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Thursday, 29 November 2007

"JO SOARES: UM GORDO MUITO IMBECIL"

O titulo nao e' meu! E' deste blog, onde tambem se diz isto:

"Hoje, por coincidência, a segunda entrevista foi com Marcelo Paixão, que falou sobre “multiculturalismo e a situação do negro no Brasil“. Algo que somente piorou a situação, um remendo pior que o soneto, algo arranjado. A impressão que se tem, é que pegaram o primeiro “entendido” do assunto para botar panos quentes sobre as atrocidades que se falou e culpar, na verdade, a sociedade sobre os preconceitos de nossa cultura.Com frases do tipo “eu não opero por uma ótica relativista absoluta” e vários “a nível de“, “aportes“, “qüestões” (sic) Marcelo Paixão falou muito em tolerância, diálogo e compreensão. Jô, teceu vários elogios à eloqüência do entrevistado e sua facilidade de falar, ao que atribui um dom natural. Provas de que foi algo arranjado? Dos dois livros escritos pelo Marcelo, nenhum deles era lançamento. Ao fim da entrevista, Soares errou o nome da faculdade em que ele leciona - era UFRJ e ele falou em UERJ. Para finalizar, somente uma pessoa puxou o aahhh, típico de finais de entrevistas interessantes.
Sr. José Eugênio Soares, pede para sair! Pede para sair!"


Mas ha' quem tenha feito uma 'leitura' diferente, e.g.: "o Prof. Marcelo Paixão da UFRJ, e coordenador do observatório Afro-Brasileiro foi entrevistado pelo Jô. Vale a pena assistir ao vídeo, pois, além de ser uma verdadeira aula sobre a questão do preconceito, mostra o quão o Jô está alienado sobre estas questões (se mostrou um verdadeiro babaca). É cômico ver a cara do Jô sem saber o que questionar ou comentar sobre as exposições do Prof., de tão atrapalhado e embasbacado, ele até quebrou seus óculos. Este foi um verdadeiro "cala-a-boca" no gordinho. Vale a pena assistir e divulgar." Comentario daqui, onde tambem se fica a saber que o Jo ja' apresentou ontem uma "desculpa esfarrapada"... 'a Lusa.

Entretanto, a Embaixada de Angola no Brasil parece ter-se decidido a dizer qualquer coisa... 'a Lusa (aqui).

[Clique na imagem para aceder ao video]
O titulo nao e' meu! E' deste blog, onde tambem se diz isto:

"Hoje, por coincidência, a segunda entrevista foi com Marcelo Paixão, que falou sobre “multiculturalismo e a situação do negro no Brasil“. Algo que somente piorou a situação, um remendo pior que o soneto, algo arranjado. A impressão que se tem, é que pegaram o primeiro “entendido” do assunto para botar panos quentes sobre as atrocidades que se falou e culpar, na verdade, a sociedade sobre os preconceitos de nossa cultura.Com frases do tipo “eu não opero por uma ótica relativista absoluta” e vários “a nível de“, “aportes“, “qüestões” (sic) Marcelo Paixão falou muito em tolerância, diálogo e compreensão. Jô, teceu vários elogios à eloqüência do entrevistado e sua facilidade de falar, ao que atribui um dom natural. Provas de que foi algo arranjado? Dos dois livros escritos pelo Marcelo, nenhum deles era lançamento. Ao fim da entrevista, Soares errou o nome da faculdade em que ele leciona - era UFRJ e ele falou em UERJ. Para finalizar, somente uma pessoa puxou o aahhh, típico de finais de entrevistas interessantes.
Sr. José Eugênio Soares, pede para sair! Pede para sair!"


Mas ha' quem tenha feito uma 'leitura' diferente, e.g.: "o Prof. Marcelo Paixão da UFRJ, e coordenador do observatório Afro-Brasileiro foi entrevistado pelo Jô. Vale a pena assistir ao vídeo, pois, além de ser uma verdadeira aula sobre a questão do preconceito, mostra o quão o Jô está alienado sobre estas questões (se mostrou um verdadeiro babaca). É cômico ver a cara do Jô sem saber o que questionar ou comentar sobre as exposições do Prof., de tão atrapalhado e embasbacado, ele até quebrou seus óculos. Este foi um verdadeiro "cala-a-boca" no gordinho. Vale a pena assistir e divulgar." Comentario daqui, onde tambem se fica a saber que o Jo ja' apresentou ontem uma "desculpa esfarrapada"... 'a Lusa.

Entretanto, a Embaixada de Angola no Brasil parece ter-se decidido a dizer qualquer coisa... 'a Lusa (aqui).

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Wednesday, 28 November 2007

PROGRAMA DO JO SOARES: ABAIXO ASSINADO DE PROTESTO!


LEIA E SUBSCREVA O ABAIXO-ASSINADO AQUI

Leia post inicial "Etnografia de Curral ou Bestialidade Culturral" e comentarios AQUI

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Sunday, 4 November 2007

ETNOGRAFIA DE KURRAL, OU BESTIALIDADE KULTURRAL

"Ruy Morais e Castro e Jô comentam vida sexual de parte das mulheres angolanas"

Acabo de receber esta mensagem atraves de uma rede internacional de academicos especialistas em Africa:

"The video comes from one of the most famous Brazilian TV show (aired on June 18, 2007). One would expect rigid quality control of the invitees. Regretably, not in this case. What we see is the promotion of a book written by a Portuguese telling his "ethnographic reporting" of Angolan women - a reporting ridden with racist comments, lack of cultural sensitivity and even deep misunderstanding of the social phenomena in question. Nonetheless, it is treated as if the poor Portuguese man's book is a great contribution to anthropology of Angolan rural society. It is amazing that this sort of cultural distortion is still given privileged attention in the media."

Confesso que teria preferido nao o 'publicitar' aqui, mas pela relacao que essa questao tem com algumas das discussoes em que me tenho visto frequentemente envolvida numa certa "lusosfera", pareceu-me oportuno faze-lo. Evidentemente, o indignado autor do comentario acima nao sabe ate' que ponto, apesar das gargalhadas de fundo durante o show, este tipo de "etnografia" e' levado a serio, e ate' premiado (!), por alguns sectores no mundo lusofono...

O tipo de "cultural sensitivity" a que ele se refere e' tao familiar a alguns dos ditos "especialistas" nas varias culturas Africanas das ex-colonias Portuguesas, como as bestiais "interpretacoes etnograficas" da sexualidade das mulheres Angolanas apresentadas no dito show... trata-se apenas da "sabia" conviccao de que as Mulheres assim retratadas pelos seus "peritos olhares" lhes disseram, atraves de um qualquer "protocolo", que "a minha cultura e' a tua cultura", portanto "e porque ate' sabes mais sobre ela do que eu propria, vai mostra-la, explica-la, 'intelectualiza-la' aos olhos do mundo, porque eu nao sou capaz de o fazer, nao tenho voz, nao sou sujeito da minha propria cultura, sou um mero objecto... teu objecto"!

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"Ruy Morais e Castro e Jô comentam vida sexual de parte das mulheres angolanas"

Acabo de receber esta mensagem atraves de uma rede internacional de academicos especialistas em Africa:

"The video comes from one of the most famous Brazilian TV show (aired on June 18, 2007). One would expect rigid quality control of the invitees. Regretably, not in this case. What we see is the promotion of a book written by a Portuguese telling his "ethnographic reporting" of Angolan women - a reporting ridden with racist comments, lack of cultural sensitivity and even deep misunderstanding of the social phenomena in question. Nonetheless, it is treated as if the poor Portuguese man's book is a great contribution to anthropology of Angolan rural society. It is amazing that this sort of cultural distortion is still given privileged attention in the media."

Confesso que teria preferido nao o 'publicitar' aqui, mas pela relacao que essa questao tem com algumas das discussoes em que me tenho visto frequentemente envolvida numa certa "lusosfera", pareceu-me oportuno faze-lo. Evidentemente, o indignado autor do comentario acima nao sabe ate' que ponto, apesar das gargalhadas de fundo durante o show, este tipo de "etnografia" e' levado a serio, e ate' premiado (!), por alguns sectores no mundo lusofono...

O tipo de "cultural sensitivity" a que ele se refere e' tao familiar a alguns dos ditos "especialistas" nas varias culturas Africanas das ex-colonias Portuguesas, como as bestiais "interpretacoes etnograficas" da sexualidade das mulheres Angolanas apresentadas no dito show... trata-se apenas da "sabia" conviccao de que as Mulheres assim retratadas pelos seus "peritos olhares" lhes disseram, atraves de um qualquer "protocolo", que "a minha cultura e' a tua cultura", portanto "e porque ate' sabes mais sobre ela do que eu propria, vai mostra-la, explica-la, 'intelectualiza-la' aos olhos do mundo, porque eu nao sou capaz de o fazer, nao tenho voz, nao sou sujeito da minha propria cultura, sou um mero objecto... teu objecto"!

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