Wednesday, 9 December 2015

Friday, 27 November 2015

Bocas Intelectualoides

{Ou... kuribotices de 'mulheres(zinhas)'....de domingo !!!}





{Ou ainda... 'da nebulosa da intriga, da calunia e da difamacao, ao gratuito, cobarde e impune assassinio de caracter'... e 'das perolas do ciume, do despeito, da inveja e da maledicencia, as irresponsaveis e podres sementes da intolerancia, da discordia, do odio e da violencia sistemica'...}
{Ou, tambem... 'dos muitos lados da canoa furada', a 'inundacao da caravela Vera-Cruz algures entre Sagres e Cabo-Verde ou entre Sao-Tome e o Principe' passando pelas Bijagos e ao 'afundamento do barco do situacionismo, do seguidismo, do oportunismo politico, do autoritarismo, do pedantismo, do vedetismo, da falta de sentido do ridiculo, da bajulacao, do 'sycophantismo', do lambebotismo, da mediocridade, da petulancia, da imbecilidade, da cretinice, do subdesenvolvimento mental e cultural, do auto-convencimento e da arrogancia ignorante... enfim, da irracionalidade absoluta!'}

{Ou, sobretudo... das ' inocencias que matam ' ao que pode dar "ler-se muitos livros"!}
{Ou ainda... de como nem Freud explica!}

***Roer-se de inveja***
{A inveja é comparada à traça, que rói ocultamente as vestes, pois dilacera o amor e, por isso, desfaz a unidade.
A inveja é tortuosa, como a cobra. A inveja é sombria e tenebrosa
Distorcer é entortar o que era reto. Daí que por cobra tortuosa se entendam aquelas criaturas cuja beleza se obscureceu pelo pecado e distorceram sua retidão}


"Oh yes, we did!" (who did it?! Of course I and I alone, e em portugues e sem nunca ter posto os pes nos EUA, sem conhecer a sua sociedade, cultura ou historia, e menos ainda interagido, participado ou contribuido para a campanha de Obama (!) - NAO TODO O MUNDO!!! Alias, tal como ja' o havia feito pela eleicao de Sarkozy!)
***A inveja é cega***
{Porque estavam completamente dominados pela cegueira da inveja}

"Porque que todo o mundo, todo mundo mesmo, teve uma palavra a dizer sobre a eleicao de Obama? ...Porque promover uns e nao outros?...E' porque escrevem em ingles... ainda um certo ocidente.... eu nao confio em nenhum americano!..." (!...)
"(...) o intelectual teria que estar no activo (e, digamos, não reformado); ter-se-ia que ter em conta não os sucessos práticos das suas ideias, senão a influência exercida para além da sua área de actuação profissional. É que por intelectual entenderam os promotores «alguém que tenha mostrado distinção no seu campo profissional simultaneamente à sua habilidade para comunicar ideias e influenciar o debate fora do seu campo de trabalho»" (... obviamente que tudo isso me e' totalmente aplicavel! Assenta-me perfeitamente como uma luva!)
***A inveja morde - A inveja envenena - Não há nada mais vil do que a inveja***
{Freqüentemente os soberbos julgam os outros superiores em muitas coisas, sem no entanto deixarem de se considerar mais dignos delas, por causa dos bens em que os outros parecem superá-los, da própria soberba nasce um zelo de inveja}

"Pois é, em Angola muitos se dizem intelectuais. Boa parte não sabe o que isso significa. Não é intelectual quem quer e tão-pouco quem merece. Não se trata de uma questão de merecimento, não basta ter formação académica. (…) É forçoso (?!) que, aquilo que alguns chamarão militância, seja o denominador comum enquanto cidadão consciente que não pode deixar de ser."(...note-se bem que nao pode ser intelectual ou consciente, muito menos cidadao e menos ainda angolano, quem nao apoie, sirva e se submeta cega e lobotomizadamente, por controlo remoto, como eu, a FpD e o HD mais o resto dos meus amigos - tomem bem nota: todos, como eu, membros da verdadeira e unica elite intelectual - e os seus pares...)

"(...) Se, como Edward Said, considerarmos que o intelectual é ‹‹someone who cannot easily be co-opted by governments or corporations, and whose raison d’être is to represent all those people and issues that (are) routinely forgotten or swept under the rug…" (... claro que isto nao se aplica a minha camarada de luta nesta cruzada, que e' notavelmente 'cooptada' pelo Ministerio da Cultura do Governo de Angola...)
"(…) Razões de ordem espacial (geográfica) explicam algumas ausências bibliográficas…" (... claro que nunca ninguem teve a gentileza, a fineza e a caridade de me explicar, nem eu sou assim tao "habitue" de publicacoes para ter reparado nisso por mim propria, que um "jornal de actualidades" nao e' exactamente uma "revista academica" e que uma "opiniao pessoal" e'-o tanto menos quanto mais referencias e quotacoes de outros nela usarmos! )
"E se Martin Luther King é celebrado (eu também o celebro!, como não?!), já Malcolm X sê-lo-á, mas somente por uma franja (eu faço parte desta franja!). Porquê? Porque enquanto King pregou a não-violência (Ghandi, Mandela, são outros exemplos), Malcolm X foi/é considerado um radical." (...)
"(...) Em uma situação normal, não vejo porque, não necessariamente gritar, mas dizer em quem vou votar, porque manter em segredo o meu voto? Se o segredo do voto é uma conquista, a sua divulgação também me parece ser uma conquista – ainda por concretizar. O mesmo se passa com o voto útil, sobretudo numa primeira volta que é, quanto a mim, um absurdo – votassem os norte-americanos deste modo, quem teria sido o candidato do partido democrata teria sido a Hillary Clinton e não o Obama; tivessem feito voto útil, o presidente norte-americano, hoje, seria outro."(!...)
***A inveja envenena***
{Quando a podridão da inveja corrompe o coração já vencido, os próprios sinais exteriores indicam quão gravemente o desvario instiga o ânimo: o rosto empalidece, os olhos se abatem, a mente se inflama, os membros esfriam, a imaginação se enraivece e os dentes rangem}


"E quanto àqueles que é suposto serem seus servidores (do poder), o que dizer deles? “Como explicar que indivíduos, aparentemente normais, inteligentes, sirvam governos déspotas, ditatoriais? Ou, mais ainda, sejam cúmplices de desmandos, do desgoverno dos seus países? (..) «o motivo pelo qual talvez seja prudente duvidar do julgamento político de cientistas enquanto cientistas não é, em 1º lugar, a sua falta de “carácter” (...) mas precisamente o facto de que habitam um mundo no qual as palavras perderam o seu poder."
"Thomas Kuhn, o conhecido pai das ‹‹estruturas das revoluções científicas››, defende que a ciência faz- se de forma descontíinua. A noção de paradigma por ele preconizada abre espaço a mudanças, a ‹‹revoluções tranquilas››, à emergência de novos paradigmas científicos. Dir- se-á que a emergência de um novo paradigma era/é algo esperado pela comunidade científica – sem convulsões, sem traumas. Já Karl Popper, outro filósofo da ciência, tal como Kuhn também ele um epistemólogo, entende que a fronteira da ciência e da não-ciência está no falsificacionismo ou falibilismo – só se prova uma teoria, sempre conjectural e provisória, quando a mesma é refutada." (Claro que eu, como renomada, respeitada e consagrada 'cientista', sempre soube de tudo isso! Mesmo antes de, "por orientacao superior", ter ido muito recentemente descobri-lo na wikipedia sob o tema "epistemologia" - a qual eu, tal como a minha camarada de luta, confundia com "etimologia", o que, admitamos, e' compreensivel porque o primeiro conceito e' do dominio da ciencia e o segundo das letras... E, como esta' bom de ver, o pensamento dos cientistas que aqui menciono e' perfeitamente compativel com o meu defendido 'poder popular' contra o 'voto secreto', declarado 'radicalismo a la Malcom X', 'comunismo a la Cunhal e Saramago' e 'nacional-socialismo a la Nazi"!!!)

"Omitimos o nome de Claude Lévi-Strauss. Porque há um antes e um depois de Lévi-Strauss. Claude Lévi-Strauss é um nome maior da antropologia ou, se quisermos ser mais justos, das ciências sociais e humanas. A revolução tranquila, ainda que vital, que operou e que abriu as comportas para uma nova visão do mundo, faz dele um ícone dos estudos das sociedades chamadas primitivas..." (!!!)
***Só a soberba e a inveja são pecados puramente espirituais, portanto do âmbito possível dos demônios***
{Como a inveja se sente da glória de outrem enquanto ela diminui a glória desejada, apenas sentimos inveja daqueles a quem pretendemos igualar-nos ou a quem, em glória, nos preferimos; o que não se verifica quanto aos que estão de nós muito distantes. Com efeito, ninguém a não ser um louco, se empenha em se igualar ou superar em glória os que são muito maiores
E, assim, um homem não inveja os que estão muito longe por lugar, tempo ou prestígio; mas os que estão perto - esses são os que incomodam - e aos quais ele quer se igualar ou superar.
Ninguém inveja o que é possuído comumente por muitos: ninguém inveja, por exemplo, que outro possa conhecer a verdade, o que é possível para todos, mas talvez a excelência desse conhecimento
Como os soberbos freqüentemente julgam os outros superiores a si em muitas coisas (...) da própria soberba nasce a inveja
}

"É certo (?) que quando a oferta é maior do que a procura (...), a inflação (!?) trilha o seu caminho sem qualquer tipo de escolho (!?!?!). Mas não tem de ser assim e a crise e/ou recessão (...) que hoje assola o mundo é disso exemplo com a intervenção dos governos em países onde isso era, há alguns meses, impensável. (!?!?!?)"
"A economia mundial tem que se basear nos donativos das corporacoes para os povos" (!!!)
"(…) Os outros, que nunca foram tidos em conta em decisões que afectam indiscriminadamente todo o planeta, são, porém, as maiores vítimas desta crise a quem, agora, os seus causadores não querem olhar – só á força! Tentam, todos, salvar as suas economias: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, os países escandinavos, enfim, estão mais preocupados consigo, não com os outros, mais frágeis, que estão a pagar por aquilo que não foi a sua opção: o neoliberalismo global e sem fronteiras…" (!...)

"Como sei disso? Não por via de algum trabalho de investigação, mas pelo que me foi e é dado observar." (!!!)
"Claro que isto e' ideologia e nao ciencia!"... (!!!)
"(...) é preciso, uma vez mais tenho de o dizer (...), sabermos (!!!) do que falamos e, claro, agir."
"(...) temos que andar de candongueiro, quando ja' deviamos ter taxis... temos que suar as estopinhas..."

"(...) Ha' que desencorajar a construcao de habitacoes e promover o arrendamento..."
"(...) precisamos de ir para além do semba, do kizomba e do kú-duro, pois só assim progrediremos..."
"(...) Mas a desestruturação da sociedade angolana, da família angolana que tem eco na desestruturação das famílias é, precisamente por isso, um fenómeno social (ista) (total - itario). (…) Não temamos tal coisa!"

"Uma das questões que está por apurar – e ainda que este seja um fenómeno que ocorra um pouco por todo o país – é a seguinte: porque será que a maior percentagem (estatisticas comprovativas?!) destes casos ocorre no norte do país?"
"O recente conflito entre Angola e a RDC é uma manifesta manifestação de poder. É uma questão política (Ai, ainda nao sabiam?!). E não foi por falta de «aviso à navegação», sendo que eu própria, também já naveguei por essas águas e escrevi sobre." ( … E nao me perguntem pela referencia, porque, ao contrario dos autores em ingles que aqui nao me canso de referenciar, eu sou uma autora tao amplamente lida e referenciada globalmente que a navegacao sabera’ certamente onde e quando o fiz… )
"(...) com todo o rol de «safadezas» (expressão muito grata aos guineenses, mas dita em crioulo é um mimo!)" ...
***A inveja dói*** {Há certos pecados que são dores, como a acídia e a inveja}
"Não resisto a citar Barack Obama, não a propósito da sua intervenção na recente visita que fez ao Gana (bem podia ser!), mas a partir do seu livro autobiográfico: ‹‹Diz-lhe que gostaria de aprender luo, mas é difícil arranjar tempo nos Estados Unidos – afirmei – Conta-lhe como estou ocupado. - Ela compreende isso – retorquiu Auma. – Mas diz também que um homem nunca pode estar demasiado ocupado para conhecer o seu próprio povo››" ( reparem que eu posso nao falar nem entender patavina de kimbundo, kikongo, umbundo, ou quaquer outra lingua nacional de Angola – nunca tive tempo para as aprender e menos ainda para as falar aqui no meu cantinho europeu a beira-mar plantado - mas sou fluentemente ‘conversante’ em crioulo da Guine’ e Cabo-Verde, pelo que ninguem me pode acusar de “nao conhecer o meu proprio povo”!)
"(...) e, como bem disse Péricles, ‹‹quem não se preocupa com a coisa pública, não merece ser ateniense››.Socorrendo- me uma vez mais de Péricles, pergunto aos leitores se mereceremos, nós, ser angolanos?!" (!?!?!) (portugueses, cabo-verdianos, sao-tomenses, ou guineenses...)?!"
***Da inveja nasce o ódio***
{A inveja, em geral, procede da soberba. Com efeito, a tristeza pelo bem alheio dá-se no homem porque aparece como obstáculo à própria excelência
Os pusilânimes são propensos à inveja pois, como se diz no livro de Jó, a inveja mata os pequenos. E isto com razão, pois o medíocre acha que a prosperidade de outro impede a sua: o que é próprio de almas pequenas
}

"Nos últimos 7 anos os angolanos vêm sendo chamados para as tarefas da reconstrução. Com maior ou menor fervor, parecem estar engajados em participar no ‹‹esforço›› mas desengane-se quem pense que é (puro) patritotismo: na, nani, na não. Os angolanos querem é (patrocinios para) ver engordar o seu salário, ter acesso aos bens de que precisam e também aos que não precisam…" (Claro que eu NAO sou angolana! na, nani, na não!!!)


***O fedor da inveja***
{Mas para outros é na verdade odor da morte que leva à morte, isto é, da inveja e maldade que ocasionalmente os conduzem (os invejosos) à morte eterna...
Há pecados que se cometem não para ganhar algo, mas só para destruir, como é o caso do homicídio, da inveja e outros que tais}
"...mas convem saber sempre o que nos espera!" (sempre que se atrevam a fazer-me sombra, sendo colocados - voces "todo o mundo" - ao meu lado como pseudo-intelectuais, ou a publicitar criticas que questionem a cientificidade dos meus delirios sobre a minha suave e assaz mutante patria... pois que eu amo de paixao a palavra critica desde que JAMAIS seja criticada!!!)

“Assim, embora, tal como Edward Said, menos esperançosa quanto ao papel do intelectual”… (desculpem-me a incongruencia, mas a minha canoa foi atingida por um inesperado tsunami que me fez repentinamente deixar de me considerar intelectual… ja’ nao sou bem “aquela por quem se espera”!)

"Noam Chomsky, considerado o mais influente intelectual da actualidade..." (NAO me perguntem "por quem?"!)
***A inveja como espírito de competição*** {Quem odeia, olha com olhos maus e invejosos a quem odeia}
“Privei mais com uns do que com outros mas a todos conheci e a despeito das nossas diferenças, no concernente ao rumo a dar à Casa de Angola, em uma coisa convergíamos: o sentimento de que aquele espaço era nosso! (…) Este não é um obituário mas tão simplesmente a memória e o testemunho de um tempo- espaço.” [Desculpem-me o lapso, mas deste testemunho nao faz parte qualquer memoria – mesmo porque nao a possuo nem com os seus intervenientes privei no seu tempo-espaco – de que se a Casa de Angola, depois de muitos e longos anos voltou a ser um “espaco nosso” foi porque um pequeno grupo de angolanos de verdade por isso se bateu… e nunca tive conhecimento de que nos seus arquivos muito provavelmente existira’ uma peticao naquele sentido dirigida ao entao Presidente da Camara de Lisboa, Jorge Sampaio, assinada (nao por mim, bem entendido!), entre outros, por um tal de Rui Mingas e por uma tal de mais conhecida nos ultimos tempos como “servidora do poder” … mas essas sao memorias que, mesmo se as tivesse, seriam por demais inconvenientes… fazem-nos sombra! Better sweep them under the rug!...
Igualmente inconveniente seria a memoria por parte da minha co-papagueadora de Said, co-membro do 'Comite' da Especialidade dos Kuribotas' e camarada de luta nesta “queima publica da bruxa pseudo-intelectual” de que uma das “herancas intelectuais” de um tal de Ndunduma - para alem do seu declarado, praticado e consagrado "activismo pro-monolitismo politico-ideologico" -, foi um texto seu dirigido nos anos 80 ao entao Secretario Geral da UEA (tambem muito provavelmente constante dos seus arquivos) em que dizia, entre outras “enormidades certamente para esquecer” sobre um certo “poemario" proscrito (por, entre outras razoes igualmente 'ponderosas', 'cientificas' e 'objectivas', tais como "despropositadas gargalhadas na noite sobre mulatas cor muamba e labios pitanga". nele se usar, tal como o proprio Ndunduma o fez na sua poesia, o vocabulo "mulembeira" - alegadamente, "prova provada de que a autora nao conhecia a cultura nacional", nao se "reparando" que ela usara, no mesmo poema, o vocabulo "mulemba"...), da autoria da mesma "tal" acima mencionada (e note-se bem que o fez sem que na altura a conhecesse pessoalmente...), que “depois de Alda Lara eis que surge…”. …Definitivamente para esquecer: memoria demasiado “ensombradora” (quanto mais nao seja porque - tal como vos venho demonstrando a saciedade com as minhas mais do que muitas referencias e quotacoes em ingles, que obviamente nao me dou ao trabalho de traduzir, num jornal em portugues e publicado num pais em que a esmagadora maioria dos "excluidos" nao entende patavina de ingles, que "eu tambem domino o ingles!"; e com os meus brilhantes raciocinios sobre 'oferta', 'procura', 'inflacao', 'recessao', etc., "eu sei bem do que falo quando falo de economia!"; mais ainda, com as minhas diatribes contra uns "quaisquer estupidos ambientalistas nao identificados", eu tambem percebo perfeitamente a relacao entre "ambiente vs. pobreza"; isto para nao falar no meu dominio de Levi-Strauss, Khun e Popper, do conhecimento e metodo cientifico, da antropologia e da fotografia, etc., que "eu tambem sou pensadora!" - deixei-vos agora saber pela primeira vez que... "eu tambem sou poeta!"...) e muito provavelmente ele faria parte da sua lista secreta de "homo insipiens e videns" que "nao entendiam nada de literatura" e, portanto, precisavam de ser 'devidamente educados' por ela "pra nao falar, muito menos escrever, besteira"!
Ah! E desculpem-me la’ isto de tentar a viva forca fazer passar alguem, que ate’ ha’ muito pouco tempo nem sequer sabia da minha existencia (e que ate' publicitou favoravelmente o primeiro texto meu de que teve conhecimento no seu blog... claro que sem suspeitar do calice envenenado de que se tratava!), como “minha rival, concorrente e competidora”… e’ que isso de ‘sentido do ridiculo’, ‘caracter’, ‘etica’, moral’, ‘honestidade intelectual’ e quejandos sao tretas que a gente le nos nossos muitos livros e sobre as quais farta-se de papaguear nas nossas ‘conversas de escarnio e mal dizer’, mas que nao tem tempo, inclinacao nem pachorra, muito menos o habito, de praticar e, afinal... "isso e' Angola"!
E’ que… e desculpem-me mais uma vez por isto, eu preciso desesperada e urgentemente de visibilidade, exposicao, projeccao e reconhecimento, custe o que custar, doa a quem doer e fique mal quem ficar! E’ humano… ou nao e'?! E qual a via mais eficiente e expedita para as obter senao tentar por todos os meios “queimar o nome” e “apagar a sombra” de alguem cujo “tempo-espaco” me aconteceu criar a patetica e doentia ilusao/fixacao de que vim ocupar?! … Pelo menos de falta de “inteligencia” ninguem me pode acusar! Duvidam? Entao tomem la’ mais a que se segue...]
***A Inveja como ciúme***
{(O ódio pode surgir também...) quando alguém por semelhança impede a fruição da realidade amada por alguém que a ama. E isto se dá em todas as coisas que não podem ser simultaneamente possuídas por vários, como é o caso das coisas materiais. Daí que quem ama o proveito ou o prazer de algo, impeça a fruição desse algo por outro que, tal como ele, quer se apropriar daquilo. Daí o ciúme, que não suporta participação no amado, e a inveja, que pensa que o bem do outro é obstáculo para seu próprio bem.
Há certos pecados que se cometem por tristeza, como a acídia e a inveja (Nos condenados do inferno) Agiganta-se o ódio e a inveja, porque preferem ser mais torturados com muitos do que menos torturados sozinhos}

“É, nós continuamos a valorizar o que está mais distante de nós (fazemo-lo sem grande mossa quando se trata de um estrangeiro, de um colega de profissão mas não na mesma empresa e por aí adiante) porventura por estes não nos fazerem sombra, não serem nossos concorrentes directos. Dir-se-á que é humano... diria que este tipo de comportamento encontra-se de forma mais explícita sobretudo em países e sociedades cujo índice de desenvolvimento é baixo e onde a luta pelo poder é acérrima" (e.g. Portugal, C-V, G-B, STP...).” (Desculpem-me la’ mais esta, mas como devem saber, na acerrima luta pelo poder em que estou empenhada vale tudo - ate' tirar olhos! - por isso e' que eu, a minha camarada de luta e o nosso querido amigo HD usamos oculos para proteger os nossos enquanto arrancamos os dos outros... - so' que ele, com tantos afazeres 'na corrida para o poder', esqueceu-se (certamente por se tratar de outra 'memoria demasiado ensombradora, ou sombra a apagar'...) de me contar ESTA!… E mesmo que tivesse contado... a luta continua, na mata ou na rua! - mesmo sabendo-a perdida desde o primeiro momento em que a comecamos...
)
"Durante muito tempo clamei contra o facto de que a opinião pública era menos política e mais partidária.E isto não era salutar para. (NAO me perguntem aonde nem desde quando!) ... Isto não significa independência ideológica. Essa é difícil, provavelmente falsa e, por isso mesmo, ainda mais perigosa (... claro que como "mulher de letras" que muito me prezo de ser, nunca me passou pela cabeca que ha' disciplinas academicas em que a "falta de independencia ideologica" so' pode produzir uma coisa: rubbish!!! lixo toxico!!!). O que é necessário é independência partidária ou, em alternativa, efectiva transparência..." (Epa', desculpem-me la', HD e FpD, mas voces aqui ja' lerparam: actualismo e situacionismo oblige!)

“Como é que alguém como você poderia dar a melhor resposta possível às necessidades de aprendizagem das crianças, especialmente aquelas que são vítimas de discriminação, como as raparigas?”(Querem mesmo saber? Pois aprendam comigo, que sou professora e gosto de o ser (ou com o Jo Soares, que vai dar no mesmo): nada mais ‘etico’ do que insultar a inteligencia e atacar a dignidade e reputacao de uma “rapariga” por, entre outros similares 'crimes de lesa-patria', ter tido o atrevimento de tecer criticas construtivas a uma certa ‘carta aberta’ exclusivamente assinada por homens e que, dado o seu teor e objectivo, so’ por isso discriminava as “raparigas”…E se a ‘etica’ quiserem juntar eficacia, nada melhor do que faze-lo atraves de um veiculo e de uma forma que ela nao se possa defender, a nao ser que se arrisque a passar perante 'todo o mundo, todo o mundo mesmo', por “ressaibada tresloucada”! ehehehehehe!... E se ao util quiserem juntar o agradavel: nada melhor para o ego do que faze-lo enquanto com isso almofadamos as nossas contas bancarias! ehehehehehe!)
"Conheci uma responsável da Educação, tão ignorante da sua função e do seu lugar, que teve a inefável inconsciência de dizer que apenas era professor quem não era capaz de fazer mais nada... Porque sou professora e gosto de o ser, dir-me-ão – e eu aceitaria tal observação – que eu estou a advogar em causa própria. Estou, sim… Por isso é muito grave a falta de ética no exercício desta profissão – sê-lo-á em todas, dirão, porém, enquanto o contabilista corrupto vai preso e acaba aqui a sua acção, a acção do professor corrupto é seminal. Em todo o caso, serei sempre professora… Aliás, nem sei fazer outra coisa!" (… quem fala 'sua' verdade, ainda que de forma tao flagrante e pateticamente contraditoria, nao merece castigo! Mas, entretanto… coitad(a)os d(a)os alun(a)os, caso se atrevam a apontar o dedo a minha 'mui sui generis' nocao de "etica"!… Convem que saibam sempre o que lhes espera!... ehehehehehe!
)

"E retomando as perguntas iniciais, direi que nos encontramos num ponto da História em que já sabemos que não podemos confiar essa tarefa a Deus. (o que nao me impede, como fiz ainda recentemente aqui mesmo nesta canoa furada, de creditar uma indelevel "heranca intelectual" a um homem que era capaz de acusar de "crimes de lesa-patria" quem nao visse o mundo pelas lentes do seu Deus Pai Todo-Poderoso, ex-aequo et bono com um outro homem que nao acreditava senao no seu Deus Marxista-Leninista... tal como, alias, o faco aqui e agora com o Obama e o Putin!) Tem de ser a dos Homens a mão oculta a controlar o nosso destino." (Homens, ouviram? Nao "Seres Humanos"! E' que isso de "gender sensitiveness" pertence a um ponto da Historia a que ainda nao cheguei, ou de Literatura que ainda nao li!... E, de resto, quem ainda duvida de que e' a mao oculta dos homens que controla o destino de mulherzinhas como eu?! )
{...E PARA TANTO SAO PAGAS! ... JA' VIRAM?!?}

Post relacionado:
O MAL E' O QUE SAI DA BOCA DO INTELECTUAL DE ESQUERDA
Onde se pode ler, por exemplo, o seguinte:
(...) Ocorre que a peculiaridade de pessoas que pensam assim é exatamente a completa incapacidade de raciocinar criticamente, isto é, de pensar por si mesmas, articular argumentos e formar juízos objetivos e imparciais sobre a realidade. Na melhor tradição orwelliana, para o intelectual de "esquerda", "consciente" é o que para gente normal é "lobotomizado", e "crítico" traduz-se por "acrítico".

A invocação da inveja, além de imoral, é contraproducente, posto que (...) no final do processo, a inveja resulta na miséria geral, pois quem vai querer produzir (e.g. um blog gratuito, aberto a comentarios/dialogo/debate franco e aberto (dialetico) de ideias/participacao geral e, acima de tudo, sem fins comerciais ou lucrativos...) para ser roubado? E se ninguém produz, o que o parasita (... que e' pago(a) para "fazer nome" debitando "cobras e lagartos" sem qualquer fundamento nos jornais - apenas para atraves deles, para alem de uma gritante falta de IDEIAS PROPRIAS, demonstrar um confrangedor desconhecimento das diferencas entre, por um lado, 'propaganda politico-ideologica e filiacao partidaria' e, por outro, 'DIREITOS DO CIDADAO, SOCIEDADE CIVIL ou LIBERDADE INDIVIDUAL e DE EXPRESSAO' e, pior ainda, nenhuma nocao do significado na pratica de conceitos como 'moral, etica, respeito pelo outro, pela diferenca e pela diversidade' e, em ultima analise, dos proprios conceitos de DEMOCRACIA e DIREITOS HUMANOS' em nome dos quais "pretendem" falar! ...) vai parasitar?

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N.B.: Porque sei bem do que "a casa gasta", vejo-me forcada a deixar aqui bem claro que tive nos ultimos meses, e tao recentemente quanto aqui ha' duas/tres semanas, insistentes pedidos (nao lhes chamaria, no entanto, utilizando a linguagem de uma destas nossas intelectualoides, "pedinchice"...), com oferta de pagamento nao negligenciavel, por parte do director do SA para nele retomar as minhas cronicas, ou simplesmente para escrever um ou outro artigo sobre temas especificos - a todos recusei por absoluta falta de disponibilidade. Um jornal para o qual, nao sera' demais nota-lo, escrevi no passado mais ou menos recente, a pedido do mesmo director, uma serie de cronicas (cujo sucesso tudo indica estar na base de todo este nonsense...) pelas quais nunca solicitei, nem me foi oferecido, qualquer pagamento... Um jornalista, tambem nao sera' inteiramente deslocado nota-lo aqui, por cuja libertacao, ha' nao muito tempo, fiz uma "campanha" neste blog (a semelhanca, alias, do que ja' tinha aqui feito por um jornalista britanico e um blogger egipcio), na qual (ao contrario de algumas insinuacoes, quando nao "afirmacoes taxativas", das mesmas mulherzinhas aqui em questao) me moveu apenas e tao so' o facto de termos sido, ainda que brevissimamente (pois que, se a memoria nao me atraicoa, eu sai da ANGOP pouco depois de ele para la' ter entrado, sendo que desde entao nunca mais nos vimos), colegas de trabalho e, acima de tudo, o meu engajamento (tendo vindo por isso a pagar, e bem!, o preco...) em causas da sociedade civil angolana em geral e, em particular, nas lutas pelas liberdades de imprensa, informacao e expressao ha' muitos anos: mais precisamente, desde que sai da ANGOP (e pelas razoes e pela forma como sai...) ja' la' vao quase 30 anos!
Devo tambem deixar PERFECTLY AND PATENTLY CLEAR que NUNCA, em nenhum momento, aqui ou em lugar algum, me auto-designei "intelectual" - o que quer que isso seja! Se outros o fizeram em meu nome, entao que os "culpabilizem" directa e unicamente por tal "crime de lesa-patria" e... DEIXEM-ME EM PAZ DE UMA VEZ POR TODAS [!!!] com os vossos "intelectualismos" de trazer por casa, resultantes, entre outras manias obtusas e presuncoes e pretensoes elitistas, da confusao epistemologica entre a definicao de INTELECTUAL tout court e a do intelectual dito "de esquerda", ou "intelectual revolucionario": aquele que, na vossa(?) ideologia totalitaria (ou, selon Said...), deve imperativamente ser um "activista" e estar forcosa e imprescindivelmente na vanguarda da luta pela ditadura do proletariado, a falar em nome do 'povo' e das 'massas ignaras' que nao sabem o que e' bom, ou dos 'operarios e camponeses' que, por supostamente definitiva e irremediavelmente 'iletrados' e 'incultos', se demonstram demasiado propensos a alienacao e ao reaccionarismo em favor dos 'burgueses', 'pequeno-burgueses' e 'lumpens', razao pela qual nao podem ter voto (e muito menos secreto!) em nenhuma materia! [... Nao que suas senhorias estejam, ou alguma vez tenham estado em tal 'vanguarda' - nem de perto, nem de longe! -, pois que tal nao seria apropriado, muito menos de "bom tom", para tao 'dignissimas' e 'pacatas' mulherzinhas de domingo, ficando-lhes muito melhor "ordenar", do alto das suas catedras, que o facam "as outras" - supostamente "umas criadas ao seu servico", ou umas "escravas" (sem qualquer reconhecimento e muito menos agradecimento...) para toda a obra que encaminhe os seus diletos companheiros e amigos (e, por arrastamento ou osmose, a elas proprias...) em direccao as poltronas do poder!]
Mais esclareco que, no espirito positivo e construtivo que faco sempre questao de imprimir a este espaco, as autoras (das quais apenas conheco uma pessoalmente de forma bastante superficial e longinqua, sendo que da outra nao me lembro de alguma vez sequer ter visto ou ouvido falar!) das "bocas dirigidas" {e, jamais em algum momento, por mim provocadas - pelo menos conscientemente! - pelo que nao faco a mais pequena ideia do porque que pretendem tao afoitamente erigir-se em "minhas rivais", ao ponto de proferirem ameacas (de morte?... ou de um ainda maior denegrimento do meu nome e reputacao pessoal e o total afundamento da minha poesia ou do que quer que seja que me 'atreva' a publicar, seja em que lingua for?!) na imprensa escrita... ou, se calhar, ate' sei bem!} aqui reproduzidas, tiveram neste blog textos seus generosamente publicitados. Vi-me igualmente forcada nas ultimas semanas a retira-los a todos e respectivos comentarios (pelo que desde ja' peco sinceras desculpas aos meus estimados comentaristas que se prestaram a faze-los), por se terem revelado absolutamente insuportaveis os seus manifestos DESCARAMENTO, ATREVIMENTO, DESONESTIDADE INTELECTUAL, SOBERBA, INSOLENCIA, IMPERTINENCIA, ORDINARICE, BESUGUICE, BOÇALISMO, ABUSO DE CONFIANÇA, FALTA DE CARACTER, FALTA DE ESCRUPULOS... enfim, FALTA DE CHA E DE CHAO...!!!
Indeed, a estupidez é rica e, eu acrescento... infinita!
Enfim... sempre a aprender!



{Ou... kuribotices de 'mulheres(zinhas)'....de domingo !!!}





{Ou ainda... 'da nebulosa da intriga, da calunia e da difamacao, ao gratuito, cobarde e impune assassinio de caracter'... e 'das perolas do ciume, do despeito, da inveja e da maledicencia, as irresponsaveis e podres sementes da intolerancia, da discordia, do odio e da violencia sistemica'...}
{Ou, tambem... 'dos muitos lados da canoa furada', a 'inundacao da caravela Vera-Cruz algures entre Sagres e Cabo-Verde ou entre Sao-Tome e o Principe' passando pelas Bijagos e ao 'afundamento do barco do situacionismo, do seguidismo, do oportunismo politico, do autoritarismo, do pedantismo, do vedetismo, da falta de sentido do ridiculo, da bajulacao, do 'sycophantismo', do lambebotismo, da mediocridade, da petulancia, da imbecilidade, da cretinice, do subdesenvolvimento mental e cultural, do auto-convencimento e da arrogancia ignorante... enfim, da irracionalidade absoluta!'}

{Ou, sobretudo... das ' inocencias que matam ' ao que pode dar "ler-se muitos livros"!}
{Ou ainda... de como nem Freud explica!}

***Roer-se de inveja***
{A inveja é comparada à traça, que rói ocultamente as vestes, pois dilacera o amor e, por isso, desfaz a unidade.
A inveja é tortuosa, como a cobra. A inveja é sombria e tenebrosa
Distorcer é entortar o que era reto. Daí que por cobra tortuosa se entendam aquelas criaturas cuja beleza se obscureceu pelo pecado e distorceram sua retidão}


"Oh yes, we did!" (who did it?! Of course I and I alone, e em portugues e sem nunca ter posto os pes nos EUA, sem conhecer a sua sociedade, cultura ou historia, e menos ainda interagido, participado ou contribuido para a campanha de Obama (!) - NAO TODO O MUNDO!!! Alias, tal como ja' o havia feito pela eleicao de Sarkozy!)
***A inveja é cega***
{Porque estavam completamente dominados pela cegueira da inveja}

"Porque que todo o mundo, todo mundo mesmo, teve uma palavra a dizer sobre a eleicao de Obama? ...Porque promover uns e nao outros?...E' porque escrevem em ingles... ainda um certo ocidente.... eu nao confio em nenhum americano!..." (!...)
"(...) o intelectual teria que estar no activo (e, digamos, não reformado); ter-se-ia que ter em conta não os sucessos práticos das suas ideias, senão a influência exercida para além da sua área de actuação profissional. É que por intelectual entenderam os promotores «alguém que tenha mostrado distinção no seu campo profissional simultaneamente à sua habilidade para comunicar ideias e influenciar o debate fora do seu campo de trabalho»" (... obviamente que tudo isso me e' totalmente aplicavel! Assenta-me perfeitamente como uma luva!)
***A inveja morde - A inveja envenena - Não há nada mais vil do que a inveja***
{Freqüentemente os soberbos julgam os outros superiores em muitas coisas, sem no entanto deixarem de se considerar mais dignos delas, por causa dos bens em que os outros parecem superá-los, da própria soberba nasce um zelo de inveja}

"Pois é, em Angola muitos se dizem intelectuais. Boa parte não sabe o que isso significa. Não é intelectual quem quer e tão-pouco quem merece. Não se trata de uma questão de merecimento, não basta ter formação académica. (…) É forçoso (?!) que, aquilo que alguns chamarão militância, seja o denominador comum enquanto cidadão consciente que não pode deixar de ser."(...note-se bem que nao pode ser intelectual ou consciente, muito menos cidadao e menos ainda angolano, quem nao apoie, sirva e se submeta cega e lobotomizadamente, por controlo remoto, como eu, a FpD e o HD mais o resto dos meus amigos - tomem bem nota: todos, como eu, membros da verdadeira e unica elite intelectual - e os seus pares...)

"(...) Se, como Edward Said, considerarmos que o intelectual é ‹‹someone who cannot easily be co-opted by governments or corporations, and whose raison d’être is to represent all those people and issues that (are) routinely forgotten or swept under the rug…" (... claro que isto nao se aplica a minha camarada de luta nesta cruzada, que e' notavelmente 'cooptada' pelo Ministerio da Cultura do Governo de Angola...)
"(…) Razões de ordem espacial (geográfica) explicam algumas ausências bibliográficas…" (... claro que nunca ninguem teve a gentileza, a fineza e a caridade de me explicar, nem eu sou assim tao "habitue" de publicacoes para ter reparado nisso por mim propria, que um "jornal de actualidades" nao e' exactamente uma "revista academica" e que uma "opiniao pessoal" e'-o tanto menos quanto mais referencias e quotacoes de outros nela usarmos! )
"E se Martin Luther King é celebrado (eu também o celebro!, como não?!), já Malcolm X sê-lo-á, mas somente por uma franja (eu faço parte desta franja!). Porquê? Porque enquanto King pregou a não-violência (Ghandi, Mandela, são outros exemplos), Malcolm X foi/é considerado um radical." (...)
"(...) Em uma situação normal, não vejo porque, não necessariamente gritar, mas dizer em quem vou votar, porque manter em segredo o meu voto? Se o segredo do voto é uma conquista, a sua divulgação também me parece ser uma conquista – ainda por concretizar. O mesmo se passa com o voto útil, sobretudo numa primeira volta que é, quanto a mim, um absurdo – votassem os norte-americanos deste modo, quem teria sido o candidato do partido democrata teria sido a Hillary Clinton e não o Obama; tivessem feito voto útil, o presidente norte-americano, hoje, seria outro."(!...)
***A inveja envenena***
{Quando a podridão da inveja corrompe o coração já vencido, os próprios sinais exteriores indicam quão gravemente o desvario instiga o ânimo: o rosto empalidece, os olhos se abatem, a mente se inflama, os membros esfriam, a imaginação se enraivece e os dentes rangem}


"E quanto àqueles que é suposto serem seus servidores (do poder), o que dizer deles? “Como explicar que indivíduos, aparentemente normais, inteligentes, sirvam governos déspotas, ditatoriais? Ou, mais ainda, sejam cúmplices de desmandos, do desgoverno dos seus países? (..) «o motivo pelo qual talvez seja prudente duvidar do julgamento político de cientistas enquanto cientistas não é, em 1º lugar, a sua falta de “carácter” (...) mas precisamente o facto de que habitam um mundo no qual as palavras perderam o seu poder."
"Thomas Kuhn, o conhecido pai das ‹‹estruturas das revoluções científicas››, defende que a ciência faz- se de forma descontíinua. A noção de paradigma por ele preconizada abre espaço a mudanças, a ‹‹revoluções tranquilas››, à emergência de novos paradigmas científicos. Dir- se-á que a emergência de um novo paradigma era/é algo esperado pela comunidade científica – sem convulsões, sem traumas. Já Karl Popper, outro filósofo da ciência, tal como Kuhn também ele um epistemólogo, entende que a fronteira da ciência e da não-ciência está no falsificacionismo ou falibilismo – só se prova uma teoria, sempre conjectural e provisória, quando a mesma é refutada." (Claro que eu, como renomada, respeitada e consagrada 'cientista', sempre soube de tudo isso! Mesmo antes de, "por orientacao superior", ter ido muito recentemente descobri-lo na wikipedia sob o tema "epistemologia" - a qual eu, tal como a minha camarada de luta, confundia com "etimologia", o que, admitamos, e' compreensivel porque o primeiro conceito e' do dominio da ciencia e o segundo das letras... E, como esta' bom de ver, o pensamento dos cientistas que aqui menciono e' perfeitamente compativel com o meu defendido 'poder popular' contra o 'voto secreto', declarado 'radicalismo a la Malcom X', 'comunismo a la Cunhal e Saramago' e 'nacional-socialismo a la Nazi"!!!)

"Omitimos o nome de Claude Lévi-Strauss. Porque há um antes e um depois de Lévi-Strauss. Claude Lévi-Strauss é um nome maior da antropologia ou, se quisermos ser mais justos, das ciências sociais e humanas. A revolução tranquila, ainda que vital, que operou e que abriu as comportas para uma nova visão do mundo, faz dele um ícone dos estudos das sociedades chamadas primitivas..." (!!!)
***Só a soberba e a inveja são pecados puramente espirituais, portanto do âmbito possível dos demônios***
{Como a inveja se sente da glória de outrem enquanto ela diminui a glória desejada, apenas sentimos inveja daqueles a quem pretendemos igualar-nos ou a quem, em glória, nos preferimos; o que não se verifica quanto aos que estão de nós muito distantes. Com efeito, ninguém a não ser um louco, se empenha em se igualar ou superar em glória os que são muito maiores
E, assim, um homem não inveja os que estão muito longe por lugar, tempo ou prestígio; mas os que estão perto - esses são os que incomodam - e aos quais ele quer se igualar ou superar.
Ninguém inveja o que é possuído comumente por muitos: ninguém inveja, por exemplo, que outro possa conhecer a verdade, o que é possível para todos, mas talvez a excelência desse conhecimento
Como os soberbos freqüentemente julgam os outros superiores a si em muitas coisas (...) da própria soberba nasce a inveja
}

"É certo (?) que quando a oferta é maior do que a procura (...), a inflação (!?) trilha o seu caminho sem qualquer tipo de escolho (!?!?!). Mas não tem de ser assim e a crise e/ou recessão (...) que hoje assola o mundo é disso exemplo com a intervenção dos governos em países onde isso era, há alguns meses, impensável. (!?!?!?)"
"A economia mundial tem que se basear nos donativos das corporacoes para os povos" (!!!)
"(…) Os outros, que nunca foram tidos em conta em decisões que afectam indiscriminadamente todo o planeta, são, porém, as maiores vítimas desta crise a quem, agora, os seus causadores não querem olhar – só á força! Tentam, todos, salvar as suas economias: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, os países escandinavos, enfim, estão mais preocupados consigo, não com os outros, mais frágeis, que estão a pagar por aquilo que não foi a sua opção: o neoliberalismo global e sem fronteiras…" (!...)

"Como sei disso? Não por via de algum trabalho de investigação, mas pelo que me foi e é dado observar." (!!!)
"Claro que isto e' ideologia e nao ciencia!"... (!!!)
"(...) é preciso, uma vez mais tenho de o dizer (...), sabermos (!!!) do que falamos e, claro, agir."
"(...) temos que andar de candongueiro, quando ja' deviamos ter taxis... temos que suar as estopinhas..."

"(...) Ha' que desencorajar a construcao de habitacoes e promover o arrendamento..."
"(...) precisamos de ir para além do semba, do kizomba e do kú-duro, pois só assim progrediremos..."
"(...) Mas a desestruturação da sociedade angolana, da família angolana que tem eco na desestruturação das famílias é, precisamente por isso, um fenómeno social (ista) (total - itario). (…) Não temamos tal coisa!"

"Uma das questões que está por apurar – e ainda que este seja um fenómeno que ocorra um pouco por todo o país – é a seguinte: porque será que a maior percentagem (estatisticas comprovativas?!) destes casos ocorre no norte do país?"
"O recente conflito entre Angola e a RDC é uma manifesta manifestação de poder. É uma questão política (Ai, ainda nao sabiam?!). E não foi por falta de «aviso à navegação», sendo que eu própria, também já naveguei por essas águas e escrevi sobre." ( … E nao me perguntem pela referencia, porque, ao contrario dos autores em ingles que aqui nao me canso de referenciar, eu sou uma autora tao amplamente lida e referenciada globalmente que a navegacao sabera’ certamente onde e quando o fiz… )
"(...) com todo o rol de «safadezas» (expressão muito grata aos guineenses, mas dita em crioulo é um mimo!)" ...
***A inveja dói*** {Há certos pecados que são dores, como a acídia e a inveja}
"Não resisto a citar Barack Obama, não a propósito da sua intervenção na recente visita que fez ao Gana (bem podia ser!), mas a partir do seu livro autobiográfico: ‹‹Diz-lhe que gostaria de aprender luo, mas é difícil arranjar tempo nos Estados Unidos – afirmei – Conta-lhe como estou ocupado. - Ela compreende isso – retorquiu Auma. – Mas diz também que um homem nunca pode estar demasiado ocupado para conhecer o seu próprio povo››" ( reparem que eu posso nao falar nem entender patavina de kimbundo, kikongo, umbundo, ou quaquer outra lingua nacional de Angola – nunca tive tempo para as aprender e menos ainda para as falar aqui no meu cantinho europeu a beira-mar plantado - mas sou fluentemente ‘conversante’ em crioulo da Guine’ e Cabo-Verde, pelo que ninguem me pode acusar de “nao conhecer o meu proprio povo”!)
"(...) e, como bem disse Péricles, ‹‹quem não se preocupa com a coisa pública, não merece ser ateniense››.Socorrendo- me uma vez mais de Péricles, pergunto aos leitores se mereceremos, nós, ser angolanos?!" (!?!?!) (portugueses, cabo-verdianos, sao-tomenses, ou guineenses...)?!"
***Da inveja nasce o ódio***
{A inveja, em geral, procede da soberba. Com efeito, a tristeza pelo bem alheio dá-se no homem porque aparece como obstáculo à própria excelência
Os pusilânimes são propensos à inveja pois, como se diz no livro de Jó, a inveja mata os pequenos. E isto com razão, pois o medíocre acha que a prosperidade de outro impede a sua: o que é próprio de almas pequenas
}

"Nos últimos 7 anos os angolanos vêm sendo chamados para as tarefas da reconstrução. Com maior ou menor fervor, parecem estar engajados em participar no ‹‹esforço›› mas desengane-se quem pense que é (puro) patritotismo: na, nani, na não. Os angolanos querem é (patrocinios para) ver engordar o seu salário, ter acesso aos bens de que precisam e também aos que não precisam…" (Claro que eu NAO sou angolana! na, nani, na não!!!)


***O fedor da inveja***
{Mas para outros é na verdade odor da morte que leva à morte, isto é, da inveja e maldade que ocasionalmente os conduzem (os invejosos) à morte eterna...
Há pecados que se cometem não para ganhar algo, mas só para destruir, como é o caso do homicídio, da inveja e outros que tais}
"...mas convem saber sempre o que nos espera!" (sempre que se atrevam a fazer-me sombra, sendo colocados - voces "todo o mundo" - ao meu lado como pseudo-intelectuais, ou a publicitar criticas que questionem a cientificidade dos meus delirios sobre a minha suave e assaz mutante patria... pois que eu amo de paixao a palavra critica desde que JAMAIS seja criticada!!!)

“Assim, embora, tal como Edward Said, menos esperançosa quanto ao papel do intelectual”… (desculpem-me a incongruencia, mas a minha canoa foi atingida por um inesperado tsunami que me fez repentinamente deixar de me considerar intelectual… ja’ nao sou bem “aquela por quem se espera”!)

"Noam Chomsky, considerado o mais influente intelectual da actualidade..." (NAO me perguntem "por quem?"!)
***A inveja como espírito de competição*** {Quem odeia, olha com olhos maus e invejosos a quem odeia}
“Privei mais com uns do que com outros mas a todos conheci e a despeito das nossas diferenças, no concernente ao rumo a dar à Casa de Angola, em uma coisa convergíamos: o sentimento de que aquele espaço era nosso! (…) Este não é um obituário mas tão simplesmente a memória e o testemunho de um tempo- espaço.” [Desculpem-me o lapso, mas deste testemunho nao faz parte qualquer memoria – mesmo porque nao a possuo nem com os seus intervenientes privei no seu tempo-espaco – de que se a Casa de Angola, depois de muitos e longos anos voltou a ser um “espaco nosso” foi porque um pequeno grupo de angolanos de verdade por isso se bateu… e nunca tive conhecimento de que nos seus arquivos muito provavelmente existira’ uma peticao naquele sentido dirigida ao entao Presidente da Camara de Lisboa, Jorge Sampaio, assinada (nao por mim, bem entendido!), entre outros, por um tal de Rui Mingas e por uma tal de mais conhecida nos ultimos tempos como “servidora do poder” … mas essas sao memorias que, mesmo se as tivesse, seriam por demais inconvenientes… fazem-nos sombra! Better sweep them under the rug!...
Igualmente inconveniente seria a memoria por parte da minha co-papagueadora de Said, co-membro do 'Comite' da Especialidade dos Kuribotas' e camarada de luta nesta “queima publica da bruxa pseudo-intelectual” de que uma das “herancas intelectuais” de um tal de Ndunduma - para alem do seu declarado, praticado e consagrado "activismo pro-monolitismo politico-ideologico" -, foi um texto seu dirigido nos anos 80 ao entao Secretario Geral da UEA (tambem muito provavelmente constante dos seus arquivos) em que dizia, entre outras “enormidades certamente para esquecer” sobre um certo “poemario" proscrito (por, entre outras razoes igualmente 'ponderosas', 'cientificas' e 'objectivas', tais como "despropositadas gargalhadas na noite sobre mulatas cor muamba e labios pitanga". nele se usar, tal como o proprio Ndunduma o fez na sua poesia, o vocabulo "mulembeira" - alegadamente, "prova provada de que a autora nao conhecia a cultura nacional", nao se "reparando" que ela usara, no mesmo poema, o vocabulo "mulemba"...), da autoria da mesma "tal" acima mencionada (e note-se bem que o fez sem que na altura a conhecesse pessoalmente...), que “depois de Alda Lara eis que surge…”. …Definitivamente para esquecer: memoria demasiado “ensombradora” (quanto mais nao seja porque - tal como vos venho demonstrando a saciedade com as minhas mais do que muitas referencias e quotacoes em ingles, que obviamente nao me dou ao trabalho de traduzir, num jornal em portugues e publicado num pais em que a esmagadora maioria dos "excluidos" nao entende patavina de ingles, que "eu tambem domino o ingles!"; e com os meus brilhantes raciocinios sobre 'oferta', 'procura', 'inflacao', 'recessao', etc., "eu sei bem do que falo quando falo de economia!"; mais ainda, com as minhas diatribes contra uns "quaisquer estupidos ambientalistas nao identificados", eu tambem percebo perfeitamente a relacao entre "ambiente vs. pobreza"; isto para nao falar no meu dominio de Levi-Strauss, Khun e Popper, do conhecimento e metodo cientifico, da antropologia e da fotografia, etc., que "eu tambem sou pensadora!" - deixei-vos agora saber pela primeira vez que... "eu tambem sou poeta!"...) e muito provavelmente ele faria parte da sua lista secreta de "homo insipiens e videns" que "nao entendiam nada de literatura" e, portanto, precisavam de ser 'devidamente educados' por ela "pra nao falar, muito menos escrever, besteira"!
Ah! E desculpem-me la’ isto de tentar a viva forca fazer passar alguem, que ate’ ha’ muito pouco tempo nem sequer sabia da minha existencia (e que ate' publicitou favoravelmente o primeiro texto meu de que teve conhecimento no seu blog... claro que sem suspeitar do calice envenenado de que se tratava!), como “minha rival, concorrente e competidora”… e’ que isso de ‘sentido do ridiculo’, ‘caracter’, ‘etica’, moral’, ‘honestidade intelectual’ e quejandos sao tretas que a gente le nos nossos muitos livros e sobre as quais farta-se de papaguear nas nossas ‘conversas de escarnio e mal dizer’, mas que nao tem tempo, inclinacao nem pachorra, muito menos o habito, de praticar e, afinal... "isso e' Angola"!
E’ que… e desculpem-me mais uma vez por isto, eu preciso desesperada e urgentemente de visibilidade, exposicao, projeccao e reconhecimento, custe o que custar, doa a quem doer e fique mal quem ficar! E’ humano… ou nao e'?! E qual a via mais eficiente e expedita para as obter senao tentar por todos os meios “queimar o nome” e “apagar a sombra” de alguem cujo “tempo-espaco” me aconteceu criar a patetica e doentia ilusao/fixacao de que vim ocupar?! … Pelo menos de falta de “inteligencia” ninguem me pode acusar! Duvidam? Entao tomem la’ mais a que se segue...]
***A Inveja como ciúme***
{(O ódio pode surgir também...) quando alguém por semelhança impede a fruição da realidade amada por alguém que a ama. E isto se dá em todas as coisas que não podem ser simultaneamente possuídas por vários, como é o caso das coisas materiais. Daí que quem ama o proveito ou o prazer de algo, impeça a fruição desse algo por outro que, tal como ele, quer se apropriar daquilo. Daí o ciúme, que não suporta participação no amado, e a inveja, que pensa que o bem do outro é obstáculo para seu próprio bem.
Há certos pecados que se cometem por tristeza, como a acídia e a inveja (Nos condenados do inferno) Agiganta-se o ódio e a inveja, porque preferem ser mais torturados com muitos do que menos torturados sozinhos}

“É, nós continuamos a valorizar o que está mais distante de nós (fazemo-lo sem grande mossa quando se trata de um estrangeiro, de um colega de profissão mas não na mesma empresa e por aí adiante) porventura por estes não nos fazerem sombra, não serem nossos concorrentes directos. Dir-se-á que é humano... diria que este tipo de comportamento encontra-se de forma mais explícita sobretudo em países e sociedades cujo índice de desenvolvimento é baixo e onde a luta pelo poder é acérrima" (e.g. Portugal, C-V, G-B, STP...).” (Desculpem-me la’ mais esta, mas como devem saber, na acerrima luta pelo poder em que estou empenhada vale tudo - ate' tirar olhos! - por isso e' que eu, a minha camarada de luta e o nosso querido amigo HD usamos oculos para proteger os nossos enquanto arrancamos os dos outros... - so' que ele, com tantos afazeres 'na corrida para o poder', esqueceu-se (certamente por se tratar de outra 'memoria demasiado ensombradora, ou sombra a apagar'...) de me contar ESTA!… E mesmo que tivesse contado... a luta continua, na mata ou na rua! - mesmo sabendo-a perdida desde o primeiro momento em que a comecamos...
)
"Durante muito tempo clamei contra o facto de que a opinião pública era menos política e mais partidária.E isto não era salutar para. (NAO me perguntem aonde nem desde quando!) ... Isto não significa independência ideológica. Essa é difícil, provavelmente falsa e, por isso mesmo, ainda mais perigosa (... claro que como "mulher de letras" que muito me prezo de ser, nunca me passou pela cabeca que ha' disciplinas academicas em que a "falta de independencia ideologica" so' pode produzir uma coisa: rubbish!!! lixo toxico!!!). O que é necessário é independência partidária ou, em alternativa, efectiva transparência..." (Epa', desculpem-me la', HD e FpD, mas voces aqui ja' lerparam: actualismo e situacionismo oblige!)

“Como é que alguém como você poderia dar a melhor resposta possível às necessidades de aprendizagem das crianças, especialmente aquelas que são vítimas de discriminação, como as raparigas?”(Querem mesmo saber? Pois aprendam comigo, que sou professora e gosto de o ser (ou com o Jo Soares, que vai dar no mesmo): nada mais ‘etico’ do que insultar a inteligencia e atacar a dignidade e reputacao de uma “rapariga” por, entre outros similares 'crimes de lesa-patria', ter tido o atrevimento de tecer criticas construtivas a uma certa ‘carta aberta’ exclusivamente assinada por homens e que, dado o seu teor e objectivo, so’ por isso discriminava as “raparigas”…E se a ‘etica’ quiserem juntar eficacia, nada melhor do que faze-lo atraves de um veiculo e de uma forma que ela nao se possa defender, a nao ser que se arrisque a passar perante 'todo o mundo, todo o mundo mesmo', por “ressaibada tresloucada”! ehehehehehe!... E se ao util quiserem juntar o agradavel: nada melhor para o ego do que faze-lo enquanto com isso almofadamos as nossas contas bancarias! ehehehehehe!)
"Conheci uma responsável da Educação, tão ignorante da sua função e do seu lugar, que teve a inefável inconsciência de dizer que apenas era professor quem não era capaz de fazer mais nada... Porque sou professora e gosto de o ser, dir-me-ão – e eu aceitaria tal observação – que eu estou a advogar em causa própria. Estou, sim… Por isso é muito grave a falta de ética no exercício desta profissão – sê-lo-á em todas, dirão, porém, enquanto o contabilista corrupto vai preso e acaba aqui a sua acção, a acção do professor corrupto é seminal. Em todo o caso, serei sempre professora… Aliás, nem sei fazer outra coisa!" (… quem fala 'sua' verdade, ainda que de forma tao flagrante e pateticamente contraditoria, nao merece castigo! Mas, entretanto… coitad(a)os d(a)os alun(a)os, caso se atrevam a apontar o dedo a minha 'mui sui generis' nocao de "etica"!… Convem que saibam sempre o que lhes espera!... ehehehehehe!
)

"E retomando as perguntas iniciais, direi que nos encontramos num ponto da História em que já sabemos que não podemos confiar essa tarefa a Deus. (o que nao me impede, como fiz ainda recentemente aqui mesmo nesta canoa furada, de creditar uma indelevel "heranca intelectual" a um homem que era capaz de acusar de "crimes de lesa-patria" quem nao visse o mundo pelas lentes do seu Deus Pai Todo-Poderoso, ex-aequo et bono com um outro homem que nao acreditava senao no seu Deus Marxista-Leninista... tal como, alias, o faco aqui e agora com o Obama e o Putin!) Tem de ser a dos Homens a mão oculta a controlar o nosso destino." (Homens, ouviram? Nao "Seres Humanos"! E' que isso de "gender sensitiveness" pertence a um ponto da Historia a que ainda nao cheguei, ou de Literatura que ainda nao li!... E, de resto, quem ainda duvida de que e' a mao oculta dos homens que controla o destino de mulherzinhas como eu?! )
{...E PARA TANTO SAO PAGAS! ... JA' VIRAM?!?}

Post relacionado:
O MAL E' O QUE SAI DA BOCA DO INTELECTUAL DE ESQUERDA
Onde se pode ler, por exemplo, o seguinte:
(...) Ocorre que a peculiaridade de pessoas que pensam assim é exatamente a completa incapacidade de raciocinar criticamente, isto é, de pensar por si mesmas, articular argumentos e formar juízos objetivos e imparciais sobre a realidade. Na melhor tradição orwelliana, para o intelectual de "esquerda", "consciente" é o que para gente normal é "lobotomizado", e "crítico" traduz-se por "acrítico".

A invocação da inveja, além de imoral, é contraproducente, posto que (...) no final do processo, a inveja resulta na miséria geral, pois quem vai querer produzir (e.g. um blog gratuito, aberto a comentarios/dialogo/debate franco e aberto (dialetico) de ideias/participacao geral e, acima de tudo, sem fins comerciais ou lucrativos...) para ser roubado? E se ninguém produz, o que o parasita (... que e' pago(a) para "fazer nome" debitando "cobras e lagartos" sem qualquer fundamento nos jornais - apenas para atraves deles, para alem de uma gritante falta de IDEIAS PROPRIAS, demonstrar um confrangedor desconhecimento das diferencas entre, por um lado, 'propaganda politico-ideologica e filiacao partidaria' e, por outro, 'DIREITOS DO CIDADAO, SOCIEDADE CIVIL ou LIBERDADE INDIVIDUAL e DE EXPRESSAO' e, pior ainda, nenhuma nocao do significado na pratica de conceitos como 'moral, etica, respeito pelo outro, pela diferenca e pela diversidade' e, em ultima analise, dos proprios conceitos de DEMOCRACIA e DIREITOS HUMANOS' em nome dos quais "pretendem" falar! ...) vai parasitar?

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N.B.: Porque sei bem do que "a casa gasta", vejo-me forcada a deixar aqui bem claro que tive nos ultimos meses, e tao recentemente quanto aqui ha' duas/tres semanas, insistentes pedidos (nao lhes chamaria, no entanto, utilizando a linguagem de uma destas nossas intelectualoides, "pedinchice"...), com oferta de pagamento nao negligenciavel, por parte do director do SA para nele retomar as minhas cronicas, ou simplesmente para escrever um ou outro artigo sobre temas especificos - a todos recusei por absoluta falta de disponibilidade. Um jornal para o qual, nao sera' demais nota-lo, escrevi no passado mais ou menos recente, a pedido do mesmo director, uma serie de cronicas (cujo sucesso tudo indica estar na base de todo este nonsense...) pelas quais nunca solicitei, nem me foi oferecido, qualquer pagamento... Um jornalista, tambem nao sera' inteiramente deslocado nota-lo aqui, por cuja libertacao, ha' nao muito tempo, fiz uma "campanha" neste blog (a semelhanca, alias, do que ja' tinha aqui feito por um jornalista britanico e um blogger egipcio), na qual (ao contrario de algumas insinuacoes, quando nao "afirmacoes taxativas", das mesmas mulherzinhas aqui em questao) me moveu apenas e tao so' o facto de termos sido, ainda que brevissimamente (pois que, se a memoria nao me atraicoa, eu sai da ANGOP pouco depois de ele para la' ter entrado, sendo que desde entao nunca mais nos vimos), colegas de trabalho e, acima de tudo, o meu engajamento (tendo vindo por isso a pagar, e bem!, o preco...) em causas da sociedade civil angolana em geral e, em particular, nas lutas pelas liberdades de imprensa, informacao e expressao ha' muitos anos: mais precisamente, desde que sai da ANGOP (e pelas razoes e pela forma como sai...) ja' la' vao quase 30 anos!
Devo tambem deixar PERFECTLY AND PATENTLY CLEAR que NUNCA, em nenhum momento, aqui ou em lugar algum, me auto-designei "intelectual" - o que quer que isso seja! Se outros o fizeram em meu nome, entao que os "culpabilizem" directa e unicamente por tal "crime de lesa-patria" e... DEIXEM-ME EM PAZ DE UMA VEZ POR TODAS [!!!] com os vossos "intelectualismos" de trazer por casa, resultantes, entre outras manias obtusas e presuncoes e pretensoes elitistas, da confusao epistemologica entre a definicao de INTELECTUAL tout court e a do intelectual dito "de esquerda", ou "intelectual revolucionario": aquele que, na vossa(?) ideologia totalitaria (ou, selon Said...), deve imperativamente ser um "activista" e estar forcosa e imprescindivelmente na vanguarda da luta pela ditadura do proletariado, a falar em nome do 'povo' e das 'massas ignaras' que nao sabem o que e' bom, ou dos 'operarios e camponeses' que, por supostamente definitiva e irremediavelmente 'iletrados' e 'incultos', se demonstram demasiado propensos a alienacao e ao reaccionarismo em favor dos 'burgueses', 'pequeno-burgueses' e 'lumpens', razao pela qual nao podem ter voto (e muito menos secreto!) em nenhuma materia! [... Nao que suas senhorias estejam, ou alguma vez tenham estado em tal 'vanguarda' - nem de perto, nem de longe! -, pois que tal nao seria apropriado, muito menos de "bom tom", para tao 'dignissimas' e 'pacatas' mulherzinhas de domingo, ficando-lhes muito melhor "ordenar", do alto das suas catedras, que o facam "as outras" - supostamente "umas criadas ao seu servico", ou umas "escravas" (sem qualquer reconhecimento e muito menos agradecimento...) para toda a obra que encaminhe os seus diletos companheiros e amigos (e, por arrastamento ou osmose, a elas proprias...) em direccao as poltronas do poder!]
Mais esclareco que, no espirito positivo e construtivo que faco sempre questao de imprimir a este espaco, as autoras (das quais apenas conheco uma pessoalmente de forma bastante superficial e longinqua, sendo que da outra nao me lembro de alguma vez sequer ter visto ou ouvido falar!) das "bocas dirigidas" {e, jamais em algum momento, por mim provocadas - pelo menos conscientemente! - pelo que nao faco a mais pequena ideia do porque que pretendem tao afoitamente erigir-se em "minhas rivais", ao ponto de proferirem ameacas (de morte?... ou de um ainda maior denegrimento do meu nome e reputacao pessoal e o total afundamento da minha poesia ou do que quer que seja que me 'atreva' a publicar, seja em que lingua for?!) na imprensa escrita... ou, se calhar, ate' sei bem!} aqui reproduzidas, tiveram neste blog textos seus generosamente publicitados. Vi-me igualmente forcada nas ultimas semanas a retira-los a todos e respectivos comentarios (pelo que desde ja' peco sinceras desculpas aos meus estimados comentaristas que se prestaram a faze-los), por se terem revelado absolutamente insuportaveis os seus manifestos DESCARAMENTO, ATREVIMENTO, DESONESTIDADE INTELECTUAL, SOBERBA, INSOLENCIA, IMPERTINENCIA, ORDINARICE, BESUGUICE, BOÇALISMO, ABUSO DE CONFIANÇA, FALTA DE CARACTER, FALTA DE ESCRUPULOS... enfim, FALTA DE CHA E DE CHAO...!!!
Indeed, a estupidez é rica e, eu acrescento... infinita!
Enfim... sempre a aprender!



Thursday, 19 November 2015


UPDATE:

Tendo finalmente aparecido a (her)story (depois de uma longa viagem 'a terra dos Yalorixas, de onde muito provavelmente tambem regressara’ feita “mae de santo” como esta outra sua amiga “cientista social”: http://koluki.blogspot.co.uk/2011/11/desculpem-me-mas.html), ocorrem-me as seguintes observacoes:

1 -  Afinal o ataque ‘a Vila Alice foi um ‘ATAQUE RACISTA’?!… What a “shocker”!...
E isto dito por alguem que numa outra 'versao' da sua estoria se afirma abertamente "nao imparcial" e pergunta, para fundamentar a sua tese de "ataque racista", porque que, se seguiam uma politica de "neutralidade activa", as FAP nao atacaram tambem a FNLA e a UNITA - esquecendo-se porventura que estas, 'a altura, tinham sido "escorracadas" de Luanda pelo MPLA e seus aliados, sob o "olhar silencioso" das FAP!... Seria porque a FNLA e a UNITA nao tinham "mulheres brancas" como ela misturadas com, usando as suas proprias palavras, "pretos de merda" como o MPLA?!

2 – O “espirito mercenario”*, de esquerda ou de direita, ou “mentalidade de Tarzan (Jane)”, realmente nao so’ nao tem cor, nem nacionalidade, nem ideologia, como tambem nao tem cura: leva quem o possui a defender encarnicadamente quem quer que lhes pague melhor (financeiramente ou de qualquer outro modo): se em 74/75 era o MPLA, agora e’ o BD… Mas o seu ‘modus operandi’ nunca muda! Por isso, como dizia aqui (http://koluki.blogspot.co.uk/2009/05/just-poetry-v.html) ha' tempos, GABO-LHES A COERENCIA!...

*Note-se que a 'Jane' deste caso se trata de alguem que, segundo as minhas fontes, fez parte de um grupo de estudantes universitarios portugueses afectos a forcas de esquerda, nomeadamente o PCP, que, por altura do 25 de Abril de 1974, foram recrutados para irem dar "instrucao revolucionaria", como "comissarios politicos", aos militares das FAPLA nos Centros de Instrucao Revolucionaria (CIR) em Angola. Assim, a nossa 'Jane', que nao nasceu nem cresceu em Angola e nunca antes la' estivera, cai de "para-quedas" em Brazzaville onde estava sediado o "estado-maior general" do MPLA - note-se, nao na Primeira Regiao, nem na Frente Leste, de facto, em nenhuma Frente de Combate - nos meses que precederam a entrada da primeira delegacao oficial do MPLA em Luanda em finais de 1974... e o resto e'... "estoria"!

3 - No meio de tanto 'cacarejar' de galos e galinhas em busca de protagonismo numa guerra em que parece que os Angolanos apenas ocuparam o "lugar do morto", nao deixa de ser interessante notar o que realmente e' fundamental nessa (his)estooooria toda, seja ela contada por homens ou por mulheres, qualquer que seja a sua raca ou ideologia: o episodio da Vila Alice (chame-se-lhe ou nao "massacre") se constituiu o "canto do cisne" do Imperio Colonial Portugues em Africa, constituiu tambem o rastilho de uma guerra fraticida entre Irmaos Angolanos que durou mais de 30 anos e durante a qual as nossas 'Janes' nao ficaram em Angola para lhe apanhar sequer os estilhacos!...






From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

        guidaparedes@hotmail.com

Date: 23 December 2005

 

Estou a fazer um trabalho para a faculdade, Estudos Africanos, sobre o 

ataque à Vila Alice, sede da delegação do MPLA em Luanda, no dia 27 de 

Julho de 1975, pelas Forças Armadas Portuguesas onde 14 elementos do MPLA 

foram mortos e 21 feridos. Consultados os jornais da época as versões são 

contraditórias. O comunicado das Forças Armadas Portuguesas e o General 

Silva Cardoso, alegam que foi uma acção punitiva contra um incidente 

provocado por soldados do MPLA que feriram gravemente um oficial português, 

na noite anterior, e porque o MPLA não obedeceu ao ultimato que lhe foi 

dirigido - entregar os responsáveis pelo incidente. O Brigadeiro Pezarat 

Correia alega que o MPLA não poderia entregar os responsáveis do incidente 

porque este foi responsabilidade de um grupo das FRA interessado em 

provocar um conflito entre o MPLA e as FAP com a finalidade de inviabilizar 

a data da independência acordada no Alvor. Pompílio da Cruz responsável das 

FRA alega que foi a "quadrilha de Toni Rodrigues", também ele pertencente 

às FRA, que envergando fardas das FAPLA provocaram o incidente. O 

comunicado do MPLA sem negar o incidente da noite anterior alega que foi 

responsabilidade de "agentes infiltrados já identificados que serão 

entregues" posteriormente às FAP. Estou perplexa com as diferentes versões 

e há várias questões que não entendo. Porque as FAP, que seguiam um 

política de "neutralidade activa" tomaram a inciativa de atacar um dos 

Movimentos de Libertação? Porque não foi levantado um inquérito para apurar 

o que efectivamente aconteceu? Porque deram um prazo de apenas meia dúzia 

de horas para os responsáveis serem entregues? O que eu gostaria de saber é 

se este incidente foi a última acção militar ofensiva no continente 

Africano por parte de Portugal e das Forças Armadas Portuguesas. Também 

gostaria de saber se durante o processo de descolonização em Angola as 

Forças Armadas Portuguesas terão atacado algum dos outros movimentos FNLA e 

UNITA? Se era uma acção punitiva porque mataram tantos elementos do MPLA e 

porque nenhum soldado das FAP morreu? Obrigada!


From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

        guidaparedes@hotmail.com

Date: 23 December 2005

 

Estou a fazer um trabalho para a faculdade, Estudos Africanos, sobre o 

ataque à Vila Alice, sede da delegação do MPLA em Luanda, no dia 27 de 

Julho de 1975, pelas Forças Armadas Portuguesas onde 14 elementos do MPLA 

foram mortos e 21 feridos. Consultados os jornais da época as versões são 

contraditórias. O comunicado das Forças Armadas Portuguesas e o General 

Silva Cardoso, alegam que foi uma acção punitiva contra um incidente 

provocado por soldados do MPLA que feriram gravemente um oficial português, 

na noite anterior, e porque o MPLA não obedeceu ao ultimato que lhe foi 

dirigido - entregar os responsáveis pelo incidente. O Brigadeiro Pezarat 

Correia alega que o MPLA não poderia entregar os responsáveis do incidente 

porque este foi responsabilidade de um grupo das FRA interessado em 

provocar um conflito entre o MPLA e as FAP com a finalidade de inviabilizar 

a data da independência acordada no Alvor. Pompílio da Cruz responsável das 

FRA alega que foi a "quadrilha de Toni Rodrigues", também ele pertencente 

às FRA, que envergando fardas das FAPLA provocaram o incidente. O 

comunicado do MPLA sem negar o incidente da noite anterior alega que foi 

responsabilidade de "agentes infiltrados já identificados que serão 

entregues" posteriormente às FAP. Estou perplexa com as diferentes versões 

e há várias questões que não entendo. Porque as FAP, que seguiam um 

política de "neutralidade activa" tomaram a inciativa de atacar um dos 

Movimentos de Libertação? Porque não foi levantado um inquérito para apurar 

o que efectivamente aconteceu? Porque deram um prazo de apenas meia dúzia 

de horas para os responsáveis serem entregues? O que eu gostaria de saber é 

se este incidente foi a última acção militar ofensiva no continente 

Africano por parte de Portugal e das Forças Armadas Portuguesas. Também 

gostaria de saber se durante o processo de descolonização em Angola as 

Forças Armadas Portuguesas terão atacado algum dos outros movimentos FNLA e 

UNITA? Se era uma acção punitiva porque mataram tantos elementos do MPLA e 

porque nenhum soldado das FAP morreu? Obrigada!


From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

guidaparedes@hotmail.com

Date: 14 January 2006

 

 

O CANTO DO CISNE DA DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

 

 

 

Na continuação da clarividente contribuição de Norrie Macqueen, University of Dundee, sobre o ataque à Vila Alice pelas FAP no dia 27 de Julho de 1975, também gostaria de contribuir para responder a uma das questões levantadas.  Ao contrário do que seria de esperar a minha contribuição não se vai fazer através do trabalho de investigação das fontes porque neste caso concreto, apesar de eu estar mais virada para a literatura do que para a história, eu sou uma das fontes. Quer eu queira quer não, faço parte desta história. A minha versão será apenas mais uma e como todas as outras já referidas, dificilmente imparcial.

 

 

 

Numa entrevista informal ao coronel Hélder Vaz Pereira que integrou as FA no ataque à Vila Alice, este oficial leu-me o seu diário de guerra: No dia 27 de Julho de 1975 escreveu: “durante o ataque à Vila Alice todos os elementos do MPLA foram mortos”. Esta era a verdadeira natureza da missão dos soldados portugueses. Matar! A missão punitiva motivada por um dos sentimentos humanos mais ultrajante - a vingança, ao contrário do que ele alega, não foi cumprida porque no seu diário não contabilizou os feridos nem os elementos do MPLA que não foram atingidos. Confrontado com o facto da autora deste trabalho não ter sido morta nem ferida durante o “ataque” ele recusou-se a acreditar que uma europeia tenha tido um papel durante o confronto. Quando a autora descreveu o facto do radiotelegrafista das FA ter sido atingido por uma rajada num braço durante a operação, ele só acreditou depois da autora ter respondido correctamente às perguntas: - que braço foi atingido e onde? O militar foi atingido no braço direito, uns 10 cm acima do cotovelo. Felizmente a autora lembrava-se, trinta anos depois, que um enfermeiro das FA lhe aplicou um garrote no braço e ele continuou ferido em comunicação com o quartel-general.  Quando o coronel se convenceu retrucou filosoficamente – a senhora não foi morta porque pensámos que era uma prisioneira do MPLA. A cor da pele salvou a autora de uma morte certa. Acho que este facto é suficiente para ilustrar a clivagem racial existente durante o ataque à Vila Alice e a verdadeira natureza do confronto. A violência gratuita deste ataque, numa altura em que Portugal já tinha decidido abandonar o império colonial é prova disso. Obrigados a renunciar ao poder e conscientes de que tinham perdido o estatuto de dominadores reagiram em função da identidade racial.

 

 

 

Na origem do conflito também está a “questão racial”. Como já foi dito as FA além de se sentirem impotentes durante a “batalha por Luanda” também foram completamente marginalizadas pelo processo em curso. O MPLA lutava contra as forças da FNLA que integravam militares e equipamento do exército zairense, nas ruas da cidade. Quem tivesse uma farda e uma arma combatia sem qualquer enquadramento na estrutura do comando das FAPLA. Todos os elementos armados combatiam quer tivessem tido treino militar ou não. A autora foi instrutora política no CIR Hoji Ya Henda e sabe como a preparação dos militares era incipiente. No dia 26 de Julho de 1975 a autora esteve presente no cerco ao Forte da Barra até às 23h, onde forças da FNLA estavam entrincheiradas. Quando regressou à Vila Alice, sede do comando operacional constatou que nenhum comandante se encontrava no COL. Nestas circunstâncias assumiu as responsabilidades possíveis. Pouco tempo depois apresentou-se um pequeno grupo de soldados das Fapla (quatro talvez) relatando o incidente descrito por Silva Cardoso. Pensavam que o oficial português tinha morrido e informaram que tinham atirado porque ele os tinha chamado de “pretos de merda” e insultado de toda uma série de impropérios racistas. Estavam revoltados e amedrontados. Em face do sucedido a autora tirou-lhes as armas e deu-lhes voz de prisão. Imediatamente a seguir a autora recebeu um telefonema das FA exigindo que os responsáveis do incidente fossem entregues. Sem estar investida de autoridade para tomar essa decisão a autora explicou que ia tentar contactar alguém do comando. Com todos os responsáveis a combater nas ruas não foi possível contactar ninguém. Nunca passou pela cabeça da autora que o ultimato das FA fosse para cumprir. O MPLA não estava em guerra com os portugueses. O conflito, no dia seguinte, iria ser investigado seguramente e resolvido no âmbito das conversações bilaterais.  Depois de tomar banho na casa de um camarada que dava apoio logístico ao MPLA na Vila Alice, a autora regressou ao COL onde só teve tempo de se aperceber, antes das FA desencadearem o ataque às 8 da manhã, que “alguém” tinha levado os militares das Fapla. Como o MPLA tinha no COL outros prisioneiros, eles foram soltos e a autora introduziu-se no meio do cordão humano que eles formaram. A autora foi colocada em cima de um Unimog donde mais tarde escapou com a ajuda do comandante Onambwé que apareceu no rescaldo do ataque acompanhado pelo Alto-Comissário Silva Cardoso.

 

 

 

Na recta final da descolonização em África, creio que o Ataque à Vila Alice  representa o canto do cisne da dominação portuguesa no continente africano. Mas ao contrário do belo canto que o cisne emite ao morrer, Portugal escolheu sair de Angola desafinado. Ultrapassado por acontecimentos que não dominava nem entendia, abandonou o seu papel de maestro durante o complicado processo da descolonização e resolveu ferir de morte o MPLA numa aventura punitiva e desesperada de quem, quando sentiu chegada a hora da partida, ao contrário do cisne do soneto de Camões,

 

 

 

O cisne quando sente ser chegada

 

A hora que põe termo a sua vida

 

Música com voz alta e mui subida

 

Levanta pela praia inabitada.

 

 

 

resolveu abandonar a “neutralidade activa” e participar através da cacofonia das armas numa situação de guerra generalizada que se vivia na “batalha por Luanda” antes da data da independência, o dia 11 de Novembro de 1975.



UPDATE:

Tendo finalmente aparecido a (her)story (depois de uma longa viagem 'a terra dos Yalorixas, de onde muito provavelmente tambem regressara’ feita “mae de santo” como esta outra sua amiga “cientista social”: http://koluki.blogspot.co.uk/2011/11/desculpem-me-mas.html), ocorrem-me as seguintes observacoes:

1 -  Afinal o ataque ‘a Vila Alice foi um ‘ATAQUE RACISTA’?!… What a “shocker”!...
E isto dito por alguem que numa outra 'versao' da sua estoria se afirma abertamente "nao imparcial" e pergunta, para fundamentar a sua tese de "ataque racista", porque que, se seguiam uma politica de "neutralidade activa", as FAP nao atacaram tambem a FNLA e a UNITA - esquecendo-se porventura que estas, 'a altura, tinham sido "escorracadas" de Luanda pelo MPLA e seus aliados, sob o "olhar silencioso" das FAP!... Seria porque a FNLA e a UNITA nao tinham "mulheres brancas" como ela misturadas com, usando as suas proprias palavras, "pretos de merda" como o MPLA?!

2 – O “espirito mercenario”*, de esquerda ou de direita, ou “mentalidade de Tarzan (Jane)”, realmente nao so’ nao tem cor, nem nacionalidade, nem ideologia, como tambem nao tem cura: leva quem o possui a defender encarnicadamente quem quer que lhes pague melhor (financeiramente ou de qualquer outro modo): se em 74/75 era o MPLA, agora e’ o BD… Mas o seu ‘modus operandi’ nunca muda! Por isso, como dizia aqui (http://koluki.blogspot.co.uk/2009/05/just-poetry-v.html) ha' tempos, GABO-LHES A COERENCIA!...

*Note-se que a 'Jane' deste caso se trata de alguem que, segundo as minhas fontes, fez parte de um grupo de estudantes universitarios portugueses afectos a forcas de esquerda, nomeadamente o PCP, que, por altura do 25 de Abril de 1974, foram recrutados para irem dar "instrucao revolucionaria", como "comissarios politicos", aos militares das FAPLA nos Centros de Instrucao Revolucionaria (CIR) em Angola. Assim, a nossa 'Jane', que nao nasceu nem cresceu em Angola e nunca antes la' estivera, cai de "para-quedas" em Brazzaville onde estava sediado o "estado-maior general" do MPLA - note-se, nao na Primeira Regiao, nem na Frente Leste, de facto, em nenhuma Frente de Combate - nos meses que precederam a entrada da primeira delegacao oficial do MPLA em Luanda em finais de 1974... e o resto e'... "estoria"!

3 - No meio de tanto 'cacarejar' de galos e galinhas em busca de protagonismo numa guerra em que parece que os Angolanos apenas ocuparam o "lugar do morto", nao deixa de ser interessante notar o que realmente e' fundamental nessa (his)estooooria toda, seja ela contada por homens ou por mulheres, qualquer que seja a sua raca ou ideologia: o episodio da Vila Alice (chame-se-lhe ou nao "massacre") se constituiu o "canto do cisne" do Imperio Colonial Portugues em Africa, constituiu tambem o rastilho de uma guerra fraticida entre Irmaos Angolanos que durou mais de 30 anos e durante a qual as nossas 'Janes' nao ficaram em Angola para lhe apanhar sequer os estilhacos!...






From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

        guidaparedes@hotmail.com

Date: 23 December 2005

 

Estou a fazer um trabalho para a faculdade, Estudos Africanos, sobre o 

ataque à Vila Alice, sede da delegação do MPLA em Luanda, no dia 27 de 

Julho de 1975, pelas Forças Armadas Portuguesas onde 14 elementos do MPLA 

foram mortos e 21 feridos. Consultados os jornais da época as versões são 

contraditórias. O comunicado das Forças Armadas Portuguesas e o General 

Silva Cardoso, alegam que foi uma acção punitiva contra um incidente 

provocado por soldados do MPLA que feriram gravemente um oficial português, 

na noite anterior, e porque o MPLA não obedeceu ao ultimato que lhe foi 

dirigido - entregar os responsáveis pelo incidente. O Brigadeiro Pezarat 

Correia alega que o MPLA não poderia entregar os responsáveis do incidente 

porque este foi responsabilidade de um grupo das FRA interessado em 

provocar um conflito entre o MPLA e as FAP com a finalidade de inviabilizar 

a data da independência acordada no Alvor. Pompílio da Cruz responsável das 

FRA alega que foi a "quadrilha de Toni Rodrigues", também ele pertencente 

às FRA, que envergando fardas das FAPLA provocaram o incidente. O 

comunicado do MPLA sem negar o incidente da noite anterior alega que foi 

responsabilidade de "agentes infiltrados já identificados que serão 

entregues" posteriormente às FAP. Estou perplexa com as diferentes versões 

e há várias questões que não entendo. Porque as FAP, que seguiam um 

política de "neutralidade activa" tomaram a inciativa de atacar um dos 

Movimentos de Libertação? Porque não foi levantado um inquérito para apurar 

o que efectivamente aconteceu? Porque deram um prazo de apenas meia dúzia 

de horas para os responsáveis serem entregues? O que eu gostaria de saber é 

se este incidente foi a última acção militar ofensiva no continente 

Africano por parte de Portugal e das Forças Armadas Portuguesas. Também 

gostaria de saber se durante o processo de descolonização em Angola as 

Forças Armadas Portuguesas terão atacado algum dos outros movimentos FNLA e 

UNITA? Se era uma acção punitiva porque mataram tantos elementos do MPLA e 

porque nenhum soldado das FAP morreu? Obrigada!


From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

        guidaparedes@hotmail.com

Date: 23 December 2005

 

Estou a fazer um trabalho para a faculdade, Estudos Africanos, sobre o 

ataque à Vila Alice, sede da delegação do MPLA em Luanda, no dia 27 de 

Julho de 1975, pelas Forças Armadas Portuguesas onde 14 elementos do MPLA 

foram mortos e 21 feridos. Consultados os jornais da época as versões são 

contraditórias. O comunicado das Forças Armadas Portuguesas e o General 

Silva Cardoso, alegam que foi uma acção punitiva contra um incidente 

provocado por soldados do MPLA que feriram gravemente um oficial português, 

na noite anterior, e porque o MPLA não obedeceu ao ultimato que lhe foi 

dirigido - entregar os responsáveis pelo incidente. O Brigadeiro Pezarat 

Correia alega que o MPLA não poderia entregar os responsáveis do incidente 

porque este foi responsabilidade de um grupo das FRA interessado em 

provocar um conflito entre o MPLA e as FAP com a finalidade de inviabilizar 

a data da independência acordada no Alvor. Pompílio da Cruz responsável das 

FRA alega que foi a "quadrilha de Toni Rodrigues", também ele pertencente 

às FRA, que envergando fardas das FAPLA provocaram o incidente. O 

comunicado do MPLA sem negar o incidente da noite anterior alega que foi 

responsabilidade de "agentes infiltrados já identificados que serão 

entregues" posteriormente às FAP. Estou perplexa com as diferentes versões 

e há várias questões que não entendo. Porque as FAP, que seguiam um 

política de "neutralidade activa" tomaram a inciativa de atacar um dos 

Movimentos de Libertação? Porque não foi levantado um inquérito para apurar 

o que efectivamente aconteceu? Porque deram um prazo de apenas meia dúzia 

de horas para os responsáveis serem entregues? O que eu gostaria de saber é 

se este incidente foi a última acção militar ofensiva no continente 

Africano por parte de Portugal e das Forças Armadas Portuguesas. Também 

gostaria de saber se durante o processo de descolonização em Angola as 

Forças Armadas Portuguesas terão atacado algum dos outros movimentos FNLA e 

UNITA? Se era uma acção punitiva porque mataram tantos elementos do MPLA e 

porque nenhum soldado das FAP morreu? Obrigada!


From: Margarida Paredes, Universidade de Lisboa

guidaparedes@hotmail.com

Date: 14 January 2006

 

 

O CANTO DO CISNE DA DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

 

 

 

Na continuação da clarividente contribuição de Norrie Macqueen, University of Dundee, sobre o ataque à Vila Alice pelas FAP no dia 27 de Julho de 1975, também gostaria de contribuir para responder a uma das questões levantadas.  Ao contrário do que seria de esperar a minha contribuição não se vai fazer através do trabalho de investigação das fontes porque neste caso concreto, apesar de eu estar mais virada para a literatura do que para a história, eu sou uma das fontes. Quer eu queira quer não, faço parte desta história. A minha versão será apenas mais uma e como todas as outras já referidas, dificilmente imparcial.

 

 

 

Numa entrevista informal ao coronel Hélder Vaz Pereira que integrou as FA no ataque à Vila Alice, este oficial leu-me o seu diário de guerra: No dia 27 de Julho de 1975 escreveu: “durante o ataque à Vila Alice todos os elementos do MPLA foram mortos”. Esta era a verdadeira natureza da missão dos soldados portugueses. Matar! A missão punitiva motivada por um dos sentimentos humanos mais ultrajante - a vingança, ao contrário do que ele alega, não foi cumprida porque no seu diário não contabilizou os feridos nem os elementos do MPLA que não foram atingidos. Confrontado com o facto da autora deste trabalho não ter sido morta nem ferida durante o “ataque” ele recusou-se a acreditar que uma europeia tenha tido um papel durante o confronto. Quando a autora descreveu o facto do radiotelegrafista das FA ter sido atingido por uma rajada num braço durante a operação, ele só acreditou depois da autora ter respondido correctamente às perguntas: - que braço foi atingido e onde? O militar foi atingido no braço direito, uns 10 cm acima do cotovelo. Felizmente a autora lembrava-se, trinta anos depois, que um enfermeiro das FA lhe aplicou um garrote no braço e ele continuou ferido em comunicação com o quartel-general.  Quando o coronel se convenceu retrucou filosoficamente – a senhora não foi morta porque pensámos que era uma prisioneira do MPLA. A cor da pele salvou a autora de uma morte certa. Acho que este facto é suficiente para ilustrar a clivagem racial existente durante o ataque à Vila Alice e a verdadeira natureza do confronto. A violência gratuita deste ataque, numa altura em que Portugal já tinha decidido abandonar o império colonial é prova disso. Obrigados a renunciar ao poder e conscientes de que tinham perdido o estatuto de dominadores reagiram em função da identidade racial.

 

 

 

Na origem do conflito também está a “questão racial”. Como já foi dito as FA além de se sentirem impotentes durante a “batalha por Luanda” também foram completamente marginalizadas pelo processo em curso. O MPLA lutava contra as forças da FNLA que integravam militares e equipamento do exército zairense, nas ruas da cidade. Quem tivesse uma farda e uma arma combatia sem qualquer enquadramento na estrutura do comando das FAPLA. Todos os elementos armados combatiam quer tivessem tido treino militar ou não. A autora foi instrutora política no CIR Hoji Ya Henda e sabe como a preparação dos militares era incipiente. No dia 26 de Julho de 1975 a autora esteve presente no cerco ao Forte da Barra até às 23h, onde forças da FNLA estavam entrincheiradas. Quando regressou à Vila Alice, sede do comando operacional constatou que nenhum comandante se encontrava no COL. Nestas circunstâncias assumiu as responsabilidades possíveis. Pouco tempo depois apresentou-se um pequeno grupo de soldados das Fapla (quatro talvez) relatando o incidente descrito por Silva Cardoso. Pensavam que o oficial português tinha morrido e informaram que tinham atirado porque ele os tinha chamado de “pretos de merda” e insultado de toda uma série de impropérios racistas. Estavam revoltados e amedrontados. Em face do sucedido a autora tirou-lhes as armas e deu-lhes voz de prisão. Imediatamente a seguir a autora recebeu um telefonema das FA exigindo que os responsáveis do incidente fossem entregues. Sem estar investida de autoridade para tomar essa decisão a autora explicou que ia tentar contactar alguém do comando. Com todos os responsáveis a combater nas ruas não foi possível contactar ninguém. Nunca passou pela cabeça da autora que o ultimato das FA fosse para cumprir. O MPLA não estava em guerra com os portugueses. O conflito, no dia seguinte, iria ser investigado seguramente e resolvido no âmbito das conversações bilaterais.  Depois de tomar banho na casa de um camarada que dava apoio logístico ao MPLA na Vila Alice, a autora regressou ao COL onde só teve tempo de se aperceber, antes das FA desencadearem o ataque às 8 da manhã, que “alguém” tinha levado os militares das Fapla. Como o MPLA tinha no COL outros prisioneiros, eles foram soltos e a autora introduziu-se no meio do cordão humano que eles formaram. A autora foi colocada em cima de um Unimog donde mais tarde escapou com a ajuda do comandante Onambwé que apareceu no rescaldo do ataque acompanhado pelo Alto-Comissário Silva Cardoso.

 

 

 

Na recta final da descolonização em África, creio que o Ataque à Vila Alice  representa o canto do cisne da dominação portuguesa no continente africano. Mas ao contrário do belo canto que o cisne emite ao morrer, Portugal escolheu sair de Angola desafinado. Ultrapassado por acontecimentos que não dominava nem entendia, abandonou o seu papel de maestro durante o complicado processo da descolonização e resolveu ferir de morte o MPLA numa aventura punitiva e desesperada de quem, quando sentiu chegada a hora da partida, ao contrário do cisne do soneto de Camões,

 

 

 

O cisne quando sente ser chegada

 

A hora que põe termo a sua vida

 

Música com voz alta e mui subida

 

Levanta pela praia inabitada.

 

 

 

resolveu abandonar a “neutralidade activa” e participar através da cacofonia das armas numa situação de guerra generalizada que se vivia na “batalha por Luanda” antes da data da independência, o dia 11 de Novembro de 1975.


Sunday, 3 May 2015


EM MAIS UM DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA Este blog no 'Top Blog Brasil - Democracia Digital' {... Nao sei como foi la' parar porque nao me candidatei...} http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=MostraBlog&url=koluki.blogspot.com

Tuesday, 29 January 2013

DENUNCIA PUBLICA/ QUEIXA -CRIME CONTRA REGINALDO SILVA [R]





"Contemplar um crime em silêncio é cometê-lo"
José Martí



= DENUNCIA PUBLICA =
Contra o "Jornalista" Reginaldo Silva (RS)





“Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios!...”
(RS)



I. BACKGROUND

Ponto Previo:

Aos leitores desta denuncia pede-se o especial cuidado de terem em conta que “nada do que parece e’”, prima facie (de facto, "o inverso e' o verdadeiro"...), em todos os posts do blog 'Morro da Maianga' (morrodamaianga.blogspot.com) de Reginaldo Silva (RS) aqui citados. Pede-se igualmente que facam o favor de usar a sua faculdade de “ler entre linhas”. Pede-se ainda que considerem como “pano de fundo” a esta denuncia as consideracoes tecidas neste post, neste e neste.

1. O primeiro “episodio oficial” da espiral de violencia contra a minha pessoa que agora culmina nesta denuncia foi registado neste post de 06/05/10, que dirigi a RS em relacao a algumas “criticas” por si feitas 'a forma como vinha (e ainda venho) reagindo 'a CAMPANHA de que tenho sido vitima por parte de alguma imprensa angolana, especialmente desde a criacao deste blog. Tais “criticas” foram formuladas neste seu post de 05/05/10, em que afirma nomeadamente:

"(...) Como se sabe, o chamado criticismo também pode não ser a melhor solução para se resolverem os problemas. O nosso acordo termina, entretanto, imediatamente quando o alvo da crítica passamos a ser nós, se a mesma não nos agradar por algum motivo. Aí a crítica deixa de possuir as grandes virtualidades que teoricamente lhe reconhecemos, para passar a ser um ataque, uma campanha, uma conspiração, um atentado, uma calúnia, uma injuria, uma difamação.(...)"

Sera' de referir, em particular, que no meu acima citado post em 'resposta', uso como epigrafe um extracto de um texto do director do Jornal de Angola, Jose’ Ribeiro (JR) – pessoa que, como e’ por demais consabido, RS tem erigido em seu “arqui-rival”. Igualmente de referencia e' o facto de JR ter sido meu colega na Agencia Angola Press (ANGOP) ha' mais de 30 anos e de RS ter vindo a retratar todos os jornalistas que estao, ou estiveram, de alguma maneira ligados a Comunicacao Social Publica em Angola como "servidores do poder" - aparentemente, excepto a ele proprio e (por razoes "corporativistas" e de "proteccao pessoal") 'a Secretaria Geral da Uniao dos Jornalistas Angolanos, Luisa Rogerio!...

2. Seguiu-se a correspondencia por email entre mim e RS, ocorrida a 11/06/10 e registada no espaco de comentarios deste post, igualmente por referencia ao citado texto de JR e ao “amigo do peito” de RS, Gustavo Costa (GC), actual director-adjunto do Novo Jornal.

3. Posteriormente registaram-se os episodios por mim relatados neste post e, em particular, este post de RS, a 14/06/11, sobre a onda de manifestacoes ocorridas em Luanda, em relacao a primeira das quais eu havia tomado esta posicao, considerada “pro-regime” por RS e seus pares (vejam-se, para alem desse, os meus posicionamentos sobre a onda de manifestacoes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
Naquele post, RS faz pela primeira vez mencao aberta a “destruicao da (minha) reputacao”, recorrendo a uma "alegoria" similar a que aqui tinha feito poucos dias antes relativamente a sua "companheira" do partido politico Bloco Democratico (BD), Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e "As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant":

“Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política. Quando vi os nossos “jornalistas” a aderirem ao novo “projecto” lembrei-me de imediato de um filme que já vi há muito tempo nos anos 70 e que se chamava (continua a chamar-se) a “A Honra Perdida de Katharina Blum”, feito com base na obra do romancista alemão Heinrich Böll, galardoado com o Nobel da Literatura. É um retrato de como o abuso de poder político e da mídia são capazes de destruir e desonrar a vida de uma pessoa inocente.”

De notar que, ja' ha' algum tempo, RS vinha fazendo o uso de "aspas" como "codigo especial" para as suas "mensagens" a mim dirigidas, mas apenas depois deste meu post de 10/05/11, em que pela primeira vez usei a palavra “jornalistas” entre aspas, ele tambem o comecou a fazer, como neste seu post datado de 06/06/11, em que, tal como no post acima referido, faz mencao ao “aumento da violencia politica nos media” e aos “jornalistas” do “novo projecto” (note-se como o "projecto" em questao se relaciona com o que aqui me referia em mensagem ao ex-director do Semanario Angolense (SA), Graca Campos - tambem meu antigo colega na ANGOP -, a proposito dos ataques pessoais nao provocados a mim dirigidos por Elizabeth Ceita (EC) e Inocencia Mata (IM), ambas ligadas ao BD: "(...) Mas... peco-te o favor de nao "arrolares" o meu nome na mesma conversa com os dessas 'donas' - mesmo porque os nossos nomes nunca estiveram associados ao "mesmo projecto", eu nao uso oculos, nunca li nenhum livro, nao conheco nenhum mundo e elas nao gostam de ser misturadas com "todo o mundo"... OK?!"), terminando com uma frase que vem repetindo nos varios posts visando o aumento da violencia dos "jornalistas" que ele supostamente representa contra a minha pessoa e a destruicao da minha reputacao - "Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política.":

"(...) Os "jornalistas" estão a patrocinar o "projecto", sendo, aliás, responsáveis pela execução da sua parte mais sensível e perturbadora, considerando a existência nesta "cooperação" de graves violações da ética profissional.
Só mesmo colocando-lhes as aspas em cima é possível entender o seu papelão em toda esta campanha de violência/intimidação política contra cidadãos que não cometeram nenhum crime de lesa-pátria.
Não é possível que jornalistas sem aspas possam fazer a "cobertura" de tais actos, sem questionarem a sua autenticidade, a sua origem, legitimando-os como sendo reacções naturais.
Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política.
PS- Mais informações sobre estas e outras makas com a versão dos manifestantes sem aspas em http://centralangola7311.net/.
Esta informação é particularmente dirigida aos jornalistas com aspas.(...)"



4. Todavia, a questao das manifestacoes constituiu apenas a "ponta do iceberg", uma vez que a onda de ataques mais incisivos a minha pessoa por parte de elementos afectos a FpD/BD haviam comecado a tornar-se mais persistentes quando tomei as posicoes aqui registadas em relacao a dois 'bloggers' ("jornalistas"?) ditos "angolano-portugueses" baseados em Portugal e a sabotagem da minha colaboracao com o Global Voices Online (GVO), especialmente desde que para aquele site fiz a cobertura do blog de um certo "jornalista e homem" angolano...

Tais ataques acentuaram-se por altura das minhas tomadas de posicao sobre os resultados eleitorais das legislativas de 2008 (registadas, entre outros lugares neste blog, aqui, aqui e aqui) e multiplicaram-se na sequencia deste meu post sobre "a tarefa de substituir JES", por eles considerado "mais uma demonstracao de bajulacao e lambebotismo" ao poder da minha parte!...

De especial referencia e' o facto de eu ter feito esforcos no sentido de incluir no meu trabalho para o GVO vozes da sociedade civil e da oposicao angolana, tendo para tanto solicitado algumas entrevistas a alguns dos seus representantes incluindo a um dirigente da entao FpD (isto foi mais de um ano antes das legislativas de 2008 - quando eles ainda estavam "convencidos de que sairiam delas pelo menos em terceiro lugar"...), cujo resultado se pode aqui verificar...

Mas, apesar dessa "resposta" ao meu "atrevimento", cerca de tres meses depois publiquei um artigo no Africanpath, respigado no GVO, entitulado "Angola: The Rise of Civil Society" em que mencionava as accoes de varios membros da sociedade civil e da oposicao politica angolana, incluindo FVL, tendo este circulado por email uma referencia aquele meu artigo no "Google News Alert" a uma lista de pessoas em que me incluia, mas sem qualquer palavra - ja' nao direi de "agradecimento", mas pelo menos de "comentario" -, pelo que lhe respondi da forma que se pode verificar aqui...

Depois deste meu post sobre o mesmo personagem dois anos depois - o qual me foi motivado por um artigo de EC no SA em que a ele se referia como "o unico verdadeiro humanista e democrata entre os estudantes da 'velha guarda' em Portugal" -, comecei a ser selvatica e histericamente atacada por EC e IM, tendo esta "respondido" ao titulo daquele meu post, "O Homo Democraticus", com um artigo no SA entitulado "O Homo Insapiens", que terminava com um tristemente celebre "convem sabermos sempre o que nos espera"!

E tudo isso enquanto me via confrontada com a campanha de odio e racismo de ACGM no seu blog "As Vezes (des)Organizo-me em Palavras", por entre ataques virulentos e ameacas de morte no Novo Jornal como este e esta, "homilias sobre valores e principios (a)morais" como esta e "(des)humanizacoes" como as que deram origem a este post!

Os ataques, ameacas e assedio continuo registaram-se tanto na imprensa como na blogosfera e tambem por email, ao ponto de, a dada altura, eu me ter visto forcada a responder-lhes desta forma!


5. Como parte deste background, nao posso deixar de referir o facto de que ha' muito venho sendo vitima de violacoes da minha privacidade e intimidade atraves de accoes de escuta e vigia e agora de violacao dos meus enderecos na internet. Tais accoes registaram-se particularmente durante o periodo em que estive a estudar em Portugal (onde fui alvo, entre outras "estranhas ocorrencias", de um episodio muito similar ao que aqui relato), tendo (por entre uma "triste e 'inacreditavel' historia", na qual recentemente toquei ao de leve aqui, envolvendo um "radialista" portugues ou "luso-angolano", que se manifestou de forma muito similar 'a que agora e' protagonizada por RS, sendo que, em ambos os casos, todas as manifestacoes de abuso do 'quarto p(h)oder' de que se julgam "detentores absolutos" aqui denunciadas se revelaram a saciedade, apenas com a "ligeira diferenca" de que eu agora estou em condicoes de os desmascarar publicamente, responder aos seus ataques e apresentar provas das suas cobardes e criminosas agressoes - por isso afirmava aqui, parafraseando o 'Gracita': "cair duas vezes no mesmo buraco e' sinal de burrice e eu garanto-vos que nao sou burra!"...), acabado por estar na base da minha evacuacao de emergencia de Lisboa para Londres em 1995. O mesmo aconteceu durante o periodo em que estive a trabalhar no Secretariado da SADC, tendo igualmente estado na base das razoes que me levaram a abandonar aquela organizacao. Tenho fortes razoes para acreditar que em tais accoes participaram e/ou a elas tiveram acesso elementos ligados a imprensa, incluindo RS, que venhem, com um extraordinario sentido de impunidade (!), alimentando a CAMPANHA de que tenho sido vitima, especialmente desde que criei este blog. E', alias, pelo menos em parte, dai que proveem algumas das doentias obcessoes e fixacoes de que tenho sido vitima e que se teem revelado tao tenebrosamente ao longo desta campanha.
E, por tudo isso, venho afirmando que ha' muito me vejo "perseguida como um animal"!...


6. RS prosseguiu a sua escalada de violencia virtual contra a minha pessoa com posts como este, "em resposta" a este forward que eu lhe enviara dois dias antes, como aqui mencionei!...


II. Hacking e Sabotagem do meu blog (koluki.blogspot.com) e endereco electronico (koluki@yahoo.co.uk) e de outras contas minhas na internet

1. A 02/11/11, pouco depois de, no mesmo dia, eu ter feito este post sobre um artigo de IM no SA, RS emite este post (atente-se bem no titulo: "A hora e a vez do nosso big brother" - i.e. "nao e' so' o 'poder' que pode ser ou ter big brother, nos tambem podemos e 'chegou a nossa hora e a nossa vez'!), em que, na senda do seus posts mencionados no ponto 3. acima, volta a referir-se ao "aumento da violencia na internet" (... note-se que nao se refere a "violencia contra os manifestantes nas ruas de Luanda"!...) e ao "preparem-se para o pior!":

"Na NET os ataques virais vão intensificar-se e vão ser cada vez mais arrasadores. Preparem-se para o pior!
(...)
Do alto deste morro, onde se encontra localizado o observatório independente da Maianga, o meu boletim meteorológico especial vai produzir nos próximos dias informação pontual sobre as ocorrências concretas desta subida brutal de temperatura na Internet, mas não só.
A qualidade/velocidade da nossa "banda larga" vai piorar todos os dias. Os cortes no serviço vão ser constantes e irritantes.
Vamos ter saudades da rapidez dos tempos do tãn-tãn.
Vamos finalmente conhecer a verdadeira dimensão do nosso BIG-BROTHER..."



2. A 04/11/11, encontrava-me a trabalhar num computador de uma biblioteca publica ao lado de um companheiro Ghanense, Sly Quarcoopome, que fazia o mesmo e com quem conversava a proposito do meu post sobre este livro sobre os Black Panthers, que ambos tinhamos compulsado dias antes na mesma biblioteca e que eu postara a proposito do Black History Month, durante a celebracao do qual no ano passado ele tinha sido um dos oradores num dos eventos na mesma biblioteca que aqui na altura reportei.

Ele pediu-me que lhe enviasse o link, o que fiz atraves deste email. Depois de ele ter lido aquele post continuou a visitar o meu blog, onde ao ler este post sobre Gaddafi disse-me que "concordava inteiramente com o que eu ali dizia", ao que eu lhe respondi: "entao escreve ai no blog - faz um comentario ao post"... O que ele imediatamente fez - eu vi-o fazer o comentario ali mesmo ao meu lado! -, so' que... passaram-se varias horas, durante as quais por varias vezes, como eu nao recebia o comentario no meu blog, lhe perguntei se ele tinha mesmo enviado o comentario e ele me respondeu que sim e que tinha recebido a confirmacao! Pedi-lhe que o escrevesse novamente e o reenviasse e ele assim o fez, tendo-me mostrado a confirmacao do envio no computador dele, mas... aquele segundo comentario tambem nunca chegou ao meu blog!

Naquele mesmo dia, e de uma forma como nunca antes me tinha acontecido, a "qualidade e velocidade da minha banda larga" realmente fez-me "ter saudades da velocidade dos tempos do ta-ta": Levou-me pelo menos tres (3) horas para fazer o que normalmente me levaria uma (1) hora! Mais do que isso, "os cortes no serviço foram constantes e irritantes": em varias ocasioes durante aquela tarde, o sistema tornou-se completamente "congelado" e uma funcionaria da biblioteca que tem feito a extensao do tempo de uso do computador a mim alocado a partir do sistema central disse-me que naquele dia tinha havido pelo menos uma ocasiao em que ela tinha tentado fazer a extensao mas nao conseguiu porque o meu computador tinha simplesmente "desaparecido do sistema" - o que apenas acontecera com aquele computador e nunca tinha antes acontecido!

Em suma: fiquei realmente "a finalmente conhecer a verdadeira dimensão do nosso BIG-BROTHER..." como ameacava RS dois dias antes!

De notar igualmente que naquele mesmo dia 04/11/11 eu publicara este post em resposta a uma materia relacionada no blog de ACGM.


3. A 08/11/11, RS cumprindo a sua "promessa" de "do alto deste morro, onde se encontra localizado o observatório independente da Maianga, o meu boletim meteorológico especial vai produzir nos próximos dias informação pontual sobre as ocorrências concretas desta subida brutal de temperatura na Internet, mas não só", emite este post "auto-confessionario e vangloriatorio" (mais uma vez, atente-se no titulo: "Big Brother na area?" - i.e. "Big Brother 'na tua area'?") em que se refere a supostas "queixas" por parte de uma regular "comentarista" claramente "ficticia" do seu blog - NIURA - e fazendo referencia a "ausencia de comentarios ha' muito tempo" por outras "comentaristas" igualmente "ficticias" como "Akssana" e "Assidua" (... e, ja' agora, veja-se a "verdadeira dimensao do "nosso big brother" na blogosfera aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui...), sobre supostos "comentarios desaparecidos" no seu blog, usando o "codigo especial" das aspas repetidamente na palavra "desaparecimentos" e terminando-o com uma referencia a "violacao do email" afirmando que "pode ir atras deles (comentarios) mesmo que lhe de mais trabalho" e terminando com um "keep in touch" que, como aqui se pode verificar, ja' me era familiar... porem desta vez num tom e contexto clara e sinistramente ameacadores!


4. Outro facto relacionado digno de registo foi a drastica reducao do numero de comentarios e links aos meus posts desde que RS criou o seu 'Morro da Maianga', sendo igualmente suspeito o "aparentemente inexplicavel" corte da maior parte dos links as versoes integrais dos artigos incluidos na minha serie "Ecos da Imprensa Angolana".


5. Ha' igualmente fortes indicios - a que apenas nao chamarei "provas" devido a dificuldade de o provar, dada a propria natureza desse tipo de crime -, de que RS tera' igualmente violado os meus enderecos electronicos e outras contas minhas na internet. Tais indicios podem ser encontrados em algumas das suas "mensagens codificadas" no seu blog e tambem, por exemplo, atraves destas mensagens de alerta do provedor de uma dessas minhas contas - a qual nao tenho duvidas de que foi efectivamente violada, uma vez que encontrei nela fotos que eu havia publicado neste blog, mas que nunca la' tinha colocado!


6. Nas ultimas semanas registaram-se igualmente estranhos "desaparecimentos" de alguns dos meus links no Twitter.


III. ATAQUES AO MEU BOM NOME, REPUTACAO E DIGNIDADE PESSOAL

Em resposta 'a minha reaccao ao hacking e sabotagem do(s) meu(s) blog(s) - e aqui acrescento-lhe o plural uma vez que quem tenha acesso a um dos blogs pode aceder a todos os outros -, RS emite - como, de resto, ja' o vinha fazendo desde o inicio, nas entrelinhas e nos comentarios do seu blog -, uma serie de posts gravemente atentatorios da minha dignidade pessoal, tanto no blog 'Morro da Maianga' como na sua pagina no Facebook:

• 12/11/11 - "(...) Paula Santana, uma predadora à solta no ciberespaço...":

"Sinceramente, devo confessar, nunca me deparei na Net com um "caso de estudo (psiquiátrico)" tão complicado, como é este que Ana Paula Santana e o seu blog koluki encarna.
Fica claro, desde logo, que PS tem uma "relação sexual solitária" com a sua escrita, por isso quanto mais escreve, mais "satisfeita" se sente, por isso escreve muito, escreve sobre tudo e muito particularmente sobre o nada, escreve em português, copia em inglês, passa a vida a juntar palavras insultuosas e a garimpar os conteúdos dos outros em verdadeiras acções de rapina.
Na sua "arte" de falar/escrever mal (quase) de toda a gente, ela, vivendo algures não sei onde (só sei que não é na banda), é verdadeiramente imbatível e incansável, só que se "esqueceu" que as outras pessoas, all this years, também se cansaram dela e das suas patetices.
Foi o meu caso, definitivamente...
*Koluki- Segundo a sua autora, a predadora PS, é um "um blog em que se cometem ‘delitos de opinião’ contra todos os 'p(h)oderes'…”(sic)
Koluki é um blog que funciona em regime de apertada censura. PS não permite o direito de resposta, nem o debate das questões que ela própria "levanta". A predadora só publica as opiniões que lhe agradam."



• 13/11/11 - "A situação de Paula Santana pode ter-se agravado...":

"Depois de termos tido contacto com o seu último post, tudo leva a crer que o descontrolo emocional de Paula Santana se tenha agravado.
No balão desta pic está a mensagem que ele gostaria de ter enviado, mas ainda não enviou por razões que percebemos perfeitamente devido ao seu estado confuso."



• 14/11/11 - "Paula Santana - Um caso de estudo":

(...)
Acontece de tempos em tempos, sempre que os seus azeites a aconselhem a produzir mais umas patetices absurdas, “género literário”, que ela faz questão de cultivar de forma compulsiva, quase até à exaustão.
Fui aconselhado a não reagir com o argumento de que era exactamente isto que PS mais desejava no âmbito do que parece ser uma estratégia barata de promoção pessoal através da provocação selvagem e gratuita apenas para criar “factos” e com isto manter-se, à distância, no centro das atenções do circo mediático local. A cómoda distância que também a protege do ponto de vista da responsabilização, pois não creio que a sua postura fosse a mesma, se estivesse entre nós, pelo que haverá também aí o elemento cobardia a estruturar a sua estratégia.
Nunca fui frequentador assíduo do seu blog, como não sou de nenhum outro, para além do meu, por razões demasiado óbvias. As poucas referências feitas inicialmente a PS aqui no “morrodamaianga” até foram simpáticas, tendo trocado com ela alguns emails a propósito de algumas questões mais pontuais. Lembro-me de lhe ter perguntado sobre as razões de um brutal ataque desferido por ela contra o Gustavo Costa.
Do “koluki” ultimamente vou tendo notícias a espaços através de terceiros que fazem questão de me enviar os links, onde às vezes sou tido e achado pela dita senhora em situações que não me agradam muito, apenas pelo simples facto de não corresponderem à verdade do que se passa e muito menos do que se passou.
No meu caso particular e para além de todas as ofensas/insultos que me tem dirigido, não tenho qualquer dúvidas em afirmar, alto e em bom som, que PS é efectivamente uma grande mentirosa. Não vou discutir aqui o pormenor de acusações tão absurdas e tão sem nexo.
Como “consolo” resta-me saber que a estranha fixação de PS na minha pessoa não é exclusiva, pois ela reparte as suas "sangrentas" atenções por outras pessoas que conheço bastante bem e que naturalmente se queixam dos recorrentes “mimos” que têm sido alvo por parte da "poetisa" (ou pitonisa?) e antiga jornalista da Angop.
Aparentemente há nestes sistemáticos ataques pessoais um misto de narcisismo e de esquizofrenia, para além da cobardia já referida, a qual se poderá acrescentar a ma fé, pois PS tem o seu blog bloqueado, não permitindo que as pessoas por ela atacadas, com direito à fotografia e tudo, exerçam em tempo oportuno o direito de resposta.
Não há pois qualquer interesse da sua parte em discutir seja o que for no âmbito da liberdade de expressão e do debate contraditório de ideias de que somos incondicionais adeptos e promotores.
Haverá, provavelmente, muito mais a explicar esta deriva de PS, que já se arrasta há vários anos, sendo, contudo, convergentes algumas opiniões que chegaram ao meu conhecimento, segundo as quais, a “jovem” não se encontra nada bem do ponto de vista da sua saúde mental, o que a confirmar-se só nos pode deixar bastante tristes, pois sabemos que tais patologias são muito difíceis de tratar e de gerir.

(...)


• 25/11/11 - "Limitacoes, Sorry...":

"Pela primeira vez neste blog, após cerca de 4 anos de existência do mesmo, sou forçado a accionar a moderação de comentários, em virtude de estar a ser alvo de ataques sistemáticos por parte da predadora Paula Santana, cujo estado "terminal" é cada mais preocupante para os conceitos que defendo e respeito em matéria de higiene e salubridade no ciberespaço."


Tal como a sua autora, este blog, que conta com leitores em praticamente todos os paises do mundo (186) e com uma significativa projecccao a nivel global, tem uma historia de ja’ mais de cinco anos (note-se, a este proposito, que e' mais velho que o 'Morro da Maianga' de RS, ou que o 'Novo Jornal' de GC!...) que fala por si propria e permite aos seus leitores formularem os seus proprios juizos de valor sobre os inqualificaveis ataques contra a minha pessoa desferidos por RS nos posts acima citados, tanto na blogosfera como no facebook.

Por essa razao [excepto para afirmar peremptoriamente que as alegacoes feitas no ultimo desses posts, entitulado "Limitacoes, Sorry...", sao ridicula e asquerosamente falsas, porquanto nada mais fiz do que colocar no seu blog, em cada um dos posts em questao, sem qualquer comentario, os links aos meus posts de resposta, o que constitui um direito inalienavel em foros jornalisticos e de opiniao na, ou fora da, blogosfera, na internet e nos media em geral. Acontece que ele apagou os links e no dia seguinte eu voltei a la' coloca-los com este comentario: "Kumo e' kota? Esta' muito nervoso! Eu pensei que aki nao havia censura - ou tera' sido o "nosso big brother" que "engoliu" os links que aqui coloquei ontem? Se sim, entao aqui ficam de novo: votos de boa leitura!" Ao que ele em seguida encerrou o espaco de comentarios e emitiu aquele post... logo, a sua "desculpa esfarrapada" para o encerramento do seu espaco de comentarios tem claramente a ver com tudo, nomeadamente negar-me o meu direito de resposta, a necessidade de ocultar algumas "pistas mais comprometedoras" e o facto de pelo menos 99% dos comentarios nele feitos serem da sua propria autoria sob "identidades" forjadas, menos com o que quer que seja que tenha a ver comigo...], nao me permitirei dignificar os seus criminosos ataques a minha dignidade pessoal com qualquer resposta, a nao ser para sublinhar em seguida o que eles constituem de violacoes dos meus DIREITOS HUMANOS, tanto a luz da Declaracao Universal dos Direitos Humanos e da Declaracao de Pequim sobre os Direitos das Mulheres, como da Constituicao da Republica de Angola; dos Principios de Etica e Normas Deontologicas Reguladoras da Acividade Jornalistica Internacionalmente Consagrados e da Lei de Imprensa da Republica de Angola:


IV. VIOLACOES DOS MEUS DIREITOS HUMANOS


A. Da Declaracao Universal dos Direitos Humanos

Preâmbulo

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo VI
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII
Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo X
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI
Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

Artigo XII
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII
Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXVII
Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.


B. Da Declaracao de Pequim sobre os Direitos das Mulheres

8. À igualdade de direitos e à dignidade humana inerente a mulheres e homens e aos demais propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outros instrumentos internacionais de direitos humanos, em particular na Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e na Convenção sobre os Direitos da Criança, como também na Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres e na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento;

12. O fortalecimento e o avanço das mulheres, incluindo o direito à liberdade de pensamento, consciência, religião e crença, o que contribui para a satisfação das necessidades morais, éticas, espirituais e intelectuais de mulheres e homens, individualmente ou em comunidade, de forma a garantir-lhes a possibilidade de realizar seu pleno potencial na sociedade e organizar suas vidas de acordo com as suas próprias aspirações.

23. Garantir o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais às mulheres e meninas e adotar medidas efetivas contra a violação destes direitos e liberdades;

29. Prevenir e eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas;

32. Intensificar os esforços para garantir o exercício, em igualdade de condições, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todas as mulheres e meninas que enfrentam múltiplas barreiras para seu fortalecimento e avanços, em virtude de fatores como raça, idade, língua, origem étnica, cultura, religião, incapacidade/deficiência, ou por integrar comunidades indígenas;

34. Desenvolver o pleno potencial de meninas e mulheres de todas as idades, garantir sua plena participação, em condições de igualdade, na construção de um mundo melhor para todos, e promover seu papel no processo de desenvolvimento;


C. Da Constituicao da Republica de Angola


Artigo 22.º
(Princípio da universalidade)
1. Todos gozam dos direitos, das liberdades e das garantias constitucionalmente
consagrados e estão sujeitos aos deveres estabelecidos na Constituição e na lei.
2. Os cidadãos angolanos que residam ou se encontrem no estrangeiro gozam dos direitos, liberdades e garantias e da protecção do Estado e estão sujeitos aos deveres consagrados na Constituição e na lei.
3. Todos têm deveres para com a família, a sociedade e o Estado e outras instituições legalmente reconhecidas e, em especial, o dever de:
a) Respeitar os direitos, as liberdades e a propriedade de outrem, a moral, os
bons costumes e o bem comum;
b) Respeitar e considerar os seus semelhantes sem discriminação de espécie alguma e manter com eles relações que permitam promover, salvaguardar e reforçar o respeito e a tolerância recíprocos.

Artigo 23.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos são iguais perante a Constituição e a lei.
2. Ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua ascendência, sexo, raça, etnia, cor, deficiência, língua, local de nascimento, religião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas, grau de instrução, condição económica ou social ou profissão.

Artigo 26.º
(Âmbito dos direitos fundamentais)
1. Os direitos fundamentais estabelecidos na presente Constituição não excluem quaisquer outros constantes das leis e regras aplicáveis de direito internacional.
2. Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos e os tratados internacionais sobre a matéria, ratificados pela República de Angola.
3. Na apreciação de litígios pelos tribunais angolanos relativos à matéria sobre direitos fundamentais, aplicam-se os instrumentos internacionais referidos no número anterior, ainda que não sejam invocados pelas partes.

Artigo 30.º
(Direito à vida)
O Estado respeita e protege a vida da pessoa humana, que é inviolável.

Artigo 31.º
(Direito à integridade pessoal)
1. A integridade moral, intelectual e física das pessoas é inviolável.
2. O Estado respeita e protege a pessoa e a dignidade humanas.

Artigo 32.º
(Direito à identidade, à privacidade e à intimidade)
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, à capacidade civil,
à nacionalidade, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra e à reserva de intimidade da vida privada e familiar.
2. A lei estabelece as garantias efectivas contra a obtenção e a utilização, abusivas ou contrárias à dignidade humana, de informações relativas às pessoas e às famílias.

Artigo 34.º
(Inviolabilidade da correspondência e das comunicações)
1. É inviolável o sigilo da correspondência e dos demais meios de comunicação privada, nomeadamente das comunicações postais, telegráficas, telefónicas e telemáticas.
2. Apenas por decisão de autoridade judicial competente proferida nos termos da lei, é permitida a ingerência das autoridades públicas na correspondência e nos demais meios de comunicação privada.

Artigo 36.º
(Direito à liberdade física e à segurança pessoal)
1. Todo o cidadão tem direito à liberdade física e à segurança individual.
2. Ninguém pode ser privado da liberdade, excepto nos casos previstos pela Constituição e pela lei.
3. O direito à liberdade física e à segurança individual envolve ainda:
a) O direito de não ser sujeito a quaisquer formas de violência por entidades públicas ou privadas;
b) O direito de não ser torturado nem tratado ou punido de maneira cruel, desumana ou degradante;
c) O direito de usufruir plenamente da sua integridade física e psíquica;
d) O direito à segurança e controlo sobre o próprio corpo;

Artigo 40.º
(Liberdade de expressão e de informação)
1. Todos têm o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito e a liberdade de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício dos direitos e liberdades constantes do número anterior não pode ser impedido nem limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. A liberdade de expressão e a liberdade de informação têm como limites os direitos de todos ao bom nome, à honra e à reputação, à imagem e à reserva da intimidade da vida privada e familiar, a protecção da infância e da juventude, o segredo de Estado, o segredo de justiça, o segredo profissional e demais garantias daqueles direitos, nos termos regulados pela lei.
4. As infracções cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei.
5. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, nos termos da lei e em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.

Artigo 42.º
(Propriedade intelectual)
1. É livre a expressão da actividade intelectual, artística, política, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
2. Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

Artigo 46.º
(Liberdade de residência, circulação e emigração)
2. Todo o cidadão é livre de emigrar e de sair do território nacional e de a ele regressar, sem prejuízo das limitações decorrentes do cumprimento de deveres legais.

Artigo 48.º
(Liberdade de associação)
3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.

Artigo 49.º
(Liberdade de associação profissional e empresarial)
3. As normas deontológicas das associações profissionais não podem contrariar a ordem constitucional e os direitos fundamentais da pessoa humana nem a lei.

Artigo 73.º
(Direito de petição, denúncia, reclamação e queixa)
Todos têm o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos órgãos de soberania ou quaisquer autoridades, petições, denúncias, reclamações ou queixas, para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral, bem como o direito de ser informados em prazo razoável sobre o resultado da respectiva apreciação.


V. VIOLACOES DOS PRINCIPIOS DE ETICA E NORMAS DEONTOLOGICAS REGULADORAS DA ACTIVIDADE JORNALISTICA INTERNACIONALMENTE CONSAGRADOS


"Historicamente, a mídia recusa a adoção de uma perspectiva de gênero em seus conteúdos e reforça os estereótipos de gênero, raça e etnia, limitando a veiculação da opinião das mulheres em geral e invisibilizando a participação das mulheres negras e indígenas em todas as esferas da sociedade. Estas últimas, em razão da combinação do sexismo, do racismo e do etnocentrismo, estão na base da sub-representação, não têm suas demandas específicas contempladas na agenda midiática e ainda enfrentam o estereótipo de inferioridade intelectual, estética e moral."
[Extracto daqui]


O jornalista não pode:

• Impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
• Expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
• Usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
• Valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
• Divulgar informações:
- visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
- de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
- obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

O jornalista não deve:

Ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

É dever do jornalista:

• Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
• Defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;
• Tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
• Denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
• Combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza;
• Evitar métodos ocultos ou sub-reptícios de coletar informação, exceto quando os métodos abertos tradicionais não podem revelar informações vitais para o público. O uso desses métodos deve ser explicado como parte da história;
• Promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
• Buscar diligentemente os personagens das notícias, para dar-lhes a oportunidade de responder a acusações;
• Examinar seus próprios valores culturais e evitar impor esses valores aos outros;
• Apoiar o intercâmbio aberto de visões de mundo, mesmo de visões consideradas repugnantes;
• Dar voz a quem não a tem; fontes oficiais e não-oficiais de informação podem ser igualmente válidas;
• Mostrar compaixão por aqueles que podem ser afetados negativamente pela cobertura jornalística. Usar sensibilidade especial ao tratar com crianças e fontes e personagens inexperientes;
• Ser sensível ao procurar ou usar entrevistas ou fotos daqueles afetados por tragédias ou aflição;
• Reconhecer que coletar e relatar a informação pode causar prejuízo ou desconforto. A busca da notícia não dá direito à arrogância;
• Reconhecer que os indivíduos particulares têm mais direito a controlar a informação sobre si próprios do que os ocupantes de cargos públicos e outros que buscam poder, influência ou atenção. Somente uma extrema necessidade pública pode justificar a intromissão na privacidade de qualquer um;
• Demonstrar bom gosto. Evitar o estímulo de curiosidades sensacionalistas;
• Encorajar o público a expressar discordâncias com a imprensa;
• Admitir erros e corrigi-los prontamente;
• Expor práticas anti-éticas de jornalistas e da imprensa em geral;
• Agir pelos mesmos altos padrões pelos quais julgam os outros;
• Contar com confiança a história da diversidade e magnitude da experiência humana, mesmo quando isso for impopular;
• Relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público;
• Combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais;
• Assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência;
• Recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.


VI. VIOLACOES A LEI DE IMPRENSA DA REPUBLICA DE ANGOLA


Artigo 4°
(Interpretação e integração)

Artigo 6º
(Garantia da liberdade de imprensa)

Artigo 7.º
(Limites ao exercício da liberdade de imprensa)

Artigo 18.º
(Deveres dos jornalistas)

Artigo 64.º
(Pressupostos do direito de resposta e de rectificação)

Artigo 74.º
(Crime de abuso de liberdade de imprensa)


VII. CONSIDERACOES FINAIS


A. PEDIDO DE REPARACOES

Perante o acima exposto, exijo de RS a reparacao dos danos a minha dignidade pessoal causados pelos seus actos, tanto publicos (os posts citados no ponto III.) como privados (as accoes de 'hacking' e sabotagem denunciadas no ponto II.).

Tal reparacao devera' assumir a forma de um PEDIDO DE DESCULPAS PUBLICAS no blog 'Morro da Maianga' e na pagina de RS no Facebook e a retirada em ambos os sites dos posts citados no ponto III. desta Denuncia Publica nos proximos 30 dias (a contar a partir de 10 de Janeiro de 2012).

Caso tal reparacao nao se verifique, reservar-me-ei o direito de prosseguir este processo com uma QUEIXA CRIME ao abrigo das disposicoes legais nacionais e internacionais aplicaveis.


B. APELO


As autoridades competentes da Republica de Angola, nomeadamente:

- O Presidente da Republica
- A Procuradoria Geral da Republica
- O Provedor de Justica
- O Ministerio da Justica
- O Ministerio da Comunicacao Social
- O Ministerio das Telecomunicacoes e Tecnologias da Informacao
- O Ministerio da Familia e da Promocao da Mulher
- O Conselho Nacional da Comunicacao Social
- O Conselho de Etica e Deontologia do Sindicato dos Jornalistas Angolanos
- As Organizacoes Humanitarias e da Sociedade Civil Nacionais e Internacionais
- A Todas as Pessoas de Bem, de Boa Fe' e de Boa Vontade


Ao abrigo dos artigos 22.º (2. "Os cidadãos angolanos que residam ou se encontrem no estrangeiro gozam dos direitos, liberdades e garantias e da protecção do Estado e estão sujeitos aos deveres consagrados na Constituição e na lei.") e 40º (4. "As infracções cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei." e 5. "A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, nos termos da lei e em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.") da Constituicao da Republica de Angola e do Artigo VIII da Declaracao Universal dos Direitos Humanos ("Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.") apelo a que concedam a devida atencao e o necessario tratamento a esta Denuncia Publica e ao Pedido de Reparacoes nela formulado.


Ana Paula Santana
Cidada Angolana
Londres, Dezembro 2011 - Janeiro 2012








"Contemplar um crime em silêncio é cometê-lo"
José Martí



= DENUNCIA PUBLICA =
Contra o "Jornalista" Reginaldo Silva (RS)





“Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios!...”
(RS)



I. BACKGROUND

Ponto Previo:

Aos leitores desta denuncia pede-se o especial cuidado de terem em conta que “nada do que parece e’”, prima facie (de facto, "o inverso e' o verdadeiro"...), em todos os posts do blog 'Morro da Maianga' (morrodamaianga.blogspot.com) de Reginaldo Silva (RS) aqui citados. Pede-se igualmente que facam o favor de usar a sua faculdade de “ler entre linhas”. Pede-se ainda que considerem como “pano de fundo” a esta denuncia as consideracoes tecidas neste post, neste e neste.

1. O primeiro “episodio oficial” da espiral de violencia contra a minha pessoa que agora culmina nesta denuncia foi registado neste post de 06/05/10, que dirigi a RS em relacao a algumas “criticas” por si feitas 'a forma como vinha (e ainda venho) reagindo 'a CAMPANHA de que tenho sido vitima por parte de alguma imprensa angolana, especialmente desde a criacao deste blog. Tais “criticas” foram formuladas neste seu post de 05/05/10, em que afirma nomeadamente:

"(...) Como se sabe, o chamado criticismo também pode não ser a melhor solução para se resolverem os problemas. O nosso acordo termina, entretanto, imediatamente quando o alvo da crítica passamos a ser nós, se a mesma não nos agradar por algum motivo. Aí a crítica deixa de possuir as grandes virtualidades que teoricamente lhe reconhecemos, para passar a ser um ataque, uma campanha, uma conspiração, um atentado, uma calúnia, uma injuria, uma difamação.(...)"

Sera' de referir, em particular, que no meu acima citado post em 'resposta', uso como epigrafe um extracto de um texto do director do Jornal de Angola, Jose’ Ribeiro (JR) – pessoa que, como e’ por demais consabido, RS tem erigido em seu “arqui-rival”. Igualmente de referencia e' o facto de JR ter sido meu colega na Agencia Angola Press (ANGOP) ha' mais de 30 anos e de RS ter vindo a retratar todos os jornalistas que estao, ou estiveram, de alguma maneira ligados a Comunicacao Social Publica em Angola como "servidores do poder" - aparentemente, excepto a ele proprio e (por razoes "corporativistas" e de "proteccao pessoal") 'a Secretaria Geral da Uniao dos Jornalistas Angolanos, Luisa Rogerio!...

2. Seguiu-se a correspondencia por email entre mim e RS, ocorrida a 11/06/10 e registada no espaco de comentarios deste post, igualmente por referencia ao citado texto de JR e ao “amigo do peito” de RS, Gustavo Costa (GC), actual director-adjunto do Novo Jornal.

3. Posteriormente registaram-se os episodios por mim relatados neste post e, em particular, este post de RS, a 14/06/11, sobre a onda de manifestacoes ocorridas em Luanda, em relacao a primeira das quais eu havia tomado esta posicao, considerada “pro-regime” por RS e seus pares (vejam-se, para alem desse, os meus posicionamentos sobre a onda de manifestacoes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
Naquele post, RS faz pela primeira vez mencao aberta a “destruicao da (minha) reputacao”, recorrendo a uma "alegoria" similar a que aqui tinha feito poucos dias antes relativamente a sua "companheira" do partido politico Bloco Democratico (BD), Ana Clara Guerra Marques (ACGM) e "As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant":

“Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política. Quando vi os nossos “jornalistas” a aderirem ao novo “projecto” lembrei-me de imediato de um filme que já vi há muito tempo nos anos 70 e que se chamava (continua a chamar-se) a “A Honra Perdida de Katharina Blum”, feito com base na obra do romancista alemão Heinrich Böll, galardoado com o Nobel da Literatura. É um retrato de como o abuso de poder político e da mídia são capazes de destruir e desonrar a vida de uma pessoa inocente.”

De notar que, ja' ha' algum tempo, RS vinha fazendo o uso de "aspas" como "codigo especial" para as suas "mensagens" a mim dirigidas, mas apenas depois deste meu post de 10/05/11, em que pela primeira vez usei a palavra “jornalistas” entre aspas, ele tambem o comecou a fazer, como neste seu post datado de 06/06/11, em que, tal como no post acima referido, faz mencao ao “aumento da violencia politica nos media” e aos “jornalistas” do “novo projecto” (note-se como o "projecto" em questao se relaciona com o que aqui me referia em mensagem ao ex-director do Semanario Angolense (SA), Graca Campos - tambem meu antigo colega na ANGOP -, a proposito dos ataques pessoais nao provocados a mim dirigidos por Elizabeth Ceita (EC) e Inocencia Mata (IM), ambas ligadas ao BD: "(...) Mas... peco-te o favor de nao "arrolares" o meu nome na mesma conversa com os dessas 'donas' - mesmo porque os nossos nomes nunca estiveram associados ao "mesmo projecto", eu nao uso oculos, nunca li nenhum livro, nao conheco nenhum mundo e elas nao gostam de ser misturadas com "todo o mundo"... OK?!"), terminando com uma frase que vem repetindo nos varios posts visando o aumento da violencia dos "jornalistas" que ele supostamente representa contra a minha pessoa e a destruicao da minha reputacao - "Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política.":

"(...) Os "jornalistas" estão a patrocinar o "projecto", sendo, aliás, responsáveis pela execução da sua parte mais sensível e perturbadora, considerando a existência nesta "cooperação" de graves violações da ética profissional.
Só mesmo colocando-lhes as aspas em cima é possível entender o seu papelão em toda esta campanha de violência/intimidação política contra cidadãos que não cometeram nenhum crime de lesa-pátria.
Não é possível que jornalistas sem aspas possam fazer a "cobertura" de tais actos, sem questionarem a sua autenticidade, a sua origem, legitimando-os como sendo reacções naturais.
Preparem-se para o pior, pois nesta terra nada está tão mal que não possa ficar ainda pior, particularmente em matéria de violências para todos os gostos e feitios, começando pela já endémica violência institucional/violência política.
PS- Mais informações sobre estas e outras makas com a versão dos manifestantes sem aspas em http://centralangola7311.net/.
Esta informação é particularmente dirigida aos jornalistas com aspas.(...)"



4. Todavia, a questao das manifestacoes constituiu apenas a "ponta do iceberg", uma vez que a onda de ataques mais incisivos a minha pessoa por parte de elementos afectos a FpD/BD haviam comecado a tornar-se mais persistentes quando tomei as posicoes aqui registadas em relacao a dois 'bloggers' ("jornalistas"?) ditos "angolano-portugueses" baseados em Portugal e a sabotagem da minha colaboracao com o Global Voices Online (GVO), especialmente desde que para aquele site fiz a cobertura do blog de um certo "jornalista e homem" angolano...

Tais ataques acentuaram-se por altura das minhas tomadas de posicao sobre os resultados eleitorais das legislativas de 2008 (registadas, entre outros lugares neste blog, aqui, aqui e aqui) e multiplicaram-se na sequencia deste meu post sobre "a tarefa de substituir JES", por eles considerado "mais uma demonstracao de bajulacao e lambebotismo" ao poder da minha parte!...

De especial referencia e' o facto de eu ter feito esforcos no sentido de incluir no meu trabalho para o GVO vozes da sociedade civil e da oposicao angolana, tendo para tanto solicitado algumas entrevistas a alguns dos seus representantes incluindo a um dirigente da entao FpD (isto foi mais de um ano antes das legislativas de 2008 - quando eles ainda estavam "convencidos de que sairiam delas pelo menos em terceiro lugar"...), cujo resultado se pode aqui verificar...

Mas, apesar dessa "resposta" ao meu "atrevimento", cerca de tres meses depois publiquei um artigo no Africanpath, respigado no GVO, entitulado "Angola: The Rise of Civil Society" em que mencionava as accoes de varios membros da sociedade civil e da oposicao politica angolana, incluindo FVL, tendo este circulado por email uma referencia aquele meu artigo no "Google News Alert" a uma lista de pessoas em que me incluia, mas sem qualquer palavra - ja' nao direi de "agradecimento", mas pelo menos de "comentario" -, pelo que lhe respondi da forma que se pode verificar aqui...

Depois deste meu post sobre o mesmo personagem dois anos depois - o qual me foi motivado por um artigo de EC no SA em que a ele se referia como "o unico verdadeiro humanista e democrata entre os estudantes da 'velha guarda' em Portugal" -, comecei a ser selvatica e histericamente atacada por EC e IM, tendo esta "respondido" ao titulo daquele meu post, "O Homo Democraticus", com um artigo no SA entitulado "O Homo Insapiens", que terminava com um tristemente celebre "convem sabermos sempre o que nos espera"!

E tudo isso enquanto me via confrontada com a campanha de odio e racismo de ACGM no seu blog "As Vezes (des)Organizo-me em Palavras", por entre ataques virulentos e ameacas de morte no Novo Jornal como este e esta, "homilias sobre valores e principios (a)morais" como esta e "(des)humanizacoes" como as que deram origem a este post!

Os ataques, ameacas e assedio continuo registaram-se tanto na imprensa como na blogosfera e tambem por email, ao ponto de, a dada altura, eu me ter visto forcada a responder-lhes desta forma!


5. Como parte deste background, nao posso deixar de referir o facto de que ha' muito venho sendo vitima de violacoes da minha privacidade e intimidade atraves de accoes de escuta e vigia e agora de violacao dos meus enderecos na internet. Tais accoes registaram-se particularmente durante o periodo em que estive a estudar em Portugal (onde fui alvo, entre outras "estranhas ocorrencias", de um episodio muito similar ao que aqui relato), tendo (por entre uma "triste e 'inacreditavel' historia", na qual recentemente toquei ao de leve aqui, envolvendo um "radialista" portugues ou "luso-angolano", que se manifestou de forma muito similar 'a que agora e' protagonizada por RS, sendo que, em ambos os casos, todas as manifestacoes de abuso do 'quarto p(h)oder' de que se julgam "detentores absolutos" aqui denunciadas se revelaram a saciedade, apenas com a "ligeira diferenca" de que eu agora estou em condicoes de os desmascarar publicamente, responder aos seus ataques e apresentar provas das suas cobardes e criminosas agressoes - por isso afirmava aqui, parafraseando o 'Gracita': "cair duas vezes no mesmo buraco e' sinal de burrice e eu garanto-vos que nao sou burra!"...), acabado por estar na base da minha evacuacao de emergencia de Lisboa para Londres em 1995. O mesmo aconteceu durante o periodo em que estive a trabalhar no Secretariado da SADC, tendo igualmente estado na base das razoes que me levaram a abandonar aquela organizacao. Tenho fortes razoes para acreditar que em tais accoes participaram e/ou a elas tiveram acesso elementos ligados a imprensa, incluindo RS, que venhem, com um extraordinario sentido de impunidade (!), alimentando a CAMPANHA de que tenho sido vitima, especialmente desde que criei este blog. E', alias, pelo menos em parte, dai que proveem algumas das doentias obcessoes e fixacoes de que tenho sido vitima e que se teem revelado tao tenebrosamente ao longo desta campanha.
E, por tudo isso, venho afirmando que ha' muito me vejo "perseguida como um animal"!...


6. RS prosseguiu a sua escalada de violencia virtual contra a minha pessoa com posts como este, "em resposta" a este forward que eu lhe enviara dois dias antes, como aqui mencionei!...


II. Hacking e Sabotagem do meu blog (koluki.blogspot.com) e endereco electronico (koluki@yahoo.co.uk) e de outras contas minhas na internet

1. A 02/11/11, pouco depois de, no mesmo dia, eu ter feito este post sobre um artigo de IM no SA, RS emite este post (atente-se bem no titulo: "A hora e a vez do nosso big brother" - i.e. "nao e' so' o 'poder' que pode ser ou ter big brother, nos tambem podemos e 'chegou a nossa hora e a nossa vez'!), em que, na senda do seus posts mencionados no ponto 3. acima, volta a referir-se ao "aumento da violencia na internet" (... note-se que nao se refere a "violencia contra os manifestantes nas ruas de Luanda"!...) e ao "preparem-se para o pior!":

"Na NET os ataques virais vão intensificar-se e vão ser cada vez mais arrasadores. Preparem-se para o pior!
(...)
Do alto deste morro, onde se encontra localizado o observatório independente da Maianga, o meu boletim meteorológico especial vai produzir nos próximos dias informação pontual sobre as ocorrências concretas desta subida brutal de temperatura na Internet, mas não só.
A qualidade/velocidade da nossa "banda larga" vai piorar todos os dias. Os cortes no serviço vão ser constantes e irritantes.
Vamos ter saudades da rapidez dos tempos do tãn-tãn.
Vamos finalmente conhecer a verdadeira dimensão do nosso BIG-BROTHER..."



2. A 04/11/11, encontrava-me a trabalhar num computador de uma biblioteca publica ao lado de um companheiro Ghanense, Sly Quarcoopome, que fazia o mesmo e com quem conversava a proposito do meu post sobre este livro sobre os Black Panthers, que ambos tinhamos compulsado dias antes na mesma biblioteca e que eu postara a proposito do Black History Month, durante a celebracao do qual no ano passado ele tinha sido um dos oradores num dos eventos na mesma biblioteca que aqui na altura reportei.

Ele pediu-me que lhe enviasse o link, o que fiz atraves deste email. Depois de ele ter lido aquele post continuou a visitar o meu blog, onde ao ler este post sobre Gaddafi disse-me que "concordava inteiramente com o que eu ali dizia", ao que eu lhe respondi: "entao escreve ai no blog - faz um comentario ao post"... O que ele imediatamente fez - eu vi-o fazer o comentario ali mesmo ao meu lado! -, so' que... passaram-se varias horas, durante as quais por varias vezes, como eu nao recebia o comentario no meu blog, lhe perguntei se ele tinha mesmo enviado o comentario e ele me respondeu que sim e que tinha recebido a confirmacao! Pedi-lhe que o escrevesse novamente e o reenviasse e ele assim o fez, tendo-me mostrado a confirmacao do envio no computador dele, mas... aquele segundo comentario tambem nunca chegou ao meu blog!

Naquele mesmo dia, e de uma forma como nunca antes me tinha acontecido, a "qualidade e velocidade da minha banda larga" realmente fez-me "ter saudades da velocidade dos tempos do ta-ta": Levou-me pelo menos tres (3) horas para fazer o que normalmente me levaria uma (1) hora! Mais do que isso, "os cortes no serviço foram constantes e irritantes": em varias ocasioes durante aquela tarde, o sistema tornou-se completamente "congelado" e uma funcionaria da biblioteca que tem feito a extensao do tempo de uso do computador a mim alocado a partir do sistema central disse-me que naquele dia tinha havido pelo menos uma ocasiao em que ela tinha tentado fazer a extensao mas nao conseguiu porque o meu computador tinha simplesmente "desaparecido do sistema" - o que apenas acontecera com aquele computador e nunca tinha antes acontecido!

Em suma: fiquei realmente "a finalmente conhecer a verdadeira dimensão do nosso BIG-BROTHER..." como ameacava RS dois dias antes!

De notar igualmente que naquele mesmo dia 04/11/11 eu publicara este post em resposta a uma materia relacionada no blog de ACGM.


3. A 08/11/11, RS cumprindo a sua "promessa" de "do alto deste morro, onde se encontra localizado o observatório independente da Maianga, o meu boletim meteorológico especial vai produzir nos próximos dias informação pontual sobre as ocorrências concretas desta subida brutal de temperatura na Internet, mas não só", emite este post "auto-confessionario e vangloriatorio" (mais uma vez, atente-se no titulo: "Big Brother na area?" - i.e. "Big Brother 'na tua area'?") em que se refere a supostas "queixas" por parte de uma regular "comentarista" claramente "ficticia" do seu blog - NIURA - e fazendo referencia a "ausencia de comentarios ha' muito tempo" por outras "comentaristas" igualmente "ficticias" como "Akssana" e "Assidua" (... e, ja' agora, veja-se a "verdadeira dimensao do "nosso big brother" na blogosfera aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui...), sobre supostos "comentarios desaparecidos" no seu blog, usando o "codigo especial" das aspas repetidamente na palavra "desaparecimentos" e terminando-o com uma referencia a "violacao do email" afirmando que "pode ir atras deles (comentarios) mesmo que lhe de mais trabalho" e terminando com um "keep in touch" que, como aqui se pode verificar, ja' me era familiar... porem desta vez num tom e contexto clara e sinistramente ameacadores!


4. Outro facto relacionado digno de registo foi a drastica reducao do numero de comentarios e links aos meus posts desde que RS criou o seu 'Morro da Maianga', sendo igualmente suspeito o "aparentemente inexplicavel" corte da maior parte dos links as versoes integrais dos artigos incluidos na minha serie "Ecos da Imprensa Angolana".


5. Ha' igualmente fortes indicios - a que apenas nao chamarei "provas" devido a dificuldade de o provar, dada a propria natureza desse tipo de crime -, de que RS tera' igualmente violado os meus enderecos electronicos e outras contas minhas na internet. Tais indicios podem ser encontrados em algumas das suas "mensagens codificadas" no seu blog e tambem, por exemplo, atraves destas mensagens de alerta do provedor de uma dessas minhas contas - a qual nao tenho duvidas de que foi efectivamente violada, uma vez que encontrei nela fotos que eu havia publicado neste blog, mas que nunca la' tinha colocado!


6. Nas ultimas semanas registaram-se igualmente estranhos "desaparecimentos" de alguns dos meus links no Twitter.


III. ATAQUES AO MEU BOM NOME, REPUTACAO E DIGNIDADE PESSOAL

Em resposta 'a minha reaccao ao hacking e sabotagem do(s) meu(s) blog(s) - e aqui acrescento-lhe o plural uma vez que quem tenha acesso a um dos blogs pode aceder a todos os outros -, RS emite - como, de resto, ja' o vinha fazendo desde o inicio, nas entrelinhas e nos comentarios do seu blog -, uma serie de posts gravemente atentatorios da minha dignidade pessoal, tanto no blog 'Morro da Maianga' como na sua pagina no Facebook:

• 12/11/11 - "(...) Paula Santana, uma predadora à solta no ciberespaço...":

"Sinceramente, devo confessar, nunca me deparei na Net com um "caso de estudo (psiquiátrico)" tão complicado, como é este que Ana Paula Santana e o seu blog koluki encarna.
Fica claro, desde logo, que PS tem uma "relação sexual solitária" com a sua escrita, por isso quanto mais escreve, mais "satisfeita" se sente, por isso escreve muito, escreve sobre tudo e muito particularmente sobre o nada, escreve em português, copia em inglês, passa a vida a juntar palavras insultuosas e a garimpar os conteúdos dos outros em verdadeiras acções de rapina.
Na sua "arte" de falar/escrever mal (quase) de toda a gente, ela, vivendo algures não sei onde (só sei que não é na banda), é verdadeiramente imbatível e incansável, só que se "esqueceu" que as outras pessoas, all this years, também se cansaram dela e das suas patetices.
Foi o meu caso, definitivamente...
*Koluki- Segundo a sua autora, a predadora PS, é um "um blog em que se cometem ‘delitos de opinião’ contra todos os 'p(h)oderes'…”(sic)
Koluki é um blog que funciona em regime de apertada censura. PS não permite o direito de resposta, nem o debate das questões que ela própria "levanta". A predadora só publica as opiniões que lhe agradam."



• 13/11/11 - "A situação de Paula Santana pode ter-se agravado...":

"Depois de termos tido contacto com o seu último post, tudo leva a crer que o descontrolo emocional de Paula Santana se tenha agravado.
No balão desta pic está a mensagem que ele gostaria de ter enviado, mas ainda não enviou por razões que percebemos perfeitamente devido ao seu estado confuso."



• 14/11/11 - "Paula Santana - Um caso de estudo":

(...)
Acontece de tempos em tempos, sempre que os seus azeites a aconselhem a produzir mais umas patetices absurdas, “género literário”, que ela faz questão de cultivar de forma compulsiva, quase até à exaustão.
Fui aconselhado a não reagir com o argumento de que era exactamente isto que PS mais desejava no âmbito do que parece ser uma estratégia barata de promoção pessoal através da provocação selvagem e gratuita apenas para criar “factos” e com isto manter-se, à distância, no centro das atenções do circo mediático local. A cómoda distância que também a protege do ponto de vista da responsabilização, pois não creio que a sua postura fosse a mesma, se estivesse entre nós, pelo que haverá também aí o elemento cobardia a estruturar a sua estratégia.
Nunca fui frequentador assíduo do seu blog, como não sou de nenhum outro, para além do meu, por razões demasiado óbvias. As poucas referências feitas inicialmente a PS aqui no “morrodamaianga” até foram simpáticas, tendo trocado com ela alguns emails a propósito de algumas questões mais pontuais. Lembro-me de lhe ter perguntado sobre as razões de um brutal ataque desferido por ela contra o Gustavo Costa.
Do “koluki” ultimamente vou tendo notícias a espaços através de terceiros que fazem questão de me enviar os links, onde às vezes sou tido e achado pela dita senhora em situações que não me agradam muito, apenas pelo simples facto de não corresponderem à verdade do que se passa e muito menos do que se passou.
No meu caso particular e para além de todas as ofensas/insultos que me tem dirigido, não tenho qualquer dúvidas em afirmar, alto e em bom som, que PS é efectivamente uma grande mentirosa. Não vou discutir aqui o pormenor de acusações tão absurdas e tão sem nexo.
Como “consolo” resta-me saber que a estranha fixação de PS na minha pessoa não é exclusiva, pois ela reparte as suas "sangrentas" atenções por outras pessoas que conheço bastante bem e que naturalmente se queixam dos recorrentes “mimos” que têm sido alvo por parte da "poetisa" (ou pitonisa?) e antiga jornalista da Angop.
Aparentemente há nestes sistemáticos ataques pessoais um misto de narcisismo e de esquizofrenia, para além da cobardia já referida, a qual se poderá acrescentar a ma fé, pois PS tem o seu blog bloqueado, não permitindo que as pessoas por ela atacadas, com direito à fotografia e tudo, exerçam em tempo oportuno o direito de resposta.
Não há pois qualquer interesse da sua parte em discutir seja o que for no âmbito da liberdade de expressão e do debate contraditório de ideias de que somos incondicionais adeptos e promotores.
Haverá, provavelmente, muito mais a explicar esta deriva de PS, que já se arrasta há vários anos, sendo, contudo, convergentes algumas opiniões que chegaram ao meu conhecimento, segundo as quais, a “jovem” não se encontra nada bem do ponto de vista da sua saúde mental, o que a confirmar-se só nos pode deixar bastante tristes, pois sabemos que tais patologias são muito difíceis de tratar e de gerir.

(...)


• 25/11/11 - "Limitacoes, Sorry...":

"Pela primeira vez neste blog, após cerca de 4 anos de existência do mesmo, sou forçado a accionar a moderação de comentários, em virtude de estar a ser alvo de ataques sistemáticos por parte da predadora Paula Santana, cujo estado "terminal" é cada mais preocupante para os conceitos que defendo e respeito em matéria de higiene e salubridade no ciberespaço."


Tal como a sua autora, este blog, que conta com leitores em praticamente todos os paises do mundo (186) e com uma significativa projecccao a nivel global, tem uma historia de ja’ mais de cinco anos (note-se, a este proposito, que e' mais velho que o 'Morro da Maianga' de RS, ou que o 'Novo Jornal' de GC!...) que fala por si propria e permite aos seus leitores formularem os seus proprios juizos de valor sobre os inqualificaveis ataques contra a minha pessoa desferidos por RS nos posts acima citados, tanto na blogosfera como no facebook.

Por essa razao [excepto para afirmar peremptoriamente que as alegacoes feitas no ultimo desses posts, entitulado "Limitacoes, Sorry...", sao ridicula e asquerosamente falsas, porquanto nada mais fiz do que colocar no seu blog, em cada um dos posts em questao, sem qualquer comentario, os links aos meus posts de resposta, o que constitui um direito inalienavel em foros jornalisticos e de opiniao na, ou fora da, blogosfera, na internet e nos media em geral. Acontece que ele apagou os links e no dia seguinte eu voltei a la' coloca-los com este comentario: "Kumo e' kota? Esta' muito nervoso! Eu pensei que aki nao havia censura - ou tera' sido o "nosso big brother" que "engoliu" os links que aqui coloquei ontem? Se sim, entao aqui ficam de novo: votos de boa leitura!" Ao que ele em seguida encerrou o espaco de comentarios e emitiu aquele post... logo, a sua "desculpa esfarrapada" para o encerramento do seu espaco de comentarios tem claramente a ver com tudo, nomeadamente negar-me o meu direito de resposta, a necessidade de ocultar algumas "pistas mais comprometedoras" e o facto de pelo menos 99% dos comentarios nele feitos serem da sua propria autoria sob "identidades" forjadas, menos com o que quer que seja que tenha a ver comigo...], nao me permitirei dignificar os seus criminosos ataques a minha dignidade pessoal com qualquer resposta, a nao ser para sublinhar em seguida o que eles constituem de violacoes dos meus DIREITOS HUMANOS, tanto a luz da Declaracao Universal dos Direitos Humanos e da Declaracao de Pequim sobre os Direitos das Mulheres, como da Constituicao da Republica de Angola; dos Principios de Etica e Normas Deontologicas Reguladoras da Acividade Jornalistica Internacionalmente Consagrados e da Lei de Imprensa da Republica de Angola:


IV. VIOLACOES DOS MEUS DIREITOS HUMANOS


A. Da Declaracao Universal dos Direitos Humanos

Preâmbulo

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo VI
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII
Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo X
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI
Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

Artigo XII
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII
Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXVII
Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.


B. Da Declaracao de Pequim sobre os Direitos das Mulheres

8. À igualdade de direitos e à dignidade humana inerente a mulheres e homens e aos demais propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outros instrumentos internacionais de direitos humanos, em particular na Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e na Convenção sobre os Direitos da Criança, como também na Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres e na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento;

12. O fortalecimento e o avanço das mulheres, incluindo o direito à liberdade de pensamento, consciência, religião e crença, o que contribui para a satisfação das necessidades morais, éticas, espirituais e intelectuais de mulheres e homens, individualmente ou em comunidade, de forma a garantir-lhes a possibilidade de realizar seu pleno potencial na sociedade e organizar suas vidas de acordo com as suas próprias aspirações.

23. Garantir o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais às mulheres e meninas e adotar medidas efetivas contra a violação destes direitos e liberdades;

29. Prevenir e eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas;

32. Intensificar os esforços para garantir o exercício, em igualdade de condições, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todas as mulheres e meninas que enfrentam múltiplas barreiras para seu fortalecimento e avanços, em virtude de fatores como raça, idade, língua, origem étnica, cultura, religião, incapacidade/deficiência, ou por integrar comunidades indígenas;

34. Desenvolver o pleno potencial de meninas e mulheres de todas as idades, garantir sua plena participação, em condições de igualdade, na construção de um mundo melhor para todos, e promover seu papel no processo de desenvolvimento;


C. Da Constituicao da Republica de Angola


Artigo 22.º
(Princípio da universalidade)
1. Todos gozam dos direitos, das liberdades e das garantias constitucionalmente
consagrados e estão sujeitos aos deveres estabelecidos na Constituição e na lei.
2. Os cidadãos angolanos que residam ou se encontrem no estrangeiro gozam dos direitos, liberdades e garantias e da protecção do Estado e estão sujeitos aos deveres consagrados na Constituição e na lei.
3. Todos têm deveres para com a família, a sociedade e o Estado e outras instituições legalmente reconhecidas e, em especial, o dever de:
a) Respeitar os direitos, as liberdades e a propriedade de outrem, a moral, os
bons costumes e o bem comum;
b) Respeitar e considerar os seus semelhantes sem discriminação de espécie alguma e manter com eles relações que permitam promover, salvaguardar e reforçar o respeito e a tolerância recíprocos.

Artigo 23.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos são iguais perante a Constituição e a lei.
2. Ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua ascendência, sexo, raça, etnia, cor, deficiência, língua, local de nascimento, religião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas, grau de instrução, condição económica ou social ou profissão.

Artigo 26.º
(Âmbito dos direitos fundamentais)
1. Os direitos fundamentais estabelecidos na presente Constituição não excluem quaisquer outros constantes das leis e regras aplicáveis de direito internacional.
2. Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos e os tratados internacionais sobre a matéria, ratificados pela República de Angola.
3. Na apreciação de litígios pelos tribunais angolanos relativos à matéria sobre direitos fundamentais, aplicam-se os instrumentos internacionais referidos no número anterior, ainda que não sejam invocados pelas partes.

Artigo 30.º
(Direito à vida)
O Estado respeita e protege a vida da pessoa humana, que é inviolável.

Artigo 31.º
(Direito à integridade pessoal)
1. A integridade moral, intelectual e física das pessoas é inviolável.
2. O Estado respeita e protege a pessoa e a dignidade humanas.

Artigo 32.º
(Direito à identidade, à privacidade e à intimidade)
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, à capacidade civil,
à nacionalidade, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra e à reserva de intimidade da vida privada e familiar.
2. A lei estabelece as garantias efectivas contra a obtenção e a utilização, abusivas ou contrárias à dignidade humana, de informações relativas às pessoas e às famílias.

Artigo 34.º
(Inviolabilidade da correspondência e das comunicações)
1. É inviolável o sigilo da correspondência e dos demais meios de comunicação privada, nomeadamente das comunicações postais, telegráficas, telefónicas e telemáticas.
2. Apenas por decisão de autoridade judicial competente proferida nos termos da lei, é permitida a ingerência das autoridades públicas na correspondência e nos demais meios de comunicação privada.

Artigo 36.º
(Direito à liberdade física e à segurança pessoal)
1. Todo o cidadão tem direito à liberdade física e à segurança individual.
2. Ninguém pode ser privado da liberdade, excepto nos casos previstos pela Constituição e pela lei.
3. O direito à liberdade física e à segurança individual envolve ainda:
a) O direito de não ser sujeito a quaisquer formas de violência por entidades públicas ou privadas;
b) O direito de não ser torturado nem tratado ou punido de maneira cruel, desumana ou degradante;
c) O direito de usufruir plenamente da sua integridade física e psíquica;
d) O direito à segurança e controlo sobre o próprio corpo;

Artigo 40.º
(Liberdade de expressão e de informação)
1. Todos têm o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito e a liberdade de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício dos direitos e liberdades constantes do número anterior não pode ser impedido nem limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. A liberdade de expressão e a liberdade de informação têm como limites os direitos de todos ao bom nome, à honra e à reputação, à imagem e à reserva da intimidade da vida privada e familiar, a protecção da infância e da juventude, o segredo de Estado, o segredo de justiça, o segredo profissional e demais garantias daqueles direitos, nos termos regulados pela lei.
4. As infracções cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei.
5. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, nos termos da lei e em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.

Artigo 42.º
(Propriedade intelectual)
1. É livre a expressão da actividade intelectual, artística, política, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
2. Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

Artigo 46.º
(Liberdade de residência, circulação e emigração)
2. Todo o cidadão é livre de emigrar e de sair do território nacional e de a ele regressar, sem prejuízo das limitações decorrentes do cumprimento de deveres legais.

Artigo 48.º
(Liberdade de associação)
3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.

Artigo 49.º
(Liberdade de associação profissional e empresarial)
3. As normas deontológicas das associações profissionais não podem contrariar a ordem constitucional e os direitos fundamentais da pessoa humana nem a lei.

Artigo 73.º
(Direito de petição, denúncia, reclamação e queixa)
Todos têm o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos órgãos de soberania ou quaisquer autoridades, petições, denúncias, reclamações ou queixas, para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral, bem como o direito de ser informados em prazo razoável sobre o resultado da respectiva apreciação.


V. VIOLACOES DOS PRINCIPIOS DE ETICA E NORMAS DEONTOLOGICAS REGULADORAS DA ACTIVIDADE JORNALISTICA INTERNACIONALMENTE CONSAGRADOS


"Historicamente, a mídia recusa a adoção de uma perspectiva de gênero em seus conteúdos e reforça os estereótipos de gênero, raça e etnia, limitando a veiculação da opinião das mulheres em geral e invisibilizando a participação das mulheres negras e indígenas em todas as esferas da sociedade. Estas últimas, em razão da combinação do sexismo, do racismo e do etnocentrismo, estão na base da sub-representação, não têm suas demandas específicas contempladas na agenda midiática e ainda enfrentam o estereótipo de inferioridade intelectual, estética e moral."
[Extracto daqui]


O jornalista não pode:

• Impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
• Expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
• Usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
• Valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
• Divulgar informações:
- visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
- de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
- obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

O jornalista não deve:

Ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

É dever do jornalista:

• Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
• Defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;
• Tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
• Denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
• Combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza;
• Evitar métodos ocultos ou sub-reptícios de coletar informação, exceto quando os métodos abertos tradicionais não podem revelar informações vitais para o público. O uso desses métodos deve ser explicado como parte da história;
• Promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
• Buscar diligentemente os personagens das notícias, para dar-lhes a oportunidade de responder a acusações;
• Examinar seus próprios valores culturais e evitar impor esses valores aos outros;
• Apoiar o intercâmbio aberto de visões de mundo, mesmo de visões consideradas repugnantes;
• Dar voz a quem não a tem; fontes oficiais e não-oficiais de informação podem ser igualmente válidas;
• Mostrar compaixão por aqueles que podem ser afetados negativamente pela cobertura jornalística. Usar sensibilidade especial ao tratar com crianças e fontes e personagens inexperientes;
• Ser sensível ao procurar ou usar entrevistas ou fotos daqueles afetados por tragédias ou aflição;
• Reconhecer que coletar e relatar a informação pode causar prejuízo ou desconforto. A busca da notícia não dá direito à arrogância;
• Reconhecer que os indivíduos particulares têm mais direito a controlar a informação sobre si próprios do que os ocupantes de cargos públicos e outros que buscam poder, influência ou atenção. Somente uma extrema necessidade pública pode justificar a intromissão na privacidade de qualquer um;
• Demonstrar bom gosto. Evitar o estímulo de curiosidades sensacionalistas;
• Encorajar o público a expressar discordâncias com a imprensa;
• Admitir erros e corrigi-los prontamente;
• Expor práticas anti-éticas de jornalistas e da imprensa em geral;
• Agir pelos mesmos altos padrões pelos quais julgam os outros;
• Contar com confiança a história da diversidade e magnitude da experiência humana, mesmo quando isso for impopular;
• Relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público;
• Combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais;
• Assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência;
• Recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.


VI. VIOLACOES A LEI DE IMPRENSA DA REPUBLICA DE ANGOLA


Artigo 4°
(Interpretação e integração)

Artigo 6º
(Garantia da liberdade de imprensa)

Artigo 7.º
(Limites ao exercício da liberdade de imprensa)

Artigo 18.º
(Deveres dos jornalistas)

Artigo 64.º
(Pressupostos do direito de resposta e de rectificação)

Artigo 74.º
(Crime de abuso de liberdade de imprensa)


VII. CONSIDERACOES FINAIS


A. PEDIDO DE REPARACOES

Perante o acima exposto, exijo de RS a reparacao dos danos a minha dignidade pessoal causados pelos seus actos, tanto publicos (os posts citados no ponto III.) como privados (as accoes de 'hacking' e sabotagem denunciadas no ponto II.).

Tal reparacao devera' assumir a forma de um PEDIDO DE DESCULPAS PUBLICAS no blog 'Morro da Maianga' e na pagina de RS no Facebook e a retirada em ambos os sites dos posts citados no ponto III. desta Denuncia Publica nos proximos 30 dias (a contar a partir de 10 de Janeiro de 2012).

Caso tal reparacao nao se verifique, reservar-me-ei o direito de prosseguir este processo com uma QUEIXA CRIME ao abrigo das disposicoes legais nacionais e internacionais aplicaveis.


B. APELO


As autoridades competentes da Republica de Angola, nomeadamente:

- O Presidente da Republica
- A Procuradoria Geral da Republica
- O Provedor de Justica
- O Ministerio da Justica
- O Ministerio da Comunicacao Social
- O Ministerio das Telecomunicacoes e Tecnologias da Informacao
- O Ministerio da Familia e da Promocao da Mulher
- O Conselho Nacional da Comunicacao Social
- O Conselho de Etica e Deontologia do Sindicato dos Jornalistas Angolanos
- As Organizacoes Humanitarias e da Sociedade Civil Nacionais e Internacionais
- A Todas as Pessoas de Bem, de Boa Fe' e de Boa Vontade


Ao abrigo dos artigos 22.º (2. "Os cidadãos angolanos que residam ou se encontrem no estrangeiro gozam dos direitos, liberdades e garantias e da protecção do Estado e estão sujeitos aos deveres consagrados na Constituição e na lei.") e 40º (4. "As infracções cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei." e 5. "A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, nos termos da lei e em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.") da Constituicao da Republica de Angola e do Artigo VIII da Declaracao Universal dos Direitos Humanos ("Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.") apelo a que concedam a devida atencao e o necessario tratamento a esta Denuncia Publica e ao Pedido de Reparacoes nela formulado.


Ana Paula Santana
Cidada Angolana
Londres, Dezembro 2011 - Janeiro 2012