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Sunday, 10 July 2011

'Who Runs The Dance'



Beyonce', The Girls and The [Mozambican] Boys



Tofo Tofo is the name of a group of African dancers from Mozambique. The name means “body shaking.” The choreography in Beyonce’s song, “run the world,” was inspired and replicated from the dance moves of Tofo Tofo.
In the short mini-documentary named “Beyonce: Year of 4.”, Beyonce describes how she felt that “run the world” reminded her of Africa and how she locked away a YouTube video of Tofo Tofo in her mind when she first saw the video a couple of years ago.
Replicating Tofo Tofo’s dance moves was not easy. As she says in the documentary “I had every talented dancer and choreographer trying to do the dance but they just couldn’t do it like Tofu Tofu.”
So what did Beyonce do? She flew Tofo Tofo out of Mozambique to the States!



[Sourced from MyWeku]



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Kinani

'Discussing Shadeism'



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Tofo Tofo is the name of a group of African dancers from Mozambique. The name means “body shaking.” The choreography in Beyonce’s song, “run the world,” was inspired and replicated from the dance moves of Tofo Tofo.
In the short mini-documentary named “Beyonce: Year of 4.”, Beyonce describes how she felt that “run the world” reminded her of Africa and how she locked away a YouTube video of Tofo Tofo in her mind when she first saw the video a couple of years ago.
Replicating Tofo Tofo’s dance moves was not easy. As she says in the documentary “I had every talented dancer and choreographer trying to do the dance but they just couldn’t do it like Tofu Tofu.”
So what did Beyonce do? She flew Tofo Tofo out of Mozambique to the States!



[Sourced from MyWeku]



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'Discussing Shadeism'

Monday, 23 May 2011

“A Abobora Que Chorava Sumo de Melao-Melancia” [actualizado]




Uma representacao da kompanhia que ora comemora 20 anos de existencia, embora a maior parte dos quais (pelo menos 10 - ate' que gracas a isto (!) finalmente conseguiu renascer das cinzas ha' cerca de 2 anos...), completamente paralizada, porque a sua dona andava exclusivamente dedicada a pornografia na internet, denegrindo e tentando corromper etica e moralmente e destruir a vida e a reputacao da sua 'vitima preferida', conspurcando e enlameando publicamente a sua poesia e o seu nome e sabotando-lhe o seu blog e a sua presenca na blogosfera, enquanto lhe fazia ataques supremacistas brancos de extrema direita e sinistras ameacas de morte, relacionando-a capciosamente, em associacao com os seus correlegionarios, com o 27 de Maio de 1977...


[imagem daqui]


... Ou "Uma Versao Foleirona de As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant"

ENJOY!



The Boys:
Ferrari F430, Bentley, Aston Martin, Porshe Panamera, Porsche Carrera, Porsche Cayenne e Rolls-Royce.
[Imagem daqui]



The Master (whose dogs wouldn't dare to bark at for fear of being bitten by her!):
ACGM

[Imagem daqui]


Textos: A e B
Desenhos: E
Figurinos: C e D
Musica: F,G,H e J
Fotografia: K e L
Video: M e N
Som: O, P e Q
Vozes: R, S e T
Danca: U, V, W, X, Y e Z
Koreografia: Todos de A a Z

Script: Propria Vulta Lixada, em forma de "Testamento":

… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..



Patrocinios: Bwerere':


[Imagem daqui]


Ah!... E o espectaculo tambem contou com a participacao especial de um Lamborghini Gallardo V10 voador...



... um melao 'bem griffado'...



e uma casa igualmente 'bem griffadinha'...



... que faziam parte da frota de 4 milhoes de brinquedos e sordidas, lugubres, morbidas paixoes descartaveis e nao discutiveis da Abobora Vulturosa, a.k.a. I. Morgado - Malonguito - Morgadinha dos Canaviais, em que desaguam todos os rapazes!


De Kabinda ao Kunene:
Um Uniko?
Melao!
Uma Unika?
Abobora!!!



A IMPRENSA:


“PUBLIQUE-SE!”
Nota de Imprensa do Ministerio da Cultura

“Um surrealisticamente retumbante sucesso de bilheteira”
Paskim da Cidade Alta

“Um exibicionismo de prostibulo jamais visto por estas bandas”
Folhetim do Bairro Alto

“Um verdadeiro fenomeno de massas”
Diario do Alvalade

“Um globebuster bem muskulado”
Semanario de Benguela

“Uma obra prima de akrobacia de cirko, ahahahahahahah!!!”
Jornal do Lubango

“Um autentico deserto de areia pos-kolonial, eheheheheheh!!!”
Mensario do Namibe

“Uma brilhante kamanga do vulturismo kultural”
Periodico do Dundo

"Desta vez nao digo nada porque nao fui eu que desenhei os bonecos"
Paternu

"Branka de Neve e os Sete Anoes Eunukos Koisifikados na sua melhor orgia de sempre!"
Kabungado

"Uma inesquecivel encarnacao dos nossos ancestrais!"
Minion

"Uma qualidade inultrapassavel"
Jean-Jacques Rousseau

"Que ganda elegancia, elevacao e educacao - ali dancando so' para nos!"
Figurao do Ano, Homem de Kultura e (Auto) Fazedor de Opiniao

"Estamos todos abuamados!"
Kifuxi

“Um show de defecacao social (...especialmente dirigida 'as kitandeiras...), inversao sexual e masturbacao racial digno de qualquer vazio do mundo! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!Poooorrrraaaaa!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!”
Internauta do Malongo

"E eu assino por baixo e aplaudo de pe'!!!!!!!!"
Wazanuka, PhD


A LUTA?
KONTINUA!
A VIKTORIA?
E' CERTA!!!









*[E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!]





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Kwando a Arte Kontemporanea...

(H)A (S)SUM(IND)O?...

A Proposito...

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A Implosao da Mentira

Maka de Sanzala!




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gracas a isto (!) finalmente conseguiu renascer das cinzas ha' cerca de 2 anos...), completamente paralizada, porque a sua dona andava exclusivamente dedicada a pornografia na internet, denegrindo e tentando corromper etica e moralmente e destruir a vida e a reputacao da sua 'vitima preferida', conspurcando e enlameando publicamente a sua poesia e o seu nome e sabotando-lhe o seu blog e a sua presenca na blogosfera, enquanto lhe fazia ataques supremacistas brancos de extrema direita e sinistras ameacas de morte, relacionando-a capciosamente, em associacao com os seus correlegionarios, com o 27 de Maio de 1977...


[imagem daqui]


... Ou "Uma Versao Foleirona de As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant"

ENJOY!



The Boys:
Ferrari F430, Bentley, Aston Martin, Porshe Panamera, Porsche Carrera, Porsche Cayenne e Rolls-Royce.
[Imagem daqui]



The Master (whose dogs wouldn't dare to bark at for fear of being bitten by her!):
ACGM

[Imagem daqui]


Textos: A e B
Desenhos: E
Figurinos: C e D
Musica: F,G,H e J
Fotografia: K e L
Video: M e N
Som: O, P e Q
Vozes: R, S e T
Danca: U, V, W, X, Y e Z
Koreografia: Todos de A a Z

Script: Propria Vulta Lixada, em forma de "Testamento":

… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..



Patrocinios: Bwerere':


[Imagem daqui]


Ah!... E o espectaculo tambem contou com a participacao especial de um Lamborghini Gallardo V10 voador...



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*[E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!]





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Maka de Sanzala!

Friday, 29 April 2011

No Dia Mundial da Danca: Danca Contemporanea: Outros Curriculos, Outras Performances, Outras Modernidades:




VANIA GALA





"Não sou branca e toda a minha experiência – e mesmo no mundo artístico na sua grande maioria – está relacionada com esses monstros. A cultura dominante no mundo – ou dos palcos dominantes – ainda hoje é a europeia ou do ocidente."

"Estudei uma economia especial. Não a dos números, mas a que está ligada à sociologia, à economia internacional e à relação entre os países. Continua a ser uma área que me interessa e que até está presente nos meus trabalhos."

"Só trabalho com dança contemporânea, mas já experimentei outras vertentes. Já trabalhei com yoga. Na última peça de MiamiLuanda [2008], houve um bailarino de Angola que trouxe passos de kuduro e no próximo trabalho vou colaborar com breakdance. Como venho de uma área de improvisação, isso permite-me experimentar um leque enorme de coisas. Nas aulas estou a dar ballet. Como vejo os alunos a progredir lanço iniciativas para ver como os corpos reagem. Mas não tenho um corpo moldado a uma só técnica. Uso-as todas."






Vânia Gala é angolano-portuguesa. Completa a sua licenciatura em dança em 1999 na E.D.D.C. (European Dance Development Center) - Arnhem. Colabora como intérprete com os Les ballets C. de La B. - Koen Augustijnen e Christine De Smedt, Constanza Macras, Nationale Scene - Bergen, Morten Traavik, Kompani B.Valiente, entre outros.
Automatic Id (AID) trabalho da sua autoria foi apresentado em Portugal, Noruega, Alemanha, Federação Russa, Reino Unido, Angola e Irlanda e foi premiado com "Best Female Performance Award" no Dublin Fringe Festival. O mesmo trabalho foi apresentado no The Place Theater e na Trienal de Luanda, Angola. Em 2007 apresenta performance no Pavilhão Africano na Bienal de Veneza e em 2008 estrearia MiamiLuanda, em coprodução com o Teatro Académico Gil Vicente. MiamiLuanda apresentou-se na Plataforma Portuguesa de Artes Performativas no Espaço do Tempo.
8º10’30” o seu último trabalho foi apresentado no Teatro Académico Gil Vicente e Centro Cultural de Belém.
Desde 2000 que ensina regularmente dança a profissionais, nomeadamente, Prof i – Tanzer training Tanzfabrik, k77 Studios ambos em Berlim, Companhia de Dança de Almada, Gratis D. Trening GDT – Bergen e Oslo, Nairobi Goethe Institute.

Em 2006 inicia o projecto de formação Semana(d)ança em colaboração com o Teatro
Académico de Gil Vicente. Já em 2009 o projecto de formação amplia-se e renova-se com o Corpus lab.

[Mais detalhes aqui]




Sempre quis que a dança fizesse parte da sua vida e nunca teve dúvidas disso. Nem mesmo aos 21 anos, quando decidiu sair de Coimbra e rumar a Lisboa para estudar aquela arte, enquanto já andava entretida com livros de economia.
Conseguiu o primeiro trabalho em Colónia, na Alemanha e já foi notícia no jornal britânico “The Guardian”, mas não se diz surpreendida. Levou espectáculos à Bélgica, Dinamarca, Holanda e Suécia, e foi distinguida como “Melhor Performance Feminina” em Dublin, Irlanda. Os nervos antes de pisar um palco, esses, continuam a acontecer. Lecciona a sua arte a “artistas em potência” – é assim que chama os seus alunos. Nega ser professora, antes oferece aos outros as suas ferramentas do corpo. De raízes luso-angolonas, Vânia Gala é, aos 38 anos, bailarina, coreógrafa e directora artística. Apresentou recentemente em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), o seu último trabalho: 8º 10’30. Foi por aí que começámos a conversa.

[Aqui]





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Pina

Maqoma's Beautiful Me

Kinani

O Verdadeiro Icone

Festival Mondial des Arts Negres

Dance?

Furiously Dancing With Alice Walker




VANIA GALA





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"Estudei uma economia especial. Não a dos números, mas a que está ligada à sociologia, à economia internacional e à relação entre os países. Continua a ser uma área que me interessa e que até está presente nos meus trabalhos."

"Só trabalho com dança contemporânea, mas já experimentei outras vertentes. Já trabalhei com yoga. Na última peça de MiamiLuanda [2008], houve um bailarino de Angola que trouxe passos de kuduro e no próximo trabalho vou colaborar com breakdance. Como venho de uma área de improvisação, isso permite-me experimentar um leque enorme de coisas. Nas aulas estou a dar ballet. Como vejo os alunos a progredir lanço iniciativas para ver como os corpos reagem. Mas não tenho um corpo moldado a uma só técnica. Uso-as todas."






Vânia Gala é angolano-portuguesa. Completa a sua licenciatura em dança em 1999 na E.D.D.C. (European Dance Development Center) - Arnhem. Colabora como intérprete com os Les ballets C. de La B. - Koen Augustijnen e Christine De Smedt, Constanza Macras, Nationale Scene - Bergen, Morten Traavik, Kompani B.Valiente, entre outros.
Automatic Id (AID) trabalho da sua autoria foi apresentado em Portugal, Noruega, Alemanha, Federação Russa, Reino Unido, Angola e Irlanda e foi premiado com "Best Female Performance Award" no Dublin Fringe Festival. O mesmo trabalho foi apresentado no The Place Theater e na Trienal de Luanda, Angola. Em 2007 apresenta performance no Pavilhão Africano na Bienal de Veneza e em 2008 estrearia MiamiLuanda, em coprodução com o Teatro Académico Gil Vicente. MiamiLuanda apresentou-se na Plataforma Portuguesa de Artes Performativas no Espaço do Tempo.
8º10’30” o seu último trabalho foi apresentado no Teatro Académico Gil Vicente e Centro Cultural de Belém.
Desde 2000 que ensina regularmente dança a profissionais, nomeadamente, Prof i – Tanzer training Tanzfabrik, k77 Studios ambos em Berlim, Companhia de Dança de Almada, Gratis D. Trening GDT – Bergen e Oslo, Nairobi Goethe Institute.

Em 2006 inicia o projecto de formação Semana(d)ança em colaboração com o Teatro
Académico de Gil Vicente. Já em 2009 o projecto de formação amplia-se e renova-se com o Corpus lab.

[Mais detalhes aqui]




Sempre quis que a dança fizesse parte da sua vida e nunca teve dúvidas disso. Nem mesmo aos 21 anos, quando decidiu sair de Coimbra e rumar a Lisboa para estudar aquela arte, enquanto já andava entretida com livros de economia.
Conseguiu o primeiro trabalho em Colónia, na Alemanha e já foi notícia no jornal britânico “The Guardian”, mas não se diz surpreendida. Levou espectáculos à Bélgica, Dinamarca, Holanda e Suécia, e foi distinguida como “Melhor Performance Feminina” em Dublin, Irlanda. Os nervos antes de pisar um palco, esses, continuam a acontecer. Lecciona a sua arte a “artistas em potência” – é assim que chama os seus alunos. Nega ser professora, antes oferece aos outros as suas ferramentas do corpo. De raízes luso-angolonas, Vânia Gala é, aos 38 anos, bailarina, coreógrafa e directora artística. Apresentou recentemente em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), o seu último trabalho: 8º 10’30. Foi por aí que começámos a conversa.

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Tuesday, 29 March 2011

On 'Dirty Dancing'



[image from here]


One permanent focus of attention, and controversy, in Women’s History has always been their body. Most prominently their body shapes and sizes, but also other issues surrounding it, such as their control over it and the perceived notions of its femininity and fecundity, or lack thereof. Underlying these issues (some of them recently raised here) is, alongside those of 'elegance' and 'respectability', the always present notion of ‘decency’ and the moral values upon which it is set and conceived, which may (or not) vary from one society to the other.

Therein lies the crux of the matter of what can, or not, be considered acceptable, i.e. ‘decent’, public (or, indeed, private – as in “private dancer”) display of the female body. Dance being, par excellence, the main 'artistic' vehicle through which all these themes, issues, notions and questions come to public consciousness and discussion, it is all too common to find it at the centre of 'moral judgments' about a woman’s ‘character’, or lack thereof…

I bring this subject a propos of some highly controversial music and dance fads apparently springing ‘out of the blue’ within some segments of Angolan society, especially in the capital, Luanda. Kuduro – at its best (as in here) dubbed “the darling of some European DJs” and, at its worst, as something akin to “the music/dance of the devil” (as in here) – might be the most widely spread and generally known outside the country, but there are others, especially in dance form, succeeding each other in recent years and, apparently, each one ‘worse’ than the previous.

They come with sexually-suggestive names like “kambwa” (something dog-related), "tchuku", "windeck", "xupa-la’", etc., and are generally thought of, and perhaps rightly so (I can’t really join in any “judging bandwagon” as I haven’t seen any of them yet - in fact, I'd rather do as Toni Morrison on the face of it: hum...), as ‘obscene’, ‘indecent’, ‘immoral’, ‘pornographic’, etc., by some commentators in the Angolan media – in a society, it must be said, which cannot exactly pride itself in having much of a solid moral values system, after the degradation and erosion of traditional values and customs wrought in by centuries of colonialism and assimilacionist policies under the colonial and the post-colonial regimes, followed by decades of a fratricidal war and destruction of the country’s already damaged and fragile social fabric amidst, up until recently, the all but total prohibition of religious beliefs and practices under a Marxist regime in the three decades since independence…

Is there any wonder then that such a rather permissive , superficial, materialistic, physically, psychologically and sexually violent (Luanda, the capital, is reported to register at least 8 cases of rape daily!), yet highly hypocritical, society - where sex became the main, if not the only, 'driving force' behind all sorts of social, including professional, relationships (as discussed here) would somehow produce "loose women"?!

[This being said boldly here by a black woman who comes from a strong Christian background and has been struggling to overcome the moral, psychological, professional and material damage inflicted upon her in various ways, including relentless sexual harrassment and pornographic attacks and attempts at tarnishing her public reputation, for no other reason than having had the ‘audacity’ of denouncing such attacks, by "respectable" members of that same society, especially some in the media – and, prominently among them, a white blond sex kitten, who also happens to be a blogger and dancer (profiled in the text on this post) that, in a bid to protect her own turf, hypocritically pretends to be 'outraged' and 'disgusted' by these new ‘dance trends’ (performed predominantly by young black females), while (after allowing herself practices such as desecrating the deepest intimacy of a group of older traditional African dancers - a practice that I strongly condenmed here only to get from her as a response the most sordid, demeaning, anti-personal campaign) appearing half-naked in one of her so-called contemporary dance shows (she actually happens to think that her blood was made bold by classical ballet and coronets and piano keys... yes, she claims that kind of power!), which, interestingly enough, she only managed to put together after a decade of idleness thanks to unashamedly aping the "mermaid pose" of a black artist, Cassandra Wilson, in the cover of her album New Moon Daughter, and appropriating herself of that image only to totally decontextualise and denigrate it, as denounced here…]

Having said all that, perhaps it should not strike us as surprising that what seems to be generally lacking in most 'judgements' of these trends coming to light recently from Angola - which do not go beyond blaming and criminalising the young women who practise them - is something that, for instance, Toni Morrison , skilfully, sensibly and maturely does in the opening of her novel Love [*]: while decrying it, the factoring in, even if only briefly, of the emotional, psychological, sociological, historical and even political dimensions of such phenomena. She does so in relation to some observed trends of ‘female body exposure’ in American society up to the 1990s – and since then, based on the echoes I get from time to time through the media, I surmise that they may have evolved to even ‘worse’ forms. Nevertheless, I never got news of a ‘total breakdown or collapse’ of the moral and spiritual backbone of America’s mainstream values system (or, for that matter, of that of any other society where such phenomena may occur), because of those fads - which is not meant, of course, to condone them.

So, without further ado, here are some extracts from the introductory pages of Morrison’s said novel:


The women's legs are spread wide open, so I hum. Men grow irritable, but they know it's all for them. They relax. Standing by, unable to do anything but watch, is a trial, but I don't say a word. My nature is a quite one, anyway. As a child I was considered respectful; as a young woman I was called discreet. Later on I was thought to have the wisdom maturity brings. Nowadays silence is looked on as odd and most of my race has forgotten the beauty of meaning much by saying little. Now tongues work all by themselves with no help from the mind. Still, I used to be able to have normal conversations, and when the need arose, I could make a point strong enough to stop a womb - or a knife. Not anymore, because back in the seventies, when women began to straddle chairs and dance crotch out on television, when all the magazines started featuring behinds and inner thighs as though that's all there is to a woman, well, I shut up altogether. Before women agreed to spread in public, there used to be secrets - some to hold, some to tell. Now? No. Barefaced being the order of the day, I hum. The words dance in my head to the music in my mouth.

(...)

What's the deep in you? It's way down below, and has nothing to do with blood made bold by coronets and piano keys, does it? Of course, I don't claim that kind of power. My hum is mostly below range, private; suitable for an old woman embarrassed by the world; her way of objecting to how the century is turning out. Where all is known and nothing understood. Maybe it was always so, but it didn't strike me until some thirty years ago that prostitutes, looked up for their honesty, have always set the style. Well, maybe it wasn't their honesty; maybe it was their success. Still, straddling a chair or dancing half naked on TV, these nineties women are not all that different from the respectable women who live around here. This is coast country, humid and God-fearing, where female recklessness runs too deep for short shorts or thongs or cameras. But then or now, decent underwear or none, wild women never could hide their innocence - a kind of pity-kitty hopefulness that their prince was on his way. Especially the tough ones with their box cutters and dirty language, or the glossy ones with two-seated cars and a pocket-book full of dope. Even the ones who wear scars like presidential medals and stockings rolled at their ankles can't hide the sugar-child, the winsome baby girl curled up somewhere inside, between the ribs, say, or under the heart. Naturally all of them have a sad story: too much notice, not enough, or the worst kind. Some tale about dragon daddies and false-hearted men, or mean mamas and friends who did them wrong. Each story has a monster in it who made them tough instead of brave, so they open their legs rather than their hearts where that folded child is tucked. Sometimes the cut is so deep no woe-is-me tale is enough. Then the only thing that does the trick, that explains the craziness heaping up, holding down, and making women hate one another and ruin their children is an outside evil.



*[Thus presented by its publishers (Chatto & Windus, 2003): "This audacious vision of the nature of love - its appetite, its sublime possession, its dread - is rich in characters and dramatic event, and in its profound understanding of how alive the past can be. Compelling, sensual, elegiac, unforgettable, a major new work by the Nobel Prize-winning novelist, its narrative reflects the different facets of love, shifting from desire through lust, obsession, yearning, and ultimately comes full circle to that indelible, overwhelming first love that marks us forever."]


ADENDA


"The Sex Lives of African Girls"




[By Tayie Selasi]



[image from here]


One permanent focus of attention, and controversy, in Women’s History has always been their body. Most prominently their body shapes and sizes, but also other issues surrounding it, such as their control over it and the perceived notions of its femininity and fecundity, or lack thereof. Underlying these issues (some of them recently raised here) is, alongside those of 'elegance' and 'respectability', the always present notion of ‘decency’ and the moral values upon which it is set and conceived, which may (or not) vary from one society to the other.

Therein lies the crux of the matter of what can, or not, be considered acceptable, i.e. ‘decent’, public (or, indeed, private – as in “private dancer”) display of the female body. Dance being, par excellence, the main 'artistic' vehicle through which all these themes, issues, notions and questions come to public consciousness and discussion, it is all too common to find it at the centre of 'moral judgments' about a woman’s ‘character’, or lack thereof…

I bring this subject a propos of some highly controversial music and dance fads apparently springing ‘out of the blue’ within some segments of Angolan society, especially in the capital, Luanda. Kuduro – at its best (as in here) dubbed “the darling of some European DJs” and, at its worst, as something akin to “the music/dance of the devil” (as in here) – might be the most widely spread and generally known outside the country, but there are others, especially in dance form, succeeding each other in recent years and, apparently, each one ‘worse’ than the previous.

They come with sexually-suggestive names like “kambwa” (something dog-related), "tchuku", "windeck", "xupa-la’", etc., and are generally thought of, and perhaps rightly so (I can’t really join in any “judging bandwagon” as I haven’t seen any of them yet - in fact, I'd rather do as Toni Morrison on the face of it: hum...), as ‘obscene’, ‘indecent’, ‘immoral’, ‘pornographic’, etc., by some commentators in the Angolan media – in a society, it must be said, which cannot exactly pride itself in having much of a solid moral values system, after the degradation and erosion of traditional values and customs wrought in by centuries of colonialism and assimilacionist policies under the colonial and the post-colonial regimes, followed by decades of a fratricidal war and destruction of the country’s already damaged and fragile social fabric amidst, up until recently, the all but total prohibition of religious beliefs and practices under a Marxist regime in the three decades since independence…

Is there any wonder then that such a rather permissive , superficial, materialistic, physically, psychologically and sexually violent (Luanda, the capital, is reported to register at least 8 cases of rape daily!), yet highly hypocritical, society - where sex became the main, if not the only, 'driving force' behind all sorts of social, including professional, relationships (as discussed here) would somehow produce "loose women"?!

[This being said boldly here by a black woman who comes from a strong Christian background and has been struggling to overcome the moral, psychological, professional and material damage inflicted upon her in various ways, including relentless sexual harrassment and pornographic attacks and attempts at tarnishing her public reputation, for no other reason than having had the ‘audacity’ of denouncing such attacks, by "respectable" members of that same society, especially some in the media – and, prominently among them, a white blond sex kitten, who also happens to be a blogger and dancer (profiled in the text on this post) that, in a bid to protect her own turf, hypocritically pretends to be 'outraged' and 'disgusted' by these new ‘dance trends’ (performed predominantly by young black females), while (after allowing herself practices such as desecrating the deepest intimacy of a group of older traditional African dancers - a practice that I strongly condenmed here only to get from her as a response the most sordid, demeaning, anti-personal campaign) appearing half-naked in one of her so-called contemporary dance shows (she actually happens to think that her blood was made bold by classical ballet and coronets and piano keys... yes, she claims that kind of power!), which, interestingly enough, she only managed to put together after a decade of idleness thanks to unashamedly aping the "mermaid pose" of a black artist, Cassandra Wilson, in the cover of her album New Moon Daughter, and appropriating herself of that image only to totally decontextualise and denigrate it, as denounced here…]

Having said all that, perhaps it should not strike us as surprising that what seems to be generally lacking in most 'judgements' of these trends coming to light recently from Angola - which do not go beyond blaming and criminalising the young women who practise them - is something that, for instance, Toni Morrison , skilfully, sensibly and maturely does in the opening of her novel Love [*]: while decrying it, the factoring in, even if only briefly, of the emotional, psychological, sociological, historical and even political dimensions of such phenomena. She does so in relation to some observed trends of ‘female body exposure’ in American society up to the 1990s – and since then, based on the echoes I get from time to time through the media, I surmise that they may have evolved to even ‘worse’ forms. Nevertheless, I never got news of a ‘total breakdown or collapse’ of the moral and spiritual backbone of America’s mainstream values system (or, for that matter, of that of any other society where such phenomena may occur), because of those fads - which is not meant, of course, to condone them.

So, without further ado, here are some extracts from the introductory pages of Morrison’s said novel:


The women's legs are spread wide open, so I hum. Men grow irritable, but they know it's all for them. They relax. Standing by, unable to do anything but watch, is a trial, but I don't say a word. My nature is a quite one, anyway. As a child I was considered respectful; as a young woman I was called discreet. Later on I was thought to have the wisdom maturity brings. Nowadays silence is looked on as odd and most of my race has forgotten the beauty of meaning much by saying little. Now tongues work all by themselves with no help from the mind. Still, I used to be able to have normal conversations, and when the need arose, I could make a point strong enough to stop a womb - or a knife. Not anymore, because back in the seventies, when women began to straddle chairs and dance crotch out on television, when all the magazines started featuring behinds and inner thighs as though that's all there is to a woman, well, I shut up altogether. Before women agreed to spread in public, there used to be secrets - some to hold, some to tell. Now? No. Barefaced being the order of the day, I hum. The words dance in my head to the music in my mouth.

(...)

What's the deep in you? It's way down below, and has nothing to do with blood made bold by coronets and piano keys, does it? Of course, I don't claim that kind of power. My hum is mostly below range, private; suitable for an old woman embarrassed by the world; her way of objecting to how the century is turning out. Where all is known and nothing understood. Maybe it was always so, but it didn't strike me until some thirty years ago that prostitutes, looked up for their honesty, have always set the style. Well, maybe it wasn't their honesty; maybe it was their success. Still, straddling a chair or dancing half naked on TV, these nineties women are not all that different from the respectable women who live around here. This is coast country, humid and God-fearing, where female recklessness runs too deep for short shorts or thongs or cameras. But then or now, decent underwear or none, wild women never could hide their innocence - a kind of pity-kitty hopefulness that their prince was on his way. Especially the tough ones with their box cutters and dirty language, or the glossy ones with two-seated cars and a pocket-book full of dope. Even the ones who wear scars like presidential medals and stockings rolled at their ankles can't hide the sugar-child, the winsome baby girl curled up somewhere inside, between the ribs, say, or under the heart. Naturally all of them have a sad story: too much notice, not enough, or the worst kind. Some tale about dragon daddies and false-hearted men, or mean mamas and friends who did them wrong. Each story has a monster in it who made them tough instead of brave, so they open their legs rather than their hearts where that folded child is tucked. Sometimes the cut is so deep no woe-is-me tale is enough. Then the only thing that does the trick, that explains the craziness heaping up, holding down, and making women hate one another and ruin their children is an outside evil.



*[Thus presented by its publishers (Chatto & Windus, 2003): "This audacious vision of the nature of love - its appetite, its sublime possession, its dread - is rich in characters and dramatic event, and in its profound understanding of how alive the past can be. Compelling, sensual, elegiac, unforgettable, a major new work by the Nobel Prize-winning novelist, its narrative reflects the different facets of love, shifting from desire through lust, obsession, yearning, and ultimately comes full circle to that indelible, overwhelming first love that marks us forever."]


ADENDA


"The Sex Lives of African Girls"




[By Tayie Selasi]

Thursday, 9 December 2010

Festival Mondial des Arts Negres [Updated]




Acaba de chegar a minha redaccao, de fonte (ainda) (in)segura, a seguinte informacao:


O musico Angolano Bonga sera’ uma das figuras de maior destaque no Festival Mundial de Artes Negras, a realizar-se no Senegal de 10 a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o fez recentemente na Expo Mundial de Xangai (verificar aqui e aqui), Bonga representar-se-ha’ exclusivamente por merito proprio e a Angola unicamente por direito incontestavel.[*]

A mesma fonte acrescenta que, embora tenha sido anunciada por fontes (ainda nao)identificadas a presenca de alguns ballerinos negros comandados por uma prima donna classica europeia branca, mais conhecida em certos circulos "afectuosos" por vulta racista psicopata, provenientes de Angola, a sua prestacao, embora alegadamente "na qualidade de convidada especial", (ainda) nao consta do programa oficial do festival.

Mais acrescenta a fonte que nao lhe foi possivel obter junto dos organizadores do festival uma explicacao para o facto de, sendo Angola, alegadamente, "o pais que deu a luz a danca contemporanea em Africa", este nao se faca (ainda) representar nos Masterclasses e Workshops do festival dedicados a essa arte - e neste ponto, a fonte chama particularmente a atencao para as Masterclasses sobre o Hip Hop, genero que ja' aqui foi bastante discutido. Foi-lhe igualmente impossivel apurar por que razao da lista de personalidades ligadas a danca e coreografos convidados para o festival, abaixo transcrita, nao consta (ainda) nenhum nome relacionado com Angola...



Les personnalités et chorégraphes invités:

Rui Moreira (Brésil), Desmond Richardson (USA), Germaine Acogny (Sénégal), Willa Jo Zollar (USA), Werewere Linking (Côte d’Ivoire), Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso), Damien Zambo (Cameroun), Adafrez Bezuneh (Ethiopie), Sanjeev Bhargava (Inde), Armilinda Gomes Cabral Semedo (Cap Vert), Riyad Fghani (Algérie), Lilou (Algérie), Azdine Ben Youcef (Algérie), Efrén Marcos Suarez Torres (Cuba), Adrian Augier (St Lucie), Steven Faleni, Vusi Mdoyi, Buru Mohlabane (Afrique du Sud), Prince M. F. Lamba (Zambie)
.



[image d'ici]


[Plus d'informations: ici, ici, ici, ici, ici , ici, ici et ici]

RELATED POST:

Other Views: Art History in (South) Africa and The Global South


[*] Outra presenca assinalavel no festival e' a de Simao Souindoula, como aqui se noticia.

UPDATE


A nossa fonte voltou hoje a contactar-nos para nos informar que uma dita Cie d'Angola, presumivelmente a troupe de mademoiselle acima mencionada, actuara' num certo dia do festival, porem a sua margem.

Mais acrescenta a fonte que este update do programa oficial do festival foi feito apenas na vespera do seu inicio, o que evidencia o facto de que a dita Cie d'Angola se faz representar "a pato" no festival (ou, para usar uma expressao mais familiar ao bando, "infiltraram-se num festival de peritos"...) - certamente gracas aos seus links com o p(h)oder -, porque se fosse representar oficialmente Angola, e ainda por cima como alegada "convidada especial", teria, tal como o Bonga, sido convidada com a devida antecedencia e incluida no programa com o devido destaque, como mandam as normas protocolares neste tipo de eventos.

Alias, so' o facto de ela dizer "pomposamente" que a sua companhia vai "representar Angola" em Xangai (sendo que, supostamente, todo o mundo se deveria por isso "roer de inveja" ou sentir "dor de cotovelo"...) e no Senegal, como "convidada especial" (como se uma "convidada especial" fosse apenas mencionada no programa oficial a ultima hora e relegada a uma apresentacao conjunta com outros grupos fora do centro das actividades do festival...), sem nunca mencionar os outros Angolanos que la' foram representar Angola - nao que fosse de esperar que ela sequer mencionasse o Kota Bonga, de quem apenas diz os piores "cobras e lagartos", mas pelo menos os outros que ate' sao da sua "geracao" (etaria, psicologica, emocional, cultural, social, etc.) - nao so' evidencia flagrantemente o quanto e' intelectualmente desonesta (leia-se tambem o quanto e' capaz de mentir descaradamente!), como ja' diz o quanto ela luta com unhas e dentes, a viva forca, para ser "unica" e "invejada"!!...

[Imagem d'aki]





ADENDA

[imagem daqui]


Qual a diferenca qual e' ela entre o trabalho de Maqoma (sobre cuja performance em Angola a nossa 'vamp' se manteve estranhamente silenciosa!...), bem como o de outros artistas Africanos, e o da demoiselle a que aqui nos vimos referindo?

A diferenca e' muito mais simples do que a mera imagem/composicao estetica de violinos e violoncelos (ou outros instrumentos musicais de origem europeia) "abrilhantando", ou "civilizando", dancas africanas, mas e', porem, igualmente muito mais profunda e fundamental: Maqoma investiga HONESTAMENTE a sua propria IDENTIDADE (repare-se no logo deste festival...) em relacao com a Historia, a Humanidade e a Natureza... enquanto a demoiselle em questao, nao so' demonstrou a saciedade ignorar, como abominar aberta e arrogantemente o proprio conceito de IDENTIDADE (tendo por isso dito que eu, por o defender, "deveria cometer um suicidio em grande estilo" ou ser "esquartejada a catanada"!!!) e tem advogado CINICAMENTE, juntamente com os seus acolitos (alguns dos quais ditos negros, mas que tambem dizem "nao se identificar com Africanos"...), o "white-washing" da Historia de Africa! Isto para nao mencionar o celebre abaixo-assinado que lhe foi dirigido por pratica de RACISMO CONTRA NEGROS na escola de danca que dirigia...

Put simply: ACGM e' declarada e incorrigivelmente RACISTA DE EXTREMA DIREITA E SUPREMACISTA BRANCA!!!

Maqoma NAO!

Mais: Maqoma, pelo seu natural respeito pela Humanidade e a Natureza, de acordo com a sua cultura ancestral Africana, certamente jamais se referiria, e ainda por cima em publico (!), a outro ser humano - o sagrado Ntu da cultura baNtu - muito menos um colega de profissao (... e por nenhuma outra razao aparente que nao este ter tido o atrevimento de obter destaque num jornal que o considerava "o verdadeiro icone"... ou seja, por ter tido o atrevimento de fazer sombra a prima donna!), por sinal negro, como um "item que merece ser abortado" (... o que e', alias, reminiscente de um certo "lixo de Angola" - mera coincidencia?...) e a si proprio como unico "conhecedor" da danca no seu pais - sendo certo que qualquer que seja o nivel de conhecimento academico que ele tenha das suas dancas tradicionais, ele nasceu com e no meio delas: nao teve que os ir vulturar a Culturas Africanas que nao sao originariamente as suas e que antes tivera abominado e que continua a ridicularizar apenas para fabricar "plasticamente" uma 'Companhia de Danca Contemporanea' privada a partir de uma 'Academia de Ballet Classico Europeu' estatal falida! Dito de outro modo, Maqoma chega a 'danca contemporanea' a partir das suas proprias raizes culturais ancestrais intuitiva e organicamente, nao por inseminacao artificial como e' o caso de ACGM...

Numa palavra: Maqoma, tal como Pina Bausch, tem ALMA! ... ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO!!!

Mais ainda: Maqoma nao danca ballet classico europeu desde os 8 anos de idade... e apenas o ridiculariza!


[imagem daqui]


E to top it all up, ou, dito de outro modo, para por "o preto no branco", e certamente FACTO nao negligenciavel para um Festival Mundial de ARTES NEGRAS, Maqoma e' NEGRO! ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO (... seja racica, etnica, tribal, identitaria, cultural, social, politica, ou ideologicamente... e por muito que cubra o corpo semi-nu, ou nu, de chocolate preto)!!!

[E... antes que comecem as mais do que habituais " ameacas e chantagens emocionais" da praxe...:
Com isto pretendendo significar apenas que se o que a sua companhia apresenta, "inspirado" numa cultura africana negra (ou, ja' agora, copiado deste blog) e protagonizado por bailarinos negros, pode passar por "artes negras", isso nao a torna ipso facto negra, nem pertencente a cultura em que se "inspirou" apenas atraves de algumas "visitas de trabalho" - e este particular pode aplicar-se igualmente aos seus bailarinos (veja-se, a este proposito, a diferenca entre tais "visitas medicas" e os longos periodos de residencia e interaccao de uma investigadora seria como Marie Louise Bastin). E este "veredicto" e' baseado nao em qualquer tipo de "preconceito ou discriminacao racial", mas tao so' nas suas atitudes e posicionamentos amplamente registados neste blog! ]


EM SUMA:


ACGM deveria ter VERGONHA de sequer contemplar a possibilidade de por os pes num Festival de Artes Negras!!!

[Mas... vergonha na cara (!), e' certamente algo que nem ela, nem os seus noirs - VULTOS, arrivistas e oportunistas, em suma CARAS DE PAU, como sempre foram - teem ou alguma vez terao. Certamente nao enquanto continuarem a ser apoiados cegamente pelo governo de Angola, em nome de uma nocao de "progresso" que nem eles proprios sao capazes de explicar coerentemente e sistematicamente em detrimento de outros grupos de danca nacionais ('tradicionais', 'patrimoniais', 'modernos', 'contemporaneos', ou 'futuristas'...) de igual, ou maior, merito no pais (quanto mais nao seja porque nao partiram de um background tao previligiado, nem contam com o apoio incondicional e continuado do poder!), evidentemente apenas porque e' branca, vem do ballet classico europeu (... "porque so' assim progrediremos"!...) desde os oito anos de idade, fruto da sua condicao de filha da previligiada (ex) burguesia colonial (condicao que, de resto, e ao contrario de outros - como este ou este -, ela nunca abdicou, repudiou, ou renegou, bien au contraire: faz muita gala e questao disso!) e... porque trabalha no Ministerio da Cultura ha' 33 anos (... e como ela faz muita questao de 'arrotar' enquanto se sente no direito de pisar tudo e todos que, como eu (a quem, a nao esquecer, ela chegou a dirigir ameacas de morte - abertas e veladas!...) , tenham "o atrevimento" sequer de se lhe dirigir com "questoes inoportunas", com o seu "mais alto galardao do estado angolano": "tenho as costas largas"!...), muito embora a companhia com que diz "representar oficialmente Angola na qualidade de convidada especial" seja sua propriedade privada!
E o certo e' que, a partir de agora, nao so' continuara' a auto-proclamar-se "Mais Angolana do que a Angolanidade" e "Mais Africana do que a Africanidade", como tambem... "MAIS NEGRA DO QUE A NEGRITUDE" e... "MAIS AUTENTICA DO QUE A AUTHENTICITE'"!!!]




[imagem daqui]

Mas ha' uma outra questao - e essa e' mais do foro politico-ideologico do que do artistico-cultural: porque que ACGM e' tratada como "vaca sagrada" pelo Ministerio da Cultura e pelo Governo de Angola? Apenas porque "trabalha para eles ha' 33 anos" e por isso pode ser considerada "prata da casa"? Talvez tambem, mas nao apenas.

Como aqui observei a proposito do conceito de "homem novo", o MPLA sempre prosseguiu a politica "assimilacionista" herdada do regime colonial - se nao de forma declarada nos seus programas, declaracoes, discursos e resolucoes, seguramente de forma implicita na sua praxis: a "proteccao" dos nao-negros, em particular os que o integraram na luta anti-colonial, e a "premiacao" daqueles que, com ou sem participacao na luta anti-colonial, ficaram no pais depois da independencia, com a sua integracao nas estruturas do poder de estado (e, no caso dos ultimos, especialmente durante o "movimento de rectificacao" que se seguiu ao 27 de Maio de 1977, a sua integracao no partido como "militantes"), ou com outras "recompensas", era condicao sine qua non para a sua qualificacao como "progressista" e factor decisivo de "diferenciacao" em relacao aos outros movimentos de libertacao, agora partidos politicos da oposicao.

Mas o que nunca esteve previsto, nem implicita, nem explicitamente - e aqui permito-me o atrevimento de falar como alguem que sempre esteve proxima do MPLA e que ate' militou nas suas estruturas (... como frequentemente se diz/ia a proposito deste tipo de questoes: ... "nao foi nada disso que a gente combinou!"...) - era que tal "proteccao" e "premiacao" viessem a significar, na pratica, que os nao-negros em causa, passassem a ser "intocaveis" como ACGM claramente e'... e se nao e', declaradamente e sem quaisquer rebucos, comporta-se como tal - e', alias, (tambem, mas nao apenas) naquela velha tradicao Mplista que o actual lider do BD aparece em publico a "defender" a sua "educacao e elegancia", como aqui fiz notar...! Sendo que, ademais, nao se lhe conhece qualquer vinculo particularmente significativo, organico ou outro, ao MPLA - a nao ser para colher os seus "beneficios", "premios" e "patrocinios"!

Mas, mais importante ainda do que isso, e' que a politica "assimilacionista" e', tambem sem quaisquer rebucos, uma politica "integracionista eurocentrica". Neste contexto, "progresso" e "progressista" significam, nada mais nada menos, do que a adopcao das normas, padroes, canones, praticas, costumes, linguas e culturas europeias - leia-se aqui portuguesas... Assim, o que ACGM vai fazer as Lundas ou ao Moxico, nao e' tentar "integrar-se" na cultura Tchokwe' (ou Cokwe, como preferirem) e adoptar as suas normas e padroes na sua praxis quotidiana de vida (... como nosotros fomos obrigados a fazer sob a politica assimilacionista colonial em relacao a cultura portuguesa!... e, como alguns europeus o fizeram em relacao a algumas das nossas culturas, como aqui se pode constatar), mas apenas ir buscar e trazer, qual kamanguista, alguns elementos daquela cultura, em particular os ligados a danca e, muito especialmente, a sexualidade das suas mulheres, para a "civilizacao" da cidade capital, despudoradamente apropriar-se deles e mescla-los com a sua cultura de origem e de matriz, a europeia/portuguesa, chamar-lhes "cultura, ou danca, contemporanea africana" e dar as suas "pecas" titulos do genero "fantastico-psicadelico-intelectualoide"... Mais nada! E se isso pode ser considerado "legitimo" artisticamente, o que ja' nao e' legitimo e' que ela se comporte como "criadora" da cultura Tchokwe' (Cokwe) ou sua "legitima representante" ou, mais ainda, kaTchokwe': a isso eu chamo, tambem sem quaisquer rebucos, "vulturismo cultural"! E muito menos entitular, como ela o faz, o que ela chama "danca contemporanea africana", como "unico" sinonimo de "qualidade" e "progresso"... porque nao e'! Ou melhor dito: nao e' necessaria nem unicamente!

Porque? Talvez a praxis de outros paises africanos, e em particular da Africa do Sul, o explique melhor: nesses paises, a "danca contemporanea africana" (um conceito que, de resto, nao e' pacifico, como este livro claramente o indica...) coexiste pacificamente com (... nao e' considerada "superior"! Embora, em termos opinativos e meramente subjectivos, qualquer um tenha o direito de o considerar, certa ou erradamente, como tal...) as outras formas de danca ou de expressao cultural.

Assim, um Maqoma na Africa do Sul (onde, convem notar-se, o ballet e a musica classica continuam a ter o seu devido lugar reservado) nao e' considerado "unico representante" da danca, das artes ou da cultura do seu pais, e a sua companhia de danca tem o mesmo status cultural que qualquer outro grupo de danca, desde que demonstrem niveis aceitaveis de qualidade e integridade dentro dos seus respectivos estilos e generos, ou de qualquer outra expressao artistica de qualquer outro grupo etno-linguistico componente do seu vasto e diverso mosaico nacional - como, alias, a sua designacao oficial, especialmente em termos de Politica Cultural, como The Rainbow Nation claramente o indica - dando significado e cor a palavra DIVERSIDADE.

Agora, imagine-se um Maqoma angolano: ficaria eternamente subalternizado a uma ACGM por nao ser herdeiro da burguesia branca do tempo do apartheid, nao andar no ballet classico europeu desde os 8 anos de idade e nao ter uma "parceria publico-privada" com o Ministerio da Cultura!

Mais: nesses paises, o uso de um violino (ou de qualquer outro instrumento musical de origem europeia), ou de um movimento de ballet classico, ou a presenca no grupo de, ou a sua direccao por, uma pessoa nao-negra, nao significa "univocamente" sinal de "qualidade e/ou progresso" - o que no caso da Angola "comandada" por ACGM significa que se esta' no "caminho certo"... para onde? Para o "padrao europeu", e' a resposta! Ou, no quadro da "neofita ideologia dos pretensos afectos" e do "movimento da recolonizacao", para a "Nacao Crioula"! E isso e' mau? - perguntar-me-ao. E eu responderei: nao necessariamente, desde que nao se advogue que esse e' o "unico caminho" valido culturalmente num pais tao diverso racial, social e etno-linguisticamente como Angola.

Os Angolanos (e a Humanidade!) ja' viram guerras e genocidios suficientes por essas razoes para nao continuarem a cometer o mesmo erro!

Tenho dito.




Acaba de chegar a minha redaccao, de fonte (ainda) (in)segura, a seguinte informacao:


O musico Angolano Bonga sera’ uma das figuras de maior destaque no Festival Mundial de Artes Negras, a realizar-se no Senegal de 10 a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o fez recentemente na Expo Mundial de Xangai (verificar aqui e aqui), Bonga representar-se-ha’ exclusivamente por merito proprio e a Angola unicamente por direito incontestavel.[*]

A mesma fonte acrescenta que, embora tenha sido anunciada por fontes (ainda nao)identificadas a presenca de alguns ballerinos negros comandados por uma prima donna classica europeia branca, mais conhecida em certos circulos "afectuosos" por vulta racista psicopata, provenientes de Angola, a sua prestacao, embora alegadamente "na qualidade de convidada especial", (ainda) nao consta do programa oficial do festival.

Mais acrescenta a fonte que nao lhe foi possivel obter junto dos organizadores do festival uma explicacao para o facto de, sendo Angola, alegadamente, "o pais que deu a luz a danca contemporanea em Africa", este nao se faca (ainda) representar nos Masterclasses e Workshops do festival dedicados a essa arte - e neste ponto, a fonte chama particularmente a atencao para as Masterclasses sobre o Hip Hop, genero que ja' aqui foi bastante discutido. Foi-lhe igualmente impossivel apurar por que razao da lista de personalidades ligadas a danca e coreografos convidados para o festival, abaixo transcrita, nao consta (ainda) nenhum nome relacionado com Angola...



Les personnalités et chorégraphes invités:

Rui Moreira (Brésil), Desmond Richardson (USA), Germaine Acogny (Sénégal), Willa Jo Zollar (USA), Werewere Linking (Côte d’Ivoire), Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso), Damien Zambo (Cameroun), Adafrez Bezuneh (Ethiopie), Sanjeev Bhargava (Inde), Armilinda Gomes Cabral Semedo (Cap Vert), Riyad Fghani (Algérie), Lilou (Algérie), Azdine Ben Youcef (Algérie), Efrén Marcos Suarez Torres (Cuba), Adrian Augier (St Lucie), Steven Faleni, Vusi Mdoyi, Buru Mohlabane (Afrique du Sud), Prince M. F. Lamba (Zambie)
.



[image d'ici]


[Plus d'informations: ici, ici, ici, ici, ici , ici, ici et ici]

RELATED POST:

Other Views: Art History in (South) Africa and The Global South


[*] Outra presenca assinalavel no festival e' a de Simao Souindoula, como aqui se noticia.

UPDATE


A nossa fonte voltou hoje a contactar-nos para nos informar que uma dita Cie d'Angola, presumivelmente a troupe de mademoiselle acima mencionada, actuara' num certo dia do festival, porem a sua margem.

Mais acrescenta a fonte que este update do programa oficial do festival foi feito apenas na vespera do seu inicio, o que evidencia o facto de que a dita Cie d'Angola se faz representar "a pato" no festival (ou, para usar uma expressao mais familiar ao bando, "infiltraram-se num festival de peritos"...) - certamente gracas aos seus links com o p(h)oder -, porque se fosse representar oficialmente Angola, e ainda por cima como alegada "convidada especial", teria, tal como o Bonga, sido convidada com a devida antecedencia e incluida no programa com o devido destaque, como mandam as normas protocolares neste tipo de eventos.

Alias, so' o facto de ela dizer "pomposamente" que a sua companhia vai "representar Angola" em Xangai (sendo que, supostamente, todo o mundo se deveria por isso "roer de inveja" ou sentir "dor de cotovelo"...) e no Senegal, como "convidada especial" (como se uma "convidada especial" fosse apenas mencionada no programa oficial a ultima hora e relegada a uma apresentacao conjunta com outros grupos fora do centro das actividades do festival...), sem nunca mencionar os outros Angolanos que la' foram representar Angola - nao que fosse de esperar que ela sequer mencionasse o Kota Bonga, de quem apenas diz os piores "cobras e lagartos", mas pelo menos os outros que ate' sao da sua "geracao" (etaria, psicologica, emocional, cultural, social, etc.) - nao so' evidencia flagrantemente o quanto e' intelectualmente desonesta (leia-se tambem o quanto e' capaz de mentir descaradamente!), como ja' diz o quanto ela luta com unhas e dentes, a viva forca, para ser "unica" e "invejada"!!...

[Imagem d'aki]





ADENDA

[imagem daqui]


Qual a diferenca qual e' ela entre o trabalho de Maqoma (sobre cuja performance em Angola a nossa 'vamp' se manteve estranhamente silenciosa!...), bem como o de outros artistas Africanos, e o da demoiselle a que aqui nos vimos referindo?

A diferenca e' muito mais simples do que a mera imagem/composicao estetica de violinos e violoncelos (ou outros instrumentos musicais de origem europeia) "abrilhantando", ou "civilizando", dancas africanas, mas e', porem, igualmente muito mais profunda e fundamental: Maqoma investiga HONESTAMENTE a sua propria IDENTIDADE (repare-se no logo deste festival...) em relacao com a Historia, a Humanidade e a Natureza... enquanto a demoiselle em questao, nao so' demonstrou a saciedade ignorar, como abominar aberta e arrogantemente o proprio conceito de IDENTIDADE (tendo por isso dito que eu, por o defender, "deveria cometer um suicidio em grande estilo" ou ser "esquartejada a catanada"!!!) e tem advogado CINICAMENTE, juntamente com os seus acolitos (alguns dos quais ditos negros, mas que tambem dizem "nao se identificar com Africanos"...), o "white-washing" da Historia de Africa! Isto para nao mencionar o celebre abaixo-assinado que lhe foi dirigido por pratica de RACISMO CONTRA NEGROS na escola de danca que dirigia...

Put simply: ACGM e' declarada e incorrigivelmente RACISTA DE EXTREMA DIREITA E SUPREMACISTA BRANCA!!!

Maqoma NAO!

Mais: Maqoma, pelo seu natural respeito pela Humanidade e a Natureza, de acordo com a sua cultura ancestral Africana, certamente jamais se referiria, e ainda por cima em publico (!), a outro ser humano - o sagrado Ntu da cultura baNtu - muito menos um colega de profissao (... e por nenhuma outra razao aparente que nao este ter tido o atrevimento de obter destaque num jornal que o considerava "o verdadeiro icone"... ou seja, por ter tido o atrevimento de fazer sombra a prima donna!), por sinal negro, como um "item que merece ser abortado" (... o que e', alias, reminiscente de um certo "lixo de Angola" - mera coincidencia?...) e a si proprio como unico "conhecedor" da danca no seu pais - sendo certo que qualquer que seja o nivel de conhecimento academico que ele tenha das suas dancas tradicionais, ele nasceu com e no meio delas: nao teve que os ir vulturar a Culturas Africanas que nao sao originariamente as suas e que antes tivera abominado e que continua a ridicularizar apenas para fabricar "plasticamente" uma 'Companhia de Danca Contemporanea' privada a partir de uma 'Academia de Ballet Classico Europeu' estatal falida! Dito de outro modo, Maqoma chega a 'danca contemporanea' a partir das suas proprias raizes culturais ancestrais intuitiva e organicamente, nao por inseminacao artificial como e' o caso de ACGM...

Numa palavra: Maqoma, tal como Pina Bausch, tem ALMA! ... ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO!!!

Mais ainda: Maqoma nao danca ballet classico europeu desde os 8 anos de idade... e apenas o ridiculariza!


[imagem daqui]


E to top it all up, ou, dito de outro modo, para por "o preto no branco", e certamente FACTO nao negligenciavel para um Festival Mundial de ARTES NEGRAS, Maqoma e' NEGRO! ACGM... DEFINITIVAMENTE NAO (... seja racica, etnica, tribal, identitaria, cultural, social, politica, ou ideologicamente... e por muito que cubra o corpo semi-nu, ou nu, de chocolate preto)!!!

[E... antes que comecem as mais do que habituais " ameacas e chantagens emocionais" da praxe...:
Com isto pretendendo significar apenas que se o que a sua companhia apresenta, "inspirado" numa cultura africana negra (ou, ja' agora, copiado deste blog) e protagonizado por bailarinos negros, pode passar por "artes negras", isso nao a torna ipso facto negra, nem pertencente a cultura em que se "inspirou" apenas atraves de algumas "visitas de trabalho" - e este particular pode aplicar-se igualmente aos seus bailarinos (veja-se, a este proposito, a diferenca entre tais "visitas medicas" e os longos periodos de residencia e interaccao de uma investigadora seria como Marie Louise Bastin). E este "veredicto" e' baseado nao em qualquer tipo de "preconceito ou discriminacao racial", mas tao so' nas suas atitudes e posicionamentos amplamente registados neste blog! ]


EM SUMA:


ACGM deveria ter VERGONHA de sequer contemplar a possibilidade de por os pes num Festival de Artes Negras!!!

[Mas... vergonha na cara (!), e' certamente algo que nem ela, nem os seus noirs - VULTOS, arrivistas e oportunistas, em suma CARAS DE PAU, como sempre foram - teem ou alguma vez terao. Certamente nao enquanto continuarem a ser apoiados cegamente pelo governo de Angola, em nome de uma nocao de "progresso" que nem eles proprios sao capazes de explicar coerentemente e sistematicamente em detrimento de outros grupos de danca nacionais ('tradicionais', 'patrimoniais', 'modernos', 'contemporaneos', ou 'futuristas'...) de igual, ou maior, merito no pais (quanto mais nao seja porque nao partiram de um background tao previligiado, nem contam com o apoio incondicional e continuado do poder!), evidentemente apenas porque e' branca, vem do ballet classico europeu (... "porque so' assim progrediremos"!...) desde os oito anos de idade, fruto da sua condicao de filha da previligiada (ex) burguesia colonial (condicao que, de resto, e ao contrario de outros - como este ou este -, ela nunca abdicou, repudiou, ou renegou, bien au contraire: faz muita gala e questao disso!) e... porque trabalha no Ministerio da Cultura ha' 33 anos (... e como ela faz muita questao de 'arrotar' enquanto se sente no direito de pisar tudo e todos que, como eu (a quem, a nao esquecer, ela chegou a dirigir ameacas de morte - abertas e veladas!...) , tenham "o atrevimento" sequer de se lhe dirigir com "questoes inoportunas", com o seu "mais alto galardao do estado angolano": "tenho as costas largas"!...), muito embora a companhia com que diz "representar oficialmente Angola na qualidade de convidada especial" seja sua propriedade privada!
E o certo e' que, a partir de agora, nao so' continuara' a auto-proclamar-se "Mais Angolana do que a Angolanidade" e "Mais Africana do que a Africanidade", como tambem... "MAIS NEGRA DO QUE A NEGRITUDE" e... "MAIS AUTENTICA DO QUE A AUTHENTICITE'"!!!]




[imagem daqui]

Mas ha' uma outra questao - e essa e' mais do foro politico-ideologico do que do artistico-cultural: porque que ACGM e' tratada como "vaca sagrada" pelo Ministerio da Cultura e pelo Governo de Angola? Apenas porque "trabalha para eles ha' 33 anos" e por isso pode ser considerada "prata da casa"? Talvez tambem, mas nao apenas.

Como aqui observei a proposito do conceito de "homem novo", o MPLA sempre prosseguiu a politica "assimilacionista" herdada do regime colonial - se nao de forma declarada nos seus programas, declaracoes, discursos e resolucoes, seguramente de forma implicita na sua praxis: a "proteccao" dos nao-negros, em particular os que o integraram na luta anti-colonial, e a "premiacao" daqueles que, com ou sem participacao na luta anti-colonial, ficaram no pais depois da independencia, com a sua integracao nas estruturas do poder de estado (e, no caso dos ultimos, especialmente durante o "movimento de rectificacao" que se seguiu ao 27 de Maio de 1977, a sua integracao no partido como "militantes"), ou com outras "recompensas", era condicao sine qua non para a sua qualificacao como "progressista" e factor decisivo de "diferenciacao" em relacao aos outros movimentos de libertacao, agora partidos politicos da oposicao.

Mas o que nunca esteve previsto, nem implicita, nem explicitamente - e aqui permito-me o atrevimento de falar como alguem que sempre esteve proxima do MPLA e que ate' militou nas suas estruturas (... como frequentemente se diz/ia a proposito deste tipo de questoes: ... "nao foi nada disso que a gente combinou!"...) - era que tal "proteccao" e "premiacao" viessem a significar, na pratica, que os nao-negros em causa, passassem a ser "intocaveis" como ACGM claramente e'... e se nao e', declaradamente e sem quaisquer rebucos, comporta-se como tal - e', alias, (tambem, mas nao apenas) naquela velha tradicao Mplista que o actual lider do BD aparece em publico a "defender" a sua "educacao e elegancia", como aqui fiz notar...! Sendo que, ademais, nao se lhe conhece qualquer vinculo particularmente significativo, organico ou outro, ao MPLA - a nao ser para colher os seus "beneficios", "premios" e "patrocinios"!

Mas, mais importante ainda do que isso, e' que a politica "assimilacionista" e', tambem sem quaisquer rebucos, uma politica "integracionista eurocentrica". Neste contexto, "progresso" e "progressista" significam, nada mais nada menos, do que a adopcao das normas, padroes, canones, praticas, costumes, linguas e culturas europeias - leia-se aqui portuguesas... Assim, o que ACGM vai fazer as Lundas ou ao Moxico, nao e' tentar "integrar-se" na cultura Tchokwe' (ou Cokwe, como preferirem) e adoptar as suas normas e padroes na sua praxis quotidiana de vida (... como nosotros fomos obrigados a fazer sob a politica assimilacionista colonial em relacao a cultura portuguesa!... e, como alguns europeus o fizeram em relacao a algumas das nossas culturas, como aqui se pode constatar), mas apenas ir buscar e trazer, qual kamanguista, alguns elementos daquela cultura, em particular os ligados a danca e, muito especialmente, a sexualidade das suas mulheres, para a "civilizacao" da cidade capital, despudoradamente apropriar-se deles e mescla-los com a sua cultura de origem e de matriz, a europeia/portuguesa, chamar-lhes "cultura, ou danca, contemporanea africana" e dar as suas "pecas" titulos do genero "fantastico-psicadelico-intelectualoide"... Mais nada! E se isso pode ser considerado "legitimo" artisticamente, o que ja' nao e' legitimo e' que ela se comporte como "criadora" da cultura Tchokwe' (Cokwe) ou sua "legitima representante" ou, mais ainda, kaTchokwe': a isso eu chamo, tambem sem quaisquer rebucos, "vulturismo cultural"! E muito menos entitular, como ela o faz, o que ela chama "danca contemporanea africana", como "unico" sinonimo de "qualidade" e "progresso"... porque nao e'! Ou melhor dito: nao e' necessaria nem unicamente!

Porque? Talvez a praxis de outros paises africanos, e em particular da Africa do Sul, o explique melhor: nesses paises, a "danca contemporanea africana" (um conceito que, de resto, nao e' pacifico, como este livro claramente o indica...) coexiste pacificamente com (... nao e' considerada "superior"! Embora, em termos opinativos e meramente subjectivos, qualquer um tenha o direito de o considerar, certa ou erradamente, como tal...) as outras formas de danca ou de expressao cultural.

Assim, um Maqoma na Africa do Sul (onde, convem notar-se, o ballet e a musica classica continuam a ter o seu devido lugar reservado) nao e' considerado "unico representante" da danca, das artes ou da cultura do seu pais, e a sua companhia de danca tem o mesmo status cultural que qualquer outro grupo de danca, desde que demonstrem niveis aceitaveis de qualidade e integridade dentro dos seus respectivos estilos e generos, ou de qualquer outra expressao artistica de qualquer outro grupo etno-linguistico componente do seu vasto e diverso mosaico nacional - como, alias, a sua designacao oficial, especialmente em termos de Politica Cultural, como The Rainbow Nation claramente o indica - dando significado e cor a palavra DIVERSIDADE.

Agora, imagine-se um Maqoma angolano: ficaria eternamente subalternizado a uma ACGM por nao ser herdeiro da burguesia branca do tempo do apartheid, nao andar no ballet classico europeu desde os 8 anos de idade e nao ter uma "parceria publico-privada" com o Ministerio da Cultura!

Mais: nesses paises, o uso de um violino (ou de qualquer outro instrumento musical de origem europeia), ou de um movimento de ballet classico, ou a presenca no grupo de, ou a sua direccao por, uma pessoa nao-negra, nao significa "univocamente" sinal de "qualidade e/ou progresso" - o que no caso da Angola "comandada" por ACGM significa que se esta' no "caminho certo"... para onde? Para o "padrao europeu", e' a resposta! Ou, no quadro da "neofita ideologia dos pretensos afectos" e do "movimento da recolonizacao", para a "Nacao Crioula"! E isso e' mau? - perguntar-me-ao. E eu responderei: nao necessariamente, desde que nao se advogue que esse e' o "unico caminho" valido culturalmente num pais tao diverso racial, social e etno-linguisticamente como Angola.

Os Angolanos (e a Humanidade!) ja' viram guerras e genocidios suficientes por essas razoes para nao continuarem a cometer o mesmo erro!

Tenho dito.

Wednesday, 4 August 2010

Outros "Dividendos dos Afectos"...

"Come to the Cabaret!!!"...


[Ou uma versao "estilizada" da danca do kambwa'!...]



Le can-can pour les femmes (blanches)...

Le can-can pour les hommes (noirs)...


Oh, yes... we can-can!!!
"Come to the Cabaret!!!"...


[Ou uma versao "estilizada" da
danca do kambwa'!...]



Le can-can pour les femmes (blanches)...

Le can-can pour les hommes (noirs)...


Oh, yes... we can-can!!!

Monday, 2 November 2009

"Para uma historia da danca contemporanea em Africa"...

{ Sorry, it's in English...
mas pode encontrar detalhes aqui}
{ Sorry, it's in English...
mas pode encontrar detalhes aqui}

KINANI 2009


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