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Sunday, 26 August 2007

FUNGE DE DOMINGO (RECIDIVUS)*


FUFU (FUNGE in Angola)

Fufu (Foo-foo, Foufou, Foutou, fu fu) is to Western and Central Africa cooking what mashed potatoes are to traditional European-American cooking. There are Fufu-like staples all over Sub-Saharan Africa: i.e., Eastern Africa's Ugali and Southern Africa's Sadza (which are usually made from ground corn (maize), though West Africans use maize to make Banku and Kenkey, and sometimes use maize to make Fufu. Fufu is a starchy accompaniment for stews or other dishes with sauce. To eat fufu: use your right hand to tear off a bite-sized piece of the fufu, shape it into a ball, make an indentation in it, and use it to scoop up the soup or stew or sauce, or whatever you're eating.

(For more details see the Congo Cookbook)

...

For some food for thought see the attached article, taken from the interesting blog "Cultural Vulturism".

...

Sobre “vulturismo cultural”, ver ainda, no contexto Indio-Americano, sinopse de uma Conferencia (“Meeting of Indian Professors Takes Up Issues of ‘Ethnic Fraud’, Sovereignty and Research Needs”), onde se pode ler o seguinte: “Cultural vulturism has increased in recent years in spite of the efforts of Indian intellectual criticisms. More needs to be done.” NESTA pagina. (... De notar que os tais Professores Indios devem ser uma "kambada de ignorantes, racistas, complexados e constrangidos"... para dizer o minimo!)

...

Ja' agora, ver tambem ESTA DISCUSSAO (... De notar que o autor do argumento aqui reproduzido nao deve passar de um "invejoso, rancoroso, frustrado e muito de mal com a vida e com o mundo, enfim, um petit-rien"... para nao dizer mais!)

...

[Neste "Dia da Terra" tentemos olhar para a nossa bola de funge como uma representacao do planeta em que vivemos e dessa terra sem a qual nao poderemos continuar a plantar e a colher o milho, a mandioca ou o yam com que milhoes de nos nos alimentamos e mantemos vivos ha' milenios... com que milhoes de filhos desta terra reproduziram as suas energias para a construcao de um 'Novo Mundo' dentro e fora de Afrika.

Vamos Reunir... Vamos encontrar a Harmonia...
Vamos falar da Terra... Vamos esquecer a Guerra!]

...





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Reunir (Funge de Domingo) - Teta Lando


*(First published 22/04/07)

FUFU (FUNGE in Angola)

Fufu (Foo-foo, Foufou, Foutou, fu fu) is to Western and Central Africa cooking what mashed potatoes are to traditional European-American cooking. There are Fufu-like staples all over Sub-Saharan Africa: i.e., Eastern Africa's Ugali and Southern Africa's Sadza (which are usually made from ground corn (maize), though West Africans use maize to make Banku and Kenkey, and sometimes use maize to make Fufu. Fufu is a starchy accompaniment for stews or other dishes with sauce. To eat fufu: use your right hand to tear off a bite-sized piece of the fufu, shape it into a ball, make an indentation in it, and use it to scoop up the soup or stew or sauce, or whatever you're eating.

(For more details see the Congo Cookbook)

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For some food for thought see the attached article, taken from the interesting blog "Cultural Vulturism".

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Sobre “vulturismo cultural”, ver ainda, no contexto Indio-Americano, sinopse de uma Conferencia (“Meeting of Indian Professors Takes Up Issues of ‘Ethnic Fraud’, Sovereignty and Research Needs”), onde se pode ler o seguinte: “Cultural vulturism has increased in recent years in spite of the efforts of Indian intellectual criticisms. More needs to be done.” NESTA pagina. (... De notar que os tais Professores Indios devem ser uma "kambada de ignorantes, racistas, complexados e constrangidos"... para dizer o minimo!)

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Ja' agora, ver tambem ESTA DISCUSSAO (... De notar que o autor do argumento aqui reproduzido nao deve passar de um "invejoso, rancoroso, frustrado e muito de mal com a vida e com o mundo, enfim, um petit-rien"... para nao dizer mais!)

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[Neste "Dia da Terra" tentemos olhar para a nossa bola de funge como uma representacao do planeta em que vivemos e dessa terra sem a qual nao poderemos continuar a plantar e a colher o milho, a mandioca ou o yam com que milhoes de nos nos alimentamos e mantemos vivos ha' milenios... com que milhoes de filhos desta terra reproduziram as suas energias para a construcao de um 'Novo Mundo' dentro e fora de Afrika.

Vamos Reunir... Vamos encontrar a Harmonia...
Vamos falar da Terra... Vamos esquecer a Guerra!]

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Reunir (Funge de Domingo) - Teta Lando


*(First published 22/04/07)

Sunday, 24 June 2007

MUZONGUE' DE DOMINGO




Kiabos kyanvimba... Mesa kyambote'...
(Gastei m'bora na kitanda de Brixton, aqui na Londo'...)






Diakandumba (Bonga)





Kiabos kyanvimba... Mesa kyambote'...
(Gastei m'bora na kitanda de Brixton, aqui na Londo'...)






Diakandumba (Bonga)


Saturday, 16 June 2007

RECEITA PARA ULTRAPASSAR OS DOMINGOS


Como água dormida de véspera, aqui vos deixo esta receita para amanhã:

“Desce manso à cidade, na hora em que a noite indecisa se embrulha do terceiro pano e de joelhos compõe a cabeleira, retira do rosto os restos de luz e se recolhe tensa das horas por resolver. Não te deixes tentar pelas mãos de cacimbo que, de tão frescas, te poderão recolher, de novo, para o sítio dos sonhos onde as rosas de verdade nos podem explodir no peito.

A noite é enorme e hesita sempre na hora de partir. Os nossos fantasmas, lentos como cobras domésticas, gostam de se plantar – exactamente nesse momento – à beira da nossa condição frágil, rindo e à espera. Toda a gente sabe da sua paciência experimentada. Por isso acorda. Sacode a esteira e enrola-a devagarinho.

(…)

Desce, então, à cidade antes de toda a gente, porque esse é o unico momento em que Luanda se entrega à preguiça e te devolve o rosto, sem pintura, calcinado pelo tempo e ainda assim tão belo, na sua pobreza exposta maltratada pelo sol e pela fome, onde o erosinado casario se estende (a essa hora não parece sofrer de séculos de desorientação e amargura), ainda fechado ao dia, mas já desperto pelo choro de medo das canções de mar e de peixe com que as velhas preparam o caldo do pequeno-almoço. Atenção, estas nunca dormem, parecem ter escapado já à sua condição de dormir e acordar. Esperam, debruçadas na noite, envoltas num longo pano de musgo e capim e entregam aos outros (gente descuidada como tu e como eu) os sonhos que já não são capazes de sonhar.

A nossa cidade anda perdida de si mesma e não é só velhice, é antes um esquecimento que se instalou e a trata mal. Deixou de ser o espaço circular e protector de areia vermelha e súbitas lagoas. A propósito, evita, quando desceres, o Kinaxixi. Não se trata de um problema de sereias, esses seres nem machos nem fêmeas que o habitaram outrora. O problema tem a ver com pássaros que fugiram quase todos e foram inventar silêncio para outros cantos do mundo. Os que ficaram estão enredados nos limos do tempo e fabricam ninhos de seiva, na esperança de não morrerem. Não têm tempo para ti.

Por isso desce e procura as palmeiras. (…) Terás assim que visitar a ilha. Procura os antigos caminhos da água onde ainda podes ver barcos a dormir e demoradas redes postas em descanso por cima da areia. Descobre as marcas dos pés da noite e segue pelas rotas de seda para veres aonde te conduzem. Não digo já, para ser surpresa, e porque língua de coração não se escreve: é oral e perfeita.

(…)

Depois, e de alma lavada, podes voltar para casa. Mistura três colheres de sopa de café arábica (se ainda te sobrou algum do Amboim) com uma de robusta (pode ser de São Tomé) e deita na cafeteira da avó, onde deve já estar a ferver uma água dormida de pelo menos um dia. Acende uma vela branca e bebe até ao fim o café perfumado. Usa uma caneca de esmalte.

Talvez consigas então fechar os olhos, e já não digo dormir, mas entregar-te ao descanso. Os anjos, por essa hora, estão longe e deixaram acesas lamparinas de óleo de palma a marcar os caminhos. A sombra da palmeira maior velará por ti, enquanto deixa fermentar os seus pesados frutos.

É a essa hora que a cidade acorda, quando as mulheres inventam a água e um redemoinho de criancas se espalha respirando fundo a seiva da cidade. Todo o domingo passará por ti sem que o pressintas enquanto, na pá de zinco, alecrim, eucalipto, açucar mascavado e as horas se vão consumir suavemente.”

Extractos de “Receita para ultrapassar os domingos”, in A Cabeça de Salomé (2004), de Ana Paula Tavares.

Ler poema seleccionado de 'Manual para Amantes Desesperados' aqui.


Como água dormida de véspera, aqui vos deixo esta receita para amanhã:

“Desce manso à cidade, na hora em que a noite indecisa se embrulha do terceiro pano e de joelhos compõe a cabeleira, retira do rosto os restos de luz e se recolhe tensa das horas por resolver. Não te deixes tentar pelas mãos de cacimbo que, de tão frescas, te poderão recolher, de novo, para o sítio dos sonhos onde as rosas de verdade nos podem explodir no peito.

A noite é enorme e hesita sempre na hora de partir. Os nossos fantasmas, lentos como cobras domésticas, gostam de se plantar – exactamente nesse momento – à beira da nossa condição frágil, rindo e à espera. Toda a gente sabe da sua paciência experimentada. Por isso acorda. Sacode a esteira e enrola-a devagarinho.

(…)

Desce, então, à cidade antes de toda a gente, porque esse é o unico momento em que Luanda se entrega à preguiça e te devolve o rosto, sem pintura, calcinado pelo tempo e ainda assim tão belo, na sua pobreza exposta maltratada pelo sol e pela fome, onde o erosinado casario se estende (a essa hora não parece sofrer de séculos de desorientação e amargura), ainda fechado ao dia, mas já desperto pelo choro de medo das canções de mar e de peixe com que as velhas preparam o caldo do pequeno-almoço. Atenção, estas nunca dormem, parecem ter escapado já à sua condição de dormir e acordar. Esperam, debruçadas na noite, envoltas num longo pano de musgo e capim e entregam aos outros (gente descuidada como tu e como eu) os sonhos que já não são capazes de sonhar.

A nossa cidade anda perdida de si mesma e não é só velhice, é antes um esquecimento que se instalou e a trata mal. Deixou de ser o espaço circular e protector de areia vermelha e súbitas lagoas. A propósito, evita, quando desceres, o Kinaxixi. Não se trata de um problema de sereias, esses seres nem machos nem fêmeas que o habitaram outrora. O problema tem a ver com pássaros que fugiram quase todos e foram inventar silêncio para outros cantos do mundo. Os que ficaram estão enredados nos limos do tempo e fabricam ninhos de seiva, na esperança de não morrerem. Não têm tempo para ti.

Por isso desce e procura as palmeiras. (…) Terás assim que visitar a ilha. Procura os antigos caminhos da água onde ainda podes ver barcos a dormir e demoradas redes postas em descanso por cima da areia. Descobre as marcas dos pés da noite e segue pelas rotas de seda para veres aonde te conduzem. Não digo já, para ser surpresa, e porque língua de coração não se escreve: é oral e perfeita.

(…)

Depois, e de alma lavada, podes voltar para casa. Mistura três colheres de sopa de café arábica (se ainda te sobrou algum do Amboim) com uma de robusta (pode ser de São Tomé) e deita na cafeteira da avó, onde deve já estar a ferver uma água dormida de pelo menos um dia. Acende uma vela branca e bebe até ao fim o café perfumado. Usa uma caneca de esmalte.

Talvez consigas então fechar os olhos, e já não digo dormir, mas entregar-te ao descanso. Os anjos, por essa hora, estão longe e deixaram acesas lamparinas de óleo de palma a marcar os caminhos. A sombra da palmeira maior velará por ti, enquanto deixa fermentar os seus pesados frutos.

É a essa hora que a cidade acorda, quando as mulheres inventam a água e um redemoinho de criancas se espalha respirando fundo a seiva da cidade. Todo o domingo passará por ti sem que o pressintas enquanto, na pá de zinco, alecrim, eucalipto, açucar mascavado e as horas se vão consumir suavemente.”

Extractos de “Receita para ultrapassar os domingos”, in A Cabeça de Salomé (2004), de Ana Paula Tavares.

Ler poema seleccionado de 'Manual para Amantes Desesperados' aqui.

Sunday, 18 March 2007

"SUNDAY ROAST"


Moamba de galinha: a receita pode ser encontrada nos
'Sabores da Diversidade'

For some Food for Thought click Here.

Moamba de galinha: a receita pode ser encontrada nos
'Sabores da Diversidade'

For some Food for Thought click Here.

Friday, 2 February 2007

MWAMBA, KIKWANGA & KAHOMBO

Muamba Nsusu (Congo Chicken Soup)

This soup version of Sub-Saharan Africa's ubiquitous Chicken in Peanut-Tomato Sauce comes from the Kongo people of the two Congos and Angola; it has much in common with other African peanut soups and sauces.


What you need

- chicken; one whole chicken, cut up, any parts, any amount
- one large onion, chopped
- palm oil
- small can of tomato paste
- one-half cup peanut butter (natural or homemade, containing only peanuts and salt)
- hot chile pepper or red or cayenne pepper, to taste

What you do

- Fill a large pot with enough water for soup. Bring it to a boil. Add the chicken and boil it until the meat is done and a broth is obtained.
- While the chicken is boiling, gently sauté the onion in several tablespoons of palm oil until the onion is tender.
- Remove the chicken from the broth and remove meat from bones. (Save the broth and keep it at a low simmer.)
- Combine one cup of the chicken broth with the peanut butter and tomato paste and stir until smooth.
- Return the chicken meat to the broth and add the peanut butter-tomato paste mixture. Stir and continue to simmer until the soup is thickened.
- Season to taste. Serve with Rice, or Baton de Manioc/Chikwangue, or Fufu and more hot pepper.

Nsusu na buha or Poulet fumé à la pâte d'arachide (Smoked chicken with peanut sauce) is a similar dish from the Congo region.

Receita tirada de Congo Cookbook

Muamba Nsusu (Congo Chicken Soup)

This soup version of Sub-Saharan Africa's ubiquitous Chicken in Peanut-Tomato Sauce comes from the Kongo people of the two Congos and Angola; it has much in common with other African peanut soups and sauces.


What you need

- chicken; one whole chicken, cut up, any parts, any amount
- one large onion, chopped
- palm oil
- small can of tomato paste
- one-half cup peanut butter (natural or homemade, containing only peanuts and salt)
- hot chile pepper or red or cayenne pepper, to taste

What you do

- Fill a large pot with enough water for soup. Bring it to a boil. Add the chicken and boil it until the meat is done and a broth is obtained.
- While the chicken is boiling, gently sauté the onion in several tablespoons of palm oil until the onion is tender.
- Remove the chicken from the broth and remove meat from bones. (Save the broth and keep it at a low simmer.)
- Combine one cup of the chicken broth with the peanut butter and tomato paste and stir until smooth.
- Return the chicken meat to the broth and add the peanut butter-tomato paste mixture. Stir and continue to simmer until the soup is thickened.
- Season to taste. Serve with Rice, or Baton de Manioc/Chikwangue, or Fufu and more hot pepper.

Nsusu na buha or Poulet fumé à la pâte d'arachide (Smoked chicken with peanut sauce) is a similar dish from the Congo region.

Receita tirada de Congo Cookbook