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Thursday, 15 July 2010

"Que educacao andamos a dar aos nossos filhos (?)" [R]*



OU... "MEU CRIME DE LESA-PATRIA"...

OU, DE COMO...

Maes deste kalibre nao andam propriamente pela vida em bicos de pes em saloes de danca, ou a desfilar em passarelles de misses, pelo que nao se precisam 'elegantes'!

(o que quer que isso seja...)

*First posted 13/01/09




OU... "MEU CRIME DE LESA-PATRIA"...

OU, DE COMO...

Maes deste kalibre nao andam propriamente pela vida em bicos de pes em saloes de danca, ou a desfilar em passarelles de misses, pelo que nao se precisam 'elegantes'!

(o que quer que isso seja...)

*First posted 13/01/09


Wednesday, 7 January 2009

JUST POETRY (IV)



TESTAMENTO


À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...
(Alda Lara)


[Talvez nao me importasse de ser aquela prostituta... Porque, sem que alguma vez o tenha sido na minha vida, receberia em testamento um legado mais digno do que aquele que algu(ma)ns me querem forcosamente imputar em vida. Mas, durmo tranquila, porque sei que deixarei ao meu filho o legado de uma vida sacrificada, mas levada digna e honradamente de cabeca erguida, a serenidade de uma consciencia limpa e de uma alma impoluta e o amor que nunca se vendeu em nenhum bairro velho e escuro, que nunca se vendeu em lugar algum!
Ah, e tambem a inocencia, verdade e honestidade dos meus poemas.]


TESTAMENTO


À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...
(Alda Lara)


[Talvez nao me importasse de ser aquela prostituta... Porque, sem que alguma vez o tenha sido na minha vida, receberia em testamento um legado mais digno do que aquele que algu(ma)ns me querem forcosamente imputar em vida. Mas, durmo tranquila, porque sei que deixarei ao meu filho o legado de uma vida sacrificada, mas levada digna e honradamente de cabeca erguida, a serenidade de uma consciencia limpa e de uma alma impoluta e o amor que nunca se vendeu em nenhum bairro velho e escuro, que nunca se vendeu em lugar algum!
Ah, e tambem a inocencia, verdade e honestidade dos meus poemas.]

Monday, 5 January 2009

PERSONAGENS (I)





O "MINION"


(1)
Estava eu muito bem descansada no meu kubiko do Kinaxixi, quando me batem a porta. Era ele, com a filha. Vinha da casa da estranged wife, ali a dois passos, e dizia que procurava um pouco de paz... Arranjei-lhes um lugar confortavel para dormir na sala, ate’ que ele se sentiu suficientemente “pacificado” para ir a sua vida… Para meu supremo choque, boquiabertismo e asco, com base nesse episodio, ouvi-o uma vez dizer, ja’ nao sei a que proposito: “eu so’ nao fui para a cama contigo porque nao quis!”… Creio que, na altura, fiquei simplesmente sem palavras! Sobretudo porque o conheci como "amigo" deste personagem!...

(2)
Estava eu a preparar-me para o teste de Economia do Desenvolvimento (ED) que teria na semana seguinte (… nao podia simplesmente deixar os meus creditos por maos alheias – afinal eu era a melhor aluna do ano naquela cadeira, a tal onde se estuda(va) "macroeconomia a prova de balas", o que quer que isso seja...), quando ouco tocar a campanhia da minha casa em Lisboa. Vou abrir. Era ele, acompanhado da filha. Deixei-os entrar. Dizia que, “sendo eu a unica pessoa amiga que tinha, vinha pedir-me asilo para os dois porque ja’ nao aguentava aquela francesa…”.

Deixei-os entrar. Depois de o ouvir mais um pouco, disse-lhe terminantemente: “desculpa, mas vou levar-te a casa”. Coloquei a filha a dormir no quarto do meu filho, que tambem ja’ estava a dormir aquela hora avancada da noite, chamei um taxi (que paguei) e fui acompanha-lo ate’ a porta de casa. A francesa ouviu tocar, veio a porta, mas antes de a abrir perguntou quem era, ao que ele respondeu apenas por si. Ela: “tu viens pour me battre?!”. Eu retorqui por mim: “nao, eu estou aqui com ele”… Ela abriu, ele entrou, eu voltei para a minha casa. Mas ja’ nao consegui estudar naquela noite.
A filha foi retornada a casa no dia seguinte.
O teste de ED? Correu bem, gracas a Deus!
(Nao que ele me tivesse perguntado...)



(3)
Anos mais tarde, numa outra casa minha em Lisboa, ela bate-me a porta. Recebo-a com a maior das simpatias e afabilidades – afinal ele tinha-me confidenciado que ela tinha feito de mim os maiores elogios: “que eu era uma das mulheres que ela mais respeitava… que dentre todos os angolanos que tinha recebido em sua casa em Paris eu era a mais autentica”… Mas, a paginas tantas, ela comeca a rodear pela casa e, ao dar-se conta que havia uma outra entrada/saida pelo quintal, diz que “isto e’ optimo para deixar fugir amantes”… Coisa que nunca sequer me passara pela cabeca! Obviamente, tinha vindo apenas a procura do seu amavel mari, que por sinal eu ja’ nao via ha’ muito tempo… e que jamais tinha sido “meu amante”!
Fiquei, tambem dessa vez, sem palavras, mas continuei amavel ate' que ela se despediu e saiu... pela porta do quintal.

(4)
Alguns anos depois, ele aparece-me na mesma casa em Lisboa. Desta vez nao vinha com a filha, que creio ja’ se encontrava de volta a Luanda na altura. Vinha de Paris e dizia que tinha deixado a francesa com esta frase: “vou para casa das mulheres que te fazem mais ciumes: a CM em Paris e a (eu) em Lisboa!”… Nao foi exactamente a frase que me chocou, mas a realizacao de que nem sequer lhe passava pela cabeca (e se passava, ele estava-se pura e simplesmente nas tintas!) o quanto era ofensivo para mim saber-me usada para chantagens emocionais em conflitos domesticos com os quais nada tinha, nem nunca tive, ou quis ter, a haver…



Mas, mais uma vez, faltaram-me as palavras para expressar o ultraje. Nao o deixei, no entanto, ficar muito tempo. E, apesar de, enquanto la’ esteve, as vezes desfilar a minha frente de forma pateticamente provocadora de peito nu, nunca fui para a cama com ele! Nunca me atraiu a esse ponto, nunca foi um dos muito poucos a quem dei esse privilegio durante toda a minha vida… gracas a Deus!

E, ja' agora, aproveito para deixar aqui registado que nessa categoria se encontram todos os individuos a quem aqui me referi, por uma razao ou por outra, em algumas das notas de rodape' a serie "Ecos da Imprensa Angolana" - grande parte das quais decidi retirar para evitar mais mal-entendidos...

(5)
Mais recentemente, regressou a Luanda e, entre outras coisas, virou ‘colunista’ com ares mui afectados de Paris… Em pouco tempo, deu para ver que continua pateticamente hipocrita, machista, ridiculo, piquinininho, mesquinho, complexado, recalcado, intriguista, difamador, fantasista, pervertido, depravado e… a delirar com a ideia de que eu alguma vez possa ter sido uma mulher ao seu alcance. Mas a realidade, obviamente, acaba sempre por bater-lhe a porta e, frustrado com o esvair-se do seu sonho gravido de mentiras, vira cao raivoso que morde a mao que tantas vezes o amparou… seguindo os principios que os meus ancestrais me ensinaram, como mae, por pena da filha dele, de cuja mae era bastante amiga, apenas por isso.

Pois essa mao decidiu agora, ainda que apenas em pequenos e parciais snapshots como estes, enfiar-lhe um pouco da verdade pelos olhos adentro – a ver se eles nunca mais voltam a perde-la de vista!




POST RELACIONADO:

A "Minha Amiga"





O "MINION"


(1)
Estava eu muito bem descansada no meu kubiko do Kinaxixi, quando me batem a porta. Era ele, com a filha. Vinha da casa da estranged wife, ali a dois passos, e dizia que procurava um pouco de paz... Arranjei-lhes um lugar confortavel para dormir na sala, ate’ que ele se sentiu suficientemente “pacificado” para ir a sua vida… Para meu supremo choque, boquiabertismo e asco, com base nesse episodio, ouvi-o uma vez dizer, ja’ nao sei a que proposito: “eu so’ nao fui para a cama contigo porque nao quis!”… Creio que, na altura, fiquei simplesmente sem palavras! Sobretudo porque o conheci como "amigo" deste personagem!...

(2)
Estava eu a preparar-me para o teste de Economia do Desenvolvimento (ED) que teria na semana seguinte (… nao podia simplesmente deixar os meus creditos por maos alheias – afinal eu era a melhor aluna do ano naquela cadeira, a tal onde se estuda(va) "macroeconomia a prova de balas", o que quer que isso seja...), quando ouco tocar a campanhia da minha casa em Lisboa. Vou abrir. Era ele, acompanhado da filha. Deixei-os entrar. Dizia que, “sendo eu a unica pessoa amiga que tinha, vinha pedir-me asilo para os dois porque ja’ nao aguentava aquela francesa…”.

Deixei-os entrar. Depois de o ouvir mais um pouco, disse-lhe terminantemente: “desculpa, mas vou levar-te a casa”. Coloquei a filha a dormir no quarto do meu filho, que tambem ja’ estava a dormir aquela hora avancada da noite, chamei um taxi (que paguei) e fui acompanha-lo ate’ a porta de casa. A francesa ouviu tocar, veio a porta, mas antes de a abrir perguntou quem era, ao que ele respondeu apenas por si. Ela: “tu viens pour me battre?!”. Eu retorqui por mim: “nao, eu estou aqui com ele”… Ela abriu, ele entrou, eu voltei para a minha casa. Mas ja’ nao consegui estudar naquela noite.
A filha foi retornada a casa no dia seguinte.
O teste de ED? Correu bem, gracas a Deus!
(Nao que ele me tivesse perguntado...)



(3)
Anos mais tarde, numa outra casa minha em Lisboa, ela bate-me a porta. Recebo-a com a maior das simpatias e afabilidades – afinal ele tinha-me confidenciado que ela tinha feito de mim os maiores elogios: “que eu era uma das mulheres que ela mais respeitava… que dentre todos os angolanos que tinha recebido em sua casa em Paris eu era a mais autentica”… Mas, a paginas tantas, ela comeca a rodear pela casa e, ao dar-se conta que havia uma outra entrada/saida pelo quintal, diz que “isto e’ optimo para deixar fugir amantes”… Coisa que nunca sequer me passara pela cabeca! Obviamente, tinha vindo apenas a procura do seu amavel mari, que por sinal eu ja’ nao via ha’ muito tempo… e que jamais tinha sido “meu amante”!
Fiquei, tambem dessa vez, sem palavras, mas continuei amavel ate' que ela se despediu e saiu... pela porta do quintal.

(4)
Alguns anos depois, ele aparece-me na mesma casa em Lisboa. Desta vez nao vinha com a filha, que creio ja’ se encontrava de volta a Luanda na altura. Vinha de Paris e dizia que tinha deixado a francesa com esta frase: “vou para casa das mulheres que te fazem mais ciumes: a CM em Paris e a (eu) em Lisboa!”… Nao foi exactamente a frase que me chocou, mas a realizacao de que nem sequer lhe passava pela cabeca (e se passava, ele estava-se pura e simplesmente nas tintas!) o quanto era ofensivo para mim saber-me usada para chantagens emocionais em conflitos domesticos com os quais nada tinha, nem nunca tive, ou quis ter, a haver…



Mas, mais uma vez, faltaram-me as palavras para expressar o ultraje. Nao o deixei, no entanto, ficar muito tempo. E, apesar de, enquanto la’ esteve, as vezes desfilar a minha frente de forma pateticamente provocadora de peito nu, nunca fui para a cama com ele! Nunca me atraiu a esse ponto, nunca foi um dos muito poucos a quem dei esse privilegio durante toda a minha vida… gracas a Deus!

E, ja' agora, aproveito para deixar aqui registado que nessa categoria se encontram todos os individuos a quem aqui me referi, por uma razao ou por outra, em algumas das notas de rodape' a serie "Ecos da Imprensa Angolana" - grande parte das quais decidi retirar para evitar mais mal-entendidos...

(5)
Mais recentemente, regressou a Luanda e, entre outras coisas, virou ‘colunista’ com ares mui afectados de Paris… Em pouco tempo, deu para ver que continua pateticamente hipocrita, machista, ridiculo, piquinininho, mesquinho, complexado, recalcado, intriguista, difamador, fantasista, pervertido, depravado e… a delirar com a ideia de que eu alguma vez possa ter sido uma mulher ao seu alcance. Mas a realidade, obviamente, acaba sempre por bater-lhe a porta e, frustrado com o esvair-se do seu sonho gravido de mentiras, vira cao raivoso que morde a mao que tantas vezes o amparou… seguindo os principios que os meus ancestrais me ensinaram, como mae, por pena da filha dele, de cuja mae era bastante amiga, apenas por isso.

Pois essa mao decidiu agora, ainda que apenas em pequenos e parciais snapshots como estes, enfiar-lhe um pouco da verdade pelos olhos adentro – a ver se eles nunca mais voltam a perde-la de vista!




POST RELACIONADO:

A "Minha Amiga"

Friday, 5 December 2008

ANGOLA: PAIS XENOFOBO?






Aqui ha’ uns anos, ao final de uma apresentacao que fiz durante uma serie de workshops sobre implementacao de politicas que dirigi em Johanesburgo para uma assistencia multinacional (que, por sinal, incluia dois angolanos, quadros do Ministerio da Educacao de Angola), alguem, um jovem sul-africano, fez uma intervencao dizendo algo como “quando as politicas sao deficientes, criam-se mecanismos assepticos para as validar”, ou qualquer coisa assim parecida… Bom, o facto e’ que o jovem nao tinha inicialmente entendido ‘patavina’ do mecanismo de monitorizacao da implementacao de politicas que ali tinha apresentado, por ser uma absoluta novidade na regiao, mas acabou depois por ficar com pelo menos "uma ideia".

Vem esta estoria a proposito deste interessante artigo de Pepetela. Por duas razoes: primeiro, porque retive daquela tirada do jovem sul-africano a palavra “asseptico”, por ter sido a primeira vez que a ouvi usada num contexto de formulacao, implementacao, monitorizacao e avaliacao de politicas; segundo, porque me parece que ha’ algo de “asseptico” na forma como Pepetela trata a questao da imigracao em Angola – nao tanto assim como ela e’ tratada neste artigo, por exemplo, mas “asseptico” de todo o modo.

Porque “asseptico”? Por, na minha modesta opiniao, me parecerem haver substanciais diferencas qualitativas (independentemente dos numeros em questao, ou seja das diferencas quantitativas) entre aqueles fluxos em diferentes periodos historicos. Isto e’, nao me parece, por exemplo, que a ocupacao colonial, o comercio transatlantico de escravos, ou os mais recentes fluxos migratorios pelas mais variadas razoes, desde politicas, de guerra, de estudo, ou economicas, se possam colocar ao mesmo nivel das migracoes pre-coloniais Bantu. Sera’ que podem estas ser classificadas como “imigracoes”? Havia fronteiras claramente definidas na altura em que elas se verificaram? Havia estados estruturados em todas as regioes em que elas tiveram lugar? Eram anteriormente povoadas todas as regioes "ocupadas" pelos Bantu ao longo das suas migracoes? Sera’ irrelevante geografica, antropologica, cultural e politicamente que elas tenham ocorrido dentro, i.e. de e para, Africa, por povos de origem Africana? Sera’ irrelevante historica e sociologicamente o facto de elas terem ocorrido durante milenios, enquanto a ocupacao colonial decorreu durante ‘apenas’ seculos (e em varios casos, incluindo em vastas regioes de Angola, ‘apenas’ decadas) e a actual vaga imigratoria conta menos de uma decada? Nao me proponho, no entanto, com este post discutir todas essas questoes, pelo que acrescentarei apenas as seguintes observacoes:

i) Nao pretendendo negar a possivel existencia de xenofobia no pais, o que me parece estar em causa em Angola e’ muito mais uma questao de nao se ter ainda criado um ambiente suficientemente acolhedor e integrador para os proprios angolanos que regressam ou que o pretendem fazer, nem proporcionado garantias suficientes aos nacionais de forma geral de que a actual entrada em massa de estrangeiros, claramente por razoes economicas, nao constitui um crowding out das suas proprias oportunidades economicas, sociais, educacionais e culturais. Porque, quanto a mim, o que se passa neste momento em Angola e’ uma acerrima e desabrida competicao, respeitando poucas ou nenhumas regras, pelos recursos escassos que, apesar de todas as sugestoes em contrario, ainda constituem as oportunidades que acabo de referir no actual quadro institucional, politico, economico e social do pais.

ii) As minhas proprias experiencias a esse nivel, deixam-me muito poucas duvidas de que, a haver xenofobia, ela e’ virada de forma por vezes ainda mais violenta e intolerante (talvez apenas comparavel a que sempre foi dirigida aos chamados regressados do Congo...) contra nacionais, particularmente se de origem Bantu, que tenham saido do pais durante o periodo post-independencia, especialmente os que sairam para estudar e que, pelas mais variadas razoes, nao regressaram imediatamente apos os seus estudos, nos casos em que os tenham completado.

O que sistematicamente se omite, porem, nessas manifestacoes de intolerancia (que de certo modo confirmam o que aqui disse sobre o estado mental de pelo menos parte da actual sociedade angolana) [*] e’ que, na maior parte dos casos, aqueles estudantes foram “empurrados” para fora do pais [**], quando nao literalmente expulsos, por politicas de formacao de quadros no exterior, no melhor dos casos, deficientes, segregacionistas e discriminatorias e, no pior, completamente falhadas, persecutorias, atentatorias da sua mais minima dignidade pessoal e violadoras dos seus mais elementares direitos humanos![***]

O que se faz tudo por esquecer, escamotear e negar em tais soezes, cobardes e criminosos ataques, e’ que alguns desses estudantes tiveram que tomar por sua propria conta e risco, pessoal e financeiramente, trabalhando honestamente, o “refazer” das suas qualificacoes academicas, tecnicas e profissionais em condicoes totalmente competitivas no estrangeiro, sem qualquer respaldo do Estado Angolano, ou, ja' agora, de qualquer outra instituicao, nacional ou estrangeira, publica ou privada. Por essa razao, se ha’ algo que eles nao temem e’ a livre competicao com estrangeiros no seu proprio pais! Mas a questao e’ que essa competicao, a semelhanca daquela a que estao habituados, tem que ser justa, objectiva, transparente, regrada, regulada e monitorizada. Nao e’, infelizmente, o que se passa neste momento em Angola, o que apenas contribui para a depauperacao do ja’ pauperrimo stock de capital humano do pais. Infelizmente tambem, essa nao e’ uma realidade exclusiva de Angola (embora ela seja ai exacerbada, por um lado, por uma propensao, quica unica em Africa, para se associar "desenvolvimento" e "civilizacao" com "estrangeiro nao Bantu" e, por outro lado, pelas recentes elevadas taxas de crescimento a custa do petroleo e pelas ditas "imensas riquezas do pais"...), verificando-se tambem nos varios paises Africanos que, independentemente das ideologias subjacentes as politicas que adoptaram desde as respectivas independencias, se veem imersos em eternos ciclos viciosos de dependencia, pobreza e sub-desenvolvimento, como aqui bem o ilustra o academico Francis Njubi.

iii) Volto brevemente a Johanesburgo para sugerir que, por forma a precaverem-se, entre outros possiveis, efeitos secundarios negativos e manifestacoes reactivas como esta, se adopte em Angola uma clara politica de imigracao e um eficiente mecanismo de monitorizacao (nao “asseptico”) dos actuais fluxos migratorios do e para o pais, que podera’ ser assente, entre outros, nos numeros de que Pepetela fala. Idealmente, tal politica de imigracao devera’ ser complementada, a par de uma seria politica de emprego, por uma robusta politica de formacao, avaliacao e requalificacao, que valorize e dignifique os quadros nacionais, tenham-se eles formado dentro ou fora do pais, e que maximize o stock de capital humano da nacao. Mas, sobretudo, que nunca se perca de vista nesse processo que nenhuma grande economia, sociedade, ou civilizacao deste mundo foi feita exclusivamente por meia duzia de Professores Doutores politica e ideologicamente alinhados em 'comites da especialidade' ou arregimentados por NGOs financiadas pelo estrangeiro, Colunistas ad-hoc, Militares, Artistas, Escritores e ... Estrangeiros.

*****

[*] Movidas, nos casos mais perturbadores, por noveis ‘colunistas’ numa certa imprensa que, aparentemente ao servico das mais escusas e sordidas agendas pessoais, assim demonstrando a mais gritante falta de profissionalismo, ao mesmo tempo que nao se cansam de promover a ida rapidamente e em forca para Angola de estrangeiros cujas qualificacoes e motivacoes nao lhes passa pela cabeca questionar (como os bons complexados subservientes que se prezam de ser... indeed, 'o problema' (nao e' segredo nenhum!) esta' e sempre esteve na cabeca deles, ou seja, nos seus mediocres e piquinininhos cerebros... ja' para nao falar nos seus diminutos fisicos... a medida, imagem e semelhanca dos quais projectam o pais...), se parecem vir, arrogante e ignorantemente, ‘especializando’ e 'post-graduando' em ‘avaliar’ e ‘julgar’, sem quaisquer habilitacoes ou competencias para tal (a nao ser talvez a sua vocacao natural para “comissarios politicos” de ocasiao, ou oficiais subalternos de uma qualquer "inquisicao"), do alto das suas auto-instituidas catedras, alguns quadros nacionais.

Sendo ainda mais revoltante o facto de alguns desses ‘colunistas’ (que, ademais, nao se coibem de incluir nos seus nojentos, venenosos, irresponsaveis e desumanos vituperios os filhos de quadros no exterior que, tambem eles, se formaram exclusivamente a custa do seu proprio sacrificio e dos seus pais ou, como no meu caso, da sua mae…), terem tambem, e sem quaisquer razoes de forca maior, “emigrado” durante longos anos no post-independencia para la vie en rose noutras paragens, onde viveram sempre a custa de outrem - por sinal, mulheres... o que diz muito sobre a sua auto-proclamada macheza e tera' levado alguem que, de outro modo, lhes deveria o maximo respeito a cantar-lhes o refrao les hommes sont des couchons...-, sem nunca terem trabalhado ou estudado... e que recentemente regressaram a Angola como "empresarios" (...depois de terem fugido de outras 'pastagens' onde afundaram empresas que criaram com dinheiros publicos e que esbanjaram em proveito proprio...) e com estatutos de "herois" e "antigos combatentes" (isto e', passaram subita, oportunistica e novo-riquisticamente a ter tudo, incluindo "palacios", e a "ser tudo" numa sociedade em que a experiencia vivencial da generalidade dos antigos combatentes e' retratada pela frase "ate' voce ja' nao es nada"...) mas, contudo, sem qualquer valor acrescentado para oferecer ao pais, o que talvez justifique toda a sua sanha canina, raivosa e assassina…

[**] Em particular durante o consulado de um notabilissimo e bastante versatil embaixador/musico/atleta/recem-graduado em Cuba, de quem um dos tais 'colunistas' aqui referidos e' um dedicado pupilo (ou, talvez melhor dito, kaxiko!) de longa data e cujo "disco de ouro negro" foi 'prefaciado' por Pepetela - nao que umas coisas tenham necessariamente a ver com outras, trata-se apenas de assinalar aqui algumas notaveis coincidencias...

[***] O que faz com que esses afoitos noveis 'colunistas' novo-jornaleiros estejam a incorrer, no minimo, numa multipla violacao dos direitos humanos das suas vitimas (pela qual apenas nao sao imediatamente responsabilizados legalmente porque nao teem coragem suficiente, como despreziveis cobardes que sao, de desferir os seus vis ataques aberta e directamente...), porquanto assim reza a Declaracao Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 12°- Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13° - 2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 19° - Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

... Isto em adicao a violacao de todas as politicas, disposicoes e declaracoes nacionais, regionais e internacionais respeitantes a promocao da Mulher e a defesa dos seus direitos, consagrados, entre outros documentos, na Declaracao de Beijing. O que apenas confirma tudo quanto aqui disse sobre um certo tipo de homem africano... sendo certo que muito mais ha' a dizer, em particular sobre um certo tipo de invertebrado angolano!

... Isto para nem sequer mencionar os mais elementares principios de educacao, cavalheirismo e civilidade (particularmente quando nao se conhece de parte alguma quem tao obcecada e apaixonadamente se tenta vitimar)!

... Isto para nem sequer falar na imoralidade em que incorrem...

Mas... como no fundo apenas me metem, como sempre me meteram, pena (muita pena mesmo!) ... e como, ao que dizem, teem um Ingles 'nao cursivo' (o que quer que isso seja...), dedico-lhes este poema. Desculpem-me ser da autoria de uma Mulher Negra...

[Crescam e Aparecam!]


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White Negritude






Aqui ha’ uns anos, ao final de uma apresentacao que fiz durante uma serie de workshops sobre implementacao de politicas que dirigi em Johanesburgo para uma assistencia multinacional (que, por sinal, incluia dois angolanos, quadros do Ministerio da Educacao de Angola), alguem, um jovem sul-africano, fez uma intervencao dizendo algo como “quando as politicas sao deficientes, criam-se mecanismos assepticos para as validar”, ou qualquer coisa assim parecida… Bom, o facto e’ que o jovem nao tinha inicialmente entendido ‘patavina’ do mecanismo de monitorizacao da implementacao de politicas que ali tinha apresentado, por ser uma absoluta novidade na regiao, mas acabou depois por ficar com pelo menos "uma ideia".

Vem esta estoria a proposito deste interessante artigo de Pepetela. Por duas razoes: primeiro, porque retive daquela tirada do jovem sul-africano a palavra “asseptico”, por ter sido a primeira vez que a ouvi usada num contexto de formulacao, implementacao, monitorizacao e avaliacao de politicas; segundo, porque me parece que ha’ algo de “asseptico” na forma como Pepetela trata a questao da imigracao em Angola – nao tanto assim como ela e’ tratada neste artigo, por exemplo, mas “asseptico” de todo o modo.

Porque “asseptico”? Por, na minha modesta opiniao, me parecerem haver substanciais diferencas qualitativas (independentemente dos numeros em questao, ou seja das diferencas quantitativas) entre aqueles fluxos em diferentes periodos historicos. Isto e’, nao me parece, por exemplo, que a ocupacao colonial, o comercio transatlantico de escravos, ou os mais recentes fluxos migratorios pelas mais variadas razoes, desde politicas, de guerra, de estudo, ou economicas, se possam colocar ao mesmo nivel das migracoes pre-coloniais Bantu. Sera’ que podem estas ser classificadas como “imigracoes”? Havia fronteiras claramente definidas na altura em que elas se verificaram? Havia estados estruturados em todas as regioes em que elas tiveram lugar? Eram anteriormente povoadas todas as regioes "ocupadas" pelos Bantu ao longo das suas migracoes? Sera’ irrelevante geografica, antropologica, cultural e politicamente que elas tenham ocorrido dentro, i.e. de e para, Africa, por povos de origem Africana? Sera’ irrelevante historica e sociologicamente o facto de elas terem ocorrido durante milenios, enquanto a ocupacao colonial decorreu durante ‘apenas’ seculos (e em varios casos, incluindo em vastas regioes de Angola, ‘apenas’ decadas) e a actual vaga imigratoria conta menos de uma decada? Nao me proponho, no entanto, com este post discutir todas essas questoes, pelo que acrescentarei apenas as seguintes observacoes:

i) Nao pretendendo negar a possivel existencia de xenofobia no pais, o que me parece estar em causa em Angola e’ muito mais uma questao de nao se ter ainda criado um ambiente suficientemente acolhedor e integrador para os proprios angolanos que regressam ou que o pretendem fazer, nem proporcionado garantias suficientes aos nacionais de forma geral de que a actual entrada em massa de estrangeiros, claramente por razoes economicas, nao constitui um crowding out das suas proprias oportunidades economicas, sociais, educacionais e culturais. Porque, quanto a mim, o que se passa neste momento em Angola e’ uma acerrima e desabrida competicao, respeitando poucas ou nenhumas regras, pelos recursos escassos que, apesar de todas as sugestoes em contrario, ainda constituem as oportunidades que acabo de referir no actual quadro institucional, politico, economico e social do pais.

ii) As minhas proprias experiencias a esse nivel, deixam-me muito poucas duvidas de que, a haver xenofobia, ela e’ virada de forma por vezes ainda mais violenta e intolerante (talvez apenas comparavel a que sempre foi dirigida aos chamados regressados do Congo...) contra nacionais, particularmente se de origem Bantu, que tenham saido do pais durante o periodo post-independencia, especialmente os que sairam para estudar e que, pelas mais variadas razoes, nao regressaram imediatamente apos os seus estudos, nos casos em que os tenham completado.

O que sistematicamente se omite, porem, nessas manifestacoes de intolerancia (que de certo modo confirmam o que aqui disse sobre o estado mental de pelo menos parte da actual sociedade angolana) [*] e’ que, na maior parte dos casos, aqueles estudantes foram “empurrados” para fora do pais [**], quando nao literalmente expulsos, por politicas de formacao de quadros no exterior, no melhor dos casos, deficientes, segregacionistas e discriminatorias e, no pior, completamente falhadas, persecutorias, atentatorias da sua mais minima dignidade pessoal e violadoras dos seus mais elementares direitos humanos![***]

O que se faz tudo por esquecer, escamotear e negar em tais soezes, cobardes e criminosos ataques, e’ que alguns desses estudantes tiveram que tomar por sua propria conta e risco, pessoal e financeiramente, trabalhando honestamente, o “refazer” das suas qualificacoes academicas, tecnicas e profissionais em condicoes totalmente competitivas no estrangeiro, sem qualquer respaldo do Estado Angolano, ou, ja' agora, de qualquer outra instituicao, nacional ou estrangeira, publica ou privada. Por essa razao, se ha’ algo que eles nao temem e’ a livre competicao com estrangeiros no seu proprio pais! Mas a questao e’ que essa competicao, a semelhanca daquela a que estao habituados, tem que ser justa, objectiva, transparente, regrada, regulada e monitorizada. Nao e’, infelizmente, o que se passa neste momento em Angola, o que apenas contribui para a depauperacao do ja’ pauperrimo stock de capital humano do pais. Infelizmente tambem, essa nao e’ uma realidade exclusiva de Angola (embora ela seja ai exacerbada, por um lado, por uma propensao, quica unica em Africa, para se associar "desenvolvimento" e "civilizacao" com "estrangeiro nao Bantu" e, por outro lado, pelas recentes elevadas taxas de crescimento a custa do petroleo e pelas ditas "imensas riquezas do pais"...), verificando-se tambem nos varios paises Africanos que, independentemente das ideologias subjacentes as politicas que adoptaram desde as respectivas independencias, se veem imersos em eternos ciclos viciosos de dependencia, pobreza e sub-desenvolvimento, como aqui bem o ilustra o academico Francis Njubi.

iii) Volto brevemente a Johanesburgo para sugerir que, por forma a precaverem-se, entre outros possiveis, efeitos secundarios negativos e manifestacoes reactivas como esta, se adopte em Angola uma clara politica de imigracao e um eficiente mecanismo de monitorizacao (nao “asseptico”) dos actuais fluxos migratorios do e para o pais, que podera’ ser assente, entre outros, nos numeros de que Pepetela fala. Idealmente, tal politica de imigracao devera’ ser complementada, a par de uma seria politica de emprego, por uma robusta politica de formacao, avaliacao e requalificacao, que valorize e dignifique os quadros nacionais, tenham-se eles formado dentro ou fora do pais, e que maximize o stock de capital humano da nacao. Mas, sobretudo, que nunca se perca de vista nesse processo que nenhuma grande economia, sociedade, ou civilizacao deste mundo foi feita exclusivamente por meia duzia de Professores Doutores politica e ideologicamente alinhados em 'comites da especialidade' ou arregimentados por NGOs financiadas pelo estrangeiro, Colunistas ad-hoc, Militares, Artistas, Escritores e ... Estrangeiros.

*****

[*] Movidas, nos casos mais perturbadores, por noveis ‘colunistas’ numa certa imprensa que, aparentemente ao servico das mais escusas e sordidas agendas pessoais, assim demonstrando a mais gritante falta de profissionalismo, ao mesmo tempo que nao se cansam de promover a ida rapidamente e em forca para Angola de estrangeiros cujas qualificacoes e motivacoes nao lhes passa pela cabeca questionar (como os bons complexados subservientes que se prezam de ser... indeed, 'o problema' (nao e' segredo nenhum!) esta' e sempre esteve na cabeca deles, ou seja, nos seus mediocres e piquinininhos cerebros... ja' para nao falar nos seus diminutos fisicos... a medida, imagem e semelhanca dos quais projectam o pais...), se parecem vir, arrogante e ignorantemente, ‘especializando’ e 'post-graduando' em ‘avaliar’ e ‘julgar’, sem quaisquer habilitacoes ou competencias para tal (a nao ser talvez a sua vocacao natural para “comissarios politicos” de ocasiao, ou oficiais subalternos de uma qualquer "inquisicao"), do alto das suas auto-instituidas catedras, alguns quadros nacionais.

Sendo ainda mais revoltante o facto de alguns desses ‘colunistas’ (que, ademais, nao se coibem de incluir nos seus nojentos, venenosos, irresponsaveis e desumanos vituperios os filhos de quadros no exterior que, tambem eles, se formaram exclusivamente a custa do seu proprio sacrificio e dos seus pais ou, como no meu caso, da sua mae…), terem tambem, e sem quaisquer razoes de forca maior, “emigrado” durante longos anos no post-independencia para la vie en rose noutras paragens, onde viveram sempre a custa de outrem - por sinal, mulheres... o que diz muito sobre a sua auto-proclamada macheza e tera' levado alguem que, de outro modo, lhes deveria o maximo respeito a cantar-lhes o refrao les hommes sont des couchons...-, sem nunca terem trabalhado ou estudado... e que recentemente regressaram a Angola como "empresarios" (...depois de terem fugido de outras 'pastagens' onde afundaram empresas que criaram com dinheiros publicos e que esbanjaram em proveito proprio...) e com estatutos de "herois" e "antigos combatentes" (isto e', passaram subita, oportunistica e novo-riquisticamente a ter tudo, incluindo "palacios", e a "ser tudo" numa sociedade em que a experiencia vivencial da generalidade dos antigos combatentes e' retratada pela frase "ate' voce ja' nao es nada"...) mas, contudo, sem qualquer valor acrescentado para oferecer ao pais, o que talvez justifique toda a sua sanha canina, raivosa e assassina…

[**] Em particular durante o consulado de um notabilissimo e bastante versatil embaixador/musico/atleta/recem-graduado em Cuba, de quem um dos tais 'colunistas' aqui referidos e' um dedicado pupilo (ou, talvez melhor dito, kaxiko!) de longa data e cujo "disco de ouro negro" foi 'prefaciado' por Pepetela - nao que umas coisas tenham necessariamente a ver com outras, trata-se apenas de assinalar aqui algumas notaveis coincidencias...

[***] O que faz com que esses afoitos noveis 'colunistas' novo-jornaleiros estejam a incorrer, no minimo, numa multipla violacao dos direitos humanos das suas vitimas (pela qual apenas nao sao imediatamente responsabilizados legalmente porque nao teem coragem suficiente, como despreziveis cobardes que sao, de desferir os seus vis ataques aberta e directamente...), porquanto assim reza a Declaracao Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 12°- Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13° - 2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 19° - Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

... Isto em adicao a violacao de todas as politicas, disposicoes e declaracoes nacionais, regionais e internacionais respeitantes a promocao da Mulher e a defesa dos seus direitos, consagrados, entre outros documentos, na Declaracao de Beijing. O que apenas confirma tudo quanto aqui disse sobre um certo tipo de homem africano... sendo certo que muito mais ha' a dizer, em particular sobre um certo tipo de invertebrado angolano!

... Isto para nem sequer mencionar os mais elementares principios de educacao, cavalheirismo e civilidade (particularmente quando nao se conhece de parte alguma quem tao obcecada e apaixonadamente se tenta vitimar)!

... Isto para nem sequer falar na imoralidade em que incorrem...

Mas... como no fundo apenas me metem, como sempre me meteram, pena (muita pena mesmo!) ... e como, ao que dizem, teem um Ingles 'nao cursivo' (o que quer que isso seja...), dedico-lhes este poema. Desculpem-me ser da autoria de uma Mulher Negra...

[Crescam e Aparecam!]


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Friday, 6 April 2007

CRONICA DE UMA MAKA ANUNCIADA



"CRONICA DE UMA MAKA ANUNCIADA”



”(...) Quando alguém mostra a visibilidade do mito acha-se ao serviço de pretextos (... qualquer coisa tirada de passagem à Cultura) para, com seu uso, desencadear a explosão mítica. (...) Só não percebe quem vive mergulhado na cultura. Talvez se perceba numa certa África ainda. (...) Estou no mundo, a esquizofrenia fica longe, na cultura.”

Para que fique registado neste blog o que deu lugar a esta maka (e por isso voltei hoje, 11/04/07, a reabrir temporariamente o blog ao publico em geral, mas com os espacos de comentarios a este e ao post anterior encerrados), decidi publicar aqui, no espaco de comentarios a este post, NA INTEGRA, os iniciais comentarios, publicados e nao publicados (digo iniciais porque houve outros posteriormente, 3 ou 4, dos quais apenas 2 foram publicados). Apesar de ja' ter considerado o assunto encerrado, com isto pretendo apenas sugerir aos leitores que, enquanto esta maka se desenrolava "por tras da cortina", foram seguindo os meus pontos de vista, quer aqui no meu blog, quer no blog “A Materia do Tempo” (nao pretendendo com isto de qualquer forma implicar o Denudado ou envolve-lo involuntariamente nesta maka, mas apenas porque as minhas primeiras “manifestacoes” sobre essas questoes foram registadas no blog dele) , sobre alguns dos argumentos da ACGM no seu post entitulado “Vulto Said:”, nomeadamente a volta dos conceitos de “apropriacao cultural”, “partilha” e “racismo”, facam as suas proprias avaliacoes e formulem os seus proprios pontos de vista e/ou juizos de valor.

Sugeriria que o fizessem a luz do meu artigo anexado ao post anterior a este (“Maka de Sanzala!!!” ) entitulado “A Minha Patria nao e’ a Lingua Portuguesa”, com particular referencia a "alguns exímios praticantes do impressivo, mas de questionável honestidade intelectual, ofício do 'vulturismo cultural' (i.e., a apropriação de simbologias e narrativas antropológicas, sociológicas ou rituais Africanas, para seu uso e abuso como instrumentos, máscaras, de legitimação cultural de discursos artístico-literários raramente condicentes com as experiências vivenciais, as convicções político-ideológicas, as preferências estéticas, ou a praxis social, passada ou presente, dos seus autores)."

Pedir-vos-ia tambem que, tanto quanto possivel, tentassem prestar mais atencao ao CONTEUDO e menos a FORMA como os meus comentarios foram feitos, porque, sinceramente, incialmente para mim tratava-se apenas de expressar um ponto de vista e algumas interrogacoes perante quem, apesar de nao conhecer pessoalmente mas sobre quem sabia o suficiente para me expressar como o fiz sem grandes constrangimentos, nao me sentia com qualquer particular obrigacao de enderecar com “alturas e mesuras” e por quem, depois das suas respostas e a luz do que antes sabia dela e da leitura de alguns dos seus posts e comentarios no seu e noutros blogs, perdi todo o respeito…

Finalmente, impoe-se-me notar particularmente que uma das minhas leituras desta "maka" encaixa-se perfeitamente na frase de Herberto Helder acima citada (e por isso a tive destacada neste blog, no fim do 'News & Views', durante aquele periodo...). Isto e':

Eu expus a visibilidade do mito da "Phwo", ao tentar "destapar-lhe a mascara" e, imediatamente me achei ao servico de pretextos (e.g. acusacoes, ou melhor, insultos, de 'racismo', 'cobardia', 'grosseria', 'falta de educacao', 'atrevimento', 'ignorancia', 'incultura', 'patetice', 'estupidez', 'complexo', 'recalcamento', 'constrangimento', 'retrogredismo' ou 'retroaccao', 'rancor', 'ressaibo', 'raiva', 'ressentimento', 'parasitismo', 'insignificancia', 'besta, quadrada ou nao', 'disparatada', 'aquela coisa', 'vomito', 'pecadora capital', 'terrorista', 'instigadora de assassinatos', 'petit rien', etc, etc, etc...) que pudessem justificar que eu "cometesse um suicidio em grande estilo"... ou seria que alguem "cometesse um assassinato em grande estilo" sobre mim?!

Ao mesmo tempo, na sua resposta ao meu comentario (parcialmente) publicado (triplamente censurado) sob o titulo "Vulto said", ela tira "qualquer coisa" (de facto, varias coisas) de passagem a Cultura, particularmente a filologia, a antropologia e a etnologia (em nenhuma das quais ela e' especialista... e, ja' agora, como especialista em economia, devo dizer-lhe que nem nesta disciplina cientifica o conceito de "negociacao" e' equivalente a "negocio"... por isso, mas infelizmente nao so' por isso, a considero arrogante ignorante!) para com seu uso desencadear a explosao mitica (i.e. todos os episodios da "maka" que se seguiu e que explodiram nesta cena final...).

De facto, so' nao percebe quem vive mergulhado na cultura - com minuscula... ACGM da' mostras de viver mergulhada na "cultura" la' "dentro" do seu ministerio, da sua academia, dos livros que teve que ler e das licoes que teve que aprender para fazer um curso universitario... e tradu-los a letra para a sua "realidade"... como se a Vida, como se a Cultura, como se a Poesia, como se a Arte, como se a Danca, como se a Literatura, como se a Ciencia, como se a Partilha, como se a Criacao, como se a Geracao, como se a Gestacao, como se a Mukanda... se pudessem alguma vez reduzir a isso! Como se a Educacao, a Investigacao, o Ensino, a Aprendizagem, o Raciocinio, o Pensamento, a Intelectualidade ou a Inteligencia se pudessem limitar a ver, constatar, descrever, copiar, decorar, recitar, relatar e afirmar dogmaticamente o "obvio" a partir de algumas inconsistentes e superficiais observacoes empiricas aleatorias, dirigidas, enviezadas, exogenas, extemporaneas e esporadicas!

Talvez se perceba numa certa Africa ainda (eu percebi-o na "minha" Afrika, imediatamente...). (com minuscula... sem mais comentarios, porque o obvio dispensa-os...)!

So' para introduzir aqui uma pitadinha de "humor seco": houve uma vez, em Estocolmo, que me senti movida a "escrever" um poema transcrevendo os caracteres e simbolos (e seus significados) que encontrei num livro de Redinha... claro que nao o fiz a serio, porque mesmo quem nao domine os conceitos de "etic e emic", se for suficientemente honesto intelectualmente, reconhecera' que a "mimica" jamais podera' ser levada com seriedade, ou tida como Arte, por quem seja seriamente inteligente e culto!

Tenho ainda uma outra leitura (e com ela nao se esgotam todas as leituras que tenho desta "maka"), que igualmente se encaixa naquela frase, a qual, para mim, descreve perfeitamente o fenomeno "vulturismo cultural" e a esquizofrenia individual e social a ele associada. E por isso a usei no fim do meu artigo acima mencionado, tendo-o feito tambem para ressaltar a forma como a frase de Pessoa "a minha patria e' a lingua portuguesa" e' geralmente usada fora do contexto em que foi escrita, isto e', como "qualquer coisa tirada de passagem a Cultura para com seu uso desencadear a explosao mitica..." (e.g. o mito do "lusotropicalismo"). Isto, sobretudo, porque me recuso a acreditar que a totalidade das pessoas que, em qualquer parte do mundo, teem a lingua portuguesa como a sua patria, possam igualmente dizer, como Pessoa, "nao tenho nenhum sentimento politico ou social". Eu certamente nao o posso dizer e lamento-o, por varias razoes, mas principalmente porque respeito profundamente a sua poesia e a Lingua Portuguesa!

Vamos a "ela"? 'A leitura, claro!
Nesta segunda leitura, o que os "vultos culturais" fazem, na sua busca de uma "identidade" que os corporize, lhes finque os pes no chao, lhes crie raizes, os valide culturalmente, os valorize intelectualmente e os legitime politicamente numa sociedade em que se sentem "deslocados", "a pairar no ar" (vizualizar aqui), com a qual nao se identificam (ou recusam-se a identificar-se, apesar de terem contribuido activamente para o estado em que ela se encontra actualmente, ou terem assistido passivamente a sua progressiva degradacao, ao longo dos anos desde a independencia) e da qual por isso se auto-marginalizam, e' tirar da Cultura (Africana) qualquer coisa (fenomeno "apropriacao"), como um "nome", um "pseudonimo", um "cognome", um "nick", uma indumentaria, um penteado, ou a mascara Pwo, e usa-la para desencadear a explosao mitica (... que, entre outras coisas, lhes permite auto-convencer-se de que sao mais conhecedores dessa Cultura do que os seus proprios criadores/detentores e ser "mimados" com premios literarios e "nacionais de cultura" por isso; enquanto aqueles com quem aprenderam sobre tal Cultura sao relegados a extincao ou transformados em "atraccao turistica exotica" nesse processo de apropriacao que os usa, abusa e desusa como "objectos de estudo" e nao sujeitos da sua propria cultura e identidade; ao mesmo tempo que fazem muita questao de corrigir o meu "pretogues", nao percebo bem se em nome do Pessoa, do Camoes, ou do Tchibinda Ilunga, como o fez um tal "Diamante"!).

Como se a Cultura Angolana se pudesse confinar a Cultura Tchokwe! Por isso me refiro a ela frequentemente como 'miuda', 'menina' e 'fedelha' atrevida, mal-educada, mimada, inculta e irresponsavel... (mas sera' que dentre os 'mais velhos' do mundo do "nacional-premialismo" da ACGM ninguem ainda lhe explicou de onde partem, regra geral, os "cronicos conflitos etnico-raciais" em Africa?!). Mas da' para perceber, obviamente, que nunca ninguem lhe ensinou, nem ela parece capaz de aprender, apreender, compreender, interiorizar, pensar, raciocinar, interagir e agir por si propria e pela sua propria cabeca e nao apenas pelas dos seus professores, seja em que lingua ou cultura for, de acordo com o significado mais profundo de "it ain't necessarily so"... ou reduzir-se a sua insignificancia e sela-la com o mais simplorio conceito de "shallow mind"!

Eu percebi-o ha' muito na "minha" Afrika, tanto "dentro" como "fora" de Angola! ... Minha Afrika onde nunca confundi "identidade" com "etnicidade", nem alguma vez limitei a "identidade" as "sociedades tradicionais", nem nunca opus qualquer delas aos conceitos de "modernidade", "evolucao", "progresso", ou "desenvolvimento" (que, ja' agora, teem muito pouco a ver com a adopcao de objectos materiais, como televisores, shampoos, gel de banho, ou espelhos por sociedades que antes nao os produziam e que continuaram depois da sua "adopcao" a nao os produzir... vejam-se, por exemplo, os efeitos "desenvolvimentistas" e "progressistas" que esse tipo de "adopcao" teve no Kongo de 500, como vivamente o ilustra a carta que anexei ao meu post "Late Sunday Service"... e, ja' agora tambem, para mim o verdadeiro desenvolvimento economico, social e cultural de uma sociedade, qualquer que ela seja e em que parte do mundo for, tem que ser "endogeno" - para quem saiba o que isso significa...), nem nunca limitei a Cultura a "culturas originais ou fechadas"...

Minha Afrika onde nao so' ja' vi mulheres brancas de panos (nunca fui a Holanda, mas sei que e' la' que sao fabricados "tradicionalmente" os "panos do Congo"... meu Kongo que ja' era uma potencia textil antes de os colonizadores chegarem com as suas "faixas de panos vermelhos" e missangas...), como ja vi ate' mulheres brancas "sangomas" (isto e', para os leigos como ACGM, "feiticeiras" ou curandeiras "tradicionais"...) na Africa do Sul post-apartheid (... praticamente toda a gente, entre brancos, negros e outras racas e/ou etnicidades, as considera, no entanto, absolutamente ridiculas e as "mais dignas e unicas" representantes do vulturismo cultural...)!

Minha Afrika e meu Mundo onde muito antes de eu ter nascido se formularam, conceptualizaram, discutiram, institucionalizaram, desinstitucionalizaram, politicizaram, despoliticizaram, construiram, desconstruiram, bateram, debateram, rebateram, esbateram, reacenderam, ultrapassaram e renovaram continua e ciclicamente os conceitos que ACGM, que nasceu depois de mim, comeca agora apenas a soletrar (e muito mal!), mas sobre os quais se considera com autoridade suficiente para fazer "public lectures" e para "falar de catedra" para quem ela "pensa" que "nao estudou", mas que certamente estudou, aprendeu, apreendeu e compreendeu muito mais e melhor do que ela e, sem qualquer duvida, muito humildemente, viveu, conviveu, viu, experimentou e partilhou a sua identidade cultural, a sua mundivivencia, os seus diversificados conhecimentos literarios e academicos em, e aprendeu, apreendeu e compreendeu com e entre, varias sociedades e comunidades Africanas e nao so', muito mais e melhor do que ela... sem guarda-costas, guias de marcha ou "bolsas de criacao" e certamente desde que nasceu e nao apenas depois da independencia de Angola! Quem e' que, afinal, no meio disto tudo, falou de alguem sem a conhecer? Falei de "arrogancia ignorante"? Falei de "falta de nocao do ridiculo"? Falei de "auto-convencimento"? Falei de "fraude"? Terei dito tudo?!

E so' nao "me aproprio" tambem de uma qualquer mascara na minha poesia, ou na minha vida em geral, porque a minha identidade cultural dispensa tais expedientes... E e' tambem por isso que tenho o maior respeito pelas pessoas de qualquer nacionalidade, que, sem desrespeitarem ou menosprezarem outras culturas, ou as pessoas que as possuem, defendem orgulhosamente a sua propria identidade cultural. Justamente, eles sao "guardioes das suas culturas", nao deixando por isso de ter abertura de espirito suficiente para se abrirem a partilha, interaccao e integracao com outras culturas - em suma, sao educados, cultos e inteligentes.

Acredito neles e com eles me identifico instintiva e intuitivamente, independentemente da sua raca, cor de pele, etnicidade, idioma, orientacao sexual, genero, religiao, classe social, nivel educacional ou academico, ou conviccoes politico-ideologicas, mesmo que eventualmente nao possa ver a sua cara e mesmo que eles tambem usassem mascaras, porque os vejo, me parecem e os sinto humanos, nao "vultos"!

Por isso me sinto capaz de partilhar alguma coisa com essas pessoas genuinas, nao "mascaras"! Por isso me sinto capaz de interagir e integrar nas suas sociedades abertas, nao "circulos restritos" (mais frequentemente do que o contrario, baseados fora do pais de que se acham "absolutos donos" enquanto la' estao - isto e', os que de la' "nunca sairam" porque tambem nunca la' estiveram a viver como o 'ze' povinho' e jamais poderiam sonhar com a vida de mordomias que todos os "sistemas" sempre lhes outorgaram - ou prontos a abandona-lo, como as verdadeiras e inultrapassaveis 'prima donnas' que sempre foram, a primeira "contrariedade"...), viciosos e viciados, ordinarios, marginais, promiscuos, doentios, claustrofobicos, autofagicos, esquizofrenicos, exclusivistas, divisionistas, tribalistas, fechados, censorios, agressivos, destrutivos, anti-sociais, recalcados, complexados, invejosos, mesquinhos, racistas, constrangidos, ameacadores, enfim... INSEGUROS... porque habitados por vultos auto-enclausurados por medo da sua propria sombra! De que teem tanto medo?! I wonder...

Por tudo isso, estou no Mundo... a esquizofrenia fica longe... na cultura!

[DEVIDO AO IMPRECEDENTE ACONTECIMENTO QUE RELATO NO POST ANTERIOR, DECIDI REABRIR TEMPORARIAMENTE O ACESSO A ESTE BLOG AO PUBLICO EM GERAL. NO ENTANTO, E PARA QUE HAJA UM MINIMO DE JUSTA EQUIVALENCIA ENTRE AS PRATICAS EXERCIDAS NESTE BLOG E NO BLOG EM QUESTAO, ACTIVAREI A "MODERACAO DE COMENTARIOS" DURANTE ESTE PERIODO.]




"CRONICA DE UMA MAKA ANUNCIADA”



”(...) Quando alguém mostra a visibilidade do mito acha-se ao serviço de pretextos (... qualquer coisa tirada de passagem à Cultura) para, com seu uso, desencadear a explosão mítica. (...) Só não percebe quem vive mergulhado na cultura. Talvez se perceba numa certa África ainda. (...) Estou no mundo, a esquizofrenia fica longe, na cultura.”

Para que fique registado neste blog o que deu lugar a esta maka (e por isso voltei hoje, 11/04/07, a reabrir temporariamente o blog ao publico em geral, mas com os espacos de comentarios a este e ao post anterior encerrados), decidi publicar aqui, no espaco de comentarios a este post, NA INTEGRA, os iniciais comentarios, publicados e nao publicados (digo iniciais porque houve outros posteriormente, 3 ou 4, dos quais apenas 2 foram publicados). Apesar de ja' ter considerado o assunto encerrado, com isto pretendo apenas sugerir aos leitores que, enquanto esta maka se desenrolava "por tras da cortina", foram seguindo os meus pontos de vista, quer aqui no meu blog, quer no blog “A Materia do Tempo” (nao pretendendo com isto de qualquer forma implicar o Denudado ou envolve-lo involuntariamente nesta maka, mas apenas porque as minhas primeiras “manifestacoes” sobre essas questoes foram registadas no blog dele) , sobre alguns dos argumentos da ACGM no seu post entitulado “Vulto Said:”, nomeadamente a volta dos conceitos de “apropriacao cultural”, “partilha” e “racismo”, facam as suas proprias avaliacoes e formulem os seus proprios pontos de vista e/ou juizos de valor.

Sugeriria que o fizessem a luz do meu artigo anexado ao post anterior a este (“Maka de Sanzala!!!” ) entitulado “A Minha Patria nao e’ a Lingua Portuguesa”, com particular referencia a "alguns exímios praticantes do impressivo, mas de questionável honestidade intelectual, ofício do 'vulturismo cultural' (i.e., a apropriação de simbologias e narrativas antropológicas, sociológicas ou rituais Africanas, para seu uso e abuso como instrumentos, máscaras, de legitimação cultural de discursos artístico-literários raramente condicentes com as experiências vivenciais, as convicções político-ideológicas, as preferências estéticas, ou a praxis social, passada ou presente, dos seus autores)."

Pedir-vos-ia tambem que, tanto quanto possivel, tentassem prestar mais atencao ao CONTEUDO e menos a FORMA como os meus comentarios foram feitos, porque, sinceramente, incialmente para mim tratava-se apenas de expressar um ponto de vista e algumas interrogacoes perante quem, apesar de nao conhecer pessoalmente mas sobre quem sabia o suficiente para me expressar como o fiz sem grandes constrangimentos, nao me sentia com qualquer particular obrigacao de enderecar com “alturas e mesuras” e por quem, depois das suas respostas e a luz do que antes sabia dela e da leitura de alguns dos seus posts e comentarios no seu e noutros blogs, perdi todo o respeito…

Finalmente, impoe-se-me notar particularmente que uma das minhas leituras desta "maka" encaixa-se perfeitamente na frase de Herberto Helder acima citada (e por isso a tive destacada neste blog, no fim do 'News & Views', durante aquele periodo...). Isto e':

Eu expus a visibilidade do mito da "Phwo", ao tentar "destapar-lhe a mascara" e, imediatamente me achei ao servico de pretextos (e.g. acusacoes, ou melhor, insultos, de 'racismo', 'cobardia', 'grosseria', 'falta de educacao', 'atrevimento', 'ignorancia', 'incultura', 'patetice', 'estupidez', 'complexo', 'recalcamento', 'constrangimento', 'retrogredismo' ou 'retroaccao', 'rancor', 'ressaibo', 'raiva', 'ressentimento', 'parasitismo', 'insignificancia', 'besta, quadrada ou nao', 'disparatada', 'aquela coisa', 'vomito', 'pecadora capital', 'terrorista', 'instigadora de assassinatos', 'petit rien', etc, etc, etc...) que pudessem justificar que eu "cometesse um suicidio em grande estilo"... ou seria que alguem "cometesse um assassinato em grande estilo" sobre mim?!

Ao mesmo tempo, na sua resposta ao meu comentario (parcialmente) publicado (triplamente censurado) sob o titulo "Vulto said", ela tira "qualquer coisa" (de facto, varias coisas) de passagem a Cultura, particularmente a filologia, a antropologia e a etnologia (em nenhuma das quais ela e' especialista... e, ja' agora, como especialista em economia, devo dizer-lhe que nem nesta disciplina cientifica o conceito de "negociacao" e' equivalente a "negocio"... por isso, mas infelizmente nao so' por isso, a considero arrogante ignorante!) para com seu uso desencadear a explosao mitica (i.e. todos os episodios da "maka" que se seguiu e que explodiram nesta cena final...).

De facto, so' nao percebe quem vive mergulhado na cultura - com minuscula... ACGM da' mostras de viver mergulhada na "cultura" la' "dentro" do seu ministerio, da sua academia, dos livros que teve que ler e das licoes que teve que aprender para fazer um curso universitario... e tradu-los a letra para a sua "realidade"... como se a Vida, como se a Cultura, como se a Poesia, como se a Arte, como se a Danca, como se a Literatura, como se a Ciencia, como se a Partilha, como se a Criacao, como se a Geracao, como se a Gestacao, como se a Mukanda... se pudessem alguma vez reduzir a isso! Como se a Educacao, a Investigacao, o Ensino, a Aprendizagem, o Raciocinio, o Pensamento, a Intelectualidade ou a Inteligencia se pudessem limitar a ver, constatar, descrever, copiar, decorar, recitar, relatar e afirmar dogmaticamente o "obvio" a partir de algumas inconsistentes e superficiais observacoes empiricas aleatorias, dirigidas, enviezadas, exogenas, extemporaneas e esporadicas!

Talvez se perceba numa certa Africa ainda (eu percebi-o na "minha" Afrika, imediatamente...). (com minuscula... sem mais comentarios, porque o obvio dispensa-os...)!

So' para introduzir aqui uma pitadinha de "humor seco": houve uma vez, em Estocolmo, que me senti movida a "escrever" um poema transcrevendo os caracteres e simbolos (e seus significados) que encontrei num livro de Redinha... claro que nao o fiz a serio, porque mesmo quem nao domine os conceitos de "etic e emic", se for suficientemente honesto intelectualmente, reconhecera' que a "mimica" jamais podera' ser levada com seriedade, ou tida como Arte, por quem seja seriamente inteligente e culto!

Tenho ainda uma outra leitura (e com ela nao se esgotam todas as leituras que tenho desta "maka"), que igualmente se encaixa naquela frase, a qual, para mim, descreve perfeitamente o fenomeno "vulturismo cultural" e a esquizofrenia individual e social a ele associada. E por isso a usei no fim do meu artigo acima mencionado, tendo-o feito tambem para ressaltar a forma como a frase de Pessoa "a minha patria e' a lingua portuguesa" e' geralmente usada fora do contexto em que foi escrita, isto e', como "qualquer coisa tirada de passagem a Cultura para com seu uso desencadear a explosao mitica..." (e.g. o mito do "lusotropicalismo"). Isto, sobretudo, porque me recuso a acreditar que a totalidade das pessoas que, em qualquer parte do mundo, teem a lingua portuguesa como a sua patria, possam igualmente dizer, como Pessoa, "nao tenho nenhum sentimento politico ou social". Eu certamente nao o posso dizer e lamento-o, por varias razoes, mas principalmente porque respeito profundamente a sua poesia e a Lingua Portuguesa!

Vamos a "ela"? 'A leitura, claro!
Nesta segunda leitura, o que os "vultos culturais" fazem, na sua busca de uma "identidade" que os corporize, lhes finque os pes no chao, lhes crie raizes, os valide culturalmente, os valorize intelectualmente e os legitime politicamente numa sociedade em que se sentem "deslocados", "a pairar no ar" (vizualizar aqui), com a qual nao se identificam (ou recusam-se a identificar-se, apesar de terem contribuido activamente para o estado em que ela se encontra actualmente, ou terem assistido passivamente a sua progressiva degradacao, ao longo dos anos desde a independencia) e da qual por isso se auto-marginalizam, e' tirar da Cultura (Africana) qualquer coisa (fenomeno "apropriacao"), como um "nome", um "pseudonimo", um "cognome", um "nick", uma indumentaria, um penteado, ou a mascara Pwo, e usa-la para desencadear a explosao mitica (... que, entre outras coisas, lhes permite auto-convencer-se de que sao mais conhecedores dessa Cultura do que os seus proprios criadores/detentores e ser "mimados" com premios literarios e "nacionais de cultura" por isso; enquanto aqueles com quem aprenderam sobre tal Cultura sao relegados a extincao ou transformados em "atraccao turistica exotica" nesse processo de apropriacao que os usa, abusa e desusa como "objectos de estudo" e nao sujeitos da sua propria cultura e identidade; ao mesmo tempo que fazem muita questao de corrigir o meu "pretogues", nao percebo bem se em nome do Pessoa, do Camoes, ou do Tchibinda Ilunga, como o fez um tal "Diamante"!).

Como se a Cultura Angolana se pudesse confinar a Cultura Tchokwe! Por isso me refiro a ela frequentemente como 'miuda', 'menina' e 'fedelha' atrevida, mal-educada, mimada, inculta e irresponsavel... (mas sera' que dentre os 'mais velhos' do mundo do "nacional-premialismo" da ACGM ninguem ainda lhe explicou de onde partem, regra geral, os "cronicos conflitos etnico-raciais" em Africa?!). Mas da' para perceber, obviamente, que nunca ninguem lhe ensinou, nem ela parece capaz de aprender, apreender, compreender, interiorizar, pensar, raciocinar, interagir e agir por si propria e pela sua propria cabeca e nao apenas pelas dos seus professores, seja em que lingua ou cultura for, de acordo com o significado mais profundo de "it ain't necessarily so"... ou reduzir-se a sua insignificancia e sela-la com o mais simplorio conceito de "shallow mind"!

Eu percebi-o ha' muito na "minha" Afrika, tanto "dentro" como "fora" de Angola! ... Minha Afrika onde nunca confundi "identidade" com "etnicidade", nem alguma vez limitei a "identidade" as "sociedades tradicionais", nem nunca opus qualquer delas aos conceitos de "modernidade", "evolucao", "progresso", ou "desenvolvimento" (que, ja' agora, teem muito pouco a ver com a adopcao de objectos materiais, como televisores, shampoos, gel de banho, ou espelhos por sociedades que antes nao os produziam e que continuaram depois da sua "adopcao" a nao os produzir... vejam-se, por exemplo, os efeitos "desenvolvimentistas" e "progressistas" que esse tipo de "adopcao" teve no Kongo de 500, como vivamente o ilustra a carta que anexei ao meu post "Late Sunday Service"... e, ja' agora tambem, para mim o verdadeiro desenvolvimento economico, social e cultural de uma sociedade, qualquer que ela seja e em que parte do mundo for, tem que ser "endogeno" - para quem saiba o que isso significa...), nem nunca limitei a Cultura a "culturas originais ou fechadas"...

Minha Afrika onde nao so' ja' vi mulheres brancas de panos (nunca fui a Holanda, mas sei que e' la' que sao fabricados "tradicionalmente" os "panos do Congo"... meu Kongo que ja' era uma potencia textil antes de os colonizadores chegarem com as suas "faixas de panos vermelhos" e missangas...), como ja vi ate' mulheres brancas "sangomas" (isto e', para os leigos como ACGM, "feiticeiras" ou curandeiras "tradicionais"...) na Africa do Sul post-apartheid (... praticamente toda a gente, entre brancos, negros e outras racas e/ou etnicidades, as considera, no entanto, absolutamente ridiculas e as "mais dignas e unicas" representantes do vulturismo cultural...)!

Minha Afrika e meu Mundo onde muito antes de eu ter nascido se formularam, conceptualizaram, discutiram, institucionalizaram, desinstitucionalizaram, politicizaram, despoliticizaram, construiram, desconstruiram, bateram, debateram, rebateram, esbateram, reacenderam, ultrapassaram e renovaram continua e ciclicamente os conceitos que ACGM, que nasceu depois de mim, comeca agora apenas a soletrar (e muito mal!), mas sobre os quais se considera com autoridade suficiente para fazer "public lectures" e para "falar de catedra" para quem ela "pensa" que "nao estudou", mas que certamente estudou, aprendeu, apreendeu e compreendeu muito mais e melhor do que ela e, sem qualquer duvida, muito humildemente, viveu, conviveu, viu, experimentou e partilhou a sua identidade cultural, a sua mundivivencia, os seus diversificados conhecimentos literarios e academicos em, e aprendeu, apreendeu e compreendeu com e entre, varias sociedades e comunidades Africanas e nao so', muito mais e melhor do que ela... sem guarda-costas, guias de marcha ou "bolsas de criacao" e certamente desde que nasceu e nao apenas depois da independencia de Angola! Quem e' que, afinal, no meio disto tudo, falou de alguem sem a conhecer? Falei de "arrogancia ignorante"? Falei de "falta de nocao do ridiculo"? Falei de "auto-convencimento"? Falei de "fraude"? Terei dito tudo?!

E so' nao "me aproprio" tambem de uma qualquer mascara na minha poesia, ou na minha vida em geral, porque a minha identidade cultural dispensa tais expedientes... E e' tambem por isso que tenho o maior respeito pelas pessoas de qualquer nacionalidade, que, sem desrespeitarem ou menosprezarem outras culturas, ou as pessoas que as possuem, defendem orgulhosamente a sua propria identidade cultural. Justamente, eles sao "guardioes das suas culturas", nao deixando por isso de ter abertura de espirito suficiente para se abrirem a partilha, interaccao e integracao com outras culturas - em suma, sao educados, cultos e inteligentes.

Acredito neles e com eles me identifico instintiva e intuitivamente, independentemente da sua raca, cor de pele, etnicidade, idioma, orientacao sexual, genero, religiao, classe social, nivel educacional ou academico, ou conviccoes politico-ideologicas, mesmo que eventualmente nao possa ver a sua cara e mesmo que eles tambem usassem mascaras, porque os vejo, me parecem e os sinto humanos, nao "vultos"!

Por isso me sinto capaz de partilhar alguma coisa com essas pessoas genuinas, nao "mascaras"! Por isso me sinto capaz de interagir e integrar nas suas sociedades abertas, nao "circulos restritos" (mais frequentemente do que o contrario, baseados fora do pais de que se acham "absolutos donos" enquanto la' estao - isto e', os que de la' "nunca sairam" porque tambem nunca la' estiveram a viver como o 'ze' povinho' e jamais poderiam sonhar com a vida de mordomias que todos os "sistemas" sempre lhes outorgaram - ou prontos a abandona-lo, como as verdadeiras e inultrapassaveis 'prima donnas' que sempre foram, a primeira "contrariedade"...), viciosos e viciados, ordinarios, marginais, promiscuos, doentios, claustrofobicos, autofagicos, esquizofrenicos, exclusivistas, divisionistas, tribalistas, fechados, censorios, agressivos, destrutivos, anti-sociais, recalcados, complexados, invejosos, mesquinhos, racistas, constrangidos, ameacadores, enfim... INSEGUROS... porque habitados por vultos auto-enclausurados por medo da sua propria sombra! De que teem tanto medo?! I wonder...

Por tudo isso, estou no Mundo... a esquizofrenia fica longe... na cultura!

[DEVIDO AO IMPRECEDENTE ACONTECIMENTO QUE RELATO NO POST ANTERIOR, DECIDI REABRIR TEMPORARIAMENTE O ACESSO A ESTE BLOG AO PUBLICO EM GERAL. NO ENTANTO, E PARA QUE HAJA UM MINIMO DE JUSTA EQUIVALENCIA ENTRE AS PRATICAS EXERCIDAS NESTE BLOG E NO BLOG EM QUESTAO, ACTIVAREI A "MODERACAO DE COMENTARIOS" DURANTE ESTE PERIODO.]


MAKA DE SANZALA!!!



N.B.: Considerando este assunto suficientemente esclarecido e esperando que a menina ACGM nunca mais se volte a esquecer das suas proprias palavras, e.g. “de ti jamais falarei!”, seja de que forma, sob que "nome", a que "pretexto", a que proposito, ou em que sitio for, voltarei a restringir o acesso a este blog a partir de amanha, 09/04/07, as 18H00.

Os meus agradecimentos a todo/as que, muito sensivelmente, preferiram nao fazer os seus comentarios aqui e me manifestaram suas solidariedades, pontos de vista e sugestoes por outras vias.

As minhas desculpas aqueles cujos comentarios decidi nao publicar. Fi-lo, nao porque contivessem algo que me fosse pessoalmente desfavoravel ou ofensivo, mas tao so’ por, ou conterem informacoes e nomes que prefiro nao envolver nesta questao, ou por conterem um tom demasiado exaltado que apenas iria contribuir para agravar uma situacao ja’ de si demasiado grave. De qualquer modo, o meu obrigada a todos!




Acabo de ver o meu nome citado no blog da Ana Clara Guerra Marques, auto-denominada 'Phwo', no espaco de comentarios a um post sobre o ultimo livro da Paula Tavares.

Entendamo-nos:

1. A primeira vez que tropecei naquele blog foi ha’ pouco mais de 3/4 meses, depois de ter criado o meu proprio blog e de, pela primeira vez, comecar a fazer digressoes pela blogosfera. Antes disso, nao tinha tido qualquer contacto com a blogosfera e os unicos blogs em que acidentalmente tinha antes entrado, ambos durante a segunda metade do ano passado, eram o Malambas e o Kitanda.

Serve isto para dizer que, ao contrario do que a menina Clara "pensa", eu nao sou quem ela "pensa"… isto e’, um ou outro dos varios Anonimos que, pelo que pude verificar nos arquivos do blog dela, ja’ ha’ muito tempo lhe venhem dizendo coisas sobre as quais ela sistematicamente exerce censura... Porque sera'???

2. A minha primeira intervencao naquele blog (e isto foi numa altura em que ela o tinha aberto a comentarios sem censura previa), como ‘Vulto’ (que usei por referencia ao termo vulturismo cultural – pratica da qual ela e’ o expoente maximo em Angola e que foi o tema dos meus dois primeiros comentarios), foi para lhe colocar algumas questoes legitimas a proposito de um post dela sobre um grupo de danca de mulheres do Lwena. Fi-lo de boa fe’ e respeitosamente, ainda imbuida do espirito aberto que caracteriza os espacos de debate intelectual a que estou habituada… Vejam-se, por exemplo, os debates em que tenho participado nos blogs do Africanpath...

Acontece, porem, que a menina imediatamente apagou os meus comentarios, accionou a "moderacao de comentarios" e, sem ter minimamente tentado responder as questoes que lhe coloquei, de pronto iniciou, numa infame e implacavel campanha de denegrimento sem qualquer precedente na minha vida, uma torrente de insultos pessoais contra mim, dizendo, entre outras coisas, saber muito bem quem eu era e que eu “nao era nada dificil de identificar”… Portanto, todos os insultos e agressoes pessoais que desde entao ela tem feito no seu e noutros blogs, directa ou indirectamente, aberta ou veladamente (como Phwo, Diamante, Lucia Matos (?), Margarida Fortes (?), Carlos Fonseca (?)... entre varios outros "pseudonimos"...), dirigidos a minha pessoa, tem-nos feito em plena consciencia de quem o “Vulto” era ... alias, ela confirmou-o a certa altura, quando se viu completamente abandonada pelos seus apoiantes habituais e a ter que recorrer a si propria com outros pseudonimos, para tentar justificar toda a sua agressidade e odio contra mim...

Respondi-lhe, num dos varios (mas nao tantos quanto ela quer fazer supor aos seus incautos leitores e certamente sem quaisquer insultos pessoais ou linguagem "grosseira" como ela hoje diz...) comentarios que ela nao publicou, que nao me preocupava absolutamente nada o facto de ela saber ou nao quem eu era, porque me dispunha a debater as questoes que eu tinha levantado em qualquer plataforma publica e que, ao contrario do que ela imediatamente assumiu e brandiu a saciedade desde entao, eu so’ nao me iria "identificar" no blog dela para evitar ter que pessoalizar as questoes e dar ao vexame que ela engendrou com base nos meus primeiros comentarios a dimensao de “escandalo” ou “maka de sanzala” que obviamente assumiria se eu me identificasse com o meu nome proprio ... isto, assumindo a hipotese patetica de que o nome proprio dela e' "Phwo"... alias, tenho para mim que o nome proprio dela e' e sempre foi Arrogancia Ignorante!

E devo dizer, ja' agora, que me esforcei por escrever os tais comentarios com acentos, nao por qualquer tentativa de dissimulacao, mas apenas e precisamente pelas razoes que acabo de referir. De resto, ha uma opcao nos blogs (que ela nao usa) que e’ a de nao se aceitar comentarios “anonimos”, ou ate', in extremis, nao se aceitarem comentarios de todo ou, como o fiz nos ultimos dias, restringir-se o acesso ao blog apenas a um grupo seleccionado de pessoas... e ha’ tambem a opcao por parte dos visitantes de se identificarem ou nao como anonimos, ou com os nomes que bem entenderem… portanto, ainda estou para perceber de onde e’ que lhe saiu a "conviccao inabalavel" que eu nao me “identifiquei” por “cobardia”...

... Ou que o que ela fez agora ao citar o meu nome constitui uma "denuncia"! Denuncia de que, posso saber? Das minhas opinioes e ideias? Que de resto nunca escondi de ninguem e que ate' fiz publicar em paginas impressas, muito antes da blogosfera sequer existir (como, por exemplo NESTE artigo datado de e publicado em 2002)?! Tal como nunca pretendi esconder o meu nome ou a minha cara, tanto neste blog como noutros espacos... E quem e' que ela pensa que, dentre os habituais frequentadores do blog dela e do meu, ainda nao tinha feito as obvias interligacoes sobre quem e o que estava em causa nesta saga?! Nao e' esse raciocinio tipico da mentalidade de "bofia stalinista" que, como tambem tive oportunidade de lhe dizer num dos comentarios que ela nao publicou, tao bem a caracteriza?! Quem e' que, e porque, se considera assim tao "intocavel" e acima do comum dos mortais que nao possa ser objecto de uma critica ou simples reparo, ou sequer que alguem "de fora" se lhe dirija? Nao sera' esta uma das manifestacoes mais evidentes da completa falta de nocao do ridiculo com que se tem notabilizado?!

3. Nao pretendo neste momento, a menos que ela a isso me obrigue no seguimento deste seu ultimo e insolito (inominavel?) ataque, recapitular aqui todos os episodios desta estorieta a que ela, no que e' apenas mais uma demonstracao do seu infinito auto-convencimento, chama uma “obsessao” da minha parte... so' me da' mesmo vontade de rir... como se nao fosse mais do que obvio, quanto mais nao seja a contar pelo numero de posts que ela fez usando os meus comentarios, ou motivados por eles, ou ainda "inspirados" por posts meus aqui no meu blog, ou ate' apenas movida pelo seu caracteristico abuso e atrevimento, como um em que me tenta "dar licoes" sobre o que fazer em Londres... quem e' que esta' obcecada e com uma dor de cotovelo que ate' doi a quem nao a tem, porque nao e' sequer possivel comparar a qualidade, a quantidade e a diversidade do conteudo sobre a cultura, a arte, a literatura, a musica, a gastronomia, a historia e a actualidade politica, social e economica angolanas e nao so' entre este e o blog dela...

Mas o que e’ mais do que evidente e’ que, completamente ao contrario do que ela diz, eu e’ que, por ter tido a “ousadia”, ou melhor, para usar a palavra dela, o "atrevimento", de me dirigir a ela (e diga-se que inicialmente ate' em termos favoraveis) num espaco aberto como a blogosfera fui vitima de toda a especie de insultos e ataques quer a minha pessoa, quer a minha obra como poeta, economista, ensaista e cronista, quer ao meu blog… Fe-lo persistentemente ao longo dos ultimos meses, inclusive usando comentarios meus que ela tinha antes apagado como temas para posts (portanto, a 'macaca' que me fez limitar o acesso a este blog nos ultimos dias nao foi a primeira a usar esse expediente... coincidencias?).

Essencialmente, ao que ela me submeteu foi a uma continua sessao de tortura e espancamento publicos em que tanto ela como os seus "amigos" no blog dela se dedicaram a saciedade a apedrejar-me e a cuspir-me para cima enquanto ela me tinha amarrada a um poste, sem qualquer possiblidade de defesa porque so’ publicava dos meus comentarios aqueles que melhor pudesse manipular para servir os seus mais do que sordidos objectivos. Nao teve, no entanto, porque nao lhe dei esse privilegio, qualquer resposta equivalente aqui no meu blog... ate' agora!

4. Lamento que ela tenha finalmente conseguido o que desde o inicio pretendia: fazer-me chocar com a Paula Tavares, sobre quem nao direi, pelo menos por enquanto, mais nada para alem do que ja’ disse aqui ha’ umas semanas num outro blog e tambem aqui no meu proprio blog. O que me revolta profundamente e’ que uma professorita de danca, possuidora de uma arrogancia sem limites e de um racismo muito mal dissimulado por tras da mascara da “Phwo” (... tenho muito a dizer, por exemplo, das suas praticas de “seleccao” e das suas teorias indefensavelmente racistas, incultas e ignorantes sobre "o que e' a verdadeira danca e quem e' que e' realmente capaz de dancar" na Academia de Danca de Luanda - e nao eram certamente tecnicas de danca Tchokwe que ela la' ensinava, ou as filhas das mamas do Lwena que ela la' admitia como suas alunas - antes de descobrir que se podia “dar de Phwo” e se pretender mais angolana do que a propria Angolanidade e, certamente, mais angolana do que eu, que ela faz muita questao de dizer que “estou fora” enquanto ela "esta dentro"… Alias ha' indicios suficientes no blog dela de que ela nem sequer tenta dissimular o seu racismo, pelo que as vezes me pergunto em que ponto da linha entre a arrogancia e a ignorancia ela efectivamente se situa... bastante elucidativo e', so' para citar um exemplo, a serie de posts que ela fez sobre a Rainha Nzinga...), se sinta no direito e se de ao desplante de confabular estorias sobre as minhas motivacoes e “inquietacoes” e com base nelas criar uma situacao destas entre mim e alguem por quem sempre tive o maior respeito e amizade, apesar da distancia que nos separa ha’ muitos anos!

Por isso a unica coisa que aqui vou repetir e’ que tenho muita pena que a Paula Tavares esteja completamente entregue a bicharada representada por essa menina e por ela a ser abusivamente usada como arma de arremesso contra mim sem qualquer pudor ou consideracoes eticas e que tanto o seu como o meu nome tenham sido desta forma arrastados na lama por uma fedelha atrevida, pedante, petulante e arrogante ate' dizer basta (!), irresponsavel, intriguista, racista, invejosa, ciumenta, imatura, ignorante, inculta, ordinaria, complexada, pretensiosa, presumida, intelectualmente desonesta, incapaz de conter os seus instintos mais baixos e mesquinhos e simplesmente de mau caracter, nenhuma educacao e menos ainda formacao, que esta’ absolutamente convencida de que e’ “o expoente maximo da cultura angolana”…

Fiz o comentario que ela hoje publicou (Porque o tera’ feito? E porque tera' decidido "identificar-me", particularmente depois de ter proferido, logo no inicio desta saga, uma das suas celebres frases a mim dirigidas: "de ti jamais falarei!...". Nao tera' sido por pensar, muito cobardemente diga-se de passagem, que poderia agora reiniciar as suas sessoes de espancamento sobre o meu nome com total impunidade por saber que eu tinha o meu blog com o acesso restricto?), e mantenho tudo o que nele disse (e para que disso nao restem duvidas coloco-o aqui em anexo), pela simples razao de que com base no que se tem passado e em tudo quanto ela tem dito nos ultimos meses, aquele post nao se destinava a homenagear a Paula Tavares, ou a honrar o seu livro e a sua obra em geral: aquele post, tal como o anterior em que ela fala pela primeira vez desse livro, esta cheio de fel e odio e veneno de escorpiao, nao so’ contra mim, mas tambem contra TODAS AS POETAS ANGOLANAS!

E isso apenas porque como a cabeca dela so funciona na base da inveja, do despeito, do ressaibo, do racismo, da hipocrisia, da mesquinhez e do auto-convencimento, pensa que a cabeca de toda a gente funciona da mesma maneira... E pior do que isso, com o particular poema que ela seleccionou, pretende apenas, oportunistica e descaradamente colar-se, como “Phwo”, a obra da Paula Tavares (que ela acintosamente faz muita questao de pre-qualificar como "nossa"… nossa de quem?...).

E’ isto alguem que mereca um “Premio Nacional da Cultura Angolana”?! E ainda por cima a frente e por cima (!) de verdadeiros vultos legitimamente representativos da cultura angolana como, so' para citar este nome, esse Marito que aqui podemos ouvir no 'Muxima' dos Kiezos e que anda para ali aos caidos, ao passo que ela, enquanto responsavel do Ministerio da Cultura de Angola fala mal do Estado Angolano e, com a maior das vacuidades deste mundo, se diz "contra" um sistema que a produziu e que ela reproduz e de que faz parte ate' ao tutano (e e', alias, apenas isso que lhe permite a basofia de proclamar que "estou realmente dentro"!), ao mesmo tempo que se pavoneia pelo mundo como "educadora cultural angolana"???!

5. Estou disposta a debater civilizada, culta e inteligentemente, com quem estiver interessado, aqui ou em qualquer outra plataforma (que nao obviamente o blog da menininha), as questoes substantivas relativas a poesia, a arte e a cultura angolana em geral, que me moveram a dirigir-me inicialmente a professorita na maior das boas fes, mas que ela apenas soube transformar na pouca vergonha que culminou neste post, mas que se pode ‘cronicar’ atraves dos posts e comentarios no blog dela e das directas e indirectas que foi disseminando nos ultimos tempos pela blogosfera, nao para confrontar ou “derrotar” as minhas ideias mas apenas para “me aniquilar” como pessoa e como escritora! Porque sera', pergunto-me?!

In conclusion, Ana Clara Guerra Marques, a.k.a. "Phwo", just: WHO DO YOU THINK YOU ARE???!



N.B.: Considerando este assunto suficientemente esclarecido e esperando que a menina ACGM nunca mais se volte a esquecer das suas proprias palavras, e.g. “de ti jamais falarei!”, seja de que forma, sob que "nome", a que "pretexto", a que proposito, ou em que sitio for, voltarei a restringir o acesso a este blog a partir de amanha, 09/04/07, as 18H00.

Os meus agradecimentos a todo/as que, muito sensivelmente, preferiram nao fazer os seus comentarios aqui e me manifestaram suas solidariedades, pontos de vista e sugestoes por outras vias.

As minhas desculpas aqueles cujos comentarios decidi nao publicar. Fi-lo, nao porque contivessem algo que me fosse pessoalmente desfavoravel ou ofensivo, mas tao so’ por, ou conterem informacoes e nomes que prefiro nao envolver nesta questao, ou por conterem um tom demasiado exaltado que apenas iria contribuir para agravar uma situacao ja’ de si demasiado grave. De qualquer modo, o meu obrigada a todos!




Acabo de ver o meu nome citado no blog da Ana Clara Guerra Marques, auto-denominada 'Phwo', no espaco de comentarios a um post sobre o ultimo livro da Paula Tavares.

Entendamo-nos:

1. A primeira vez que tropecei naquele blog foi ha’ pouco mais de 3/4 meses, depois de ter criado o meu proprio blog e de, pela primeira vez, comecar a fazer digressoes pela blogosfera. Antes disso, nao tinha tido qualquer contacto com a blogosfera e os unicos blogs em que acidentalmente tinha antes entrado, ambos durante a segunda metade do ano passado, eram o Malambas e o Kitanda.

Serve isto para dizer que, ao contrario do que a menina Clara "pensa", eu nao sou quem ela "pensa"… isto e’, um ou outro dos varios Anonimos que, pelo que pude verificar nos arquivos do blog dela, ja’ ha’ muito tempo lhe venhem dizendo coisas sobre as quais ela sistematicamente exerce censura... Porque sera'???

2. A minha primeira intervencao naquele blog (e isto foi numa altura em que ela o tinha aberto a comentarios sem censura previa), como ‘Vulto’ (que usei por referencia ao termo vulturismo cultural – pratica da qual ela e’ o expoente maximo em Angola e que foi o tema dos meus dois primeiros comentarios), foi para lhe colocar algumas questoes legitimas a proposito de um post dela sobre um grupo de danca de mulheres do Lwena. Fi-lo de boa fe’ e respeitosamente, ainda imbuida do espirito aberto que caracteriza os espacos de debate intelectual a que estou habituada… Vejam-se, por exemplo, os debates em que tenho participado nos blogs do Africanpath...

Acontece, porem, que a menina imediatamente apagou os meus comentarios, accionou a "moderacao de comentarios" e, sem ter minimamente tentado responder as questoes que lhe coloquei, de pronto iniciou, numa infame e implacavel campanha de denegrimento sem qualquer precedente na minha vida, uma torrente de insultos pessoais contra mim, dizendo, entre outras coisas, saber muito bem quem eu era e que eu “nao era nada dificil de identificar”… Portanto, todos os insultos e agressoes pessoais que desde entao ela tem feito no seu e noutros blogs, directa ou indirectamente, aberta ou veladamente (como Phwo, Diamante, Lucia Matos (?), Margarida Fortes (?), Carlos Fonseca (?)... entre varios outros "pseudonimos"...), dirigidos a minha pessoa, tem-nos feito em plena consciencia de quem o “Vulto” era ... alias, ela confirmou-o a certa altura, quando se viu completamente abandonada pelos seus apoiantes habituais e a ter que recorrer a si propria com outros pseudonimos, para tentar justificar toda a sua agressidade e odio contra mim...

Respondi-lhe, num dos varios (mas nao tantos quanto ela quer fazer supor aos seus incautos leitores e certamente sem quaisquer insultos pessoais ou linguagem "grosseira" como ela hoje diz...) comentarios que ela nao publicou, que nao me preocupava absolutamente nada o facto de ela saber ou nao quem eu era, porque me dispunha a debater as questoes que eu tinha levantado em qualquer plataforma publica e que, ao contrario do que ela imediatamente assumiu e brandiu a saciedade desde entao, eu so’ nao me iria "identificar" no blog dela para evitar ter que pessoalizar as questoes e dar ao vexame que ela engendrou com base nos meus primeiros comentarios a dimensao de “escandalo” ou “maka de sanzala” que obviamente assumiria se eu me identificasse com o meu nome proprio ... isto, assumindo a hipotese patetica de que o nome proprio dela e' "Phwo"... alias, tenho para mim que o nome proprio dela e' e sempre foi Arrogancia Ignorante!

E devo dizer, ja' agora, que me esforcei por escrever os tais comentarios com acentos, nao por qualquer tentativa de dissimulacao, mas apenas e precisamente pelas razoes que acabo de referir. De resto, ha uma opcao nos blogs (que ela nao usa) que e’ a de nao se aceitar comentarios “anonimos”, ou ate', in extremis, nao se aceitarem comentarios de todo ou, como o fiz nos ultimos dias, restringir-se o acesso ao blog apenas a um grupo seleccionado de pessoas... e ha’ tambem a opcao por parte dos visitantes de se identificarem ou nao como anonimos, ou com os nomes que bem entenderem… portanto, ainda estou para perceber de onde e’ que lhe saiu a "conviccao inabalavel" que eu nao me “identifiquei” por “cobardia”...

... Ou que o que ela fez agora ao citar o meu nome constitui uma "denuncia"! Denuncia de que, posso saber? Das minhas opinioes e ideias? Que de resto nunca escondi de ninguem e que ate' fiz publicar em paginas impressas, muito antes da blogosfera sequer existir (como, por exemplo NESTE artigo datado de e publicado em 2002)?! Tal como nunca pretendi esconder o meu nome ou a minha cara, tanto neste blog como noutros espacos... E quem e' que ela pensa que, dentre os habituais frequentadores do blog dela e do meu, ainda nao tinha feito as obvias interligacoes sobre quem e o que estava em causa nesta saga?! Nao e' esse raciocinio tipico da mentalidade de "bofia stalinista" que, como tambem tive oportunidade de lhe dizer num dos comentarios que ela nao publicou, tao bem a caracteriza?! Quem e' que, e porque, se considera assim tao "intocavel" e acima do comum dos mortais que nao possa ser objecto de uma critica ou simples reparo, ou sequer que alguem "de fora" se lhe dirija? Nao sera' esta uma das manifestacoes mais evidentes da completa falta de nocao do ridiculo com que se tem notabilizado?!

3. Nao pretendo neste momento, a menos que ela a isso me obrigue no seguimento deste seu ultimo e insolito (inominavel?) ataque, recapitular aqui todos os episodios desta estorieta a que ela, no que e' apenas mais uma demonstracao do seu infinito auto-convencimento, chama uma “obsessao” da minha parte... so' me da' mesmo vontade de rir... como se nao fosse mais do que obvio, quanto mais nao seja a contar pelo numero de posts que ela fez usando os meus comentarios, ou motivados por eles, ou ainda "inspirados" por posts meus aqui no meu blog, ou ate' apenas movida pelo seu caracteristico abuso e atrevimento, como um em que me tenta "dar licoes" sobre o que fazer em Londres... quem e' que esta' obcecada e com uma dor de cotovelo que ate' doi a quem nao a tem, porque nao e' sequer possivel comparar a qualidade, a quantidade e a diversidade do conteudo sobre a cultura, a arte, a literatura, a musica, a gastronomia, a historia e a actualidade politica, social e economica angolanas e nao so' entre este e o blog dela...

Mas o que e’ mais do que evidente e’ que, completamente ao contrario do que ela diz, eu e’ que, por ter tido a “ousadia”, ou melhor, para usar a palavra dela, o "atrevimento", de me dirigir a ela (e diga-se que inicialmente ate' em termos favoraveis) num espaco aberto como a blogosfera fui vitima de toda a especie de insultos e ataques quer a minha pessoa, quer a minha obra como poeta, economista, ensaista e cronista, quer ao meu blog… Fe-lo persistentemente ao longo dos ultimos meses, inclusive usando comentarios meus que ela tinha antes apagado como temas para posts (portanto, a 'macaca' que me fez limitar o acesso a este blog nos ultimos dias nao foi a primeira a usar esse expediente... coincidencias?).

Essencialmente, ao que ela me submeteu foi a uma continua sessao de tortura e espancamento publicos em que tanto ela como os seus "amigos" no blog dela se dedicaram a saciedade a apedrejar-me e a cuspir-me para cima enquanto ela me tinha amarrada a um poste, sem qualquer possiblidade de defesa porque so’ publicava dos meus comentarios aqueles que melhor pudesse manipular para servir os seus mais do que sordidos objectivos. Nao teve, no entanto, porque nao lhe dei esse privilegio, qualquer resposta equivalente aqui no meu blog... ate' agora!

4. Lamento que ela tenha finalmente conseguido o que desde o inicio pretendia: fazer-me chocar com a Paula Tavares, sobre quem nao direi, pelo menos por enquanto, mais nada para alem do que ja’ disse aqui ha’ umas semanas num outro blog e tambem aqui no meu proprio blog. O que me revolta profundamente e’ que uma professorita de danca, possuidora de uma arrogancia sem limites e de um racismo muito mal dissimulado por tras da mascara da “Phwo” (... tenho muito a dizer, por exemplo, das suas praticas de “seleccao” e das suas teorias indefensavelmente racistas, incultas e ignorantes sobre "o que e' a verdadeira danca e quem e' que e' realmente capaz de dancar" na Academia de Danca de Luanda - e nao eram certamente tecnicas de danca Tchokwe que ela la' ensinava, ou as filhas das mamas do Lwena que ela la' admitia como suas alunas - antes de descobrir que se podia “dar de Phwo” e se pretender mais angolana do que a propria Angolanidade e, certamente, mais angolana do que eu, que ela faz muita questao de dizer que “estou fora” enquanto ela "esta dentro"… Alias ha' indicios suficientes no blog dela de que ela nem sequer tenta dissimular o seu racismo, pelo que as vezes me pergunto em que ponto da linha entre a arrogancia e a ignorancia ela efectivamente se situa... bastante elucidativo e', so' para citar um exemplo, a serie de posts que ela fez sobre a Rainha Nzinga...), se sinta no direito e se de ao desplante de confabular estorias sobre as minhas motivacoes e “inquietacoes” e com base nelas criar uma situacao destas entre mim e alguem por quem sempre tive o maior respeito e amizade, apesar da distancia que nos separa ha’ muitos anos!

Por isso a unica coisa que aqui vou repetir e’ que tenho muita pena que a Paula Tavares esteja completamente entregue a bicharada representada por essa menina e por ela a ser abusivamente usada como arma de arremesso contra mim sem qualquer pudor ou consideracoes eticas e que tanto o seu como o meu nome tenham sido desta forma arrastados na lama por uma fedelha atrevida, pedante, petulante e arrogante ate' dizer basta (!), irresponsavel, intriguista, racista, invejosa, ciumenta, imatura, ignorante, inculta, ordinaria, complexada, pretensiosa, presumida, intelectualmente desonesta, incapaz de conter os seus instintos mais baixos e mesquinhos e simplesmente de mau caracter, nenhuma educacao e menos ainda formacao, que esta’ absolutamente convencida de que e’ “o expoente maximo da cultura angolana”…

Fiz o comentario que ela hoje publicou (Porque o tera’ feito? E porque tera' decidido "identificar-me", particularmente depois de ter proferido, logo no inicio desta saga, uma das suas celebres frases a mim dirigidas: "de ti jamais falarei!...". Nao tera' sido por pensar, muito cobardemente diga-se de passagem, que poderia agora reiniciar as suas sessoes de espancamento sobre o meu nome com total impunidade por saber que eu tinha o meu blog com o acesso restricto?), e mantenho tudo o que nele disse (e para que disso nao restem duvidas coloco-o aqui em anexo), pela simples razao de que com base no que se tem passado e em tudo quanto ela tem dito nos ultimos meses, aquele post nao se destinava a homenagear a Paula Tavares, ou a honrar o seu livro e a sua obra em geral: aquele post, tal como o anterior em que ela fala pela primeira vez desse livro, esta cheio de fel e odio e veneno de escorpiao, nao so’ contra mim, mas tambem contra TODAS AS POETAS ANGOLANAS!

E isso apenas porque como a cabeca dela so funciona na base da inveja, do despeito, do ressaibo, do racismo, da hipocrisia, da mesquinhez e do auto-convencimento, pensa que a cabeca de toda a gente funciona da mesma maneira... E pior do que isso, com o particular poema que ela seleccionou, pretende apenas, oportunistica e descaradamente colar-se, como “Phwo”, a obra da Paula Tavares (que ela acintosamente faz muita questao de pre-qualificar como "nossa"… nossa de quem?...).

E’ isto alguem que mereca um “Premio Nacional da Cultura Angolana”?! E ainda por cima a frente e por cima (!) de verdadeiros vultos legitimamente representativos da cultura angolana como, so' para citar este nome, esse Marito que aqui podemos ouvir no 'Muxima' dos Kiezos e que anda para ali aos caidos, ao passo que ela, enquanto responsavel do Ministerio da Cultura de Angola fala mal do Estado Angolano e, com a maior das vacuidades deste mundo, se diz "contra" um sistema que a produziu e que ela reproduz e de que faz parte ate' ao tutano (e e', alias, apenas isso que lhe permite a basofia de proclamar que "estou realmente dentro"!), ao mesmo tempo que se pavoneia pelo mundo como "educadora cultural angolana"???!

5. Estou disposta a debater civilizada, culta e inteligentemente, com quem estiver interessado, aqui ou em qualquer outra plataforma (que nao obviamente o blog da menininha), as questoes substantivas relativas a poesia, a arte e a cultura angolana em geral, que me moveram a dirigir-me inicialmente a professorita na maior das boas fes, mas que ela apenas soube transformar na pouca vergonha que culminou neste post, mas que se pode ‘cronicar’ atraves dos posts e comentarios no blog dela e das directas e indirectas que foi disseminando nos ultimos tempos pela blogosfera, nao para confrontar ou “derrotar” as minhas ideias mas apenas para “me aniquilar” como pessoa e como escritora! Porque sera', pergunto-me?!

In conclusion, Ana Clara Guerra Marques, a.k.a. "Phwo", just: WHO DO YOU THINK YOU ARE???!