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Tuesday, 27 March 2012

As “Maravilhas” do Facebook…





Havera’ muitas certamente, mas para quem, como eu, apenas la’ entrou ha’ pouco mais de um mes, elas constituem ainda todo um mundo por descobrir. Mas, da infinitesima parte do que ate’ agora la’ pude descobrir, nao posso deixar de assinalar aqui um verdadeiro “acontecimento” para mim: ficar a saber que o meu filho tem uma pagina no Facebook (descobrio-o este fim de semana) e… ve-lo pela primeira vez… dancar!



E’ verdade: nunca tinha visto o meu filho dancar… ate’ ontem no Facebook. E para mim, para todos os efeitos e propositos, ate’ ontem ele “nao sabia dancar”, porque assim me indicaram todas as tentativas que fiz de com ele dar uns passos de danca, tendo a ultima sido na festa de passagem de ano de que aqui postei duas fotos…



Mas, eis que ontem descubro atraves do Facebook que… nao so’ ele danca, como… danca kizomba e… sei la’ mais o que!...



Uma verdadeira DESCOBERTA para mim! E nao tenho duvidas de que para ele proprio tambem, uma vez que teve que ir a aulas desses generos de musica/danca para finalmente se “soltar” e “dar uma de mwangole”!...



Nao tenho nada contra, antes pelo contrario, ate’ acho saudavel, mesmo porque conheco o meu filho suficientemente bem para saber que essa e’ apenas, tal como o que ate’ agora pude descobrir no Facebook, uma infinitesima parte da sua vida, interesses e inclinacoes pessoais – e’ tal e qual como a infinitesima proporcao de kuduro que nas ultimas semanas se conseguiu infiltrar na BBC Radio 3: nao mudou a sua feicao nem o seu caracter. Pelo contrario, apenas os enriqueceu!



So’ que… no seu entusiasmo pela “socializacao ‘a mwangole’”, ele esta’ completamente unaware (... tal como eu estava ate’ muito recentemente...) da existencia de uns certos “patrulheiros” do Facebook, que nunca o conheceram de parte nenhuma, mas que nao se coibem de ir debitar "bocas" destas, destas e destas nos ‘novos jornais’ da banda…



E ainda bem que assim e’ porque, perante o pesadelo de ele poder ter sido vitima das “medidas de caracter profilatico” (ou "pornografico"?) para as “classes mais baixas” que resultam em casos como este… prefiro milhoes de vezes ve-lo dancar pela primeira vez na vida, descontraida e alegremente, sem kijila, com jovens raparigas de todas as racas e culturas e… ainda por cima… kizomba e sei la’ mais o que!!!



A unica coisa que talvez lamente e’ que, por um lado, no geral se tenda a tomar uma pagina no Facebook e as fotos nele postadas como um “retrato fiel e integral” do que as pessoas verdadeiramente sao e do que e’ o seu lifestyle e, por outro lado, que o meu filho, no seu ‘afa’ de “socializacao ‘a mwangole’” e de se tentar tornar “popular” junto da sua geracao, tenha “priorizado” alguns dos seus “interesses mais apelativos e mediaticos” em detrimento de outros que sao seguramente mais reveladores da sua forma de ser e estar na vida, e.g.: os livros que le/leu, o facto de ele ouvir, tocar e ter mais discos de musica classica do que todas as pessoas que conheco, excepto uma (o Rainer), ou o facto de desde a infancia ele ter ido (comigo) a mais concertos de jazz e de conhecer melhor a musica dos Beatles, Pink Floyd, Oasis ou REM do que a media dos jovens da sua idade, ou ainda o facto de ha’ muitos anos ele circular pela cidade mais de bicicleta do que por qualquer outro meio de transporte…



Enfim, questoes de “gestao de imagem” que, manifestamente, nao constituem a sua preocupacao central no putting together da sua pagina no Facebook… o que nao lamento de todo, quanto mais nao seja porque o que a descoberta dessa sua “imagem” no facebook me revelou foi algo de perfeitamente natural, por que regra geral os jovens passam de uma maneira ou de outra em algum momento das suas vidas: no processo de afirmacao de e por si proprios, ou seja, da sua propria identidade e personalidade, tenderem a “renegar” aquilo que sabem que os seus pais (neste caso a sua mae) mais gostariam de ver neles, ou de ve-los expressar e valorizar…



... Ou talvez seja a revelacao de algo mais natural ainda: o fading do lado “introvertido” herdado da sua mae e a emergencia do lado “extrovertido” que era a 'trademark' do seu pai, particularmente quando tinha a idade que ele tem agora…



In any case… gostei de “descobrir”!



Ah!... Mas, sobretudo, gostei de ver o video do Tupac que ele dedicou "to all mothers out there" - que me transportou ao nosso "rough encounter" nos meus primeiros anos londrinos que acabou com ele a ensinar-me a pronunciar correctamente hiphop... Appreciated!





Havera’ muitas certamente, mas para quem, como eu, apenas la’ entrou ha’ pouco mais de um mes, elas constituem ainda todo um mundo por descobrir. Mas, da infinitesima parte do que ate’ agora la’ pude descobrir, nao posso deixar de assinalar aqui um verdadeiro “acontecimento” para mim: ficar a saber que o meu filho tem uma pagina no Facebook (descobrio-o este fim de semana) e… ve-lo pela primeira vez… dancar!



E’ verdade: nunca tinha visto o meu filho dancar… ate’ ontem no Facebook. E para mim, para todos os efeitos e propositos, ate’ ontem ele “nao sabia dancar”, porque assim me indicaram todas as tentativas que fiz de com ele dar uns passos de danca, tendo a ultima sido na festa de passagem de ano de que aqui postei duas fotos…



Mas, eis que ontem descubro atraves do Facebook que… nao so’ ele danca, como… danca kizomba e… sei la’ mais o que!...



Uma verdadeira DESCOBERTA para mim! E nao tenho duvidas de que para ele proprio tambem, uma vez que teve que ir a aulas desses generos de musica/danca para finalmente se “soltar” e “dar uma de mwangole”!...



Nao tenho nada contra, antes pelo contrario, ate’ acho saudavel, mesmo porque conheco o meu filho suficientemente bem para saber que essa e’ apenas, tal como o que ate’ agora pude descobrir no Facebook, uma infinitesima parte da sua vida, interesses e inclinacoes pessoais – e’ tal e qual como a infinitesima proporcao de kuduro que nas ultimas semanas se conseguiu infiltrar na BBC Radio 3: nao mudou a sua feicao nem o seu caracter. Pelo contrario, apenas os enriqueceu!



So’ que… no seu entusiasmo pela “socializacao ‘a mwangole’”, ele esta’ completamente unaware (... tal como eu estava ate’ muito recentemente...) da existencia de uns certos “patrulheiros” do Facebook, que nunca o conheceram de parte nenhuma, mas que nao se coibem de ir debitar "bocas" destas, destas e destas nos ‘novos jornais’ da banda…



E ainda bem que assim e’ porque, perante o pesadelo de ele poder ter sido vitima das “medidas de caracter profilatico” (ou "pornografico"?) para as “classes mais baixas” que resultam em casos como este… prefiro milhoes de vezes ve-lo dancar pela primeira vez na vida, descontraida e alegremente, sem kijila, com jovens raparigas de todas as racas e culturas e… ainda por cima… kizomba e sei la’ mais o que!!!



A unica coisa que talvez lamente e’ que, por um lado, no geral se tenda a tomar uma pagina no Facebook e as fotos nele postadas como um “retrato fiel e integral” do que as pessoas verdadeiramente sao e do que e’ o seu lifestyle e, por outro lado, que o meu filho, no seu ‘afa’ de “socializacao ‘a mwangole’” e de se tentar tornar “popular” junto da sua geracao, tenha “priorizado” alguns dos seus “interesses mais apelativos e mediaticos” em detrimento de outros que sao seguramente mais reveladores da sua forma de ser e estar na vida, e.g.: os livros que le/leu, o facto de ele ouvir, tocar e ter mais discos de musica classica do que todas as pessoas que conheco, excepto uma (o Rainer), ou o facto de desde a infancia ele ter ido (comigo) a mais concertos de jazz e de conhecer melhor a musica dos Beatles, Pink Floyd, Oasis ou REM do que a media dos jovens da sua idade, ou ainda o facto de ha’ muitos anos ele circular pela cidade mais de bicicleta do que por qualquer outro meio de transporte…



Enfim, questoes de “gestao de imagem” que, manifestamente, nao constituem a sua preocupacao central no putting together da sua pagina no Facebook… o que nao lamento de todo, quanto mais nao seja porque o que a descoberta dessa sua “imagem” no facebook me revelou foi algo de perfeitamente natural, por que regra geral os jovens passam de uma maneira ou de outra em algum momento das suas vidas: no processo de afirmacao de e por si proprios, ou seja, da sua propria identidade e personalidade, tenderem a “renegar” aquilo que sabem que os seus pais (neste caso a sua mae) mais gostariam de ver neles, ou de ve-los expressar e valorizar…



... Ou talvez seja a revelacao de algo mais natural ainda: o fading do lado “introvertido” herdado da sua mae e a emergencia do lado “extrovertido” que era a 'trademark' do seu pai, particularmente quando tinha a idade que ele tem agora…



In any case… gostei de “descobrir”!



Ah!... Mas, sobretudo, gostei de ver o video do Tupac que ele dedicou "to all mothers out there" - que me transportou ao nosso "rough encounter" nos meus primeiros anos londrinos que acabou com ele a ensinar-me a pronunciar correctamente hiphop... Appreciated!

Friday, 29 July 2011

Listening to Classical Acoustic Guitar



That’s what I did today in an intimate recital by Tony Rowden at which he played a few classical and contemporary pieces. It reminded me that I am ‘actually’ a ‘classical guitarist’ – or at least attended a formal course and have a Diploma to that effect – but never became a performer. My son is also a guitarist, but much more committed and accomplished than I am despite being mostly self-taught…



So, it all sounded and felt a bit ‘ancient’ going back to listening to a man and his instrument in front of sheets of written music which he at the end of each piece threw to the floor. It was good.



Here’s a bit about him:

Tony premiered Memórias, the published works of Silvestre Fonseca's Fado arrangements, and had a piece, Serenata, written for him by Silvestre Fonseca.

He has several arrangements published: Ennio Morricone's Once Upon A Time In The West and The Master and Margerita and the book Easy Ensembles. His playing is featured in the films Silent Shakespeare, with pieces composed by Laura Rossi, and an animated film with music composed by Miguel Mera.

Tony has been teaching at the City Literary Institute in Holborn, London for the past twelve years and runs a class at Bedford House Community Centre. He has performed with Carlos Bonell as well as flautists, recorder players, Renaissance singers and a guitar trio. He has recently played in Garcia Lorca's Blood Wedding, Lope de Vega's Peribanez and a musical version of George Orwell's Animal Farm.


[More here]



That’s what I did today in an intimate recital by Tony Rowden at which he played a few classical and contemporary pieces. It reminded me that I am ‘actually’ a ‘classical guitarist’ – or at least attended a formal course and have a Diploma to that effect – but never became a performer. My son is also a guitarist, but much more committed and accomplished than I am despite being mostly self-taught…



So, it all sounded and felt a bit ‘ancient’ going back to listening to a man and his instrument in front of sheets of written music which he at the end of each piece threw to the floor. It was good.



Here’s a bit about him:

Tony premiered Memórias, the published works of Silvestre Fonseca's Fado arrangements, and had a piece, Serenata, written for him by Silvestre Fonseca.

He has several arrangements published: Ennio Morricone's Once Upon A Time In The West and The Master and Margerita and the book Easy Ensembles. His playing is featured in the films Silent Shakespeare, with pieces composed by Laura Rossi, and an animated film with music composed by Miguel Mera.

Tony has been teaching at the City Literary Institute in Holborn, London for the past twelve years and runs a class at Bedford House Community Centre. He has performed with Carlos Bonell as well as flautists, recorder players, Renaissance singers and a guitar trio. He has recently played in Garcia Lorca's Blood Wedding, Lope de Vega's Peribanez and a musical version of George Orwell's Animal Farm.


[More here]

Sunday, 21 November 2010

Just Poetry (XXXI)

SIGNOS


Dizes a hora de chegar
rompes as águas
em que te guardo
à conta de espasmos.

Dizes a hora de partir
desvendas os rios
em que te sigo
à conta de ciclos.

Dizes a hora de chegar
desenhas os caminhos
em que te guardo
à conta de signos.


A.S.

Friday, 5 November 2010

Presencing practices

This is an event organised by Rainer von-Leoprechting – one of my great and cherished German friends mentioned in one of my comments to this post, and some of whose wonderful postcards are featured here.


Unfortunately, today is the last day of the event - I do apologise for not having posted it earlier, as Rainer sent the announcement to me well in advance, but somehow I confused the starting date with the closing date…

In any case, this serves mainly as a presentation of the Presencing Institute’s work, worth exploring either in situ or online.


Time: November 2, 2010 at 6pm to November 5, 2010 at 5pm
Location: Bregenzer
Salon
Organized By: Rainer v. Leoprechting


Event Description:
In early November we offer a variety of presencing practices in Bregenz.

Insights in the process of development towards wisdom in adults - how
you can listen to the development in others (based on Robert Kegan and Otto
Laske).

Systemic constellations: Lend your sensations to represent
salient elements of a system in response to a burning issue - letting go of
beliefs, letting come of solutions in all our senses and dimensions

Pro
Action Café: Project owners of diverse kinds gather and explore their projects
together: what is the deeper quest behind? What is missing? What are the elegant
next steps?
A short collective process in U-shape to energise practical
communities.

Ursula Hillbrand, Lena ter Woort and Rainer v. Leoprechting
will host a series of different workshops in German:

2 November
(evening): Vortrag und Mini-Workshop: Professionelles Arbeiten aus der Krise
heraus
3 November (day): Seminar “Proaktives Zuhören auf professionelle
Entwicklung”
4 November (evening): Pro Action Café
5 November (day):
“Wir in unserer Welt”: Workshop mit systemischen Aufstellungen






Ja’ nao via o Rainer, (um dos meus bons amigos alemaes que, explicitamente, mencionava aqui e nos comentarios a este post e a este e, implicitamente, aqui), ha’ uma boa meia duzia de anos, desde que estive em Bruxelas pela ultima vez.

Durante aquela minha breve estada, em servico, na 'capital europeia', ele, a mulher e as duas filhas proporcionaram-me alguns momentos bastante agradaveis, tanto em sua casa (espectacularmente por ela transformada e personalizada, com um in-built garden out of this world que julgo merecer algum premio de arquitectura, enfim, algo que realmente so' visto!...), como em alguns dos melhores lugares que Bruxelas tem a oferecer aos seus visitantes: e.g., para alem das obrigatorias historical landmarks e museus, um restaurante tradicional em que degustamos o prato tipico local (uma boa panelada de ferro de moules cooked on beer e frites), ou um dos mais trendy espacos culturais da cidade, em que vimos e fruimos exibicoes e performances de alguma da mais representativa arte contemporanea europeia e mundial disponivel na cidade.

Voltamos a encontrar-nos ha’ alguns dias em Londres (a ultima vez que nos encontraramos nesta cidade fora algumas semanas depois de eu aqui ter chegado em 1995, numa altura em que ainda andava em "recuperacao de sentidos"...), apenas por um par de horas a uma mesa do Café’ Le Pain Quotidien na brand new (pelo menos para mim…) station Saint Pancras International, antes da partida dele de regresso a Bruxelas. Foi interessante registar o modo como ele me disse "you look good!"... O mesmo tipo de reaccao ao ver-me que o Luis teve quando nos encontramos ha' alguns meses depois de algum tempo sem nos vermos, tendo este sido um pouco mais expansivo: "Estas optima! Fantastica! Pensei que ia encontrar uma mulher deprimida e ate' um pouco degradada, mas... you look amazing!"... Bom, apenas um (dois) reflexos do que certas campanhas podem fazer a imagem de uma mulher na imaginacao de quem le este blog...

Por entre fortes, demorados e comovidos abracos, tomamos o pouco tempo que tinhamos disponivel to catch up on our lives, cujas circunstancias mudaram significativamente desde o nosso ultimo encontro – ciclos de vida: algo que o Rainer, economista e filosofo de formacao e profissao, se vem especializando em gerir atraves do seu trabalho extra-profissional com o Presencing Institute, do qual a materia principal deste post e’ apenas uma amostra.

O Paulinho juntou-se a nos a dada altura, tendo-lhe o Rainer dito de como estava impressionado com a cada vez maior semelhanca fisionomica dele com o seu falecido pai – foi em casa deste em Luanda que o Rainer ficou hospedado, enquanto meu amigo, durante a sua primeira e unica visita a Angola, ja’ la’ vai uma boa vintena de anos; tal como era em nossa casa em Lisboa que o Tirso ficava hospedado quando la' ia durante aquele periodo… apenas um pouco daquilo a que aqui me referia quando dizia que “casos ha' em que relacoes (de papel passado ou nao) de facto se desenvolveram fora daquilo que a "sociedade" tem como "norma padrao"... Casos ha' em que, apesar de algumas aparencias ou especulacoes em contrario, relacoes saudaveis existiram e, apesar da separacao e distanciamento entre os pais da crianca, se mantiveram na base da amizade, do bem-querer e do respeito mutuo...”.

Enfim, tudo isto talvez para dizer apenas que sao assim as amizades de vida e os (verdadeiros) afectos!

This is an event organised by Rainer von-Leoprechting – one of my great and cherished German friends mentioned in one of my comments to this post, and some of whose wonderful postcards are featured here.


Unfortunately, today is the last day of the event - I do apologise for not having posted it earlier, as Rainer sent the announcement to me well in advance, but somehow I confused the starting date with the closing date…

In any case, this serves mainly as a presentation of the Presencing Institute’s work, worth exploring either in situ or online.


Time: November 2, 2010 at 6pm to November 5, 2010 at 5pm
Location: Bregenzer
Salon
Organized By: Rainer v. Leoprechting


Event Description:
In early November we offer a variety of presencing practices in Bregenz.

Insights in the process of development towards wisdom in adults - how
you can listen to the development in others (based on Robert Kegan and Otto
Laske).

Systemic constellations: Lend your sensations to represent
salient elements of a system in response to a burning issue - letting go of
beliefs, letting come of solutions in all our senses and dimensions

Pro
Action Café: Project owners of diverse kinds gather and explore their projects
together: what is the deeper quest behind? What is missing? What are the elegant
next steps?
A short collective process in U-shape to energise practical
communities.

Ursula Hillbrand, Lena ter Woort and Rainer v. Leoprechting
will host a series of different workshops in German:

2 November
(evening): Vortrag und Mini-Workshop: Professionelles Arbeiten aus der Krise
heraus
3 November (day): Seminar “Proaktives Zuhören auf professionelle
Entwicklung”
4 November (evening): Pro Action Café
5 November (day):
“Wir in unserer Welt”: Workshop mit systemischen Aufstellungen






Ja’ nao via o Rainer, (um dos meus bons amigos alemaes que, explicitamente, mencionava aqui e nos comentarios a este post e a este e, implicitamente, aqui), ha’ uma boa meia duzia de anos, desde que estive em Bruxelas pela ultima vez.

Durante aquela minha breve estada, em servico, na 'capital europeia', ele, a mulher e as duas filhas proporcionaram-me alguns momentos bastante agradaveis, tanto em sua casa (espectacularmente por ela transformada e personalizada, com um in-built garden out of this world que julgo merecer algum premio de arquitectura, enfim, algo que realmente so' visto!...), como em alguns dos melhores lugares que Bruxelas tem a oferecer aos seus visitantes: e.g., para alem das obrigatorias historical landmarks e museus, um restaurante tradicional em que degustamos o prato tipico local (uma boa panelada de ferro de moules cooked on beer e frites), ou um dos mais trendy espacos culturais da cidade, em que vimos e fruimos exibicoes e performances de alguma da mais representativa arte contemporanea europeia e mundial disponivel na cidade.

Voltamos a encontrar-nos ha’ alguns dias em Londres (a ultima vez que nos encontraramos nesta cidade fora algumas semanas depois de eu aqui ter chegado em 1995, numa altura em que ainda andava em "recuperacao de sentidos"...), apenas por um par de horas a uma mesa do Café’ Le Pain Quotidien na brand new (pelo menos para mim…) station Saint Pancras International, antes da partida dele de regresso a Bruxelas. Foi interessante registar o modo como ele me disse "you look good!"... O mesmo tipo de reaccao ao ver-me que o Luis teve quando nos encontramos ha' alguns meses depois de algum tempo sem nos vermos, tendo este sido um pouco mais expansivo: "Estas optima! Fantastica! Pensei que ia encontrar uma mulher deprimida e ate' um pouco degradada, mas... you look amazing!"... Bom, apenas um (dois) reflexos do que certas campanhas podem fazer a imagem de uma mulher na imaginacao de quem le este blog...

Por entre fortes, demorados e comovidos abracos, tomamos o pouco tempo que tinhamos disponivel to catch up on our lives, cujas circunstancias mudaram significativamente desde o nosso ultimo encontro – ciclos de vida: algo que o Rainer, economista e filosofo de formacao e profissao, se vem especializando em gerir atraves do seu trabalho extra-profissional com o Presencing Institute, do qual a materia principal deste post e’ apenas uma amostra.

O Paulinho juntou-se a nos a dada altura, tendo-lhe o Rainer dito de como estava impressionado com a cada vez maior semelhanca fisionomica dele com o seu falecido pai – foi em casa deste em Luanda que o Rainer ficou hospedado, enquanto meu amigo, durante a sua primeira e unica visita a Angola, ja’ la’ vai uma boa vintena de anos; tal como era em nossa casa em Lisboa que o Tirso ficava hospedado quando la' ia durante aquele periodo… apenas um pouco daquilo a que aqui me referia quando dizia que “casos ha' em que relacoes (de papel passado ou nao) de facto se desenvolveram fora daquilo que a "sociedade" tem como "norma padrao"... Casos ha' em que, apesar de algumas aparencias ou especulacoes em contrario, relacoes saudaveis existiram e, apesar da separacao e distanciamento entre os pais da crianca, se mantiveram na base da amizade, do bem-querer e do respeito mutuo...”.

Enfim, tudo isto talvez para dizer apenas que sao assim as amizades de vida e os (verdadeiros) afectos!

Tuesday, 24 August 2010

Alguns dos livros do meu filho... [R]*




Confesso que desde os tempos em que, ainda em Lisboa, ele devorava todas as Mafaldas e Asterixes, escrevia poemas e fazia pequenos cadernos de banda desenhada com estorias e personagens criados por ele e tentava aprender sozinho a ler e escrever Ingles, nao tenho seguido muito de perto as leituras do meu filho, excepto em casos muito pontuais.


Mas, no outro dia, tive que dar umas voltas por parte da biblioteca inactiva dele (isto e’, por aqueles livros que ele ja’ leu ha' muito tempo) e, entre uns Tio Patinhas, Patos Donald, Asterixes (sempre!) e uma vasta coleccao de paperbacks onde se destacam autores como Paulo Coelho e Jeffrey Archer, chamaram-me particularmente a atencao alguns dos titulos que la’ encontrei, dos quais cito aqui apenas alguns (mencionando os autores apenas num ou dois casos, para bo(a)m entendedor(a)...) :

 The Complete Works of William Shakespeare
 The Holy Bible
 Foundations Edge
 Le Petit Prince
 Dreams from My Father
 The Audacity of Hope
 The Da Vinci Code
 Writers on Organizations
 Mind Magic
 Fischer v Spassky: The Chess Match of the Century
 The Great Gatsby (Scott Fitzgerald)
 To a Skylark (Percy Bysshe Shelley)
 The Outsider (Albert Camus)
 Introduction to Sociology
 The Irony of Democracy
 American Politics & Society
 Class Inequality & Political Order
 Of Good and Evil
 A Preface to James Joyce
 The Death of Tragedy
 Ernesto Che Guevara: Obras
 The Motorcycle Diaries
 Ipupiara - O Devorador de Indios
 Positive Image
 Aprender a Comentar um Texto Literario
 The Celestine Prophecy
 O Que e’ Negociacao
 Things a Man Should Know About Style





Mas, no entanto, ele pode estar sujeito (apenas porque, tal como eu, nao faz “espalhafatos” nem anda em "maratonas de literatura" a volta do que leu ou deixou de ler e do que sabe ou nao) a um belo dia ser acusado de “nunca ter lido nenhum livro”! Alias, ate’ sei que ja’ o foi…



*[First posted 15/07/10]



Confesso que desde os tempos em que, ainda em Lisboa, ele devorava todas as Mafaldas e Asterixes, escrevia poemas e fazia pequenos cadernos de banda desenhada com estorias e personagens criados por ele e tentava aprender sozinho a ler e escrever Ingles, nao tenho seguido muito de perto as leituras do meu filho, excepto em casos muito pontuais.


Mas, no outro dia, tive que dar umas voltas por parte da biblioteca inactiva dele (isto e’, por aqueles livros que ele ja’ leu ha' muito tempo) e, entre uns Tio Patinhas, Patos Donald, Asterixes (sempre!) e uma vasta coleccao de paperbacks onde se destacam autores como Paulo Coelho e Jeffrey Archer, chamaram-me particularmente a atencao alguns dos titulos que la’ encontrei, dos quais cito aqui apenas alguns (mencionando os autores apenas num ou dois casos, para bo(a)m entendedor(a)...) :

 The Complete Works of William Shakespeare
 The Holy Bible
 Foundations Edge
 Le Petit Prince
 Dreams from My Father
 The Audacity of Hope
 The Da Vinci Code
 Writers on Organizations
 Mind Magic
 Fischer v Spassky: The Chess Match of the Century
 The Great Gatsby (Scott Fitzgerald)
 To a Skylark (Percy Bysshe Shelley)
 The Outsider (Albert Camus)
 Introduction to Sociology
 The Irony of Democracy
 American Politics & Society
 Class Inequality & Political Order
 Of Good and Evil
 A Preface to James Joyce
 The Death of Tragedy
 Ernesto Che Guevara: Obras
 The Motorcycle Diaries
 Ipupiara - O Devorador de Indios
 Positive Image
 Aprender a Comentar um Texto Literario
 The Celestine Prophecy
 O Que e’ Negociacao
 Things a Man Should Know About Style





Mas, no entanto, ele pode estar sujeito (apenas porque, tal como eu, nao faz “espalhafatos” nem anda em "maratonas de literatura" a volta do que leu ou deixou de ler e do que sabe ou nao) a um belo dia ser acusado de “nunca ter lido nenhum livro”! Alias, ate’ sei que ja’ o foi…



*[First posted 15/07/10]

Thursday, 15 July 2010

"Que educacao andamos a dar aos nossos filhos (?)" [R]*



OU... "MEU CRIME DE LESA-PATRIA"...

OU, DE COMO...

Maes deste kalibre nao andam propriamente pela vida em bicos de pes em saloes de danca, ou a desfilar em passarelles de misses, pelo que nao se precisam 'elegantes'!

(o que quer que isso seja...)

*First posted 13/01/09




OU... "MEU CRIME DE LESA-PATRIA"...

OU, DE COMO...

Maes deste kalibre nao andam propriamente pela vida em bicos de pes em saloes de danca, ou a desfilar em passarelles de misses, pelo que nao se precisam 'elegantes'!

(o que quer que isso seja...)

*First posted 13/01/09


Monday, 12 October 2009

O “CRIME DE LESA-PATRIA”…




Engracado…
Nasci, cresci e vivi a maior parte da minha vida em Angola, tendo andado por pelo menos 14 das suas provincias, habitado em varios bairros de Luanda e convivido com pessoas de praticamente todos os meios sociais, mas, para falar minha verdade, nao me lembro de alguma vez ter visto uma familia assim antes da independencia. Depois da independencia, lembro-me de apenas uma, em Luanda: tinham um ou uma ‘mona’, nao sei se tiveram mais ou se ainda estao juntos. E de outra, em Benguela: o velho Norton, que vivia no seu kraal com as ‘suas quatro pretas’ (que mal falavam portugues, portanto nao se podiam expressar como essa mama do cartoon...) e um rol de seus ‘monas mundele’ a perder de vista e de conta – a ‘sua branca legitima’ dizia-se viver em Portugal com os seus respectivos ‘monas mundele legitimos’.

Mas e' provavel que, com ‘mundeles’ de tantas nacionalidades a entrar e a fixar-se no pais durante estes anos que tenho vivido fora (e atendendo ao facto de alguns deles depois de uns meros cinco anitos, com a chamada "mentalidade de Tarzan", ja' se permitirem "cantar de galo" sobre coisas como o 27 de Maio e a Angolanidade, nao admira que tambem ja' queiram que os seus 'monas', apenas devido a cor da sua pele (!), sejam presidentes do pais...), ja’ possam haver mais (duas ou tres?) familias parecidas com essa… no entanto, nunca vi nenhuma em qualquer das vezes que fui ao pais durante este periodo.

Mas sei de muitas maes de ‘monas mundele ilegitimos’, antes e depois da independencia...

[auto-censurado]

Sei tambem de uma que, embora nao possa ser considerada "mae de mona mundele ilegitimo", responderia a essa pergunta do assanhado mona do cartoon mais ou menos assim: “claro, meu baby boy, desde que, embora nao deixes de te divertir, estudes muito e bem, nao te deixes dominar por vicios, nao andes a desgracar a vida de filhas ou filhos alheios, criados com honra e dignidade pelos seus sacrificados pais… desde que te assumas como um Homem integro, recto, honesto, lucido e responsavel em todos os aspectos da tua vida publica e privada… desde que sejas um verdadeiro patriota e um cidadao exemplar em todas as circunstancias, desde que nao discrimines ninguem seja porque razao for… desde que te candidates democraticamente em pe’ de igualdade com qualquer outro candidato e facas uma campanha impecavel que te leve a uma inquestionavel vitoria por merito proprio… claro, meu baby boy, mais ou menos bronzeadinho, yes you can!”


***

P.S.: Na verdade, varios dias depois de ter escrito isto, vieram-me a memoria outras duas “familias (mais ou menos) como essa” na Luanda do pos-independencia (… um esquecimento que talvez Freud explicaria?)...

***

Post Relacionado:



Engracado…
Nasci, cresci e vivi a maior parte da minha vida em Angola, tendo andado por pelo menos 14 das suas provincias, habitado em varios bairros de Luanda e convivido com pessoas de praticamente todos os meios sociais, mas, para falar minha verdade, nao me lembro de alguma vez ter visto uma familia assim antes da independencia. Depois da independencia, lembro-me de apenas uma, em Luanda: tinham um ou uma ‘mona’, nao sei se tiveram mais ou se ainda estao juntos. E de outra, em Benguela: o velho Norton, que vivia no seu kraal com as ‘suas quatro pretas’ (que mal falavam portugues, portanto nao se podiam expressar como essa mama do cartoon...) e um rol de seus ‘monas mundele’ a perder de vista e de conta – a ‘sua branca legitima’ dizia-se viver em Portugal com os seus respectivos ‘monas mundele legitimos’.

Mas e' provavel que, com ‘mundeles’ de tantas nacionalidades a entrar e a fixar-se no pais durante estes anos que tenho vivido fora (e atendendo ao facto de alguns deles depois de uns meros cinco anitos, com a chamada "mentalidade de Tarzan", ja' se permitirem "cantar de galo" sobre coisas como o 27 de Maio e a Angolanidade, nao admira que tambem ja' queiram que os seus 'monas', apenas devido a cor da sua pele (!), sejam presidentes do pais...), ja’ possam haver mais (duas ou tres?) familias parecidas com essa… no entanto, nunca vi nenhuma em qualquer das vezes que fui ao pais durante este periodo.

Mas sei de muitas maes de ‘monas mundele ilegitimos’, antes e depois da independencia...

[auto-censurado]

Sei tambem de uma que, embora nao possa ser considerada "mae de mona mundele ilegitimo", responderia a essa pergunta do assanhado mona do cartoon mais ou menos assim: “claro, meu baby boy, desde que, embora nao deixes de te divertir, estudes muito e bem, nao te deixes dominar por vicios, nao andes a desgracar a vida de filhas ou filhos alheios, criados com honra e dignidade pelos seus sacrificados pais… desde que te assumas como um Homem integro, recto, honesto, lucido e responsavel em todos os aspectos da tua vida publica e privada… desde que sejas um verdadeiro patriota e um cidadao exemplar em todas as circunstancias, desde que nao discrimines ninguem seja porque razao for… desde que te candidates democraticamente em pe’ de igualdade com qualquer outro candidato e facas uma campanha impecavel que te leve a uma inquestionavel vitoria por merito proprio… claro, meu baby boy, mais ou menos bronzeadinho, yes you can!”


***

P.S.: Na verdade, varios dias depois de ter escrito isto, vieram-me a memoria outras duas “familias (mais ou menos) como essa” na Luanda do pos-independencia (… um esquecimento que talvez Freud explicaria?)...

***

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Sunday, 6 July 2008

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Friday, 4 January 2008

COISAS DO ARCO DA VELHA…


O periodo de ferias de fim de ano presta-se sempre a arrumacoes e ‘limpezas de teias de armario’ que, invariavelmente, dao em ‘descobertas’ como esta: eu e o meu filho, separadamente, fomos ‘desencantar’ artigos de jornal onde aparecem estampadas as nossas xipalas… O mais engracado e’ que nenhum dos dois tinha antes visto o do outro e, mais interessante ainda, ambos foram publicados no mesmo fim de semana – um em Londres (no London Informer de 23/06/06), o outro no dia seguinte em Luanda (no Semanario Angolense de 24/06/06). Enfim, creio ser a este tipo de coincidencias que se referem as “coisas do arco (neste caso talvez seja melhor dito ‘da arca’) da velha”…

{CLICK NAS IMAGENS PARA LER OS ARTIGOS}


O periodo de ferias de fim de ano presta-se sempre a arrumacoes e ‘limpezas de teias de armario’ que, invariavelmente, dao em ‘descobertas’ como esta: eu e o meu filho, separadamente, fomos ‘desencantar’ artigos de jornal onde aparecem estampadas as nossas xipalas… O mais engracado e’ que nenhum dos dois tinha antes visto o do outro e, mais interessante ainda, ambos foram publicados no mesmo fim de semana – um em Londres (no London Informer de 23/06/06), o outro no dia seguinte em Luanda (no Semanario Angolense de 24/06/06). Enfim, creio ser a este tipo de coincidencias que se referem as “coisas do arco (neste caso talvez seja melhor dito ‘da arca’) da velha”…

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Wednesday, 21 November 2007