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Sunday, 28 June 2009

HOLDEN ROBERTO EM LIVRO


«O Pai do Nacionalismo Angolano» é o título da mais recente obra do escritor e sociólogo João Paulo Nganga, cujo lançamento teve lugar na quarta-feira, 24, na sala de conferências do Museu de História Natural, em Luanda. O livro já se encontra nas bancas das livrarias da capital e está a ser comercializado no valor de cinco mil Kwanzas, sendo este o primeiro volume que narra a vida e obra de Holden Roberto no período compreendido entre 1923 e 1974. A concepção, autoria e edição da obra foram feitas pelo autor durante longos quatro anos, tendo contado com a revisão de Benedita Mendes Gonçalves e o próprio Álvaro Holden Roberto. Narrativa de todo o processo de libertação segundo a teoria do panafricanismo, o autor disse que o livro é uma obra científica baseada em premissas históricosociológicas.
Para João Nganga, a obra está assente simplesmente na academia. Mas, segundo ele, «existem duas razões para que Holden Roberto não seja hoje uma referência nas ciências sociais modernas. A primeira razão é de fórum político, por ser, ainda, um espaço de exclusão, mas, a história não é isto, a história é um relato de factos que já aconteceram fundados na verdade», frisou. Esta verdade, segundo Nganga, transmite-se na presente obra, numa ordem cronológica sobre os passos que foram dados ao longo da odisseia revolucionária de Holden Roberto, considerado como um rio por onde passaram todas as grandes correntes do panafricanismo como Franz Fanon, Patrice Lumumba, Kwame Nkrumah, J. Kenyata, Amílcar Cabral, entre outros nacionalistas que se bateram para a independência de África.
Segundo o autor da obra, que falava à margem do lançamento, «Holden Roberto constituiu um grito de liberdade das colónias portuguesas de África, uma vez que integrou o novo conceito dos países lusófonos na guerra de libertação contra a opressão colonial». «Os dois volumes, embora heterogéneos, têm o condão de ter uma simbiose contrariante, porque se a quisermos encurtar, alongamo-la e ao tentarmos fazê-lo de maneira extensa, damo-nos conta de que, realmente, o que dissemos não passa de um resumo», afirmou o escritor ao apresentar a obra. Na ocasião, o presidente da FNLA, Ngola Kabangu, disse esperar com o lançamento destas memórias que o povo angolano venha a adquirir mais conhecimentos sobre a História do seu país, como era desejo expresso do finado Álvaro Holden Roberto.
Em declarações à imprensa, Ngola Kabangu afirmou que «a partir de agora, estarão disponíveis informações vitais sobre o que realmente aconteceu no país, desde as revoltas das populações contra a opressão colonial até à independência nacional». O escritor Mendes de Carvalho valorizou a obra, reconhecendo que Álvaro Holden Roberto foi, efectivamente, o Pai do Nacionalismo Angolano, a par de figuras como a rainha Njinga Mbandi, e os reis Mandume e Ngola Kiluange. Enalteceu a coragem de João Paulo Nganga por ter publicado esta obra que retrata as memórias do líder histórico. O acto contou com a presença de antigos combatentes da FNLA, deputados de diversos partidos políticos, historiadores, escritores, professores, membros da sociedade civil, estudantes e personalidades estrangeiras.

[in SA, edicao nr. 322]

«O Pai do Nacionalismo Angolano» é o título da mais recente obra do escritor e sociólogo João Paulo Nganga, cujo lançamento teve lugar na quarta-feira, 24, na sala de conferências do Museu de História Natural, em Luanda. O livro já se encontra nas bancas das livrarias da capital e está a ser comercializado no valor de cinco mil Kwanzas, sendo este o primeiro volume que narra a vida e obra de Holden Roberto no período compreendido entre 1923 e 1974. A concepção, autoria e edição da obra foram feitas pelo autor durante longos quatro anos, tendo contado com a revisão de Benedita Mendes Gonçalves e o próprio Álvaro Holden Roberto. Narrativa de todo o processo de libertação segundo a teoria do panafricanismo, o autor disse que o livro é uma obra científica baseada em premissas históricosociológicas.
Para João Nganga, a obra está assente simplesmente na academia. Mas, segundo ele, «existem duas razões para que Holden Roberto não seja hoje uma referência nas ciências sociais modernas. A primeira razão é de fórum político, por ser, ainda, um espaço de exclusão, mas, a história não é isto, a história é um relato de factos que já aconteceram fundados na verdade», frisou. Esta verdade, segundo Nganga, transmite-se na presente obra, numa ordem cronológica sobre os passos que foram dados ao longo da odisseia revolucionária de Holden Roberto, considerado como um rio por onde passaram todas as grandes correntes do panafricanismo como Franz Fanon, Patrice Lumumba, Kwame Nkrumah, J. Kenyata, Amílcar Cabral, entre outros nacionalistas que se bateram para a independência de África.
Segundo o autor da obra, que falava à margem do lançamento, «Holden Roberto constituiu um grito de liberdade das colónias portuguesas de África, uma vez que integrou o novo conceito dos países lusófonos na guerra de libertação contra a opressão colonial». «Os dois volumes, embora heterogéneos, têm o condão de ter uma simbiose contrariante, porque se a quisermos encurtar, alongamo-la e ao tentarmos fazê-lo de maneira extensa, damo-nos conta de que, realmente, o que dissemos não passa de um resumo», afirmou o escritor ao apresentar a obra. Na ocasião, o presidente da FNLA, Ngola Kabangu, disse esperar com o lançamento destas memórias que o povo angolano venha a adquirir mais conhecimentos sobre a História do seu país, como era desejo expresso do finado Álvaro Holden Roberto.
Em declarações à imprensa, Ngola Kabangu afirmou que «a partir de agora, estarão disponíveis informações vitais sobre o que realmente aconteceu no país, desde as revoltas das populações contra a opressão colonial até à independência nacional». O escritor Mendes de Carvalho valorizou a obra, reconhecendo que Álvaro Holden Roberto foi, efectivamente, o Pai do Nacionalismo Angolano, a par de figuras como a rainha Njinga Mbandi, e os reis Mandume e Ngola Kiluange. Enalteceu a coragem de João Paulo Nganga por ter publicado esta obra que retrata as memórias do líder histórico. O acto contou com a presença de antigos combatentes da FNLA, deputados de diversos partidos políticos, historiadores, escritores, professores, membros da sociedade civil, estudantes e personalidades estrangeiras.

[in SA, edicao nr. 322]

Sunday, 26 August 2007

FUNGE DE DOMINGO (RECIDIVUS)*


FUFU (FUNGE in Angola)

Fufu (Foo-foo, Foufou, Foutou, fu fu) is to Western and Central Africa cooking what mashed potatoes are to traditional European-American cooking. There are Fufu-like staples all over Sub-Saharan Africa: i.e., Eastern Africa's Ugali and Southern Africa's Sadza (which are usually made from ground corn (maize), though West Africans use maize to make Banku and Kenkey, and sometimes use maize to make Fufu. Fufu is a starchy accompaniment for stews or other dishes with sauce. To eat fufu: use your right hand to tear off a bite-sized piece of the fufu, shape it into a ball, make an indentation in it, and use it to scoop up the soup or stew or sauce, or whatever you're eating.

(For more details see the Congo Cookbook)

...

For some food for thought see the attached article, taken from the interesting blog "Cultural Vulturism".

...

Sobre “vulturismo cultural”, ver ainda, no contexto Indio-Americano, sinopse de uma Conferencia (“Meeting of Indian Professors Takes Up Issues of ‘Ethnic Fraud’, Sovereignty and Research Needs”), onde se pode ler o seguinte: “Cultural vulturism has increased in recent years in spite of the efforts of Indian intellectual criticisms. More needs to be done.” NESTA pagina. (... De notar que os tais Professores Indios devem ser uma "kambada de ignorantes, racistas, complexados e constrangidos"... para dizer o minimo!)

...

Ja' agora, ver tambem ESTA DISCUSSAO (... De notar que o autor do argumento aqui reproduzido nao deve passar de um "invejoso, rancoroso, frustrado e muito de mal com a vida e com o mundo, enfim, um petit-rien"... para nao dizer mais!)

...

[Neste "Dia da Terra" tentemos olhar para a nossa bola de funge como uma representacao do planeta em que vivemos e dessa terra sem a qual nao poderemos continuar a plantar e a colher o milho, a mandioca ou o yam com que milhoes de nos nos alimentamos e mantemos vivos ha' milenios... com que milhoes de filhos desta terra reproduziram as suas energias para a construcao de um 'Novo Mundo' dentro e fora de Afrika.

Vamos Reunir... Vamos encontrar a Harmonia...
Vamos falar da Terra... Vamos esquecer a Guerra!]

...





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Reunir (Funge de Domingo) - Teta Lando


*(First published 22/04/07)

FUFU (FUNGE in Angola)

Fufu (Foo-foo, Foufou, Foutou, fu fu) is to Western and Central Africa cooking what mashed potatoes are to traditional European-American cooking. There are Fufu-like staples all over Sub-Saharan Africa: i.e., Eastern Africa's Ugali and Southern Africa's Sadza (which are usually made from ground corn (maize), though West Africans use maize to make Banku and Kenkey, and sometimes use maize to make Fufu. Fufu is a starchy accompaniment for stews or other dishes with sauce. To eat fufu: use your right hand to tear off a bite-sized piece of the fufu, shape it into a ball, make an indentation in it, and use it to scoop up the soup or stew or sauce, or whatever you're eating.

(For more details see the Congo Cookbook)

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For some food for thought see the attached article, taken from the interesting blog "Cultural Vulturism".

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Sobre “vulturismo cultural”, ver ainda, no contexto Indio-Americano, sinopse de uma Conferencia (“Meeting of Indian Professors Takes Up Issues of ‘Ethnic Fraud’, Sovereignty and Research Needs”), onde se pode ler o seguinte: “Cultural vulturism has increased in recent years in spite of the efforts of Indian intellectual criticisms. More needs to be done.” NESTA pagina. (... De notar que os tais Professores Indios devem ser uma "kambada de ignorantes, racistas, complexados e constrangidos"... para dizer o minimo!)

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Ja' agora, ver tambem ESTA DISCUSSAO (... De notar que o autor do argumento aqui reproduzido nao deve passar de um "invejoso, rancoroso, frustrado e muito de mal com a vida e com o mundo, enfim, um petit-rien"... para nao dizer mais!)

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[Neste "Dia da Terra" tentemos olhar para a nossa bola de funge como uma representacao do planeta em que vivemos e dessa terra sem a qual nao poderemos continuar a plantar e a colher o milho, a mandioca ou o yam com que milhoes de nos nos alimentamos e mantemos vivos ha' milenios... com que milhoes de filhos desta terra reproduziram as suas energias para a construcao de um 'Novo Mundo' dentro e fora de Afrika.

Vamos Reunir... Vamos encontrar a Harmonia...
Vamos falar da Terra... Vamos esquecer a Guerra!]

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Reunir (Funge de Domingo) - Teta Lando


*(First published 22/04/07)

Saturday, 4 August 2007

HOLDEN ROBERTO (R.I.P.)

Holden Roberto, the last surviving founding father of the liberation struggle against Portuguese colonial rule in Angola, has passed away this Thursday of cardiac failure at his home in Luanda, aged 84.

Never far away from political controversy during his life, it is fair to say that he eventually generated from most national quarters the respect owed to an African Elder of his stature.

May his soul rest in peace.

(Biography)

Holden Roberto, the last surviving founding father of the liberation struggle against Portuguese colonial rule in Angola, has passed away this Thursday of cardiac failure at his home in Luanda, aged 84.

Never far away from political controversy during his life, it is fair to say that he eventually generated from most national quarters the respect owed to an African Elder of his stature.

May his soul rest in peace.

(Biography)