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Saturday, 11 April 2009

ANA PAULA TAVARES: POESIA & HISTORIA


Na área da cultura, quem eram as pessoas que estavam a produzir?

Fazendo o paralelo com a literatura, foi o período das Brigadas.

Jovens da Literatura?

A União e Escritores Angolanos foi criada logo a seguir à independência, e lançou o apelo aos jovens para homenagearem o poeta maior, com elegias em torno da figura de Agostinho Neto. Isso foi o mote, mas depois sentiram quase a obrigação de se reunirem, de produzir folhinhas, jornais, publicações. E surgiram as Brigadas Jovens da Literatura. Sobretudo em Luanda, mas as do Huambo, Benguela e Lubango também publicaram coisas interessantes.

O que acha desse tipo de literature programática, que serve fins políticos?

Talvez na altura não houvesse como não passar por isso, era necessário. Mas alguns jovens começaram a publicar por eles próprios ou criaram projectos, como o Luandanje.

Chegou a escrever esse tipo de poemas na altura?

Não, fiquei caladinha. Mas eu sempre escrevi, desde pequenina, até para resolver os meus próprios medos. Pensava-me uma pessoa muito mais velha do que era, e achava que estava a fazer coisas tão importantes como alfabetizar, os inventários culturais, andar de jipe para trás e para a frente, que a escrita ia para a gaveta. No entanto, com 30 e poucos anos disse: “ou publico agora ou já não publico”. Então apresentei um projecto de Caderno ao Luandino Vieira e à UEA, que tinha um conjunto de escritores consagrados, que analisavam estes jovens pretendentes a escritores. Aquilo fugia um pouco à norma, mas tiveram a sensibilidade de publicar. Chamava-se “Ritos de Passagem” e causou alguma polémica.

Que tipo de polémica?

Fui acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa. Mas teve um certo eco. Nessa altura, surge uma data de gente a publicar que já não tinha a ver com o tipo de poesia de que falávamos, como a Ana Santana, João Maimona, José Luís Mendonça.

Surge o projecto Archote, um jornal que pretendia divulgar ficção e ensaio, onde estalou uma polémica entre Nelson Pestana Bonavena, Luís Kandjimbo e Carlos Pacheco em torno do primeiro poeta que publicou no século XIX (que era benguelense). Resultaram ensaios muito bons e essa dinâmica despoletou esta veia ensaística neles, apesar de terem seguido caminhos tão diferentes.

Nessa altura, pessoas como Ruy Duarte e David Mestre publicavam poesia e ensaio, respectivamente, sobre cinema e literatura. O Ruy Duarte começara o seu trabalho sobre os Muxiluanda da ilha, que daria origem a “Ana a manda”. Arnaldo Santos também publicava ensaios. Uma coisa fundamental era o suplemento cultural de Domingo no Jornal de Angola. Foi ali que muita gente publicou pela primeira vez. E também as revistas Mensagem e Novembro, além da actividade cultural que começou nos anos 80. que era “Maka à 4ª feira” na UEA, onde se discutiam ideias e trabalhos.

E havia interesse pelo que se passava culturalmente noutras partes do mundo? Quais eram as principais referências? Calculo que latino-americanas...

Mergulhou-se noutras literaturas que passaram a circular. Cuba passa a ser uma referência fundamental. Tenho uma pena da má interpretação desta possibilidade de encontro de cubanos e angolanos, um equívoco ainda não resolvido, pois podia ter sido potenciador para as duas partes.

[Aqui]


{E, ja' agora, podera' ler algo parcialmente relacionado com esta entrevista aqui , aqui, aqui e aqui}

Na área da cultura, quem eram as pessoas que estavam a produzir?

Fazendo o paralelo com a literatura, foi o período das Brigadas.

Jovens da Literatura?

A União e Escritores Angolanos foi criada logo a seguir à independência, e lançou o apelo aos jovens para homenagearem o poeta maior, com elegias em torno da figura de Agostinho Neto. Isso foi o mote, mas depois sentiram quase a obrigação de se reunirem, de produzir folhinhas, jornais, publicações. E surgiram as Brigadas Jovens da Literatura. Sobretudo em Luanda, mas as do Huambo, Benguela e Lubango também publicaram coisas interessantes.

O que acha desse tipo de literature programática, que serve fins políticos?

Talvez na altura não houvesse como não passar por isso, era necessário. Mas alguns jovens começaram a publicar por eles próprios ou criaram projectos, como o Luandanje.

Chegou a escrever esse tipo de poemas na altura?

Não, fiquei caladinha. Mas eu sempre escrevi, desde pequenina, até para resolver os meus próprios medos. Pensava-me uma pessoa muito mais velha do que era, e achava que estava a fazer coisas tão importantes como alfabetizar, os inventários culturais, andar de jipe para trás e para a frente, que a escrita ia para a gaveta. No entanto, com 30 e poucos anos disse: “ou publico agora ou já não publico”. Então apresentei um projecto de Caderno ao Luandino Vieira e à UEA, que tinha um conjunto de escritores consagrados, que analisavam estes jovens pretendentes a escritores. Aquilo fugia um pouco à norma, mas tiveram a sensibilidade de publicar. Chamava-se “Ritos de Passagem” e causou alguma polémica.

Que tipo de polémica?

Fui acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa. Mas teve um certo eco. Nessa altura, surge uma data de gente a publicar que já não tinha a ver com o tipo de poesia de que falávamos, como a Ana Santana, João Maimona, José Luís Mendonça.

Surge o projecto Archote, um jornal que pretendia divulgar ficção e ensaio, onde estalou uma polémica entre Nelson Pestana Bonavena, Luís Kandjimbo e Carlos Pacheco em torno do primeiro poeta que publicou no século XIX (que era benguelense). Resultaram ensaios muito bons e essa dinâmica despoletou esta veia ensaística neles, apesar de terem seguido caminhos tão diferentes.

Nessa altura, pessoas como Ruy Duarte e David Mestre publicavam poesia e ensaio, respectivamente, sobre cinema e literatura. O Ruy Duarte começara o seu trabalho sobre os Muxiluanda da ilha, que daria origem a “Ana a manda”. Arnaldo Santos também publicava ensaios. Uma coisa fundamental era o suplemento cultural de Domingo no Jornal de Angola. Foi ali que muita gente publicou pela primeira vez. E também as revistas Mensagem e Novembro, além da actividade cultural que começou nos anos 80. que era “Maka à 4ª feira” na UEA, onde se discutiam ideias e trabalhos.

E havia interesse pelo que se passava culturalmente noutras partes do mundo? Quais eram as principais referências? Calculo que latino-americanas...

Mergulhou-se noutras literaturas que passaram a circular. Cuba passa a ser uma referência fundamental. Tenho uma pena da má interpretação desta possibilidade de encontro de cubanos e angolanos, um equívoco ainda não resolvido, pois podia ter sido potenciador para as duas partes.

[Aqui]


{E, ja' agora, podera' ler algo parcialmente relacionado com esta entrevista aqui , aqui, aqui e aqui}

Saturday, 16 August 2008

NOTA EN PASSANT

Acabo de descobrir, nao exactamente por acaso, mas quase, que o livro de Paula Tavares "A Cabeca de Salome'", (do qual pouco mais tive ate' agora oportunidade de ler do que este texto que aqui publiquei quando o recebi, juntamente com o "Manual Para Amantes Desesperados", com simpaticas dedicatorias da autora, no ano passado) e' composto por um conjunto de cronicas por ela publicadas no Publico entre 1999 e 2002... Ou seja, pelo menos durante os ultimos seis meses desse periodo, houve, sem que eu o soubesse ate' agora, a coincidencia de eu tambem ter publicado uma serie de cronicas no Semanario Angolense... Agora comeco a perceber (melhor?) algumas coisas... e a ter uma maior nocao do quanto de facto tenho estado afastada do mundo lusofono...
Mas, este e' apenas um apontamento para notar um acontecimento digno de nota.
Acabo de descobrir, nao exactamente por acaso, mas quase, que o livro de Paula Tavares "A Cabeca de Salome'", (do qual pouco mais tive ate' agora oportunidade de ler do que este texto que aqui publiquei quando o recebi, juntamente com o "Manual Para Amantes Desesperados", com simpaticas dedicatorias da autora, no ano passado) e' composto por um conjunto de cronicas por ela publicadas no Publico entre 1999 e 2002... Ou seja, pelo menos durante os ultimos seis meses desse periodo, houve, sem que eu o soubesse ate' agora, a coincidencia de eu tambem ter publicado uma serie de cronicas no Semanario Angolense... Agora comeco a perceber (melhor?) algumas coisas... e a ter uma maior nocao do quanto de facto tenho estado afastada do mundo lusofono...
Mas, este e' apenas um apontamento para notar um acontecimento digno de nota.

Saturday, 3 November 2007

ANGOLA: 2007 "NATIONAL PRIZE FOR CULTURE & THE ARTS"

The Angolan “National Prize for Culture and the Arts” is awarded each year in the fields of Visual Arts, Music, Dance, Cinema and Audiovisuals, Literature, Theater and Research in the Human and Social Sciences. Created in 2000 by the Ministry of Culture, the award, whose monetary value is USD 35 thousand, aims at promoting artistic creativity and quality and scientific research in the country as well as to celebrate the national cultural and linguistic diversity.

According to the public and only daily angolan newspaper, Jornal de Angola, during this year’s announcement, Culture Minister Boaventura Cardoso said “this prize, like any other, always generates contestation or heated discussions. However, what is important to retain is that its objective is to award those who were considered the best in their respective fields by each year’s juri.”



This year’s awardees, announced a few days ago, were:

Cinema and Audiovisuals: The TPA (Public Television) show “Conversas de Quintal”
Dance: Group “Bismas das Acacias”, from the Benguela province
Literature: Poet Ana Paula Tavares for “Manual para Amantes Desesperados”
Music: Singer and composer Elias Dya Kimuezo for his lifelong work
Visual Arts: Painter and sculptor Rui de Matos (posthumously)
Research in the Human and Social Sciences: Antonio Costa for his investigation on the relationship between the Portuguese and Bantu languages
Theater: Group “Horizonte Njinga Mbande”

Personally, while congratulating the winners, I look forward to a time when privately-sponsored awards of this kind will come along to promote an even greater quality and diversity (specially political) in each of the currently considered, and possibly other, categories.

The Angolan “National Prize for Culture and the Arts” is awarded each year in the fields of Visual Arts, Music, Dance, Cinema and Audiovisuals, Literature, Theater and Research in the Human and Social Sciences. Created in 2000 by the Ministry of Culture, the award, whose monetary value is USD 35 thousand, aims at promoting artistic creativity and quality and scientific research in the country as well as to celebrate the national cultural and linguistic diversity.

According to the public and only daily angolan newspaper, Jornal de Angola, during this year’s announcement, Culture Minister Boaventura Cardoso said “this prize, like any other, always generates contestation or heated discussions. However, what is important to retain is that its objective is to award those who were considered the best in their respective fields by each year’s juri.”



This year’s awardees, announced a few days ago, were:

Cinema and Audiovisuals: The TPA (Public Television) show “Conversas de Quintal”
Dance: Group “Bismas das Acacias”, from the Benguela province
Literature: Poet Ana Paula Tavares for “Manual para Amantes Desesperados”
Music: Singer and composer Elias Dya Kimuezo for his lifelong work
Visual Arts: Painter and sculptor Rui de Matos (posthumously)
Research in the Human and Social Sciences: Antonio Costa for his investigation on the relationship between the Portuguese and Bantu languages
Theater: Group “Horizonte Njinga Mbande”

Personally, while congratulating the winners, I look forward to a time when privately-sponsored awards of this kind will come along to promote an even greater quality and diversity (specially political) in each of the currently considered, and possibly other, categories.

Saturday, 16 June 2007

RECEITA PARA ULTRAPASSAR OS DOMINGOS


Como água dormida de véspera, aqui vos deixo esta receita para amanhã:

“Desce manso à cidade, na hora em que a noite indecisa se embrulha do terceiro pano e de joelhos compõe a cabeleira, retira do rosto os restos de luz e se recolhe tensa das horas por resolver. Não te deixes tentar pelas mãos de cacimbo que, de tão frescas, te poderão recolher, de novo, para o sítio dos sonhos onde as rosas de verdade nos podem explodir no peito.

A noite é enorme e hesita sempre na hora de partir. Os nossos fantasmas, lentos como cobras domésticas, gostam de se plantar – exactamente nesse momento – à beira da nossa condição frágil, rindo e à espera. Toda a gente sabe da sua paciência experimentada. Por isso acorda. Sacode a esteira e enrola-a devagarinho.

(…)

Desce, então, à cidade antes de toda a gente, porque esse é o unico momento em que Luanda se entrega à preguiça e te devolve o rosto, sem pintura, calcinado pelo tempo e ainda assim tão belo, na sua pobreza exposta maltratada pelo sol e pela fome, onde o erosinado casario se estende (a essa hora não parece sofrer de séculos de desorientação e amargura), ainda fechado ao dia, mas já desperto pelo choro de medo das canções de mar e de peixe com que as velhas preparam o caldo do pequeno-almoço. Atenção, estas nunca dormem, parecem ter escapado já à sua condição de dormir e acordar. Esperam, debruçadas na noite, envoltas num longo pano de musgo e capim e entregam aos outros (gente descuidada como tu e como eu) os sonhos que já não são capazes de sonhar.

A nossa cidade anda perdida de si mesma e não é só velhice, é antes um esquecimento que se instalou e a trata mal. Deixou de ser o espaço circular e protector de areia vermelha e súbitas lagoas. A propósito, evita, quando desceres, o Kinaxixi. Não se trata de um problema de sereias, esses seres nem machos nem fêmeas que o habitaram outrora. O problema tem a ver com pássaros que fugiram quase todos e foram inventar silêncio para outros cantos do mundo. Os que ficaram estão enredados nos limos do tempo e fabricam ninhos de seiva, na esperança de não morrerem. Não têm tempo para ti.

Por isso desce e procura as palmeiras. (…) Terás assim que visitar a ilha. Procura os antigos caminhos da água onde ainda podes ver barcos a dormir e demoradas redes postas em descanso por cima da areia. Descobre as marcas dos pés da noite e segue pelas rotas de seda para veres aonde te conduzem. Não digo já, para ser surpresa, e porque língua de coração não se escreve: é oral e perfeita.

(…)

Depois, e de alma lavada, podes voltar para casa. Mistura três colheres de sopa de café arábica (se ainda te sobrou algum do Amboim) com uma de robusta (pode ser de São Tomé) e deita na cafeteira da avó, onde deve já estar a ferver uma água dormida de pelo menos um dia. Acende uma vela branca e bebe até ao fim o café perfumado. Usa uma caneca de esmalte.

Talvez consigas então fechar os olhos, e já não digo dormir, mas entregar-te ao descanso. Os anjos, por essa hora, estão longe e deixaram acesas lamparinas de óleo de palma a marcar os caminhos. A sombra da palmeira maior velará por ti, enquanto deixa fermentar os seus pesados frutos.

É a essa hora que a cidade acorda, quando as mulheres inventam a água e um redemoinho de criancas se espalha respirando fundo a seiva da cidade. Todo o domingo passará por ti sem que o pressintas enquanto, na pá de zinco, alecrim, eucalipto, açucar mascavado e as horas se vão consumir suavemente.”

Extractos de “Receita para ultrapassar os domingos”, in A Cabeça de Salomé (2004), de Ana Paula Tavares.

Ler poema seleccionado de 'Manual para Amantes Desesperados' aqui.


Como água dormida de véspera, aqui vos deixo esta receita para amanhã:

“Desce manso à cidade, na hora em que a noite indecisa se embrulha do terceiro pano e de joelhos compõe a cabeleira, retira do rosto os restos de luz e se recolhe tensa das horas por resolver. Não te deixes tentar pelas mãos de cacimbo que, de tão frescas, te poderão recolher, de novo, para o sítio dos sonhos onde as rosas de verdade nos podem explodir no peito.

A noite é enorme e hesita sempre na hora de partir. Os nossos fantasmas, lentos como cobras domésticas, gostam de se plantar – exactamente nesse momento – à beira da nossa condição frágil, rindo e à espera. Toda a gente sabe da sua paciência experimentada. Por isso acorda. Sacode a esteira e enrola-a devagarinho.

(…)

Desce, então, à cidade antes de toda a gente, porque esse é o unico momento em que Luanda se entrega à preguiça e te devolve o rosto, sem pintura, calcinado pelo tempo e ainda assim tão belo, na sua pobreza exposta maltratada pelo sol e pela fome, onde o erosinado casario se estende (a essa hora não parece sofrer de séculos de desorientação e amargura), ainda fechado ao dia, mas já desperto pelo choro de medo das canções de mar e de peixe com que as velhas preparam o caldo do pequeno-almoço. Atenção, estas nunca dormem, parecem ter escapado já à sua condição de dormir e acordar. Esperam, debruçadas na noite, envoltas num longo pano de musgo e capim e entregam aos outros (gente descuidada como tu e como eu) os sonhos que já não são capazes de sonhar.

A nossa cidade anda perdida de si mesma e não é só velhice, é antes um esquecimento que se instalou e a trata mal. Deixou de ser o espaço circular e protector de areia vermelha e súbitas lagoas. A propósito, evita, quando desceres, o Kinaxixi. Não se trata de um problema de sereias, esses seres nem machos nem fêmeas que o habitaram outrora. O problema tem a ver com pássaros que fugiram quase todos e foram inventar silêncio para outros cantos do mundo. Os que ficaram estão enredados nos limos do tempo e fabricam ninhos de seiva, na esperança de não morrerem. Não têm tempo para ti.

Por isso desce e procura as palmeiras. (…) Terás assim que visitar a ilha. Procura os antigos caminhos da água onde ainda podes ver barcos a dormir e demoradas redes postas em descanso por cima da areia. Descobre as marcas dos pés da noite e segue pelas rotas de seda para veres aonde te conduzem. Não digo já, para ser surpresa, e porque língua de coração não se escreve: é oral e perfeita.

(…)

Depois, e de alma lavada, podes voltar para casa. Mistura três colheres de sopa de café arábica (se ainda te sobrou algum do Amboim) com uma de robusta (pode ser de São Tomé) e deita na cafeteira da avó, onde deve já estar a ferver uma água dormida de pelo menos um dia. Acende uma vela branca e bebe até ao fim o café perfumado. Usa uma caneca de esmalte.

Talvez consigas então fechar os olhos, e já não digo dormir, mas entregar-te ao descanso. Os anjos, por essa hora, estão longe e deixaram acesas lamparinas de óleo de palma a marcar os caminhos. A sombra da palmeira maior velará por ti, enquanto deixa fermentar os seus pesados frutos.

É a essa hora que a cidade acorda, quando as mulheres inventam a água e um redemoinho de criancas se espalha respirando fundo a seiva da cidade. Todo o domingo passará por ti sem que o pressintas enquanto, na pá de zinco, alecrim, eucalipto, açucar mascavado e as horas se vão consumir suavemente.”

Extractos de “Receita para ultrapassar os domingos”, in A Cabeça de Salomé (2004), de Ana Paula Tavares.

Ler poema seleccionado de 'Manual para Amantes Desesperados' aqui.

Friday, 6 April 2007

MAKA DE SANZALA!!!



N.B.: Considerando este assunto suficientemente esclarecido e esperando que a menina ACGM nunca mais se volte a esquecer das suas proprias palavras, e.g. “de ti jamais falarei!”, seja de que forma, sob que "nome", a que "pretexto", a que proposito, ou em que sitio for, voltarei a restringir o acesso a este blog a partir de amanha, 09/04/07, as 18H00.

Os meus agradecimentos a todo/as que, muito sensivelmente, preferiram nao fazer os seus comentarios aqui e me manifestaram suas solidariedades, pontos de vista e sugestoes por outras vias.

As minhas desculpas aqueles cujos comentarios decidi nao publicar. Fi-lo, nao porque contivessem algo que me fosse pessoalmente desfavoravel ou ofensivo, mas tao so’ por, ou conterem informacoes e nomes que prefiro nao envolver nesta questao, ou por conterem um tom demasiado exaltado que apenas iria contribuir para agravar uma situacao ja’ de si demasiado grave. De qualquer modo, o meu obrigada a todos!




Acabo de ver o meu nome citado no blog da Ana Clara Guerra Marques, auto-denominada 'Phwo', no espaco de comentarios a um post sobre o ultimo livro da Paula Tavares.

Entendamo-nos:

1. A primeira vez que tropecei naquele blog foi ha’ pouco mais de 3/4 meses, depois de ter criado o meu proprio blog e de, pela primeira vez, comecar a fazer digressoes pela blogosfera. Antes disso, nao tinha tido qualquer contacto com a blogosfera e os unicos blogs em que acidentalmente tinha antes entrado, ambos durante a segunda metade do ano passado, eram o Malambas e o Kitanda.

Serve isto para dizer que, ao contrario do que a menina Clara "pensa", eu nao sou quem ela "pensa"… isto e’, um ou outro dos varios Anonimos que, pelo que pude verificar nos arquivos do blog dela, ja’ ha’ muito tempo lhe venhem dizendo coisas sobre as quais ela sistematicamente exerce censura... Porque sera'???

2. A minha primeira intervencao naquele blog (e isto foi numa altura em que ela o tinha aberto a comentarios sem censura previa), como ‘Vulto’ (que usei por referencia ao termo vulturismo cultural – pratica da qual ela e’ o expoente maximo em Angola e que foi o tema dos meus dois primeiros comentarios), foi para lhe colocar algumas questoes legitimas a proposito de um post dela sobre um grupo de danca de mulheres do Lwena. Fi-lo de boa fe’ e respeitosamente, ainda imbuida do espirito aberto que caracteriza os espacos de debate intelectual a que estou habituada… Vejam-se, por exemplo, os debates em que tenho participado nos blogs do Africanpath...

Acontece, porem, que a menina imediatamente apagou os meus comentarios, accionou a "moderacao de comentarios" e, sem ter minimamente tentado responder as questoes que lhe coloquei, de pronto iniciou, numa infame e implacavel campanha de denegrimento sem qualquer precedente na minha vida, uma torrente de insultos pessoais contra mim, dizendo, entre outras coisas, saber muito bem quem eu era e que eu “nao era nada dificil de identificar”… Portanto, todos os insultos e agressoes pessoais que desde entao ela tem feito no seu e noutros blogs, directa ou indirectamente, aberta ou veladamente (como Phwo, Diamante, Lucia Matos (?), Margarida Fortes (?), Carlos Fonseca (?)... entre varios outros "pseudonimos"...), dirigidos a minha pessoa, tem-nos feito em plena consciencia de quem o “Vulto” era ... alias, ela confirmou-o a certa altura, quando se viu completamente abandonada pelos seus apoiantes habituais e a ter que recorrer a si propria com outros pseudonimos, para tentar justificar toda a sua agressidade e odio contra mim...

Respondi-lhe, num dos varios (mas nao tantos quanto ela quer fazer supor aos seus incautos leitores e certamente sem quaisquer insultos pessoais ou linguagem "grosseira" como ela hoje diz...) comentarios que ela nao publicou, que nao me preocupava absolutamente nada o facto de ela saber ou nao quem eu era, porque me dispunha a debater as questoes que eu tinha levantado em qualquer plataforma publica e que, ao contrario do que ela imediatamente assumiu e brandiu a saciedade desde entao, eu so’ nao me iria "identificar" no blog dela para evitar ter que pessoalizar as questoes e dar ao vexame que ela engendrou com base nos meus primeiros comentarios a dimensao de “escandalo” ou “maka de sanzala” que obviamente assumiria se eu me identificasse com o meu nome proprio ... isto, assumindo a hipotese patetica de que o nome proprio dela e' "Phwo"... alias, tenho para mim que o nome proprio dela e' e sempre foi Arrogancia Ignorante!

E devo dizer, ja' agora, que me esforcei por escrever os tais comentarios com acentos, nao por qualquer tentativa de dissimulacao, mas apenas e precisamente pelas razoes que acabo de referir. De resto, ha uma opcao nos blogs (que ela nao usa) que e’ a de nao se aceitar comentarios “anonimos”, ou ate', in extremis, nao se aceitarem comentarios de todo ou, como o fiz nos ultimos dias, restringir-se o acesso ao blog apenas a um grupo seleccionado de pessoas... e ha’ tambem a opcao por parte dos visitantes de se identificarem ou nao como anonimos, ou com os nomes que bem entenderem… portanto, ainda estou para perceber de onde e’ que lhe saiu a "conviccao inabalavel" que eu nao me “identifiquei” por “cobardia”...

... Ou que o que ela fez agora ao citar o meu nome constitui uma "denuncia"! Denuncia de que, posso saber? Das minhas opinioes e ideias? Que de resto nunca escondi de ninguem e que ate' fiz publicar em paginas impressas, muito antes da blogosfera sequer existir (como, por exemplo NESTE artigo datado de e publicado em 2002)?! Tal como nunca pretendi esconder o meu nome ou a minha cara, tanto neste blog como noutros espacos... E quem e' que ela pensa que, dentre os habituais frequentadores do blog dela e do meu, ainda nao tinha feito as obvias interligacoes sobre quem e o que estava em causa nesta saga?! Nao e' esse raciocinio tipico da mentalidade de "bofia stalinista" que, como tambem tive oportunidade de lhe dizer num dos comentarios que ela nao publicou, tao bem a caracteriza?! Quem e' que, e porque, se considera assim tao "intocavel" e acima do comum dos mortais que nao possa ser objecto de uma critica ou simples reparo, ou sequer que alguem "de fora" se lhe dirija? Nao sera' esta uma das manifestacoes mais evidentes da completa falta de nocao do ridiculo com que se tem notabilizado?!

3. Nao pretendo neste momento, a menos que ela a isso me obrigue no seguimento deste seu ultimo e insolito (inominavel?) ataque, recapitular aqui todos os episodios desta estorieta a que ela, no que e' apenas mais uma demonstracao do seu infinito auto-convencimento, chama uma “obsessao” da minha parte... so' me da' mesmo vontade de rir... como se nao fosse mais do que obvio, quanto mais nao seja a contar pelo numero de posts que ela fez usando os meus comentarios, ou motivados por eles, ou ainda "inspirados" por posts meus aqui no meu blog, ou ate' apenas movida pelo seu caracteristico abuso e atrevimento, como um em que me tenta "dar licoes" sobre o que fazer em Londres... quem e' que esta' obcecada e com uma dor de cotovelo que ate' doi a quem nao a tem, porque nao e' sequer possivel comparar a qualidade, a quantidade e a diversidade do conteudo sobre a cultura, a arte, a literatura, a musica, a gastronomia, a historia e a actualidade politica, social e economica angolanas e nao so' entre este e o blog dela...

Mas o que e’ mais do que evidente e’ que, completamente ao contrario do que ela diz, eu e’ que, por ter tido a “ousadia”, ou melhor, para usar a palavra dela, o "atrevimento", de me dirigir a ela (e diga-se que inicialmente ate' em termos favoraveis) num espaco aberto como a blogosfera fui vitima de toda a especie de insultos e ataques quer a minha pessoa, quer a minha obra como poeta, economista, ensaista e cronista, quer ao meu blog… Fe-lo persistentemente ao longo dos ultimos meses, inclusive usando comentarios meus que ela tinha antes apagado como temas para posts (portanto, a 'macaca' que me fez limitar o acesso a este blog nos ultimos dias nao foi a primeira a usar esse expediente... coincidencias?).

Essencialmente, ao que ela me submeteu foi a uma continua sessao de tortura e espancamento publicos em que tanto ela como os seus "amigos" no blog dela se dedicaram a saciedade a apedrejar-me e a cuspir-me para cima enquanto ela me tinha amarrada a um poste, sem qualquer possiblidade de defesa porque so’ publicava dos meus comentarios aqueles que melhor pudesse manipular para servir os seus mais do que sordidos objectivos. Nao teve, no entanto, porque nao lhe dei esse privilegio, qualquer resposta equivalente aqui no meu blog... ate' agora!

4. Lamento que ela tenha finalmente conseguido o que desde o inicio pretendia: fazer-me chocar com a Paula Tavares, sobre quem nao direi, pelo menos por enquanto, mais nada para alem do que ja’ disse aqui ha’ umas semanas num outro blog e tambem aqui no meu proprio blog. O que me revolta profundamente e’ que uma professorita de danca, possuidora de uma arrogancia sem limites e de um racismo muito mal dissimulado por tras da mascara da “Phwo” (... tenho muito a dizer, por exemplo, das suas praticas de “seleccao” e das suas teorias indefensavelmente racistas, incultas e ignorantes sobre "o que e' a verdadeira danca e quem e' que e' realmente capaz de dancar" na Academia de Danca de Luanda - e nao eram certamente tecnicas de danca Tchokwe que ela la' ensinava, ou as filhas das mamas do Lwena que ela la' admitia como suas alunas - antes de descobrir que se podia “dar de Phwo” e se pretender mais angolana do que a propria Angolanidade e, certamente, mais angolana do que eu, que ela faz muita questao de dizer que “estou fora” enquanto ela "esta dentro"… Alias ha' indicios suficientes no blog dela de que ela nem sequer tenta dissimular o seu racismo, pelo que as vezes me pergunto em que ponto da linha entre a arrogancia e a ignorancia ela efectivamente se situa... bastante elucidativo e', so' para citar um exemplo, a serie de posts que ela fez sobre a Rainha Nzinga...), se sinta no direito e se de ao desplante de confabular estorias sobre as minhas motivacoes e “inquietacoes” e com base nelas criar uma situacao destas entre mim e alguem por quem sempre tive o maior respeito e amizade, apesar da distancia que nos separa ha’ muitos anos!

Por isso a unica coisa que aqui vou repetir e’ que tenho muita pena que a Paula Tavares esteja completamente entregue a bicharada representada por essa menina e por ela a ser abusivamente usada como arma de arremesso contra mim sem qualquer pudor ou consideracoes eticas e que tanto o seu como o meu nome tenham sido desta forma arrastados na lama por uma fedelha atrevida, pedante, petulante e arrogante ate' dizer basta (!), irresponsavel, intriguista, racista, invejosa, ciumenta, imatura, ignorante, inculta, ordinaria, complexada, pretensiosa, presumida, intelectualmente desonesta, incapaz de conter os seus instintos mais baixos e mesquinhos e simplesmente de mau caracter, nenhuma educacao e menos ainda formacao, que esta’ absolutamente convencida de que e’ “o expoente maximo da cultura angolana”…

Fiz o comentario que ela hoje publicou (Porque o tera’ feito? E porque tera' decidido "identificar-me", particularmente depois de ter proferido, logo no inicio desta saga, uma das suas celebres frases a mim dirigidas: "de ti jamais falarei!...". Nao tera' sido por pensar, muito cobardemente diga-se de passagem, que poderia agora reiniciar as suas sessoes de espancamento sobre o meu nome com total impunidade por saber que eu tinha o meu blog com o acesso restricto?), e mantenho tudo o que nele disse (e para que disso nao restem duvidas coloco-o aqui em anexo), pela simples razao de que com base no que se tem passado e em tudo quanto ela tem dito nos ultimos meses, aquele post nao se destinava a homenagear a Paula Tavares, ou a honrar o seu livro e a sua obra em geral: aquele post, tal como o anterior em que ela fala pela primeira vez desse livro, esta cheio de fel e odio e veneno de escorpiao, nao so’ contra mim, mas tambem contra TODAS AS POETAS ANGOLANAS!

E isso apenas porque como a cabeca dela so funciona na base da inveja, do despeito, do ressaibo, do racismo, da hipocrisia, da mesquinhez e do auto-convencimento, pensa que a cabeca de toda a gente funciona da mesma maneira... E pior do que isso, com o particular poema que ela seleccionou, pretende apenas, oportunistica e descaradamente colar-se, como “Phwo”, a obra da Paula Tavares (que ela acintosamente faz muita questao de pre-qualificar como "nossa"… nossa de quem?...).

E’ isto alguem que mereca um “Premio Nacional da Cultura Angolana”?! E ainda por cima a frente e por cima (!) de verdadeiros vultos legitimamente representativos da cultura angolana como, so' para citar este nome, esse Marito que aqui podemos ouvir no 'Muxima' dos Kiezos e que anda para ali aos caidos, ao passo que ela, enquanto responsavel do Ministerio da Cultura de Angola fala mal do Estado Angolano e, com a maior das vacuidades deste mundo, se diz "contra" um sistema que a produziu e que ela reproduz e de que faz parte ate' ao tutano (e e', alias, apenas isso que lhe permite a basofia de proclamar que "estou realmente dentro"!), ao mesmo tempo que se pavoneia pelo mundo como "educadora cultural angolana"???!

5. Estou disposta a debater civilizada, culta e inteligentemente, com quem estiver interessado, aqui ou em qualquer outra plataforma (que nao obviamente o blog da menininha), as questoes substantivas relativas a poesia, a arte e a cultura angolana em geral, que me moveram a dirigir-me inicialmente a professorita na maior das boas fes, mas que ela apenas soube transformar na pouca vergonha que culminou neste post, mas que se pode ‘cronicar’ atraves dos posts e comentarios no blog dela e das directas e indirectas que foi disseminando nos ultimos tempos pela blogosfera, nao para confrontar ou “derrotar” as minhas ideias mas apenas para “me aniquilar” como pessoa e como escritora! Porque sera', pergunto-me?!

In conclusion, Ana Clara Guerra Marques, a.k.a. "Phwo", just: WHO DO YOU THINK YOU ARE???!



N.B.: Considerando este assunto suficientemente esclarecido e esperando que a menina ACGM nunca mais se volte a esquecer das suas proprias palavras, e.g. “de ti jamais falarei!”, seja de que forma, sob que "nome", a que "pretexto", a que proposito, ou em que sitio for, voltarei a restringir o acesso a este blog a partir de amanha, 09/04/07, as 18H00.

Os meus agradecimentos a todo/as que, muito sensivelmente, preferiram nao fazer os seus comentarios aqui e me manifestaram suas solidariedades, pontos de vista e sugestoes por outras vias.

As minhas desculpas aqueles cujos comentarios decidi nao publicar. Fi-lo, nao porque contivessem algo que me fosse pessoalmente desfavoravel ou ofensivo, mas tao so’ por, ou conterem informacoes e nomes que prefiro nao envolver nesta questao, ou por conterem um tom demasiado exaltado que apenas iria contribuir para agravar uma situacao ja’ de si demasiado grave. De qualquer modo, o meu obrigada a todos!




Acabo de ver o meu nome citado no blog da Ana Clara Guerra Marques, auto-denominada 'Phwo', no espaco de comentarios a um post sobre o ultimo livro da Paula Tavares.

Entendamo-nos:

1. A primeira vez que tropecei naquele blog foi ha’ pouco mais de 3/4 meses, depois de ter criado o meu proprio blog e de, pela primeira vez, comecar a fazer digressoes pela blogosfera. Antes disso, nao tinha tido qualquer contacto com a blogosfera e os unicos blogs em que acidentalmente tinha antes entrado, ambos durante a segunda metade do ano passado, eram o Malambas e o Kitanda.

Serve isto para dizer que, ao contrario do que a menina Clara "pensa", eu nao sou quem ela "pensa"… isto e’, um ou outro dos varios Anonimos que, pelo que pude verificar nos arquivos do blog dela, ja’ ha’ muito tempo lhe venhem dizendo coisas sobre as quais ela sistematicamente exerce censura... Porque sera'???

2. A minha primeira intervencao naquele blog (e isto foi numa altura em que ela o tinha aberto a comentarios sem censura previa), como ‘Vulto’ (que usei por referencia ao termo vulturismo cultural – pratica da qual ela e’ o expoente maximo em Angola e que foi o tema dos meus dois primeiros comentarios), foi para lhe colocar algumas questoes legitimas a proposito de um post dela sobre um grupo de danca de mulheres do Lwena. Fi-lo de boa fe’ e respeitosamente, ainda imbuida do espirito aberto que caracteriza os espacos de debate intelectual a que estou habituada… Vejam-se, por exemplo, os debates em que tenho participado nos blogs do Africanpath...

Acontece, porem, que a menina imediatamente apagou os meus comentarios, accionou a "moderacao de comentarios" e, sem ter minimamente tentado responder as questoes que lhe coloquei, de pronto iniciou, numa infame e implacavel campanha de denegrimento sem qualquer precedente na minha vida, uma torrente de insultos pessoais contra mim, dizendo, entre outras coisas, saber muito bem quem eu era e que eu “nao era nada dificil de identificar”… Portanto, todos os insultos e agressoes pessoais que desde entao ela tem feito no seu e noutros blogs, directa ou indirectamente, aberta ou veladamente (como Phwo, Diamante, Lucia Matos (?), Margarida Fortes (?), Carlos Fonseca (?)... entre varios outros "pseudonimos"...), dirigidos a minha pessoa, tem-nos feito em plena consciencia de quem o “Vulto” era ... alias, ela confirmou-o a certa altura, quando se viu completamente abandonada pelos seus apoiantes habituais e a ter que recorrer a si propria com outros pseudonimos, para tentar justificar toda a sua agressidade e odio contra mim...

Respondi-lhe, num dos varios (mas nao tantos quanto ela quer fazer supor aos seus incautos leitores e certamente sem quaisquer insultos pessoais ou linguagem "grosseira" como ela hoje diz...) comentarios que ela nao publicou, que nao me preocupava absolutamente nada o facto de ela saber ou nao quem eu era, porque me dispunha a debater as questoes que eu tinha levantado em qualquer plataforma publica e que, ao contrario do que ela imediatamente assumiu e brandiu a saciedade desde entao, eu so’ nao me iria "identificar" no blog dela para evitar ter que pessoalizar as questoes e dar ao vexame que ela engendrou com base nos meus primeiros comentarios a dimensao de “escandalo” ou “maka de sanzala” que obviamente assumiria se eu me identificasse com o meu nome proprio ... isto, assumindo a hipotese patetica de que o nome proprio dela e' "Phwo"... alias, tenho para mim que o nome proprio dela e' e sempre foi Arrogancia Ignorante!

E devo dizer, ja' agora, que me esforcei por escrever os tais comentarios com acentos, nao por qualquer tentativa de dissimulacao, mas apenas e precisamente pelas razoes que acabo de referir. De resto, ha uma opcao nos blogs (que ela nao usa) que e’ a de nao se aceitar comentarios “anonimos”, ou ate', in extremis, nao se aceitarem comentarios de todo ou, como o fiz nos ultimos dias, restringir-se o acesso ao blog apenas a um grupo seleccionado de pessoas... e ha’ tambem a opcao por parte dos visitantes de se identificarem ou nao como anonimos, ou com os nomes que bem entenderem… portanto, ainda estou para perceber de onde e’ que lhe saiu a "conviccao inabalavel" que eu nao me “identifiquei” por “cobardia”...

... Ou que o que ela fez agora ao citar o meu nome constitui uma "denuncia"! Denuncia de que, posso saber? Das minhas opinioes e ideias? Que de resto nunca escondi de ninguem e que ate' fiz publicar em paginas impressas, muito antes da blogosfera sequer existir (como, por exemplo NESTE artigo datado de e publicado em 2002)?! Tal como nunca pretendi esconder o meu nome ou a minha cara, tanto neste blog como noutros espacos... E quem e' que ela pensa que, dentre os habituais frequentadores do blog dela e do meu, ainda nao tinha feito as obvias interligacoes sobre quem e o que estava em causa nesta saga?! Nao e' esse raciocinio tipico da mentalidade de "bofia stalinista" que, como tambem tive oportunidade de lhe dizer num dos comentarios que ela nao publicou, tao bem a caracteriza?! Quem e' que, e porque, se considera assim tao "intocavel" e acima do comum dos mortais que nao possa ser objecto de uma critica ou simples reparo, ou sequer que alguem "de fora" se lhe dirija? Nao sera' esta uma das manifestacoes mais evidentes da completa falta de nocao do ridiculo com que se tem notabilizado?!

3. Nao pretendo neste momento, a menos que ela a isso me obrigue no seguimento deste seu ultimo e insolito (inominavel?) ataque, recapitular aqui todos os episodios desta estorieta a que ela, no que e' apenas mais uma demonstracao do seu infinito auto-convencimento, chama uma “obsessao” da minha parte... so' me da' mesmo vontade de rir... como se nao fosse mais do que obvio, quanto mais nao seja a contar pelo numero de posts que ela fez usando os meus comentarios, ou motivados por eles, ou ainda "inspirados" por posts meus aqui no meu blog, ou ate' apenas movida pelo seu caracteristico abuso e atrevimento, como um em que me tenta "dar licoes" sobre o que fazer em Londres... quem e' que esta' obcecada e com uma dor de cotovelo que ate' doi a quem nao a tem, porque nao e' sequer possivel comparar a qualidade, a quantidade e a diversidade do conteudo sobre a cultura, a arte, a literatura, a musica, a gastronomia, a historia e a actualidade politica, social e economica angolanas e nao so' entre este e o blog dela...

Mas o que e’ mais do que evidente e’ que, completamente ao contrario do que ela diz, eu e’ que, por ter tido a “ousadia”, ou melhor, para usar a palavra dela, o "atrevimento", de me dirigir a ela (e diga-se que inicialmente ate' em termos favoraveis) num espaco aberto como a blogosfera fui vitima de toda a especie de insultos e ataques quer a minha pessoa, quer a minha obra como poeta, economista, ensaista e cronista, quer ao meu blog… Fe-lo persistentemente ao longo dos ultimos meses, inclusive usando comentarios meus que ela tinha antes apagado como temas para posts (portanto, a 'macaca' que me fez limitar o acesso a este blog nos ultimos dias nao foi a primeira a usar esse expediente... coincidencias?).

Essencialmente, ao que ela me submeteu foi a uma continua sessao de tortura e espancamento publicos em que tanto ela como os seus "amigos" no blog dela se dedicaram a saciedade a apedrejar-me e a cuspir-me para cima enquanto ela me tinha amarrada a um poste, sem qualquer possiblidade de defesa porque so’ publicava dos meus comentarios aqueles que melhor pudesse manipular para servir os seus mais do que sordidos objectivos. Nao teve, no entanto, porque nao lhe dei esse privilegio, qualquer resposta equivalente aqui no meu blog... ate' agora!

4. Lamento que ela tenha finalmente conseguido o que desde o inicio pretendia: fazer-me chocar com a Paula Tavares, sobre quem nao direi, pelo menos por enquanto, mais nada para alem do que ja’ disse aqui ha’ umas semanas num outro blog e tambem aqui no meu proprio blog. O que me revolta profundamente e’ que uma professorita de danca, possuidora de uma arrogancia sem limites e de um racismo muito mal dissimulado por tras da mascara da “Phwo” (... tenho muito a dizer, por exemplo, das suas praticas de “seleccao” e das suas teorias indefensavelmente racistas, incultas e ignorantes sobre "o que e' a verdadeira danca e quem e' que e' realmente capaz de dancar" na Academia de Danca de Luanda - e nao eram certamente tecnicas de danca Tchokwe que ela la' ensinava, ou as filhas das mamas do Lwena que ela la' admitia como suas alunas - antes de descobrir que se podia “dar de Phwo” e se pretender mais angolana do que a propria Angolanidade e, certamente, mais angolana do que eu, que ela faz muita questao de dizer que “estou fora” enquanto ela "esta dentro"… Alias ha' indicios suficientes no blog dela de que ela nem sequer tenta dissimular o seu racismo, pelo que as vezes me pergunto em que ponto da linha entre a arrogancia e a ignorancia ela efectivamente se situa... bastante elucidativo e', so' para citar um exemplo, a serie de posts que ela fez sobre a Rainha Nzinga...), se sinta no direito e se de ao desplante de confabular estorias sobre as minhas motivacoes e “inquietacoes” e com base nelas criar uma situacao destas entre mim e alguem por quem sempre tive o maior respeito e amizade, apesar da distancia que nos separa ha’ muitos anos!

Por isso a unica coisa que aqui vou repetir e’ que tenho muita pena que a Paula Tavares esteja completamente entregue a bicharada representada por essa menina e por ela a ser abusivamente usada como arma de arremesso contra mim sem qualquer pudor ou consideracoes eticas e que tanto o seu como o meu nome tenham sido desta forma arrastados na lama por uma fedelha atrevida, pedante, petulante e arrogante ate' dizer basta (!), irresponsavel, intriguista, racista, invejosa, ciumenta, imatura, ignorante, inculta, ordinaria, complexada, pretensiosa, presumida, intelectualmente desonesta, incapaz de conter os seus instintos mais baixos e mesquinhos e simplesmente de mau caracter, nenhuma educacao e menos ainda formacao, que esta’ absolutamente convencida de que e’ “o expoente maximo da cultura angolana”…

Fiz o comentario que ela hoje publicou (Porque o tera’ feito? E porque tera' decidido "identificar-me", particularmente depois de ter proferido, logo no inicio desta saga, uma das suas celebres frases a mim dirigidas: "de ti jamais falarei!...". Nao tera' sido por pensar, muito cobardemente diga-se de passagem, que poderia agora reiniciar as suas sessoes de espancamento sobre o meu nome com total impunidade por saber que eu tinha o meu blog com o acesso restricto?), e mantenho tudo o que nele disse (e para que disso nao restem duvidas coloco-o aqui em anexo), pela simples razao de que com base no que se tem passado e em tudo quanto ela tem dito nos ultimos meses, aquele post nao se destinava a homenagear a Paula Tavares, ou a honrar o seu livro e a sua obra em geral: aquele post, tal como o anterior em que ela fala pela primeira vez desse livro, esta cheio de fel e odio e veneno de escorpiao, nao so’ contra mim, mas tambem contra TODAS AS POETAS ANGOLANAS!

E isso apenas porque como a cabeca dela so funciona na base da inveja, do despeito, do ressaibo, do racismo, da hipocrisia, da mesquinhez e do auto-convencimento, pensa que a cabeca de toda a gente funciona da mesma maneira... E pior do que isso, com o particular poema que ela seleccionou, pretende apenas, oportunistica e descaradamente colar-se, como “Phwo”, a obra da Paula Tavares (que ela acintosamente faz muita questao de pre-qualificar como "nossa"… nossa de quem?...).

E’ isto alguem que mereca um “Premio Nacional da Cultura Angolana”?! E ainda por cima a frente e por cima (!) de verdadeiros vultos legitimamente representativos da cultura angolana como, so' para citar este nome, esse Marito que aqui podemos ouvir no 'Muxima' dos Kiezos e que anda para ali aos caidos, ao passo que ela, enquanto responsavel do Ministerio da Cultura de Angola fala mal do Estado Angolano e, com a maior das vacuidades deste mundo, se diz "contra" um sistema que a produziu e que ela reproduz e de que faz parte ate' ao tutano (e e', alias, apenas isso que lhe permite a basofia de proclamar que "estou realmente dentro"!), ao mesmo tempo que se pavoneia pelo mundo como "educadora cultural angolana"???!

5. Estou disposta a debater civilizada, culta e inteligentemente, com quem estiver interessado, aqui ou em qualquer outra plataforma (que nao obviamente o blog da menininha), as questoes substantivas relativas a poesia, a arte e a cultura angolana em geral, que me moveram a dirigir-me inicialmente a professorita na maior das boas fes, mas que ela apenas soube transformar na pouca vergonha que culminou neste post, mas que se pode ‘cronicar’ atraves dos posts e comentarios no blog dela e das directas e indirectas que foi disseminando nos ultimos tempos pela blogosfera, nao para confrontar ou “derrotar” as minhas ideias mas apenas para “me aniquilar” como pessoa e como escritora! Porque sera', pergunto-me?!

In conclusion, Ana Clara Guerra Marques, a.k.a. "Phwo", just: WHO DO YOU THINK YOU ARE???!