/entendimento de, e sensibilidade para, questoes como as abordadas aqui, aqui e aqui , entre outros posts e comentarios neste blog (como aqui ), queira por favor tomar boa nota desses factos...





(*) Chegam-me noticias de que a peca "The Vagina Monologues" encontra-se neste momento a ser "angolanizada" e em vias de subir aos palcos luandenses... Gostava de la' estar so' para ver as reaccoes, mas, como e' bom de ver e a menos que as mentalidades locais tenham mudado significativamente desde os anos 80 - do que nao tenho qualquer evidencia, a nao ser para pior e... pior ainda! - o melhor teatro faz-se, e as reaccoes mais "genuinas" a ele expressam-se, sempre nos bastidores...
GOOD LUCK GIRLS!




ADENDA


"THEY ARE SO INCOMPETENT THAT EVERY TIME THEY FEEL THE HEAT BECAUSE WOMEN ARE CHALLENGING THEM THEY HAVE TO CHECK THEIR GENITALIA IF ONLY TO REASSURE THEMSELVES… I AM NOT INTERESTED IN THAT PART OF THE ANATOMY, THE ISSUES I AM DEALING WITH REQUIRE THE UTILISATION OF WHAT IS ABOVE THE NECK." - Wangari Maathai




Aos Homens da Noite


Queria dizer-vos
do melhor retrato que colhi
do vosso mais querido fantasma

Mas
eis que o escárnio irrompe
de dentro das vossas braguilhas
descaradas

Vale-me a sensatez da música
dizendo em ritmo de semba
da mulata côr muamba
e lábios pitanga

e solta-se a minha gargalhada
na noite.


[A.S. in S.O.S. - poema transcrito daqui]


[Jornalismo de Tesao]


Algumas sugestoes para uns possiveis (…e recomendaveis…)
“Monologos do Penis”:


- O ‘minion’ sexagenario que, de tao complexado pelo seu "tamanhinho", achava que tinha perdido a sua mulher para outro(s) home(ns)m apenas por aquele(s) “o ter(em) grande”… e por isso sentia tanta necessidade de se "elevar" a antigo combatente do quartier latin, ja' que os seus permanentes suspensorios nunca o conseguiram elevar a lugar algum...

- O 'tio-padrinho do coitado' que, apesar de o ter "velho e sobre-usado",
uma vez quiz abusar da confianca e inocencia de uma 'miuda' que o via como a um pai e tentou forcar-se sobre ela, tendo-o esta rejeitado pronta e decididamente naquele momento, "pondo-o no seu devido lugar", sendo que por isso ele nunca viria a aceitar de bom grado o posterior relacionamento da 'miuda' com o seu sobrinho, de quem ela viria a ter um filho...

- O ‘coitado’ que o tinha tao "diminuto" que a unica forma que encontrara para provar ‘a sociedade (e em particular aos seus “amigos do copo”) a sua "masculinidade" foi fazer-se rodear permanentemente de mulheres e fazer filhos aqui e ali ‘a saciedade sem qualquer sentido de responsabilidade…

- O ‘svengali’ que, apesar de o ter “bem abonado”, achava que tinha perdido a sua ‘gazela’ de volta para o seu ‘coitado’ por este “o ter maior que o dele”…

- O ‘escriba’ que o tinha “tao ilusionista” que a unica forma que encontrou para preencher “o vazio” deixado na sua ‘musa intermitente’ foi dedicar-lhe um livro de poemas 'a sua revelia…

- O ‘outro escriba’ que apesar de casado “com mais de uma mulher”, tinha-o "tao insatisfeito" que escrevia cartas a uma ‘miuda’, que por acaso havia sido uma das melhores amigas da “sua casada”, descrevendo-lhe as partes do seu corpo que mais o excitavam e que lhe apetecia “comer pela primeira vez” (…nunca o conseguiria, no entanto…), como se este fosse uma peca de carne exposta num qualquer talho do seu bairro…

- O ‘diplomata’ que tinha “tantos problemas” com o seu e vivia tao obcecado com a ideia de 'sexo' que ao ver a sua ‘paixao’ (...ou pelo menos uma delas...) escapar-se-lhe para um 'homem humilde' e mais jovem que manifestamente nao tinha tais problemas nem obcessoes, tratou de difama-la e desfeitea-la perante “todo o mundo”…

- O 'outro diplomata' e 'poeta' que tinha fama de "garanhao" e que tentou forcar a entrada no quarto de hotel de uma 'miuda' durante uma conferencia na "sua ilha", tendo a 'miuda' posto toda a sua forca contra dele e conseguido fechar-lhe a porta na cara... Para Sempre!

- O 'radialista' que se deixou envolver e incentivou uma "relacao afectiva estritamente profissional" com uma ouvinte-participante do seu programa e que, enquanto "se recusava" a conhece-la pessoalmente, lhe fazia telefonemas noturnos (..."pelo postigo"...) a dizer-lhe obscenidades e a masturbar-se, ao que ela imediatamente lhe desligava o telefone na cara... o que, interestingly enough, me faz lembrar um certo 'oficial de kampanha'...

- O 'estagiario' que ao sentir-se “diminuido e atacado” na sua masculinidade por uma mulher mais educada, mais qualificada, mais experiente e melhor remunerada do que ele, entendeu que a melhor forma de a “diminuir” tambem e "coloca-la ao seu nivel" era fazer-lhe um ataque pornografico no local de trabalho…

- O ‘oficial de kampanha’ que, em nome de um qualquer “amor ficticio, fantasioso, fantasista, fantasmagorico e falacioso” e da sua manifesta necessidade de demonstrar a sua masculinidade atraves da procriacao descontrolada, enquanto se travestia (masturbava?) em multiplas "inteligentes todas-poderosas identidades femininas" tentando "engrossar" a sua "cortina de fumo", entendeu transformar o (um dos?... “cada caso e’ um caso”, ou "cada paixao e' uma paixao" como tambem dizia o ‘outro escriba’…) objecto(s) dos seus “desejos insatisfeitos” (sobretudo sociais e academico-profissionais) em “homem em corpo de mulher” ou “mulher em corpo de homem”… porque, afinale, a "unica forma" de placar a ascensao (ou "pretensao/presuncao" como lhe chamava o 'minion'?) academico-profissional de uma mulher, especialmente quando se pretende "competir" na sua area de especialidade mesmo sem qualificacoes para tal, e' "objectifica-la sexualmente" e/ou "enche-la de filhos", real ou virtualmente, mesmo quando se e' casado com (muitos!) filhos e ela ja' tenha idade para ser avo!...

-Os ‘kabungados’, 'kafajestes', 'kanalhas', 'kamundongos', 'kissondes', 'kamafeus', 'kifumbis', 'karrapatos', 'kachorros', 'kaxikos', 'mabekos', 'makakos', 'meketrefes', 'malaikos', 'parasitas', 'tarados', ‘execraveis putos pes-descalcos’, 'atrasados mentais', ‘pachecos’, 'pompilhos' e outros ‘rapazes’ (ou 'boys'), que, com razao ou sem ela, se sentiam tao “castrados” pelo poder de estado e pelo seu "pai grande" (ou pelos seus patroes?!... ou pelos seus "ex-novos colonos"?!... ou pelas suas "mulheres"?!... ou pelas suas "mabundas"?!... ou pelas suas "baronas"?!... ou pelas suas "latonas"?!... ou pelas suas "loirinhas"?!... ou pelas suas "belles de jour"?!... ou pelas suas "professoras"?!... ou pelas suas "maes"?!...) - enquanto 'chupavam' abundantemente da sua mesa, sacos azuis, envelopes castanhos, cabazes e pactos de regime -, que a unica forma de tentarem recuperar e demonstrar a sua “imensa masculinidade” e prencherem os seus "super-deficitarios e hiper-inflacionados egos" era usarem totalitaria, criminosa e impunemente o seu ‘quarto p(h)oder’ (... qual bando ou matilha de ton-tons makutes feios, porcos e maus, selvagens sem lei, rei nem roque e muito menos escrupulos ou caracter, trapaceiros e arruaceiros, mercadores e sacristas, bufos, social e comunicacionalmente incompetentes, verbal e sexualmente incontinentes, debochados, embriagados, drogados e irresponsaveis, complexados e cobardemente escondidos por detras das suas cortinas de fumo e de ferro...) sobre uma mulher que sentiam "fazer-lhes sombra" profissionalmente, na qual projectavam as suas frustracoes, insatisfacoes, inadequacoes, incompetencias e insegurancas e sobre a qual fantasiavam que os havia “coisificado”, apesar de nem sequer a conhecerem pessoalmente de parte alguma, enquanto colocavam pelo meio, "para lhe fazer ciumes" (wankers and silly boys indeed!), entre outras "bonitonas" bem acomodadas nas poltronas do p(h)oder, "impolutas", "academicas" e "intelectuais a prova de bala, espinafre e kizaka", uma certa ninfa, ninfomaniaca, lesbica, pornografa, sado-masoquista, racista supremacista branca de extrema direita, vulta, psicopata e assassina blonde bombshell barbie doll e bailarina classica metida a genuina katchokwe'-cum-Jessica Rabbit (silly girl indeed!) …

[... e repare-se que nao mencionei 'racas', nem falei em 'melaninas'...]






“We have to respect every woman, even a woman who is one day old. Why? Because some day she will grow up to be somebody’s mother.”
Stokely Carmichael (aka Kwame Toure), cited by Miriam Makeba (aka Mama Afrika)

"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!