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Wednesday, 15 December 2010

Parabens... aos escritores que se encontram no interior!

A União dos Escritores Angolanos (UEA) completou mais um aniversário: 35 anos! Os membros, principalmente o seu secretário-geral, Carmo Neto, não quiseram deixar passar a data em branco. É assim que, na sexta-feira passada, ao fim do dia, no Jango da União erguido recentemente, os escritores se reuniram “numa boa”, e falaram de tudo. Dos projectos da UEA, dos livros a serem editados, dos apoios a dar aos escritores que se encontram no interior. Como 35 anos é uma data para se comemorar com muita alegria, os escritores, como não podia deixar de ser, ergueram a taça de champanhe, cortaram o bolo, declamaram poesia, apreciaram os quitutes da terra e acabaram a festa com um pé de dança. Aos membros da UEA, Gente deseja sucessos nos seus projectos. Parabéns!

[Aqui]


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Sobre a Promocao da Imagem de Angola no Exterior
A União dos Escritores Angolanos (UEA) completou mais um aniversário: 35 anos! Os membros, principalmente o seu secretário-geral, Carmo Neto, não quiseram deixar passar a data em branco. É assim que, na sexta-feira passada, ao fim do dia, no Jango da União erguido recentemente, os escritores se reuniram “numa boa”, e falaram de tudo. Dos projectos da UEA, dos livros a serem editados, dos apoios a dar aos escritores que se encontram no interior. Como 35 anos é uma data para se comemorar com muita alegria, os escritores, como não podia deixar de ser, ergueram a taça de champanhe, cortaram o bolo, declamaram poesia, apreciaram os quitutes da terra e acabaram a festa com um pé de dança. Aos membros da UEA, Gente deseja sucessos nos seus projectos. Parabéns!

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Saturday, 11 April 2009

ANA PAULA TAVARES: POESIA & HISTORIA


Na área da cultura, quem eram as pessoas que estavam a produzir?

Fazendo o paralelo com a literatura, foi o período das Brigadas.

Jovens da Literatura?

A União e Escritores Angolanos foi criada logo a seguir à independência, e lançou o apelo aos jovens para homenagearem o poeta maior, com elegias em torno da figura de Agostinho Neto. Isso foi o mote, mas depois sentiram quase a obrigação de se reunirem, de produzir folhinhas, jornais, publicações. E surgiram as Brigadas Jovens da Literatura. Sobretudo em Luanda, mas as do Huambo, Benguela e Lubango também publicaram coisas interessantes.

O que acha desse tipo de literature programática, que serve fins políticos?

Talvez na altura não houvesse como não passar por isso, era necessário. Mas alguns jovens começaram a publicar por eles próprios ou criaram projectos, como o Luandanje.

Chegou a escrever esse tipo de poemas na altura?

Não, fiquei caladinha. Mas eu sempre escrevi, desde pequenina, até para resolver os meus próprios medos. Pensava-me uma pessoa muito mais velha do que era, e achava que estava a fazer coisas tão importantes como alfabetizar, os inventários culturais, andar de jipe para trás e para a frente, que a escrita ia para a gaveta. No entanto, com 30 e poucos anos disse: “ou publico agora ou já não publico”. Então apresentei um projecto de Caderno ao Luandino Vieira e à UEA, que tinha um conjunto de escritores consagrados, que analisavam estes jovens pretendentes a escritores. Aquilo fugia um pouco à norma, mas tiveram a sensibilidade de publicar. Chamava-se “Ritos de Passagem” e causou alguma polémica.

Que tipo de polémica?

Fui acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa. Mas teve um certo eco. Nessa altura, surge uma data de gente a publicar que já não tinha a ver com o tipo de poesia de que falávamos, como a Ana Santana, João Maimona, José Luís Mendonça.

Surge o projecto Archote, um jornal que pretendia divulgar ficção e ensaio, onde estalou uma polémica entre Nelson Pestana Bonavena, Luís Kandjimbo e Carlos Pacheco em torno do primeiro poeta que publicou no século XIX (que era benguelense). Resultaram ensaios muito bons e essa dinâmica despoletou esta veia ensaística neles, apesar de terem seguido caminhos tão diferentes.

Nessa altura, pessoas como Ruy Duarte e David Mestre publicavam poesia e ensaio, respectivamente, sobre cinema e literatura. O Ruy Duarte começara o seu trabalho sobre os Muxiluanda da ilha, que daria origem a “Ana a manda”. Arnaldo Santos também publicava ensaios. Uma coisa fundamental era o suplemento cultural de Domingo no Jornal de Angola. Foi ali que muita gente publicou pela primeira vez. E também as revistas Mensagem e Novembro, além da actividade cultural que começou nos anos 80. que era “Maka à 4ª feira” na UEA, onde se discutiam ideias e trabalhos.

E havia interesse pelo que se passava culturalmente noutras partes do mundo? Quais eram as principais referências? Calculo que latino-americanas...

Mergulhou-se noutras literaturas que passaram a circular. Cuba passa a ser uma referência fundamental. Tenho uma pena da má interpretação desta possibilidade de encontro de cubanos e angolanos, um equívoco ainda não resolvido, pois podia ter sido potenciador para as duas partes.

[Aqui]


{E, ja' agora, podera' ler algo parcialmente relacionado com esta entrevista aqui , aqui, aqui e aqui}

Na área da cultura, quem eram as pessoas que estavam a produzir?

Fazendo o paralelo com a literatura, foi o período das Brigadas.

Jovens da Literatura?

A União e Escritores Angolanos foi criada logo a seguir à independência, e lançou o apelo aos jovens para homenagearem o poeta maior, com elegias em torno da figura de Agostinho Neto. Isso foi o mote, mas depois sentiram quase a obrigação de se reunirem, de produzir folhinhas, jornais, publicações. E surgiram as Brigadas Jovens da Literatura. Sobretudo em Luanda, mas as do Huambo, Benguela e Lubango também publicaram coisas interessantes.

O que acha desse tipo de literature programática, que serve fins políticos?

Talvez na altura não houvesse como não passar por isso, era necessário. Mas alguns jovens começaram a publicar por eles próprios ou criaram projectos, como o Luandanje.

Chegou a escrever esse tipo de poemas na altura?

Não, fiquei caladinha. Mas eu sempre escrevi, desde pequenina, até para resolver os meus próprios medos. Pensava-me uma pessoa muito mais velha do que era, e achava que estava a fazer coisas tão importantes como alfabetizar, os inventários culturais, andar de jipe para trás e para a frente, que a escrita ia para a gaveta. No entanto, com 30 e poucos anos disse: “ou publico agora ou já não publico”. Então apresentei um projecto de Caderno ao Luandino Vieira e à UEA, que tinha um conjunto de escritores consagrados, que analisavam estes jovens pretendentes a escritores. Aquilo fugia um pouco à norma, mas tiveram a sensibilidade de publicar. Chamava-se “Ritos de Passagem” e causou alguma polémica.

Que tipo de polémica?

Fui acusada de ter falta de homem, ressabiada, pornógrafa. Mas teve um certo eco. Nessa altura, surge uma data de gente a publicar que já não tinha a ver com o tipo de poesia de que falávamos, como a Ana Santana, João Maimona, José Luís Mendonça.

Surge o projecto Archote, um jornal que pretendia divulgar ficção e ensaio, onde estalou uma polémica entre Nelson Pestana Bonavena, Luís Kandjimbo e Carlos Pacheco em torno do primeiro poeta que publicou no século XIX (que era benguelense). Resultaram ensaios muito bons e essa dinâmica despoletou esta veia ensaística neles, apesar de terem seguido caminhos tão diferentes.

Nessa altura, pessoas como Ruy Duarte e David Mestre publicavam poesia e ensaio, respectivamente, sobre cinema e literatura. O Ruy Duarte começara o seu trabalho sobre os Muxiluanda da ilha, que daria origem a “Ana a manda”. Arnaldo Santos também publicava ensaios. Uma coisa fundamental era o suplemento cultural de Domingo no Jornal de Angola. Foi ali que muita gente publicou pela primeira vez. E também as revistas Mensagem e Novembro, além da actividade cultural que começou nos anos 80. que era “Maka à 4ª feira” na UEA, onde se discutiam ideias e trabalhos.

E havia interesse pelo que se passava culturalmente noutras partes do mundo? Quais eram as principais referências? Calculo que latino-americanas...

Mergulhou-se noutras literaturas que passaram a circular. Cuba passa a ser uma referência fundamental. Tenho uma pena da má interpretação desta possibilidade de encontro de cubanos e angolanos, um equívoco ainda não resolvido, pois podia ter sido potenciador para as duas partes.

[Aqui]


{E, ja' agora, podera' ler algo parcialmente relacionado com esta entrevista aqui , aqui, aqui e aqui}

Sunday, 5 October 2008

MEMORIA DE UM 'TRUMUNU LITERARIO'





Deambulando pelos arquivos do meu computador, se dei de caras com essa foto ai...

Pensei duas vezes antes de a postar aqui, mas conclui: porque nao? Afinal e' um 'documento historico' digno de nota: algures entre o fim da decada de 70 e o inicio da de 80, duas equipas de futebol (se houve mesmo trumunu e quem ganhou nao sei...), uma pela Brigada Jovem de Literatura (BJL) e outra pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA)!

Portanto, ai fica. Foi-me 'passada', ha' uns tempos, pelo Buca Boavida (esse que foi fundador da BJL de Luanda e o inaugurador da "geracao literaria de 80" com o seu livro de poemas "A Essa Juventude").

Dentre os que consigo reconhecer:

Pela UEA: o Mais Velho Raul David, Luandino Vieira, Manuel Rui, Pepetela, Henrique Guerra, Antonio Cardoso, Ndunduma, Carlos Pimentel

Pela BJL: árbitro, Casse', Buca, Sao Vicente, Gastão Rebelo, Luis Rita, Luis Kandjimbo, António Fonseca.

Nos tempos...


P.S.: Uma 'alma caridosa' ajudou-me com os nomes de que nao me lembrava. A eles as minhas desculpas. Mas, honestamente, eu estive quase, quase a nomear o Kandjimbo, mas nao conseguia ter a certeza (talvez porque lhe faltassem os oculos...) e o Henrique Guerra (deste nao tinha duvidas, quanto mais nao seja pela sua obra de referencia sobre a Economia e Sociedade Angolana, mas realmente bem que procurei o nome mentalmente, mas nao conseguia encontrar).






Deambulando pelos arquivos do meu computador, se dei de caras com essa foto ai...

Pensei duas vezes antes de a postar aqui, mas conclui: porque nao? Afinal e' um 'documento historico' digno de nota: algures entre o fim da decada de 70 e o inicio da de 80, duas equipas de futebol (se houve mesmo trumunu e quem ganhou nao sei...), uma pela Brigada Jovem de Literatura (BJL) e outra pela Uniao dos Escritores Angolanos (UEA)!

Portanto, ai fica. Foi-me 'passada', ha' uns tempos, pelo Buca Boavida (esse que foi fundador da BJL de Luanda e o inaugurador da "geracao literaria de 80" com o seu livro de poemas "A Essa Juventude").

Dentre os que consigo reconhecer:

Pela UEA: o Mais Velho Raul David, Luandino Vieira, Manuel Rui, Pepetela, Henrique Guerra, Antonio Cardoso, Ndunduma, Carlos Pimentel

Pela BJL: árbitro, Casse', Buca, Sao Vicente, Gastão Rebelo, Luis Rita, Luis Kandjimbo, António Fonseca.

Nos tempos...


P.S.: Uma 'alma caridosa' ajudou-me com os nomes de que nao me lembrava. A eles as minhas desculpas. Mas, honestamente, eu estive quase, quase a nomear o Kandjimbo, mas nao conseguia ter a certeza (talvez porque lhe faltassem os oculos...) e o Henrique Guerra (deste nao tinha duvidas, quanto mais nao seja pela sua obra de referencia sobre a Economia e Sociedade Angolana, mas realmente bem que procurei o nome mentalmente, mas nao conseguia encontrar).