Wednesday, 23 April 2008

"RECOLONIZACAO": DUAS VARIACOES SOBRE O MESMO TEMA

O Semanario Portugues Expresso, publicou recentemente o seguinte artigo, sob o titulo "Rapidamente e em força para Angola":

"O Consulado Geral da República de Angola em Lisboa emitiu 342 vistos de trabalho em 2007, mais 271,7% que no ano anterior. As motivações que levam os quadros portugueses a ir trabalhar para Angola são várias, mas alguns especialistas em recrutamento garantem que o desemprego que agora se faz sentir em Portugal acaba por empurrar, de certa forma, muitas pessoas para uma ‘aventura’ em terras angolanas, onde as oportunidades se multiplicam em cada dia que passa.

O crescimento económico daquele país, que se mantém acima dos 27% ao ano, é a prova de que há ali muito por fazer. As empresas não hesitam em avançar, e pagam ordenados chorudos (entre 70 mil e 200 mil dólares americanos por ano) para convencerem profissionais qualificados a trocar Portugal por terras angolanas. “É inegável que se ganha muito bem em Angola. Mas também é preciso saber negociar os contratos de trabalho, que normalmente incluem casa e meio de transporte”, explica Mónica Guerreiro, a trabalhar em Angola desde 2002. Sublinha que, no seu caso, rumou para aquele país por falta de trabalho em Portugal e que, apesar de muitas contrariedades entretanto encontradas, não está arrependida da opção que fez.

O nome com que aqui se identifica é fictício, pois receia retaliações. Sublinha que já se sentiu discriminada por ser branca, e que domina um certo clima de angolanização no mercado de trabalho, nem sempre favorável à presença de quadros brancos em lugares que podem ser ocupados por naturais do país.
“Não está estabelecido por decreto, mas é verdade que se dá preferência a quadros angolanos”, nota uma fonte da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Angolana, que também pede para não ser identificada.“O problema é que Angola não dispõe de quadros superiores nem em quantidade nem em qualidade suficientes para suprir as necessidades das empresas que ali querem progredir”, explica Eduarda Luna Pais, directora da empresa de caça-talentos Egon Zender International."

[Continue lendo aqui]

Por seu turno, na sua ultima edicao, o Semanario Angolense publica, sob o titulo "
Jornalistas do Rossio em bicos de pés", a materia que se segue:

"Angola tornou-se nos últimos tempos bastante atractiva para expatriados e imigrantes de diversas nacionalidades, mas está mais ou menos verificado, ainda que pela observação empírica, que os portugueses estão entre os estrangeiros que chegam em maior número ao nosso país. Prova clara disso está no sotaque algarvio, trasmontano ou alentejano que marca os voos para Luanda provenientes de Lisboa, e que no aeroporto da capital angolana rapidamente se espalha pelos restaurantes, bares e hotéis superlotados da cidade. São os portugueses a correrem de regresso à antiga jóia da coroa.

Esta revoada migratória não é nociva para o país, e desde que contida em limites aceitáveis e que não periguem a nossa frágil estrutura de emprego, até se mostra positiva para os novos rumos da economia angolana. Em termos gerais, portanto, não há nada a objectar. É enterrar o machado do chauvinismo e da xenofobia. Porém, quando bem espremido, encontramos no fluxo da imigração portuguesa para Angola aspectos inquietantes em relação a um certo modus operandis. Trata-se de uma franja marginal, residual mesmo, no conjunto dos luso-cidadãos que aportam o país, mas que não deixa de fazer confusão. Não nos referimos aos comerciantes nem aos trolhas e pedreiros.

Em fuga do cada vez mais difícil mercado da media em Portugal, Angola também passou a ser apetecível a muitos profissionais da comunicação social portuguesa, sobretudo daqueles que possuem uma costela angolana ou que tenham vivido no nosso país na época colonial. A forma como esses últimos aterram em Angola não entra nos procedimentos comummente aceites pela ortodoxia migratória.

Basta um pouco mais de atenção para vermos como na imprensa portuguesa ou em órgãos de comunicação social do Estado angolano surgiram ultimamente jornalistas portugueses a assinarem artigos estranhos sobre Angola, cujo fito último é o de demonstrarem que tratam com maior profissionalismo os assuntos do país do que os seus colegas angolanos. Eivados de má-fé no plano deontológico, muitos destes artigos chegam a achincalhar a dignidade dos jornalistas angolanos."

[Leia mais aqui]
O Semanario Portugues Expresso, publicou recentemente o seguinte artigo, sob o titulo "Rapidamente e em força para Angola":

"O Consulado Geral da República de Angola em Lisboa emitiu 342 vistos de trabalho em 2007, mais 271,7% que no ano anterior. As motivações que levam os quadros portugueses a ir trabalhar para Angola são várias, mas alguns especialistas em recrutamento garantem que o desemprego que agora se faz sentir em Portugal acaba por empurrar, de certa forma, muitas pessoas para uma ‘aventura’ em terras angolanas, onde as oportunidades se multiplicam em cada dia que passa.

O crescimento económico daquele país, que se mantém acima dos 27% ao ano, é a prova de que há ali muito por fazer. As empresas não hesitam em avançar, e pagam ordenados chorudos (entre 70 mil e 200 mil dólares americanos por ano) para convencerem profissionais qualificados a trocar Portugal por terras angolanas. “É inegável que se ganha muito bem em Angola. Mas também é preciso saber negociar os contratos de trabalho, que normalmente incluem casa e meio de transporte”, explica Mónica Guerreiro, a trabalhar em Angola desde 2002. Sublinha que, no seu caso, rumou para aquele país por falta de trabalho em Portugal e que, apesar de muitas contrariedades entretanto encontradas, não está arrependida da opção que fez.

O nome com que aqui se identifica é fictício, pois receia retaliações. Sublinha que já se sentiu discriminada por ser branca, e que domina um certo clima de angolanização no mercado de trabalho, nem sempre favorável à presença de quadros brancos em lugares que podem ser ocupados por naturais do país.
“Não está estabelecido por decreto, mas é verdade que se dá preferência a quadros angolanos”, nota uma fonte da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Angolana, que também pede para não ser identificada.“O problema é que Angola não dispõe de quadros superiores nem em quantidade nem em qualidade suficientes para suprir as necessidades das empresas que ali querem progredir”, explica Eduarda Luna Pais, directora da empresa de caça-talentos Egon Zender International."

[Continue lendo aqui]

Por seu turno, na sua ultima edicao, o Semanario Angolense publica, sob o titulo "
Jornalistas do Rossio em bicos de pés", a materia que se segue:

"Angola tornou-se nos últimos tempos bastante atractiva para expatriados e imigrantes de diversas nacionalidades, mas está mais ou menos verificado, ainda que pela observação empírica, que os portugueses estão entre os estrangeiros que chegam em maior número ao nosso país. Prova clara disso está no sotaque algarvio, trasmontano ou alentejano que marca os voos para Luanda provenientes de Lisboa, e que no aeroporto da capital angolana rapidamente se espalha pelos restaurantes, bares e hotéis superlotados da cidade. São os portugueses a correrem de regresso à antiga jóia da coroa.

Esta revoada migratória não é nociva para o país, e desde que contida em limites aceitáveis e que não periguem a nossa frágil estrutura de emprego, até se mostra positiva para os novos rumos da economia angolana. Em termos gerais, portanto, não há nada a objectar. É enterrar o machado do chauvinismo e da xenofobia. Porém, quando bem espremido, encontramos no fluxo da imigração portuguesa para Angola aspectos inquietantes em relação a um certo modus operandis. Trata-se de uma franja marginal, residual mesmo, no conjunto dos luso-cidadãos que aportam o país, mas que não deixa de fazer confusão. Não nos referimos aos comerciantes nem aos trolhas e pedreiros.

Em fuga do cada vez mais difícil mercado da media em Portugal, Angola também passou a ser apetecível a muitos profissionais da comunicação social portuguesa, sobretudo daqueles que possuem uma costela angolana ou que tenham vivido no nosso país na época colonial. A forma como esses últimos aterram em Angola não entra nos procedimentos comummente aceites pela ortodoxia migratória.

Basta um pouco mais de atenção para vermos como na imprensa portuguesa ou em órgãos de comunicação social do Estado angolano surgiram ultimamente jornalistas portugueses a assinarem artigos estranhos sobre Angola, cujo fito último é o de demonstrarem que tratam com maior profissionalismo os assuntos do país do que os seus colegas angolanos. Eivados de má-fé no plano deontológico, muitos destes artigos chegam a achincalhar a dignidade dos jornalistas angolanos."

[Leia mais aqui]

9 comments:

Maria Muadiê said...

Oi querida, tenho vindo ao seu blo sem comentar. Tudo bem?
Que música deliciosa é essa que ouço aqui?
um beijo,
Martha

Koluki said...

Oi Martha, tudo bem?
Minha querida, ja' me vou habituando a escassez de comentarios aqui... imagine que desde o principio do ano este blog tem tido em media 2 mil visitantes por mes: ja' pensou quantos comentarios poderia ter se pelo menos 1% dos visitantes fizesse um comentario por mes?
Mas... como dizem ai na musica, "vamos fazer mais como"?
Essa musica e' do Dog Murras, chama-se 'Angola' e tem tido um impacto algo polemico no pais - pelo menos a julgar por um artigo supostamente escrito por uma das filhas de Jose' Eduardo dos Santos, que aqui publiquei (no post "Angola: Tema para Debate") ha' nao muito tempo.
Outro beijo.

Anonymous said...

O tal de Borges já cá está a convite do Ministério da Comunicação Social. Vai proferir uma palestra sobre a cobertura das eleições legislativas ...ele que na SIC Notícias é comentarista desportivo.

Koluki said...

Obrigada pela informacao, Anonimo.

Denudado said...

Cara Koluki,

Não vou comentar os artigos que reproduz neste seu post, por não conhecer em concreto a realidade a que eles se referem. Apenas vou acompanhando de longe o evoluir dos acontecimentos.

Quero, no entanto, chamar a sua atenção para uma reportagem sobre os portugueses em Angola, que foi transmitida pela TVI há perto de um ano. Se não a viu, veja-a aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=iOcivdExKCA
http://www.youtube.com/watch?v=QL56BSiqchs
http://www.youtube.com/watch?v=JhTAnUAojes

Eu, depois de ter visto a reportagem, fiquei muito mal disposto. Não me vou alongar em comentários sobre ela, porque não vale a pena. A mentalidade colonialista/paternalista revelada por estes "novos" portugueses em Angola e a própria forma como a reportagem foi feita são por demais eloquentes.

Quero ainda deixar algumas palavras a respeito do jornalista David Borges. Eu não o conheço pessoalmente, mas ouço-o na rádio desde há muitos anos (as suas intervenções futebolísticas na televisão não me interessam minimamente) e por isso tenho uma opinião formada sobre ele como profissional.

Ao contrário do que diz o jornalista do Semanário Angolense («...apesar de ser originário de Angola, há muito que andava arredio das questões ligadas ao nosso país»), David Borges sempre esteve estreitamente ligado a Angola, muito mais do que qualquer outro jornalista em Portugal. Julgo mesmo que ele tem dupla nacionalidade portuguesa e angolana.

Não é preciso recuar muitos anos para lembrar que David Borges foi o "pai" da RDP África. É-lhe atribuída a autoria da ideia da criação desse canal público de rádio, de que foi (ainda é?) o director. Na RDP África, David Borges não se tem limitado a fazer o papel de gestor. É incalculável a quantidade de horas de emissão por ele preenchidas com entrevistas, mesas redondas, debates, etc., em que são discutidos os mais variados assuntos relacionados com África em geral e com Angola em particular. Se há jornalista em Portugal que tem acompanhado de muito perto as questões ligadas a Angola, esse jornalista é precisamente David Borges. Dizer o contrário só pode ser uma manifestação de má fé ou de ignorância.

Se o jornalista do Semanário Angolense não conhecia David Borges, o mínimo que deveria fazer era informar-se. Se não o fez, acabou por dar razão aos que dizem mal dos jornalistas angolanos.

Koluki said...

Caro Denudado,

Em primeiro lugar, muito obrigada pelos links. Tenho a certeza de nao os ter visto ainda e fa-lo-ei tao logo possa.

Em relacao ao David Borges:

Como tera’ reparado, faco os possiveis por evitar pessoalizar as questoes que aqui trago, particularmente se estas sao de caracter sensivel, por uma razao ou por outra.
Nao me vou, portanto, deter na avaliacao do curriculum de David Borges (que nao conheco, nem pessoalmente, nem de outro modo, embora me lembre vagamente de ouvir o seu nome na radio portuguesa). Nao me vou tambem deter na avaliacao critica do artigo do SA, ou do seu autor, porque nao me cabe esse papel nem sei de quem e’ a sua autoria, porque o artigo nao vem assinado.

O que me parece, no entanto, relevante nessa questao e’ a necessidade de nao se perder de vista a historia politica da Angola pos-independencia e a fase de ‘infancia lactante’ em que ainda se encontra a imprensa privada independente (ou que assim se pretende) no pais. Em termos economicos, eu caracteriza-la-ia como uma “industria nascente” e, como tal, merecedora de proteccao institucional ate’ poder ter pernas para andar completamente desamparada. A liberdade, diversidade e pluralidade da imprensa sao bens publicos, tal como o sao as liberdades de expressao e opiniao individual – nessa medida sao, portanto, bens em relacao aos quais o estado, se nao os promove, pelo menos nao deveria agir como um concorrente desleal a pretender preservar a qualquer custo o seu monopolio do sector.

E e’ isto que torna a forma como alguns jornalistas portugueses sao contratados pelo estado angolano e os processos que a esses contratos conduzem objeccionavel, do meu ponto de vista. Se ha’ que haver concorrencia num mercado livre e concorrencial, pois que ela seja tao transparente e justa quanto possivel, ja’ que e’ manifestamente ilusorio esperar-se a obtencao de “concorrencia perfeita” ou completa “igualdade de oportunidades” em qualquer mercado.

E aqui chegados, ha’ que considerar que David Borges podera’ ter o curriculum e os meritos mais recomendaveis, mas o facto e’ que a imprensa (particularmente no que toca a eventos manifestamente sensiveis ao particular tecido socio-politico em que teem lugar, como e’ o caso da cobertura das eleicoes legislativas) nao opera independentemente do contexto em que e’ produzida: isto e’, o facto de David Borges poder ter sido um optimo, ou mesmo o melhor, jornalista luso-angolano a operar no espaco portugues para uma audiencia maioritariamente portuguesa (ou, porventura, luso-africana) nao o qualifica especifica, ou unicamente para ser considerado como tendo as mesmas credenciais no espaco angolano, para uma audiencia angolana. Certamente nao, se em competicao em pe’ de igualdade (sobretudo em termos de apoios politico-institucionais) com jornalistas angolanos que fizeram suas tarimbas permanentemente baseados no pais e, no caso dos privados/independentes, contra todas as adversidades possiveis e imaginarias. Este parece-me ser o ponto fulcral da questao, independentemente das personalidades envolvidas.

Para concluir, deixe-me dizer-lhe que considero que o facto de um jornalista do SA ter publicado uma materia que podera’ ser considerada ‘insuficientemente pesquisada’, nao autoriza a que se atribua tal eventual ‘deslize’ ao colectivo do jornal e muito menos a que se fale generalizadamente mal dos jornalistas angolanos… So’ para citar um caso a que ambos nos podemos reportar: ha pouco tempo postei aqui extractos de uma entrevista de Eugenia Neto ao Expresso em que os seus editores apresentavam Nito Alves como “lider da Revolta Activa”! E isto por jornalistas que se teem vindo a especializar especificamente na pesquisa daquela materia e que tinham em mao todas as fontes que lhes permitiriam nao incorrer em erro tao crasso… Mas nao me ocorreu por isso generalizar aquele ‘faux pas’ ao colectivo do Expresso, ou a totalidade dos jornalistas portugueses! Isto para nem sequer falar dos que me teem feito a vida negra na blogosfera e que nao me espantara' nada ve-los brevemente a 'blogar' a partir de Angola, de onde poderao finalmente clamar total legitimidade para monopolizarem as paginas do GVO e forcarem Angolanos como eu completamente 'offline'… Mesmo sem saberem escrever uma linha de Ingles! Falemos, pois, em concorrencia aberta, falemos....

Canadiano said...

Querida amiga Koluki

Em primeiro lugar tenho que me desculpar por andar muito ausente, mas infelizmente a vida nem sempre nos permite usufruir tanto como gostariamos de bens publicos como este seu blog. Como ve, vou sempre que posso lendo os seus artigos, eh eh eh…
Sobre este assunto, o que me revolta eh que eles digam que Angola nao tem quadros, em quantidade nem qualidade suficiente. Pergunto: sera que o estado angolano ja se preocupou em fazer um levantamento dos filhos da terra no exterior com qualificacao e aptidao mais que suficente para contribuirem para a reconstrucao do seu proprio pais?
Um forte abraco e prometo voltar mais vezes!

Koluki said...

Amigo Canadiano,

Realmente ha' muito que nao dava por aqui um ar da sua graca!
Seja mais uma vez bem vindo e volte sempre e quando quiser e puder!
A sua questao foi registada em "Comment of the Week". Esperemos que alguem se debruce sobre ela...

Forte abraco tambem para si!

Koluki said...

Apenas para esclarecer melhor esta questao, aqui fica uma noticia que acabo de encontrar na corrente edicao do SA:

David Borges em Luanda

O jornalista David Borges, comentarista desportivo do canal televisivo português SIC Notícias, será um dos prelectores do seminário sobre «A Comunicação Social e as eleições em Angola», que decorrerá em Luanda nos dias 29 e 30. David Borges dissertará sobre a «Estratégia de cobertura eleitoral na rádio, televisão e imprensa escrita». Organizado pelo Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), o seminário terá outros prelectores, nomeadamente o jornalista Ismael Mateus (O papel da imprensa na consolidação da democracia), o jurista Adão de Almeida (A comunicação social na legislação eleitoral), o sociólogo Paulo de Carvalho (A importância dos media na educação cívica eleitoral), o jornalista Luís Costa Ribas (A objectividade jornalística na cobertura eleitoral), Mitchell Ferguson, conselheiro da embaixada americana em Angola (O sistema eleitoral americano). O jornalista João Melo e o diplomata Eduardo Beny partilharão a palestra sobre a Cobertura eleitoral em Angola – experiências de 1992. David Borges, Ferdinando Casagrande e Jacob Ntshangase transmitirão, respectivamente, as experiências portuguesa, brasileira e sul-africana. Os jornalistas angolanos Amílcar Xavier (Rádio Nacional de Angola) e Adérito Kizunda (Jornal de Angola) conduzirão uma acção formativa sobre a convergência de conteúdos entre os órgãos de comunicação social e a gestão de meios e de recursos humanos na cobertura eleitoral.