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Monday, 3 October 2011

Memoria de Morabezza (II)





Regresso brevemente a esta memoria para marcar o recente passamento fisico de Aristides Pereira, primeiro Presidente de Cabo Verde.
Lembro-me de naquele simposio me ter sido dada a honra de fazer a primeira alocucao pelos participantes a seguir 'a cerimonia solene de abertura e de, depois da emocional saudacao que recebi de Mario Pinto de Andrade, Aristides Pereira, perto de quem estava sentada, tambem me ter dirigido algumas palavras de morabezza.



Nao se tratando este apontamento estritamente de um obituario, essa memoria traz consigo a de um outro protagonista da luta anti-colonial, tambem falecido ha’ relativamente pouco tempo: Luis Cabral – irmao de Amilcar Cabral e primeiro presidente da Guine’ Bissau. Conheci-o, e a sua familia, num ambiente mais informal, atravez da Lourdes e do seu marido Carlos Rubio, de quem era amigo e vizinho em Lisboa.
Aos dois ex-estadistas, ambos co-fundadores do PAIGC com Amilcar Cabral, ligava o laco fraternal que, durante algum tempo, uniu a Guine’ Bissau e Cabo Verde sob a mesma bandeira.

Paz 'as suas Almas.



[Mindjeres di Pano Preto - Jose' Carlos Swarts]





Regresso brevemente a esta memoria para marcar o recente passamento fisico de Aristides Pereira, primeiro Presidente de Cabo Verde.
Lembro-me de naquele simposio me ter sido dada a honra de fazer a primeira alocucao pelos participantes a seguir 'a cerimonia solene de abertura e de, depois da emocional saudacao que recebi de Mario Pinto de Andrade, Aristides Pereira, perto de quem estava sentada, tambem me ter dirigido algumas palavras de morabezza.



Nao se tratando este apontamento estritamente de um obituario, essa memoria traz consigo a de um outro protagonista da luta anti-colonial, tambem falecido ha’ relativamente pouco tempo: Luis Cabral – irmao de Amilcar Cabral e primeiro presidente da Guine’ Bissau. Conheci-o, e a sua familia, num ambiente mais informal, atravez da Lourdes e do seu marido Carlos Rubio, de quem era amigo e vizinho em Lisboa.
Aos dois ex-estadistas, ambos co-fundadores do PAIGC com Amilcar Cabral, ligava o laco fraternal que, durante algum tempo, uniu a Guine’ Bissau e Cabo Verde sob a mesma bandeira.

Paz 'as suas Almas.



[Mindjeres di Pano Preto - Jose' Carlos Swarts]

Saturday, 9 July 2011

South Sudan: A New African Nation Is Born





"We, the democratically elected representatives of the people, hereby declare Southern Sudan to be an independent and sovereign state," speaker James Wani Igga said, splitting Africa's largest country in two.
The declaration of independence affirmed the new state's democratic and multi-ethnic and multi-confessional character, and its commitment to friendly relations with all countries "including the Republic of Sudan", Mr Igga said.
The parliament speaker said as a "strategic priority," South Sudan would seek admission to the United Nations, the African Union, the east African bloc IGAD and other international bodies.
South Sudan's Salva Kiir was sworn in as president.



South Sudan's independence comes exactly six months after a referendum saw southerners vote almost unanimously to split with their former civil war enemies in the north.
For decades, until a peace agreement was signed in 2005, southern rebels fought successive wars with the north, leaving the region in ruins, millions of people dead and a legacy of mutual mistrust.
The independence ceremony is being held at the mausoleum of the late rebel leader John Garang, who died just months after signing the peace accord that ended Africa's longest-running conflict and opened the door to nationhood.



[More details here and here ]





"We, the democratically elected representatives of the people, hereby declare Southern Sudan to be an independent and sovereign state," speaker James Wani Igga said, splitting Africa's largest country in two.
The declaration of independence affirmed the new state's democratic and multi-ethnic and multi-confessional character, and its commitment to friendly relations with all countries "including the Republic of Sudan", Mr Igga said.
The parliament speaker said as a "strategic priority," South Sudan would seek admission to the United Nations, the African Union, the east African bloc IGAD and other international bodies.
South Sudan's Salva Kiir was sworn in as president.



South Sudan's independence comes exactly six months after a referendum saw southerners vote almost unanimously to split with their former civil war enemies in the north.
For decades, until a peace agreement was signed in 2005, southern rebels fought successive wars with the north, leaving the region in ruins, millions of people dead and a legacy of mutual mistrust.
The independence ceremony is being held at the mausoleum of the late rebel leader John Garang, who died just months after signing the peace accord that ended Africa's longest-running conflict and opened the door to nationhood.



[More details here and here ]

Monday, 22 November 2010

Angola - Nos Trilhos da Independencia


De Paulo Lara, coordenador deste novo e promissor projecto, recebi ontem esta mensagem introdutoria:


Caros amigos

Depois de cerca de um ano de trabalho e no quadro do 35º aniversário da nossa Dipanda, decidimos dar a conhecer aos amigos o Projecto “Angola - Nos Trilhos da Independência” que podem ver em http://www.projectotrilhos.com/

Os anexos fílmicos (dois trailers e um making off), em função da capacidade e velocidade existente no local em que se encontrem, poderão demorar algum tempo até serem descarregados. É uma questão de terem paciência.

As questões, criticas ou sugestões são sempre bem vindas.
Abraço.
Paulo





Angola segue, independente, a caminho dos 40 anos e esse facto torna urgente a necessidade de preservar os testemunhos dos que contribuíram para que aqui chegássemos.
Na luta pela independência participaram indivíduos, que nos podem ainda narrar as suas experiências vividas. Testemunhos que é preciso recolher, registar e preservar.
A tarefa é urgente e a colaboração de todos é necessária. Só assim poderemos assegurar que através do trabalho de estudiosos e investigadores, as gerações mais novas e vindouras venham a enriquecer o seu conhecimento sobre a nossa História.
Com o objectivo de contribuir com a sua parte nesta tarefa de todos, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD) decidiu, para além das suas actividades correntes, levar a cabo o Projecto “Angola nos Trilhos da Independência” que tem por objectivo proceder à recolha de testemunhos orais de nacionais ou estrangeiros, directa ou indirectamente envolvidos na luta anticolonial.
“Angola nos Trilhos da Independência”, pretende contribuir para uma pesquisa abrangente, que permita o registo de testemunhos no mosaico do movimento nacionalista.
Este Projecto tem uma duração de 5 anos. Em 2015, com base no material recolhido e com execução Geração-80, a ATD pretende promover um documentário sobre o trabalho realizado.


[Mais detalhes aqui]





Angola is independent for almost 40 years and this fact makes it urgent the need to preserve testimonies of those who contributed to this achievement.
Some people that participated in the struggle for independence can still share recounts of their experiences. Testimonials that – we must collect, record and preserve.
The task is urgent and everyone’s cooperation is needed. This way, we can ensure that, through the work of scholars and researchers, the younger generations and the ones to come will enrich their knowledge about our History.
The “Associação Tchiweka de Documentação” (ATD) association decided, in addition to its regular activities, to carry out the project “Angola – Nos Trilhos da Independência” with the goal of contributing with its share in this common task. This project aims to collect oral testimonies of domestic or foreign, directly or indirectly involved in the anti-colonial struggle.
“Angola – Nos Trilhos da Independência”, intends to contribute for a comprehensive research, which allows the registration of testimony in the nationalist movement medley.
This project will span over 5 years.
In 2015, based on gathered material and with “Geração-80” production, ATD will promote a documentary about the work done.


[More details here]


De
Paulo Lara, coordenador deste novo e promissor projecto, recebi ontem esta mensagem introdutoria:


Caros amigos

Depois de cerca de um ano de trabalho e no quadro do 35º aniversário da nossa Dipanda, decidimos dar a conhecer aos amigos o Projecto “Angola - Nos Trilhos da Independência” que podem ver em http://www.projectotrilhos.com/

Os anexos fílmicos (dois trailers e um making off), em função da capacidade e velocidade existente no local em que se encontrem, poderão demorar algum tempo até serem descarregados. É uma questão de terem paciência.

As questões, criticas ou sugestões são sempre bem vindas.
Abraço.
Paulo





Angola segue, independente, a caminho dos 40 anos e esse facto torna urgente a necessidade de preservar os testemunhos dos que contribuíram para que aqui chegássemos.
Na luta pela independência participaram indivíduos, que nos podem ainda narrar as suas experiências vividas. Testemunhos que é preciso recolher, registar e preservar.
A tarefa é urgente e a colaboração de todos é necessária. Só assim poderemos assegurar que através do trabalho de estudiosos e investigadores, as gerações mais novas e vindouras venham a enriquecer o seu conhecimento sobre a nossa História.
Com o objectivo de contribuir com a sua parte nesta tarefa de todos, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD) decidiu, para além das suas actividades correntes, levar a cabo o Projecto “Angola nos Trilhos da Independência” que tem por objectivo proceder à recolha de testemunhos orais de nacionais ou estrangeiros, directa ou indirectamente envolvidos na luta anticolonial.
“Angola nos Trilhos da Independência”, pretende contribuir para uma pesquisa abrangente, que permita o registo de testemunhos no mosaico do movimento nacionalista.
Este Projecto tem uma duração de 5 anos. Em 2015, com base no material recolhido e com execução Geração-80, a ATD pretende promover um documentário sobre o trabalho realizado.


[Mais detalhes aqui]





Angola is independent for almost 40 years and this fact makes it urgent the need to preserve testimonies of those who contributed to this achievement.
Some people that participated in the struggle for independence can still share recounts of their experiences. Testimonials that – we must collect, record and preserve.
The task is urgent and everyone’s cooperation is needed. This way, we can ensure that, through the work of scholars and researchers, the younger generations and the ones to come will enrich their knowledge about our History.
The “Associação Tchiweka de Documentação” (ATD) association decided, in addition to its regular activities, to carry out the project “Angola – Nos Trilhos da Independência” with the goal of contributing with its share in this common task. This project aims to collect oral testimonies of domestic or foreign, directly or indirectly involved in the anti-colonial struggle.
“Angola – Nos Trilhos da Independência”, intends to contribute for a comprehensive research, which allows the registration of testimony in the nationalist movement medley.
This project will span over 5 years.
In 2015, based on gathered material and with “Geração-80” production, ATD will promote a documentary about the work done.


[More details here]

Thursday, 11 November 2010

Angola: 35 años*



El 11 de Noviembre de 1975 Angola fue el último país del África continental en dejar de ser una colonia europea. Angola y los otros 4 Países Africanos de Lengua Oficial Portuguesa (PALOP) fueron las primeras y las últimas dependencias europeas en el mundo negro.
Angola se encuentra a alrededor de 5,000 kilómetros de distancia al sur de la península ibérica y al oeste del sur de América. Sin embargo, esta nación del África austral ha jugado un papel clave en la historia iberoamericana.

Una década antes de que Colón llegase al Caribe, el portugués Diogo Cao arribó al río Congo, el segundo más grande del África luego del Nilo, donde lograría ir creando una asociación entre Portugal y el poderoso reino de los Kongos que se extendía alrededor de los actuales territorios del norte de Angola, los mismos que inicialmente no fueron conquistados por los portugueses. Por el contrario, estos fueron cristianizados y se convirtieron en aliados de Lisboa en la zona.
Sin embargo, a fines del siglo XVI los portugueses fueron tratando de conquistarlos a ellos y a la de los "ngolas" para prevenir que ellos volviesen a coquetear con los holandeses y para centrarse en la trata de esclavos hacia Brasil y el Nuevo Mundo.
Angola se convirtió en un punto estratégico para los portugueses, quienes fueron los primeros europeos en establecer su comercio y sus dominios en el África negra y en el Océano Índico (el cual en los siglos XVI y XVII tenía al portugués como su lengua franca).
Angola fue uno de los principales proveedores de esclavos para re-popular al Nuevo Mundo.
Durante los tres siglos que duraron las colonias sur y centro americanas varios países latinoamericanos llegaron a tener más angolanos que gente nacida en España o Portugal. La herencia angolana en nuestras tierras es riquísima, aunque poco estudiada.

La historia del Brasil se haya muy entrelazada con la de Angola. Entre estas dos colonias portuguesas que se encontraban en lados opuestos del mar hubo un gran flujo. Hoy la mitad de los casi 200 millones de brasileros desciende de esclavos, gran parte de ellos provenientes de Angola y de los PALOP.
Las mismas tropas holandeses que guerreaban contra Portugal por el control del noreste brasilero igualmente lo hacían por las posesiones angolanas. Cuando en 1641-48 los neerlandeses capturaron Luanda, fue la aristocracia carioca, la cual fue tan afectada cuando de esta manera se paraba la llegada de esclavos que usaba para sus plantaciones y para intercambiarlos por plata hispano-americana, quien se encargó enteramente de organizar, financiar y liderar la "reconquista" portuguesa de Angola. Varios de los gobernadores de Angola partieron desde el Brasil.
Durante el periodo colonial Brasil y Angola se hayaron en mutua dependencia.En el siglo XVII unos 10,000 esclavos eran despachados desde Angola anualmente hacia Brasil y el Nuevo Mundo. En el siglo XVIII esta cifra subió a 18,500. Alencastro sostiene que la construcción del Brasil se dio en base a la destrucción de Angola, pues de 1701 a 1810 unos 2 millones de esclavos llegaron al Brasil, de los cuales la mayor parte zarpaban desde Angola. A mediados del siglo XVIII la mayor parte del comercio de esclavos desde Angola era pagada con exportaciones brasileras (como la chachaza y otros licores) y conducida por barcos negreros brasileros (los portugueses llegaron a ser apenas el 15% de ellos). Muchos de los esclavos que salieron desde Angola luego eran comerciados hacia el Caribe, la cuenca del Plata o los Andes.
En la fase final del imperio luso en Brasil (1808-1822) los cariocas fueron quienes administraron Angola y el resto de colonias portuguesas.


Hasta en Perú, que es el país americano que más lejos se haya de Angola por la vía marítima, la presencia angolana marcó mucho del carácter de dicho país. La mayor procesión católica que allí se hace (y posiblemente en todo el mundo) es una para rendir pleitesía al Cristo Moreno, el cual fue pintado por el esclavo angolano Pedro Dalcón. El mayor santo peruano (San Martín de Porras, cuyo nombre ha sido dado a una universidad, un distrito de la capital y un departamento del Perú) fue hijo de una panameña liberta descendiente de angolanos.
Cuando Lima era la capital de la mayor parte del subcontinente suramericano un significativo porcentaje de sus habitantes eran angolanos y africanos. A muchos barrios o poblaciones negras se les denominaba en el Perú virreinal como ‘angolas’. El nombre ‘Angola’ no solo se asocia a barriadas sino también a uno de los hoteles y centros de convención más exclusivos de Lima, los cuales han sido bautizados en honor a ‘María Angola’, la gran campana del Cuzco, considerada como una de las más monumentales y sonoras de Suramérica. El popular plato peruano del escabeche o el baile típico de la costa peruana Landó tienen raíces en Luanda, la capital angolana.

En los últimos años América Latina se ha preciado de haber electo presidentes de ascendencia japonesa (Fujimori), turco-árabe (Menem, Mahuad, Saca o Bucaram), búlgara (Dilma Rousseff), croata (Kirchner), francesa (Bachelet), etc. Sin embargo, no conozco de un solo presidente sur o centro americano que haya reivindicado sus ancestros angolanos.
Hoy en la Hispanoamérica que celebra los bicentenarios de sus independencias es bueno recordar que posiblemente su primer territorio que logró la independencia fue un área de Veracruz en México, la cual en 1570, hace más de 4 siglos, fue liderada por el esclavo liberado Gaspar Yanga, quien llegó allí vía Cabo Verde (el archipiélago afro-portugués), muy posiblemente desde una región del entorno kongo-angolano.

En Londres, la más cosmopolita ciudad del Viejo Mundo, uno puede encontrar comunidades de todos los países del planeta. Al ver uno como buscan socializar entre ellos los diferentes inmigrantes uno se puede ayudar a ver cuales los verdaderos nexos culturales e históricos entre los pueblos. En la capital británica, como se ve en la primera foto, es usual encontrar carteles donde se unen las banderas de Brasil, Angola y Portugal, como el que vemos en esta imagen tomada en la calle principal de Brixton al lado de La Mazorca y Chaney, el restaurante y discoteca hispanoamericanos más populares de dicho popular barrio londinense.
Esas 3 repúblicas colocadas en 3 distintos continentes tienen en común 5 siglos de intercambio, historia, cultura y lengua afines. En las 150 iglesias brasileras del Reino Unido se encuentran mucho más portugueses y angolanos que hispanoamericanos. La Asociación Brasilera del Reino Unido (ABRAS), la cual, con 14,000 afiliados es la mayor organización comunitaria brasileña en Europa (y posiblemente en la diáspora brasilera), tiene más asociados angolanos que la suma de todo el resto de sus miembros provenientes de toda Latinoamérica. Esta semana la profesora brasilera Else Vieira organiza el festival de cine por el 35 aniversario de la independencia luso-africana en la universidad Queens Mary.


Angola es hoy uno de los países africanos más ricos en oro negro y en diamantes. Entre el 2004 y 2007 fue creciendo con una tasa anual promedio de un 15%, una de las cifras más altas del mundo.
De todos los 11 territorios africanos que tienen como lengua oficial al español o al portugués Angola es el que tiene a la mayor población que hable o entienda al menos una lengua ibérica.
Angola ha jugado un rol muy importante en la historia iberoamericana. Entre los siglos XVI y XIX proveyó de multitud de esclavos a las Américas, al punto que hoy debe haber más americano con ascendencia angolana que los 13 a 16 millones de angolanos.
En el siglo XX Angola jugó un rol importante en producir la instalación de la república de Portugal y luego en la caída de la dictadura fascista que ésta tuvo entre 1926 y 1974.
La primera monarquía europea que se expandió al sur de la línea ecuatorial fue la de Portugal. Angola fue una de sus primeras colonias y también uno de los factores que desencadenó su caída.
Tras que Lisboa perdió a su mayor dependencia (Brasil) uno de sus ejes consistió en tratar de unir a sus 2 territorios en el África austral: Angola (de cara al Atlántico sur) y Mozambique (de cara al Índico sur). Para tal efecto de delineó el ‘mapa rosado’ que mostraba las pretensiones de crear un corredor horizontal luso que vaya de oeste a este. Sin embargo, los británicos tenían su propia meta de unir a todas sus colonias desde El Cairo hasta El Cabo en un corredor vertical de norte a sur.

La monarquía de Portugal no se atrevió a desafiar a la corona inglesa, quien además de tener más poder había sido siempre su mayor aliada europea. Su capitulación en los 1890's dio paso a que los británicos estableciesen allí sus colonias de Rodesia (la del norte es hoy Zambia y la del sur es hoy Zimbabue).
Esta rendición generó tal resentimiento interno contra la familia real que terminó por producir un alzamiento hace 100 años. Este, el del 5 de Octubre de 1910, culminaría estableciendo la única república de las 4 entidades de la península ibérica (las otras 3, España, Andorra y Gibraltar, no eligen en comicios a su respectivo jefe de Estado).
El régimen más extenso que tuvo la nueva república portuguesa (la de la dictadura de medio siglo del fascista ‘Estado Novo’) también cayó ayudado por los sucesos en el África lusa. Las guerrillas en Angola y en los otros 4 PALOP fueron minando a la dictadura, la cual se desplomó en Abril 1974. Una de las primeras consecuencias de esa revolución de los clavele fue el que todas las 6 colonias portuguesas (fuera de Macao) se declarasen independientes en un lapso que fue hasta 1975.

Desde la independencia de 1975 hasta el acuerdo de paz del 2002 Angola sufrió la guerra civil más larga del África y una de las más sanguinarias de la II postguerra mundial. Esta produjo 100,000 mutilados, 500,000 muertos y 4 millones de desplazados, altas cifras para una población de 12 a 16 millones de habitantes.
Este conflicto llegó a internacionalizarse como parte de la guerra fría. El UNITA del sur de Angola y el FLNA del norte de Angola recibieron el apoyo de Zaire (liderado por el dictador Mobutu) y de Sudáfrica, mientras el gobierno del MPLA fue secundado por el de Cuba.
El Ché Guevara, antes de partir a Bolivia, había combatido en Zaire, cerca a Angola. La tesis de que Cuba debería irradiarse al África también había estado presente en las conferencias tri-continentales que el castrismo patrocinó en los 1960s.
Desde la segunda mitad de los 1970s la presencia de Cuba se haría muy grande en Angola. Castro envió allí a entre 40 y 50 mil soldados, mil tanques y 50 aviones suyos, para socorrer a los 200,000 combatientes del MPLA. Esta fue la mayor guerra que libró Fidel en el mundo y su éxito ayudó a consolidar el régimen ‘marxista-leninista’ de Angola y de otras partes del continente negro, así como ayudar a que su isla vaya minando el bloqueo de EEUU.


Angola nació así siendo parte de la mayor intervención militar hecha por un país latinoamericano fuera de su continente.
Unos 100,000 cubanos como uniformados, educadores, personal de salud o trabajadores llegaron a Angola, cuya lengua portuguesa es tan parecida a su castellano. La embajada cubana en Luanda ha llegado a ser la segunda de mayor importancia tras la de EEUU.
Hoy Brasil tiene una influencia cultural sobre Angola mayor a la que tiene sobre otros países latinoamericanos. Las novelas y series de TV, los filmes, la lengua y las artes marciales de la Capoeira es algo que une a Brasil con Angola, un país cuya lengua es tan diferente a la de su entorno de habla inglesa o francesa.
El Partido de los Trabajadores gobierna en Brasil y en Angola. Ambas formaciones usan la estrella como símbolo, nacieron como marxistas y han evolucionados hacia convertirse en formaciones de tipo socialdemócrata que aceptan el mercado, las grandes inversiones extranjeras y la democracia multipartidista.
Hoy una gran parte de la población de Portugal, así como de la diáspora portuguesa del mundo proviene de Angola, nación que ya sobrepasa en habitantes al de la misma Portugal.

La suerte de Angola e Iberoamérica está entrelazada. La América ibera tuvo desde sus inicios una masiva inmigración angolana, superior a la de cualquier pueblo europeo al este de los Pirineos. Los angolanos, al igual que otros esclavos, influyeron poderosamente en la cocina, la música, los bailes y la cultura americanas.
Las riquezas de Angola ayudaron a consolidar al imperio de los Braganza evitado que estos corriesen la misma suerte de la realeza de Madrid ante las revoluciones republicanas hispanoamericanas. Los sucesos de Angola ayudaron a producir la caída de la monarquía y luego del fascismo en Lisboa. La guerra angolana dio una gran catapulta a Castro, quien se valió de ella para afianzarse en el poder e ir generando una nueva diplomacia que haría que América Latina crease un bloque con Iberia en 1991 (la actual Comunidad Iberoamericana de Naciones) y luego una serie de organismos que tendiesen a mostrar más autonomía regional ante EEUU (como la comunidad de estados latinoamericanos y caribeños y las cumbres entre éstos y la Unión Europea).
Angola es hoy un socio comercial y cultural muy importante para Brasil en el África y para su estrategia de convertirse en una de las 5 grandes potencias para mediados de este siglo.


*Por Isaac Bigio - Artigo integral AQUI



El 11 de Noviembre de 1975 Angola fue el último país del África continental en dejar de ser una colonia europea. Angola y los otros 4 Países Africanos de Lengua Oficial Portuguesa (PALOP) fueron las primeras y las últimas dependencias europeas en el mundo negro.
Angola se encuentra a alrededor de 5,000 kilómetros de distancia al sur de la península ibérica y al oeste del sur de América. Sin embargo, esta nación del África austral ha jugado un papel clave en la historia iberoamericana.

Una década antes de que Colón llegase al Caribe, el portugués Diogo Cao arribó al río Congo, el segundo más grande del África luego del Nilo, donde lograría ir creando una asociación entre Portugal y el poderoso reino de los Kongos que se extendía alrededor de los actuales territorios del norte de Angola, los mismos que inicialmente no fueron conquistados por los portugueses. Por el contrario, estos fueron cristianizados y se convirtieron en aliados de Lisboa en la zona.
Sin embargo, a fines del siglo XVI los portugueses fueron tratando de conquistarlos a ellos y a la de los "ngolas" para prevenir que ellos volviesen a coquetear con los holandeses y para centrarse en la trata de esclavos hacia Brasil y el Nuevo Mundo.
Angola se convirtió en un punto estratégico para los portugueses, quienes fueron los primeros europeos en establecer su comercio y sus dominios en el África negra y en el Océano Índico (el cual en los siglos XVI y XVII tenía al portugués como su lengua franca).
Angola fue uno de los principales proveedores de esclavos para re-popular al Nuevo Mundo.
Durante los tres siglos que duraron las colonias sur y centro americanas varios países latinoamericanos llegaron a tener más angolanos que gente nacida en España o Portugal. La herencia angolana en nuestras tierras es riquísima, aunque poco estudiada.

La historia del Brasil se haya muy entrelazada con la de Angola. Entre estas dos colonias portuguesas que se encontraban en lados opuestos del mar hubo un gran flujo. Hoy la mitad de los casi 200 millones de brasileros desciende de esclavos, gran parte de ellos provenientes de Angola y de los PALOP.
Las mismas tropas holandeses que guerreaban contra Portugal por el control del noreste brasilero igualmente lo hacían por las posesiones angolanas. Cuando en 1641-48 los neerlandeses capturaron Luanda, fue la aristocracia carioca, la cual fue tan afectada cuando de esta manera se paraba la llegada de esclavos que usaba para sus plantaciones y para intercambiarlos por plata hispano-americana, quien se encargó enteramente de organizar, financiar y liderar la "reconquista" portuguesa de Angola. Varios de los gobernadores de Angola partieron desde el Brasil.
Durante el periodo colonial Brasil y Angola se hayaron en mutua dependencia.En el siglo XVII unos 10,000 esclavos eran despachados desde Angola anualmente hacia Brasil y el Nuevo Mundo. En el siglo XVIII esta cifra subió a 18,500. Alencastro sostiene que la construcción del Brasil se dio en base a la destrucción de Angola, pues de 1701 a 1810 unos 2 millones de esclavos llegaron al Brasil, de los cuales la mayor parte zarpaban desde Angola. A mediados del siglo XVIII la mayor parte del comercio de esclavos desde Angola era pagada con exportaciones brasileras (como la chachaza y otros licores) y conducida por barcos negreros brasileros (los portugueses llegaron a ser apenas el 15% de ellos). Muchos de los esclavos que salieron desde Angola luego eran comerciados hacia el Caribe, la cuenca del Plata o los Andes.
En la fase final del imperio luso en Brasil (1808-1822) los cariocas fueron quienes administraron Angola y el resto de colonias portuguesas.


Hasta en Perú, que es el país americano que más lejos se haya de Angola por la vía marítima, la presencia angolana marcó mucho del carácter de dicho país. La mayor procesión católica que allí se hace (y posiblemente en todo el mundo) es una para rendir pleitesía al Cristo Moreno, el cual fue pintado por el esclavo angolano Pedro Dalcón. El mayor santo peruano (San Martín de Porras, cuyo nombre ha sido dado a una universidad, un distrito de la capital y un departamento del Perú) fue hijo de una panameña liberta descendiente de angolanos.
Cuando Lima era la capital de la mayor parte del subcontinente suramericano un significativo porcentaje de sus habitantes eran angolanos y africanos. A muchos barrios o poblaciones negras se les denominaba en el Perú virreinal como ‘angolas’. El nombre ‘Angola’ no solo se asocia a barriadas sino también a uno de los hoteles y centros de convención más exclusivos de Lima, los cuales han sido bautizados en honor a ‘María Angola’, la gran campana del Cuzco, considerada como una de las más monumentales y sonoras de Suramérica. El popular plato peruano del escabeche o el baile típico de la costa peruana Landó tienen raíces en Luanda, la capital angolana.

En los últimos años América Latina se ha preciado de haber electo presidentes de ascendencia japonesa (Fujimori), turco-árabe (Menem, Mahuad, Saca o Bucaram), búlgara (Dilma Rousseff), croata (Kirchner), francesa (Bachelet), etc. Sin embargo, no conozco de un solo presidente sur o centro americano que haya reivindicado sus ancestros angolanos.
Hoy en la Hispanoamérica que celebra los bicentenarios de sus independencias es bueno recordar que posiblemente su primer territorio que logró la independencia fue un área de Veracruz en México, la cual en 1570, hace más de 4 siglos, fue liderada por el esclavo liberado Gaspar Yanga, quien llegó allí vía Cabo Verde (el archipiélago afro-portugués), muy posiblemente desde una región del entorno kongo-angolano.

En Londres, la más cosmopolita ciudad del Viejo Mundo, uno puede encontrar comunidades de todos los países del planeta. Al ver uno como buscan socializar entre ellos los diferentes inmigrantes uno se puede ayudar a ver cuales los verdaderos nexos culturales e históricos entre los pueblos. En la capital británica, como se ve en la primera foto, es usual encontrar carteles donde se unen las banderas de Brasil, Angola y Portugal, como el que vemos en esta imagen tomada en la calle principal de Brixton al lado de La Mazorca y Chaney, el restaurante y discoteca hispanoamericanos más populares de dicho popular barrio londinense.
Esas 3 repúblicas colocadas en 3 distintos continentes tienen en común 5 siglos de intercambio, historia, cultura y lengua afines. En las 150 iglesias brasileras del Reino Unido se encuentran mucho más portugueses y angolanos que hispanoamericanos. La Asociación Brasilera del Reino Unido (ABRAS), la cual, con 14,000 afiliados es la mayor organización comunitaria brasileña en Europa (y posiblemente en la diáspora brasilera), tiene más asociados angolanos que la suma de todo el resto de sus miembros provenientes de toda Latinoamérica. Esta semana la profesora brasilera Else Vieira organiza el festival de cine por el 35 aniversario de la independencia luso-africana en la universidad Queens Mary.


Angola es hoy uno de los países africanos más ricos en oro negro y en diamantes. Entre el 2004 y 2007 fue creciendo con una tasa anual promedio de un 15%, una de las cifras más altas del mundo.
De todos los 11 territorios africanos que tienen como lengua oficial al español o al portugués Angola es el que tiene a la mayor población que hable o entienda al menos una lengua ibérica.
Angola ha jugado un rol muy importante en la historia iberoamericana. Entre los siglos XVI y XIX proveyó de multitud de esclavos a las Américas, al punto que hoy debe haber más americano con ascendencia angolana que los 13 a 16 millones de angolanos.
En el siglo XX Angola jugó un rol importante en producir la instalación de la república de Portugal y luego en la caída de la dictadura fascista que ésta tuvo entre 1926 y 1974.
La primera monarquía europea que se expandió al sur de la línea ecuatorial fue la de Portugal. Angola fue una de sus primeras colonias y también uno de los factores que desencadenó su caída.
Tras que Lisboa perdió a su mayor dependencia (Brasil) uno de sus ejes consistió en tratar de unir a sus 2 territorios en el África austral: Angola (de cara al Atlántico sur) y Mozambique (de cara al Índico sur). Para tal efecto de delineó el ‘mapa rosado’ que mostraba las pretensiones de crear un corredor horizontal luso que vaya de oeste a este. Sin embargo, los británicos tenían su propia meta de unir a todas sus colonias desde El Cairo hasta El Cabo en un corredor vertical de norte a sur.

La monarquía de Portugal no se atrevió a desafiar a la corona inglesa, quien además de tener más poder había sido siempre su mayor aliada europea. Su capitulación en los 1890's dio paso a que los británicos estableciesen allí sus colonias de Rodesia (la del norte es hoy Zambia y la del sur es hoy Zimbabue).
Esta rendición generó tal resentimiento interno contra la familia real que terminó por producir un alzamiento hace 100 años. Este, el del 5 de Octubre de 1910, culminaría estableciendo la única república de las 4 entidades de la península ibérica (las otras 3, España, Andorra y Gibraltar, no eligen en comicios a su respectivo jefe de Estado).
El régimen más extenso que tuvo la nueva república portuguesa (la de la dictadura de medio siglo del fascista ‘Estado Novo’) también cayó ayudado por los sucesos en el África lusa. Las guerrillas en Angola y en los otros 4 PALOP fueron minando a la dictadura, la cual se desplomó en Abril 1974. Una de las primeras consecuencias de esa revolución de los clavele fue el que todas las 6 colonias portuguesas (fuera de Macao) se declarasen independientes en un lapso que fue hasta 1975.

Desde la independencia de 1975 hasta el acuerdo de paz del 2002 Angola sufrió la guerra civil más larga del África y una de las más sanguinarias de la II postguerra mundial. Esta produjo 100,000 mutilados, 500,000 muertos y 4 millones de desplazados, altas cifras para una población de 12 a 16 millones de habitantes.
Este conflicto llegó a internacionalizarse como parte de la guerra fría. El UNITA del sur de Angola y el FLNA del norte de Angola recibieron el apoyo de Zaire (liderado por el dictador Mobutu) y de Sudáfrica, mientras el gobierno del MPLA fue secundado por el de Cuba.
El Ché Guevara, antes de partir a Bolivia, había combatido en Zaire, cerca a Angola. La tesis de que Cuba debería irradiarse al África también había estado presente en las conferencias tri-continentales que el castrismo patrocinó en los 1960s.
Desde la segunda mitad de los 1970s la presencia de Cuba se haría muy grande en Angola. Castro envió allí a entre 40 y 50 mil soldados, mil tanques y 50 aviones suyos, para socorrer a los 200,000 combatientes del MPLA. Esta fue la mayor guerra que libró Fidel en el mundo y su éxito ayudó a consolidar el régimen ‘marxista-leninista’ de Angola y de otras partes del continente negro, así como ayudar a que su isla vaya minando el bloqueo de EEUU.


Angola nació así siendo parte de la mayor intervención militar hecha por un país latinoamericano fuera de su continente.
Unos 100,000 cubanos como uniformados, educadores, personal de salud o trabajadores llegaron a Angola, cuya lengua portuguesa es tan parecida a su castellano. La embajada cubana en Luanda ha llegado a ser la segunda de mayor importancia tras la de EEUU.
Hoy Brasil tiene una influencia cultural sobre Angola mayor a la que tiene sobre otros países latinoamericanos. Las novelas y series de TV, los filmes, la lengua y las artes marciales de la Capoeira es algo que une a Brasil con Angola, un país cuya lengua es tan diferente a la de su entorno de habla inglesa o francesa.
El Partido de los Trabajadores gobierna en Brasil y en Angola. Ambas formaciones usan la estrella como símbolo, nacieron como marxistas y han evolucionados hacia convertirse en formaciones de tipo socialdemócrata que aceptan el mercado, las grandes inversiones extranjeras y la democracia multipartidista.
Hoy una gran parte de la población de Portugal, así como de la diáspora portuguesa del mundo proviene de Angola, nación que ya sobrepasa en habitantes al de la misma Portugal.

La suerte de Angola e Iberoamérica está entrelazada. La América ibera tuvo desde sus inicios una masiva inmigración angolana, superior a la de cualquier pueblo europeo al este de los Pirineos. Los angolanos, al igual que otros esclavos, influyeron poderosamente en la cocina, la música, los bailes y la cultura americanas.
Las riquezas de Angola ayudaron a consolidar al imperio de los Braganza evitado que estos corriesen la misma suerte de la realeza de Madrid ante las revoluciones republicanas hispanoamericanas. Los sucesos de Angola ayudaron a producir la caída de la monarquía y luego del fascismo en Lisboa. La guerra angolana dio una gran catapulta a Castro, quien se valió de ella para afianzarse en el poder e ir generando una nueva diplomacia que haría que América Latina crease un bloque con Iberia en 1991 (la actual Comunidad Iberoamericana de Naciones) y luego una serie de organismos que tendiesen a mostrar más autonomía regional ante EEUU (como la comunidad de estados latinoamericanos y caribeños y las cumbres entre éstos y la Unión Europea).
Angola es hoy un socio comercial y cultural muy importante para Brasil en el África y para su estrategia de convertirse en una de las 5 grandes potencias para mediados de este siglo.


*Por Isaac Bigio - Artigo integral AQUI

Friday, 1 October 2010

1960-2010: "The Year of Afrika" 50 Years on (XXI)

This Day in 1960:

The evolution of Nigeria from about 1849 until it attained independence in 1960 is largely the story of the transformational impact of the British on the peoples and cultures of the Niger-Benue area. The colonial authorities sought to define, protect and realise their imperial interest in this portion of West Africa in the hundred or so years between 1862 and 1960. The British were in the Niger-Benue area to pursue their interests, which were largely economic and strategic. In the process of seeking to realise those interests, there were many unplanned-for by-products, one of which was the socio-political aggregation which is known today in international law as the Federal Republic of Nigeria.

The first critical step in this uncertain path was taken in 1849 when, as part of an effort to 'sanitise' the Bights of Benin and Biafra, which were notorious for the slave trade, the British created a consulate for the two Bights. From here, one thing led to another for the British, especially to deeper involvement in the political and economic life of the city states of the Bights and to rivalry with the French who also began showing imperial ambitions in the area.

The result, in time, was that the British converted the coastal consulate and its immediate hinterland into the Oil Rivers Protectorate in 1885, which, in 1893, transformed into the Niger Coast Protectorate. The apparently irreversible logic of this development led to deeper and closer involvement in the administration of the peoples and societies of this segment of Nigeria which, by the middle of the twentieth century, came to be known as Eastern Nigeria.

The second step, along the same path, was taken about 1862 when the British annexed the Lagos Lagoon area and its immediate environs and converted same into a crown colony. According to the British, they did this in order to be better able to abolish the slave trade which used that area as export point. According to Nigerian historians, on the other hand, they did so to be better able to protect their interest in the vital trade route that ran from Lagos, through Ikorodu, lbadan and similar communities, to the Niger waterway in the north and beyond into Hausaland. Be that as it may, by 1897, British influence and power had overflowed the frontiers of Lagos and affected all of Yorubaland which was subsequently attached to Lagos as a Protectorate. The political and administrative unit which came to be known as Western Nigeria in the 1950s came as the end of this second step.

The third and final step in this uncharted path came in 1888. The British administered political 'baptism' on Grenye Goldie's National African Company which had successfully squeezed out rivals, British and non-British, from the trade in the lower Niger, following a trade war of almost unprecedented ferocity. As a result of the 'baptism', Goldie's company became the Royal Niger Company, chartered and limited. It also acquired political and administrative powers over a narrow belt of territory on both sides of the river from the sea to Lokoj'a, as well as over the vast area which, in the 20th century, came to be known as Northern Nigeria.

Between 1951 and 1954, two important constitutional conferences were held in London and Lagos between Nigerian political leaders and the British government. These resulted in a new 1954 Federal Constitution whose main features were: the separation of Lagos, the nation's capital, from the Western Region; the establishment of a Federal Government for Nigeria comprising three regions, namely, North, West and East with a Governor- General at the centre and three Regional Governors; the introduction of an exclusive Federal Legislative List as well as a Concurrent List of responsibilities for both the Federal and Regional Governments, thus resulting in a strong central government and weak regions; regionalisation of the Judiciary and of the public service through the establishment of Regional Public Service Commissions, in addition to the Federal one.

From the point of view of the evolution of the Nigerian state, the most significant thing about the 1954 Constitution, which remained in force until Independence in 1960, was that the Lugardian principle of centralisation was replaced by the formula of decentralisation as a matter of policy in the administration of the Nigerian state. Another significant aspect of that Constitution, which was to cast a long shadow on the development of independent Nigeria, was that the federation it established was unique since one region, the North, was larger than the other two regions, East and West, combined. Thus, at Independence in 1960, the main features of the Nigerian state that had evolved since 1900 were: weak constitutional and institutional basis for development politics; an unbalanced federation; regionalism which engendered mutual jealously and fear; and regionally-based political constituencies.

Indeed, the Nigerian colonial state was perceived by Nigerians, especially the emerging political elite, as an illegitimate foreign system operated according to unfamiliar rules and norms which could not function to promote a sense of common national identity among the diverse ethnic groups or even the three Regions that then made up the country. These legacies of colonialism have remained the bedrock of the many problems of nation building in Nigeria since 1960.


[Partly sourced from here]


This Day in 2010:

At least eight people have been killed in explosions in Nigeria's capital, Abuja, marring celebrations to mark 50 years since independence from the UK. Police have confirmed that two blasts outside the justice ministry were caused by car bombs.
Earlier, the militant group Mend (Movement for the Emancipation of the Niger Delta) had threatened to target the festivities.

Nigeria is a major oil producer, yet most of the population live in poverty.
The bombs went off not far from Eagle Square, where the Nigerian elite had gathered for the official celebrations, but no-one was hurt. President Goodluck Jonathan, who was inspecting a guard of honour at the time, called it a "wicked act of desperation by criminals and murderers". Mend, a militant group in the oil-rich south, issued a threat on Friday morning saying it intended to bomb the event. In the message, the group which is demanding a fairer distribution of the country's oil revenues, said there was "nothing worth celebrating after 50 years of failure".

[here]

Nigeria at 50: what is there to celebrate?

Nigerian blogger Adeola Aderounmu says the country’s democracy is in a shambles and the N17bn for the independence celebrations is money ill-spent.

Nigeria is 50 years old on 1 October 2010. This time in our history does not call for any celebrations. Nigeria used to be the giant and pride of Africa, but that was back in the day. Today, Nigeria’s economy and politics portray sad pictures. The educational system is so bad that Nigerian students are now trooping to Ghana for tutorship. Those who have looted, stole and destroyed the country have sent their children and family members abroad for education and comfort. Nigerians who have genuinely attained economic self-sufficiency also tend to prefer to obtain an education abroad.

It is not only the educational system in Nigeria that has suffered. Almost every aspect of our lives in Nigeria has suffered tremendous setback in such a way that the overall quality of life for the ordinary Nigerian is below an acceptable level for a human. In the Niger Delta, where most of Nigeria's revenues are generated, life is far from being a beauty to behold. National and international conspiracies have transformed the rich oil fields into killing fields and a valley of death and despair.

[here]
This Day in 1960:

The evolution of Nigeria from about 1849 until it attained independence in 1960 is largely the story of the transformational impact of the British on the peoples and cultures of the Niger-Benue area. The colonial authorities sought to define, protect and realise their imperial interest in this portion of West Africa in the hundred or so years between 1862 and 1960. The British were in the Niger-Benue area to pursue their interests, which were largely economic and strategic. In the process of seeking to realise those interests, there were many unplanned-for by-products, one of which was the socio-political aggregation which is known today in international law as the Federal Republic of Nigeria.

The first critical step in this uncertain path was taken in 1849 when, as part of an effort to 'sanitise' the Bights of Benin and Biafra, which were notorious for the slave trade, the British created a consulate for the two Bights. From here, one thing led to another for the British, especially to deeper involvement in the political and economic life of the city states of the Bights and to rivalry with the French who also began showing imperial ambitions in the area.

The result, in time, was that the British converted the coastal consulate and its immediate hinterland into the Oil Rivers Protectorate in 1885, which, in 1893, transformed into the Niger Coast Protectorate. The apparently irreversible logic of this development led to deeper and closer involvement in the administration of the peoples and societies of this segment of Nigeria which, by the middle of the twentieth century, came to be known as Eastern Nigeria.

The second step, along the same path, was taken about 1862 when the British annexed the Lagos Lagoon area and its immediate environs and converted same into a crown colony. According to the British, they did this in order to be better able to abolish the slave trade which used that area as export point. According to Nigerian historians, on the other hand, they did so to be better able to protect their interest in the vital trade route that ran from Lagos, through Ikorodu, lbadan and similar communities, to the Niger waterway in the north and beyond into Hausaland. Be that as it may, by 1897, British influence and power had overflowed the frontiers of Lagos and affected all of Yorubaland which was subsequently attached to Lagos as a Protectorate. The political and administrative unit which came to be known as Western Nigeria in the 1950s came as the end of this second step.

The third and final step in this uncharted path came in 1888. The British administered political 'baptism' on Grenye Goldie's National African Company which had successfully squeezed out rivals, British and non-British, from the trade in the lower Niger, following a trade war of almost unprecedented ferocity. As a result of the 'baptism', Goldie's company became the Royal Niger Company, chartered and limited. It also acquired political and administrative powers over a narrow belt of territory on both sides of the river from the sea to Lokoj'a, as well as over the vast area which, in the 20th century, came to be known as Northern Nigeria.

Between 1951 and 1954, two important constitutional conferences were held in London and Lagos between Nigerian political leaders and the British government. These resulted in a new 1954 Federal Constitution whose main features were: the separation of Lagos, the nation's capital, from the Western Region; the establishment of a Federal Government for Nigeria comprising three regions, namely, North, West and East with a Governor- General at the centre and three Regional Governors; the introduction of an exclusive Federal Legislative List as well as a Concurrent List of responsibilities for both the Federal and Regional Governments, thus resulting in a strong central government and weak regions; regionalisation of the Judiciary and of the public service through the establishment of Regional Public Service Commissions, in addition to the Federal one.

From the point of view of the evolution of the Nigerian state, the most significant thing about the 1954 Constitution, which remained in force until Independence in 1960, was that the Lugardian principle of centralisation was replaced by the formula of decentralisation as a matter of policy in the administration of the Nigerian state. Another significant aspect of that Constitution, which was to cast a long shadow on the development of independent Nigeria, was that the federation it established was unique since one region, the North, was larger than the other two regions, East and West, combined. Thus, at Independence in 1960, the main features of the Nigerian state that had evolved since 1900 were: weak constitutional and institutional basis for development politics; an unbalanced federation; regionalism which engendered mutual jealously and fear; and regionally-based political constituencies.

Indeed, the Nigerian colonial state was perceived by Nigerians, especially the emerging political elite, as an illegitimate foreign system operated according to unfamiliar rules and norms which could not function to promote a sense of common national identity among the diverse ethnic groups or even the three Regions that then made up the country. These legacies of colonialism have remained the bedrock of the many problems of nation building in Nigeria since 1960.


[Partly sourced from here]


This Day in 2010:

At least eight people have been killed in explosions in Nigeria's capital, Abuja, marring celebrations to mark 50 years since independence from the UK. Police have confirmed that two blasts outside the justice ministry were caused by car bombs.
Earlier, the militant group Mend (Movement for the Emancipation of the Niger Delta) had threatened to target the festivities.

Nigeria is a major oil producer, yet most of the population live in poverty.
The bombs went off not far from Eagle Square, where the Nigerian elite had gathered for the official celebrations, but no-one was hurt. President Goodluck Jonathan, who was inspecting a guard of honour at the time, called it a "wicked act of desperation by criminals and murderers". Mend, a militant group in the oil-rich south, issued a threat on Friday morning saying it intended to bomb the event. In the message, the group which is demanding a fairer distribution of the country's oil revenues, said there was "nothing worth celebrating after 50 years of failure".

[here]

Nigeria at 50: what is there to celebrate?

Nigerian blogger Adeola Aderounmu says the country’s democracy is in a shambles and the N17bn for the independence celebrations is money ill-spent.

Nigeria is 50 years old on 1 October 2010. This time in our history does not call for any celebrations. Nigeria used to be the giant and pride of Africa, but that was back in the day. Today, Nigeria’s economy and politics portray sad pictures. The educational system is so bad that Nigerian students are now trooping to Ghana for tutorship. Those who have looted, stole and destroyed the country have sent their children and family members abroad for education and comfort. Nigerians who have genuinely attained economic self-sufficiency also tend to prefer to obtain an education abroad.

It is not only the educational system in Nigeria that has suffered. Almost every aspect of our lives in Nigeria has suffered tremendous setback in such a way that the overall quality of life for the ordinary Nigerian is below an acceptable level for a human. In the Niger Delta, where most of Nigeria's revenues are generated, life is far from being a beauty to behold. National and international conspiracies have transformed the rich oil fields into killing fields and a valley of death and despair.

[here]

Wednesday, 22 September 2010

1960-2010: "The Year of Afrika" 50 Years On (XX)

This Day in 1960:

The recorded history of the area now called Mali begins with the empire of Ghana, which is said to date from the 4th century AD . At its height in the 10th century, it occupied eastern Senegal, southwest Mali, and southern Mauritania and carried on a steady trade across the Sahara with Arab states. The Ghana Empire disintegrated by the 13th century and was succeeded by the Mali Empire, from which the independent republic takes its name.

The Mali Empire reached its peak in the 14th century under Mansa Musa (r.1312–37), who captured Tombouctou and made Mali a center of Muslim scholarship. Tombouctou and Djenné became key centers for trans-Sahara trade. By the 17th century, however, the empire had ceased to exist, and the Tuareg took much of the northern area. Meanwhile, to the east, the Songhai Empire was founded around AD 700 on the middle Niger. Later centered at Gao, the empire was at its zenith after the capture of Tombouctou in 1468. The chief rulers in this period were Sonni 'Ali Ber (r.1464–92) and Askia Muhammad I (r.1492–1528).

In 1591, the Songhai fell to an invading Moroccan army, which established secure bases at Gao, Tombouctou, and Djenné. Under Moroccan rule, a military caste known as the Arma developed, which controlled the countryside, but by 1780, the area had become fragmented into petty states. In the 19th century, al-Hajj 'Umar, a member of the Tukulor tribe, waged a Muslim holy war against the pagans of the area. In 1862, he conquered Ségou and Macina, and the next year he plundered Tombouctou. He was killed in 1864 trying to put down a rebellion. Around 1880, the French began their advance into what was to become the Republic of Mali. They were opposed from 1882 to 1898 by Samory Touré, a Malinké (Mandingo) leader who was ultimately captured and exiled. The capture of Sikasso in 1898 completed the French conquest.

Under French administration, the area became known as French Sudan (Soudan Français) and was a part of French West Africa. Achievements of French rule included the building of the Dakar-Bamako railway and a Niger Delta development scheme. In 1946, the Sudanese became French citizens, with representation in the French parliament. Under the constitution of 1946, the franchise was enlarged and a territorial assembly was established. Universal suffrage was established in 1957, when enlarged powers were conferred on the territorial assembly, which was also given the right to elect a council of ministers responsible for the administration of internal affairs. In 1958, under the constitution of the Fifth French Republic, French Sudan became an autonomous republic, called the Sudanese Republic, within the French Community.

In January 1959, in Dakar, representatives of the Sudanese Republic, Senegal, Dahomey (now Benin), and Upper Volta (now Burkina Faso) drafted a constitution of the Federation of Mali (named after the medieval African empire), but only the assemblies of the Sudanese Republic and Senegal ratified it and became members of the federation. Later that year the new Mali Federation asked the French Community to grant it complete sovereignty while permitting it to remaining a member of the Community. The Mali Federation became a sovereign state in June 1960.Discord soon arose over external and internal policy, and on 20 August 1960, the federation was dissolved.

On 22 September 1960, the Sudan declared itself independent as the Republic of Mali. Modibo Keita, a cofounder of the African Democratic Assembly and political secretary of the Mali Federation's African Federation Party, took control of the government. The break with Senegal was followed by the decision to leave the French Community. All ties between Senegal and Mali were severed, and Mali embargoed trade with or through Senegal until 1963, when an accord was reached.

The one-party dictatorship led by President Keita evolved into a socialist regime modeled on that of the People's Republic of China. However, by 1968, economic problems and discontent became severe. On 19 November, Keita was overthrown in a bloodless coup led by Lt. (later Gen.) Moussa Traoré. The 1960 constitution was abolished, and a 14-member Military Committee for National Liberation took command. The junta brought Mali back into the franc zone in 1968 and opened its doors to investment from nonsocialist as well as socialist countries.

This Day in 2010:


Mali celebrated 50 years of independence from France Wednesday amid a hostage crisis, with Al-Qaeda militants holding seven foreigners captive, five of them French, in the north of the country. French Interior Minister Brice Hortefeux was in Bamako for the independence celebrations and was to meet his Malian counterpart President Amadou Toumani Toure.

Hortefeux was also likely to meet other African heads of state in Bamako, including Mauritania's Mohamed Ould Abdel Aziz, sources said. Discussions would focus on a military offensive by the Mauritania army against Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM) units in Mali from September 17 to 19. The outfit has claimed responsibility for the kidnappings.

The five French, one Togolese and one Madagascan hostages were kidnapped in Niger last Thursday and transferred to Mali, which borders Mauritania. Heads of state from Benin, Burkina Faso, Cape Verde, Chad, Congo-Brazzaville, Guinea, Libya, Mauritania and Togo were attending the independence celebration and many were expected to hold talks. "The festival comes at a time when there are many security problems in the region. It's normal that the heads of state shall consult," a Malian official said.

Malian musical duo Amadou et Mariam are known internationally for their music combining Malian and international influences.
They were the ones I was talking about, some three years ago (here): Beaux Dimanches: it's the title of a nice, simple song by an African duo (sorry I didn't get their names, but apparently they're from Bamako) I heard in the wrap-up of this year's Glastonbury Festival. It was also what it was today in London, after days of continuous rain!

[Sourced from here and here]

This Day in 1960:

The recorded history of the area now called Mali begins with the empire of Ghana, which is said to date from the 4th century AD . At its height in the 10th century, it occupied eastern Senegal, southwest Mali, and southern Mauritania and carried on a steady trade across the Sahara with Arab states. The Ghana Empire disintegrated by the 13th century and was succeeded by the Mali Empire, from which the independent republic takes its name.

The Mali Empire reached its peak in the 14th century under Mansa Musa (r.1312–37), who captured Tombouctou and made Mali a center of Muslim scholarship. Tombouctou and Djenné became key centers for trans-Sahara trade. By the 17th century, however, the empire had ceased to exist, and the Tuareg took much of the northern area. Meanwhile, to the east, the Songhai Empire was founded around AD 700 on the middle Niger. Later centered at Gao, the empire was at its zenith after the capture of Tombouctou in 1468. The chief rulers in this period were Sonni 'Ali Ber (r.1464–92) and Askia Muhammad I (r.1492–1528).

In 1591, the Songhai fell to an invading Moroccan army, which established secure bases at Gao, Tombouctou, and Djenné. Under Moroccan rule, a military caste known as the Arma developed, which controlled the countryside, but by 1780, the area had become fragmented into petty states. In the 19th century, al-Hajj 'Umar, a member of the Tukulor tribe, waged a Muslim holy war against the pagans of the area. In 1862, he conquered Ségou and Macina, and the next year he plundered Tombouctou. He was killed in 1864 trying to put down a rebellion. Around 1880, the French began their advance into what was to become the Republic of Mali. They were opposed from 1882 to 1898 by Samory Touré, a Malinké (Mandingo) leader who was ultimately captured and exiled. The capture of Sikasso in 1898 completed the French conquest.

Under French administration, the area became known as French Sudan (Soudan Français) and was a part of French West Africa. Achievements of French rule included the building of the Dakar-Bamako railway and a Niger Delta development scheme. In 1946, the Sudanese became French citizens, with representation in the French parliament. Under the constitution of 1946, the franchise was enlarged and a territorial assembly was established. Universal suffrage was established in 1957, when enlarged powers were conferred on the territorial assembly, which was also given the right to elect a council of ministers responsible for the administration of internal affairs. In 1958, under the constitution of the Fifth French Republic, French Sudan became an autonomous republic, called the Sudanese Republic, within the French Community.

In January 1959, in Dakar, representatives of the Sudanese Republic, Senegal, Dahomey (now Benin), and Upper Volta (now Burkina Faso) drafted a constitution of the Federation of Mali (named after the medieval African empire), but only the assemblies of the Sudanese Republic and Senegal ratified it and became members of the federation. Later that year the new Mali Federation asked the French Community to grant it complete sovereignty while permitting it to remaining a member of the Community. The Mali Federation became a sovereign state in June 1960.Discord soon arose over external and internal policy, and on 20 August 1960, the federation was dissolved.

On 22 September 1960, the Sudan declared itself independent as the Republic of Mali. Modibo Keita, a cofounder of the African Democratic Assembly and political secretary of the Mali Federation's African Federation Party, took control of the government. The break with Senegal was followed by the decision to leave the French Community. All ties between Senegal and Mali were severed, and Mali embargoed trade with or through Senegal until 1963, when an accord was reached.

The one-party dictatorship led by President Keita evolved into a socialist regime modeled on that of the People's Republic of China. However, by 1968, economic problems and discontent became severe. On 19 November, Keita was overthrown in a bloodless coup led by Lt. (later Gen.) Moussa Traoré. The 1960 constitution was abolished, and a 14-member Military Committee for National Liberation took command. The junta brought Mali back into the franc zone in 1968 and opened its doors to investment from nonsocialist as well as socialist countries.

This Day in 2010:


Mali celebrated 50 years of independence from France Wednesday amid a hostage crisis, with Al-Qaeda militants holding seven foreigners captive, five of them French, in the north of the country. French Interior Minister Brice Hortefeux was in Bamako for the independence celebrations and was to meet his Malian counterpart President Amadou Toumani Toure.

Hortefeux was also likely to meet other African heads of state in Bamako, including Mauritania's Mohamed Ould Abdel Aziz, sources said. Discussions would focus on a military offensive by the Mauritania army against Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM) units in Mali from September 17 to 19. The outfit has claimed responsibility for the kidnappings.

The five French, one Togolese and one Madagascan hostages were kidnapped in Niger last Thursday and transferred to Mali, which borders Mauritania. Heads of state from Benin, Burkina Faso, Cape Verde, Chad, Congo-Brazzaville, Guinea, Libya, Mauritania and Togo were attending the independence celebration and many were expected to hold talks. "The festival comes at a time when there are many security problems in the region. It's normal that the heads of state shall consult," a Malian official said.

Malian musical duo Amadou et Mariam are known internationally for their music combining Malian and international influences.
They were the ones I was talking about, some three years ago (here): Beaux Dimanches: it's the title of a nice, simple song by an African duo (sorry I didn't get their names, but apparently they're from Bamako) I heard in the wrap-up of this year's Glastonbury Festival. It was also what it was today in London, after days of continuous rain!

[Sourced from here and here]

Friday, 17 September 2010

No 'Dia do Heroi Nacional'


A Renúncia Impossível









Negação


Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser

Quero destruir-me
- Atirar-me de pontes elevadas
e deixar-me despedaçar
sobre as pedras duras das calçadas

Pulverizar o meu ser
desaparecer
não deixar sequer traço de passagem
pelo mundo.

Quero matar-me
e deixar que o não-eu
se aposse de mim.

Mais do que um simples suicídio
quero que esta minha morte
Seja uma verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
até mesmo nos cérebros
daqueles que me odeiam
até mesmo no tempo
e se processe a História
e o mundo continue
como se eu nunca tivesse existido
como se nenhuma obra tivesse produzido
como se nada tivesse influenciado na vida
como se em vez de valor negativo
eu fosse Zero.

Quero ascender, subir
elevar-me até atingir o Zero
e desaparecer.
Deixai-me desaparecer!

Mas antes vou gritar
com toda a força dos meus pulmões
para que o mundo oiça:

- Fui eu quem renunciou à Vida!
Podeis continuar a ocupar o meu lugar
vós os que mo roubastes

Aí tendes o mundo todo para vós
para mim nada quero
nem riqueza nem pobreza
nem alegria nem tristeza
nem vida nem morte
nada.

Não sou. Não existo. Nunca fui.
Renuncio-me
Atingi o Zero

E agora,
Vivei, cantai, chorai
casai-vos, matai-vos, embriagai-vos
dai sêmolas aos pobres.
Nada me pode interessar
que eu não sou
Atingi o Zero!

Não contem comigo
para vos servir às refeições
nem para cavar os diamantes
que vossas mulheres irão ostentar em salões
nem para cuidar das vossas plantações
de café e algodão
não contem com operários
para amamentar os vossos filhos sifilíticos
não contem com operários
de segunda categoria
para fazer o trabalho de que vos orgulhais
nem com soldados inconscientes
para gritar com o estômago vazio
vivas ao nosso trabalho de civilização
nem com lacaios
para vos tirarem os sapatos
de madrugada
quando regressardes de orgias nocturnas
nem com pretos medrosos
para vos oferecer vacas
e vender molho a tostão
nem com corpos de mulheres
para vos alimentar de prazeres
nos ócios da vossa abundância imoral.

Não contem comigo
Renuncio-me.
Eu atingi o Zero
Não existo. Nunca existi.
Não quero vida nem morte
Nada!
Podeis agora queimar
os letreiros medrosos
que às portas dos bars, hotéis e recintos públicos
gritam o vosso egoísmo
nas frases: “SÓ PARA BRANCOS” ou “ONLY TO COLOURED MEN”
Negros aqui. Brancos acolá.








Podeis acabar
com os miseráveis bairros de negros
que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem “colour lines”
sem terdes que dizer aos fregueses negros
que os hotéis estão abarrotados
que não há mais mesas nos restaurantes.
Banhai-vos descansados
nas vossas praias e piscinas
que nunca houve negros no mundo
que sujassem as águas
ou os vossos nojentos preconceitos
com a sua escura presença.

Podeis transformar em toureiros
ou em magarefes
os membros da Ku-klux-klan
para que matem a sua fome sanguinária
nas feridas dos touros que descem à arena.
Não há negros para linchar!

Porque hesitais agora!
Ao menos tendes oportunidade
para proclamardes democracias
com sinceridade

Podeis inventar uma nova História.
Inclusivamente podeis atribuir-vos a criação do mundo.
Tudo foi feito por vós
Ah!
que satisfação eu sinto
por ver-vos alegres no vosso orgulho
e loucos na vossa mania de superioridade.

Nunca houve negros!
A África foi construída só por vós
A América foi colonizada só por vós
A Europa não conhece civilizações africanas
Nunca um negro beijou uma branca
nem um negro foi linchado
nunca mataram pretos a golpes de cavalomarinho
para lhes possuírem as mulheres
nunca extorquiram propriedades a pretos
não tendes, nunca tivestes filhos com sangue negro
ó racistas de desbragada lubricidade
Fartai-vos agora dentro da moral.

Que satisfação eu sinto
por não terdes que falsear os padrões morais
para salvaguardar
o prestigio, a superioridade e o estômago
dos vossos filhos.

Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
é um sádico prazer
de ver-vos bem instalados no vosso mundo
sem necessidade de jogos falsos.

Eu elevado até o Zero
eu transformado no Nada-historico
Eu no inicio dos Tempos
eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo
sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!

Não há nas ruas de Luanda
Negros descalços e sujos
a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização
em Lourenço Marques
em Nova York, em Leopoldville
em Cape-Town
gritam pelas ruas
a foguetear alegria nos ares:
-Não há negros nas ruas!
Nunca houve.
Não há negros preguiçosos
a deixar os campos por cultivar
e renitentes à escravização
já não há negros para roubar.
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto
e o suor do rosto é a poesia da vida.







Não existe música negra
Nunca houve batuques nas florestas do Congo
Quem falou em spirituals?

Vá de encher os salões
de Debussy Strauss Korsakoff.
Já não há selvagens na terra.
Viva a civilização dos homens superiores
sem manchas negróides
a perturbar-lhe a estética!

Nunca houve descobrimentos
a África foi criada com o mundo.

O que é a colonização?
O que são massacres de negros?
O que são os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece.

A história está errada
Nunca houve escravatura
nunca houve domínio de minorias
orgulhosas da sua força

Acabai com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo mundo
sobre a terra só há cristãos
vós sois todos cristãos.

Não há infiéis por converter
Escusai de imaginar mais infidelidades religiosas
para justificar
Repugnantes actos de barbarismo.

Não necessitais enviar mais missionários
a África
nem aos bairros de negros
Nunca houve feitiços
nem concepções religiosas diferentes
nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar.

Acabai tudo, tudo
e vós sois todos irmãos.
Podeis continuar com os vossos sistemas
socialistas ou capitalista
que isso não me interessa.
Explorai o proletariado
ou dai-lhe de comer
isso é convosco.

Continuai com os vossos sistemas políticos
ditaduras democracias.
Matai-vos uns aos outros
lutai pela glória
lutai pelo poder
criai minorias fortes
que protejam os seus comp…
apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
criai mais castas
aburguesai as ideias
e tudo sem a complicação
de verdes intrusos
imiscuir-se na vossa querida
e defendida civilização
dos homens privilegiados.







Homens irmãos
dai-vos as mãos
gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
únicos habitantes da Terra.

Eu atingi o Zero!

Isto simplifica extraordinariamente
a vossa ética.
Ao menos não percais agora
a ocasião de serdes honestos.
Se houver terramotos
Calamidades, cheias ou epidemias
ou terras a defender da invasão das águas
ou motores parados nas lamas de selvas africanas
raios partam!
já não tereis de chamar-me
para acudir ás vossas desgraças
para reparar os vossos desastres
ou para carregar com a culpa das vossas incúrias.
Ide para o diabo!

Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi.
Atingi o Zero
o Nada.
Abençoada a Hora
do meu super-suicidio
para vós
homens que construís sistemas morais
para enquadrar imoralidades
O sol brilha só para vós
a lua reflecte luz só para vós
nunca houve esclavagistas
nem massacres
Nem ocupações da África.
Como até a história
se transforma num Tratado Moral
sem necessidade de arranjos apressados!

Não existem os pretos dos cais e do caminho de
ferro.
Nos locais de trabalho nunca se ouviram cantos
dolentes
só há chiadeira dos guindastes.
Nunca pisaram os caminhos do mato
carregados com quilos às costas
são os motores que se queimam sob as cargas
Ó pretos submissos humildes ou tímidos
Sem lugar nas cidades
ou nos escaninhos da honestidade
ou nos recantos da força
com a alma poisada no sinal menos,
polígamos declarados
dançarinos de batuques sensuais
sabei que subistes todos de valor
Atingistes o Zero
sois Nada
e salvastes o Homem.







Acabou-se o ódio de raças
e o trabalho de civilização
e a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado dos meninos de olhos azuis
e as extorsões e compulsões
e as palmatoadas e torturas
para obrigar inocentes a confessar crimes
e os medos de revolta
e as complicadas demarches politicas
para iludir as almas simples.

Acabaram-se as complicações sociais!
Atingi o zero
Cheguei à hora do inicio do mundo
E resolvi não existir.

Cheguei ao Zero-Espaço
ao nada-tempo
ao Eu coincidente com vós-Tudo.

E o que é mais importante
Salvei o mundo.












Afirmação


Ah!

Faça-se luz no meu espírito
LUZ!

Calem–se as frases loucas
Desta renúncia impossível.


Eu–todos nunca me enganei
nunca coincidirei com o nada
não me deitarei nunca debaixo dos comboios


Não fui eu quem falou
da salvação do mundo
à custa da minha existência
da transformação do valor negativo em Zero
por meio do castigo ao inocente
em super – suicídio novidade histórica


Quem falou não fui eu
foi a minha loucura.


O meu lugar está marcado
no campo da luta
para conquista da vida perdida


Eu sou. Existo
As minhas mãos colocaram pedras
nos alicerces do mundo
Tenho direito ao meu pedaço de pão


Sou um valor positivo
da humanidade
e não abdico,
nunca abdicarei!


Seguirei com os homens livres
O meu caminho
para a liberdade e para a Vida.
Perdoem–me os cinco minutos de loucura
que vivi.





A Renúncia Impossível









Negação


Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser

Quero destruir-me
- Atirar-me de pontes elevadas
e deixar-me despedaçar
sobre as pedras duras das calçadas

Pulverizar o meu ser
desaparecer
não deixar sequer traço de passagem
pelo mundo.

Quero matar-me
e deixar que o não-eu
se aposse de mim.

Mais do que um simples suicídio
quero que esta minha morte
Seja uma verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
até mesmo nos cérebros
daqueles que me odeiam
até mesmo no tempo
e se processe a História
e o mundo continue
como se eu nunca tivesse existido
como se nenhuma obra tivesse produzido
como se nada tivesse influenciado na vida
como se em vez de valor negativo
eu fosse Zero.

Quero ascender, subir
elevar-me até atingir o Zero
e desaparecer.
Deixai-me desaparecer!

Mas antes vou gritar
com toda a força dos meus pulmões
para que o mundo oiça:

- Fui eu quem renunciou à Vida!
Podeis continuar a ocupar o meu lugar
vós os que mo roubastes

Aí tendes o mundo todo para vós
para mim nada quero
nem riqueza nem pobreza
nem alegria nem tristeza
nem vida nem morte
nada.

Não sou. Não existo. Nunca fui.
Renuncio-me
Atingi o Zero

E agora,
Vivei, cantai, chorai
casai-vos, matai-vos, embriagai-vos
dai sêmolas aos pobres.
Nada me pode interessar
que eu não sou
Atingi o Zero!

Não contem comigo
para vos servir às refeições
nem para cavar os diamantes
que vossas mulheres irão ostentar em salões
nem para cuidar das vossas plantações
de café e algodão
não contem com operários
para amamentar os vossos filhos sifilíticos
não contem com operários
de segunda categoria
para fazer o trabalho de que vos orgulhais
nem com soldados inconscientes
para gritar com o estômago vazio
vivas ao nosso trabalho de civilização
nem com lacaios
para vos tirarem os sapatos
de madrugada
quando regressardes de orgias nocturnas
nem com pretos medrosos
para vos oferecer vacas
e vender molho a tostão
nem com corpos de mulheres
para vos alimentar de prazeres
nos ócios da vossa abundância imoral.

Não contem comigo
Renuncio-me.
Eu atingi o Zero
Não existo. Nunca existi.
Não quero vida nem morte
Nada!
Podeis agora queimar
os letreiros medrosos
que às portas dos bars, hotéis e recintos públicos
gritam o vosso egoísmo
nas frases: “SÓ PARA BRANCOS” ou “ONLY TO COLOURED MEN”
Negros aqui. Brancos acolá.








Podeis acabar
com os miseráveis bairros de negros
que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem “colour lines”
sem terdes que dizer aos fregueses negros
que os hotéis estão abarrotados
que não há mais mesas nos restaurantes.
Banhai-vos descansados
nas vossas praias e piscinas
que nunca houve negros no mundo
que sujassem as águas
ou os vossos nojentos preconceitos
com a sua escura presença.

Podeis transformar em toureiros
ou em magarefes
os membros da Ku-klux-klan
para que matem a sua fome sanguinária
nas feridas dos touros que descem à arena.
Não há negros para linchar!

Porque hesitais agora!
Ao menos tendes oportunidade
para proclamardes democracias
com sinceridade

Podeis inventar uma nova História.
Inclusivamente podeis atribuir-vos a criação do mundo.
Tudo foi feito por vós
Ah!
que satisfação eu sinto
por ver-vos alegres no vosso orgulho
e loucos na vossa mania de superioridade.

Nunca houve negros!
A África foi construída só por vós
A América foi colonizada só por vós
A Europa não conhece civilizações africanas
Nunca um negro beijou uma branca
nem um negro foi linchado
nunca mataram pretos a golpes de cavalomarinho
para lhes possuírem as mulheres
nunca extorquiram propriedades a pretos
não tendes, nunca tivestes filhos com sangue negro
ó racistas de desbragada lubricidade
Fartai-vos agora dentro da moral.

Que satisfação eu sinto
por não terdes que falsear os padrões morais
para salvaguardar
o prestigio, a superioridade e o estômago
dos vossos filhos.

Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
é um sádico prazer
de ver-vos bem instalados no vosso mundo
sem necessidade de jogos falsos.

Eu elevado até o Zero
eu transformado no Nada-historico
Eu no inicio dos Tempos
eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo
sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!

Não há nas ruas de Luanda
Negros descalços e sujos
a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização
em Lourenço Marques
em Nova York, em Leopoldville
em Cape-Town
gritam pelas ruas
a foguetear alegria nos ares:
-Não há negros nas ruas!
Nunca houve.
Não há negros preguiçosos
a deixar os campos por cultivar
e renitentes à escravização
já não há negros para roubar.
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto
e o suor do rosto é a poesia da vida.







Não existe música negra
Nunca houve batuques nas florestas do Congo
Quem falou em spirituals?

Vá de encher os salões
de Debussy Strauss Korsakoff.
Já não há selvagens na terra.
Viva a civilização dos homens superiores
sem manchas negróides
a perturbar-lhe a estética!

Nunca houve descobrimentos
a África foi criada com o mundo.

O que é a colonização?
O que são massacres de negros?
O que são os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece.

A história está errada
Nunca houve escravatura
nunca houve domínio de minorias
orgulhosas da sua força

Acabai com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo mundo
sobre a terra só há cristãos
vós sois todos cristãos.

Não há infiéis por converter
Escusai de imaginar mais infidelidades religiosas
para justificar
Repugnantes actos de barbarismo.

Não necessitais enviar mais missionários
a África
nem aos bairros de negros
Nunca houve feitiços
nem concepções religiosas diferentes
nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar.

Acabai tudo, tudo
e vós sois todos irmãos.
Podeis continuar com os vossos sistemas
socialistas ou capitalista
que isso não me interessa.
Explorai o proletariado
ou dai-lhe de comer
isso é convosco.

Continuai com os vossos sistemas políticos
ditaduras democracias.
Matai-vos uns aos outros
lutai pela glória
lutai pelo poder
criai minorias fortes
que protejam os seus comp…
apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
criai mais castas
aburguesai as ideias
e tudo sem a complicação
de verdes intrusos
imiscuir-se na vossa querida
e defendida civilização
dos homens privilegiados.







Homens irmãos
dai-vos as mãos
gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
únicos habitantes da Terra.

Eu atingi o Zero!

Isto simplifica extraordinariamente
a vossa ética.
Ao menos não percais agora
a ocasião de serdes honestos.
Se houver terramotos
Calamidades, cheias ou epidemias
ou terras a defender da invasão das águas
ou motores parados nas lamas de selvas africanas
raios partam!
já não tereis de chamar-me
para acudir ás vossas desgraças
para reparar os vossos desastres
ou para carregar com a culpa das vossas incúrias.
Ide para o diabo!

Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi.
Atingi o Zero
o Nada.
Abençoada a Hora
do meu super-suicidio
para vós
homens que construís sistemas morais
para enquadrar imoralidades
O sol brilha só para vós
a lua reflecte luz só para vós
nunca houve esclavagistas
nem massacres
Nem ocupações da África.
Como até a história
se transforma num Tratado Moral
sem necessidade de arranjos apressados!

Não existem os pretos dos cais e do caminho de
ferro.
Nos locais de trabalho nunca se ouviram cantos
dolentes
só há chiadeira dos guindastes.
Nunca pisaram os caminhos do mato
carregados com quilos às costas
são os motores que se queimam sob as cargas
Ó pretos submissos humildes ou tímidos
Sem lugar nas cidades
ou nos escaninhos da honestidade
ou nos recantos da força
com a alma poisada no sinal menos,
polígamos declarados
dançarinos de batuques sensuais
sabei que subistes todos de valor
Atingistes o Zero
sois Nada
e salvastes o Homem.







Acabou-se o ódio de raças
e o trabalho de civilização
e a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado dos meninos de olhos azuis
e as extorsões e compulsões
e as palmatoadas e torturas
para obrigar inocentes a confessar crimes
e os medos de revolta
e as complicadas demarches politicas
para iludir as almas simples.

Acabaram-se as complicações sociais!
Atingi o zero
Cheguei à hora do inicio do mundo
E resolvi não existir.

Cheguei ao Zero-Espaço
ao nada-tempo
ao Eu coincidente com vós-Tudo.

E o que é mais importante
Salvei o mundo.












Afirmação


Ah!

Faça-se luz no meu espírito
LUZ!

Calem–se as frases loucas
Desta renúncia impossível.


Eu–todos nunca me enganei
nunca coincidirei com o nada
não me deitarei nunca debaixo dos comboios


Não fui eu quem falou
da salvação do mundo
à custa da minha existência
da transformação do valor negativo em Zero
por meio do castigo ao inocente
em super – suicídio novidade histórica


Quem falou não fui eu
foi a minha loucura.


O meu lugar está marcado
no campo da luta
para conquista da vida perdida


Eu sou. Existo
As minhas mãos colocaram pedras
nos alicerces do mundo
Tenho direito ao meu pedaço de pão


Sou um valor positivo
da humanidade
e não abdico,
nunca abdicarei!


Seguirei com os homens livres
O meu caminho
para a liberdade e para a Vida.
Perdoem–me os cinco minutos de loucura
que vivi.




Tuesday, 17 August 2010

1960-2010: "The Year of Africa" 50 Years On (XVIII)

This Day in 1960:


Bantu peoples began to migrate to what is now Gabon from Cameroon and eastern Nigeria at least 2,000 years ago. The Portuguese sighted the coast as early as 1470 and gave Gabon its name because the shape of the Rio de Como estuary reminded them of a "gabao," a Portuguese hooded cloak.

The Portuguese founded permanent outposts, notably at the mouth of the Ogooué River, and their missionaries followed shortly. After the Portuguese, the region was visited by the English, Dutch, and French.

During the 17th century, the great French trading companies entered the slave trade. French Jesuit missionaries were active along the coast during this period, and their influence eventually extended to the powerful native kingdoms inland.

French explorers gradually penetrated the interior after 1847. During 1855–59, Paul du Chaillu went up the Ogooué River, where he became the first European to see a live gorilla. He was followed by the Marquis de Compiègne, Alfred Marche, and other explorers, who mapped out its tributaries.

Pierre Savorgnan de Brazza explored almost the entire course of the river during 1876–78. In 1880, he founded Franceville.

In 1885, the Congress of Berlin recognized French rights over the right bank of the Congo, an area that Brazza had explored extensively. In 1890, Gabon formally became a part of French Congo.

It was separated into a district administrative region in 1903 and in 1910 was organized as a separate colony, part of French Equatorial Africa. In 1940, Free French forces ousted the Vichy government from Gabon.

Léon Mba and Jean-Hilaire Aubame were the early leaders of the independence movement in Gabon, but their political inclinations were different. Mba led the Gabon Democratic Bloc; Aubame led the Gabonese branch of the Party of African Reunion. The latter actively sought the formation of federal, supranational groupings in Africa, whereas the former was strongly opposed to such associations.

Underlying the attitude of Mba was the belief that Gabon, having the richest economic potential in the region, would end up supporting its poorer neighbors in any federal system.
In a referendum on 28 September 1958, the territory of Gabon voted to become an autonomous republic within the French Community. On 19 February 1959, a constitution was adopted, and a provisional government headed by Mba became the first official government of Gabon. Independence was formally proclaimed on 17 August 1960.

This Day in 2010:

Gabon marked its 50th anniversary of independence from France on Tuesday with a grand military parade of some 7,000 men on the Libreville seafront watched by invited heads of state. Troops of the French forces stationed in Gabon as well as soldiers from Senegal took part in the march. Relations between France and oil-producing Gabon have always been close.

On Monday night, a big sound and light show brought thousands of people to the beach of the central African capital. Tuesday night is to be marked by an "inter-generational" concert featuring more than 50 artists around the Omar Bongo stadium. Organisers expect tens of thousands of people to attend.

Gabon, a small west African oil-producer seeking to emerge from decades of dictatorship, is planning $4.5bn of agriculture and infrastructure ventures in what would rank among the biggest investment packages by Asian powers in Africa.
In an announcement timed to coincide with the celebrations of the 50th anniversary of Gabon’s independence from France, the government said Indian and Singaporean groups would invest in timber, palm oil, housing and road-building projects as well as constructing a special economic zone.


Gabon was ruled for 41 years by Omar Bongo – Africa’s longest-serving ruler at his death. While most of the country languished in penury, Gabon’s thirsty elite made the country the world’s highest per capita consumer of champagne.
None could match Mr Bongo’s personal fortune, among the largest anywhere. He became a prime mover in the politics of France, the former colonial power.
Since succeeding his late father, Ali Ben Bongo Ondimba, previously defence minister, has sought to project a different image.
The investment plans would create tens of thousands of jobs in the nation of 1.5m people, Mr. Bongo said.

[Sources: various; Early colonial period illustrations from here]

This Day in 1960:


Bantu peoples began to migrate to what is now Gabon from Cameroon and eastern Nigeria at least 2,000 years ago. The Portuguese sighted the coast as early as 1470 and gave Gabon its name because the shape of the Rio de Como estuary reminded them of a "gabao," a Portuguese hooded cloak.

The Portuguese founded permanent outposts, notably at the mouth of the Ogooué River, and their missionaries followed shortly. After the Portuguese, the region was visited by the English, Dutch, and French.

During the 17th century, the great French trading companies entered the slave trade. French Jesuit missionaries were active along the coast during this period, and their influence eventually extended to the powerful native kingdoms inland.

French explorers gradually penetrated the interior after 1847. During 1855–59, Paul du Chaillu went up the Ogooué River, where he became the first European to see a live gorilla. He was followed by the Marquis de Compiègne, Alfred Marche, and other explorers, who mapped out its tributaries.

Pierre Savorgnan de Brazza explored almost the entire course of the river during 1876–78. In 1880, he founded Franceville.

In 1885, the Congress of Berlin recognized French rights over the right bank of the Congo, an area that Brazza had explored extensively. In 1890, Gabon formally became a part of French Congo.

It was separated into a district administrative region in 1903 and in 1910 was organized as a separate colony, part of French Equatorial Africa. In 1940, Free French forces ousted the Vichy government from Gabon.

Léon Mba and Jean-Hilaire Aubame were the early leaders of the independence movement in Gabon, but their political inclinations were different. Mba led the Gabon Democratic Bloc; Aubame led the Gabonese branch of the Party of African Reunion. The latter actively sought the formation of federal, supranational groupings in Africa, whereas the former was strongly opposed to such associations.

Underlying the attitude of Mba was the belief that Gabon, having the richest economic potential in the region, would end up supporting its poorer neighbors in any federal system.
In a referendum on 28 September 1958, the territory of Gabon voted to become an autonomous republic within the French Community. On 19 February 1959, a constitution was adopted, and a provisional government headed by Mba became the first official government of Gabon. Independence was formally proclaimed on 17 August 1960.

This Day in 2010:

Gabon marked its 50th anniversary of independence from France on Tuesday with a grand military parade of some 7,000 men on the Libreville seafront watched by invited heads of state. Troops of the French forces stationed in Gabon as well as soldiers from Senegal took part in the march. Relations between France and oil-producing Gabon have always been close.

On Monday night, a big sound and light show brought thousands of people to the beach of the central African capital. Tuesday night is to be marked by an "inter-generational" concert featuring more than 50 artists around the Omar Bongo stadium. Organisers expect tens of thousands of people to attend.

Gabon, a small west African oil-producer seeking to emerge from decades of dictatorship, is planning $4.5bn of agriculture and infrastructure ventures in what would rank among the biggest investment packages by Asian powers in Africa.
In an announcement timed to coincide with the celebrations of the 50th anniversary of Gabon’s independence from France, the government said Indian and Singaporean groups would invest in timber, palm oil, housing and road-building projects as well as constructing a special economic zone.


Gabon was ruled for 41 years by Omar Bongo – Africa’s longest-serving ruler at his death. While most of the country languished in penury, Gabon’s thirsty elite made the country the world’s highest per capita consumer of champagne.
None could match Mr Bongo’s personal fortune, among the largest anywhere. He became a prime mover in the politics of France, the former colonial power.
Since succeeding his late father, Ali Ben Bongo Ondimba, previously defence minister, has sought to project a different image.
The investment plans would create tens of thousands of jobs in the nation of 1.5m people, Mr. Bongo said.

[Sources: various; Early colonial period illustrations from here]