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Wednesday, 18 July 2018

AFINALE?!







[AQUI]


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&

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That Land




N.B.:

Dizer, nesta altura do campeonato – depois de ter passado por tudo isto e especialmente por isto – que se me esgotaram totalmente o tempo e a paciencia para este tipo de propaganda tribalista, genocidario-racista, colonial-fascista e de extrema direita neo-nazi seria, no minimo, uma redundancia: expressei-o terminantemente aqui e os posts indicados acima, entre varios outros neste blog, explicam-no a saciedade! E, apenas para fazer um “ponto de ordem” (...de honra!...), acrescento-lhes A Negacao e Afirmacao de Agostinho Neto.

Mas, uma vez que, de todas as pecas delirantes que “me foram dedicadas” ate’ agora, esta e’ a mais ridiculamente doentia e esquizofrenica (ou, simplesmente, disgusting!), porque totalmente desprovida de qualquer base material e factual de sustentacao argumentativa, logo totalmente falaciosa - onde e’ que eu ja’ falei de ‘argumentos non sequitur’? - e em aberta contravencao a todas as disposicoes nacionais, regionais e internacionais sobre os Direitos Humanos e os Direitos dos Povos [para quem ainda nao era nascido na altura, ou passou completamente ao largo do 27 de Maio de 1977, ou, "mais perto de casa", da Sexta Feira Sangrenta, este (juntamente com outros recentes e continuos vomitos de odio propalados pelo ‘Novo Jornal’ em que se fala, por exemplo, de “monstros raciais e taras tribais” e de “encarcerar os tribalistas”; ou, ja’ agora, tambem pelo ‘O Pais’, em que se fala de “baratas” a boa maneira genocidaria Rwandesa…) era precisamente o tipo de ‘perola propagandistica’ para a diabolizacao das suas vitimas e intoxicacao e manipulacao da opiniao publica com que se “batia no ferro quente” imediatamente antes e depois daquela(s) data(s) fatidica(s)!], dou-me ao trabalho de deixar aqui sobre ela apenas as seguintes “notas tecnicas”:

(…) O Reino do Kongo, cuja sede era em Mbanza Kongo, totalmente dentro das actuais fronteiras de Angola, estendia-se, na era pre-colonial, por uma regiao que, a Sul, ia ate’ a Ilha de Luanda e, a Norte, compreendia os actuais (ou partes significativas destes) Kongo Brazzaville, Gabao e Kongo Kinshasa, sendo que deste, actual RDC, areas houve que pouca ou nenhuma relacao directa, ou historicamente relevante, tiveram com o Reino do Kongo. E’ o caso do seu extremo Norte, de onde era originario Mobutu que, note-se, nao era baKongo, mas sim NgBandi (o mesmo se passa no caso da regiao Leste/Grandes Lagos da RDC, de onde sao provenientes os Kabila, que pertencem a etnia Luba e nao baKongo). Portanto, nem a actual RDC na sua totalidade, nem Mobutu, podem com propriedade ser considerados “sucessores” (certamente nao unicos) do Reino do Kongo – quanto mais nao seja porque Mobutu, como aqui se regista, assumiu o poder pela forca contra os legitimos titulares do primeiro governo independente daquele pais, Lumumba e Kasavubu, este sim, um baKongo;

(…) A “authenticite” nao foi uma 'doutrina politico-ideologica': foi, quanto muito, uma 'directriz de afirmacao identitaria nacional', que tanto nao foi culturalmente totalizante, nem na RDC, nem nos outros “paises sucessores do Reino do Kongo”, que conviveu com, por exemplo, La Sapologie e os movimentos musicais multiculturais e multi-etnicos locais, regionais e trans-continentais de que aqui se fala um pouco;

(...) Assumir a identidade e valorizar e divulgar a cultura de origem nao significa tribalismo. Tribalismo, tal como racismo, e' usar a identidade (tribal ou racica) para hostilizar, denegrir, diabolizar, humilhar, achincalhar e tentar aniquilar (simbolica ou realmente) os que nao pertencem a essa mesma tribo ou raca e respectivas culturas. E, assim sendo, aquilo que faz o autor do artigo aqui em questao, tal como os seus correlegionarios, e' precisamente, e para dizer o minimo, tribalismo e racismo! E, por isso, eles sim, deveriam ser nada mais, nada menos do que encarcerados!

(…) Seria de todo o interesse do ponto de vista do conhecimento historico-cientifico que se explicassem, demonstrassem e provassem cabalmente, por um lado, a ‘implicacao’ do Reino do Kongo no alegado “exterminio dos Khoisan” e, por outro, as suas alegadas “ligacoes e afinidades”, doutrinarias ou outras, com os Boers - talvez devam pedir a Mandela, como descendente dos Khoisan e ex-prisioneiro dos Boers, os seus insights sobre o assunto;

(…) Se algum “autoctone”, em algum momento, advogou, promoveu e praticou a “descolonizacao completa” de Angola (e de Mocambique), ele nao foi “descendente do Reino do Kongo”: a Historia tem em registo quem e como assumiu totalmente o poder pos-independencia nesse(s) pais(es); sendo que, no caso de Angola, muito gracas ao apoio de um dos “sucessores do Reino do Kongo”, o Kongo Brazaville, em oposicao directa ao Kongo de Mobutu... E, nao fossem reconhecimentos desse facto como este, dir-se-ia que ha' em todo esse irresponsavel delirio racista, xenofobo, tribalista e anti-Bakongo muito do que, com toda a propriedade, se pode e deve chamar "cuspir no prato em que se debicou"!

(…) Tanto quanto “retornar ao patamar tecno-juridico-administrativo” que Angola teve antes da independencia significa, ou pode significar, “recolonizacao” ou “neo-colonialismo”, seria de toda a conveniencia explicar-se, de preferencia “tecnica, juridica e administrativamente”, como e porque que essa e’ a unica via possivel e desejavel para que se atinja tal patamar. Um possivel ponto de partida para essa discussao pode ser encontrado, por exemplo, aqui;

(…) Finalmente, no que pessoalmente me possa tocar directamente em relacao a todas essas e, possivelmente, outras questoes relativas, tenho apenas a parafrasear aquele que, agora caminhando para o fim dos seus dias, para garantir o seu “lugar no reino dos ceus” comeca a render-se a Verdade Historica, Fidel Castro: A Historia Me Absolvera’!

[P.S.: Curiosamente, dois dias depois de isto escrito, Joseph Kabila efectua uma 'visita relampago' ao seu homologo Angolano para reafirmar os lacos entre os dois paises]




Ainda outro take sobre a mesma leitura:

O argumento basico dos apostolos da 'recolonizacao' e’ o de que todos os males de que a Africa pos-colonial enferma teem na sua origem a independencia e a saida dos colonos: "os negros sao congenitamente incapazes de se auto-governar e de criar prosperidade economico-social (sao predadores, bebados ou bufos, vida deles e’ so’ fazere bwe’ de kilapie’, roubar e matarem-se uns aos outros, e mesmo depois de terem passado pela universidade teem que tirar os sapatos para poderem contar ate' doze! E, na verdade, nao fossem os europeus, especialmente os etnologos e antropologos, nem as suas proprias culturas eles conheceriam!)"!

E os numeros e imagens das guerras, da pobreza e do subdesenvolvimento, especialmente se em comparacao com alguns paises de outras regioes do mundo (e.g. Asia e America Latina) que partiram do mesmo nivel de desenvolvimento (ou pelo menos de PIBpc) aquando das independencias africanas nos anos 60, estao ai para o demonstrar a saciedade: "o problema de Africa nao e’ outro senao os Africanos"!
Mas, mais do que isso, "se alguma vez a Africa ostentou algum progresso, foi durante o periodo colonial, logo, sem os Europeus e/ou os seus descendentes directos a Africa esta’ condenada a pobreza, subdesenvolvimento e fracasso total e eterno… logo, a unica saida possivel desse ciclo vicioso e’ a 'recolonizacao'"!

E' isto, alias, que une alguns negros e brancos, esquerdistas e direitistas, nessa canoa furada (ou, mais uma vez, de como os extremos se tocam...): i.e. aqueles que professam e sempre professaram a "supremacia euro-caucasiana" (e seus lacaios) e alguns dos que honestamente sao criticos do poder pos-independencia em Africa [com o Zimbabwe de Mugabe como grande ponto de convergencia entre esses dois afluentes - vejam-se, no entanto as posicoes (conflituosas?) de Graca Machel sobre essa questao: aqui e aqui]... Sendo que, pelo meio, ha' alguns que, como eu, nao estando seguramente do lado dos primeiros e nao necessariamente sempre do lado dos segundos, apenas tentam separar as aguas entre esses dois rios... [por isso reagi deste modo as recomendacoes do Prof. Paul Collier sobre a economia angolana - retomadas aqui e aqui - o qual, por coincidencia, foi tambem professor da Dambisa Moyo, que no seu Dead Aid advoga, nada mais nada menos, que o remedio para todos os problemas actuais de Africa esta' no fim imediato (dentro de 5 anos) da Ajuda ao Desenvolvimento (ou, como dizia a outra "experta" em patetices, "for God's sakes stop aid!") e o recurso dos estados africanos aos mercados financeiros internacionais (... nao, nada vagamente parecido com a criacao das bases para um desenvolvimento, nao apenas economico-financeiro, mas tambem e sobretudo socio-cultural, endogeno e sustentavel...), tendo-o feito num momento em que aqueles se encontra(va)m em profunda crise e num contexto em que a esmagadora maioria das economias africanas nao tem credit ratings que lhes garantam qualquer acesso significativo a tais mercados - veja-se a esse respeito o que no ultimo paragrafo deste artigo se diz sobre a economia Mocambicana... - e sendo que, tambem por coincidencia, para esses mercados ela trabalha...], e por isso acabam(os) sendo vitimas de tentativas de afogamento por ambos os lados!

Ha' ainda um terceiro afluente que e' alimentado pelos proprios circulos do poder de estado de alguns paises africanos e de algumas organizacoes regionais no continente que se tornaram aid dependent, tanto em termos tecnicos como financeiros - para estes, os contingentes de estrangeiros [ex-colonos ou nao; embora isto nao deixe de me trazer a lembranca um alto dirigente da nomenkatura angolana que, nao ha' muito tempo, foi a Portugal declarar que "nos precisamos do homem portugues"... nada contra, se isso nao soasse claramente a "nos precisamos do ex-colono (porque nao estamos a dar conta do recado)"... e menos ainda contra se ele tivesse sido mais especifico e declarasse algo como "nos precisamos prioritariamente de tecnicos qualificados" e acrescentasse, ainda que apenas implicitamente, "porque e' imperioso que invistamos em capital humano e nos precisamos mais ainda do homem angolano, quanto mais nao seja porque foi ele que nos colocou e nos mantem no poder e perante ele temos o dever e a obrigacao de lhe prover e aos seus filhos a formacao adequada para que os angolanos possam competir em pe' de igualdade com qualquer estrangeiro num mundo cada vez mais globalizado!") funcionam como um "buffer" entre os governos/aparelhos de estado e os respectivos povos, que lhes assegura a manutencao do poder e a perpetuacao de determinados individuos em certos cargos, bem como os seus hefty revenue streams e a possibilidade de "brilharem" sozinhos sem quaisquer entraves - era, em parte, a este fenomeno e as suas consequencias socio-culturais a que aqui me referia...

O unico contra-argumento plausivel a essa “inevitabilidade historica” seria se se pudessem encontrar na Africa pre-colonial exemplos de sistemas culturais capazes de gerar, pelo menos potencialmente, estabilidade politica e desenvolvimento economico-social. Aparentemente sim: “(…) o antigo Reino do Congo, notabilizado por ser, então e aparentemente, o único reino organizado na África sub-saariana. (...) Esse palmarés de primeiro entre os reinos sub-saarianos a ter contacto com a Europa e a ter relações diplomáticas com a Santa Sé foi - e continua a ser. .. – motivo de orgulho para os súbditos do rei do Congo e seus actuais descendentes.” Mas… esse mesmo Reino emblematico e paradigmatico “teve como successor o maior emblema e paradigma de fracasso em todas as frentes na Africa pos-colonial: o Congo de Mobutu”!

E, pior do que isso, os seus “actuais descendentes” e “apostolos de Mobutu e da neo-authenticite’”, mesmo quando se apresentam com creditos e meritos profissionais e academicos reconhecidos, sao “monstros racistas e tarados tribais a encarcerar” e “baratas” a eliminar da face da terra: “(…) eles sao, como os boers (e ao contrario de Agostinho Neto - casado civilizadamente com uma mulher branca e que declarou "nao havera' perdao (!) para os 'apostolos da neo-authenticite' do 27 de Maio"...; ou de Mandela - que se divorciou pessoal e politicamente da sua "profeta da neo-authenticite' primeira esposa" e que "so' nao fez o impossivel para nao 'desagradar' os brancos sul-africanos, boers incluidos"...), declaradamente neo-nazis e praticam o primado do dinheiro sobre o direito; o suborno e a falsificação de documentos; a instilação dum racismo e tribalismo como nunca existira na vida económico-social; a distorção de factos históricos e sociais; a intriga e a subserviência; o nepotismo; e, com todas estas armas, a sabotagem subreptícia dos esforços para pôr Angola a funcionar no patamar técno-jurídico-administrativo que já tivera antes da independência.”!

"Logo, 'recolonizacao' e’ o unico caminho a seguir e quem se atreva a 'levantar um dedo ou a bater uma tecla em contrario'... convem saber sempre o que lhe espera!"

Portanto:

QUE VIVA A RECOLONIZACAO!!!
RECOLONIZATION OYE’!!!



(...) Mas, na verdade, nao fosse a gravidade das questoes acima referidas, poderiamos ter poupado o ja' pouco tempo e paciencia que nos restam para todo esse nonsense a mistura com pure evil (!): e' que tudo isso parece claramente nao passar de uma "questao de inteligencia" ou, dito de outro modo, de "competicao pela paridade (ou supremacia?) da etnia, da raca e do genero no dominio intelectual" (poderia dize-lo ainda de outro modo, mas voltar a falar em inveja, ciumes, odio e afins, seria tambem mais do que uma redundancia neste blog... onde e' que por aqui ja' se falou em "inveja dos brains"?)... Senao vejamos (citando da mesma edicao do NJ acima referida):

(...) Os seus “apóstolos” não esmoreceram, nem quando encontraram situações imprevistas como mulatos com os pais, os quatro avós, os oito bisavós e os dezasseis trisavós nados, vividos, mortos e enterrados em Angola; angolanos negros tão ou mais inteligentes que eles e se não deixaram enganar; outros africanos subsaarianos nascidos em Angola (e, não raro de segunda ou até terceira geração) que não abdicam da sua actual nacionalidade e não alinham nos “cantos de sereia” dos apóstolos da neooauthenticité.

(...) O que devemos fazer pela Pátria? Provar à sociedade que o talento assusta os medíocres’ como tão bem descreveu José Alberto Gueiros há mais de 25 anos no extinto Jornal da Bahia - “assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas, boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher no seu círculo de convivência por medo de perder os seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar” O que devemos, perante este cenário, continuar a fazer pela Pátria? Demonstrar à opinião pública que os medíocres, que não aprendem nada com nada, são obstinados na conquista de lugares de destaque. O que devemos continuar a fazer pela Pátria? Pôr em evidência que os medíocres entrincheirados em posições de chefia denotam um medo indisfarçável da inteligência. O que devemos incessantemente continuar a fazer pela Pátria? Desenterrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”…

(...) Como diria o meu amigo Rainer (aprendeu nos Acores): Eta Corisco!...
Bem...! Que tal um 'cruzamento de referencias' com a minha confissao... ou com este "caso"... ou com os meus Boers... ou com os meus Khoisan...?!

(...) E... creio que Ruy Barbosa subscreveria esta: "ha' tanto kabungado tarado e monstruoso com bigodinho a Hitler e a espumar da boca com a lingua de serpente de fora, auto-convencido que e' super-inteligente e talentoizo (...e' que... Deus e' poderoizo!...) por ai a solta, que as vezes fico pensando que a kabunguice e' uma ciencia"!

(...) E, ja' agora, alguem reparou em como o obus dos "monstros raciais e taras tribais" foi lancado para o meu kintal em retaliacao directa e imediata ao comentario a este post e a este ?!... O que nos remete para "outras questoes", nomeadamente "quem e' quem, quem e' amigo de quem, quem se senta a mesa de quem e quem 'debica no prato' de quem"! Mas essas ja' aqui foram, pelo menos parcialmente, abordadas...

(...) Talvez nao seja de todo despiciendo relembrar aqui o meu "celebre debate" com o Negro Ugandes ('tao ou mais inteligente do que eu') Dennis Matanda no (agora infelizmente "desaparecido em combate") Africanpath, sobre a "recolonizacao". Como quem o seguiu de perto (e entenda bem Ingles) tera' anotado, eu comecei por responder ao seu primeiro "Call for Recolonization" com um comentario em que me declarava "un-comfortably numb" ("de-construcao" minha do titulo dos Pink Floyd que, mais recentemente, por aqui passei a volta deste post ), ao que se seguiu o meu primeiro artigo naquele site, como guest blogger, sobre a questao ("Are We All Losing The Plot?"). O Dennis respondeu imediatamente num outro artigo ("We Africans Have Lost The Plot a Long Time Ago") em que reiterava as suas posicoes iniciais, ao que eu voltei a carga tambem com um segundo artigo ("Are We All Losing The Plot? - Part II"), tendo dele obtido a seguinte resposta:

Recovering from an Intellectual Blow

Koluki, I finally got round to reading this article - and I can tell you that I have been blown away - completely. Having said that, you have made a case for the shifting of blame from the leaders of present day African countries to the history of their different nations. But is that not the problem? How can a people who have been showed these examples not react to them? How can we not look into history and 'force' our present leaders to do their good deeds? Lastly, how can we not blame our current leaders yet they, like our historical leaders, are not attempting to be students of history or leadership? That is the core of my argument. If we had leaders in the past, why do we have presidents today?
Again, your article is excellent - and I am bowled over.

Dennis Matanda


Bem, se "recovering from an intellectual blow" e "your article is excellent - and I am bowled over - completely" nao e' "cair no canto da sereia", o que quer que isso signifique...

[E abro aqui um parentesis para notar o seguinte: Este debate e, em particular, esta resposta do Dennis Matanda (e tambem estes artigos de dois jovens Sul-Africanos, ou este debate na blogosfera Mocambicana), e' bem emblematico da diferenca cultural estrutural e estruturante em relacao aquilo que (nao) e' o nivel do "debate" entre os angolanos (ou apenas alguns? ... ou apenas alguns "jornalistas"?... ou apenas alguns "intelectuais"?...): ali debateram-se seriamente ideias e conviccoes fortes e profundas sobre questoes extremamente sensiveis, tendo havido por parte do "derrotado" a hombridade, decencia, educacao, civilidade e elegancia de reconhecer a sua "derrota" e os meritos dos argumentos do adversario - mesmo sendo estes protagonizados por uma mulher (e, acrescente-se, negra!)... O que teriamos (temos tido) nos "pretensos debates" com angolanos? Nada mais do que os ataques ad hominem (... "ad mulher ", incluindo a sua vida intima e privada, ao seu corpo e a sua suposta sexualidade!...), o abuso e insulto mais baixo e soez, a tentativa de humilhacao, degradacao moral e espiritual, objectificacao sexual e destruicao fisica, psicologica e profissional (!) sem quaisquer escrupulos... E' essa a "mentalidade" da generalidade dos (ou de apenas alguns?... ou de apenas alguns "jornalistas"?... ou de apenas alguns "intelectuais"?...) angolanos!]

(...) E... quem diz, pateticamente, "resistir" (em vao) a este 'canto da sereia' e'... psicopata (ruim da cabeca) e... kabungadu (ou doente do pe')!

(...lol...)



ADENDA

"MANDELA, MOBUTU & ME"



In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]



Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]



Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]








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N.B.:

Dizer, nesta altura do campeonato – depois de ter passado por tudo isto e especialmente por isto – que se me esgotaram totalmente o tempo e a paciencia para este tipo de propaganda tribalista, genocidario-racista, colonial-fascista e de extrema direita neo-nazi seria, no minimo, uma redundancia: expressei-o terminantemente aqui e os posts indicados acima, entre varios outros neste blog, explicam-no a saciedade! E, apenas para fazer um “ponto de ordem” (...de honra!...), acrescento-lhes A Negacao e Afirmacao de Agostinho Neto.

Mas, uma vez que, de todas as pecas delirantes que “me foram dedicadas” ate’ agora, esta e’ a mais ridiculamente doentia e esquizofrenica (ou, simplesmente, disgusting!), porque totalmente desprovida de qualquer base material e factual de sustentacao argumentativa, logo totalmente falaciosa - onde e’ que eu ja’ falei de ‘argumentos non sequitur’? - e em aberta contravencao a todas as disposicoes nacionais, regionais e internacionais sobre os Direitos Humanos e os Direitos dos Povos [para quem ainda nao era nascido na altura, ou passou completamente ao largo do 27 de Maio de 1977, ou, "mais perto de casa", da Sexta Feira Sangrenta, este (juntamente com outros recentes e continuos vomitos de odio propalados pelo ‘Novo Jornal’ em que se fala, por exemplo, de “monstros raciais e taras tribais” e de “encarcerar os tribalistas”; ou, ja’ agora, tambem pelo ‘O Pais’, em que se fala de “baratas” a boa maneira genocidaria Rwandesa…) era precisamente o tipo de ‘perola propagandistica’ para a diabolizacao das suas vitimas e intoxicacao e manipulacao da opiniao publica com que se “batia no ferro quente” imediatamente antes e depois daquela(s) data(s) fatidica(s)!], dou-me ao trabalho de deixar aqui sobre ela apenas as seguintes “notas tecnicas”:

(…) O Reino do Kongo, cuja sede era em Mbanza Kongo, totalmente dentro das actuais fronteiras de Angola, estendia-se, na era pre-colonial, por uma regiao que, a Sul, ia ate’ a Ilha de Luanda e, a Norte, compreendia os actuais (ou partes significativas destes) Kongo Brazzaville, Gabao e Kongo Kinshasa, sendo que deste, actual RDC, areas houve que pouca ou nenhuma relacao directa, ou historicamente relevante, tiveram com o Reino do Kongo. E’ o caso do seu extremo Norte, de onde era originario Mobutu que, note-se, nao era baKongo, mas sim NgBandi (o mesmo se passa no caso da regiao Leste/Grandes Lagos da RDC, de onde sao provenientes os Kabila, que pertencem a etnia Luba e nao baKongo). Portanto, nem a actual RDC na sua totalidade, nem Mobutu, podem com propriedade ser considerados “sucessores” (certamente nao unicos) do Reino do Kongo – quanto mais nao seja porque Mobutu, como aqui se regista, assumiu o poder pela forca contra os legitimos titulares do primeiro governo independente daquele pais, Lumumba e Kasavubu, este sim, um baKongo;

(…) A “authenticite” nao foi uma 'doutrina politico-ideologica': foi, quanto muito, uma 'directriz de afirmacao identitaria nacional', que tanto nao foi culturalmente totalizante, nem na RDC, nem nos outros “paises sucessores do Reino do Kongo”, que conviveu com, por exemplo, La Sapologie e os movimentos musicais multiculturais e multi-etnicos locais, regionais e trans-continentais de que aqui se fala um pouco;

(...) Assumir a identidade e valorizar e divulgar a cultura de origem nao significa tribalismo. Tribalismo, tal como racismo, e' usar a identidade (tribal ou racica) para hostilizar, denegrir, diabolizar, humilhar, achincalhar e tentar aniquilar (simbolica ou realmente) os que nao pertencem a essa mesma tribo ou raca e respectivas culturas. E, assim sendo, aquilo que faz o autor do artigo aqui em questao, tal como os seus correlegionarios, e' precisamente, e para dizer o minimo, tribalismo e racismo! E, por isso, eles sim, deveriam ser nada mais, nada menos do que encarcerados!

(…) Seria de todo o interesse do ponto de vista do conhecimento historico-cientifico que se explicassem, demonstrassem e provassem cabalmente, por um lado, a ‘implicacao’ do Reino do Kongo no alegado “exterminio dos Khoisan” e, por outro, as suas alegadas “ligacoes e afinidades”, doutrinarias ou outras, com os Boers - talvez devam pedir a Mandela, como descendente dos Khoisan e ex-prisioneiro dos Boers, os seus insights sobre o assunto;

(…) Se algum “autoctone”, em algum momento, advogou, promoveu e praticou a “descolonizacao completa” de Angola (e de Mocambique), ele nao foi “descendente do Reino do Kongo”: a Historia tem em registo quem e como assumiu totalmente o poder pos-independencia nesse(s) pais(es); sendo que, no caso de Angola, muito gracas ao apoio de um dos “sucessores do Reino do Kongo”, o Kongo Brazaville, em oposicao directa ao Kongo de Mobutu... E, nao fossem reconhecimentos desse facto como este, dir-se-ia que ha' em todo esse irresponsavel delirio racista, xenofobo, tribalista e anti-Bakongo muito do que, com toda a propriedade, se pode e deve chamar "cuspir no prato em que se debicou"!

(…) Tanto quanto “retornar ao patamar tecno-juridico-administrativo” que Angola teve antes da independencia significa, ou pode significar, “recolonizacao” ou “neo-colonialismo”, seria de toda a conveniencia explicar-se, de preferencia “tecnica, juridica e administrativamente”, como e porque que essa e’ a unica via possivel e desejavel para que se atinja tal patamar. Um possivel ponto de partida para essa discussao pode ser encontrado, por exemplo, aqui;

(…) Finalmente, no que pessoalmente me possa tocar directamente em relacao a todas essas e, possivelmente, outras questoes relativas, tenho apenas a parafrasear aquele que, agora caminhando para o fim dos seus dias, para garantir o seu “lugar no reino dos ceus” comeca a render-se a Verdade Historica, Fidel Castro: A Historia Me Absolvera’!

[P.S.: Curiosamente, dois dias depois de isto escrito, Joseph Kabila efectua uma 'visita relampago' ao seu homologo Angolano para reafirmar os lacos entre os dois paises]




Ainda outro take sobre a mesma leitura:

O argumento basico dos apostolos da 'recolonizacao' e’ o de que todos os males de que a Africa pos-colonial enferma teem na sua origem a independencia e a saida dos colonos: "os negros sao congenitamente incapazes de se auto-governar e de criar prosperidade economico-social (sao predadores, bebados ou bufos, vida deles e’ so’ fazere bwe’ de kilapie’, roubar e matarem-se uns aos outros, e mesmo depois de terem passado pela universidade teem que tirar os sapatos para poderem contar ate' doze! E, na verdade, nao fossem os europeus, especialmente os etnologos e antropologos, nem as suas proprias culturas eles conheceriam!)"!

E os numeros e imagens das guerras, da pobreza e do subdesenvolvimento, especialmente se em comparacao com alguns paises de outras regioes do mundo (e.g. Asia e America Latina) que partiram do mesmo nivel de desenvolvimento (ou pelo menos de PIBpc) aquando das independencias africanas nos anos 60, estao ai para o demonstrar a saciedade: "o problema de Africa nao e’ outro senao os Africanos"!
Mas, mais do que isso, "se alguma vez a Africa ostentou algum progresso, foi durante o periodo colonial, logo, sem os Europeus e/ou os seus descendentes directos a Africa esta’ condenada a pobreza, subdesenvolvimento e fracasso total e eterno… logo, a unica saida possivel desse ciclo vicioso e’ a 'recolonizacao'"!

E' isto, alias, que une alguns negros e brancos, esquerdistas e direitistas, nessa canoa furada (ou, mais uma vez, de como os extremos se tocam...): i.e. aqueles que professam e sempre professaram a "supremacia euro-caucasiana" (e seus lacaios) e alguns dos que honestamente sao criticos do poder pos-independencia em Africa [com o Zimbabwe de Mugabe como grande ponto de convergencia entre esses dois afluentes - vejam-se, no entanto as posicoes (conflituosas?) de Graca Machel sobre essa questao: aqui e aqui]... Sendo que, pelo meio, ha' alguns que, como eu, nao estando seguramente do lado dos primeiros e nao necessariamente sempre do lado dos segundos, apenas tentam separar as aguas entre esses dois rios... [por isso reagi deste modo as recomendacoes do Prof. Paul Collier sobre a economia angolana - retomadas aqui e aqui - o qual, por coincidencia, foi tambem professor da Dambisa Moyo, que no seu Dead Aid advoga, nada mais nada menos, que o remedio para todos os problemas actuais de Africa esta' no fim imediato (dentro de 5 anos) da Ajuda ao Desenvolvimento (ou, como dizia a outra "experta" em patetices, "for God's sakes stop aid!") e o recurso dos estados africanos aos mercados financeiros internacionais (... nao, nada vagamente parecido com a criacao das bases para um desenvolvimento, nao apenas economico-financeiro, mas tambem e sobretudo socio-cultural, endogeno e sustentavel...), tendo-o feito num momento em que aqueles se encontra(va)m em profunda crise e num contexto em que a esmagadora maioria das economias africanas nao tem credit ratings que lhes garantam qualquer acesso significativo a tais mercados - veja-se a esse respeito o que no ultimo paragrafo deste artigo se diz sobre a economia Mocambicana... - e sendo que, tambem por coincidencia, para esses mercados ela trabalha...], e por isso acabam(os) sendo vitimas de tentativas de afogamento por ambos os lados!

Ha' ainda um terceiro afluente que e' alimentado pelos proprios circulos do poder de estado de alguns paises africanos e de algumas organizacoes regionais no continente que se tornaram aid dependent, tanto em termos tecnicos como financeiros - para estes, os contingentes de estrangeiros [ex-colonos ou nao; embora isto nao deixe de me trazer a lembranca um alto dirigente da nomenkatura angolana que, nao ha' muito tempo, foi a Portugal declarar que "nos precisamos do homem portugues"... nada contra, se isso nao soasse claramente a "nos precisamos do ex-colono (porque nao estamos a dar conta do recado)"... e menos ainda contra se ele tivesse sido mais especifico e declarasse algo como "nos precisamos prioritariamente de tecnicos qualificados" e acrescentasse, ainda que apenas implicitamente, "porque e' imperioso que invistamos em capital humano e nos precisamos mais ainda do homem angolano, quanto mais nao seja porque foi ele que nos colocou e nos mantem no poder e perante ele temos o dever e a obrigacao de lhe prover e aos seus filhos a formacao adequada para que os angolanos possam competir em pe' de igualdade com qualquer estrangeiro num mundo cada vez mais globalizado!") funcionam como um "buffer" entre os governos/aparelhos de estado e os respectivos povos, que lhes assegura a manutencao do poder e a perpetuacao de determinados individuos em certos cargos, bem como os seus hefty revenue streams e a possibilidade de "brilharem" sozinhos sem quaisquer entraves - era, em parte, a este fenomeno e as suas consequencias socio-culturais a que aqui me referia...

O unico contra-argumento plausivel a essa “inevitabilidade historica” seria se se pudessem encontrar na Africa pre-colonial exemplos de sistemas culturais capazes de gerar, pelo menos potencialmente, estabilidade politica e desenvolvimento economico-social. Aparentemente sim: “(…) o antigo Reino do Congo, notabilizado por ser, então e aparentemente, o único reino organizado na África sub-saariana. (...) Esse palmarés de primeiro entre os reinos sub-saarianos a ter contacto com a Europa e a ter relações diplomáticas com a Santa Sé foi - e continua a ser. .. – motivo de orgulho para os súbditos do rei do Congo e seus actuais descendentes.” Mas… esse mesmo Reino emblematico e paradigmatico “teve como successor o maior emblema e paradigma de fracasso em todas as frentes na Africa pos-colonial: o Congo de Mobutu”!

E, pior do que isso, os seus “actuais descendentes” e “apostolos de Mobutu e da neo-authenticite’”, mesmo quando se apresentam com creditos e meritos profissionais e academicos reconhecidos, sao “monstros racistas e tarados tribais a encarcerar” e “baratas” a eliminar da face da terra: “(…) eles sao, como os boers (e ao contrario de Agostinho Neto - casado civilizadamente com uma mulher branca e que declarou "nao havera' perdao (!) para os 'apostolos da neo-authenticite' do 27 de Maio"...; ou de Mandela - que se divorciou pessoal e politicamente da sua "profeta da neo-authenticite' primeira esposa" e que "so' nao fez o impossivel para nao 'desagradar' os brancos sul-africanos, boers incluidos"...), declaradamente neo-nazis e praticam o primado do dinheiro sobre o direito; o suborno e a falsificação de documentos; a instilação dum racismo e tribalismo como nunca existira na vida económico-social; a distorção de factos históricos e sociais; a intriga e a subserviência; o nepotismo; e, com todas estas armas, a sabotagem subreptícia dos esforços para pôr Angola a funcionar no patamar técno-jurídico-administrativo que já tivera antes da independência.”!

"Logo, 'recolonizacao' e’ o unico caminho a seguir e quem se atreva a 'levantar um dedo ou a bater uma tecla em contrario'... convem saber sempre o que lhe espera!"

Portanto:

QUE VIVA A RECOLONIZACAO!!!
RECOLONIZATION OYE’!!!



(...) Mas, na verdade, nao fosse a gravidade das questoes acima referidas, poderiamos ter poupado o ja' pouco tempo e paciencia que nos restam para todo esse nonsense a mistura com pure evil (!): e' que tudo isso parece claramente nao passar de uma "questao de inteligencia" ou, dito de outro modo, de "competicao pela paridade (ou supremacia?) da etnia, da raca e do genero no dominio intelectual" (poderia dize-lo ainda de outro modo, mas voltar a falar em inveja, ciumes, odio e afins, seria tambem mais do que uma redundancia neste blog... onde e' que por aqui ja' se falou em "inveja dos brains"?)... Senao vejamos (citando da mesma edicao do NJ acima referida):

(...) Os seus “apóstolos” não esmoreceram, nem quando encontraram situações imprevistas como mulatos com os pais, os quatro avós, os oito bisavós e os dezasseis trisavós nados, vividos, mortos e enterrados em Angola; angolanos negros tão ou mais inteligentes que eles e se não deixaram enganar; outros africanos subsaarianos nascidos em Angola (e, não raro de segunda ou até terceira geração) que não abdicam da sua actual nacionalidade e não alinham nos “cantos de sereia” dos apóstolos da neooauthenticité.

(...) O que devemos fazer pela Pátria? Provar à sociedade que o talento assusta os medíocres’ como tão bem descreveu José Alberto Gueiros há mais de 25 anos no extinto Jornal da Bahia - “assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas, boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher no seu círculo de convivência por medo de perder os seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar” O que devemos, perante este cenário, continuar a fazer pela Pátria? Demonstrar à opinião pública que os medíocres, que não aprendem nada com nada, são obstinados na conquista de lugares de destaque. O que devemos continuar a fazer pela Pátria? Pôr em evidência que os medíocres entrincheirados em posições de chefia denotam um medo indisfarçável da inteligência. O que devemos incessantemente continuar a fazer pela Pátria? Desenterrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”…

(...) Como diria o meu amigo Rainer (aprendeu nos Acores): Eta Corisco!...
Bem...! Que tal um 'cruzamento de referencias' com a minha confissao... ou com este "caso"... ou com os meus Boers... ou com os meus Khoisan...?!

(...) E... creio que Ruy Barbosa subscreveria esta: "ha' tanto kabungado tarado e monstruoso com bigodinho a Hitler e a espumar da boca com a lingua de serpente de fora, auto-convencido que e' super-inteligente e talentoizo (...e' que... Deus e' poderoizo!...) por ai a solta, que as vezes fico pensando que a kabunguice e' uma ciencia"!

(...) E, ja' agora, alguem reparou em como o obus dos "monstros raciais e taras tribais" foi lancado para o meu kintal em retaliacao directa e imediata ao comentario a este post e a este ?!... O que nos remete para "outras questoes", nomeadamente "quem e' quem, quem e' amigo de quem, quem se senta a mesa de quem e quem 'debica no prato' de quem"! Mas essas ja' aqui foram, pelo menos parcialmente, abordadas...

(...) Talvez nao seja de todo despiciendo relembrar aqui o meu "celebre debate" com o Negro Ugandes ('tao ou mais inteligente do que eu') Dennis Matanda no (agora infelizmente "desaparecido em combate") Africanpath, sobre a "recolonizacao". Como quem o seguiu de perto (e entenda bem Ingles) tera' anotado, eu comecei por responder ao seu primeiro "Call for Recolonization" com um comentario em que me declarava "un-comfortably numb" ("de-construcao" minha do titulo dos Pink Floyd que, mais recentemente, por aqui passei a volta deste post ), ao que se seguiu o meu primeiro artigo naquele site, como guest blogger, sobre a questao ("Are We All Losing The Plot?"). O Dennis respondeu imediatamente num outro artigo ("We Africans Have Lost The Plot a Long Time Ago") em que reiterava as suas posicoes iniciais, ao que eu voltei a carga tambem com um segundo artigo ("Are We All Losing The Plot? - Part II"), tendo dele obtido a seguinte resposta:

Recovering from an Intellectual Blow

Koluki, I finally got round to reading this article - and I can tell you that I have been blown away - completely. Having said that, you have made a case for the shifting of blame from the leaders of present day African countries to the history of their different nations. But is that not the problem? How can a people who have been showed these examples not react to them? How can we not look into history and 'force' our present leaders to do their good deeds? Lastly, how can we not blame our current leaders yet they, like our historical leaders, are not attempting to be students of history or leadership? That is the core of my argument. If we had leaders in the past, why do we have presidents today?
Again, your article is excellent - and I am bowled over.

Dennis Matanda


Bem, se "recovering from an intellectual blow" e "your article is excellent - and I am bowled over - completely" nao e' "cair no canto da sereia", o que quer que isso signifique...

[E abro aqui um parentesis para notar o seguinte: Este debate e, em particular, esta resposta do Dennis Matanda (e tambem estes artigos de dois jovens Sul-Africanos, ou este debate na blogosfera Mocambicana), e' bem emblematico da diferenca cultural estrutural e estruturante em relacao aquilo que (nao) e' o nivel do "debate" entre os angolanos (ou apenas alguns? ... ou apenas alguns "jornalistas"?... ou apenas alguns "intelectuais"?...): ali debateram-se seriamente ideias e conviccoes fortes e profundas sobre questoes extremamente sensiveis, tendo havido por parte do "derrotado" a hombridade, decencia, educacao, civilidade e elegancia de reconhecer a sua "derrota" e os meritos dos argumentos do adversario - mesmo sendo estes protagonizados por uma mulher (e, acrescente-se, negra!)... O que teriamos (temos tido) nos "pretensos debates" com angolanos? Nada mais do que os ataques ad hominem (... "ad mulher ", incluindo a sua vida intima e privada, ao seu corpo e a sua suposta sexualidade!...), o abuso e insulto mais baixo e soez, a tentativa de humilhacao, degradacao moral e espiritual, objectificacao sexual e destruicao fisica, psicologica e profissional (!) sem quaisquer escrupulos... E' essa a "mentalidade" da generalidade dos (ou de apenas alguns?... ou de apenas alguns "jornalistas"?... ou de apenas alguns "intelectuais"?...) angolanos!]

(...) E... quem diz, pateticamente, "resistir" (em vao) a este 'canto da sereia' e'... psicopata (ruim da cabeca) e... kabungadu (ou doente do pe')!

(...lol...)



ADENDA

"MANDELA, MOBUTU & ME"



In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]



Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]



Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]


Sunday, 27 November 2011

Paula Santana: "O Que Ficou Por Dizer"... (actualizado)




[imagem daqui]


Depois do percurso, muito ficou e ficara’ ainda por dizer.
Mas, para ja’, ha’ algumas coisas que nao podem deixar de ser ditas.
Nomeadamente, que toda esta campanha, que agora parece ter atingido o “extase”, na blogosfera, com a recente implosao (?) de Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e a explosao (!) de Reginaldo Silva (RS) (... e' no que dao egos super-deficitarios e hiper-inflacionados: implodem ou explodem!... e nao sera' de todo despiciendo notar aqui, mais uma vez, a "coincidencia" de ambos serem "would be economists" frustrados e... extremamente arrogantes nessa materia!... e com a agravante de serem ambos racistas e sexistas - embora cada um "a sua maneira"...), teve alguns ‘temas recorrentes’ e um ‘nucleo duro’.

Dentre os 'temas recorrentes' ressaltam:

i) Os meus posicionamentos sobre a Identidade com particular incidencia nas questoes de genero, raca e etnia;

ii) A publicacao do meu primeiro livro, a poesia nele contida e a minha entrada
(... “prematura?”... “imerecida?”...) para a Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) – na qual fui a primeira Mulher Negra a ser admitida e, durante alguns anos apos a minha entrada, o seu membro mais jovem;

iii) A minha vida privada e a minha (imaginada, fantasiada, conspurcada e vilipendiada!) sexualidade, associadas ao “ultrajante” facto de ter permanecido mae solteira, por entre insinuacoes de ter sido a “predadora” responsavel pela morte dos dois companheiros mais significativos da minha vida (Tirso Amaral e David Mestre)...;

iv) A minha alegada “fuga” do pais e os ditos “crimes de lesa-patria” que venho sendo acusada de entretanto ter cometido: e.g. a lideranca do “Movimento dos Estudantes pela Paz” e o seu “Manifesto pelo Direito a Vida”, considerados, no minimo, “inconvenientes” no explosivo contexto politico-militar em que ocorreram; ou o meu trabalho no/para o Secretariado da SADC, em que fui a primeira Angolana a entrar de forma independente do Estado Angolano e por concurso internacional e onde fui trabalhar, ao servico da UE, directamente com alguem considerado “o inimigo”, nao so' por ter encetado um processo de reestruturacao da organizacao que fez "muito boa gente" temer pelos seus postos que julgavam ser "para a vida" e hostilizar, ostracizar e perseguir "gente nova" como eu, mas tambem e sobretudo por representar um pais “atipico” na regiao e que nao fez parte dos paises da “Linha da Frente”, o qual assumiu o mais alto cargo na organizacao em detrimento da candidata de Angola...;

v) O facto de eu ter "ousado" denunciar as "bandeiras" de alguns angolanos na SADC (relatadas AQUI em algum detalhe) e, muito particularmente, a minha saida da organizacao em protesto por um ataque pornografico que me foi feito por um deles...;


Sobre todos esses temas, verdadeiramente nao pretendo dizer muito mais do que o que neste blog ja’ disse – de facto, nao tivessem eles sido forcados, ainda que cobarde, irresponsavel e aviltantemente por detras de cortinas de fumo e de ferro, para as “parangonas” da imprensa, por alguns dos agentes dessa campanha, e.g. Gustavo Costa (GC), Inocencia Mata (IM) e Elizabeth Ceita (EC) e, na blogosfera, por ACGM e RS, eu nunca os teria abordado em publico!

Ja’ sobre o ‘nucleo duro’ nao posso deixar de me expandir um pouco mais:

Esse ‘nucleo duro’ e’ constituido por gente como os ja’ citados RS, IM e EC, a que mais recentemente se foi juntar uma “nova geracao” constituida por gente como ACGM e, 'nos bastidores', por outros como os que prefiro continuar a referir aqui apenas pelas iniciais FVL e AM, so' para citar estes. Todos eles teem uma coisa em comum: a lideranca, filiacao ou associacao ao partido Bloco Democratico (BD), ex- FpD. E a alguns deles une algo mais longinquo, e por isso menos perceptivel, mas perene: a sua militancia em, ou simpatia por, grupos considerados de “extrema esquerda”, e acrescente-se “totalitaria!” - pelo menos, no contexto angolano, relativamente 'a ‘mainstream’ representada pelo MPLA -, desde os tempos do movimento Associativo Estudantil de Luanda durante o chamado PREC (Periodo Revolucionario em Curso) de 1974-76. Foi nesse periodo que os meus passos se cruzaram com os de alguns deles e foi tambem ali que se separaram...

Efectivamente, foi ali que me dei conta da sua postura sobranceira de “dedo em riste e nariz empinado” (a que aqui me referia) para com jovens como eu... E’ que, para eles, ja’ naquela altura, ser-se do MPLA ou da JMPLA significava ser-se “inferior”, “superficial”, “estupido”, “inculto”, “lambebotas”, “servidor do poder”, “pequeno-burgues(a)”, “lumpen” e outros epipetos do genero, como os entao equivalentes, para as raparigas, aos actuais “catorzinha” e “predadora”, para nao referir outros mais “pesados”!...

Assim (...o que, curiosamente, me faz recuar a este post e revisitar este poema...), se eu nao fazia parte dos seus grupos ou nao frequentava os seus circulos, rejeitava pedidos de namoro de alguns rapazes da "malta dos seus liceus", nao passava a vida a recitar trechos de Mao, Staline ou Enver Hoxha (sobretudo deste!) e, pior do que tudo isso, usava calcas LaFinesse ou outras roupas “da moda” na altura, para alguns membros (especialmente as 'cavalheiras') desse tal ‘nucleo duro’, que ja’ entao se auto-consideravam os “unicos e verdadeiros intelectuais e donos de toda a verdade sobre todo o mundo” (... porem, nao que se dedicassem exactamente a criacao, a arte, a poesia, a literatura, ou a musica - mas apenas e tao so' a leituras apressadas e mal digeridas de todo o tipo de ideologias de extrema esquerda importadas em decima primeira mao - e alguns, como RS, ao ponto de arrogantemente "dispensarem" os estudos superiores - do que agora se "arrependem (?)" amargamente!...), nao era porque eu realmente acreditava nos ideais que perseguia como outros jovens atraves da JMPLA, ou porque preferia ir trabalhar nas campanhas de producao ou de alfabetizacao, ou porque realmente nao gostava dos tais rapazes ao ponto de namorar com eles, ou porque preferia ler Marx, Engels, Lenine ou Freud (sobretudo este!), ou estudar para os exames do liceu e, mais do que tudo isso, as roupas que eu usava, ou tinha-as trazido de Portugal aquando das ferias familiares que recentemente la’ tinhamos passado, ou tinham sido desenhadas por mim e costuradas pela minha mae, ou tinham sido compradas numa 'boutique' ou nos entao pervasivos 'fardos' de rua com dinheiro do meu salario – sim!... o primeiro dinheirinho, ainda que apenas simbolico, que ganhei foi-me pago pelo MPLA quando trabalhei no DOM/DORGAN...

Portanto, tudo temas recorrentes que voltaram a aparecer nos intersticios da sordida campanha com que tenho sido vergastada nos ultimos tempos e... tudo temas recorrentes nos intersticios do discurso (aberto ou velado, mas em todo o caso cinico, hipocrita e de falsa moral!) do BD sobre “valores e principios”, atraves do qual mais nao teem do que revelado o que aqui designei a sua postura de "um radicalismo (embora raramente assumido abertamente) dito 'de esquerda' em termos politico-ideologicos e de ideais economicos, associado a um conservadorismo marcadamente 'de direita' e, no limite, de matizes a rocar o puro reaccionarismo (quando nao o mais despudorado neocolonialismo e racismo - em exacta equivalencia ao dito 'endocolonialismo' de que alguns acusam o partido no poder), em termos socio-culturais."! ...

Nao que eu tenha o que quer que seja contra os “valores e principios morais” – bem pelo contrario! De facto, tal como se verificou no periodo do PREC (... e continuo aqui a abster-me, quanto mais nao seja por uma questao de higiene e sanidade fisica, mental, intelectual e social, de abordar a vida privada e/ou a sexualidade dos meus atacantes mais do que o fiz aqui...), se alguma coisa se tem passado nessa campanha tem sido a tentativa, a golpes de (aka)martelo, por parte de pessoas que nem sequer me conhecem (!), de “(des)estruturacao” do meu sistema de valores e principios morais e etico-religiosos, “(des)caracterizacao” da minha personalidade e identidade e “(des)construcao” da minha estabilidade psicologica e integridade moral para aceitar, acomodar e praticar “valores e principios” como o racismo e a pornografia (viz. ACGM), a poligamia e/ou a objectificacao sexual da mulher, a sua anulacao intelectual, assassinio de caracter e tentativa de aniquilamento pessoal e profissional (viz. RS), ou os complexos de superioridade, os preconceitos sociais e etnico-tribais, o pretensiosismo obnoxio, o pseudo-intelectualismo obtuso, a demagogia ideologica e o extremo elitismo bacoco e anti-social (viz. IM e EC), ou ainda a total estigmatizacao social das maes solteiras e a completa desculpabilizacao da irresponsabilidade paterna comum a todos eles!... - O que nao deixa de ser notavel quando vindo de uma "geracao Y" cuja percentagem de "casamentos felizes para sempre" sera', se tanto, inferior a 0,001 por cento e de membros da "geracao R" cuja percentagem equivalente se situa ainda mais abaixo... Ja' para nao falar no numero de casos, sobretudo nesta ultima geracao, de maes solteiras com dois ou mais filhos de pais diferentes!...

E... menos ainda que eu seja militante do MPLA! Deixei de o ser em 1978/79 e nunca mais voltei para tras – ja’ o disse varias vezes e repito-o: nao tenho, nem pretendo ter, qualquer filiacao ou pretensao politico-partidaria!

Mas, mais uma vez, e’ aqui que os nossos passos se cruzam e descruzam: o ‘nucleo duro’ do BD continua a apelidar-me, aberta ou veladamente, “servidora do poder” que “deve ser posta no seu devido lugar” e, neste particular momento politico no pais, como RS fez questao de "deixar saber" na sua explosao usando as suas vestes de Big Brother: "a um ano das eleicoes, o ambiente aquece e... ha' que, nao so' recorrer ao 'hacking' e 'sabotagem' dos emails e blogs do/as 'servidore/as do poder', como "denuncia-las" como "predadoras" com nome completo e foto(s) a acompanhar, mais umas palavras "metidas na boca" para reforcar!... Mas, como aqui referia "(...) por forma a fazerem-me passar por "demente" e "elucubradora" de "fantasmas" que nunca existiram, caso eu sobre eles me pronunciasse, ou deles me tentasse defender!"

E e’ aqui que os “temas recorrentes” que mencionei no inicio assumem uma dimensao particularmente critica perante este ‘nucleo duro’:

- Nele pontifica um grupo cujos apelidos adquiriram uma “equivalencia automatica” 'a palavra “intelectual”: como “engolir” o facto de que 'todo o mundo' como eu tenha sido admitida na “catedral dos intelectuais angolanos” (a UEA) primeiro do que eles, ou que as suas 'damas', 'madames', 'donas', 'femeas' e 'cavalheiras'?!... Ou que 'todo o mundo' como eu tenha entre as suas amizades gente que eles julgavam dever pertencer exclusivamente aos seus "circulos restritos"?!... Ou ainda que a 'estrela candente da literatura angolana' se permitisse dedicar um livro de poemas a 'todo o mundo' como eu?!... Ou, mais ainda, que 'todo o mundo' como eu tivesse sido a primeira angolana a criar um blog bilingue e multitematico, com notavel sucesso tanto a nivel local como global?!...

- Nele pontifica um grupo predominantemente de ascendencia Caboverdiana e/ou Saotomense, ou seja, o sub-grupo "crioulo" a quem o regime colonial portugues concedeu "direitos especiais" relativamente aos "indigenas" de Angola (como aqui, ou aqui, se pode constatar) - independentemente de alguns deles reclamarem ter participado, directa ou indirectamente, na "luta anti-colonial", o que nao significa necessariamente "luta de libertacao nacional" em todo e cada um caso e contexto especifico, uma vez que a luta contra o colonialismo e o fascismo foi transversal a todas as ex-colonias portuguesas e a varios extractos socio-politicos e comum a Portugal - nao tera' sido certamente por acaso que um deles, durante o PREC, liderava em Luanda os designados "Comites Amilcar Cabral" (CACs)... o que talvez explique a sua defesa, ainda que "(mal) encapotada" dos ideais da "recolonizacao"... - assim, como "nao empolar" o facto circunstancial de alguem como eu, que afirma "nao se identificar como crioula", viver fora do pais, ainda que por razoes de forca maior e originadas no proprio pais (...e, em grande medida, com a nefasta contribuicao - leia-se "empurrao"! - de alguns deles!...), ao contrario deles cujas "raizes mais profundas" sao frequentemente questionadas?!... E apesar de alguns deles terem vivido, ou ainda viverem permanentemente fora do pais, e em alguns casos ha' mais tempo do que eu - tendo alguns deles (viz. IM e EC) o topete de me dirigirem ataques nessa base a partir das suas 'catedras' no estrangeiro, onde teem vivido confortavelmente a maior parte das suas vidas!... Como nao apoiar, implicita ou explicitamente, como elementos desse grupo o teem feito, alguem como ACGM nas suas posturas sobre questoes como a lingua, a arte, a cultura, a identidade, a sexualidade das mulheres negras, a raca e o racismo?!...

- Nele pontifica um grupo que, por via de regra e quanto mais nao seja devido as suas inclinacoes "libertarias (de 'libertinagem'!) de esquerda" - onde, de resto, a pornografia figura "ideologicamente" como uma "forma superior de arte"!... -, nao tem propriamente o que se pode chamar vidas familiares e/ou sexuais "estaveis e regradas" - apesar de nos ultimos anos tenderem a gravitar a volta das instituicoes da Igreja Catolica, como a Radio Ecclesia e a Universidade Catolica de Angola, como aqui referi... E isso ja' era assim, e sobretudo (!), durante o PREC, em que se algo se pode dizer sobre a minha conduta nesse dominio e' que eu nunca fiz parte das suas 'orgias e bacanais': como, entao, nao tratar a todo o custo e a qualquer preco de devassar a minha vida privada em busca de "razoes para justificar" o ataque pornografico que me foi feito na SADC enquanto me inventavam um qualquer "relacionamento intimo" com o Secretario Executivo daquela organizacao?!... E, pelo caminho, tentar "desculpabilizar a irresponsabilidade paterna do pai do meu filho" (... coisa que nem ele proprio alguma vez ousou fazer!...), como RS fez tema recorrente no seu blog, embora finalmente tenha acabado por confessar que NAO ME CONHECE de facto: "(...) ela nao tinha nada que se armar em virgem estuprada que ficou gravida!... Afinal trata-se de alguem que ja' esteve muito perto da sarjeta!"... E, mais ainda, fazendo "vista grossa" aos ataques pornograficos de ACGM sobre mim?! Alias, para eles, todo este desaguizado com ACGM mais nao passou do que uma "sexualmente excitante" mud fight a preto e branco entre duas "miudas" que, para o 'positivo' ou o 'negativo', representam (...supostamente "sem quaisquer diferencas reais ou imaginarias" ...) as suas "fantasias mais profundas - reais ou imaginarias"!...
BUT: guess who, in spite of having won all rounds, ends up completely down in the mud at their hands?... A PRETA!!!

- Nele pontifica um grupo que se pretende afirmar como "campeao da democracia e dos direitos humanos": como aceitar que 'todo o mundo' como eu tenha protagonizado, independentemente (e ate' 'a revelia!) deles, alguns actos significativos na luta pela democracia multipartidaria, supra-etnica e supra-racial, pela liberalizacao economica e pelos direitos humanos, civicos e politicos dos Angolanos, passando pelas minhas contribuicoes para as lutas pela paz e a cidadania (sendo de notar que eles se mantiveram conspicuamente ausentes, quando nao a ele abertamente hostis, do movimento a volta do "Manifesto pelo Direito a Vida" e de outras actividades da Comunidade Angolana em prol da paz e da democracia que na altura tiveram lugar em Portugal, onde os seus membros mais proeminentes na altura residiam...), pela liberdade de imprensa ou a equidade/paridade do genero?!... Ou como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu, que julgavam "dever estar 'cega, lobotomizada e incondicionalmente' ao seu servico", se permita pronunciar assim sobre a forma como eles reagiram a sua derrota e (quase) extincao nas ultimas legislativas?!...

- Nele pontifica um grupo com um numero significativo de economistas: como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu tenha um grau de qualificacao em economia superior ao seu e obtido numa das mais reputadas escolas de economia do mundo (e sem qualquer apoio do estado angolano!) e que tenha exercido funcoes tecnicas e academico-profissionais ao nivel regional ou internacional (atraves de concurso publico e, nunca sera' demais nota-lo: sem qualquer apoio do estado angolano!...) que nenhum deles ainda exerceu?!... Como "mastigar" o facto de o meu artigo "Angola, Petroleo e Economia Pos-Conflito: Que Fazer?" e, em geral, a minha serie de cronicas para o SA, tenham tido o impacto que tiveram, tanto dentro, como fora do pais?!... Como "engolir" o 'atrevimento' de 'todo o mundo' como eu questionar um dos seus lideres maximos nestes termos?!... Ou que tenha tido o "topete" de lhes fazer "sugestoes" como esta ou esta?!...

Perante tudo isso, nao me causa muita surpresa que eu apareca agora nas suas "parangonas" apelidada de "predadora!": era preciso "linchar-me" em praca publica de uma vez por todas! ... E' que, afinal de contas, tal como durante o PREC, a intromissao abusiva na vida privada e familiar (... para o que, infelizmente, encontram, ou teem sabido forjar, terreno fertil, na minha familia...), a manipulacao e a chantagem emocional, a intriga, a calunia, a difamacao, a conspiracao e o assassinio de caracter sempre foram as suas armas predilectas para o aniquilamento, real ou virtual, dos seus adversarios - reais ou imaginarios!

... "Mudanca para Melhor"?!... "Democracia"?!... "Tolerancia Politica"?!... "Modernidade"?!... "Esquerda Solidaria"?!... "Valores e Principios Morais, Eticos e Deontologicos"?!... "Intelectualismo"?!... "Preocupacoes com as Questoes de Genero, Raca e Etnia"?!... "Respeito pela Identidade e a Diversidade"?!... "Respeito pelas Mulheres, Criancas e Jovens"?!... "Defesa da Liberdade de Expressao e Opiniao"?!... "Defesa dos Mais Elementares Direitos Humanos e de Cidadania"?!...

[imagem daqui]

Meus caro/as, so' nao vos digo NAO ME FACAM RIR porque so' sao capazes de me fazer chorar, nem CRESCAM E APARECAM porque, como alias fazem sempre muita questao de frizar e "impor", sao todo/as muito "kotas", mais velho/as e "muito mais importantes" do que eu, mas, do alto da SOBRIEDADE e da MATURIDADE dos meus 50 anos + 1 de vida, sempre vos digo:


ENOUGH IS ENOUGH!!!

[... and please, pretty please, DON'T keep in touch!...]


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[imagem daqui]


Depois do percurso, muito ficou e ficara’ ainda por dizer.
Mas, para ja’, ha’ algumas coisas que nao podem deixar de ser ditas.
Nomeadamente, que toda esta campanha, que agora parece ter atingido o “extase”, na blogosfera, com a recente implosao (?) de Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e a explosao (!) de Reginaldo Silva (RS) (... e' no que dao egos super-deficitarios e hiper-inflacionados: implodem ou explodem!... e nao sera' de todo despiciendo notar aqui, mais uma vez, a "coincidencia" de ambos serem "would be economists" frustrados e... extremamente arrogantes nessa materia!... e com a agravante de serem ambos racistas e sexistas - embora cada um "a sua maneira"...), teve alguns ‘temas recorrentes’ e um ‘nucleo duro’.

Dentre os 'temas recorrentes' ressaltam:

i) Os meus posicionamentos sobre a Identidade com particular incidencia nas questoes de genero, raca e etnia;

ii) A publicacao do meu primeiro livro, a poesia nele contida e a minha entrada
(... “prematura?”... “imerecida?”...) para a Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) – na qual fui a primeira Mulher Negra a ser admitida e, durante alguns anos apos a minha entrada, o seu membro mais jovem;

iii) A minha vida privada e a minha (imaginada, fantasiada, conspurcada e vilipendiada!) sexualidade, associadas ao “ultrajante” facto de ter permanecido mae solteira, por entre insinuacoes de ter sido a “predadora” responsavel pela morte dos dois companheiros mais significativos da minha vida (Tirso Amaral e David Mestre)...;

iv) A minha alegada “fuga” do pais e os ditos “crimes de lesa-patria” que venho sendo acusada de entretanto ter cometido: e.g. a lideranca do “Movimento dos Estudantes pela Paz” e o seu “Manifesto pelo Direito a Vida”, considerados, no minimo, “inconvenientes” no explosivo contexto politico-militar em que ocorreram; ou o meu trabalho no/para o Secretariado da SADC, em que fui a primeira Angolana a entrar de forma independente do Estado Angolano e por concurso internacional e onde fui trabalhar, ao servico da UE, directamente com alguem considerado “o inimigo”, nao so' por ter encetado um processo de reestruturacao da organizacao que fez "muito boa gente" temer pelos seus postos que julgavam ser "para a vida" e hostilizar, ostracizar e perseguir "gente nova" como eu, mas tambem e sobretudo por representar um pais “atipico” na regiao e que nao fez parte dos paises da “Linha da Frente”, o qual assumiu o mais alto cargo na organizacao em detrimento da candidata de Angola...;

v) O facto de eu ter "ousado" denunciar as "bandeiras" de alguns angolanos na SADC (relatadas AQUI em algum detalhe) e, muito particularmente, a minha saida da organizacao em protesto por um ataque pornografico que me foi feito por um deles...;


Sobre todos esses temas, verdadeiramente nao pretendo dizer muito mais do que o que neste blog ja’ disse – de facto, nao tivessem eles sido forcados, ainda que cobarde, irresponsavel e aviltantemente por detras de cortinas de fumo e de ferro, para as “parangonas” da imprensa, por alguns dos agentes dessa campanha, e.g. Gustavo Costa (GC), Inocencia Mata (IM) e Elizabeth Ceita (EC) e, na blogosfera, por ACGM e RS, eu nunca os teria abordado em publico!

Ja’ sobre o ‘nucleo duro’ nao posso deixar de me expandir um pouco mais:

Esse ‘nucleo duro’ e’ constituido por gente como os ja’ citados RS, IM e EC, a que mais recentemente se foi juntar uma “nova geracao” constituida por gente como ACGM e, 'nos bastidores', por outros como os que prefiro continuar a referir aqui apenas pelas iniciais FVL e AM, so' para citar estes. Todos eles teem uma coisa em comum: a lideranca, filiacao ou associacao ao partido Bloco Democratico (BD), ex- FpD. E a alguns deles une algo mais longinquo, e por isso menos perceptivel, mas perene: a sua militancia em, ou simpatia por, grupos considerados de “extrema esquerda”, e acrescente-se “totalitaria!” - pelo menos, no contexto angolano, relativamente 'a ‘mainstream’ representada pelo MPLA -, desde os tempos do movimento Associativo Estudantil de Luanda durante o chamado PREC (Periodo Revolucionario em Curso) de 1974-76. Foi nesse periodo que os meus passos se cruzaram com os de alguns deles e foi tambem ali que se separaram...

Efectivamente, foi ali que me dei conta da sua postura sobranceira de “dedo em riste e nariz empinado” (a que aqui me referia) para com jovens como eu... E’ que, para eles, ja’ naquela altura, ser-se do MPLA ou da JMPLA significava ser-se “inferior”, “superficial”, “estupido”, “inculto”, “lambebotas”, “servidor do poder”, “pequeno-burgues(a)”, “lumpen” e outros epipetos do genero, como os entao equivalentes, para as raparigas, aos actuais “catorzinha” e “predadora”, para nao referir outros mais “pesados”!...

Assim (...o que, curiosamente, me faz recuar a este post e revisitar este poema...), se eu nao fazia parte dos seus grupos ou nao frequentava os seus circulos, rejeitava pedidos de namoro de alguns rapazes da "malta dos seus liceus", nao passava a vida a recitar trechos de Mao, Staline ou Enver Hoxha (sobretudo deste!) e, pior do que tudo isso, usava calcas LaFinesse ou outras roupas “da moda” na altura, para alguns membros (especialmente as 'cavalheiras') desse tal ‘nucleo duro’, que ja’ entao se auto-consideravam os “unicos e verdadeiros intelectuais e donos de toda a verdade sobre todo o mundo” (... porem, nao que se dedicassem exactamente a criacao, a arte, a poesia, a literatura, ou a musica - mas apenas e tao so' a leituras apressadas e mal digeridas de todo o tipo de ideologias de extrema esquerda importadas em decima primeira mao - e alguns, como RS, ao ponto de arrogantemente "dispensarem" os estudos superiores - do que agora se "arrependem (?)" amargamente!...), nao era porque eu realmente acreditava nos ideais que perseguia como outros jovens atraves da JMPLA, ou porque preferia ir trabalhar nas campanhas de producao ou de alfabetizacao, ou porque realmente nao gostava dos tais rapazes ao ponto de namorar com eles, ou porque preferia ler Marx, Engels, Lenine ou Freud (sobretudo este!), ou estudar para os exames do liceu e, mais do que tudo isso, as roupas que eu usava, ou tinha-as trazido de Portugal aquando das ferias familiares que recentemente la’ tinhamos passado, ou tinham sido desenhadas por mim e costuradas pela minha mae, ou tinham sido compradas numa 'boutique' ou nos entao pervasivos 'fardos' de rua com dinheiro do meu salario – sim!... o primeiro dinheirinho, ainda que apenas simbolico, que ganhei foi-me pago pelo MPLA quando trabalhei no DOM/DORGAN...

Portanto, tudo temas recorrentes que voltaram a aparecer nos intersticios da sordida campanha com que tenho sido vergastada nos ultimos tempos e... tudo temas recorrentes nos intersticios do discurso (aberto ou velado, mas em todo o caso cinico, hipocrita e de falsa moral!) do BD sobre “valores e principios”, atraves do qual mais nao teem do que revelado o que aqui designei a sua postura de "um radicalismo (embora raramente assumido abertamente) dito 'de esquerda' em termos politico-ideologicos e de ideais economicos, associado a um conservadorismo marcadamente 'de direita' e, no limite, de matizes a rocar o puro reaccionarismo (quando nao o mais despudorado neocolonialismo e racismo - em exacta equivalencia ao dito 'endocolonialismo' de que alguns acusam o partido no poder), em termos socio-culturais."! ...

Nao que eu tenha o que quer que seja contra os “valores e principios morais” – bem pelo contrario! De facto, tal como se verificou no periodo do PREC (... e continuo aqui a abster-me, quanto mais nao seja por uma questao de higiene e sanidade fisica, mental, intelectual e social, de abordar a vida privada e/ou a sexualidade dos meus atacantes mais do que o fiz aqui...), se alguma coisa se tem passado nessa campanha tem sido a tentativa, a golpes de (aka)martelo, por parte de pessoas que nem sequer me conhecem (!), de “(des)estruturacao” do meu sistema de valores e principios morais e etico-religiosos, “(des)caracterizacao” da minha personalidade e identidade e “(des)construcao” da minha estabilidade psicologica e integridade moral para aceitar, acomodar e praticar “valores e principios” como o racismo e a pornografia (viz. ACGM), a poligamia e/ou a objectificacao sexual da mulher, a sua anulacao intelectual, assassinio de caracter e tentativa de aniquilamento pessoal e profissional (viz. RS), ou os complexos de superioridade, os preconceitos sociais e etnico-tribais, o pretensiosismo obnoxio, o pseudo-intelectualismo obtuso, a demagogia ideologica e o extremo elitismo bacoco e anti-social (viz. IM e EC), ou ainda a total estigmatizacao social das maes solteiras e a completa desculpabilizacao da irresponsabilidade paterna comum a todos eles!... - O que nao deixa de ser notavel quando vindo de uma "geracao Y" cuja percentagem de "casamentos felizes para sempre" sera', se tanto, inferior a 0,001 por cento e de membros da "geracao R" cuja percentagem equivalente se situa ainda mais abaixo... Ja' para nao falar no numero de casos, sobretudo nesta ultima geracao, de maes solteiras com dois ou mais filhos de pais diferentes!...

E... menos ainda que eu seja militante do MPLA! Deixei de o ser em 1978/79 e nunca mais voltei para tras – ja’ o disse varias vezes e repito-o: nao tenho, nem pretendo ter, qualquer filiacao ou pretensao politico-partidaria!

Mas, mais uma vez, e’ aqui que os nossos passos se cruzam e descruzam: o ‘nucleo duro’ do BD continua a apelidar-me, aberta ou veladamente, “servidora do poder” que “deve ser posta no seu devido lugar” e, neste particular momento politico no pais, como RS fez questao de "deixar saber" na sua explosao usando as suas vestes de Big Brother: "a um ano das eleicoes, o ambiente aquece e... ha' que, nao so' recorrer ao 'hacking' e 'sabotagem' dos emails e blogs do/as 'servidore/as do poder', como "denuncia-las" como "predadoras" com nome completo e foto(s) a acompanhar, mais umas palavras "metidas na boca" para reforcar!... Mas, como aqui referia "(...) por forma a fazerem-me passar por "demente" e "elucubradora" de "fantasmas" que nunca existiram, caso eu sobre eles me pronunciasse, ou deles me tentasse defender!"

E e’ aqui que os “temas recorrentes” que mencionei no inicio assumem uma dimensao particularmente critica perante este ‘nucleo duro’:

- Nele pontifica um grupo cujos apelidos adquiriram uma “equivalencia automatica” 'a palavra “intelectual”: como “engolir” o facto de que 'todo o mundo' como eu tenha sido admitida na “catedral dos intelectuais angolanos” (a UEA) primeiro do que eles, ou que as suas 'damas', 'madames', 'donas', 'femeas' e 'cavalheiras'?!... Ou que 'todo o mundo' como eu tenha entre as suas amizades gente que eles julgavam dever pertencer exclusivamente aos seus "circulos restritos"?!... Ou ainda que a 'estrela candente da literatura angolana' se permitisse dedicar um livro de poemas a 'todo o mundo' como eu?!... Ou, mais ainda, que 'todo o mundo' como eu tivesse sido a primeira angolana a criar um blog bilingue e multitematico, com notavel sucesso tanto a nivel local como global?!...

- Nele pontifica um grupo predominantemente de ascendencia Caboverdiana e/ou Saotomense, ou seja, o sub-grupo "crioulo" a quem o regime colonial portugues concedeu "direitos especiais" relativamente aos "indigenas" de Angola (como aqui, ou aqui, se pode constatar) - independentemente de alguns deles reclamarem ter participado, directa ou indirectamente, na "luta anti-colonial", o que nao significa necessariamente "luta de libertacao nacional" em todo e cada um caso e contexto especifico, uma vez que a luta contra o colonialismo e o fascismo foi transversal a todas as ex-colonias portuguesas e a varios extractos socio-politicos e comum a Portugal - nao tera' sido certamente por acaso que um deles, durante o PREC, liderava em Luanda os designados "Comites Amilcar Cabral" (CACs)... o que talvez explique a sua defesa, ainda que "(mal) encapotada" dos ideais da "recolonizacao"... - assim, como "nao empolar" o facto circunstancial de alguem como eu, que afirma "nao se identificar como crioula", viver fora do pais, ainda que por razoes de forca maior e originadas no proprio pais (...e, em grande medida, com a nefasta contribuicao - leia-se "empurrao"! - de alguns deles!...), ao contrario deles cujas "raizes mais profundas" sao frequentemente questionadas?!... E apesar de alguns deles terem vivido, ou ainda viverem permanentemente fora do pais, e em alguns casos ha' mais tempo do que eu - tendo alguns deles (viz. IM e EC) o topete de me dirigirem ataques nessa base a partir das suas 'catedras' no estrangeiro, onde teem vivido confortavelmente a maior parte das suas vidas!... Como nao apoiar, implicita ou explicitamente, como elementos desse grupo o teem feito, alguem como ACGM nas suas posturas sobre questoes como a lingua, a arte, a cultura, a identidade, a sexualidade das mulheres negras, a raca e o racismo?!...

- Nele pontifica um grupo que, por via de regra e quanto mais nao seja devido as suas inclinacoes "libertarias (de 'libertinagem'!) de esquerda" - onde, de resto, a pornografia figura "ideologicamente" como uma "forma superior de arte"!... -, nao tem propriamente o que se pode chamar vidas familiares e/ou sexuais "estaveis e regradas" - apesar de nos ultimos anos tenderem a gravitar a volta das instituicoes da Igreja Catolica, como a Radio Ecclesia e a Universidade Catolica de Angola, como aqui referi... E isso ja' era assim, e sobretudo (!), durante o PREC, em que se algo se pode dizer sobre a minha conduta nesse dominio e' que eu nunca fiz parte das suas 'orgias e bacanais': como, entao, nao tratar a todo o custo e a qualquer preco de devassar a minha vida privada em busca de "razoes para justificar" o ataque pornografico que me foi feito na SADC enquanto me inventavam um qualquer "relacionamento intimo" com o Secretario Executivo daquela organizacao?!... E, pelo caminho, tentar "desculpabilizar a irresponsabilidade paterna do pai do meu filho" (... coisa que nem ele proprio alguma vez ousou fazer!...), como RS fez tema recorrente no seu blog, embora finalmente tenha acabado por confessar que NAO ME CONHECE de facto: "(...) ela nao tinha nada que se armar em virgem estuprada que ficou gravida!... Afinal trata-se de alguem que ja' esteve muito perto da sarjeta!"... E, mais ainda, fazendo "vista grossa" aos ataques pornograficos de ACGM sobre mim?! Alias, para eles, todo este desaguizado com ACGM mais nao passou do que uma "sexualmente excitante" mud fight a preto e branco entre duas "miudas" que, para o 'positivo' ou o 'negativo', representam (...supostamente "sem quaisquer diferencas reais ou imaginarias" ...) as suas "fantasias mais profundas - reais ou imaginarias"!...
BUT: guess who, in spite of having won all rounds, ends up completely down in the mud at their hands?... A PRETA!!!

- Nele pontifica um grupo que se pretende afirmar como "campeao da democracia e dos direitos humanos": como aceitar que 'todo o mundo' como eu tenha protagonizado, independentemente (e ate' 'a revelia!) deles, alguns actos significativos na luta pela democracia multipartidaria, supra-etnica e supra-racial, pela liberalizacao economica e pelos direitos humanos, civicos e politicos dos Angolanos, passando pelas minhas contribuicoes para as lutas pela paz e a cidadania (sendo de notar que eles se mantiveram conspicuamente ausentes, quando nao a ele abertamente hostis, do movimento a volta do "Manifesto pelo Direito a Vida" e de outras actividades da Comunidade Angolana em prol da paz e da democracia que na altura tiveram lugar em Portugal, onde os seus membros mais proeminentes na altura residiam...), pela liberdade de imprensa ou a equidade/paridade do genero?!... Ou como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu, que julgavam "dever estar 'cega, lobotomizada e incondicionalmente' ao seu servico", se permita pronunciar assim sobre a forma como eles reagiram a sua derrota e (quase) extincao nas ultimas legislativas?!...

- Nele pontifica um grupo com um numero significativo de economistas: como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu tenha um grau de qualificacao em economia superior ao seu e obtido numa das mais reputadas escolas de economia do mundo (e sem qualquer apoio do estado angolano!) e que tenha exercido funcoes tecnicas e academico-profissionais ao nivel regional ou internacional (atraves de concurso publico e, nunca sera' demais nota-lo: sem qualquer apoio do estado angolano!...) que nenhum deles ainda exerceu?!... Como "mastigar" o facto de o meu artigo "Angola, Petroleo e Economia Pos-Conflito: Que Fazer?" e, em geral, a minha serie de cronicas para o SA, tenham tido o impacto que tiveram, tanto dentro, como fora do pais?!... Como "engolir" o 'atrevimento' de 'todo o mundo' como eu questionar um dos seus lideres maximos nestes termos?!... Ou que tenha tido o "topete" de lhes fazer "sugestoes" como esta ou esta?!...

Perante tudo isso, nao me causa muita surpresa que eu apareca agora nas suas "parangonas" apelidada de "predadora!": era preciso "linchar-me" em praca publica de uma vez por todas! ... E' que, afinal de contas, tal como durante o PREC, a intromissao abusiva na vida privada e familiar (... para o que, infelizmente, encontram, ou teem sabido forjar, terreno fertil, na minha familia...), a manipulacao e a chantagem emocional, a intriga, a calunia, a difamacao, a conspiracao e o assassinio de caracter sempre foram as suas armas predilectas para o aniquilamento, real ou virtual, dos seus adversarios - reais ou imaginarios!

... "Mudanca para Melhor"?!... "Democracia"?!... "Tolerancia Politica"?!... "Modernidade"?!... "Esquerda Solidaria"?!... "Valores e Principios Morais, Eticos e Deontologicos"?!... "Intelectualismo"?!... "Preocupacoes com as Questoes de Genero, Raca e Etnia"?!... "Respeito pela Identidade e a Diversidade"?!... "Respeito pelas Mulheres, Criancas e Jovens"?!... "Defesa da Liberdade de Expressao e Opiniao"?!... "Defesa dos Mais Elementares Direitos Humanos e de Cidadania"?!...

[imagem daqui]

Meus caro/as, so' nao vos digo NAO ME FACAM RIR porque so' sao capazes de me fazer chorar, nem CRESCAM E APARECAM porque, como alias fazem sempre muita questao de frizar e "impor", sao todo/as muito "kotas", mais velho/as e "muito mais importantes" do que eu, mas, do alto da SOBRIEDADE e da MATURIDADE dos meus 50 anos + 1 de vida, sempre vos digo:


ENOUGH IS ENOUGH!!!

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Wednesday, 16 November 2011

Ana Paula Santana: O Percurso de "Uma Predadora"... (actualizado)



... Ou "Um Caso Mal Estudado"...

[imagem daqui - passando por aqui; Foto: BB]


Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

[imagem daqui]

• Blogs

daKappo
Kongo Blues
Luanda Azul - Luanda Blues


• Participacoes Especiais na Blogosfera

AfricanPath

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My Weku

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[imagem daqui - passando por aqui; Foto: BB]


Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

[imagem daqui]

• Blogs

daKappo
Kongo Blues
Luanda Azul - Luanda Blues


• Participacoes Especiais na Blogosfera

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