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Thursday, 2 May 2019

Mandela, Mobutu & Me


In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]


Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]


Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]

In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]


Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]


Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]

Saturday, 14 April 2012

Noticias do "meu pais"... (Actualizado)





Numa década sem guerra, tem sido possível resolver alguns problemas mas tem crescido paralelamente e em proporções desiguais as diferenças sociais. É isso que tem motivado alguma agitação política nos últimos tempos, com os protestos dos jovens, na ausência de iniciativas credíveis da oposição política que prefere ir a reboque desse movimento a ver se o poder cai na rua! Não caiu, nem vai cair até porque quem se apresenta com casa nova para acomodar esses inconformados diz já não recorrer ao gatilho para se constituir governo. O recurso, promete, será pacific e democrático para tirar do poder quem o exerce sem nunca ter sido eleito. Como os políticos são de memória curta, se calhar convinha lembrar que em 1992 houve um vencedor claro das eleições parlamentares e que a eleição presidencial não se concluiu exactamente, porque, tal como naquela época, as mesmas pessoas que aspiram o lugar anunciaram o regresso à guerra. Pior que isso, cumpriram, mandando para as calendas gregas, eleições e tudo o que tivesse a ver com uma solução política do diferendo.
E foi nesse exercício de paz, que o agora candidato se bateu para substituir o Mano Mais Velho na liderança da organização que ajudou a montar e de que foi um dos rostos mais visíveis.
No jogo democrático perdeu para a concorrência e, qual mau perdedor, bateu democraticamente com a porta e foi construir a sua própria casa, onde é o líder e eleito democraticamente em lista única!
Na hora da saída, não se lhe ouviram recriminações nem questionamentos sobre ter estado numa organização, que ajudou a projectar, com um líder que na altura já levava 36 anos de chefia.
Agora, como candidato, está no direito de dizer que 32 anos é muito tempo e há que mudar, pacífica e democraticamente.
É isso mesmo: viva a paz, porque se prosseguissem as profecias de alguns a esta hora a democracia estaria no ralo, divididos que estávamos em radicais, moderados e piratas, cada um a tentar impor a sua lei no pedaço de território que controlava.
Venham as eleições, possíveis graças a paz que alguns não queriam, e o povo que decida!
PS: Com este Editorial e a partir da próxima semana, cesso as minhas funções de director do semanário Novo Jornal, pela combinação de vários interesses pessoais, profissionais e outros.
Victor Silva - Editorial do Novo Jornal - 06/04/02




{De fakto…}

"Nem sempre teremos sido tão imparciais como seria exigível. Nem sempre teremos sido tão rigorosos quanto seria recomendável. Teremos, porventura, cometido erros de análise ou resvalado para alguns excessos.
Não nos custa reconhecer as nossas falhas. Desde logo porque soubemos e saberemos sempre ir ao confessionário e penitenciarmo-nos perante os leitores, o nosso principal e único juiz."


{… Nesse “pais di meu” ke certos eternos betinhos da Vila Alice e korredores de fundo "demasiado independentes" lhe receberam kum ele de heranca dos meus ancestrais... a falta de vergonha na kara nao mata!...}



"Do que, no entanto, não nos podem acusar é de termos sucumbido aos apetites do sensacionalismo, aos assassinatos de carácter, ao insulto, à ofensa ou à violação dos direitos de privacidade."
Gustavo Costa



{... Muito antes pelo contrario: os kriminosos sem kastigo... os sub-rapazes (des?)komplexados (re!)kolonizados e os 'boys koisifikados' das escutas e vigias...ke nunka se meteram na vida privada de ninguem... nem nunka "lincharam" ninguem... mas ke mentem kom kwantos dentes teem na boka... nao so' sao INTOCAVEIS(!)... como, tal e kwale kumo a korrupcao...
estao sempre a subir!!!
Porque, afinale... kamarao ke dorme... a onda leva!!!}

"A New Media Angola, S.A., empresa proprietária do semanário Novo Jornal, em Assembleia-Geral de accionistas de 10 de Abril de 2012, nomeou os novos órgãos sociais para o triénio 2012-2015 e designou, para Director do Novo Jornal, Gustavo Costa...
Ao anterior Director, Victor Silva, que cessa funções a partir desta data, a New Media Angola agradece o trabalho desenvolvido em prol do Novo Jornal, desejando-lhe as maiores venturas na sua carreira profissional."



[imagem daqui]


KURIBOTA

Kuribota, kuribota
seu invejoso
kuribota, kuribota
nao tens vergonha
kuribota, kuribota
grande planista
kuribota, kuribota
finjido!

Tanto falaste de mim
tantos ditos e malditos
quizeste vender minha alma
em troca do dinheiro
quizeste vender minha vida
em troca do teu bem estar

Kuribota!

Falas mal de uma mulher
sem lhe conheceres sequer
falas mal de um bom amigo
ja' nao sabes sequer
quem bem te quer

Kuribota, kuribota
seu invejoso
kuribota, kuribota
nao tens vergonha
kuribota, kuribota
grande planista
kuribota, kuribota
finjido!

Waldemar Bastos


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Falando de Etica Jornalistica

Sobre o 'Novo Jornal'

2009: Annus Horribilis





Numa década sem guerra, tem sido possível resolver alguns problemas mas tem crescido paralelamente e em proporções desiguais as diferenças sociais. É isso que tem motivado alguma agitação política nos últimos tempos, com os protestos dos jovens, na ausência de iniciativas credíveis da oposição política que prefere ir a reboque desse movimento a ver se o poder cai na rua! Não caiu, nem vai cair até porque quem se apresenta com casa nova para acomodar esses inconformados diz já não recorrer ao gatilho para se constituir governo. O recurso, promete, será pacific e democrático para tirar do poder quem o exerce sem nunca ter sido eleito. Como os políticos são de memória curta, se calhar convinha lembrar que em 1992 houve um vencedor claro das eleições parlamentares e que a eleição presidencial não se concluiu exactamente, porque, tal como naquela época, as mesmas pessoas que aspiram o lugar anunciaram o regresso à guerra. Pior que isso, cumpriram, mandando para as calendas gregas, eleições e tudo o que tivesse a ver com uma solução política do diferendo.
E foi nesse exercício de paz, que o agora candidato se bateu para substituir o Mano Mais Velho na liderança da organização que ajudou a montar e de que foi um dos rostos mais visíveis.
No jogo democrático perdeu para a concorrência e, qual mau perdedor, bateu democraticamente com a porta e foi construir a sua própria casa, onde é o líder e eleito democraticamente em lista única!
Na hora da saída, não se lhe ouviram recriminações nem questionamentos sobre ter estado numa organização, que ajudou a projectar, com um líder que na altura já levava 36 anos de chefia.
Agora, como candidato, está no direito de dizer que 32 anos é muito tempo e há que mudar, pacífica e democraticamente.
É isso mesmo: viva a paz, porque se prosseguissem as profecias de alguns a esta hora a democracia estaria no ralo, divididos que estávamos em radicais, moderados e piratas, cada um a tentar impor a sua lei no pedaço de território que controlava.
Venham as eleições, possíveis graças a paz que alguns não queriam, e o povo que decida!
PS: Com este Editorial e a partir da próxima semana, cesso as minhas funções de director do semanário Novo Jornal, pela combinação de vários interesses pessoais, profissionais e outros.
Victor Silva - Editorial do Novo Jornal - 06/04/02




{De fakto…}

"Nem sempre teremos sido tão imparciais como seria exigível. Nem sempre teremos sido tão rigorosos quanto seria recomendável. Teremos, porventura, cometido erros de análise ou resvalado para alguns excessos.
Não nos custa reconhecer as nossas falhas. Desde logo porque soubemos e saberemos sempre ir ao confessionário e penitenciarmo-nos perante os leitores, o nosso principal e único juiz."


{… Nesse “pais di meu” ke certos eternos betinhos da Vila Alice e korredores de fundo "demasiado independentes" lhe receberam kum ele de heranca dos meus ancestrais... a falta de vergonha na kara nao mata!...}



"Do que, no entanto, não nos podem acusar é de termos sucumbido aos apetites do sensacionalismo, aos assassinatos de carácter, ao insulto, à ofensa ou à violação dos direitos de privacidade."
Gustavo Costa



{... Muito antes pelo contrario: os kriminosos sem kastigo... os sub-rapazes (des?)komplexados (re!)kolonizados e os 'boys koisifikados' das escutas e vigias...ke nunka se meteram na vida privada de ninguem... nem nunka "lincharam" ninguem... mas ke mentem kom kwantos dentes teem na boka... nao so' sao INTOCAVEIS(!)... como, tal e kwale kumo a korrupcao...
estao sempre a subir!!!
Porque, afinale... kamarao ke dorme... a onda leva!!!}

"A New Media Angola, S.A., empresa proprietária do semanário Novo Jornal, em Assembleia-Geral de accionistas de 10 de Abril de 2012, nomeou os novos órgãos sociais para o triénio 2012-2015 e designou, para Director do Novo Jornal, Gustavo Costa...
Ao anterior Director, Victor Silva, que cessa funções a partir desta data, a New Media Angola agradece o trabalho desenvolvido em prol do Novo Jornal, desejando-lhe as maiores venturas na sua carreira profissional."



[imagem daqui]


KURIBOTA

Kuribota, kuribota
seu invejoso
kuribota, kuribota
nao tens vergonha
kuribota, kuribota
grande planista
kuribota, kuribota
finjido!

Tanto falaste de mim
tantos ditos e malditos
quizeste vender minha alma
em troca do dinheiro
quizeste vender minha vida
em troca do teu bem estar

Kuribota!

Falas mal de uma mulher
sem lhe conheceres sequer
falas mal de um bom amigo
ja' nao sabes sequer
quem bem te quer

Kuribota, kuribota
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finjido!

Waldemar Bastos


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Wednesday, 20 July 2011

News of The (end of the) World [Updated]**



UPDATE**

Latest Developments


































[More details here]





*UPDATE

The Last Edition



First (Sunday, October 01, 1843) and last (Sunday, July 10, 2011) covers of the News of The World spanning a 168-year history.





This is the story of the downfall of a newspaper almost two centuries old…


This is the story of journalism at its worst…


This is the story of the pornographic demise of ethical principles, moral values, codes of conduct and professional deontology under the pressure of sensationalism and other egocentric 'easy rewards' and 'instant gratification'...


This is the story that clearly signals the end of an era in mainstream media as we knew it and the rise of citizen journalism (...though not necessarily all kinds of "social media" or "social networks"...) with the new standards of transparency and accountability they tend to bring about…


This is the story of 'all powers and institutions' gone mad!...

This is the story that totally vindicates the concerns raised in here
e aqui!


[First posted 08/07/11]






















[More details here]





*UPDATE

The Last Edition



First (Sunday, October 01, 1843) and last (Sunday, July 10, 2011) covers of the News of The World spanning a 168-year history.





This is the story of the downfall of a newspaper almost two centuries old…


This is the story of journalism at its worst…


This is the story of the pornographic demise of ethical principles, moral values, codes of conduct and professional deontology under the pressure of sensationalism and other egocentric 'easy rewards' and 'instant gratification'...


This is the story that clearly signals the end of an era in mainstream media as we knew it and the rise of citizen journalism (...though not necessarily all kinds of "social media" or "social networks"...) with the new standards of transparency and accountability they tend to bring about…


This is the story of 'all powers and institutions' gone mad!...

This is the story that totally vindicates the concerns raised in here
e aqui!


[First posted 08/07/11]

Tuesday, 10 May 2011

Sim Sr. Ministro? [Revisto e Actualizado]





“The online world is not so much inhabited by us as by our egos, which are slowly destroying civilization. (...) It creates a culture of popularity. (…) People look to the crowd for approval without getting in touch with their own instincts, without heeding their own conscience. (…) Our egos are now running riot on the web. We have started to kick back at anyone who may try to lead us, or try to inform us. We will not be told.”
Against the Machine


NOTA PREVIA

E’ evidente que se esta’ aqui perante um flagrante caso de potencial “collusion” entre todos os poderes (do primeiro ao quarto), sentados a uma mesa negociando questoes sobre as quais os maiores interessados (stakeholders) se veem impedidos de ter uma palavra a dizer, porque em tal mesa nao teem representacao!

Tais maiores interessados - porque os mais vulneraveis nao so' a accao de "todos os poderes" (e especialmente do 'quarto' que os ve como concorrentes!) contra si, mas tambem a impunidade de "todo o mundo" que se dedique a tentar destrui-los atraves do anonimato e das cortinas de fumo e de ferro que um jornalismo imaturo e irresponsavel e uma internet desregulamentada lhes permitem - sao os individual/informal/private/independent bloggers e citizen/non-professional journalists.

Note-se bem: nao os formal/professional journalists, os tais da “carteirinha” que nem sequer teem e que sao remunerados para o serem e que agem corporativa, chauvinista e revanchistamente em defesa uns dos outros, para alem de contarem com a proteccao do seu sindicato... e ainda se dao ao luxo de entrar "a matar" na blogosfera, quais ton-tons makutes drogados, bebados ou bufos, sem lei, nem rei nem roque e muito menos escrupulos (!), a tentarem by all means necessary, nao "competir saudavelmente" com os primeiros (o que ja' de si seria problematico e questionavel), mas elimina-los liminarmente - mesmo, e sobretudo (!), no caso daqueles que foram "tolos" o suficiente para porem as maos no fogo para os defender "cega" e incondicionalmente (!), como aqui, aqui, aqui, ou aqui... -, em nome de um "profissionalismo" que nao teem nem nunca tiveram (quanto mais nao seja porque estao mais do que politico-partidariamente conotados/filiados e escrevem frequentemente em defesa/promocao dos seus partidos e lideres - no poder ou na oposicao -, nao podendo por isso reclamar qualquer "isencao" ou "objectividade" no exercicio do seu "direito a livre opiniao"...) apenas para obterem fama e publicidade sem para tal terem trabalhado - e.g. para alem de violarem, invadirem e se intrometerem abusiva, obscena, sordida e criminosamente na vida mais intima e privada das suas vitimas (que nao conhecem de parte nenhuma, pelo que nao podem senao inventar, fabricar, especular, difamar e enlamear!...), insulta-las, difama-las e calunia-las (porque, indeed, na sua selva "vale tudo ate' arrancar olhos"!...), permitem-se posar como "opinionistas" sobre tudo e mais alguma coisa, por exemplo sobre economia (e especialmente sobre "economia de mercado" num pais em que esta praticamente nunca existiu e so' muito recentemente comecou a ser ensinada formalmente ao nivel do ensino superior - e que ensino superior!...), sem alguma vez terem "trabalhado", i.e. estudado, para obterem qualificacoes para tal ou, no minimo, terem exercido antes qualquer funcao ou capacidade que lhes conferisse alguma experiencia pratica nesse dominio - onde e' que eu ja' falei na criacao de "monstros, vultos, ogros e glitterati sedentos de poder absoluto e dominacao exclusiva das parangonas"?!

Indeed: o unico lugar em que especialista vem antes de estudante, opinionista antes de pesquisador, perito antes de praticante, apelido antes de competencia, idade antes de maturidade, doutor antes de licenciado, professor antes de questionador, intelectual antes de pensador, comentarista antes de sabedor, analista antes de leitor, observador ou ouvinte e jornalista antes de trabalhador e'... no diccionario!


[Clique na imagem para aceder]


E a verificar-se tal "potencialidade" [mais do que provavel perante as manifestacoes de "jubilo", com preparacao de "foguetes" e tudo (!), pela aparente inicial "retraccao" do pacote legislativo em questao, por alegadamente "estar ferido de graves inconstitucionalidades" e a defesa aberta da "eliminacao de qualquer regulacao" sobre a internet, mesmo perante a evidencia apresentada por este blog e concept papers da UNESCO como este , expressas recentemente por "jornalistas" com assento a essa mesa negocial... porque sera'?! Afinal, "quem nao deve" nao deveria temer!...], teremos que nos confrontar com, mais do que uma "mockery of justice", uma total "miscarriage of justice" neste dominio!

A essa questao voltarei em mais detalhe tao logo possa, mas entretanto aqui fica registada a mukanda: se me estivesse a dirigir a uma “audiencia” num qualquer outro pais talvez emitisse aqui desde ja’ um apelo para que todos os individual/informal/private/independent bloggers e citizen journalists se unissem e lutassem pelo seu direito a terem assento a essa mesa negocial e/ou formassem os seus lobbies para seguirem de perto essas “negociacoes” e tentarem influencia-las a seu favor; mas tratando-se Angola de um pais ainda com uma diminuta, senao inexistente, comunidade de individual/informal/private/independent bloggers e citizen journalists (conceito, alias, que nem e' sequer entendido em Angola, mesmo entre os ditos "profissionais", "academicos" e "intelectuais"...) exercendo o seu direito a livre expressao, opiniao e informacao, nomeadamente nos dominios politico, economico, social e cultural, atraves da internet, tenho apenas a opcao de esperar que venca o bom senso e a JUSTICA nessas "negociacoes"!

E' QUE... SEI BEM DO QUE FALO!




Não há nenhum artigo inconstitucional na Lei contra o crime informático em consulta e análise na Assembleia Nacional, garantiu o Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

José Carvalho da Rocha disse que as questões que preocupam o Sindicato dos Jornalistas Angolanos, SJA, estão meramente ligadas a interpretação, mas pode haver melhorias.

“Há algumas questões que nós aceitamos há outras que tivemos de explicar porque o legislador tem um pensamento o cidadão tem outro pensamento, então nesse debate, nesta abordagem do problema é que nós melhoramos alguns aspectos”, atestou.

De notar que, o encontro na Assembleia Nacional juntou Deputados, Jornalistas e Membros do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

[Aqui]




ENTRETANTO...


Twitter 'undermining privacy laws'

Twitter is "making a mockery" of privacy laws, Culture Secretary Jeremy Hunt has said as he pledged to examine how best to bring regulations up to date.
He said it was "crazy" that information which was not allowed to be printed in newspapers was widely available via the microblogging site and other internet sources.
One Twitter user set up an account claiming to expose celebrities who have obtained injunctions to prevent media reporting of their private lives.
It attracted thousands of followers and the contents were widely discussed online amid growing disquiet about celebrities' use of injunctions to prevent stories emerging.
Special focus has been given to the granting of so-called "super-injunctions" whose very existence cannot be reported.
"We are in this crazy situation where information is available freely online which you are not able to print in newspapers," Mr Hunt told journalists at a Westminster lunch.
"Technology, and Twitter in particular, is making a mockery of the privacy laws that we have and we do need to think about the regulatory environment that we have.
"Whatever the law tries to do on privacy, the internet is a very powerful force that you can't buck so we do need to look at it."
Mr Hunt said he would sit down with Justice Secretary Ken Clarke to "see what can be done" about super-injunctions and the wider question of privacy.
Passing a new privacy law would be a massive parliamentary undertaking and it was important to examine the alternatives, he said.


[Here]


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“The online world is not so much inhabited by us as by our egos, which are slowly destroying civilization. (...) It creates a culture of popularity. (…) People look to the crowd for approval without getting in touch with their own instincts, without heeding their own conscience. (…) Our egos are now running riot on the web. We have started to kick back at anyone who may try to lead us, or try to inform us. We will not be told.”
Against the Machine


NOTA PREVIA

E’ evidente que se esta’ aqui perante um flagrante caso de potencial “collusion” entre todos os poderes (do primeiro ao quarto), sentados a uma mesa negociando questoes sobre as quais os maiores interessados (stakeholders) se veem impedidos de ter uma palavra a dizer, porque em tal mesa nao teem representacao!

Tais maiores interessados - porque os mais vulneraveis nao so' a accao de "todos os poderes" (e especialmente do 'quarto' que os ve como concorrentes!) contra si, mas tambem a impunidade de "todo o mundo" que se dedique a tentar destrui-los atraves do anonimato e das cortinas de fumo e de ferro que um jornalismo imaturo e irresponsavel e uma internet desregulamentada lhes permitem - sao os individual/informal/private/independent bloggers e citizen/non-professional journalists.

Note-se bem: nao os formal/professional journalists, os tais da “carteirinha” que nem sequer teem e que sao remunerados para o serem e que agem corporativa, chauvinista e revanchistamente em defesa uns dos outros, para alem de contarem com a proteccao do seu sindicato... e ainda se dao ao luxo de entrar "a matar" na blogosfera, quais ton-tons makutes drogados, bebados ou bufos, sem lei, nem rei nem roque e muito menos escrupulos (!), a tentarem by all means necessary, nao "competir saudavelmente" com os primeiros (o que ja' de si seria problematico e questionavel), mas elimina-los liminarmente - mesmo, e sobretudo (!), no caso daqueles que foram "tolos" o suficiente para porem as maos no fogo para os defender "cega" e incondicionalmente (!), como aqui, aqui, aqui, ou aqui... -, em nome de um "profissionalismo" que nao teem nem nunca tiveram (quanto mais nao seja porque estao mais do que politico-partidariamente conotados/filiados e escrevem frequentemente em defesa/promocao dos seus partidos e lideres - no poder ou na oposicao -, nao podendo por isso reclamar qualquer "isencao" ou "objectividade" no exercicio do seu "direito a livre opiniao"...) apenas para obterem fama e publicidade sem para tal terem trabalhado - e.g. para alem de violarem, invadirem e se intrometerem abusiva, obscena, sordida e criminosamente na vida mais intima e privada das suas vitimas (que nao conhecem de parte nenhuma, pelo que nao podem senao inventar, fabricar, especular, difamar e enlamear!...), insulta-las, difama-las e calunia-las (porque, indeed, na sua selva "vale tudo ate' arrancar olhos"!...), permitem-se posar como "opinionistas" sobre tudo e mais alguma coisa, por exemplo sobre economia (e especialmente sobre "economia de mercado" num pais em que esta praticamente nunca existiu e so' muito recentemente comecou a ser ensinada formalmente ao nivel do ensino superior - e que ensino superior!...), sem alguma vez terem "trabalhado", i.e. estudado, para obterem qualificacoes para tal ou, no minimo, terem exercido antes qualquer funcao ou capacidade que lhes conferisse alguma experiencia pratica nesse dominio - onde e' que eu ja' falei na criacao de "monstros, vultos, ogros e glitterati sedentos de poder absoluto e dominacao exclusiva das parangonas"?!

Indeed: o unico lugar em que especialista vem antes de estudante, opinionista antes de pesquisador, perito antes de praticante, apelido antes de competencia, idade antes de maturidade, doutor antes de licenciado, professor antes de questionador, intelectual antes de pensador, comentarista antes de sabedor, analista antes de leitor, observador ou ouvinte e jornalista antes de trabalhador e'... no diccionario!


[Clique na imagem para aceder]


E a verificar-se tal "potencialidade" [mais do que provavel perante as manifestacoes de "jubilo", com preparacao de "foguetes" e tudo (!), pela aparente inicial "retraccao" do pacote legislativo em questao, por alegadamente "estar ferido de graves inconstitucionalidades" e a defesa aberta da "eliminacao de qualquer regulacao" sobre a internet, mesmo perante a evidencia apresentada por este blog e concept papers da UNESCO como este , expressas recentemente por "jornalistas" com assento a essa mesa negocial... porque sera'?! Afinal, "quem nao deve" nao deveria temer!...], teremos que nos confrontar com, mais do que uma "mockery of justice", uma total "miscarriage of justice" neste dominio!

A essa questao voltarei em mais detalhe tao logo possa, mas entretanto aqui fica registada a mukanda: se me estivesse a dirigir a uma “audiencia” num qualquer outro pais talvez emitisse aqui desde ja’ um apelo para que todos os individual/informal/private/independent bloggers e citizen journalists se unissem e lutassem pelo seu direito a terem assento a essa mesa negocial e/ou formassem os seus lobbies para seguirem de perto essas “negociacoes” e tentarem influencia-las a seu favor; mas tratando-se Angola de um pais ainda com uma diminuta, senao inexistente, comunidade de individual/informal/private/independent bloggers e citizen journalists (conceito, alias, que nem e' sequer entendido em Angola, mesmo entre os ditos "profissionais", "academicos" e "intelectuais"...) exercendo o seu direito a livre expressao, opiniao e informacao, nomeadamente nos dominios politico, economico, social e cultural, atraves da internet, tenho apenas a opcao de esperar que venca o bom senso e a JUSTICA nessas "negociacoes"!

E' QUE... SEI BEM DO QUE FALO!




Não há nenhum artigo inconstitucional na Lei contra o crime informático em consulta e análise na Assembleia Nacional, garantiu o Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

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“Há algumas questões que nós aceitamos há outras que tivemos de explicar porque o legislador tem um pensamento o cidadão tem outro pensamento, então nesse debate, nesta abordagem do problema é que nós melhoramos alguns aspectos”, atestou.

De notar que, o encontro na Assembleia Nacional juntou Deputados, Jornalistas e Membros do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

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ENTRETANTO...


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He said it was "crazy" that information which was not allowed to be printed in newspapers was widely available via the microblogging site and other internet sources.
One Twitter user set up an account claiming to expose celebrities who have obtained injunctions to prevent media reporting of their private lives.
It attracted thousands of followers and the contents were widely discussed online amid growing disquiet about celebrities' use of injunctions to prevent stories emerging.
Special focus has been given to the granting of so-called "super-injunctions" whose very existence cannot be reported.
"We are in this crazy situation where information is available freely online which you are not able to print in newspapers," Mr Hunt told journalists at a Westminster lunch.
"Technology, and Twitter in particular, is making a mockery of the privacy laws that we have and we do need to think about the regulatory environment that we have.
"Whatever the law tries to do on privacy, the internet is a very powerful force that you can't buck so we do need to look at it."
Mr Hunt said he would sit down with Justice Secretary Ken Clarke to "see what can be done" about super-injunctions and the wider question of privacy.
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On World Press Freedom Day

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A Implosao da Mentira

Tuesday, 3 May 2011

On World Press Freedom Day







A Legal and Regulatory Perspective: Better Protection for Freedom of Expression in the Age of Digital Communications.



Historically, telecommunication, broadcasting, and other media were distinct industries; they used different technologies and were governed by different regulations. Convergence of communications is dissolving established barriers, not only between professional journalists and citizens using the new tools, but also in the legal and regulatory environment. The legal system has been slow, however, to adjust to the changes caused by the convergence of telecommunications and broadcasting (including public service broadcasting) and the merger of broadband operators and Internet service providers.

There are various national policies and approaches on privacy and freedom of expression, including industrial policy and regulation such as copyright, user-centric approaches related to child protection policy, fraud, defamation and hate speech, net centric policies linking to domain names, and security policy on privacy and freedom of expression. How do we employ these existing mechanisms the better to protect freedom of expression in the age of digital communications? If existing mechanisms are inadequate, what should be done?

The human rights organization, Article 19, has pointed out that Internet intermediaries play a key role in facilitating the connections between the providers of information and users. Today, they are the new postal service, telephone network, local newspaper, and broadcast station. How they are addressed by civil society and governments is not yet clearly established. Consequently freedom of expression is often unduly limited.

This new relationship set by social networks can raise critical legal challenges: for governments to enforce laws, which can risk limiting freedom of speech; for Internet companies to protect privacy and develop standards in an online environment; for users, and especially for young people, to know how to protect their privacy and free speech.

Food for Thought:

• What are the legal and human rights implications of social networks for freedom of expression, privacy, and personal data protection?
• How to protect bloggers and users right to freedom of expression on the Internet and social networks?
• How to find applicable standards and legislation and share good practices on privacy protection?
• What is the role of Internet service providers/web hosting companies? Are they neutral bystanders? And how to treat conflicts of legal jurisdiction created by the trans-border nature of the web and social networks?
• What effect does the convergence of media have on the enabling environment for freedom of expression?


[Extract from a UNESCO Concept Paper]





[AQUI]




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E A Implementacao Dessa Lei?

Media Freedom(s) Quo Vadis?

Media Criticism

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa






A Legal and Regulatory Perspective: Better Protection for Freedom of Expression in the Age of Digital Communications.



Historically, telecommunication, broadcasting, and other media were distinct industries; they used different technologies and were governed by different regulations. Convergence of communications is dissolving established barriers, not only between professional journalists and citizens using the new tools, but also in the legal and regulatory environment. The legal system has been slow, however, to adjust to the changes caused by the convergence of telecommunications and broadcasting (including public service broadcasting) and the merger of broadband operators and Internet service providers.

There are various national policies and approaches on privacy and freedom of expression, including industrial policy and regulation such as copyright, user-centric approaches related to child protection policy, fraud, defamation and hate speech, net centric policies linking to domain names, and security policy on privacy and freedom of expression. How do we employ these existing mechanisms the better to protect freedom of expression in the age of digital communications? If existing mechanisms are inadequate, what should be done?

The human rights organization, Article 19, has pointed out that Internet intermediaries play a key role in facilitating the connections between the providers of information and users. Today, they are the new postal service, telephone network, local newspaper, and broadcast station. How they are addressed by civil society and governments is not yet clearly established. Consequently freedom of expression is often unduly limited.

This new relationship set by social networks can raise critical legal challenges: for governments to enforce laws, which can risk limiting freedom of speech; for Internet companies to protect privacy and develop standards in an online environment; for users, and especially for young people, to know how to protect their privacy and free speech.

Food for Thought:

• What are the legal and human rights implications of social networks for freedom of expression, privacy, and personal data protection?
• How to protect bloggers and users right to freedom of expression on the Internet and social networks?
• How to find applicable standards and legislation and share good practices on privacy protection?
• What is the role of Internet service providers/web hosting companies? Are they neutral bystanders? And how to treat conflicts of legal jurisdiction created by the trans-border nature of the web and social networks?
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[Extract from a UNESCO Concept Paper]





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Friday, 29 October 2010

Media Freedom(s): Quo Vadis? (III) [R]*




[Continued from: Part I and Part II]


Journalists spend most of their time asking other people questions. But there are also plenty of questions we in the media should be asking ourselves.

[here]



Hate Becomes a Commodity

One of the plagues of human history has been the belief that there are certain people or groups of people who don't share the same moral status as everyone else, when it comes to the kind of treatment they receive. These individuals and groups are society's scapegoats. Traditionally, they have been subjected to symbolic violence, in which they have been depicted in words and images and other forms of expression in degraded ways. Beyond that, they were often subjected to physical violence, as well, depending on the society and the scapegoats in question.
The list of individuals and scapegoats who have been forced into these roles is legion. They are the innocent and the guilty; the mad and the sane. They are Jews, blacks, Christians, pagans, heretics of all sorts, political critics and criminals, saints and scientists, et al.

Today, we see a new variation on this endless historical game of dehumanization and degradation. Now, we have a political system and media that gain much of their profit and power by turning public figures into scapegoats, arousing the emotions of anger, ridicule and disdain in audiences and voters. But beyond them, there is, in this system, now, incessant pressure to generate scapegoats -- to invent fools and villains for public consumption, so as to win political contests, make money and receive public acclaim.

The right to not be smeared, worldwide; the right to not have one's suffering turned into a sadistic circus; the right to not be bombarded by insulting questions -- these and other rights we assume belong to the rest of us, fall by the wayside. To gather the information and images they need to create their stories, the perpetrators of this system violate a second set of rights as well -- rights to not have one's privacy invaded; to not be followed, pressed in on, surrounded, and turned into prey.

With the emergence of a worldwide media culture, this is now a global phenomenon. And information that can be used to damage people and put them in the scapegoat category (or further into the scapegoat category) has now, incredibly, become a form of wealth. With the proliferation of media and the Internet, which is turning millions of people into journalists of a sort, and into something much like a public figures, and with the growing use of surveillance technologies and computer files, this system now threatens to get completely out of control.

We are developing a global media system in which Hate is becoming a commodity. What is new about this system isn't that it manipulates hate to achieve various ends. Rather, it is the scale and pervasiveness and sophistication with which it does so, based on high-tech tools of communications and image manipulation. As a result, we are all being drawn into a worldwide virtual gladiator game in which the stakes are all too real for the victims and for everyone who must now live and be brought up in an environment that encourages many of humanity's worst instincts.

[here ]



The Ethical Reporter

There can be little doubt that the news media today is a force for truth. But like most of the works of man, it is also immersed in the cycle of violence, misperception and transference that governs human affairs. The task of journalism is to grow beyond the untruth of sadism and submission, while strengthening the healthy alternatives of independent and ethical reporting.

At its best, such an ethical and independent reporting would be motivated by a desire to tell the truth and defend right, to defend the genuine moral order, rather than get revenge for past wrongs. Reporters working in such a system would be concerned with the triumph of truth, as a force that can free people and enlarge the realm of justice, rather than with the triumph of the injured self at the expense of other people.

In its ideal state, this kind of reporting is a form of non-neurotic behavior. It is the expression of a mature, adult personality, able to use its considerable powers to grow and improve the world. A reporter who fits this description can’t help but expose wrong – he does so merely by honestly describing the untruth he sees around him.

[here and more here]


*[First posted 24/09/10]



[Continued from:
Part I and Part II]


Journalists spend most of their time asking other people questions. But there are also plenty of questions we in the media should be asking ourselves.

[here]



Hate Becomes a Commodity

One of the plagues of human history has been the belief that there are certain people or groups of people who don't share the same moral status as everyone else, when it comes to the kind of treatment they receive. These individuals and groups are society's scapegoats. Traditionally, they have been subjected to symbolic violence, in which they have been depicted in words and images and other forms of expression in degraded ways. Beyond that, they were often subjected to physical violence, as well, depending on the society and the scapegoats in question.
The list of individuals and scapegoats who have been forced into these roles is legion. They are the innocent and the guilty; the mad and the sane. They are Jews, blacks, Christians, pagans, heretics of all sorts, political critics and criminals, saints and scientists, et al.

Today, we see a new variation on this endless historical game of dehumanization and degradation. Now, we have a political system and media that gain much of their profit and power by turning public figures into scapegoats, arousing the emotions of anger, ridicule and disdain in audiences and voters. But beyond them, there is, in this system, now, incessant pressure to generate scapegoats -- to invent fools and villains for public consumption, so as to win political contests, make money and receive public acclaim.

The right to not be smeared, worldwide; the right to not have one's suffering turned into a sadistic circus; the right to not be bombarded by insulting questions -- these and other rights we assume belong to the rest of us, fall by the wayside. To gather the information and images they need to create their stories, the perpetrators of this system violate a second set of rights as well -- rights to not have one's privacy invaded; to not be followed, pressed in on, surrounded, and turned into prey.

With the emergence of a worldwide media culture, this is now a global phenomenon. And information that can be used to damage people and put them in the scapegoat category (or further into the scapegoat category) has now, incredibly, become a form of wealth. With the proliferation of media and the Internet, which is turning millions of people into journalists of a sort, and into something much like a public figures, and with the growing use of surveillance technologies and computer files, this system now threatens to get completely out of control.

We are developing a global media system in which Hate is becoming a commodity. What is new about this system isn't that it manipulates hate to achieve various ends. Rather, it is the scale and pervasiveness and sophistication with which it does so, based on high-tech tools of communications and image manipulation. As a result, we are all being drawn into a worldwide virtual gladiator game in which the stakes are all too real for the victims and for everyone who must now live and be brought up in an environment that encourages many of humanity's worst instincts.

[here ]



The Ethical Reporter

There can be little doubt that the news media today is a force for truth. But like most of the works of man, it is also immersed in the cycle of violence, misperception and transference that governs human affairs. The task of journalism is to grow beyond the untruth of sadism and submission, while strengthening the healthy alternatives of independent and ethical reporting.

At its best, such an ethical and independent reporting would be motivated by a desire to tell the truth and defend right, to defend the genuine moral order, rather than get revenge for past wrongs. Reporters working in such a system would be concerned with the triumph of truth, as a force that can free people and enlarge the realm of justice, rather than with the triumph of the injured self at the expense of other people.

In its ideal state, this kind of reporting is a form of non-neurotic behavior. It is the expression of a mature, adult personality, able to use its considerable powers to grow and improve the world. A reporter who fits this description can’t help but expose wrong – he does so merely by honestly describing the untruth he sees around him.

[here and more here]


*[First posted 24/09/10]

Media Freedom(s): Quo Vadis? (II) [R]*

If Freud were alive today and in front of a television, he might well experience a shock of recognition. After all, today’s television news media bears a significant similarity to the agency of mind that Freud referred to as the super-ego.

Like the super-ego, the self-righteous press is on constant duty, routing out minor and not-so-minor sins of the past and present, and then engaging in an orgy of punishment and denunciation against those who have strayed from the path of perfection. In interviews, whether they are the raw material for news stories or the finished product of televised news shows, journalists probe for the sensitive spots of interviewees, with an unerring radar, often focusing on trivial issues and marshalling their evidence like prosecuting attorneys.

Like the super-ego, the news media's self-righteousness masks its own sin of sadism and its own behind-the-scenes agreements with the very forces it so vehemently denounces. It portrays itself as the upholder of right and routinely disguises attacks as questions or reports, even as it savages the reputations of those it covers. But then the super-ego also does most of its best work under cover and perhaps for some of the same reasons.


Sadism, Insensitivity and Grandiosity


It is ironic that journalists, who place so much emphasis on the ethical lapses of those they cover, are themselves so prone to sadism, insensitivity and feelings of grandiosity.

They are further estranged from the world by what they create, which is a kind of unreality. They process and filter real events, creating a distorted reflection that condenses the drama and pain of life into a form of entertainment or at least a product that is entertaining. This unreality then has a profound impact on real events. It changes reality and, in its distorted way, records the change.

The ability to affect events without being affected and, in particular, the ability to cause pain without being touched by it, creates conditions that can encourage sadism, insensitivity and grandiosity. Regarding the first possibility, the conditions of journalism bear a striking resemblance to the conditions of physical torture. Reporters and torturers both have the capacity to hurt people who have little or no ability to strike back. It is of no great concern to the torturer whether he engages his victim before or after lunch, or aims his ministrations at one part of the body or another. Death now or death later, blindness first or broken bones - none of it affects his condition.

But the victim is in a desperate fight for life. His world congeals around what the torturer will do next. Every move is a matter of world shattering consequence, as the victim suffers and simultaneously watches the sadist enjoy his own freedom from concern.

True sadists, who enjoy inflicting pain, experience torture as a game and the victim as a toy. The ability to gloat, to taunt, to revel in their own invulnerability and compare it to the victim's enslavement to what they will do next, are part of the essence of sadism.

In journalism, the torture is applied to the victim's reputation, his public image and credibility.

These pathological behaviors are counterbalanced by moral desires experienced by the journalist and by conflicts and constraints created by society and the job. The urge to insensitivity and sadism is held in check by urges to become involved in events and by normal human decency and compassion. And they are held in check by fears of retaliation and desires to win favor from politicians. Grandiosity is counterbalanced by the normal enjoyment of success and power and a realistic assessment of the limits of the job and of oneself.

[here]


How Discrediting Attacks Are Disguised


Given everything that has been said so far, it is obvious that discrediting attacks, whatever their motive, generally take place under heavy disguise. First, the attacker must portray his attack as an attempt to support the order of values of society by exposing a violator who deserves to be exposed, in essence enhancing his own image as he assaults another's. If this were all there were to these disguise, we might have an easier time discerning the role of discredit, domination, assertiveness and sadism in public life.

But the disguise of motives is often supplemented by a far more insidious deception, one that masks the fact that an attack is taking place at all or that the journalist or attacker is the one making the attack. Journalists and other communicators often portray themselves as merely asking questions, reporting what others say or describing events, when everyone knows a verbal mugging is actually taking place that may leave the designated victim stripped of the self-defense provided by an effective image.

Fortunately, these disguises tend to be very transparent once one begins to identify the various games and strategies that are being used. Once that has been achieved, we can begin to expose these disguised attempts to expose others; we can discredit these disguised attempts to discredit; and hold these attempts to embarrass others up to embarrassing scrutiny.

If all this sounds familiar, it is because what we will be doing is applying a more sophisticated version of the techniques used by journalists, themselves, turning the tables on the great table-turners and holding them up to a kind of scrutiny that reveals the degree to which our media and public culture are steeped in both dishonesty and cruelty.


[here]


*[First posted 24/09/10]
If Freud were alive today and in front of a television, he might well experience a shock of recognition. After all, today’s television news media bears a significant similarity to the agency of mind that Freud referred to as the super-ego.

Like the super-ego, the self-righteous press is on constant duty, routing out minor and not-so-minor sins of the past and present, and then engaging in an orgy of punishment and denunciation against those who have strayed from the path of perfection. In interviews, whether they are the raw material for news stories or the finished product of televised news shows, journalists probe for the sensitive spots of interviewees, with an unerring radar, often focusing on trivial issues and marshalling their evidence like prosecuting attorneys.

Like the super-ego, the news media's self-righteousness masks its own sin of sadism and its own behind-the-scenes agreements with the very forces it so vehemently denounces. It portrays itself as the upholder of right and routinely disguises attacks as questions or reports, even as it savages the reputations of those it covers. But then the super-ego also does most of its best work under cover and perhaps for some of the same reasons.


Sadism, Insensitivity and Grandiosity


It is ironic that journalists, who place so much emphasis on the ethical lapses of those they cover, are themselves so prone to sadism, insensitivity and feelings of grandiosity.

They are further estranged from the world by what they create, which is a kind of unreality. They process and filter real events, creating a distorted reflection that condenses the drama and pain of life into a form of entertainment or at least a product that is entertaining. This unreality then has a profound impact on real events. It changes reality and, in its distorted way, records the change.

The ability to affect events without being affected and, in particular, the ability to cause pain without being touched by it, creates conditions that can encourage sadism, insensitivity and grandiosity. Regarding the first possibility, the conditions of journalism bear a striking resemblance to the conditions of physical torture. Reporters and torturers both have the capacity to hurt people who have little or no ability to strike back. It is of no great concern to the torturer whether he engages his victim before or after lunch, or aims his ministrations at one part of the body or another. Death now or death later, blindness first or broken bones - none of it affects his condition.

But the victim is in a desperate fight for life. His world congeals around what the torturer will do next. Every move is a matter of world shattering consequence, as the victim suffers and simultaneously watches the sadist enjoy his own freedom from concern.

True sadists, who enjoy inflicting pain, experience torture as a game and the victim as a toy. The ability to gloat, to taunt, to revel in their own invulnerability and compare it to the victim's enslavement to what they will do next, are part of the essence of sadism.

In journalism, the torture is applied to the victim's reputation, his public image and credibility.

These pathological behaviors are counterbalanced by moral desires experienced by the journalist and by conflicts and constraints created by society and the job. The urge to insensitivity and sadism is held in check by urges to become involved in events and by normal human decency and compassion. And they are held in check by fears of retaliation and desires to win favor from politicians. Grandiosity is counterbalanced by the normal enjoyment of success and power and a realistic assessment of the limits of the job and of oneself.

[here]


How Discrediting Attacks Are Disguised


Given everything that has been said so far, it is obvious that discrediting attacks, whatever their motive, generally take place under heavy disguise. First, the attacker must portray his attack as an attempt to support the order of values of society by exposing a violator who deserves to be exposed, in essence enhancing his own image as he assaults another's. If this were all there were to these disguise, we might have an easier time discerning the role of discredit, domination, assertiveness and sadism in public life.

But the disguise of motives is often supplemented by a far more insidious deception, one that masks the fact that an attack is taking place at all or that the journalist or attacker is the one making the attack. Journalists and other communicators often portray themselves as merely asking questions, reporting what others say or describing events, when everyone knows a verbal mugging is actually taking place that may leave the designated victim stripped of the self-defense provided by an effective image.

Fortunately, these disguises tend to be very transparent once one begins to identify the various games and strategies that are being used. Once that has been achieved, we can begin to expose these disguised attempts to expose others; we can discredit these disguised attempts to discredit; and hold these attempts to embarrass others up to embarrassing scrutiny.

If all this sounds familiar, it is because what we will be doing is applying a more sophisticated version of the techniques used by journalists, themselves, turning the tables on the great table-turners and holding them up to a kind of scrutiny that reveals the degree to which our media and public culture are steeped in both dishonesty and cruelty.


[here]


*[First posted 24/09/10]

Media Freedom(s): Quo Vadis? (I) [R]*

Why do so many journalists find it so hard to handle public criticism? If you’re an athlete, you’re used to it. If you’re an artist, critics will regularly take you down. If you are in government, the pundits and now the bloggers will show no mercy. If you’re in business, the market will punish you.

In all these cases, the seasoned professional learns to deal with it. But over and over today, we encounter the sorry spectacle of distinguished reporters losing it when their work is publicly attacked — or columnists sneering at the feedback they get in poorly moderated web comments.


I would argue that the difficulty journalists have with hearing or responding to criticism lies in the profession’s pathological heritage of self-abnegation. We say, “To err is human,” right? But journalists too often work inside an institutional culture which says to them, “Be inhuman.” Do not have opinions — and if you do, for god’s sake don’t share them. Do not attend protests or take stands on issues. Do not vote; or, if you do, don’t tell anyone whom you voted for.

The good soldier journalists buy into this acculturation. They suppress their own individuality and perspectives. They subsume their own work into the larger editorial “we,” and learn to refer to themselves as “this reporter” instead of using the personal pronoun. When something goes wrong with the system they are a part of, when the little piece of journalism they have added to the larger edifice comes under attack for some flaw, they count on the edifice to protect them.

But no longer. Reasonable criticism of news coverage can now be published as easily online as the original reports, and the public expects media outlets to respond. Many editors and reporters understand that a new approach to accountability simply makes sense. So the institutions have begun, haltingly but significantly, to open up.

But many individual journalists find themselves at sea when called upon to explain mistakes, defend choices and engage in discussions with their readers and critics. Nothing in their professional lives has prepared them for this. In fact, a lot of their professional training explicitly taught them that all of this was dangerous, unprofessional, bad. They grew up thinking — and some still think — that the professional thing to do, when questioned in public, is (a) don’t respond at all; (b) respond with “no comment — we stand by our story”; or if things get really bad (c) your editor will do the talking.

Unfortunately, this means that the typical blogger has more experience dealing with criticism — measuring a reasonable response, managing trolls and restraining the urge to flame — than the typical newsroom journalist.

The next time you see some seasoned journalist lose his bearings when called upon to discuss or defend his work, chalk it up to inexperience, not stupidity or rudeness.

[here]



Principles of Media Criticism

Media criticism is in an undeveloped state, today, largely because the mainstream media allows virtually no open discussion of the subject. Some criticism does get to the public, of course, but most of it is corrupted by the same forces that have turned the rest of the media into a source of manipulation.
The selections below attempt to correct this conspiracy of silence by offering readers an introduction to the field that will allow them to see the larger trends that define much of the media. The selections focus on the following characteristics of contemporary culture and society:

* The fact that all centers of power today rely on media and that all use sensory manipulations and simulations, along with story lines, rhetoric, and performances to sell audiences products, candidates and ideas.

* The fact that most media, today, from news to advertising, rely on spectacle, simplification and exaggeration to grab and hold audiences.

* The fact that much of media is beset by idealization and demonization in which media manipulators depict themselves and their allies as heroes and saints, and their opponents or targets as villains, fools and disturbed characters, both to create exciting stories and win battles.

* The fact that the media today is pervaded by missing information. What is missing is precisely the information above, which would discredit the system and result in reforms that would lock out many of those who now work the system for their own benefit.

* The fact that the news media has become a part of the power and economic system that it is supposed to report on. Instead of standing at a distance from events and trying to provide an accurate account, all too often it is just another inside player manipulating information for its own ends. This not only means that media companies have a conflict of interest but also that journalists who would prefer to be honest end up subordinating themselves to those in power in their own organizations and shaping their coverage accordingly. It also means that media criticism that isn't afraid to report on what is taking place is now essential to the maintenance of democracy.

* The fact that all media today is a form of action. Stories, rhetoric, sensory images and manipulated impressions are all efforts to influence people's perceptions and action, evoke fears and desires, and play to values. The omission of information from the media is a form of action, as well.

* Finally, the fact that the media today is also full of efforts to get at the truth, which are often disguised or limited in various ways. Many of these efforts to tell the public the truth can be found in the fictions of movies and television which openly depict the con artist culture we now live in and the corruption of the media.

These propositions have to form the core of any theory of media criticism and any theory that seeks to describe contemporary society. The following selections are intended to provide overviews that will introduce and expand on these ideas.

[here]



*[First posted 24/09/10]

Why do so many journalists find it so hard to handle public criticism? If you’re an athlete, you’re used to it. If you’re an artist, critics will regularly take you down. If you are in government, the pundits and now the bloggers will show no mercy. If you’re in business, the market will punish you.

In all these cases, the seasoned professional learns to deal with it. But over and over today, we encounter the sorry spectacle of distinguished reporters losing it when their work is publicly attacked — or columnists sneering at the feedback they get in poorly moderated web comments.


I would argue that the difficulty journalists have with hearing or responding to criticism lies in the profession’s pathological heritage of self-abnegation. We say, “To err is human,” right? But journalists too often work inside an institutional culture which says to them, “Be inhuman.” Do not have opinions — and if you do, for god’s sake don’t share them. Do not attend protests or take stands on issues. Do not vote; or, if you do, don’t tell anyone whom you voted for.

The good soldier journalists buy into this acculturation. They suppress their own individuality and perspectives. They subsume their own work into the larger editorial “we,” and learn to refer to themselves as “this reporter” instead of using the personal pronoun. When something goes wrong with the system they are a part of, when the little piece of journalism they have added to the larger edifice comes under attack for some flaw, they count on the edifice to protect them.

But no longer. Reasonable criticism of news coverage can now be published as easily online as the original reports, and the public expects media outlets to respond. Many editors and reporters understand that a new approach to accountability simply makes sense. So the institutions have begun, haltingly but significantly, to open up.

But many individual journalists find themselves at sea when called upon to explain mistakes, defend choices and engage in discussions with their readers and critics. Nothing in their professional lives has prepared them for this. In fact, a lot of their professional training explicitly taught them that all of this was dangerous, unprofessional, bad. They grew up thinking — and some still think — that the professional thing to do, when questioned in public, is (a) don’t respond at all; (b) respond with “no comment — we stand by our story”; or if things get really bad (c) your editor will do the talking.

Unfortunately, this means that the typical blogger has more experience dealing with criticism — measuring a reasonable response, managing trolls and restraining the urge to flame — than the typical newsroom journalist.

The next time you see some seasoned journalist lose his bearings when called upon to discuss or defend his work, chalk it up to inexperience, not stupidity or rudeness.

[
here]



Principles of Media Criticism

Media criticism is in an undeveloped state, today, largely because the mainstream media allows virtually no open discussion of the subject. Some criticism does get to the public, of course, but most of it is corrupted by the same forces that have turned the rest of the media into a source of manipulation.
The selections below attempt to correct this conspiracy of silence by offering readers an introduction to the field that will allow them to see the larger trends that define much of the media. The selections focus on the following characteristics of contemporary culture and society:

* The fact that all centers of power today rely on media and that all use sensory manipulations and simulations, along with story lines, rhetoric, and performances to sell audiences products, candidates and ideas.

* The fact that most media, today, from news to advertising, rely on spectacle, simplification and exaggeration to grab and hold audiences.

* The fact that much of media is beset by idealization and demonization in which media manipulators depict themselves and their allies as heroes and saints, and their opponents or targets as villains, fools and disturbed characters, both to create exciting stories and win battles.

* The fact that the media today is pervaded by missing information. What is missing is precisely the information above, which would discredit the system and result in reforms that would lock out many of those who now work the system for their own benefit.

* The fact that the news media has become a part of the power and economic system that it is supposed to report on. Instead of standing at a distance from events and trying to provide an accurate account, all too often it is just another inside player manipulating information for its own ends. This not only means that media companies have a conflict of interest but also that journalists who would prefer to be honest end up subordinating themselves to those in power in their own organizations and shaping their coverage accordingly. It also means that media criticism that isn't afraid to report on what is taking place is now essential to the maintenance of democracy.

* The fact that all media today is a form of action. Stories, rhetoric, sensory images and manipulated impressions are all efforts to influence people's perceptions and action, evoke fears and desires, and play to values. The omission of information from the media is a form of action, as well.

* Finally, the fact that the media today is also full of efforts to get at the truth, which are often disguised or limited in various ways. Many of these efforts to tell the public the truth can be found in the fictions of movies and television which openly depict the con artist culture we now live in and the corruption of the media.

These propositions have to form the core of any theory of media criticism and any theory that seeks to describe contemporary society. The following selections are intended to provide overviews that will introduce and expand on these ideas.

[here]



*[First posted 24/09/10]

Friday, 6 August 2010

Olhares Diversos (XX)

A Probidade e o Erro

Por Jose' Ribeiro


A Lei da Probidade foi saudada por toda a gente, até por aqueles que não têm uma conduta proba e honrada. Alguns sectores da nossa sociedade aplaudiram a medida porque, dizem, vai haver maior controlo dos dinheiros públicos e vão diminuir os casos de corrupção. É tudo verdade, mas apenas uma ínfima parte do que deve ser a dimensão dessa verdade.



A probidade aplica-se a todos os cidadãos, é um pressuposto e, em rigor, se todos fôssemos probos e honrados, a lei não tinha sequer razão de ser. Mas não é apenas desonesto aquele que esbanja fundos públicos ou se serve dos bens do Estado em proveito próprio. Esse é o fim da linha. Pelo meio há gestos e atitudes que marcam a fronteira entre quem é probo e não o é, entre quem vive no interior das fronteiras da honra e da dignidade e quem se coloca deliberadamente fora desse espaço que é o habitat das pessoas bem formadas e com princípios.

Não é probo aquele que se refugia no “errar é humano” para justificar a sua incompetência ou até deslealdade. Porque o erro tem uma escala de valores. Um automobilista estaciona mal a sua viatura e o agente de trânsito pode perfeitamente perdoar-lhe esse erro. Mas se for apanhado em excesso de velocidade, o erro já não merece perdão, porque pode causar graves prejuízos a quem errou e a terceiros que são inocentes. O erro de estacionamento proibido é pago com uma multa. O erro de excesso de velocidade muitas vezes é pago com a vida. Já não há margem para corrigi-lo.

O erro vive de mãos dadas com os jornalistas, por isso é que o rigor é um critério distintivo do jornalismo. Errar no jornalismo pode criar gravíssimos problemas à sociedade ou pode ser apenas um “fait-divers”. Mas, em qualquer caso, exige-se de todos os profissionais o exercício permanente de um grande rigor, para reduzir a zero a margem de erro. Pior estão os que trabalham em situações de alto risco. O mínimo erro pode custar-lhes amputações e até a morte. Esses dificilmente ficam em condições de invocar o “errar é humano”.

Faltar dias seguidos ao trabalho sem qualquer justificação é desonesto. Mais desonesto ainda é depois justificar essas faltas com falsificações. A probidade, nestes casos, é desrespeitada. Há trabalhadores de empresas que só são vistos no dia em que vão ao banco levantar o salário. Não são probos nem trabalhadores. Os que têm responsabilidades que não assumem e estão investidos em cargos que não exercem são desonestos, ainda que as benesses dos cargos dêem fatos e gravatas, carros e moradias, que garantem uma imagem pública de respeitabilidade. Viver à custa do trabalho alheio não é probo, não é honesto e revela uma chocante falta de princípios. Até revela falta de patriotismo, porque nesta fase o nosso país precisa muito de quem trabalhe e não de quem ande a parasitar o Orçamento de Estado.

O nosso país tem em vigor a Lei da Probidade. Espero que todos os angolanos a cumpram e vivam em conformidade e no respeito pelos princípios da honra e da dignidade. Ser mau profissional é pouco ou nada probo. Ser mau cidadão é indecoroso e condenável. Fazer das nossas repartições públicas e das nossas empresas espaços de lazer ou caixas de financiamento de vícios privados, sobretudo de quem nem sequer apresenta públicas virtudes, cai sob a alçada da lei.

A deslealdade para com os nossos colegas, chefes e até para com os nossos governantes, é uma desonestidade. Não é probo aquele que a troco de umas avenças ou de “comissões” atenta contra o seu país, seja em que sector da vida nacional for. E há empresários que o fazem. Existem profissionais – incluindo no jornalismo – que se arrogam de fazer render deslealdades e desonras, a troco de nada. Vender a honra é sempre um mau negócio. Porque quem a compra não pode fazer nada com ela e quem a vende fica irremediavelmente mais pobre, ainda que confortado com um prato de lentilhas que depressa desaparece na voragem dos dias.

Angola precisa de probidade e de honra, a todos os níveis. Ninguém pense que a Lei da Probidade só se aplica aos políticos ou aos titulares dos órgãos de soberania. Nem pensar. Aplica-se a todos, desde o mais humilde funcionário do Estado ao representante da sociedade civil e da Igreja. É altura de todos fazermos um balanço das nossas vidas. Os que concluírem que deram tudo pelo engrandecimento do país e fizeram o que podiam pelo bem comum são probos e nem sequer precisam de pensar na Lei da Probidade. Os que não encontrarem nas suas vidas motivos de que se orgulhem pelo que fizeram pela sociedade e pelo país é melhor começarem a cumprir a lei.

Ainda vamos a tempo de sermos cidadãos de corpo inteiro.


[Aqui]
A Probidade e o Erro

Por Jose' Ribeiro


A Lei da Probidade foi saudada por toda a gente, até por aqueles que não têm uma conduta proba e honrada. Alguns sectores da nossa sociedade aplaudiram a medida porque, dizem, vai haver maior controlo dos dinheiros públicos e vão diminuir os casos de corrupção. É tudo verdade, mas apenas uma ínfima parte do que deve ser a dimensão dessa verdade.



A probidade aplica-se a todos os cidadãos, é um pressuposto e, em rigor, se todos fôssemos probos e honrados, a lei não tinha sequer razão de ser. Mas não é apenas desonesto aquele que esbanja fundos públicos ou se serve dos bens do Estado em proveito próprio. Esse é o fim da linha. Pelo meio há gestos e atitudes que marcam a fronteira entre quem é probo e não o é, entre quem vive no interior das fronteiras da honra e da dignidade e quem se coloca deliberadamente fora desse espaço que é o habitat das pessoas bem formadas e com princípios.

Não é probo aquele que se refugia no “errar é humano” para justificar a sua incompetência ou até deslealdade. Porque o erro tem uma escala de valores. Um automobilista estaciona mal a sua viatura e o agente de trânsito pode perfeitamente perdoar-lhe esse erro. Mas se for apanhado em excesso de velocidade, o erro já não merece perdão, porque pode causar graves prejuízos a quem errou e a terceiros que são inocentes. O erro de estacionamento proibido é pago com uma multa. O erro de excesso de velocidade muitas vezes é pago com a vida. Já não há margem para corrigi-lo.

O erro vive de mãos dadas com os jornalistas, por isso é que o rigor é um critério distintivo do jornalismo. Errar no jornalismo pode criar gravíssimos problemas à sociedade ou pode ser apenas um “fait-divers”. Mas, em qualquer caso, exige-se de todos os profissionais o exercício permanente de um grande rigor, para reduzir a zero a margem de erro. Pior estão os que trabalham em situações de alto risco. O mínimo erro pode custar-lhes amputações e até a morte. Esses dificilmente ficam em condições de invocar o “errar é humano”.

Faltar dias seguidos ao trabalho sem qualquer justificação é desonesto. Mais desonesto ainda é depois justificar essas faltas com falsificações. A probidade, nestes casos, é desrespeitada. Há trabalhadores de empresas que só são vistos no dia em que vão ao banco levantar o salário. Não são probos nem trabalhadores. Os que têm responsabilidades que não assumem e estão investidos em cargos que não exercem são desonestos, ainda que as benesses dos cargos dêem fatos e gravatas, carros e moradias, que garantem uma imagem pública de respeitabilidade. Viver à custa do trabalho alheio não é probo, não é honesto e revela uma chocante falta de princípios. Até revela falta de patriotismo, porque nesta fase o nosso país precisa muito de quem trabalhe e não de quem ande a parasitar o Orçamento de Estado.

O nosso país tem em vigor a Lei da Probidade. Espero que todos os angolanos a cumpram e vivam em conformidade e no respeito pelos princípios da honra e da dignidade. Ser mau profissional é pouco ou nada probo. Ser mau cidadão é indecoroso e condenável. Fazer das nossas repartições públicas e das nossas empresas espaços de lazer ou caixas de financiamento de vícios privados, sobretudo de quem nem sequer apresenta públicas virtudes, cai sob a alçada da lei.

A deslealdade para com os nossos colegas, chefes e até para com os nossos governantes, é uma desonestidade. Não é probo aquele que a troco de umas avenças ou de “comissões” atenta contra o seu país, seja em que sector da vida nacional for. E há empresários que o fazem. Existem profissionais – incluindo no jornalismo – que se arrogam de fazer render deslealdades e desonras, a troco de nada. Vender a honra é sempre um mau negócio. Porque quem a compra não pode fazer nada com ela e quem a vende fica irremediavelmente mais pobre, ainda que confortado com um prato de lentilhas que depressa desaparece na voragem dos dias.

Angola precisa de probidade e de honra, a todos os níveis. Ninguém pense que a Lei da Probidade só se aplica aos políticos ou aos titulares dos órgãos de soberania. Nem pensar. Aplica-se a todos, desde o mais humilde funcionário do Estado ao representante da sociedade civil e da Igreja. É altura de todos fazermos um balanço das nossas vidas. Os que concluírem que deram tudo pelo engrandecimento do país e fizeram o que podiam pelo bem comum são probos e nem sequer precisam de pensar na Lei da Probidade. Os que não encontrarem nas suas vidas motivos de que se orgulhem pelo que fizeram pela sociedade e pelo país é melhor começarem a cumprir a lei.

Ainda vamos a tempo de sermos cidadãos de corpo inteiro.


[Aqui]

Monday, 24 May 2010

Questoes de Poder

Do Pravda ao Kremlin passando pelo CNCS


(...)
É de todo impensável que o MPLA assobie para o lado quando o JA destrata uma das mais importantes associações culturais deste país. A carta aberta de Jacques dos Santos já diz muita coisa...E seria de uma atroz ingenuidade pensar que tal documento exprime, apenas, os pontos de vista pessoais do seu subscritor. Há naquela associação gente demasiado importante que o ‹‹Kremlin››, seguramente, não trocaria pelo director do Jornal de Angola e o seu conhecido assessor. Mesmo porque o ‹‹EME›› tem pela frente importantes desafios que não vencerá contando apenas com os dois escribas do nosso ‹‹Pravda››. Vamos repetir: muito provavelmente o MPLA nunca dirá nada se o Jornal de Angola for a meio campo com o Conselho Nacional de Comunicação Social por causa da UNITA ou de qualquer outro partido da oposição. Mas seguramente nunca fechará os olhos a um conflito entre o Jornal de Angola e uma entidade com a dimensão cultural (e também politica) da Associação Chá de Caxinde. Há ali dentro gente demasiado valiosa para ser perdida por causa de um projecto editorial que cultiva cada vez mais a exclusão.
(...)
[GC in SA#368 p.11]


Ou de como, depois da questao do alegado 'mau comportamento' do "Pravda" ter sido, aparentemente, resolvida em sede propria (CNCS), o (quarto? ou sera' o quinto?) "poder" de uma das partes parece ainda requerer a intervencao do "Kremlin"... Nao se estara' aqui, de algum modo, a pretender menosprezar o CNCS e esvaziar o seu mandato?

[Mais detalhes aqui]


[N.B.: Talvez nao seja de todo inoportuno referir que Jose' Ribeiro e' o autor do extracto em destaque neste post e que Jacques dos Santos e' tambem articulista do Novo Jornal aqui discutido]
(...)
É de todo impensável que o MPLA assobie para o lado quando o JA destrata uma das mais importantes associações culturais deste país. A carta aberta de Jacques dos Santos já diz muita coisa...E seria de uma atroz ingenuidade pensar que tal documento exprime, apenas, os pontos de vista pessoais do seu subscritor. Há naquela associação gente demasiado importante que o ‹‹Kremlin››, seguramente, não trocaria pelo director do Jornal de Angola e o seu conhecido assessor. Mesmo porque o ‹‹EME›› tem pela frente importantes desafios que não vencerá contando apenas com os dois escribas do nosso ‹‹Pravda››. Vamos repetir: muito provavelmente o MPLA nunca dirá nada se o Jornal de Angola for a meio campo com o Conselho Nacional de Comunicação Social por causa da UNITA ou de qualquer outro partido da oposição. Mas seguramente nunca fechará os olhos a um conflito entre o Jornal de Angola e uma entidade com a dimensão cultural (e também politica) da Associação Chá de Caxinde. Há ali dentro gente demasiado valiosa para ser perdida por causa de um projecto editorial que cultiva cada vez mais a exclusão.
(...)
[GC in SA#368 p.11]


Ou de como, depois da questao do alegado 'mau comportamento' do "Pravda" ter sido, aparentemente, resolvida em sede propria (CNCS), o (quarto? ou sera' o quinto?) "poder" de uma das partes parece ainda requerer a intervencao do "Kremlin"... Nao se estara' aqui, de algum modo, a pretender menosprezar o CNCS e esvaziar o seu mandato?

[Mais detalhes aqui]


[N.B.: Talvez nao seja de todo inoportuno referir que Jose' Ribeiro e' o autor do extracto em destaque neste post e que Jacques dos Santos e' tambem articulista do Novo Jornal aqui discutido]

Thursday, 6 May 2010

Nao gosta?... Coma menos!



Como a notícia, a reportagem e a entrevista passaram a ser produtos sujeitos às leis do mercado, houve necessidade de dar força à
auto-regulação. Já disse aqui, em outro momento, que a liberdade de imprensa
começou a ser limitada pelo direito que cada um tem à inviolabilidade pessoal,
nas dimensões física (direito à imagem e direito à palavra escrita e falada),
moral (direito à honra, ao bom nome e à consideração social) e vital (esfera
privada, esfera pessoal, esfera do segredo e história pessoal)
.
A mais recente evolução tecnológica, com o surgimento da Internet e as novas técnicas
de comunicação e informação, dotou o jornalismo de ferramentas que permitem
fluxos na rapidez que há poucos anos eram impensáveis e impossíveis. Mas o que verificámos? Um retrocesso da qualidade editorial e a subalternização do rigor
informativo a discursos que não os dos jornalismo, quando não a destruição pura
e simples da mensagem jornalística.
A liberdade de imprensa está submersa em muitos equívocos e assim desvalorizada e ignorada exactamente por aqueles que mais precisam dela: os jornalistas.
A continuação desta fragilidade atira-nos para uma situação em que os meios de informação já nem sequer são poderes ilegítimos, porque não sufragados pelo voto popular, mas simplesmente considerados centrais que corroem a sociedade.
Jose' Ribeiro

Imagem daqui


• Nao consegue distinguir entre a “critica” (fundamentada!) a uma ideia, uma atitude, uma obra, um projecto, um programa, uma politica, um governo, um sistema, ou uma sociedade, de um “ataque” (infundado!) a honra, bom nome, privacidade, integridade pessoal e reputacao profissional de alguem?

• Nao sabe distinguir o dominio “publico” do “privado”?

• Nao sabe distinguir o “formal” do “informal”?

• Nao sabe distinguir uma “critica construtiva” (pelo menos na intencao declarada) de um “ataque ad hominem”?

• Nao sabe distinguir "criticismo" de "revanchismo"?

• Nao sabe distinguir "jornalismo investigativo" de "emprenhar de ouvido"?

• Nao sabe distinguir "jornalismo" de "bloguismo"?

• Entao nao “critique”, porque so’ sabe “conspirar”, “atentar”, “caluniar”, “injuriar” e “difamar”, expondo-se assim (se nao for suficientemente cobarde para fazer a sua “campanha” pela calada…) as devidas responsabilizacao legal e penalizacao criminal.

Obrigada!

P.S. 1: Nao tem coragem suficiente, ou acha-se "demasiado importante", para fazer comentarios num blog - criticos ou nao; positivos ou nao - mesmo que sob anonimato ou pseudonimo, preferindo ir faze-lo como gato escondido com o rabo de fora na imprensa a milhas de distancia, a troco de umas pratas e/ou umas palmadinhas nas costas dos amigos entre um ou dois copos e/ou da "aprovacao" e "admiracao" das meninas ou a "idolatracao" dos rapazes? Pois nao e' ca' benvindo/a e nao merece sequer um comentario neste blog!... E agradece-se que tenha a necessaria e suficiente decencia e vergonha na cara (!) para nao voltar a visitar este blog e para se coibir de sobre ele ou qualquer dos seus conteudos tecer qualquer referencia, aberta ou velada, seja onde for e muito especialmente na imprensa angolana!

P.S. 2: Este blog comecou e continuou muito bem ate' que passou a ser alvo de uma "campanha" em varias frentes originada na "lusosfera"! Este blog manteve-se, apesar disso, suficientemente bem, ate' que a idiota que o produz se meteu armada em defensora "da Angolanidade" e "dos jornalistas angolanos" e passou a dedicar mais do seu tempo e do espaco deste blog a Angola e a lingua Portuguesa...

P.S. 3: As "campanhas" acima referidas acabam por dizer mais sobre os seus autores e autoras do que sobre este blog ou a sua autora...






Como a notícia, a reportagem e a entrevista passaram a ser produtos sujeitos às leis do mercado, houve necessidade de dar força à
auto-regulação. Já disse aqui, em outro momento, que a liberdade de imprensa
começou a ser limitada pelo direito que cada um tem à inviolabilidade pessoal,
nas dimensões física (direito à imagem e direito à palavra escrita e falada),
moral (direito à honra, ao bom nome e à consideração social) e vital (esfera
privada, esfera pessoal, esfera do segredo e história pessoal)
.
A mais recente evolução tecnológica, com o surgimento da Internet e as novas técnicas
de comunicação e informação, dotou o jornalismo de ferramentas que permitem
fluxos na rapidez que há poucos anos eram impensáveis e impossíveis. Mas o que verificámos? Um retrocesso da qualidade editorial e a subalternização do rigor
informativo a discursos que não os dos jornalismo, quando não a destruição pura
e simples da mensagem jornalística.
A liberdade de imprensa está submersa em muitos equívocos e assim desvalorizada e ignorada exactamente por aqueles que mais precisam dela: os jornalistas.
A continuação desta fragilidade atira-nos para uma situação em que os meios de informação já nem sequer são poderes ilegítimos, porque não sufragados pelo voto popular, mas simplesmente considerados centrais que corroem a sociedade.
Jose' Ribeiro

Imagem daqui


• Nao consegue distinguir entre a “critica” (fundamentada!) a uma ideia, uma atitude, uma obra, um projecto, um programa, uma politica, um governo, um sistema, ou uma sociedade, de um “ataque” (infundado!) a honra, bom nome, privacidade, integridade pessoal e reputacao profissional de alguem?

• Nao sabe distinguir o dominio “publico” do “privado”?

• Nao sabe distinguir o “formal” do “informal”?

• Nao sabe distinguir uma “critica construtiva” (pelo menos na intencao declarada) de um “ataque ad hominem”?

• Nao sabe distinguir "criticismo" de "revanchismo"?

• Nao sabe distinguir "jornalismo investigativo" de "emprenhar de ouvido"?

• Nao sabe distinguir "jornalismo" de "bloguismo"?

• Entao nao “critique”, porque so’ sabe “conspirar”, “atentar”, “caluniar”, “injuriar” e “difamar”, expondo-se assim (se nao for suficientemente cobarde para fazer a sua “campanha” pela calada…) as devidas responsabilizacao legal e penalizacao criminal.

Obrigada!

P.S. 1: Nao tem coragem suficiente, ou acha-se "demasiado importante", para fazer comentarios num blog - criticos ou nao; positivos ou nao - mesmo que sob anonimato ou pseudonimo, preferindo ir faze-lo como gato escondido com o rabo de fora na imprensa a milhas de distancia, a troco de umas pratas e/ou umas palmadinhas nas costas dos amigos entre um ou dois copos e/ou da "aprovacao" e "admiracao" das meninas ou a "idolatracao" dos rapazes? Pois nao e' ca' benvindo/a e nao merece sequer um comentario neste blog!... E agradece-se que tenha a necessaria e suficiente decencia e vergonha na cara (!) para nao voltar a visitar este blog e para se coibir de sobre ele ou qualquer dos seus conteudos tecer qualquer referencia, aberta ou velada, seja onde for e muito especialmente na imprensa angolana!

P.S. 2: Este blog comecou e continuou muito bem ate' que passou a ser alvo de uma "campanha" em varias frentes originada na "lusosfera"! Este blog manteve-se, apesar disso, suficientemente bem, ate' que a idiota que o produz se meteu armada em defensora "da Angolanidade" e "dos jornalistas angolanos" e passou a dedicar mais do seu tempo e do espaco deste blog a Angola e a lingua Portuguesa...

P.S. 3: As "campanhas" acima referidas acabam por dizer mais sobre os seus autores e autoras do que sobre este blog ou a sua autora...




Monday, 3 May 2010

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

“A Agencia”

Era assim:

- Havia varios desks - nacional, desporto, cultura e internacional – e cada um tinha o seu chefe, ao qual os staffers (sub-editores, jornalistas e/ou tradutores) submetiam as suas peças. O chefe, por sua vez, submetia as peças seleccionadas do seu desk ao editor de servico (chefe de turno) e este levava aquelas que passavam pelo seu 'crivo' ao desk dos controladores (um desk algo 'invisivel', mas que existia (!) e integrava alguns editores-chefes e representantes do partido e/ou de “outras agencias nao especificadas”). Estes, por sua vez, usavam os seus proprios “filtros” de seleccao das peças que iam para a sala de telex, de onde eram despachadas para os varios orgaos de “difusao massiva” ou “mass media”, hoje mais comumente designados “de comunicacao social” ou simplesmente “media” ou “midia”.

Entao, aconteceu assim:

- Num certo turno da manha (que normalmente comecava as 6 a.m. e era o que “apanhava” as noticias “mais quentes” da noite anterior ou as que iriam marcar o dia), no desk internacional (que usava como fontes os despachos das principais agencias noticiosas internacionais - Reuters, France Press, Tass, Novosti, Prensa Latina, Pana, etc.), esta staffer “apanhou” com um despacho da France Press assim entitulado:
“URSS invade Afeganistao”!
Tendo aquela sido a primeira noticia sobre o acontecimento, em nome de uma certa nocao de objectividade, nao lhe ocorreu fazer-lhe quaisquer “retoques ou efeitos especiais”, tendo-se limitado a traduzi-la do original em Frances.

- Passado um bocado, o chefe de turno (por sinal alguem que a tratava por 'comadre' e a quem ela tratava por 'compadre') veio dizer-lhe que ela tinha que reescrever aquela materia e entitula-la “URSS presta Ajuda Internacionalista ao Afeganistao”. Encontrando-se ela ja’ ocupada com outras materias, respondeu-lhe descontraidamente que seria melhor que o fizesse ele... Mas ele insistiu e depois de uma pequena discussao a volta dos conceitos de “invasao” e “ajuda internacionalista”, ele dirigiu-se ao desk dos controladores, de onde regressou acompanhado por representantes, um (A) do partido e outro (B) de uma das tais “agencias nao identificadas”...

- Comecou o A: “pois, eu ja’ ha’ muito venho reparando que esta camarada tem ideias muito diversionistas”! Acrescentou o B: “olhe, quem aqui nao esta’ de acordo com a linha politica do partido, nao pode trabalhar aqui”! E colocaram-lhe a peça a frente para que a “corrigisse”...

- A staffer, mal acreditando no que via e ouvia, pegou na peça, rasgou-a em pedacinhos e, sem uma palavra, dirigiu-se a sala do secretariado onde dactilografou e entregou o seu pedido de demissao, abandonando de seguida o edificio.

- Passados alguns dias, a staffer foi chamada pelo director da agencia, para lhe pedir que reconsiderasse a sua decisao, esquecesse o que se tinha passado e regressasse ao trabalho. Ao que ela respondeu que lamentava, mas a sua decisao era irrevogavel e apenas desejava que lhe passassem a devida carta de desvinculacao. Tal carta nunca lhe foi passada... pelo que, ironia das ironias, oficialmente “continua vinculada a agencia” ate’ hoje – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa!

Bom, ironias a parte, passadas cerca de 3 decadas desde aquele infausto episodio (numa altura em que, curiosamente, o Afeganistao se encontra de novo "invadido"...), tem sido deveras interessante observar como personagens como B haveriam, nao muito mais tarde, de se notabilizar nas hostes propagandisticas do maior partido da oposicao, ou como alguns dos seus co-staffers de entao (que nunca 'tugiram nem mujiram' sobre aquele ou outros episodios similares - e nao pretendendo com este reparo retirar-lhes os meritos onde eles possam ser devidos!), se tornaram ao longo dos anos delegados da agencia ou adidos de imprensa nos mais diversos aeropagos internacionais, acessores governamentais ou presidenciais, deputados, auto-denominados “caes do partido”, premios nacionais disto ou daquilo, ou ainda, mais recentemente, “porta-estandartes da liberdade de imprensa e da democracia” (mais vale tarde do que nunca!)...

Mas, como diz o outro: Sarava’!
“A Agencia”

Era assim:

- Havia varios desks - nacional, desporto, cultura e internacional – e cada um tinha o seu chefe, ao qual os staffers (sub-editores, jornalistas e/ou tradutores) submetiam as suas peças. O chefe, por sua vez, submetia as peças seleccionadas do seu desk ao editor de servico (chefe de turno) e este levava aquelas que passavam pelo seu 'crivo' ao desk dos controladores (um desk algo 'invisivel', mas que existia (!) e integrava alguns editores-chefes e representantes do partido e/ou de “outras agencias nao especificadas”). Estes, por sua vez, usavam os seus proprios “filtros” de seleccao das peças que iam para a sala de telex, de onde eram despachadas para os varios orgaos de “difusao massiva” ou “mass media”, hoje mais comumente designados “de comunicacao social” ou simplesmente “media” ou “midia”.

Entao, aconteceu assim:

- Num certo turno da manha (que normalmente comecava as 6 a.m. e era o que “apanhava” as noticias “mais quentes” da noite anterior ou as que iriam marcar o dia), no desk internacional (que usava como fontes os despachos das principais agencias noticiosas internacionais - Reuters, France Press, Tass, Novosti, Prensa Latina, Pana, etc.), esta staffer “apanhou” com um despacho da France Press assim entitulado:
“URSS invade Afeganistao”!
Tendo aquela sido a primeira noticia sobre o acontecimento, em nome de uma certa nocao de objectividade, nao lhe ocorreu fazer-lhe quaisquer “retoques ou efeitos especiais”, tendo-se limitado a traduzi-la do original em Frances.

- Passado um bocado, o chefe de turno (por sinal alguem que a tratava por 'comadre' e a quem ela tratava por 'compadre') veio dizer-lhe que ela tinha que reescrever aquela materia e entitula-la “URSS presta Ajuda Internacionalista ao Afeganistao”. Encontrando-se ela ja’ ocupada com outras materias, respondeu-lhe descontraidamente que seria melhor que o fizesse ele... Mas ele insistiu e depois de uma pequena discussao a volta dos conceitos de “invasao” e “ajuda internacionalista”, ele dirigiu-se ao desk dos controladores, de onde regressou acompanhado por representantes, um (A) do partido e outro (B) de uma das tais “agencias nao identificadas”...

- Comecou o A: “pois, eu ja’ ha’ muito venho reparando que esta camarada tem ideias muito diversionistas”! Acrescentou o B: “olhe, quem aqui nao esta’ de acordo com a linha politica do partido, nao pode trabalhar aqui”! E colocaram-lhe a peça a frente para que a “corrigisse”...

- A staffer, mal acreditando no que via e ouvia, pegou na peça, rasgou-a em pedacinhos e, sem uma palavra, dirigiu-se a sala do secretariado onde dactilografou e entregou o seu pedido de demissao, abandonando de seguida o edificio.

- Passados alguns dias, a staffer foi chamada pelo director da agencia, para lhe pedir que reconsiderasse a sua decisao, esquecesse o que se tinha passado e regressasse ao trabalho. Ao que ela respondeu que lamentava, mas a sua decisao era irrevogavel e apenas desejava que lhe passassem a devida carta de desvinculacao. Tal carta nunca lhe foi passada... pelo que, ironia das ironias, oficialmente “continua vinculada a agencia” ate’ hoje –
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa!

Bom, ironias a parte, passadas cerca de 3 decadas desde aquele infausto episodio (numa altura em que, curiosamente, o Afeganistao se encontra de novo "invadido"...), tem sido deveras interessante observar como personagens como B haveriam, nao muito mais tarde, de se notabilizar nas hostes propagandisticas do maior partido da oposicao, ou como alguns dos seus co-staffers de entao (que nunca 'tugiram nem mujiram' sobre aquele ou outros episodios similares - e nao pretendendo com este reparo retirar-lhes os meritos onde eles possam ser devidos!), se tornaram ao longo dos anos delegados da agencia ou adidos de imprensa nos mais diversos aeropagos internacionais, acessores governamentais ou presidenciais, deputados, auto-denominados “caes do partido”, premios nacionais disto ou daquilo, ou ainda, mais recentemente, “porta-estandartes da liberdade de imprensa e da democracia” (mais vale tarde do que nunca!)...

Mas, como diz o outro: Sarava’!

Wednesday, 31 March 2010

Sim Sra. Ministra!



Carolina Cerqueira

Ministra da Comunicacao Social de Angola:


(...)

Constatamos com preocupação que a qualidade jornalística e obviamente a qualidade editorial da nossa comunicação social, tanto pública como privada carece de mais inovação em termos de pesquisa, de isenção, de respeito pela verdade dos factos, de investigação, de divulgação de conhecimentos, de valores culturais e de princípios de identidade, suportes essenciais para o desenvolvimento socioeconómico sustentado do futuro. O profissionalismo jornalístico, expresso na pretensão da veracidade deve expressar na sua objectividade.

A regulamentação do vasto pacote legislativo que irá traçar o figurino de actuação da comunicação social à luz dos desafios e propósitos da III República é uma tarefa que envolve já os representantes da classe de todos os órgãos da Comunicação Social públicos e privados, de forma a que os direitos da classe sejam legalmente protegidos mas que os seus deveres não permitam a proliferação de informações caluniosas que atentam muitas vezes contra a moral pública, a integridade e a dignidade das pessoas, o desrespeito pelos titulares dos órgãos de soberania a própria soberania do Estado e a unidade Nacional.

(...)

Os média podem e devem promover a cultura de responsabilização e de prestação de contas, ajudar a cultivar o espírito de cidadania, de inclusão e de participação, estimular a auto estima e acarinhar a criatividade dos angolanos.

Todos estamos conscientes que os média são cada vez mais um elemento incontornável na formação das culturas, de socialização e na constituição de personalidades assumindo uma responsabilidade importante no estabelecimento da força coesiva que garante a integração social, independentemente da participação dos agentes sociais.

(...)

Os média dispõem de uma capacidade que pode despoletar dinâmicas sociais alternativas tendentes a aprofundar o exercício da democracia e é nesse sentido que apelo a todos para uma cultura nova na conduta dos jornalistas, cultura que promova a inclusão e a participação de todos na construção da nova Angola, cultura que promova e acarinhe o esforço de todos os angolanos, desde o mais humilde aos esforços de desenvolvimento nacional, atitude que reprove os actos de violência, em todas as suas dimensões e que seja capaz atraves de exemplos positivos de contribuir para a educação civica das populações, complementando o papel da familia, da Escola e da Igreja, enquanto mecanismos que tambem asseguram a regularidade nas dinâmicas sociais.

O que torna a Comunicação Social mais forte e pluralista é garantir uma comunicação que previlegie uma relação dinamica com o público, aberta à critica e à partilha de saberes, ao confronto de opiniões e de argumentos e à pluralidade de discursos, numa base de segurança, confiança e respeito pela diversidade.

(...)

Enquanto espaço público, os media deverão desempenhar um papel importante como espaços de aprofundamento de cidadania, interagindo com a sociedade civil como instância de mediação entre o público e o privado, contribuindo para uma globalização de cultura, expondo-se aos ventos das mudanças que auxilia o aprofundamento da democracia, o reforço das instituições de forma a responder inteligentemente a fluidez das dinamicas sociais.

A relação local/global resultante da articulação entre comunidades e espaços públicos, e uma cultura politica global informado pelos papeis da diversidade, do respeito pelos actos humanos e na universalidade no reconhecimento das pretensões legitimas não será realidade sem reconhecimento de uma dimensão cívica na actividade dos media, que assegurem o pluralismo e a equidade, o aprofundamento de uma reflexão acerca do modo como o próprio jornalismo pode influenciar positivamente a vida pública.

(...)

Por exemplo verificamos que as noticias do trabalho jornalístico, na abordagem das questões da violência estão mais orientadas para a cobertura e tratamento do que é pontual e episódico do que para o contexto em que os acontecimentos ocorrem.As poucas tentativas de descrever um tema com mais profundidade são geralmente desprovidas de sistematicidade e pouco incisivas.

Aquilo que geralmente é transmitido ao público é a localização dos acontecimentos, os indivíduos que nele estão envolvidos e pormenores, com frequência, estes elementos ocupam, automaticamente o 1º lugar na memoria dos destinatários enquanto que a causa dos acontecimentos permanece em fundo.

O que dai resulta é uma memória fragmentada , cheia de pormenores isolados e a que falta o contexto. Cai-se assim num ciclo vicioso e normalmente a abordagem dos temas sobre a violência são mais sensacionalistas do que educativos, suscitando mais curiosidade do que repulsa.

Sensibilizar e consciencializar a população assim como potenciar acções de apoio social que contribuam para superar o impacto de uma situação de violência, é o desafio que lançamos a cada um de vós, conscientes de que será possível assim fazer uma informação mais humana e mais adequada a actual conjuntura nacional.


[Informacao daqui]



Carolina Cerqueira

Ministra da Comunicacao Social de Angola:


(...)

Constatamos com preocupação que a qualidade jornalística e obviamente a qualidade editorial da nossa comunicação social, tanto pública como privada carece de mais inovação em termos de pesquisa, de isenção, de respeito pela verdade dos factos, de investigação, de divulgação de conhecimentos, de valores culturais e de princípios de identidade, suportes essenciais para o desenvolvimento socioeconómico sustentado do futuro. O profissionalismo jornalístico, expresso na pretensão da veracidade deve expressar na sua objectividade.

A regulamentação do vasto pacote legislativo que irá traçar o figurino de actuação da comunicação social à luz dos desafios e propósitos da III República é uma tarefa que envolve já os representantes da classe de todos os órgãos da Comunicação Social públicos e privados, de forma a que os direitos da classe sejam legalmente protegidos mas que os seus deveres não permitam a proliferação de informações caluniosas que atentam muitas vezes contra a moral pública, a integridade e a dignidade das pessoas, o desrespeito pelos titulares dos órgãos de soberania a própria soberania do Estado e a unidade Nacional.

(...)

Os média podem e devem promover a cultura de responsabilização e de prestação de contas, ajudar a cultivar o espírito de cidadania, de inclusão e de participação, estimular a auto estima e acarinhar a criatividade dos angolanos.

Todos estamos conscientes que os média são cada vez mais um elemento incontornável na formação das culturas, de socialização e na constituição de personalidades assumindo uma responsabilidade importante no estabelecimento da força coesiva que garante a integração social, independentemente da participação dos agentes sociais.

(...)

Os média dispõem de uma capacidade que pode despoletar dinâmicas sociais alternativas tendentes a aprofundar o exercício da democracia e é nesse sentido que apelo a todos para uma cultura nova na conduta dos jornalistas, cultura que promova a inclusão e a participação de todos na construção da nova Angola, cultura que promova e acarinhe o esforço de todos os angolanos, desde o mais humilde aos esforços de desenvolvimento nacional, atitude que reprove os actos de violência, em todas as suas dimensões e que seja capaz atraves de exemplos positivos de contribuir para a educação civica das populações, complementando o papel da familia, da Escola e da Igreja, enquanto mecanismos que tambem asseguram a regularidade nas dinâmicas sociais.

O que torna a Comunicação Social mais forte e pluralista é garantir uma comunicação que previlegie uma relação dinamica com o público, aberta à critica e à partilha de saberes, ao confronto de opiniões e de argumentos e à pluralidade de discursos, numa base de segurança, confiança e respeito pela diversidade.

(...)

Enquanto espaço público, os media deverão desempenhar um papel importante como espaços de aprofundamento de cidadania, interagindo com a sociedade civil como instância de mediação entre o público e o privado, contribuindo para uma globalização de cultura, expondo-se aos ventos das mudanças que auxilia o aprofundamento da democracia, o reforço das instituições de forma a responder inteligentemente a fluidez das dinamicas sociais.

A relação local/global resultante da articulação entre comunidades e espaços públicos, e uma cultura politica global informado pelos papeis da diversidade, do respeito pelos actos humanos e na universalidade no reconhecimento das pretensões legitimas não será realidade sem reconhecimento de uma dimensão cívica na actividade dos media, que assegurem o pluralismo e a equidade, o aprofundamento de uma reflexão acerca do modo como o próprio jornalismo pode influenciar positivamente a vida pública.

(...)

Por exemplo verificamos que as noticias do trabalho jornalístico, na abordagem das questões da violência estão mais orientadas para a cobertura e tratamento do que é pontual e episódico do que para o contexto em que os acontecimentos ocorrem.As poucas tentativas de descrever um tema com mais profundidade são geralmente desprovidas de sistematicidade e pouco incisivas.

Aquilo que geralmente é transmitido ao público é a localização dos acontecimentos, os indivíduos que nele estão envolvidos e pormenores, com frequência, estes elementos ocupam, automaticamente o 1º lugar na memoria dos destinatários enquanto que a causa dos acontecimentos permanece em fundo.

O que dai resulta é uma memória fragmentada , cheia de pormenores isolados e a que falta o contexto. Cai-se assim num ciclo vicioso e normalmente a abordagem dos temas sobre a violência são mais sensacionalistas do que educativos, suscitando mais curiosidade do que repulsa.

Sensibilizar e consciencializar a população assim como potenciar acções de apoio social que contribuam para superar o impacto de uma situação de violência, é o desafio que lançamos a cada um de vós, conscientes de que será possível assim fazer uma informação mais humana e mais adequada a actual conjuntura nacional.


[Informacao daqui]