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Sunday, 27 November 2011

Paula Santana: "O Que Ficou Por Dizer"... (actualizado)




[imagem daqui]


Depois do percurso, muito ficou e ficara’ ainda por dizer.
Mas, para ja’, ha’ algumas coisas que nao podem deixar de ser ditas.
Nomeadamente, que toda esta campanha, que agora parece ter atingido o “extase”, na blogosfera, com a recente implosao (?) de Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e a explosao (!) de Reginaldo Silva (RS) (... e' no que dao egos super-deficitarios e hiper-inflacionados: implodem ou explodem!... e nao sera' de todo despiciendo notar aqui, mais uma vez, a "coincidencia" de ambos serem "would be economists" frustrados e... extremamente arrogantes nessa materia!... e com a agravante de serem ambos racistas e sexistas - embora cada um "a sua maneira"...), teve alguns ‘temas recorrentes’ e um ‘nucleo duro’.

Dentre os 'temas recorrentes' ressaltam:

i) Os meus posicionamentos sobre a Identidade com particular incidencia nas questoes de genero, raca e etnia;

ii) A publicacao do meu primeiro livro, a poesia nele contida e a minha entrada
(... “prematura?”... “imerecida?”...) para a Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) – na qual fui a primeira Mulher Negra a ser admitida e, durante alguns anos apos a minha entrada, o seu membro mais jovem;

iii) A minha vida privada e a minha (imaginada, fantasiada, conspurcada e vilipendiada!) sexualidade, associadas ao “ultrajante” facto de ter permanecido mae solteira, por entre insinuacoes de ter sido a “predadora” responsavel pela morte dos dois companheiros mais significativos da minha vida (Tirso Amaral e David Mestre)...;

iv) A minha alegada “fuga” do pais e os ditos “crimes de lesa-patria” que venho sendo acusada de entretanto ter cometido: e.g. a lideranca do “Movimento dos Estudantes pela Paz” e o seu “Manifesto pelo Direito a Vida”, considerados, no minimo, “inconvenientes” no explosivo contexto politico-militar em que ocorreram; ou o meu trabalho no/para o Secretariado da SADC, em que fui a primeira Angolana a entrar de forma independente do Estado Angolano e por concurso internacional e onde fui trabalhar, ao servico da UE, directamente com alguem considerado “o inimigo”, nao so' por ter encetado um processo de reestruturacao da organizacao que fez "muito boa gente" temer pelos seus postos que julgavam ser "para a vida" e hostilizar, ostracizar e perseguir "gente nova" como eu, mas tambem e sobretudo por representar um pais “atipico” na regiao e que nao fez parte dos paises da “Linha da Frente”, o qual assumiu o mais alto cargo na organizacao em detrimento da candidata de Angola...;

v) O facto de eu ter "ousado" denunciar as "bandeiras" de alguns angolanos na SADC (relatadas AQUI em algum detalhe) e, muito particularmente, a minha saida da organizacao em protesto por um ataque pornografico que me foi feito por um deles...;


Sobre todos esses temas, verdadeiramente nao pretendo dizer muito mais do que o que neste blog ja’ disse – de facto, nao tivessem eles sido forcados, ainda que cobarde, irresponsavel e aviltantemente por detras de cortinas de fumo e de ferro, para as “parangonas” da imprensa, por alguns dos agentes dessa campanha, e.g. Gustavo Costa (GC), Inocencia Mata (IM) e Elizabeth Ceita (EC) e, na blogosfera, por ACGM e RS, eu nunca os teria abordado em publico!

Ja’ sobre o ‘nucleo duro’ nao posso deixar de me expandir um pouco mais:

Esse ‘nucleo duro’ e’ constituido por gente como os ja’ citados RS, IM e EC, a que mais recentemente se foi juntar uma “nova geracao” constituida por gente como ACGM e, 'nos bastidores', por outros como os que prefiro continuar a referir aqui apenas pelas iniciais FVL e AM, so' para citar estes. Todos eles teem uma coisa em comum: a lideranca, filiacao ou associacao ao partido Bloco Democratico (BD), ex- FpD. E a alguns deles une algo mais longinquo, e por isso menos perceptivel, mas perene: a sua militancia em, ou simpatia por, grupos considerados de “extrema esquerda”, e acrescente-se “totalitaria!” - pelo menos, no contexto angolano, relativamente 'a ‘mainstream’ representada pelo MPLA -, desde os tempos do movimento Associativo Estudantil de Luanda durante o chamado PREC (Periodo Revolucionario em Curso) de 1974-76. Foi nesse periodo que os meus passos se cruzaram com os de alguns deles e foi tambem ali que se separaram...

Efectivamente, foi ali que me dei conta da sua postura sobranceira de “dedo em riste e nariz empinado” (a que aqui me referia) para com jovens como eu... E’ que, para eles, ja’ naquela altura, ser-se do MPLA ou da JMPLA significava ser-se “inferior”, “superficial”, “estupido”, “inculto”, “lambebotas”, “servidor do poder”, “pequeno-burgues(a)”, “lumpen” e outros epipetos do genero, como os entao equivalentes, para as raparigas, aos actuais “catorzinha” e “predadora”, para nao referir outros mais “pesados”!...

Assim (...o que, curiosamente, me faz recuar a este post e revisitar este poema...), se eu nao fazia parte dos seus grupos ou nao frequentava os seus circulos, rejeitava pedidos de namoro de alguns rapazes da "malta dos seus liceus", nao passava a vida a recitar trechos de Mao, Staline ou Enver Hoxha (sobretudo deste!) e, pior do que tudo isso, usava calcas LaFinesse ou outras roupas “da moda” na altura, para alguns membros (especialmente as 'cavalheiras') desse tal ‘nucleo duro’, que ja’ entao se auto-consideravam os “unicos e verdadeiros intelectuais e donos de toda a verdade sobre todo o mundo” (... porem, nao que se dedicassem exactamente a criacao, a arte, a poesia, a literatura, ou a musica - mas apenas e tao so' a leituras apressadas e mal digeridas de todo o tipo de ideologias de extrema esquerda importadas em decima primeira mao - e alguns, como RS, ao ponto de arrogantemente "dispensarem" os estudos superiores - do que agora se "arrependem (?)" amargamente!...), nao era porque eu realmente acreditava nos ideais que perseguia como outros jovens atraves da JMPLA, ou porque preferia ir trabalhar nas campanhas de producao ou de alfabetizacao, ou porque realmente nao gostava dos tais rapazes ao ponto de namorar com eles, ou porque preferia ler Marx, Engels, Lenine ou Freud (sobretudo este!), ou estudar para os exames do liceu e, mais do que tudo isso, as roupas que eu usava, ou tinha-as trazido de Portugal aquando das ferias familiares que recentemente la’ tinhamos passado, ou tinham sido desenhadas por mim e costuradas pela minha mae, ou tinham sido compradas numa 'boutique' ou nos entao pervasivos 'fardos' de rua com dinheiro do meu salario – sim!... o primeiro dinheirinho, ainda que apenas simbolico, que ganhei foi-me pago pelo MPLA quando trabalhei no DOM/DORGAN...

Portanto, tudo temas recorrentes que voltaram a aparecer nos intersticios da sordida campanha com que tenho sido vergastada nos ultimos tempos e... tudo temas recorrentes nos intersticios do discurso (aberto ou velado, mas em todo o caso cinico, hipocrita e de falsa moral!) do BD sobre “valores e principios”, atraves do qual mais nao teem do que revelado o que aqui designei a sua postura de "um radicalismo (embora raramente assumido abertamente) dito 'de esquerda' em termos politico-ideologicos e de ideais economicos, associado a um conservadorismo marcadamente 'de direita' e, no limite, de matizes a rocar o puro reaccionarismo (quando nao o mais despudorado neocolonialismo e racismo - em exacta equivalencia ao dito 'endocolonialismo' de que alguns acusam o partido no poder), em termos socio-culturais."! ...

Nao que eu tenha o que quer que seja contra os “valores e principios morais” – bem pelo contrario! De facto, tal como se verificou no periodo do PREC (... e continuo aqui a abster-me, quanto mais nao seja por uma questao de higiene e sanidade fisica, mental, intelectual e social, de abordar a vida privada e/ou a sexualidade dos meus atacantes mais do que o fiz aqui...), se alguma coisa se tem passado nessa campanha tem sido a tentativa, a golpes de (aka)martelo, por parte de pessoas que nem sequer me conhecem (!), de “(des)estruturacao” do meu sistema de valores e principios morais e etico-religiosos, “(des)caracterizacao” da minha personalidade e identidade e “(des)construcao” da minha estabilidade psicologica e integridade moral para aceitar, acomodar e praticar “valores e principios” como o racismo e a pornografia (viz. ACGM), a poligamia e/ou a objectificacao sexual da mulher, a sua anulacao intelectual, assassinio de caracter e tentativa de aniquilamento pessoal e profissional (viz. RS), ou os complexos de superioridade, os preconceitos sociais e etnico-tribais, o pretensiosismo obnoxio, o pseudo-intelectualismo obtuso, a demagogia ideologica e o extremo elitismo bacoco e anti-social (viz. IM e EC), ou ainda a total estigmatizacao social das maes solteiras e a completa desculpabilizacao da irresponsabilidade paterna comum a todos eles!... - O que nao deixa de ser notavel quando vindo de uma "geracao Y" cuja percentagem de "casamentos felizes para sempre" sera', se tanto, inferior a 0,001 por cento e de membros da "geracao R" cuja percentagem equivalente se situa ainda mais abaixo... Ja' para nao falar no numero de casos, sobretudo nesta ultima geracao, de maes solteiras com dois ou mais filhos de pais diferentes!...

E... menos ainda que eu seja militante do MPLA! Deixei de o ser em 1978/79 e nunca mais voltei para tras – ja’ o disse varias vezes e repito-o: nao tenho, nem pretendo ter, qualquer filiacao ou pretensao politico-partidaria!

Mas, mais uma vez, e’ aqui que os nossos passos se cruzam e descruzam: o ‘nucleo duro’ do BD continua a apelidar-me, aberta ou veladamente, “servidora do poder” que “deve ser posta no seu devido lugar” e, neste particular momento politico no pais, como RS fez questao de "deixar saber" na sua explosao usando as suas vestes de Big Brother: "a um ano das eleicoes, o ambiente aquece e... ha' que, nao so' recorrer ao 'hacking' e 'sabotagem' dos emails e blogs do/as 'servidore/as do poder', como "denuncia-las" como "predadoras" com nome completo e foto(s) a acompanhar, mais umas palavras "metidas na boca" para reforcar!... Mas, como aqui referia "(...) por forma a fazerem-me passar por "demente" e "elucubradora" de "fantasmas" que nunca existiram, caso eu sobre eles me pronunciasse, ou deles me tentasse defender!"

E e’ aqui que os “temas recorrentes” que mencionei no inicio assumem uma dimensao particularmente critica perante este ‘nucleo duro’:

- Nele pontifica um grupo cujos apelidos adquiriram uma “equivalencia automatica” 'a palavra “intelectual”: como “engolir” o facto de que 'todo o mundo' como eu tenha sido admitida na “catedral dos intelectuais angolanos” (a UEA) primeiro do que eles, ou que as suas 'damas', 'madames', 'donas', 'femeas' e 'cavalheiras'?!... Ou que 'todo o mundo' como eu tenha entre as suas amizades gente que eles julgavam dever pertencer exclusivamente aos seus "circulos restritos"?!... Ou ainda que a 'estrela candente da literatura angolana' se permitisse dedicar um livro de poemas a 'todo o mundo' como eu?!... Ou, mais ainda, que 'todo o mundo' como eu tivesse sido a primeira angolana a criar um blog bilingue e multitematico, com notavel sucesso tanto a nivel local como global?!...

- Nele pontifica um grupo predominantemente de ascendencia Caboverdiana e/ou Saotomense, ou seja, o sub-grupo "crioulo" a quem o regime colonial portugues concedeu "direitos especiais" relativamente aos "indigenas" de Angola (como aqui, ou aqui, se pode constatar) - independentemente de alguns deles reclamarem ter participado, directa ou indirectamente, na "luta anti-colonial", o que nao significa necessariamente "luta de libertacao nacional" em todo e cada um caso e contexto especifico, uma vez que a luta contra o colonialismo e o fascismo foi transversal a todas as ex-colonias portuguesas e a varios extractos socio-politicos e comum a Portugal - nao tera' sido certamente por acaso que um deles, durante o PREC, liderava em Luanda os designados "Comites Amilcar Cabral" (CACs)... o que talvez explique a sua defesa, ainda que "(mal) encapotada" dos ideais da "recolonizacao"... - assim, como "nao empolar" o facto circunstancial de alguem como eu, que afirma "nao se identificar como crioula", viver fora do pais, ainda que por razoes de forca maior e originadas no proprio pais (...e, em grande medida, com a nefasta contribuicao - leia-se "empurrao"! - de alguns deles!...), ao contrario deles cujas "raizes mais profundas" sao frequentemente questionadas?!... E apesar de alguns deles terem vivido, ou ainda viverem permanentemente fora do pais, e em alguns casos ha' mais tempo do que eu - tendo alguns deles (viz. IM e EC) o topete de me dirigirem ataques nessa base a partir das suas 'catedras' no estrangeiro, onde teem vivido confortavelmente a maior parte das suas vidas!... Como nao apoiar, implicita ou explicitamente, como elementos desse grupo o teem feito, alguem como ACGM nas suas posturas sobre questoes como a lingua, a arte, a cultura, a identidade, a sexualidade das mulheres negras, a raca e o racismo?!...

- Nele pontifica um grupo que, por via de regra e quanto mais nao seja devido as suas inclinacoes "libertarias (de 'libertinagem'!) de esquerda" - onde, de resto, a pornografia figura "ideologicamente" como uma "forma superior de arte"!... -, nao tem propriamente o que se pode chamar vidas familiares e/ou sexuais "estaveis e regradas" - apesar de nos ultimos anos tenderem a gravitar a volta das instituicoes da Igreja Catolica, como a Radio Ecclesia e a Universidade Catolica de Angola, como aqui referi... E isso ja' era assim, e sobretudo (!), durante o PREC, em que se algo se pode dizer sobre a minha conduta nesse dominio e' que eu nunca fiz parte das suas 'orgias e bacanais': como, entao, nao tratar a todo o custo e a qualquer preco de devassar a minha vida privada em busca de "razoes para justificar" o ataque pornografico que me foi feito na SADC enquanto me inventavam um qualquer "relacionamento intimo" com o Secretario Executivo daquela organizacao?!... E, pelo caminho, tentar "desculpabilizar a irresponsabilidade paterna do pai do meu filho" (... coisa que nem ele proprio alguma vez ousou fazer!...), como RS fez tema recorrente no seu blog, embora finalmente tenha acabado por confessar que NAO ME CONHECE de facto: "(...) ela nao tinha nada que se armar em virgem estuprada que ficou gravida!... Afinal trata-se de alguem que ja' esteve muito perto da sarjeta!"... E, mais ainda, fazendo "vista grossa" aos ataques pornograficos de ACGM sobre mim?! Alias, para eles, todo este desaguizado com ACGM mais nao passou do que uma "sexualmente excitante" mud fight a preto e branco entre duas "miudas" que, para o 'positivo' ou o 'negativo', representam (...supostamente "sem quaisquer diferencas reais ou imaginarias" ...) as suas "fantasias mais profundas - reais ou imaginarias"!...
BUT: guess who, in spite of having won all rounds, ends up completely down in the mud at their hands?... A PRETA!!!

- Nele pontifica um grupo que se pretende afirmar como "campeao da democracia e dos direitos humanos": como aceitar que 'todo o mundo' como eu tenha protagonizado, independentemente (e ate' 'a revelia!) deles, alguns actos significativos na luta pela democracia multipartidaria, supra-etnica e supra-racial, pela liberalizacao economica e pelos direitos humanos, civicos e politicos dos Angolanos, passando pelas minhas contribuicoes para as lutas pela paz e a cidadania (sendo de notar que eles se mantiveram conspicuamente ausentes, quando nao a ele abertamente hostis, do movimento a volta do "Manifesto pelo Direito a Vida" e de outras actividades da Comunidade Angolana em prol da paz e da democracia que na altura tiveram lugar em Portugal, onde os seus membros mais proeminentes na altura residiam...), pela liberdade de imprensa ou a equidade/paridade do genero?!... Ou como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu, que julgavam "dever estar 'cega, lobotomizada e incondicionalmente' ao seu servico", se permita pronunciar assim sobre a forma como eles reagiram a sua derrota e (quase) extincao nas ultimas legislativas?!...

- Nele pontifica um grupo com um numero significativo de economistas: como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu tenha um grau de qualificacao em economia superior ao seu e obtido numa das mais reputadas escolas de economia do mundo (e sem qualquer apoio do estado angolano!) e que tenha exercido funcoes tecnicas e academico-profissionais ao nivel regional ou internacional (atraves de concurso publico e, nunca sera' demais nota-lo: sem qualquer apoio do estado angolano!...) que nenhum deles ainda exerceu?!... Como "mastigar" o facto de o meu artigo "Angola, Petroleo e Economia Pos-Conflito: Que Fazer?" e, em geral, a minha serie de cronicas para o SA, tenham tido o impacto que tiveram, tanto dentro, como fora do pais?!... Como "engolir" o 'atrevimento' de 'todo o mundo' como eu questionar um dos seus lideres maximos nestes termos?!... Ou que tenha tido o "topete" de lhes fazer "sugestoes" como esta ou esta?!...

Perante tudo isso, nao me causa muita surpresa que eu apareca agora nas suas "parangonas" apelidada de "predadora!": era preciso "linchar-me" em praca publica de uma vez por todas! ... E' que, afinal de contas, tal como durante o PREC, a intromissao abusiva na vida privada e familiar (... para o que, infelizmente, encontram, ou teem sabido forjar, terreno fertil, na minha familia...), a manipulacao e a chantagem emocional, a intriga, a calunia, a difamacao, a conspiracao e o assassinio de caracter sempre foram as suas armas predilectas para o aniquilamento, real ou virtual, dos seus adversarios - reais ou imaginarios!

... "Mudanca para Melhor"?!... "Democracia"?!... "Tolerancia Politica"?!... "Modernidade"?!... "Esquerda Solidaria"?!... "Valores e Principios Morais, Eticos e Deontologicos"?!... "Intelectualismo"?!... "Preocupacoes com as Questoes de Genero, Raca e Etnia"?!... "Respeito pela Identidade e a Diversidade"?!... "Respeito pelas Mulheres, Criancas e Jovens"?!... "Defesa da Liberdade de Expressao e Opiniao"?!... "Defesa dos Mais Elementares Direitos Humanos e de Cidadania"?!...

[imagem daqui]

Meus caro/as, so' nao vos digo NAO ME FACAM RIR porque so' sao capazes de me fazer chorar, nem CRESCAM E APARECAM porque, como alias fazem sempre muita questao de frizar e "impor", sao todo/as muito "kotas", mais velho/as e "muito mais importantes" do que eu, mas, do alto da SOBRIEDADE e da MATURIDADE dos meus 50 anos + 1 de vida, sempre vos digo:


ENOUGH IS ENOUGH!!!

[... and please, pretty please, DON'T keep in touch!...]


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The Professional

"Preconceitos"

O Poder da Associacao




[imagem daqui]


Depois do percurso, muito ficou e ficara’ ainda por dizer.
Mas, para ja’, ha’ algumas coisas que nao podem deixar de ser ditas.
Nomeadamente, que toda esta campanha, que agora parece ter atingido o “extase”, na blogosfera, com a recente implosao (?) de Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e a explosao (!) de Reginaldo Silva (RS) (... e' no que dao egos super-deficitarios e hiper-inflacionados: implodem ou explodem!... e nao sera' de todo despiciendo notar aqui, mais uma vez, a "coincidencia" de ambos serem "would be economists" frustrados e... extremamente arrogantes nessa materia!... e com a agravante de serem ambos racistas e sexistas - embora cada um "a sua maneira"...), teve alguns ‘temas recorrentes’ e um ‘nucleo duro’.

Dentre os 'temas recorrentes' ressaltam:

i) Os meus posicionamentos sobre a Identidade com particular incidencia nas questoes de genero, raca e etnia;

ii) A publicacao do meu primeiro livro, a poesia nele contida e a minha entrada
(... “prematura?”... “imerecida?”...) para a Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) – na qual fui a primeira Mulher Negra a ser admitida e, durante alguns anos apos a minha entrada, o seu membro mais jovem;

iii) A minha vida privada e a minha (imaginada, fantasiada, conspurcada e vilipendiada!) sexualidade, associadas ao “ultrajante” facto de ter permanecido mae solteira, por entre insinuacoes de ter sido a “predadora” responsavel pela morte dos dois companheiros mais significativos da minha vida (Tirso Amaral e David Mestre)...;

iv) A minha alegada “fuga” do pais e os ditos “crimes de lesa-patria” que venho sendo acusada de entretanto ter cometido: e.g. a lideranca do “Movimento dos Estudantes pela Paz” e o seu “Manifesto pelo Direito a Vida”, considerados, no minimo, “inconvenientes” no explosivo contexto politico-militar em que ocorreram; ou o meu trabalho no/para o Secretariado da SADC, em que fui a primeira Angolana a entrar de forma independente do Estado Angolano e por concurso internacional e onde fui trabalhar, ao servico da UE, directamente com alguem considerado “o inimigo”, nao so' por ter encetado um processo de reestruturacao da organizacao que fez "muito boa gente" temer pelos seus postos que julgavam ser "para a vida" e hostilizar, ostracizar e perseguir "gente nova" como eu, mas tambem e sobretudo por representar um pais “atipico” na regiao e que nao fez parte dos paises da “Linha da Frente”, o qual assumiu o mais alto cargo na organizacao em detrimento da candidata de Angola...;

v) O facto de eu ter "ousado" denunciar as "bandeiras" de alguns angolanos na SADC (relatadas AQUI em algum detalhe) e, muito particularmente, a minha saida da organizacao em protesto por um ataque pornografico que me foi feito por um deles...;


Sobre todos esses temas, verdadeiramente nao pretendo dizer muito mais do que o que neste blog ja’ disse – de facto, nao tivessem eles sido forcados, ainda que cobarde, irresponsavel e aviltantemente por detras de cortinas de fumo e de ferro, para as “parangonas” da imprensa, por alguns dos agentes dessa campanha, e.g. Gustavo Costa (GC), Inocencia Mata (IM) e Elizabeth Ceita (EC) e, na blogosfera, por ACGM e RS, eu nunca os teria abordado em publico!

Ja’ sobre o ‘nucleo duro’ nao posso deixar de me expandir um pouco mais:

Esse ‘nucleo duro’ e’ constituido por gente como os ja’ citados RS, IM e EC, a que mais recentemente se foi juntar uma “nova geracao” constituida por gente como ACGM e, 'nos bastidores', por outros como os que prefiro continuar a referir aqui apenas pelas iniciais FVL e AM, so' para citar estes. Todos eles teem uma coisa em comum: a lideranca, filiacao ou associacao ao partido Bloco Democratico (BD), ex- FpD. E a alguns deles une algo mais longinquo, e por isso menos perceptivel, mas perene: a sua militancia em, ou simpatia por, grupos considerados de “extrema esquerda”, e acrescente-se “totalitaria!” - pelo menos, no contexto angolano, relativamente 'a ‘mainstream’ representada pelo MPLA -, desde os tempos do movimento Associativo Estudantil de Luanda durante o chamado PREC (Periodo Revolucionario em Curso) de 1974-76. Foi nesse periodo que os meus passos se cruzaram com os de alguns deles e foi tambem ali que se separaram...

Efectivamente, foi ali que me dei conta da sua postura sobranceira de “dedo em riste e nariz empinado” (a que aqui me referia) para com jovens como eu... E’ que, para eles, ja’ naquela altura, ser-se do MPLA ou da JMPLA significava ser-se “inferior”, “superficial”, “estupido”, “inculto”, “lambebotas”, “servidor do poder”, “pequeno-burgues(a)”, “lumpen” e outros epipetos do genero, como os entao equivalentes, para as raparigas, aos actuais “catorzinha” e “predadora”, para nao referir outros mais “pesados”!...

Assim (...o que, curiosamente, me faz recuar a este post e revisitar este poema...), se eu nao fazia parte dos seus grupos ou nao frequentava os seus circulos, rejeitava pedidos de namoro de alguns rapazes da "malta dos seus liceus", nao passava a vida a recitar trechos de Mao, Staline ou Enver Hoxha (sobretudo deste!) e, pior do que tudo isso, usava calcas LaFinesse ou outras roupas “da moda” na altura, para alguns membros (especialmente as 'cavalheiras') desse tal ‘nucleo duro’, que ja’ entao se auto-consideravam os “unicos e verdadeiros intelectuais e donos de toda a verdade sobre todo o mundo” (... porem, nao que se dedicassem exactamente a criacao, a arte, a poesia, a literatura, ou a musica - mas apenas e tao so' a leituras apressadas e mal digeridas de todo o tipo de ideologias de extrema esquerda importadas em decima primeira mao - e alguns, como RS, ao ponto de arrogantemente "dispensarem" os estudos superiores - do que agora se "arrependem (?)" amargamente!...), nao era porque eu realmente acreditava nos ideais que perseguia como outros jovens atraves da JMPLA, ou porque preferia ir trabalhar nas campanhas de producao ou de alfabetizacao, ou porque realmente nao gostava dos tais rapazes ao ponto de namorar com eles, ou porque preferia ler Marx, Engels, Lenine ou Freud (sobretudo este!), ou estudar para os exames do liceu e, mais do que tudo isso, as roupas que eu usava, ou tinha-as trazido de Portugal aquando das ferias familiares que recentemente la’ tinhamos passado, ou tinham sido desenhadas por mim e costuradas pela minha mae, ou tinham sido compradas numa 'boutique' ou nos entao pervasivos 'fardos' de rua com dinheiro do meu salario – sim!... o primeiro dinheirinho, ainda que apenas simbolico, que ganhei foi-me pago pelo MPLA quando trabalhei no DOM/DORGAN...

Portanto, tudo temas recorrentes que voltaram a aparecer nos intersticios da sordida campanha com que tenho sido vergastada nos ultimos tempos e... tudo temas recorrentes nos intersticios do discurso (aberto ou velado, mas em todo o caso cinico, hipocrita e de falsa moral!) do BD sobre “valores e principios”, atraves do qual mais nao teem do que revelado o que aqui designei a sua postura de "um radicalismo (embora raramente assumido abertamente) dito 'de esquerda' em termos politico-ideologicos e de ideais economicos, associado a um conservadorismo marcadamente 'de direita' e, no limite, de matizes a rocar o puro reaccionarismo (quando nao o mais despudorado neocolonialismo e racismo - em exacta equivalencia ao dito 'endocolonialismo' de que alguns acusam o partido no poder), em termos socio-culturais."! ...

Nao que eu tenha o que quer que seja contra os “valores e principios morais” – bem pelo contrario! De facto, tal como se verificou no periodo do PREC (... e continuo aqui a abster-me, quanto mais nao seja por uma questao de higiene e sanidade fisica, mental, intelectual e social, de abordar a vida privada e/ou a sexualidade dos meus atacantes mais do que o fiz aqui...), se alguma coisa se tem passado nessa campanha tem sido a tentativa, a golpes de (aka)martelo, por parte de pessoas que nem sequer me conhecem (!), de “(des)estruturacao” do meu sistema de valores e principios morais e etico-religiosos, “(des)caracterizacao” da minha personalidade e identidade e “(des)construcao” da minha estabilidade psicologica e integridade moral para aceitar, acomodar e praticar “valores e principios” como o racismo e a pornografia (viz. ACGM), a poligamia e/ou a objectificacao sexual da mulher, a sua anulacao intelectual, assassinio de caracter e tentativa de aniquilamento pessoal e profissional (viz. RS), ou os complexos de superioridade, os preconceitos sociais e etnico-tribais, o pretensiosismo obnoxio, o pseudo-intelectualismo obtuso, a demagogia ideologica e o extremo elitismo bacoco e anti-social (viz. IM e EC), ou ainda a total estigmatizacao social das maes solteiras e a completa desculpabilizacao da irresponsabilidade paterna comum a todos eles!... - O que nao deixa de ser notavel quando vindo de uma "geracao Y" cuja percentagem de "casamentos felizes para sempre" sera', se tanto, inferior a 0,001 por cento e de membros da "geracao R" cuja percentagem equivalente se situa ainda mais abaixo... Ja' para nao falar no numero de casos, sobretudo nesta ultima geracao, de maes solteiras com dois ou mais filhos de pais diferentes!...

E... menos ainda que eu seja militante do MPLA! Deixei de o ser em 1978/79 e nunca mais voltei para tras – ja’ o disse varias vezes e repito-o: nao tenho, nem pretendo ter, qualquer filiacao ou pretensao politico-partidaria!

Mas, mais uma vez, e’ aqui que os nossos passos se cruzam e descruzam: o ‘nucleo duro’ do BD continua a apelidar-me, aberta ou veladamente, “servidora do poder” que “deve ser posta no seu devido lugar” e, neste particular momento politico no pais, como RS fez questao de "deixar saber" na sua explosao usando as suas vestes de Big Brother: "a um ano das eleicoes, o ambiente aquece e... ha' que, nao so' recorrer ao 'hacking' e 'sabotagem' dos emails e blogs do/as 'servidore/as do poder', como "denuncia-las" como "predadoras" com nome completo e foto(s) a acompanhar, mais umas palavras "metidas na boca" para reforcar!... Mas, como aqui referia "(...) por forma a fazerem-me passar por "demente" e "elucubradora" de "fantasmas" que nunca existiram, caso eu sobre eles me pronunciasse, ou deles me tentasse defender!"

E e’ aqui que os “temas recorrentes” que mencionei no inicio assumem uma dimensao particularmente critica perante este ‘nucleo duro’:

- Nele pontifica um grupo cujos apelidos adquiriram uma “equivalencia automatica” 'a palavra “intelectual”: como “engolir” o facto de que 'todo o mundo' como eu tenha sido admitida na “catedral dos intelectuais angolanos” (a UEA) primeiro do que eles, ou que as suas 'damas', 'madames', 'donas', 'femeas' e 'cavalheiras'?!... Ou que 'todo o mundo' como eu tenha entre as suas amizades gente que eles julgavam dever pertencer exclusivamente aos seus "circulos restritos"?!... Ou ainda que a 'estrela candente da literatura angolana' se permitisse dedicar um livro de poemas a 'todo o mundo' como eu?!... Ou, mais ainda, que 'todo o mundo' como eu tivesse sido a primeira angolana a criar um blog bilingue e multitematico, com notavel sucesso tanto a nivel local como global?!...

- Nele pontifica um grupo predominantemente de ascendencia Caboverdiana e/ou Saotomense, ou seja, o sub-grupo "crioulo" a quem o regime colonial portugues concedeu "direitos especiais" relativamente aos "indigenas" de Angola (como aqui, ou aqui, se pode constatar) - independentemente de alguns deles reclamarem ter participado, directa ou indirectamente, na "luta anti-colonial", o que nao significa necessariamente "luta de libertacao nacional" em todo e cada um caso e contexto especifico, uma vez que a luta contra o colonialismo e o fascismo foi transversal a todas as ex-colonias portuguesas e a varios extractos socio-politicos e comum a Portugal - nao tera' sido certamente por acaso que um deles, durante o PREC, liderava em Luanda os designados "Comites Amilcar Cabral" (CACs)... o que talvez explique a sua defesa, ainda que "(mal) encapotada" dos ideais da "recolonizacao"... - assim, como "nao empolar" o facto circunstancial de alguem como eu, que afirma "nao se identificar como crioula", viver fora do pais, ainda que por razoes de forca maior e originadas no proprio pais (...e, em grande medida, com a nefasta contribuicao - leia-se "empurrao"! - de alguns deles!...), ao contrario deles cujas "raizes mais profundas" sao frequentemente questionadas?!... E apesar de alguns deles terem vivido, ou ainda viverem permanentemente fora do pais, e em alguns casos ha' mais tempo do que eu - tendo alguns deles (viz. IM e EC) o topete de me dirigirem ataques nessa base a partir das suas 'catedras' no estrangeiro, onde teem vivido confortavelmente a maior parte das suas vidas!... Como nao apoiar, implicita ou explicitamente, como elementos desse grupo o teem feito, alguem como ACGM nas suas posturas sobre questoes como a lingua, a arte, a cultura, a identidade, a sexualidade das mulheres negras, a raca e o racismo?!...

- Nele pontifica um grupo que, por via de regra e quanto mais nao seja devido as suas inclinacoes "libertarias (de 'libertinagem'!) de esquerda" - onde, de resto, a pornografia figura "ideologicamente" como uma "forma superior de arte"!... -, nao tem propriamente o que se pode chamar vidas familiares e/ou sexuais "estaveis e regradas" - apesar de nos ultimos anos tenderem a gravitar a volta das instituicoes da Igreja Catolica, como a Radio Ecclesia e a Universidade Catolica de Angola, como aqui referi... E isso ja' era assim, e sobretudo (!), durante o PREC, em que se algo se pode dizer sobre a minha conduta nesse dominio e' que eu nunca fiz parte das suas 'orgias e bacanais': como, entao, nao tratar a todo o custo e a qualquer preco de devassar a minha vida privada em busca de "razoes para justificar" o ataque pornografico que me foi feito na SADC enquanto me inventavam um qualquer "relacionamento intimo" com o Secretario Executivo daquela organizacao?!... E, pelo caminho, tentar "desculpabilizar a irresponsabilidade paterna do pai do meu filho" (... coisa que nem ele proprio alguma vez ousou fazer!...), como RS fez tema recorrente no seu blog, embora finalmente tenha acabado por confessar que NAO ME CONHECE de facto: "(...) ela nao tinha nada que se armar em virgem estuprada que ficou gravida!... Afinal trata-se de alguem que ja' esteve muito perto da sarjeta!"... E, mais ainda, fazendo "vista grossa" aos ataques pornograficos de ACGM sobre mim?! Alias, para eles, todo este desaguizado com ACGM mais nao passou do que uma "sexualmente excitante" mud fight a preto e branco entre duas "miudas" que, para o 'positivo' ou o 'negativo', representam (...supostamente "sem quaisquer diferencas reais ou imaginarias" ...) as suas "fantasias mais profundas - reais ou imaginarias"!...
BUT: guess who, in spite of having won all rounds, ends up completely down in the mud at their hands?... A PRETA!!!

- Nele pontifica um grupo que se pretende afirmar como "campeao da democracia e dos direitos humanos": como aceitar que 'todo o mundo' como eu tenha protagonizado, independentemente (e ate' 'a revelia!) deles, alguns actos significativos na luta pela democracia multipartidaria, supra-etnica e supra-racial, pela liberalizacao economica e pelos direitos humanos, civicos e politicos dos Angolanos, passando pelas minhas contribuicoes para as lutas pela paz e a cidadania (sendo de notar que eles se mantiveram conspicuamente ausentes, quando nao a ele abertamente hostis, do movimento a volta do "Manifesto pelo Direito a Vida" e de outras actividades da Comunidade Angolana em prol da paz e da democracia que na altura tiveram lugar em Portugal, onde os seus membros mais proeminentes na altura residiam...), pela liberdade de imprensa ou a equidade/paridade do genero?!... Ou como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu, que julgavam "dever estar 'cega, lobotomizada e incondicionalmente' ao seu servico", se permita pronunciar assim sobre a forma como eles reagiram a sua derrota e (quase) extincao nas ultimas legislativas?!...

- Nele pontifica um grupo com um numero significativo de economistas: como "aceitar" que 'todo o mundo' como eu tenha um grau de qualificacao em economia superior ao seu e obtido numa das mais reputadas escolas de economia do mundo (e sem qualquer apoio do estado angolano!) e que tenha exercido funcoes tecnicas e academico-profissionais ao nivel regional ou internacional (atraves de concurso publico e, nunca sera' demais nota-lo: sem qualquer apoio do estado angolano!...) que nenhum deles ainda exerceu?!... Como "mastigar" o facto de o meu artigo "Angola, Petroleo e Economia Pos-Conflito: Que Fazer?" e, em geral, a minha serie de cronicas para o SA, tenham tido o impacto que tiveram, tanto dentro, como fora do pais?!... Como "engolir" o 'atrevimento' de 'todo o mundo' como eu questionar um dos seus lideres maximos nestes termos?!... Ou que tenha tido o "topete" de lhes fazer "sugestoes" como esta ou esta?!...

Perante tudo isso, nao me causa muita surpresa que eu apareca agora nas suas "parangonas" apelidada de "predadora!": era preciso "linchar-me" em praca publica de uma vez por todas! ... E' que, afinal de contas, tal como durante o PREC, a intromissao abusiva na vida privada e familiar (... para o que, infelizmente, encontram, ou teem sabido forjar, terreno fertil, na minha familia...), a manipulacao e a chantagem emocional, a intriga, a calunia, a difamacao, a conspiracao e o assassinio de caracter sempre foram as suas armas predilectas para o aniquilamento, real ou virtual, dos seus adversarios - reais ou imaginarios!

... "Mudanca para Melhor"?!... "Democracia"?!... "Tolerancia Politica"?!... "Modernidade"?!... "Esquerda Solidaria"?!... "Valores e Principios Morais, Eticos e Deontologicos"?!... "Intelectualismo"?!... "Preocupacoes com as Questoes de Genero, Raca e Etnia"?!... "Respeito pela Identidade e a Diversidade"?!... "Respeito pelas Mulheres, Criancas e Jovens"?!... "Defesa da Liberdade de Expressao e Opiniao"?!... "Defesa dos Mais Elementares Direitos Humanos e de Cidadania"?!...

[imagem daqui]

Meus caro/as, so' nao vos digo NAO ME FACAM RIR porque so' sao capazes de me fazer chorar, nem CRESCAM E APARECAM porque, como alias fazem sempre muita questao de frizar e "impor", sao todo/as muito "kotas", mais velho/as e "muito mais importantes" do que eu, mas, do alto da SOBRIEDADE e da MATURIDADE dos meus 50 anos + 1 de vida, sempre vos digo:


ENOUGH IS ENOUGH!!!

[... and please, pretty please, DON'T keep in touch!...]


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Wednesday, 16 November 2011

Ana Paula Santana: O Percurso de "Uma Predadora"... (actualizado)



... Ou "Um Caso Mal Estudado"...

[imagem daqui - passando por aqui; Foto: BB]


Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

[imagem daqui]

• Blogs

daKappo
Kongo Blues
Luanda Azul - Luanda Blues


• Participacoes Especiais na Blogosfera

AfricanPath

Global Voices Online

Jewels in The Jungle

Atlantic Community

Citizen Voices

Knewz from Meroe West

Szavanna

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Ana Paula de Jesus Faria Santana

Nasce, filha de Maria do Rosario de Fatima Faria Santana, Funcionaria Publica, e Antonio Domingos da Silva Santana, Enfermeiro, a 20 de Outubro de 1960, (in)acidentalmente, na Gabela, Kwanza Sul - Angola, de onde e’ levada, aos dois meses de idade, para Luanda. Nesta cidade e’ registada como sua natural e baptizada na Igreja Catolica de Sao Paulo, onde viria a frequentar a Catequese e a fazer a Primeira Comunhao e o Crisma.

[imagem daqui]


I. Estudos

1965 – Frequenta a pre’-primaria numa escola infantil na Vila Alice (Luanda)
1966/68 – Inicia os estudos primarios na escola no. 83, igualmente na Vila Alice, que frequenta ate’ ‘a 2-a classe.
1968/70 – Completa os estudos primarios (3-a e 4-a classes) na escola no. 8, ao Kinaxixi.
1970/72 – Faz o primeiro ciclo do ensino secundario na escola preparatoria Emidio Navarro, ‘a Precol.
1972/73 – Ingressa no segundo ciclo do ensino secundario no Liceu Feminino Nzinga Mbandi (ex-Dona Guiomar de Lencastre) onde completa o quinto ano dos liceus em 1975/76, tendo sido uma dos apenas quatro alunos daquele liceu, e dentre eles a unica negra, a passar os exames finais tornados compulsorios naquele ano.
1976/77 – Ingressa no ciclo complementar do ensino secundario no Liceu Mutu-ya-Kevela (ex-Salvador Correia), onde completa o sexto ano dos liceus.
1977/1978 – Frequenta o curso pre-universitario (PUNIV – substituto do ciclo complementar, antigos sexto e setimo anos dos liceus, no entao recem-adoptado novo curriculum do sistema de ensino de Angola) na area de Historia na Faculdade de Letras do Lubango.
1979 – Devido ao encerramento temporario da Faculdade de Letras do Lubango, regressa a Luanda, onde ingressa na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que frequenta ate’ ao terceiro ano, tendo tido que interromper o curso, por razoes de forca maior, entre 1982 e 1984.

[imagem daqui]

1985 – Ingressa no primeiro ano do curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestao (ISEG) da Universidade Tecnica de Lisboa (enveredando pela area de especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional), onde chega a finalista em 1990/91, tendo nessa qualidade integrado, como convidada especial, um grupo de estudantes da Universidade Alema de Witten Hardecke, numa visita de estudos aos EUA, em 1991, que incluiu varias Instituicoes Academicas, Economicas e Financeiras Internacionais sediadas naquele pais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial.
Nos anos que se seguiram ve-se forcada a abandonar o curso por razoes de forca maior. Sai, no entanto, com cerca de 25 cadeiras feitas, totalizando mais do que o numero de cadeiras necessarias ‘a conclusao da licenciatura nos anos imediatamente posteriores, dada a reformulacao do seu curriculum e a reducao da sua duracao de 5 para 4 anos.
1995 – E’ evacuada de emergencia, por razoes de saude, de Lisboa para Londres.
1996/98 – Completa o BA Economics for Business (integrando modulos do curso Information Management and Finance) na Westminster Business School, com o grau de Upper Second Class Honours, associado ao qual ganha o Premio “Most Enterprising Student” - o premio maximo do Shell Technology Enterprise Programme (STEP) – um programa 'Universidade-Empresa' patrocinado pela companhia petrolifera Shell, envolvendo uma competicao entre estudantes de Economics e Business Studies das varias Universidades de Londres – pela exitosa concepcao, conducao, execucao e apresentacao publica (perante membros da Academia e do Empresariado de Londres) de um projecto tecnologico inovativo na area da Industria Financeira para uma Companhia Britanica de investimentos privados (ver competencias certificadas por este premio aqui).
Findo o curso e' convidada a dar aulas na Universidade de Westminster, convite que declina por nao lhe ser conveniente na altura aceita-lo.


1998 – Ingressa na London School of Economics and Political Science (LSE), tendo sido apenas a terceira pessoa Africana (as outras duas, por sinal dois irmaos, eram da Eritreia/Etiopia), e a primeira originaria dos PALOP, a ser admitida no seu Departamento de Historia Economica, consistentemente quotado como o melhor do mundo, desde a sua fundacao. Faz parte do curso de mestrado no Departamento de Economia daquela escola, onde completa o syllabus de Economia do Desenvolvimento.
2000 – Com estas referencias intermedia e final, completa na LSE o Mestrado (Master of Science, MSc) em Historia Economica com a dissertacao entitulada ‘Institutional Change & Regional Economic Development in Southern Africa, c.1890 – c.2000’, que obtem o Premio de Merito e ingressa na Academia de Londres.

[imagem daqui]


II. Actividade Associativo-Estudantil, Politico-Partidaria e Civica

1974/75 – Participa activamente no Movimento Associativo Estudantil da Pro-Associacao dos Estudantes do Ensino Secundario de Luanda (Pro-AESL)
1975/76 – Exerce as funcoes de coordenadora do Grupo Dinamizador da Associacao de Estudantes e do Nucleo da Juventude do MPLA (JMPLA) no Liceu Feminino de Luanda. Nessa qualidade exerce as funcoes de representante do Liceu na Seccao de Enquadramento e Direccao das Massas Estudantis (SEDME) do Departamento de Organizacao de Jovens (DOJ) da JMPLA. Paralelamente, e’ eleita representante dos estudantes no Conselho Directivo daquele Liceu. E’ igualmente eleita Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associacao de Estudantes de Luanda.
Durante aquele periodo, participa em varias campanhas de producao, nomeadamente nos campos de Bom Jesus e Mazozo e em campanhas de alfabetizacao de soldados das Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola (FAPLA) em Luanda.
1976/78 – Funciona no Departamento de Organizacao de Massas (DOM), posteriormente designado Departamento de Organizacao (DORGAN) do MPLA. Como parte das suas funcoes participa no nucleo de estudo e reflexao do departamento e em missoes de servico a varias provincias do pais no ambito dos trabalhos preparatorios do primeiro Congresso do MPLA depois da Independencia em cuja organizacao participa activamente - findo o qual foi proclamado, pelo falecido Presidente Agostinho Neto, o MPLA - Partido do Trabalho (MPLA-PT).
1985 – E’ eleita membro da Comissao Directiva da Uniao dos Estudantes Angolanos em Portugal onde exerce sucessivamente as funcoes de coordenadora para a Area de Informacao e Divulgacao e Vice-Presidente, ate’ 1987/88.
Durante esse periodo, colabora em varias actividades da Embaixada de Angola em Portugal, em particular nas areas da Imprensa, Cultura, Desporto e Cooperacao Economica.

[imagem daqui]

1991/94 – Participa activamente em varias actividades da Comunidade Angolana em Portugal:

- Lidera o Movimento dos Estudantes pela Paz em Angola, o qual, perante o re-eclodir da guerra apos as eleicoes de 1992, emitiu um ‘Manifesto Pelo Direito a Vida’ que reuniu mais de 5 mil assinaturas de Angolanos e Amigos de Angola e que foi entregue a representantes das partes beligerantes e dos paises envolvidos nos esforcos de mediacao do conflito militar em Angola;
- O Movimento culminou com uma vigilia em Lisboa que reuniu centenas de participantes de varios extractos sociais, ocupacoes, geracoes e inclinacoes politico-partidarias, bem como representantes eminentes da Comunidade Angolana naquele pais;
- Faz parte de um grupo de tres estudantes que se deslocam a Bruxelas para, junto das Instituicoes da Uniao Europeia, apresentarem, em nome dos estudantes do Movimento pela Paz, um apelo ao apoio daquelas instituicoes ao processo de pacificacao e democratizacao em Angola.
- Colabora nos esforcoes de obtencao, junto das autoridades portuguesas, da devolucao da Casa de Angola ‘a Comunidade Angolana em Portugal;
- Faz parte do grupo fundador da Associacao dos Jovens Empresarios Angolanos em Portugal;
- Participa no primeiro amplo Encontro de Reflexao da Comunidade e Sociedade Civil Angolana e Luso-Angolana em Portugal, durante o qual profere uma alocucao, ‘O Cidadao em Angola’, versando sobre a democracia e os direitos civicos e politicos dos Angolanos numa perspectiva historica e socio-cultural.

[imagem daqui]


III. Qualificacoes Tecnico-Profissionais

• Treino em Analise e Avaliacao de Projectos Industriais (UAN/ENACMA - Luanda/Viana)
• Curso de Programacao de Computadores (IBM/TAAG - Luanda)
• Diploma em Contabilidade Geral (Instituto de Emprego e Formação Profissional - Lisboa)
• Diploma em Information Technology (Royal Society of Arts - London)
• Treino em Procedimentos Financeiros do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (MDM - Gaborone)
• Treino em Mecanismos de Resolucao de Disputas no Comercio Internacional (WTO/ UNCTAD, Tralac - Stellenbosch)
• Treino em Centralizacao e Orcamentacao das Questoes de Genero (EU Delegation - Gaborone)
• Participacao extensiva em Conferencias, Workshops, Seminarios e Visitas de Estudo nas areas de Economia Internacional, Desenvolvimento Economico, Integracao e Cooperacao Regional e Criacao de Capacidade Institucional, Organizativa e Legislativa.



IV. Actividade Profissional

2009-2011

Independent Economic Policy Consultant and Researcher

Research Associate
China in Comparative Perspective Network
London School of Economics and Political Science – London

Research Director
Centre for Chinese Studies
University of Stellenbosch – South Africa

2005–2006
Research Coordinator/Trainer
Africa Budget Project/Institute for Democracy in South Africa (IDASA)
Cape Town – South Africa

2002–2005
Protocol & Policy Adviser
European Commission/Southern African Development
Community - Regional Integration and Capacity Building Project
SADC Secretariat, Gaborone – Botswana

2001-2002
Economist Consultant on Trade Policy
Chemonics International Inc. – USAID/RAPID
Gaborone – Botswana

[imagem daqui]

1999–2001
Project Manager
Patients Forum Development Project/ Carers National Association
London

Research Assistant
Department of Economic History
London School of Economics and Political Science
London

1998
Researcher/Writer
World University Service (UK)
London

Project Developer
Greater London Enterprise Ltd
London

1997
Project Manager
Caledonia Investments Plc
London

1994-95
Accountant
Pinto Basto Comercial
Lisbon

1991-94
Economist Trainee
Grupo Espirito Santo, Banco Internacional de Credito
and Banco de Fomento & Exterior
Lisbon

1983-85
Program Officer
International Committee of the Red Cross (ICRC - Geneve)
Luanda

1981-83
Program Officer/Translator
UN/ World Food Programme
Luanda

1979-81
Journalist/Editor/Translator
ANGOP-Angola Press Agency, Luanda

1978-79
Assistente de Terra
TAAG - Linhas Aereas de Angola, Lubango/Namibe
Ajudante de Contabilidade
EDIMBA - Empresa de Distribuicao de Bens Alimentares, Lubango
Assistente de Reportagem
TPA - Televisao Popular de Angola, Lubango

[Algumas referencias sobre o meu desempenho profissional podem ser encontradas aqui e aqui]

[imagem daqui]

V. Workshops Regionais em que Participou e/ou Conduziu na/sobre a Africa Austral

• The Legal Framework for Implementation of WTO SPS and Food Safety Standards Regulations - Masero, Mbabane and Maputo (2001)

• The SADC Customs Advisory Working Groups on Trade Facilitation, Customs Harmonization and SPS and Food Safety Standards Regulations - Johannesburg (2001)

• The SADC Regional Indicative Strategic Development Plan (RISDP) – Johannesburg, Lilongwe and Maputo (2002-2004)

• The SADC Protocol on Shared Watercourses and the establishment of the Zambezi Management Commission (ZAMCOM) – Lusaka and Maputo (2003)

• The SADC Protocol on Finance & Investment – Grand Baye (2004)

• The SADC Protocols on Health and Education & Training – Johannesburg (2005)

• The Regional Framework for Protocol & Policy Implementation – Cape Town (2005)

• "Africa-Europa: Os Acordos de Parceria Economica - Que Perspectivas?" - Comunicacao apresentada como Convidada Especial a um Coloquio do Grupo de Embaixadores Africanos em Portugal, por ocasiao do Dia de Africa - Lisboa, 2008

[imagem daqui]

VI. Actividade Cultural

1978 – Participa, no Lubango, no primeiro torneio regional de xadrez da provincia da Huila no pos-independencia, como a mais jovem, a unica negra e a unica participante do sexo feminino
1979-84 – Participa em varias tertulias e actividades culturais em Luanda:
• Participa nos ensaios da peca Ana, Ze’ e os Escravos do grupo Xilenga Teatro, para a qual contribui com a pesquisa historica da figura de D. Ana Joaquina
• Faz parte do Grupo Coral da representacao das Nacoes Unidas em Angola, em que era a unica Angolana
• Frequenta aulas de piano classico na Academia de Musica de Luanda
• Faz um curso de guitarra classica no Centro Cultural Universitario de Luanda
• Colabora com o Duo Tchisosi, tendo contribuido com os coros para a gravacao do seu primeiro disco
• Atende regularmente as “Makas a Quarta Feira” na sede da Uniao dos Escritores Angolanos (UEA) e a ciclos de cinema da Cinemateca Nacional de Angola
• Assiste ao Carnaval do Rio de Janeiro de 1983, tendo participado nos ensaios da Escola de Samba Vila Isabel para o desfile daquele ano

[imagem daqui]

1985 – Com o lancamento do seu primeiro livro de poemas (Sabores, Odores & Sonho), ingressa na UEA, como a primeira Mulher Negra e a mais jovem entre os seus membros
1986 – Participa, com outros membros da UEA, numa homenagem ao poeta Agostinho Neto organizada conjuntamente pela UEA e a Uniao dos Artistas Plasticos Angolanos (UNAP)
1988 – Representa a UEA no Primeiro Simposio sobre o “Movimento da Claridade” na cidade do Mindelo, em Cabo Verde
1989 – Participa no Primeiro Congresso dos Escritores da Lingua Portuguesa, na sede da Fundacao Gulbenkian, em Lisboa


1990 – 2011 – Assiste regularmente a eventos culturais, tais como:
• Teatro, Danca, Opera, Ciclos de Cinema, Concertos e Festivais de Jazz, Musica Classica e outros generos musicais, Exposicoes e Feiras de Arte, etc., em varias cidades do mundo, entre as quais Lisboa, Paris, Bruxelas, Londres, New York, Washington, Gaborone, Johannesburg, Maputo, Port-au-Prince e Cape Town;
• Debates, Conferencias, Aulas de Danca e Yoga, entre outras actividades e eventos no Africa Centre, Barbican, South Bank, Camden e outros Centros Culturais de Londres.

[imagem daqui]

VII. Paises Visitados

Angola, Belgium, Botswana, Brazil, Cabo Verde, France, Kenya, Lesotho, Malawi, Mauritius, Morocco, Mozambique, Portugal, South Africa, Spain, Swaziland, Sweden, Tunisia, Uganda, United Kingdom, United States, Zambia

VIII. Publicacoes


• “Angola: China-Led Reconstruction” – Entry to The Oxford Companion to The Economics of Africa, Oxford University Press (2011)
• “The East Asian ‘Tigers’ Model in Africa?” – An Appraisal (2010)
• “Revisiting Angola” – On China-Angola Economic Relations (2009)
• “A Comment on Issa Shivji's critique of Mo Ibrahim's Prize” – Centre for Civil Society Online Library, University of KwaZulu-Natal, South Africa (2007)
• “The EU-Africa Lisbon Summit and The Future of Africa” - Atlantic Community Online, December (2007)

[imagem daqui]

• “Angola, Oil and Post-War Economy” – Norwegian Council for Africa: Anthology on the Oil Industry in Africa (2006)
• “Politica, Futebol & Algumas Consideracoes sobre a Actual Conjuntura Economica Angolana” – Semanario Angolense, Luanda (2006)
• “Beyond Signature and Ratification: Discussion Paper on Issues Relating to Protocol & Policy Implementation” - SADC Secretariat (2004)
• “Factos & Ficções” - Series of articles: Semanario Angolense, Luanda (2002)

[imagem daqui]

• “Angola: Um Futuro Brilhante?” - Revista Politica Internacional, Lisboa (2002)
• “O Cidadao em Angola” - Revista o Cidadao, Lisboa (1994)
• “A Proposito de Patriotas, Reflexoes Sobre Como Reconstruir Angoleme” - Revista Vertice, Lisboa (1993)
• “Sabores, Odores & Sonho” - Uniao dos Escritores Angolanos, Luanda (1985)

[imagem daqui]

• Blogs

daKappo
Kongo Blues
Luanda Azul - Luanda Blues


• Participacoes Especiais na Blogosfera

AfricanPath

Global Voices Online

Jewels in The Jungle

Atlantic Community

Citizen Voices

Knewz from Meroe West

Szavanna

My Weku

Society HAE



...And That's (more or less) The Record So Far...


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Abrindo a Caixa de Pandora (I) [R*]



[“E’ ‘chato’ para o Popper” , mas…]




O sucesso (orgulhosamente) no feminino


Paula Santana, uma mulher de raça!


A senhora (...) ou simplesmente Paula Santana, como os mais íntimos a tratam, a nossa mais nóvel
colaboradora, que se estreia neste número do Angolense, é um dos maiores exemplos de sucesso no feminino.
Actualmente baseada em Londres, onde é assessora económica internacional, a antiga jornalista da Angop tem um
currículo de fazer inveja até a muitos homens,
qual deles o mais «cientista», com quem rivaliza completamente à vontade, como se não fosse um espécime do chamado «sexo fraco». Aliás, se o seu sucesso servisse como
exemplo generalizador, este conceito teria de ser completamente
alterado, porque de fracas, afinal, as mulheres pouco ou nada têm.
(...)
De qualquer forma, já deu para perceber que Paula Santana é, na verdade, das mulheres bem mais sucedidas de que nos podemos orgulhar.
É o que se pode chamar de uma mulher de raça!




Tudo leva a crer que esse ‘introito’ – de ha’ 8 anos e que nos ultimos dias encontrei, por mero acaso, no mesmo site onde descobri a materia do ultimo comentario a este post – inteiramente da lavra (suponho que apenas com base no meu CV) do (ora em 'vias de auto-extincao'?) SA, tera’ estado na origem de (quase) tudo o que de horribilis , no quadro desta campanha, me tem acontecido de ha’ uns tempos a esta parte e particularmente desde a criacao deste blog…

Ah… e a foto (que tanto mal parece fazer a alguns homo videns e insapiens...)!

Ah… e a raca (que tanto incomodo parece causar a certas feministas da negritude branca pos-colonial...)!


["Star"?! Xe', quale la' "star" maze' pa'!!!… Claramente era preciso "falsifica-la" para “restabelecer a ordem”! ... era preciso "po-la no seu lugar"!... era preciso "lembrar-lhe a sua condicao de 'poetisa menor'"! ... era preciso "faze-la portadora de falsos diplomas"!... era preciso "torna-la uma mendiga e servical esmolando 'gasosas'"! era preciso "torna-la deselegante"!... era preciso "faze-la cheirar mal"!... era preciso "torna-la uma pobre e insignificante criatura rejeitada"!... era preciso "arrastar-lhe o nome pela lama"!... era preciso "transforma-la numa insuportavel dama de sapato vermelho"!... era preciso "conota-la com 'monstros raciais' e 'taras tribais'!... era preciso "faze-la infiltradora de reunioes de peritos"!... era preciso "esmaga-la como a uma barata"!...]

Enfim... coisas e loisas da "neofita ideologia dos (pretensos) afectos" !...


Post Relacionado:

Ao que algumas 'bloggers' estao sujeitas


*[Postado inicialmente a 02/06/10 - Repostado a proposito disto]



[
“E’ ‘chato’ para o Popper” , mas…]




O sucesso (orgulhosamente) no feminino


Paula Santana, uma mulher de raça!


A senhora (...) ou simplesmente Paula Santana, como os mais íntimos a tratam, a nossa mais nóvel
colaboradora, que se estreia neste número do Angolense, é um dos maiores exemplos de sucesso no feminino.
Actualmente baseada em Londres, onde é assessora económica internacional, a antiga jornalista da Angop tem um
currículo de fazer inveja até a muitos homens,
qual deles o mais «cientista», com quem rivaliza completamente à vontade, como se não fosse um espécime do chamado «sexo fraco». Aliás, se o seu sucesso servisse como
exemplo generalizador, este conceito teria de ser completamente
alterado, porque de fracas, afinal, as mulheres pouco ou nada têm.
(...)
De qualquer forma, já deu para perceber que Paula Santana é, na verdade, das mulheres bem mais sucedidas de que nos podemos orgulhar.
É o que se pode chamar de uma mulher de raça!




Tudo leva a crer que esse ‘introito’ – de ha’ 8 anos e que nos ultimos dias encontrei, por mero acaso, no mesmo site onde descobri a materia do ultimo comentario a este post – inteiramente da lavra (suponho que apenas com base no meu CV) do (ora em 'vias de auto-extincao'?) SA, tera’ estado na origem de (quase) tudo o que de horribilis , no quadro desta campanha, me tem acontecido de ha’ uns tempos a esta parte e particularmente desde a criacao deste blog…

Ah… e a foto (que tanto mal parece fazer a alguns homo videns e insapiens...)!

Ah… e a raca (que tanto incomodo parece causar a certas feministas da negritude branca pos-colonial...)!


["Star"?! Xe', quale la' "star" maze' pa'!!!… Claramente era preciso "falsifica-la" para “restabelecer a ordem”! ... era preciso "po-la no seu lugar"!... era preciso "lembrar-lhe a sua condicao de 'poetisa menor'"! ... era preciso "faze-la portadora de falsos diplomas"!... era preciso "torna-la uma mendiga e servical esmolando 'gasosas'"! era preciso "torna-la deselegante"!... era preciso "faze-la cheirar mal"!... era preciso "torna-la uma pobre e insignificante criatura rejeitada"!... era preciso "arrastar-lhe o nome pela lama"!... era preciso "transforma-la numa insuportavel dama de sapato vermelho"!... era preciso "conota-la com 'monstros raciais' e 'taras tribais'!... era preciso "faze-la infiltradora de reunioes de peritos"!... era preciso "esmaga-la como a uma barata"!...]

Enfim... coisas e loisas da "neofita ideologia dos (pretensos) afectos" !...


Post Relacionado:

Ao que algumas 'bloggers' estao sujeitas


*[Postado inicialmente a 02/06/10 - Repostado a proposito disto]

Monday, 5 September 2011

Just Poetry xlv



Sobras






















Sabes?

Daquela lágrima
que secámos
com a areia do deserto
e daquela ferida
que sarámos
com xá de kaxinde
já só sobra o sangue

daquela gargalhada
em que explodímos
no Pão de Açucar
já só sobra o esgar

daquele carnaval
que brincámos
no barracão da Vila Isabel
já só sobra o escárnio

daquela praia
em que mergulhámos
e daquele banho
em que nos abraçámos
já só sobra o vazio

daquele céu
em que nos passeámos
e daquele sol
em que nos aquecémos
já só sobra o ocaso

daquele chão
que pisámos
e daquela areia
em que rebolámos
já só sobra o vácuo

daquele pássaro
em que nos inspirámos
e daquele vento
em que voámos
já só sobra o temporal

daquela pele de pêssego
que acariciámos
e daquele mel
em que nos deliciámos
já só sobra o fel

daquele linho branco
em que nos imaculámos
e daquela festa
que nos dêmos
já só sobra a lama

daquele aquário
em que nadámos
e daquela chuva
que bebêmos
já só sobra a tempestade

daquele coro
que cantámos
e daquele you're the first
the last my everything

que nos dedicámos
já só sobra o eco

daquele piano
que teclámos
e daquela guitarra
que tocámos
já só sobra uma corda

daquela dança
em que vibrámos
e daquela música
em que nos perdémos
já só sobra o silêncio

daquele perfume
em que nos incensámos
e daquela rosa
em que nos cheirámos
já só sobra o espinho

daquele espelho
em que nos escrevémos
daquele vidro
em que nos desenhámos
e daquela colagem
em que nos replicámos
já só sobra o corte

daquela mansão
em que brilhámos
daquele salão
em que brindámos
e daquele quintal
em que lutámos
já só sobra a cela

daquela cama
que trocámos
e daquela mesa
que partilhámos
já só sobra o salalé

daquele castelo
de amizade
que construímos
já só sobram os escombros

daquela varanda
em que me cortavas o cabelo
e me fazias kafuné
já só sobra a grade

daquela boleia
que apanhámos para
os Trapalhões
para irmos comer
funge com todos
já só sobra o adeus

daquele feijão
de óleo de palma
que raspámos
no fundo
daquela panela de barro
já só sobra o queimado

daqueles pratos sofisticados
que me cozinhavas
e me servias
com muito gusto e requinte
já só sobra a falta de apetite

daquela saciedade
que conseguímos
naquele tempo de escassez
já só sobra a náusea

daquela planta
que disputámos
daquele poema
que fecundámos
e daquela vida
que fizémos
já só sobra o sopro

daquela esteira
que tecémos calmamente
ao luar
e daquela nossa fala mansa
ao acordar
já só sobra o grito

daquelas estrelas que espreitámos
pelo telhado de zinco
já só sobra o escuro

daquele cheiro a terra molhada
com que nos inebriámos
sob o imbondeiro
já só sobra o nada

daquele sono
sossegado
em que dormíamos
agarrados um ao outro
já só sobra o sobressalto

daquele sonho
de caminho do mato
e banho de rio
ao acordar na Chibia
já só sobra o pesadelo

daquela nossa infinita
cortesia e generosidade
para com todo o mundo
já só sobra o ciúme
a raiva a inveja e o ódio

daquela joie de vivre
com que excomungávamos maldições
expulsávamos maus espíritos
e vencíamos depressões
já só sobram assombrações

daquele livrinho
que te dediquei
em troca dos poemas
do teu amigo da outra
banda do Mussulo
e que orgulhosamente mantinhas
em permanente exibição
na montra da Humbihumbi
já só sobra o vil opróbrio.


(a nossa terra está queimada, sabes?)


















E sabes?

De ti já só sobra
a campa violada
a ossada espezinhada
o espírito profanado
a alma perdida
a obra desfeita

de mim já só sobra
a cicatriz reaberta
a memória conspurcada
o corpo desalmado
o cérebro kamartelado
a mente exaurida

do nosso afecto
que nunca foi pretenso
e do nosso gosto
que nunca foi afectado
já só sobram o neófito desafecto
e o amargo desgosto.







(sempre fomos perseguidos como animais
e ensombrados por pássaros enfeitiçados
de todas as latitudes, sabes?
a ti comeram-te a carne
e a mim roubaram-me a alma, sabes?
tu estás entregue á bicharada
e eu ao inferno na terra, sabes?
nós nunca soubémos muito bem
o que sempre nos esperava, sabes?)








É que

como sabes

os esbirros da Nação Krioula
os patrulheiros do Império do Mal
os trungungueiros do Reino da Mentira
e os vultos predadores
dos círculos restritos
kintais exclusivos
e mesas redondas e bikudas
da demente e decadente
enfeudada e alienada
decrépita e rekolonizada
korrupta e korruptora
racista e hipócrita
violenta e autofágica
pseudo-burguesa e neo-colonial fascista
sociedade a que nunca pertencémos
munidos dos p(h)oderes
que sempre desprezámos
em nome da ideologia deturpada
que sempre resistímos
e dos valores e princípios
invertidos, pervertidos
e subvertidos
comem tudo
e em seus lúgubres orgasmos
e sinistras invectivas
de ódio neo-nazi
de monstros raciais
e taras tribais
já nem sobras deixam
nem nada


(rapazes incontinentes e raparigas descontentes,
novatas atrevidas e bruacas desconsoladas,
miúdos imberbes e graúdos retardados,
putos execráveis e sexagenários detestáveis
tentam a golpes de (Aka)martelo
tornar-me seu objecto sexual
e chamam-me "pobre e insignificante criatura
rejeitada por ti
e por isso verde e doente,
vômito, barata, parasita,
karrapata, chileshe,
poluta, promíscua, prostituta,
e insuportável dama do sapato vermelho"
- tu que tanto lutaste
pública e privadamente
por mim! - apenas por nunca
termos sido casados de papel passado
e aliança no dedo e por eu ter rejeitado
e denunciado os seus sórdidos
ataques pornográficos
por email e por blog
e por nunca ter p(h)odido,
ou sequer falado, com eles
e muito menos participado
das suas orgias e bacanais
quando tu me chamavas
"a mulher mais púdica
que alguma vez conheceste", sabes?
e, feios, porcos e maus,
feitos ton-tons makutes
sem lei, nem rei, nem roque
e muito menos escrúpulos
mal educados e pior formados
andam todos de arrogâncias ignorantes
egos super-deficitários
soberbas hiper-inflacionadas
e panças a rebentar pelas costuras
a agredir-me de todas as formas
e meios possíveis e imaginários
tentando destruir a minha reputação
pessoal, social, acadêmica
e profissional, sabes?
e os medíocres frustrados e falhados
espirrando boçalismo pelas ventas
baptizados atrasados mentais
por suas desbragadas madrinhas
e se auto-proclamando "orgulhosamente nós"
a dizer que tenho diplomas falsos
mestrados em imitação
e me infiltro em reuniões de peritos
e até conseguiram tirar-me do mais importante
emprego que tive até agora
e pelo qual lutei por tantos anos, sabes?
e tudo porque os depravados porcos nojentos acham que eu
"não tinha nada que me armar em virgem estuprada
que foi violada e ficou grávida", sabes?!)










(they are pure evil, you know?)


E sabes que mais?

Apesar das nossas diferenças
reais ou imaginárias
e das repetidas ameaças de morte
e linchamento público
a que me submetem
os ditos intelectuais de esquerda
semióticos oculados incapazes de enxergar
para além da côr da pele, da etnia
e do nome de família

(e alguns dizem-se teus amigos, sabes?
eles nunca conheceram o ser humano que existia em ti,
para além dos copos, das comezainas, das farras,
das drogas e das mulheres,
com que, de resto, sempre fizeram tudo
para nos separar, sabes?)


ainda não cometi
o suicídio em grande estilo
instigado pelos ogros surdos-mudos
doutorados eskizofrénikos da kultura akulturada
e os misóginos tarados kabungados
predadores dos paskins de opinião
e jornalismo de tesão
mais seus pervertidos minions de okasião
ordinárias negras bezugas de dekoração
vulgares brancas katchokwés de imitação
psikólogas de confusão
e wazanukas de bajulação
cheios de komplexos de (re)kolonização
em arrogantes e ignorantes
imbecis e irracionais
sórdidas e criminosas
kampanhas de kalúnia e difamação

(cobardemente escondidos
por detrás das suas cortinas
de fumo e de ferro
os psikopatas cães tinhosos
dizem que te coisifikei
e que te assassinei a sangue frio
e que de ti receberam em testamento
a secreta missão de te vingarem, sabes?
é que, como sabes, os salafrários nunca tiveram
noção do ridículo, sabes?
e bem sei que mal, se é que alguma vez,
os conheceste, e eu muito menos,
mas então não é que agora os vermes
até já se permitem "criticar" o facto
de eu ter levado o nosso filho
a estudar em Portugal
e mais se arrogam o "direito" de perguntar
"que educação 'andamos' a dar
aos 'nossos' filhos",
apenas porque o 'teu' Reboredo,
a quem os porcos até já se "dignaram"
chamar "coiso de filho bastardo",
tal como tu, gosta de futebol, sabes?
e os pulhas até omitiram o nome dele
quando tu te foste embora
apesar de ele ter sido o teu único filho
a ir-te acompanhar
à tua última morada, sabes?
e jogaram-me a mim e a ele
na sarjeta da indigência
dos escravos sem alforria, sabes?
é que os sacanas nunca suspeitariam
que tu sempre me 'delegaste'
a responsabilidade pela educação
do teu "único filho de homem"
como orgulhosamente dizias
- sabes que ele se formou
em Politics and International Relations,
e está a fazer o Masters e a trabalhar
no maior banco do UK? -
porque achavas que era melhor que assim fosse
porque dizias que eu era
muito mais forte e responsável do que tu
perante as adversidades
que tínhamos que enfrentar, sabes?
mas para os tarados, todo o sofrimento
por que passei, todas as penas que penei
todas as privações discriminações
e humilhações que tive que enfrentar
todos os desafios que tive que vencer
sob o estigma de mãe solteira
nao passam de "estórias da carochinha"
e fonte de inspiração para
os seus patológicos sadomasoquismos, sabes?)


em nome de suas ditas
diferenças fenotípicas
da eterna questão da melanina
e do hediondo
adiantamento da raça
da supérflua feminilidade
da forjada masculinidade
da pérfida bestialidade
da sórdida promiscuidade
da pornográfica imoralidade
da violentada sexualidade
da bestificada personalidade
da espezinhada dignidade
e da brutalizada humanidade
urdidas brandidas
esgrimidas e perpetuadas
pelas sobras do colono









(eles nunca souberam
o significado de Amor
e menos ainda o de Poesia, sabes?
querem fazer-me 'vítima' dos seus "amores e afectos"
proclamando "rei morto, rei posto"
quando nunca seriam capazes da sensibilidade
com que me olhavas, tocavas e resguardavas, sabes?
quando nunca poderiam, ou saberiam, escrever como tu
"só sei que já não sei viver sem ti,
só sei que te amo muito, a mil"...
por entre beijos mil, sabes?
a vida deles é comandada
pelo sexo, pelo poder e pelo dinheiro
quando a nossa o era
pelo amor, pela arte e pela amizade, sabes?
resulta que os nossos sonhos andam em parafuso
para uso, desuso e abuso de todo o mundo, sabes?)






(e têm todos por isso
sido promovidos, homenageados
agraciados, professorados
premiados, doutorados
deputados, comendados
patenteados, encomiados
medalhados e engalanados, sabes?
e estão todos muito ricos
graças a Deus
de ouros negros e diamantes de sangue
Porsches e Lamborghinis
Yates e Aviões
contas na Suiça e Cayman
casas de praia e de campo
e muito viajados a Américas e Chinas
e muito proprietários em Áfricas do Suis e Europas
e muito folgados de vidas em Portugais e Suécias
e muio espraiados de retiros em Brasis e Namibias
e muito lidos de Playboy e Wall Street Journal
e muito eruditos de Jazz Festivals e Opera Houses
e muito griffados de Cardins e Vuittons
e muito bem aviados de Champagne e Caviar
e muito paskineiros de Angolenses e Novos Jornais
e muito possidentes de grandes cargos e empregos
e muito diplomatas de representações e embaixadas
e muito patrões de motoristas, empregados e kaxikas
e muito empertigados de kostas largas e seguranças privados
e muito abarrotados de sacos azuis e envelopes castanhos
e muito arrivistas, exibicionistas e mediáticos
da rádio tv disko facebook e da cassette pirata
e dizem que debiquei nos pratos deles
á conta do Diabo, sabes?
e publicam muitos livros
e dizem-se campeões
da paz da liberdade da democracia
e dos direitos humanos
e que tudo o que sei
aprendi com eles, sabes?
e dizem-se todos muito amigos e primos uns dos outros
e andam todos em matilhas ladrantes se auto-proclamando
"nós os que ficámos" e os únicos
com "Angola no coração", sabes?
e andam todos muito patrioteiros revanchistas
chauvinistas e xenófobos
e até já dizem
que nem Angolana sou, sabes?
e que nunca fui jornalista,
nem poeta, nem economista,
nem sequer mulher
e menos ainda pessoa, sabes?
e que o que quer que seja que sou
devo-o a eles, sabes?
e que até o meu livrinho
que tu me viste escrever ao longo de anos
e que te dediquei com a urgência
de te querer resgatar das suas garras
foi da autoria deles em meio ano, sabes?)


Kanalhas!
ainda estou para lhes partir a kara
com lágrimas nos olhos
quando sei
que já lhes terias partido os kornos
com espuma na boca!

e os inegáveis patifes todos em bando se masturbando
ao lado de suas fêmeas despeitadas e enraivecidas
entre receitas de culinária se orgasmando
e invocando Jesus Maria e José
até usam e abusam do fantasma do incrível Svengali
para nos ensombrarem para todo o sempre,
enquanto dizem que também fui eu que o matei, sabes?

e andam todos muito casados com várias mulheres
e outros tantos homens de aliança no dedo e papel passado
e bwé de amantes, catorzinhas e pachecos de lado
a falar em resgate dos valores morais, sabes?

(e vê-me lá tu só bem as ameaças que me mandam as lésbicas bissexuais supremacistas brancas neo-nazis receptadoras do "mais alto galardão do estado angolano", feitas monstros pós-coloniais, mães do vulturismo kultural e da etnologia de kurral em África e divas da pornografia nacional no paroxismo delirante das suas macabras paixões demoníacas não discutíveis com a total cumplicidade dos seus mui machões negros autóctones autênticos e genuínos:











"...e que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!.."...











e até me mandaram feitiço pelo correio, sabes?
e até me colocaram sob escuta e vigia, sabes?
e querem injectar-me as mesmas drogas com que te mataram, sabes?

... e a justiça continua a desexistir, sabes?),



Mas sabes?

da integridade
que me apedrejavam
no escuro da madrugada
das raízes
que me eskwartejavam
á katanada
no cacimbo da alvorada
da genuinidade
que me negavam
à luz do dia
da identidade
que me roubavam
à sombra do crepúsculo
da krioulidade
que me impingiam
à calada da noite

da dedicação
que me desdenhavam
a cada segundo
dos valores e princípios
que me tentavam inverter
a cada minuto
da ética e deontologia
que me tentavam subverter
a cada hora
da moral e religião
que me tentavam perverter
a cada dia
da sensibilidade
que me tentavam anestesiar
a cada momento
da personalidade
que me tentavam coarctar
a cada tempo

da precaridade do amor
e da perpetuidade do mal

sobra-me ainda
a sobrevida
a que sucumbiste.


(why did you have to die on me?!)










Beijos Mil.



© P. (2011)

[Middle images by Yinka Shonibare; second by Picasso]



For many are the pleasant forms which exist in
          numerous sins,
     and incontinencies,
     and disgraceful passions
     and fleeting pleasures,

          which (men) embrace until they become
          sober
          and go up to their resting place

And they will find me there,
     and they will live
     and they will not die again.
 [Toni Morrison, introduction to Paradise]







[Je Crois Entendre Encore
from Bizet's The Pearlfishers]













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Sobras





















Sabes?

Daquela lágrima
que secámos
com a areia do deserto
e daquela ferida
que sarámos
com xá de kaxinde
já só sobra o sangue

daquela gargalhada
em que explodímos
no Pão de Açucar
já só sobra o esgar

daquele carnaval
que brincámos
no barracão da Vila Isabel
já só sobra o escárnio

daquela praia
em que mergulhámos
e daquele banho
em que nos abraçámos
já só sobra o vazio

daquele céu
em que nos passeámos
e daquele sol
em que nos aquecémos
já só sobra o ocaso

daquele chão
que pisámos
e daquela areia
em que rebolámos
já só sobra o vácuo

daquele pássaro
em que nos inspirámos
e daquele vento
em que voámos
já só sobra o temporal

daquela pele de pêssego
que acariciámos
e daquele mel
em que nos deliciámos
já só sobra o fel

daquele linho branco
em que nos imaculámos
e daquela festa
que nos dêmos
já só sobra a lama

daquele aquário
em que nadámos
e daquela chuva
que bebêmos
já só sobra a tempestade

daquele coro
que cantámos
e daquele you're the first
the last my everything

que nos dedicámos
já só sobra o eco

daquele piano
que teclámos
e daquela guitarra
que tocámos
já só sobra uma corda

daquela dança
em que vibrámos
e daquela música
em que nos perdémos
já só sobra o silêncio

daquele perfume
em que nos incensámos
e daquela rosa
em que nos cheirámos
já só sobra o espinho

daquele espelho
em que nos escrevémos
daquele vidro
em que nos desenhámos
e daquela colagem
em que nos replicámos
já só sobra o corte

daquela mansão
em que brilhámos
daquele salão
em que brindámos
e daquele quintal
em que lutámos
já só sobra a cela

daquela cama
que trocámos
e daquela mesa
que partilhámos
já só sobra o salalé

daquele castelo
de amizade
que construímos
já só sobram os escombros

daquela varanda
em que me cortavas o cabelo
e me fazias kafuné
já só sobra a grade

daquela boleia
que apanhámos para
os Trapalhões
para irmos comer
funge com todos
já só sobra o adeus

daquele feijão
de óleo de palma
que raspámos
no fundo
daquela panela de barro
já só sobra o queimado

daqueles pratos sofisticados
que me cozinhavas
e me servias
com muito gusto e requinte
já só sobra a falta de apetite

daquela saciedade
que conseguímos
naquele tempo de escassez
já só sobra a náusea

daquela planta
que disputámos
daquele poema
que fecundámos
e daquela vida
que fizémos
já só sobra o sopro

daquela esteira
que tecémos calmamente
ao luar
e daquela nossa fala mansa
ao acordar
já só sobra o grito

daquelas estrelas que espreitámos
pelo telhado de zinco
já só sobra o escuro

daquele cheiro a terra molhada
com que nos inebriámos
sob o imbondeiro
já só sobra o nada

daquele sono
sossegado
em que dormíamos
agarrados um ao outro
já só sobra o sobressalto

daquele sonho
de caminho do mato
e banho de rio
ao acordar na Chibia
já só sobra o pesadelo

daquela nossa infinita
cortesia e generosidade
para com todo o mundo
já só sobra o ciúme
a raiva a inveja e o ódio

daquela joie de vivre
com que excomungávamos maldições
expulsávamos maus espíritos
e vencíamos depressões
já só sobram assombrações

daquele livrinho
que te dediquei
em troca dos poemas
do teu amigo da outra
banda do Mussulo
e que orgulhosamente mantinhas
em permanente exibição
na montra da Humbihumbi
já só sobra o vil opróbrio.


(a nossa terra está queimada, sabes?)


















E sabes?

De ti já só sobra
a campa violada
a ossada espezinhada
o espírito profanado
a alma perdida
a obra desfeita

de mim já só sobra
a cicatriz reaberta
a memória conspurcada
o corpo desalmado
o cérebro kamartelado
a mente exaurida

do nosso afecto
que nunca foi pretenso
e do nosso gosto
que nunca foi afectado
já só sobram o neófito desafecto
e o amargo desgosto.







(sempre fomos perseguidos como animais
e ensombrados por pássaros enfeitiçados
de todas as latitudes, sabes?
a ti comeram-te a carne
e a mim roubaram-me a alma, sabes?
tu estás entregue á bicharada
e eu ao inferno na terra, sabes?
nós nunca soubémos muito bem
o que sempre nos esperava, sabes?)








É que

como sabes

os esbirros da Nação Krioula
os patrulheiros do Império do Mal
os trungungueiros do Reino da Mentira
e os vultos predadores
dos círculos restritos
kintais exclusivos
e mesas redondas e bikudas
da demente e decadente
enfeudada e alienada
decrépita e rekolonizada
korrupta e korruptora
racista e hipócrita
violenta e autofágica
pseudo-burguesa e neo-colonial fascista
sociedade a que nunca pertencémos
munidos dos p(h)oderes
que sempre desprezámos
em nome da ideologia deturpada
que sempre resistímos
e dos valores e princípios
invertidos, pervertidos
e subvertidos
comem tudo
e em seus lúgubres orgasmos
e sinistras invectivas
de ódio neo-nazi
de monstros raciais
e taras tribais
já nem sobras deixam
nem nada


(rapazes incontinentes e raparigas descontentes,
novatas atrevidas e bruacas desconsoladas,
miúdos imberbes e graúdos retardados,
putos execráveis e sexagenários detestáveis
tentam a golpes de (Aka)martelo
tornar-me seu objecto sexual
e chamam-me "pobre e insignificante criatura
rejeitada por ti
e por isso verde e doente,
vômito, barata, parasita,
karrapata, chileshe,
poluta, promíscua, prostituta,
e insuportável dama do sapato vermelho"
- tu que tanto lutaste
pública e privadamente
por mim! - apenas por nunca
termos sido casados de papel passado
e aliança no dedo e por eu ter rejeitado
e denunciado os seus sórdidos
ataques pornográficos
por email e por blog
e por nunca ter p(h)odido,
ou sequer falado, com eles
e muito menos participado
das suas orgias e bacanais
quando tu me chamavas
"a mulher mais púdica
que alguma vez conheceste", sabes?
e, feios, porcos e maus,
feitos ton-tons makutes
sem lei, nem rei, nem roque
e muito menos escrúpulos
mal educados e pior formados
andam todos de arrogâncias ignorantes
egos super-deficitários
soberbas hiper-inflacionadas
e panças a rebentar pelas costuras
a agredir-me de todas as formas
e meios possíveis e imaginários
tentando destruir a minha reputação
pessoal, social, acadêmica
e profissional, sabes?
e os medíocres frustrados e falhados
espirrando boçalismo pelas ventas
baptizados atrasados mentais
por suas desbragadas madrinhas
e se auto-proclamando "orgulhosamente nós"
a dizer que tenho diplomas falsos
mestrados em imitação
e me infiltro em reuniões de peritos
e até conseguiram tirar-me do mais importante
emprego que tive até agora
e pelo qual lutei por tantos anos, sabes?
e tudo porque os depravados porcos nojentos acham que eu
"não tinha nada que me armar em virgem estuprada
que foi violada e ficou grávida", sabes?!)










(they are pure evil, you know?)


E sabes que mais?

Apesar das nossas diferenças
reais ou imaginárias
e das repetidas ameaças de morte
e linchamento público
a que me submetem
os ditos intelectuais de esquerda
semióticos oculados incapazes de enxergar
para além da côr da pele, da etnia
e do nome de família

(e alguns dizem-se teus amigos, sabes?
eles nunca conheceram o ser humano que existia em ti,
para além dos copos, das comezainas, das farras,
das drogas e das mulheres,
com que, de resto, sempre fizeram tudo
para nos separar, sabes?)


ainda não cometi
o suicídio em grande estilo
instigado pelos ogros surdos-mudos
doutorados eskizofrénikos da kultura akulturada
e os misóginos tarados kabungados
predadores dos paskins de opinião
e jornalismo de tesão
mais seus pervertidos minions de okasião
ordinárias negras bezugas de dekoração
vulgares brancas katchokwés de imitação
psikólogas de confusão
e wazanukas de bajulação
cheios de komplexos de (re)kolonização
em arrogantes e ignorantes
imbecis e irracionais
sórdidas e criminosas
kampanhas de kalúnia e difamação

(cobardemente escondidos
por detrás das suas cortinas
de fumo e de ferro
os psikopatas cães tinhosos
dizem que te coisifikei
e que te assassinei a sangue frio
e que de ti receberam em testamento
a secreta missão de te vingarem, sabes?
é que, como sabes, os salafrários nunca tiveram
noção do ridículo, sabes?
e bem sei que mal, se é que alguma vez,
os conheceste, e eu muito menos,
mas então não é que agora os vermes
até já se permitem "criticar" o facto
de eu ter levado o nosso filho
a estudar em Portugal
e mais se arrogam o "direito" de perguntar
"que educação 'andamos' a dar
aos 'nossos' filhos",
apenas porque o 'teu' Reboredo,
a quem os porcos até já se "dignaram"
chamar "coiso de filho bastardo",
tal como tu, gosta de futebol, sabes?
e os pulhas até omitiram o nome dele
quando tu te foste embora
apesar de ele ter sido o teu único filho
a ir-te acompanhar
à tua última morada, sabes?
e jogaram-me a mim e a ele
na sarjeta da indigência
dos escravos sem alforria, sabes?
é que os sacanas nunca suspeitariam
que tu sempre me 'delegaste'
a responsabilidade pela educação
do teu "único filho de homem"
como orgulhosamente dizias
- sabes que ele se formou
em Politics and International Relations,
e está a fazer o Masters e a trabalhar
no maior banco do UK? -
porque achavas que era melhor que assim fosse
porque dizias que eu era
muito mais forte e responsável do que tu
perante as adversidades
que tínhamos que enfrentar, sabes?
mas para os tarados, todo o sofrimento
por que passei, todas as penas que penei
todas as privações discriminações
e humilhações que tive que enfrentar
todos os desafios que tive que vencer
sob o estigma de mãe solteira
nao passam de "estórias da carochinha"
e fonte de inspiração para
os seus patológicos sadomasoquismos, sabes?)


em nome de suas ditas
diferenças fenotípicas
da eterna questão da melanina
e do hediondo
adiantamento da raça
da supérflua feminilidade
da forjada masculinidade
da pérfida bestialidade
da sórdida promiscuidade
da pornográfica imoralidade
da violentada sexualidade
da bestificada personalidade
da espezinhada dignidade
e da brutalizada humanidade
urdidas brandidas
esgrimidas e perpetuadas
pelas sobras do colono









(eles nunca souberam
o significado de Amor
e menos ainda o de Poesia, sabes?
querem fazer-me 'vítima' dos seus "amores e afectos"
proclamando "rei morto, rei posto"
quando nunca seriam capazes da sensibilidade
com que me olhavas, tocavas e resguardavas, sabes?
quando nunca poderiam, ou saberiam, escrever como tu
"só sei que já não sei viver sem ti,
só sei que te amo muito, a mil"...
por entre beijos mil, sabes?
a vida deles é comandada
pelo sexo, pelo poder e pelo dinheiro
quando a nossa o era
pelo amor, pela arte e pela amizade, sabes?
resulta que os nossos sonhos andam em parafuso
para uso, desuso e abuso de todo o mundo, sabes?)






(e têm todos por isso
sido promovidos, homenageados
agraciados, professorados
premiados, doutorados
deputados, comendados
patenteados, encomiados
medalhados e engalanados, sabes?
e estão todos muito ricos
graças a Deus
de ouros negros e diamantes de sangue
Porsches e Lamborghinis
Yates e Aviões
contas na Suiça e Cayman
casas de praia e de campo
e muito viajados a Américas e Chinas
e muito proprietários em Áfricas do Suis e Europas
e muito folgados de vidas em Portugais e Suécias
e muio espraiados de retiros em Brasis e Namibias
e muito lidos de Playboy e Wall Street Journal
e muito eruditos de Jazz Festivals e Opera Houses
e muito griffados de Cardins e Vuittons
e muito bem aviados de Champagne e Caviar
e muito paskineiros de Angolenses e Novos Jornais
e muito possidentes de grandes cargos e empregos
e muito diplomatas de representações e embaixadas
e muito patrões de motoristas, empregados e kaxikas
e muito empertigados de kostas largas e seguranças privados
e muito abarrotados de sacos azuis e envelopes castanhos
e muito arrivistas, exibicionistas e mediáticos
da rádio tv disko facebook e da cassette pirata
e dizem que debiquei nos pratos deles
á conta do Diabo, sabes?
e publicam muitos livros
e dizem-se campeões
da paz da liberdade da democracia
e dos direitos humanos
e que tudo o que sei
aprendi com eles, sabes?
e dizem-se todos muito amigos e primos uns dos outros
e andam todos em matilhas ladrantes se auto-proclamando
"nós os que ficámos" e os únicos
com "Angola no coração", sabes?
e andam todos muito patrioteiros revanchistas
chauvinistas e xenófobos
e até já dizem
que nem Angolana sou, sabes?
e que nunca fui jornalista,
nem poeta, nem economista,
nem sequer mulher
e menos ainda pessoa, sabes?
e que o que quer que seja que sou
devo-o a eles, sabes?
e que até o meu livrinho
que tu me viste escrever ao longo de anos
e que te dediquei com a urgência
de te querer resgatar das suas garras
foi da autoria deles em meio ano, sabes?)


Kanalhas!
ainda estou para lhes partir a kara
com lágrimas nos olhos
quando sei
que já lhes terias partido os kornos
com espuma na boca!

e os inegáveis patifes todos em bando se masturbando
ao lado de suas fêmeas despeitadas e enraivecidas
entre receitas de culinária se orgasmando
e invocando Jesus Maria e José
até usam e abusam do fantasma do incrível Svengali
para nos ensombrarem para todo o sempre,
enquanto dizem que também fui eu que o matei, sabes?

e andam todos muito casados com várias mulheres
e outros tantos homens de aliança no dedo e papel passado
e bwé de amantes, catorzinhas e pachecos de lado
a falar em resgate dos valores morais, sabes?

(e vê-me lá tu só bem as ameaças que me mandam as lésbicas bissexuais supremacistas brancas neo-nazis receptadoras do "mais alto galardão do estado angolano", feitas monstros pós-coloniais, mães do vulturismo kultural e da etnologia de kurral em África e divas da pornografia nacional no paroxismo delirante das suas macabras paixões demoníacas não discutíveis com a total cumplicidade dos seus mui machões negros autóctones autênticos e genuínos:











"...e que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!.."...











e até me mandaram feitiço pelo correio, sabes?
e até me colocaram sob escuta e vigia, sabes?
e querem injectar-me as mesmas drogas com que te mataram, sabes?

... e a justiça continua a desexistir, sabes?),



Mas sabes?

da integridade
que me apedrejavam
no escuro da madrugada
das raízes
que me eskwartejavam
á katanada
no cacimbo da alvorada
da genuinidade
que me negavam
à luz do dia
da identidade
que me roubavam
à sombra do crepúsculo
da krioulidade
que me impingiam
à calada da noite

da dedicação
que me desdenhavam
a cada segundo
dos valores e princípios
que me tentavam inverter
a cada minuto
da ética e deontologia
que me tentavam subverter
a cada hora
da moral e religião
que me tentavam perverter
a cada dia
da sensibilidade
que me tentavam anestesiar
a cada momento
da personalidade
que me tentavam coarctar
a cada tempo

da precaridade do amor
e da perpetuidade do mal

sobra-me ainda
a sobrevida
a que sucumbiste.


(why did you have to die on me?!)










Beijos Mil.



© P. (2011)

[Middle images by Yinka Shonibare; second by Picasso]



For many are the pleasant forms which exist in
          numerous sins,
     and incontinencies,
     and disgraceful passions
     and fleeting pleasures,

          which (men) embrace until they become
          sober
          and go up to their resting place

And they will find me there,
     and they will live
     and they will not die again.
 [Toni Morrison, introduction to Paradise]







[Je Crois Entendre Encore
from Bizet's The Pearlfishers]













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