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Thursday, 7 June 2012

O Soneto e a Emenda...


Ou o Verso & o Reverso do “P(h)oder Total”…
Ou ainda do “Sonho Cor de Rosa” ao “Pesadelo de Cores Mais Escuras”




I. O Verso: O Soneto: O Sonho

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
... Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
[Vinícius de Moraes]

ATT: Pode ate' ser que um dia "venhas a morrer por me amares mais do que pudeste"
MAS NAO SERA' CERTAMENTE NO MEU CORPO!!!


II. O Reverso: A Emenda: O Pesadelo

SONETO DO AMOR MAIOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
[Vinícius de Moraes]


Q: Quem "sonhou" e quem "pesadelou"?!...





Ou o Verso & o Reverso do “P(h)oder Total”…
Ou ainda do “Sonho Cor de Rosa” ao “Pesadelo de Cores Mais Escuras”


I. O Verso: O Soneto: O Sonho

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
... Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
[Vinícius de Moraes]

ATT: Pode ate' ser que um dia "venhas a morrer por me amares mais do que pudeste"
MAS NAO SERA' CERTAMENTE NO MEU CORPO!!!


II. O Reverso: A Emenda: O Pesadelo

SONETO DO AMOR MAIOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
[Vinícius de Moraes]


Q: Quem "sonhou" e quem "pesadelou"?!...




Saturday, 2 June 2012

Il Technocratti...






... Falam com tanto "conhecimento de causa"!...


Na conferência de imprensa de ontem JES disse a verdade em relação ao que interessa realmente ao seu Governo no âmbito da integração regional no quadro da SADC, ao estabelecer o ano de 2050 como sendo agora a novo horizonte. O anterior horizonte era 2017, salvo erro.
O que eu não percebi muito bem é se este horizonte é ou não especifico para Angola, que é um dos países da SADC que mais tem bloqueado o surgimento de um mercado comum (livre comércio) na região com as mais diferentes alegações.

Primeiro foi a guerra, depois foram as consequências da guerra. Dez anos depois das armas se terem calado, gostaria de saber quais foram os novos/velhos argumentos de JES para sustentar a sua estratégia derrogatória do quero mas não quero...



Materia (nao) Relacionada:


Post Relacionado:

Il Illuminati








... Falam com tanto "conhecimento de causa"!...


Na conferência de imprensa de ontem JES disse a verdade em relação ao que interessa realmente ao seu Governo no âmbito da integração regional no quadro da SADC, ao estabelecer o ano de 2050 como sendo agora a novo horizonte. O anterior horizonte era 2017, salvo erro.
O que eu não percebi muito bem é se este horizonte é ou não especifico para Angola, que é um dos países da SADC que mais tem bloqueado o surgimento de um mercado comum (livre comércio) na região com as mais diferentes alegações.

Primeiro foi a guerra, depois foram as consequências da guerra. Dez anos depois das armas se terem calado, gostaria de saber quais foram os novos/velhos argumentos de JES para sustentar a sua estratégia derrogatória do quero mas não quero...



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Thursday, 31 May 2012

Il Illuminati...






Eis que se faz luz para os "apagoes" das universidades angolanas que nunca aparecem nos rankings das melhores universidades africanas: contratem (ou - uma vez que "tentaram uma e desconseguiram" - deam-lhes um titulo de "Doutor Honoris Causa" para lhes satisfazerem o hiper-inflacionado, mas super-deficitario ego...) "peritos em economia" a desperdicarem-se na "imprensa facebukeira" como este:


Os "apagões" do BNA...


Na avaliação regular que faz dos principais indicadores macroeconómicos do país, o Comité de Política de Monetária do BNA nunca faz referência ao comportamento do Emprego.
De acordo com a teoria "os indicadores de emprego reflectem a saúde ...global de uma economia ou ciclo de negócios. Para entender como uma economia está a funcionar, é importante saber quantos empregos estão a ser criados ou destruídos, que percentagem da mão-de-obra está a trabalhar activamente, e quantas pessoas estão a declarar desemprego. Para medir a inflação, também é importante acompanhar a velocidade com que os salários estão a aumentar".
Há um outro agregado macroeconómico que também nunca é aflorado com a regularidade necessária pelas instâncias que avaliam o estado da economia nacional.

Trata-se da renda pessoal ou consumo das famílias.

que tem a ver com o "somatório das remunerações recebidas pelos proprietários dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços na atividade produtiva. Ex: salário, aluguéis, juros, lucros. Renda pessoal disponível (RPD) é a renda com que as famílias contam para poderem consumir.

Poupança (S) é a parte da RPD que não foi consumida.

Renda(D) = C + S".

Como
resultado destas omissões, temos um quadro baseado apenas no comportamento dos preços e pouco mais, o que não chega de forma alguma para aferirmos a saúde da nossa economia em termos de estabilidade.
Nem pensar...



 





Eis que se faz luz para os "apagoes" das universidades angolanas que nunca aparecem nos rankings das melhores universidades africanas: contratem (ou - uma vez que "tentaram uma e desconseguiram" - deam-lhes um titulo de "Doutor Honoris Causa" para lhes satisfazerem o hiper-inflacionado, mas super-deficitario ego...) "peritos em economia" a desperdicarem-se na "imprensa facebukeira" como este:


Os "apagões" do BNA...


Na avaliação regular que faz dos principais indicadores macroeconómicos do país, o Comité de Política de Monetária do BNA nunca faz referência ao comportamento do Emprego.
De acordo com a teoria "os indicadores de emprego reflectem a saúde ...global de uma economia ou ciclo de negócios. Para entender como uma economia está a funcionar, é importante saber quantos empregos estão a ser criados ou destruídos, que percentagem da mão-de-obra está a trabalhar activamente, e quantas pessoas estão a declarar desemprego. Para medir a inflação, também é importante acompanhar a velocidade com que os salários estão a aumentar".
Há um outro agregado macroeconómico que também nunca é aflorado com a regularidade necessária pelas instâncias que avaliam o estado da economia nacional.

Trata-se da renda pessoal ou consumo das famílias.

que tem a ver com o "somatório das remunerações recebidas pelos proprietários dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços na atividade produtiva. Ex: salário, aluguéis, juros, lucros. Renda pessoal disponível (RPD) é a renda com que as famílias contam para poderem consumir.

Poupança (S) é a parte da RPD que não foi consumida.

Renda(D) = C + S".

Como
resultado destas omissões, temos um quadro baseado apenas no comportamento dos preços e pouco mais, o que não chega de forma alguma para aferirmos a saúde da nossa economia em termos de estabilidade.
Nem pensar...



 

Wednesday, 1 February 2012

Just... Injustice!



(in) JUSTIÇA ANGOLANA

Preto que trai a mulher e’ mulherengo
Mulato que trai a mulher e’ artista
Branco que trai a mulher e’ poeta

Preta que nao casou e' predadora
Mulata que nao casou e' despreconceituada
Branca que nao casou e' avançada

Preto que bate na mulher e’ selvagem
Mulato que bate na mulher e’ macho
Branco que bate na mulher e’ especial

Preta pornografa e' prostituta
Mulata pornografa e' descomplexada
Branca pornografa e' premiada

Preto pornografo e' tarado
Mulato pornografo e' reverenciado
Branco pornografo e' agraciado

Preta que exige os seus direitos e' verde e doente
Mulata que exige os seus direitos e' corajosa
Branca que exige os seus direitos e' visionaria

Preto pedofilo e' animal
Mulato pedofilo e' emocional
Branco pedofilo e' sentimental

Preta com auto-estima e' pobre e insignificante criatura rejeitada
Mulata com auto-estima e' respeitada
Branca com auto-estima e' idolatrada

Preto violador e' criminoso
Mulato violador e' sequioso
Branco violador e' amoroso

Preta violada e' felizarda
Mulata violada e' cortejada
Branca violada e' ultrajada

Preto que difama uma mulher e' execravel
Mulato que difama uma mulher e' perdoavel
Branco que difama uma mulher e' respeitavel

Preta que teve mais do que um parceiro
e' promiscua
Mulata que teve mais do que um parceiro
e' proficua
Branca que teve mais do que um parceiro
e' emancipada

Preto que abandona filho e' boçal
Mulato que abandona filho e' normal
Branco que abandona filho e' natural

Preta que nunca trabalhou e' vadia
Mulata que nunca trabalhou e' recatada
Branca que nunca trabalhou e' impoluta

Preto rico e' predador
Mulato rico e' empreendedor
Branco rico e' senhor

Preta negociante e' zungueira
Mulata negociante e' desenrascada
Branca negociante e' empresaria

Preto/a bebado/a e/ou drogado/a e' marginal
Mulato/a bebado/a e/ou drogado/a e' intelectual
Branco/a bebado/a e/ou drogado/a e' genial

Preta ordinaria e' mussequeira
Mulata ordinaria e' brejeira
Branca ordinaria e' faceira

Preto lambebotas e' meliante
Mulato lambebotas e' militante
Branco lambebotas e' confiante

Preta perturbada e' psicopata
Mulata perturbada e' psicotica
Branca perturbada e' psicologa

Jornalista preto que viola a lei
vai para a cadeia
Jornalista mulato que viola a lei
e' profissional
Jornalista branco que viola a lei
e' heroi


[Post relacionado: Abaixo o Racismo?! Abaixo!!!]



(in) JUSTIÇA ANGOLANA

Preto que trai a mulher e’ mulherengo
Mulato que trai a mulher e’ artista
Branco que trai a mulher e’ poeta

Preta que nao casou e' predadora
Mulata que nao casou e' despreconceituada
Branca que nao casou e' avançada

Preto que bate na mulher e’ selvagem
Mulato que bate na mulher e’ macho
Branco que bate na mulher e’ especial

Preta pornografa e' prostituta
Mulata pornografa e' descomplexada
Branca pornografa e' premiada

Preto pornografo e' tarado
Mulato pornografo e' reverenciado
Branco pornografo e' agraciado

Preta que exige os seus direitos e' verde e doente
Mulata que exige os seus direitos e' corajosa
Branca que exige os seus direitos e' visionaria

Preto pedofilo e' animal
Mulato pedofilo e' emocional
Branco pedofilo e' sentimental

Preta com auto-estima e' pobre e insignificante criatura rejeitada
Mulata com auto-estima e' respeitada
Branca com auto-estima e' idolatrada

Preto violador e' criminoso
Mulato violador e' sequioso
Branco violador e' amoroso

Preta violada e' felizarda
Mulata violada e' cortejada
Branca violada e' ultrajada

Preto que difama uma mulher e' execravel
Mulato que difama uma mulher e' perdoavel
Branco que difama uma mulher e' respeitavel

Preta que teve mais do que um parceiro
e' promiscua
Mulata que teve mais do que um parceiro
e' proficua
Branca que teve mais do que um parceiro
e' emancipada

Preto que abandona filho e' boçal
Mulato que abandona filho e' normal
Branco que abandona filho e' natural

Preta que nunca trabalhou e' vadia
Mulata que nunca trabalhou e' recatada
Branca que nunca trabalhou e' impoluta

Preto rico e' predador
Mulato rico e' empreendedor
Branco rico e' senhor

Preta negociante e' zungueira
Mulata negociante e' desenrascada
Branca negociante e' empresaria

Preto/a bebado/a e/ou drogado/a e' marginal
Mulato/a bebado/a e/ou drogado/a e' intelectual
Branco/a bebado/a e/ou drogado/a e' genial

Preta ordinaria e' mussequeira
Mulata ordinaria e' brejeira
Branca ordinaria e' faceira

Preto lambebotas e' meliante
Mulato lambebotas e' militante
Branco lambebotas e' confiante

Preta perturbada e' psicopata
Mulata perturbada e' psicotica
Branca perturbada e' psicologa

Jornalista preto que viola a lei
vai para a cadeia
Jornalista mulato que viola a lei
e' profissional
Jornalista branco que viola a lei
e' heroi


[Post relacionado:
Abaixo o Racismo?! Abaixo!!!]

Wednesday, 2 November 2011

Desculpem-me, mas…





… Ele ha’ “um (sub)mundo” sobre/com o qual ha’ muito decidi deixar de perder o meu precioso tempo (quanto mais nao seja porque, embora por vezes me esqueca dele, continuo a manter o meu moto: “you don’t argue with stupidity, let alone with irrationality!”…), porque se demonstrou definitivamente hopeless, helpless e useless!...

Mas, como no que toca ao parasitismo, plagiarismo, cabulismo, mimetismo, arrivismo, cabotinismo, pedantismo, cara de pau e total falta de caracter e etica ou deontologia de qualquer especie, esse “sub-mundo” (... extremamente pegajoso, por maior que seja a distancia que dele tentemos manter!...) nao conhece fronteiras e permite-se invadir arrogante, ignorante, despudorada e trungungueiramente “todo o mundo” e toma-lo como seu para nele deixar impunemente cicatrizes no cerebro, enquanto se apodera da sua massa cinzenta de que se "auto-insemina artificialmente" para "brilhar exclusivamente nas parangonas" e "almofadar as suas contas bancarias", aqui vai:

Entao nao e’ que a “mae da negritude branca lusofona pos-colonial” agora deu em “mae de santo” (... nao pretendendo aqui, de modo nenhum, ofender as genuinas por quem nutro grande respeito!...) e diz que o ultimo Premio Nobel da Paz, triplamente feminino, se deveu exclusivamente “a forca dos seus desejos”?!

E isso, para nao variar na sua ja’ legendaria e patetica auto-contradicao, apesar declarar, perante premios e, em particular, o Nobel, a sua “displicência”
… ”luxuosa” palavra, que, com alguma "complacencia", ate' rima com

Prepotências e Subserviências
Aparências e Iludências
Aparudências e Incontinências
Indulgências e Inocências
de (pseudo)ciências sem consciência
almas cobertas de indecências
mentes repletas de desinteligências
olhos vidrados de impudências
bocas cheias de maledicências
punhos cerrados de insolências
negras krioulas velhacas bezugas
com mentalidade de escravas de roça de cacau

(...)

... como convem a uma “lapidar catedratica”, “incontestavel cientista” e “intelectual 'a prova de balas”…?!

E termina insinuando-se como “autora matricial” da ideia segundo a qual, “o mundo nao estaria (necessariamente, disse eu!) melhor se fosse gerido por mulheres”… (ring any bells?!)... enquanto, do alto da sua catedra local lisboeta, se permite arrotar postas de peixe seco como esta: "(...) Todas mulheres que fizeram a diferença nos seus países, que se distinguiram a nível local – porventura a mais sublime das distinções." - Sera' que Sao Tome' e Principe nao precisa de uma "difer-ênc(i)a-zinha" a nivel local para lhe darem la' uma distincaozinha?!

Mas, pelo meio, nao deixa de expelir a sua imprescindivel dose de veneno: e’ que, catedraticamente falando sobre o Premio Nobel da Economia (again, ring any bells?!), “cada vez mais me interesso menos por este prémio, tão falaciosa se tornou uma disciplina que deixou certo mundo – não é verdade que seja todo o mundo, felizmente! – no estado em que está, tão iluminados eram os seus profissionais, muitos dos quais ficaram tão ricos em deixar uma esmagadora maioria tão pobre com a suas jogadas de casino com a vida dessa maioria.” … (yet another set of bells...)!

Don’t argue with stupidity, less still with irrationality, I must remind myself… but: atribuir a uma Disciplina Cientifica que e' talvez a mais diversificada em areas de especializacao e profissionalizacao e com academicos, profissionais, investigadores e praticantes das mais dispares inclinacoes ideologicas, backgrounds politicos, religiosos, morais e culturais (...Karl Marx era tao economista como Adam Smith, Keynes era tao economista como Friedman, ou, "mais perto de casa", eu sou tao economista quanto alguns dos seus amigos do BD, sabia?...), a ‘culpa’ por danos causados a “uma parte do mundo” por “profissionais” das mais diversas areas, vocacoes, ambicoes e formacoes e nos mais diversos sectores de actividade e disciplinas academicas (nao necessariamente economistas, e.g. gestores, contabilistas, correctores, especuladores, advogados, politicos, jornalistas, leigos, cidadaos anonimos… governantes!), de facto nao passa pela cabeca de “todo o mundo”...
Isso e' praticamente equivalente a culpar a Literatura e os escritores pela iletracia/iliteracia..., ou a Medicina e os medicos pela Polio, a SIDA, a Tuberculose, a Malaria e todas as outras doencas, endemias e pandemias que afectam mais umas partes do mundo do que outras!... Poupem-me, please?!

Ufffffffff!... Apresso-me a regressar ao meu “deixar de perder o meu precioso tempo”, mas nao sem pedir, por favor (please!): stop trying to portray yourself as someone you are not, have never been and will never be let alone a “jack of all trades” ... (bells?) ... at most, you could be a "jack(al) of all trade(r)s, master of none" or, put simply, a "jackass"!!! …
Stop talking, writing and publishing (!) on things (e.g. Science or History) about which you don’t have the slightest clue, let alone knowledge, expertise or credentials!... Stop allowing yourself the cheek to “judge” Economics when you understand nothing about it!!!

And (please, please, pretty please!) do it for your own sake and sooner rather than later before you become “velhota, velhaca e bruaca” beyond repair!!!

NOCAO DO RIDICULO:

PRECISA-SE URGENTEMENTE NO ABSURDISTAO!!!


[Outburst (!!!) a proposito de um artigo de Inocencia Mata, a pagina 21 da edicao #439 do SA]





… Ele ha’ “um (sub)mundo” sobre/com o qual ha’ muito decidi deixar de perder o meu precioso tempo (quanto mais nao seja porque, embora por vezes me esqueca dele, continuo a manter o meu moto: “you don’t argue with stupidity, let alone with irrationality!”…), porque se demonstrou definitivamente hopeless, helpless e useless!...

Mas, como no que toca ao parasitismo, plagiarismo, cabulismo, mimetismo, arrivismo, cabotinismo, pedantismo, cara de pau e total falta de caracter e etica ou deontologia de qualquer especie, esse “sub-mundo” (... extremamente pegajoso, por maior que seja a distancia que dele tentemos manter!...) nao conhece fronteiras e permite-se invadir arrogante, ignorante, despudorada e trungungueiramente “todo o mundo” e toma-lo como seu para nele deixar impunemente cicatrizes no cerebro, enquanto se apodera da sua massa cinzenta de que se "auto-insemina artificialmente" para "brilhar exclusivamente nas parangonas" e "almofadar as suas contas bancarias", aqui vai:

Entao nao e’ que a “mae da negritude branca lusofona pos-colonial” agora deu em “mae de santo” (... nao pretendendo aqui, de modo nenhum, ofender as genuinas por quem nutro grande respeito!...) e diz que o ultimo Premio Nobel da Paz, triplamente feminino, se deveu exclusivamente “a forca dos seus desejos”?!

E isso, para nao variar na sua ja’ legendaria e patetica auto-contradicao, apesar declarar, perante premios e, em particular, o Nobel, a sua “displicência”
… ”luxuosa” palavra, que, com alguma "complacencia", ate' rima com

Prepotências e Subserviências
Aparências e Iludências
Aparudências e Incontinências
Indulgências e Inocências
de (pseudo)ciências sem consciência
almas cobertas de indecências
mentes repletas de desinteligências
olhos vidrados de impudências
bocas cheias de maledicências
punhos cerrados de insolências
negras krioulas velhacas bezugas
com mentalidade de escravas de roça de cacau

(...)

... como convem a uma “lapidar catedratica”, “incontestavel cientista” e “intelectual 'a prova de balas”…?!

E termina insinuando-se como “autora matricial” da ideia segundo a qual, “o mundo nao estaria (necessariamente, disse eu!) melhor se fosse gerido por mulheres”… (ring any bells?!)... enquanto, do alto da sua catedra local lisboeta, se permite arrotar postas de peixe seco como esta: "(...) Todas mulheres que fizeram a diferença nos seus países, que se distinguiram a nível local – porventura a mais sublime das distinções." - Sera' que Sao Tome' e Principe nao precisa de uma "difer-ênc(i)a-zinha" a nivel local para lhe darem la' uma distincaozinha?!

Mas, pelo meio, nao deixa de expelir a sua imprescindivel dose de veneno: e’ que, catedraticamente falando sobre o Premio Nobel da Economia (again, ring any bells?!), “cada vez mais me interesso menos por este prémio, tão falaciosa se tornou uma disciplina que deixou certo mundo – não é verdade que seja todo o mundo, felizmente! – no estado em que está, tão iluminados eram os seus profissionais, muitos dos quais ficaram tão ricos em deixar uma esmagadora maioria tão pobre com a suas jogadas de casino com a vida dessa maioria.” … (yet another set of bells...)!

Don’t argue with stupidity, less still with irrationality, I must remind myself… but: atribuir a uma Disciplina Cientifica que e' talvez a mais diversificada em areas de especializacao e profissionalizacao e com academicos, profissionais, investigadores e praticantes das mais dispares inclinacoes ideologicas, backgrounds politicos, religiosos, morais e culturais (...Karl Marx era tao economista como Adam Smith, Keynes era tao economista como Friedman, ou, "mais perto de casa", eu sou tao economista quanto alguns dos seus amigos do BD, sabia?...), a ‘culpa’ por danos causados a “uma parte do mundo” por “profissionais” das mais diversas areas, vocacoes, ambicoes e formacoes e nos mais diversos sectores de actividade e disciplinas academicas (nao necessariamente economistas, e.g. gestores, contabilistas, correctores, especuladores, advogados, politicos, jornalistas, leigos, cidadaos anonimos… governantes!), de facto nao passa pela cabeca de “todo o mundo”...
Isso e' praticamente equivalente a culpar a Literatura e os escritores pela iletracia/iliteracia..., ou a Medicina e os medicos pela Polio, a SIDA, a Tuberculose, a Malaria e todas as outras doencas, endemias e pandemias que afectam mais umas partes do mundo do que outras!... Poupem-me, please?!

Ufffffffff!... Apresso-me a regressar ao meu “deixar de perder o meu precioso tempo”, mas nao sem pedir, por favor (please!): stop trying to portray yourself as someone you are not, have never been and will never be let alone a “jack of all trades” ... (bells?) ... at most, you could be a "jack(al) of all trade(r)s, master of none" or, put simply, a "jackass"!!! …
Stop talking, writing and publishing (!) on things (e.g. Science or History) about which you don’t have the slightest clue, let alone knowledge, expertise or credentials!... Stop allowing yourself the cheek to “judge” Economics when you understand nothing about it!!!

And (please, please, pretty please!) do it for your own sake and sooner rather than later before you become “velhota, velhaca e bruaca” beyond repair!!!

NOCAO DO RIDICULO:

PRECISA-SE URGENTEMENTE NO ABSURDISTAO!!!


[Outburst (!!!) a proposito de um artigo de Inocencia Mata, a pagina 21 da edicao #439 do SA]

Thursday, 11 August 2011

"Que' estara' pasando en el galinero?"...









... Es lo que quiero saber!...










Algumas cancoes para ajudar os 'maninhos' e 'sus compays' a ultrapassarem com algum sentido de humor a sua actual (muito seria!) crise...

TUDO A BEM DA PAZ, DA DEMOCRACIA, DA TERRA E DA PATRIA!






[Cuidaito Compay Gallo]


[La Venganza del Perico]


[Adios Compay Gato]


[Que Lio Compay Andres]



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Monday, 1 August 2011

"Uma 'duplicidade' sem nome"...



"Nos meios denominados cultos, com acesso ao saber, se nota isso claramente; há doutos, mestres, especialistas e professores extremamente arrogantes. Aqui, a mesma funciona como um divisor social, algo que está dizendo: “eu sei mais do que você, portanto, sou superior à você”. Premissa discutível, conclusão sem sentido. A arrogância é uma doença social, endêmica, com o apetite de um divisor territorial. “Não me incomode”, diria o pretencioso insolente, “minha graduação e meu conhecimento são superiores, são maiores que os seus.” Argumento de fantoche, pura desinteligência cognitiva e social a retroalimentar um sistema de castas e de tristes e duvidosas exclusividades que insuflam egos e fomentam distanciamentos de todo indesejáveis.

Contrário da solidariedade, contrário da aprendizagem, a arrogância se subsume a ela própria. Assim, de tal maneira e por isso a arrogância não é privativa da ignorância, mas pode ser localizada entre aqueles que, por circunstâncias variadas, tiveram maior acesso e oportunidades dentro de uma sociedade pautada pela aparência e pela hipocrisia.

Ignorância, burrice e arrogância são três infelicitações que mais não fazem do que interferir negativamente no processo de aprendizagem, no relacionamento social e no acesso aos meios de cultura.

Admitamos: somos todos um pouco burros, um pouco ignorantes, um pouco arrogantes. Mas tem gente que é bem mais. Não nos coformemos, contudo; embora a pós-modernidade pregue em tudo o individualismo, resistamos e banquemos La Passionaria. O mundo, de modo geral, agradece."


... "?Contrario O Seria Ou"


"A onda em si mesma não me parece grave; grave afigura-se-me o apoio de sectores que deveriam ter algum cuidado e o paternalismo com que a onda tem sido acarinhada e promovida a patamares preocupantes. As pessoas sem memória são como navegadores sem bússola. Trata-se das piores maldições que existem. Em 1974, 1975 e 1976, para silenciar um grupo de intelectuais descontentes, um esforçado mas modesto professor primário foi promovido a Teórico do Marxismo, mas deixar-nos-ia em 1977. Ainda hoje existem entre nós feridas por cicatrizar."

Jeronimo Belo
(in Novo Jornal, sobre a "actual onda de Kuduro")







"Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds"


[Kalamu ya Salaam]




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Contrário da solidariedade, contrário da aprendizagem, a arrogância se subsume a ela própria. Assim, de tal maneira e por isso a arrogância não é privativa da ignorância, mas pode ser localizada entre aqueles que, por circunstâncias variadas, tiveram maior acesso e oportunidades dentro de uma sociedade pautada pela aparência e pela hipocrisia.

Ignorância, burrice e arrogância são três infelicitações que mais não fazem do que interferir negativamente no processo de aprendizagem, no relacionamento social e no acesso aos meios de cultura.

Admitamos: somos todos um pouco burros, um pouco ignorantes, um pouco arrogantes. Mas tem gente que é bem mais. Não nos coformemos, contudo; embora a pós-modernidade pregue em tudo o individualismo, resistamos e banquemos La Passionaria. O mundo, de modo geral, agradece."


...
"?Contrario O Seria Ou"


"A onda em si mesma não me parece grave; grave afigura-se-me o apoio de sectores que deveriam ter algum cuidado e o paternalismo com que a onda tem sido acarinhada e promovida a patamares preocupantes. As pessoas sem memória são como navegadores sem bússola. Trata-se das piores maldições que existem. Em 1974, 1975 e 1976, para silenciar um grupo de intelectuais descontentes, um esforçado mas modesto professor primário foi promovido a Teórico do Marxismo, mas deixar-nos-ia em 1977. Ainda hoje existem entre nós feridas por cicatrizar."

Jeronimo Belo
(in Novo Jornal, sobre a "actual onda de Kuduro")







"Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds"


[Kalamu ya Salaam]




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Thursday, 2 June 2011

Qual a diferenca qual e' ela?...






Qualquer que ela seja...



...Hoje como ontem, milhoes de criancas dormiram na rua



Nenhuma delas era Alema...




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Thursday, 28 April 2011

Dear Prince William...





A couple of weeks ago, on Saturday the 16th April, I was walking down Oxford Street when, approaching Oxford Circus, I saw a gathering of excited people taking pictures of something obviously “unusual”... The centre of all the fuss, it turned out, was a black woman holding – along with posters showing pictures of blonde people (royal and not so) hanging on her head and down her shoulders – a placard with these words:


Dear Prince William

Please put a stop to this wedding.
The people are demanding a natural blonde princess.
Please do not go ahead with it.
Thank you.

Because the natural blonde is the appropriated complexion to represent the natives of the country at the palace.



I joined the crowd with a mixture of puzzlement and amusement, laughed, exchanged brief comments with other people, stood there for a while and then moved on my walking down the street.

After about an hour or so of window-shopping in the surrounding streets (where, by the way, most front shops are featuring the upcoming royal wedding of William and Kate, or just the wedding theme in general), I went back to Oxford Circus to see if the woman and the large crowd were still there. She was but the crowd was much smaller this time. So I decided to approach her and started a conversation:

- Hello… Why are you doing this? Do you actually believe in it?
- Yes, I do…
- Are you doing it for an organization or by yourself?
- No, I’m doing it by myself.
- Why?
- Just to help this white people, because sometimes they don’t understand
these things…
- So, you took the initiative to help them voice what they think?
- Yes, to help the community.
- Where are you from?
- Angola…

... There, I almost suspended my breathing!

- Angola? Really? Nao pode ser! Where in Angola?
- Luanda. Are you angolan?
- Yes, I am! Por esta e' que eu nao esperava... eu so' perguntei porque de repente me pareceu que as suas feicoes eram algures da Africa Austral, estava a pensar no Botswana... afinal e' minha compatriota!
- E' verdade, sou de Luanda, da Samba. Mas nasci em Malange, so' que fui para Luanda pequena e nunca conheci bem Malange. E voce?
- Eu tambem sou de Luanda, embora tambem nao tenha nascido la', mas na Gabela, que tambem nunca conheci porque sai de la' aos dois meses de idade... E entao agora vive ca'?
- Sim.
- Ha' quanto tempo?
- Oh, ja' ha' muitos anos. Eu tenho uma filha de 15 anos que ja' nasceu ca', portanto esta' a ver...
- E entao esta' a fazer esta campanha por sua propria iniciativa, porque acredita nisso?
- Sim...
- Porque?
- E' aquela coisa do negro ajudar o branco e o branco ajudar o negro, sabe?...
- E comecou hoje, ou ja' ha' mais tempo?
- Nao, eu ja' venho fazendo isto ha' 6 meses. Aqui e no Hyde Park, no Speakers' Corner, mas ali eu nao gosto muito porque e' mais para a politica e a religiao...

Meanwhile a new crowd, this time comprising mainly young black women, started gathering again and perhaps encouraged by our conversation, also started addressing her. But... they were not as friendly as I had been: "Why are you doing this? Do you think you have the right to do this? You have a lot of explaining to do to me!... You are not even from this country (...apparently, they'd picked up a bit of our conversation...), but I was born here, I'm a native of this country and it wouldn't cross my mind to come up with something like this! I mean, "a natural blonde"? What are you talking about?!", shouted one, while others proceeded: "This woman is crazy, she is with the devil, she needs to go to church!... or it's the church that turned her into this!"

Well, at this point they started to become so aggressive towards her, talking (shouting!) all at the same time and moving closer and closer to her, that I felt compelled to intervene...

A long and heated discussion ensued, where I argued that "wrong as she could be, she had the right to express her views; this is a free country, where everybody has that right, why not her?" The girls argued back that "if she was brave enough to stand on Oxford circus holding such an offensive message she should be prepared to be confronted!", having one of them thrown this at her: "Look at you, you're black, carrying a plastic bag, your shoes are worn out as if there was no Top Shop right here... and you're standing here for a blonde princess in a country that's not even yours?!... Shame on you!"

And I said to this girl: - Look, I personally have a problem with black girls who permanently wear wigs and weaves like you do, yet I don’t feel that I have the right to attack you on the street because of that…
- But weaves are not offensive, she shouted back at me.
- They are offensive to me! I returned, while lifting my hat to show her my dreadlocks and adding: look, I wear my hair like this and for it I am often discriminated against, so I feel offended by black girls wearing weaves who then show ‘outrage’ on the face of a black woman arguing for a ‘natural blonde’!
- But my weave is black and my natural hair is black too!
- It doesn’t matter, I argued, you could be wearing a blonde weave or wig as many black women do just because you don't have the courage to show your natural hair and want to look white… it’s the same with white women dying their hair blonde. And to me it all amounts to the same thing that this woman is standing here for! Therefore, I don’t think that you have the 'high moral ground' to be attacking her in this way…
- But do you agree with her? Another one asked to me.
- No, I don’t and I regret what she is doing. In fact I think that she might have a mental health problem of some sort, because no one in their right mind would stand in Oxford Circus holding a message like this…
- So why are you defending her?! I don’t understand what your point is!
- My point is simply ‘leave the woman alone’! The message is not directed at you, so you shouldn’t be attacking her freedom of expression!

Well, the discussion went on and on, starting at some point to become really threatening, until I turned my back on them, saying "I don't play silly games with silly girls", and joined another conversation with a young white brunette, L., who told me that she was born in France of a North African mother and a Israeli father. She was also critical of the woman’s message calling it “narrow-minded” and “dangerous”, but this turned out to be a much more productive conversation between me, her and Maria de Jesus (that’s how my compatriot told me she is called) – it was L. who took the picture of the two of us illustrating this post.

Maria de Jesus’s main argument was to the effect that “if you want to be the Prime Minister or a member of the Cabinet in this country, it’s OK not to be white or blonde, but to be a member of the Royal Family it’s a different story, you have to preserve the royal lineage and have the same DNA as the country’s natives. It’s the same in Africa, China, or anywhere in the world where there is a Monarchy.”

Mas pelo meio da discussao com as raparigas negras, a Maria de Jesus so’ me dizia: “nao liga; essas sao umas sanzaleiras que nao entendem nada, eu ja’ estou habituada”!

No fim de tudo fiquei com pena da Maria de Jesus, porque – a menos que, como tambem admito como hipotese provavel, ela esteja de facto a ser paga para se prestar a esse papel ridiculo, especialmente com aquele chapeu de espantalho, por alguma organizacao de cidadaos brancos deste pais (e talvez mais provavelmente, de mulheres “louras naturais”…), ja’ que muitos sao os que defendem esse ponto de vista, mas nao teem a coragem de o expressar publicamente... mesmo perante o facto de haver muito poucos "louros naturais" neste pais e o proprio Principe William ser mais ruivo do que louro, sendo a ascendencia da sua Familia Real, onde tambem praticamente nao ha' "louros naturais", muito mais "nativa" do Imperio Austro-Hungaro do que destas Ilhas! –, ela deve ter mesmo problemas psiquicos e precisa de ajuda!

Uma coisa, no entanto, ficou registada na minha mente durante todo aquele episodio: de todas as pessoas que se manifestaram ultrajadas e ofendidas, a esmagadora maioria eram jovens negras usando tissagens de longos cabelos lisos artificiais… Sera' que todas elas acreditam secretamente que poderiam ser "elegiveis" para serem escolhidas pelo Principe William para suas noivas/esposas e aceites pela Familia Real Britanica e pelos seus subditos? I wonder...


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Dear Prince William

Please put a stop to this wedding.
The people are demanding a natural blonde princess.
Please do not go ahead with it.
Thank you.

Because the natural blonde is the appropriated complexion to represent the natives of the country at the palace.



I joined the crowd with a mixture of puzzlement and amusement, laughed, exchanged brief comments with other people, stood there for a while and then moved on my walking down the street.

After about an hour or so of window-shopping in the surrounding streets (where, by the way, most front shops are featuring the upcoming royal wedding of William and Kate, or just the wedding theme in general), I went back to Oxford Circus to see if the woman and the large crowd were still there. She was but the crowd was much smaller this time. So I decided to approach her and started a conversation:

- Hello… Why are you doing this? Do you actually believe in it?
- Yes, I do…
- Are you doing it for an organization or by yourself?
- No, I’m doing it by myself.
- Why?
- Just to help this white people, because sometimes they don’t understand
these things…
- So, you took the initiative to help them voice what they think?
- Yes, to help the community.
- Where are you from?
- Angola…

... There, I almost suspended my breathing!

- Angola? Really? Nao pode ser! Where in Angola?
- Luanda. Are you angolan?
- Yes, I am! Por esta e' que eu nao esperava... eu so' perguntei porque de repente me pareceu que as suas feicoes eram algures da Africa Austral, estava a pensar no Botswana... afinal e' minha compatriota!
- E' verdade, sou de Luanda, da Samba. Mas nasci em Malange, so' que fui para Luanda pequena e nunca conheci bem Malange. E voce?
- Eu tambem sou de Luanda, embora tambem nao tenha nascido la', mas na Gabela, que tambem nunca conheci porque sai de la' aos dois meses de idade... E entao agora vive ca'?
- Sim.
- Ha' quanto tempo?
- Oh, ja' ha' muitos anos. Eu tenho uma filha de 15 anos que ja' nasceu ca', portanto esta' a ver...
- E entao esta' a fazer esta campanha por sua propria iniciativa, porque acredita nisso?
- Sim...
- Porque?
- E' aquela coisa do negro ajudar o branco e o branco ajudar o negro, sabe?...
- E comecou hoje, ou ja' ha' mais tempo?
- Nao, eu ja' venho fazendo isto ha' 6 meses. Aqui e no Hyde Park, no Speakers' Corner, mas ali eu nao gosto muito porque e' mais para a politica e a religiao...

Meanwhile a new crowd, this time comprising mainly young black women, started gathering again and perhaps encouraged by our conversation, also started addressing her. But... they were not as friendly as I had been: "Why are you doing this? Do you think you have the right to do this? You have a lot of explaining to do to me!... You are not even from this country (...apparently, they'd picked up a bit of our conversation...), but I was born here, I'm a native of this country and it wouldn't cross my mind to come up with something like this! I mean, "a natural blonde"? What are you talking about?!", shouted one, while others proceeded: "This woman is crazy, she is with the devil, she needs to go to church!... or it's the church that turned her into this!"

Well, at this point they started to become so aggressive towards her, talking (shouting!) all at the same time and moving closer and closer to her, that I felt compelled to intervene...

A long and heated discussion ensued, where I argued that "wrong as she could be, she had the right to express her views; this is a free country, where everybody has that right, why not her?" The girls argued back that "if she was brave enough to stand on Oxford circus holding such an offensive message she should be prepared to be confronted!", having one of them thrown this at her: "Look at you, you're black, carrying a plastic bag, your shoes are worn out as if there was no Top Shop right here... and you're standing here for a blonde princess in a country that's not even yours?!... Shame on you!"

And I said to this girl: - Look, I personally have a problem with black girls who permanently wear wigs and weaves like you do, yet I don’t feel that I have the right to attack you on the street because of that…
- But weaves are not offensive, she shouted back at me.
- They are offensive to me! I returned, while lifting my hat to show her my dreadlocks and adding: look, I wear my hair like this and for it I am often discriminated against, so I feel offended by black girls wearing weaves who then show ‘outrage’ on the face of a black woman arguing for a ‘natural blonde’!
- But my weave is black and my natural hair is black too!
- It doesn’t matter, I argued, you could be wearing a blonde weave or wig as many black women do just because you don't have the courage to show your natural hair and want to look white… it’s the same with white women dying their hair blonde. And to me it all amounts to the same thing that this woman is standing here for! Therefore, I don’t think that you have the 'high moral ground' to be attacking her in this way…
- But do you agree with her? Another one asked to me.
- No, I don’t and I regret what she is doing. In fact I think that she might have a mental health problem of some sort, because no one in their right mind would stand in Oxford Circus holding a message like this…
- So why are you defending her?! I don’t understand what your point is!
- My point is simply ‘leave the woman alone’! The message is not directed at you, so you shouldn’t be attacking her freedom of expression!

Well, the discussion went on and on, starting at some point to become really threatening, until I turned my back on them, saying "I don't play silly games with silly girls", and joined another conversation with a young white brunette, L., who told me that she was born in France of a North African mother and a Israeli father. She was also critical of the woman’s message calling it “narrow-minded” and “dangerous”, but this turned out to be a much more productive conversation between me, her and Maria de Jesus (that’s how my compatriot told me she is called) – it was L. who took the picture of the two of us illustrating this post.

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Mas pelo meio da discussao com as raparigas negras, a Maria de Jesus so’ me dizia: “nao liga; essas sao umas sanzaleiras que nao entendem nada, eu ja’ estou habituada”!

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Uma coisa, no entanto, ficou registada na minha mente durante todo aquele episodio: de todas as pessoas que se manifestaram ultrajadas e ofendidas, a esmagadora maioria eram jovens negras usando tissagens de longos cabelos lisos artificiais… Sera' que todas elas acreditam secretamente que poderiam ser "elegiveis" para serem escolhidas pelo Principe William para suas noivas/esposas e aceites pela Familia Real Britanica e pelos seus subditos? I wonder...


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Tuesday, 22 March 2011

Amizade, Amizade... Para que te quero? [R]*





Ou de como a Loanda Kontemporanea vem fazendo neofitas amizades
(... dos "ancestrais", aos "compadres e amigos", passando pela "propria outra"... nao tarda muito e, a boa maneira Kalu, passamos a ser "todos familia do mesmo sangue" - nao obrigada!... too late for that, sorry! - Vultos eh?!... eheheheheh!!! )

... Ou de como a ocasiao faz o/a "..." oportunista!

Ou apenas ... (mais) uma peca de tragicomedia!


{... In any case, keep enjoying yourselves because
you're just showing your true colours ...}


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[Maria Cristina - Eliades Ochoa & Compay Segundo]

*[Postado inicialmente a 28/06/10 - Repostado hoje a proposito de... Marco Mulher]







Ou de como a Loanda Kontemporanea vem fazendo neofitas amizades
(... dos "ancestrais", aos "compadres e amigos", passando pela "propria outra"... nao tarda muito e, a boa maneira Kalu, passamos a ser "todos familia do mesmo sangue" - nao obrigada!... too late for that, sorry! - Vultos eh?!... eheheheheh!!! )

... Ou de como a ocasiao faz o/a "..." oportunista!

Ou apenas ... (mais) uma peca de tragicomedia!


{... In any case, keep enjoying yourselves because
you're just showing your true colours ...}


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*[Postado inicialmente a 28/06/10 - Repostado hoje a proposito de... Marco Mulher]



Sunday, 20 February 2011

A Irresponsabilidade do Vazio* [Revisto e Actualizado]




"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.




Olhamos para os cantos
Buscando um espaço
Anunciado tempo de sonho
Em espiral
No percurso das veias
Já corroídas pelo vazio, raiz da loucura
Se não preenchido a tempo.

[Extracto de Canto dos Olhos – A.S. in S.O.S.]




Juro por Deus [e desde ja’ Lhe peco perdao por invocar assim o Seu nome em vao – e’ que, cada vez mais, vou dando por mim regressando ‘a minha fe’ em Deus (ou, mais precisamente, em Jesus, meu xara’), dos meus tempos de infancia e adolescencia: quanto menos vou acreditando nos homens (e mulheres) deste mundo, mais necessidade vou sentindo de ter Alguem em quem acreditar!... Embora continue a detestar homilias!...] que tinha decidido ha’ ja’ bastante tempo nao voltar a deixar-me arrastar em discussoes inocuas com “surdos-mudos”, especialmente os do tipo arrogante ignorante e/ou intelectualmente desonesto. De facto, comecei a implementar essa decisao de forma efectiva no inicio deste ano com este "Thought for the Year" e, em seguida, ao longo das ultimas semanas, com a retirada progressiva de todos os posts real ou potencialmente polemicos que neste blog publiquei, em particular os relacionados com uma certa tristemente celebre campanha

Neles se incluiam os que escrevi, ainda nos primordios deste blog, sob o titulo generico “Makas na Sanzala”, sobre algumas das “homilias” de Mia Couto (MC). Nao e’, portanto, sem alguma relutancia que me sinto compelida a voltar a escrever a proposito de mais uma delas – o que, muito a contragosto, me levou a ter que ‘repostar’ alguns dos posts relacionados que ja’ havia retirado. Ja’ ha’ muito nao recebia, por email, tais “homilias” – mais precisamente desde a que ficou mais conhecida pelo “sejamos claros” –, pelo que me desgostou sobremaneira voltar agora a receber mais uma dessas missivas em forma de “arma de arremesso” (transcrita no final deste texto)…

E’ entitulada “O Peso do Vazio” (o que me recorda uma outra, de Pepetela, entitulada “O Horror do Vazio” – e’, o vazio parece estar na moda!… Ja' agora, um outro 'tipo de vazio', o do bolso, pode ser encontrado aqui) e, de tao aparentemente aimless, soou-me, recorrendo ao rico vocabulario do seu mui distinto e consagrado autor, oca, bacoca, vazia e… irresponsavel!


[Kant - by Yinka Shonibare]


[Continua aqui]


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Vultures

Falando do Homem Novo

Falando de Intelectualismo(s)

African Intellectuals in the Belly of the Beast



*Aparentemente, esta foi a "resposta" de Mia Couto a este post: "Os Falsaportes" - o qual, por sua vez, podera' ser lido em referencia a este.








"(...) Age was respected among his people, but achievement was revered. As the elders said, if a child washed his hands he could eat with kings. Okonkwo had clearly washed his hands and so he ate with kings and elders."
Biyi Bandele [in Introduction to Chinua Achebe's Things Fall Apart - Penguim, 2001 edition]

N.B.: Chinua Achebe started writing Things Fall Apart, his magnum opus published three years later, in 1958, which has earned him the title of 'The Grandfather of African Literature', at the age of 25.




Olhamos para os cantos
Buscando um espaço
Anunciado tempo de sonho
Em espiral
No percurso das veias
Já corroídas pelo vazio, raiz da loucura
Se não preenchido a tempo.

[Extracto de Canto dos Olhos – A.S. in S.O.S.]




Juro por Deus [e desde ja’ Lhe peco perdao por invocar assim o Seu nome em vao – e’ que, cada vez mais, vou dando por mim regressando ‘a minha fe’ em Deus (ou, mais precisamente, em Jesus, meu xara’), dos meus tempos de infancia e adolescencia: quanto menos vou acreditando nos homens (e mulheres) deste mundo, mais necessidade vou sentindo de ter Alguem em quem acreditar!... Embora continue a detestar homilias!...] que tinha decidido ha’ ja’ bastante tempo nao voltar a deixar-me arrastar em discussoes inocuas com “surdos-mudos”, especialmente os do tipo arrogante ignorante e/ou intelectualmente desonesto. De facto, comecei a implementar essa decisao de forma efectiva no inicio deste ano com este "Thought for the Year" e, em seguida, ao longo das ultimas semanas, com a retirada progressiva de todos os posts real ou potencialmente polemicos que neste blog publiquei, em particular os relacionados com uma certa tristemente celebre campanha

Neles se incluiam os que escrevi, ainda nos primordios deste blog, sob o titulo generico “Makas na Sanzala”, sobre algumas das “homilias” de Mia Couto (MC). Nao e’, portanto, sem alguma relutancia que me sinto compelida a voltar a escrever a proposito de mais uma delas – o que, muito a contragosto, me levou a ter que ‘repostar’ alguns dos posts relacionados que ja’ havia retirado. Ja’ ha’ muito nao recebia, por email, tais “homilias” – mais precisamente desde a que ficou mais conhecida pelo “sejamos claros” –, pelo que me desgostou sobremaneira voltar agora a receber mais uma dessas missivas em forma de “arma de arremesso” (transcrita no final deste texto)…

E’ entitulada “O Peso do Vazio” (o que me recorda uma outra, de Pepetela, entitulada “O Horror do Vazio” – e’, o vazio parece estar na moda!… Ja' agora, um outro 'tipo de vazio', o do bolso, pode ser encontrado aqui) e, de tao aparentemente aimless, soou-me, recorrendo ao rico vocabulario do seu mui distinto e consagrado autor, oca, bacoca, vazia e… irresponsavel!


[Kant - by Yinka Shonibare]


[Continua aqui]


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*Aparentemente, esta foi a "resposta" de Mia Couto a este post: "Os Falsaportes" - o qual, por sua vez, podera' ser lido em referencia a este.





Sunday, 16 January 2011

"A (radio)(bio) logi(c)a de uma (outra) Kampanha..." [Actualizado]



"O grande inimigo da verdade, muitas vezes não é a mentira - deliberada, compulsiva e desonesta - , mas o mito - persistente, persuasivo e irrealista. Acreditar em mitos dá o conforto da opinião sem o desconforto do pensamento." John F. Kennedy

e...


"Quando alguem expoe a visibilidade do mito acha-se ao servico de pretextos..."
Herberto Helder


"O problema nao e' fantasiar; o problema e' quando se comeca a acreditar na propria fantasia... e a agir em funcao dela." A.S.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."

[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!



***


(...) "A 'chileshe' ke nao era a Ophra"



[imagem daqui]


"Kwale Ophra?"




"A 'barata' ke (nao) p(h)odia kompra um kubiko aki!"



"ou aki"



"Ai, e o kubiko dela aki" ke le kassumbularam kum ele 'atraves' do "koitado"? ... Ja' pra nao falar no outro no predio da Novembro/Sociborda k'ela perdeu kwando lhe raptaram no "inkrivel svengali"?..."





"Oh... (d)eskece! Isso seria fazer 'muito esforco', 'muito esforco mesmo', pra pobre e insignificante kriatura rejeitada (v)ir tirar 'a nossa prata da kaza o ke nao lhe pertence!...



... Ate' porke nao lhe recebeu de heranca dos seus ancestrais!"





... Ela ke venha maze' aki pra lhe p(h)odermos nos todos juntos mais o nosso Gugas e a nossa diva da pornografia nacional ate' lhe matarmos e lhe engolirmos no nosso multiplo orgasmo lugubre me'! Ke' pra num fika ai so' a sobra atoa nas Europas toda fresca a ver assim a sua odisseia mundiana encurtada em troca de efemeros prazeres e de alguns trocados, porke afinal prake ke servem os genitais e o utero?!..."




"e o resto..."




"e' estoria..."



"muito mal kontada!"


"(...)"

***


"O que custa nao e' cometer um erro, o que custa e' admiti-lo e corrigi-lo."

"Amigo do meu inimigo meu inimigo e' e com amigos como estes nao preciso de inimigos."


***
[Obs: Algumas - de facto, a maior parte - das imagens deste post foram "garimpadas" aqui.]



"O grande inimigo da verdade, muitas vezes não é a mentira - deliberada, compulsiva e desonesta - , mas o mito - persistente, persuasivo e irrealista. Acreditar em mitos dá o conforto da opinião sem o desconforto do pensamento." John F. Kennedy

e...


"Quando alguem expoe a visibilidade do mito acha-se ao servico de pretextos..."
Herberto Helder


"O problema nao e' fantasiar; o problema e' quando se comeca a acreditar na propria fantasia... e a agir em funcao dela." A.S.


"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."

[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!



***


(...) "A 'chileshe' ke nao era a Ophra"



[imagem daqui]


"Kwale Ophra?"




"A 'barata' ke (nao) p(h)odia kompra um kubiko aki!"



"ou aki"



"Ai, e o kubiko dela aki" ke le kassumbularam kum ele 'atraves' do "koitado"? ... Ja' pra nao falar no outro no predio da Novembro/Sociborda k'ela perdeu kwando lhe raptaram no "inkrivel svengali"?..."





"Oh... (d)eskece! Isso seria fazer 'muito esforco', 'muito esforco mesmo', pra pobre e insignificante kriatura rejeitada (v)ir tirar 'a nossa prata da kaza o ke nao lhe pertence!...



... Ate' porke nao lhe recebeu de heranca dos seus ancestrais!"





... Ela ke venha maze' aki pra lhe p(h)odermos nos todos juntos mais o nosso Gugas e a nossa diva da pornografia nacional ate' lhe matarmos e lhe engolirmos no nosso multiplo orgasmo lugubre me'! Ke' pra num fika ai so' a sobra atoa nas Europas toda fresca a ver assim a sua odisseia mundiana encurtada em troca de efemeros prazeres e de alguns trocados, porke afinal prake ke servem os genitais e o utero?!..."




"e o resto..."




"e' estoria..."



"muito mal kontada!"


"(...)"

***


"O que custa nao e' cometer um erro, o que custa e' admiti-lo e corrigi-lo."

"Amigo do meu inimigo meu inimigo e' e com amigos como estes nao preciso de inimigos."


***
[Obs: Algumas - de facto, a maior parte - das imagens deste post foram "garimpadas" aqui.]

Friday, 14 January 2011

Uma outra (red) accao




[Ou, a karapussa ke me serve...]


Com a Wiki, o jornalismo deixou o quarto (dopoder) para passar a ocupar a sala de visitas do mundo.

Quer se goste quer não do Julian Assanje, ele já entrou para a história contemporânea e vai lá ficar por mérito próprio com o seu "jornalismo científico".

{d'aki}


[Fasso minhas essas palavras... ressalvando "as aparencias que iludem... ou as iludencias que aparudem", of course...]

Monday, 6 December 2010

"Perturbacoes"

[imagem daqui]




Qual a diferenca qual e' ela?...


[imagem daqui]


Entre um perturbado que diz que "por altura do comercio transatlantico de escravos a Africa nao foi capaz de 'despachar para o mar' um unico barco fabricado pelos seus" (... para transportar os seus proprios escravos?)... e uma perturbada que diz, sem apresentar quaisquer provas ou referencias crediveis, que "as mulheres europeias foram as primeiras a domesticar galinhas" (... para fazer moamba com todos os ingredientes importados?)...

Ou entre um perturbado que diz que o Mandela so' provocou desgracas a Africa do Sul (crime, Sida, corrupcao, etc.)... e uma perturbada que do Mandela apenas "celebra" o estadio com o seu nome por altura do Mundial de Futebol na Africa do Sul (... em 'homenagem' ao seu 'chefalato coreografico' por altura do CAN em Angola?)...

Ou entre um perturbado que pergunta "what's wrong with you black women supporting Obama"? (... porque e' filho de uma branca?)... e outra perturbada que pergunta "porque que todo o mundo teve uma palavra a dizer sobre a eleicao do Barack Obama? (... porque escrevem em ingles?)...

Ou ainda, entre um perturbado PhD, ladeado por uma mulher branca, que nunca soube a Historia de Africa e diz "nao se identificar com negros" (... porque nasceu na America?)... e outro perturbado PhD, ladeado por uma mulher branca, que ignora a Historia de Africa e diz "nao se identificar com africanos" (... porque nasceu na Europa?)...


Descubra as semelhancas aqui, aqui, aqui e aqui...


***

'Perturbacoes Semelhantes':


Problematika

Afinale?!

[imagem daqui]




Qual a diferenca qual e' ela?...


[imagem daqui]


Entre um perturbado que diz que "por altura do comercio transatlantico de escravos a Africa nao foi capaz de 'despachar para o mar' um unico barco fabricado pelos seus" (... para transportar os seus proprios escravos?)... e uma perturbada que diz, sem apresentar quaisquer provas ou referencias crediveis, que "as mulheres europeias foram as primeiras a domesticar galinhas" (... para fazer moamba com todos os ingredientes importados?)...

Ou entre um perturbado que diz que o Mandela so' provocou desgracas a Africa do Sul (crime, Sida, corrupcao, etc.)... e uma perturbada que do Mandela apenas "celebra" o estadio com o seu nome por altura do Mundial de Futebol na Africa do Sul (... em 'homenagem' ao seu 'chefalato coreografico' por altura do CAN em Angola?)...

Ou entre um perturbado que pergunta "what's wrong with you black women supporting Obama"? (... porque e' filho de uma branca?)... e outra perturbada que pergunta "porque que todo o mundo teve uma palavra a dizer sobre a eleicao do Barack Obama? (... porque escrevem em ingles?)...

Ou ainda, entre um perturbado PhD, ladeado por uma mulher branca, que nunca soube a Historia de Africa e diz "nao se identificar com negros" (... porque nasceu na America?)... e outro perturbado PhD, ladeado por uma mulher branca, que ignora a Historia de Africa e diz "nao se identificar com africanos" (... porque nasceu na Europa?)...


Descubra as semelhancas aqui, aqui, aqui e aqui...


***

'Perturbacoes Semelhantes':


Problematika

Afinale?!

Monday, 25 October 2010

Desculpe Senhora Ministra, mas...

... O seu discurso e'...

A Ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, recomendou, ontem, em Luanda, ás famílias angolanas, a frequentarem a Igreja e ouvirem mais a palavra de Deus, como uma forma de alimentarem a sua espiritualidade.
Genoveva Lino falava depois da celebração eucarística, feita pelo Cardeal Franc Rodé, realizada na Paróquia da Nossa Senhora de Fátima, que contou com a presença dos bispos de Angola, membros do Executivo, sociedade civil e fiéis.
Genoveva Lino disse que quando as pessoas se guiam pela palavra de Deus e com muita fé, "ganham mais força para trabalhar no engrandecimento de Angola. Peço às famílias para que tenham fé para que possamos com Deus superar as nossas dores e ter mais força para trabalhar".
A ministra disse ainda que "estamos conscientes que há muito trabalho para fazer, as dificuldades que enfrentamos são enormes mas com ajuda do Senhor e a fé, vamos conseguir vencer". Numa sociedade em crescimento como Angola, as famílias devem seguir a palavra de Deus para que tenham uma vida mais digna. "Não há palavra melhor do que a do Senhor, cada cidadão deve ter, ler e absorver o grande livro sagrado, a bíblia, porque é o livro da vida. E se todos nós o seguirmos, teremos uma vida mais digna, tal como a própria bíblia diz, que feliz é a nação que o próprio Deus é o Senhor", disse Genoveva Lino.

[aqui]


... Inconstitucional!


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA
Artigo 10.º
(Estado laico)

1. A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado
e as igrejas, nos termos da lei.

[aqui]





ADENDA

DESCULPEM SENHORES BISPOS, MAS...
A conferência Episcopal de Angola e São Tomé poderá fazer-se representar junto
do parlamento angolano.
Segundo o documento final da II Assembleia Anual da CEAST, o órgão defende a integração na Assembleia nacional de Angola de um representante dos prelados dos dois países, para se fazer ouvir ao mais alto nível da nação.

[aqui]
O bispo Administrador do Saurimo Dom Emanuel Imbamba, secretário da conferência episcopal, defendeu a emenda da Constituição de modo a impedir o alastramento da religião Islâmica em Angola. Este foi um dos temas analisado na II Assembleia Plenária dos Bispos que hoje terminou.
Quando questionado sobre o que teria eventualmente falhado na igreja católica para que tivesse lugar este crescendo, o bispo Dom Imbamba atribuiu culpas ao marxismo –leninismo e à abrupta abertura à manifestação religiosa como causas próximas do actual ambiente.
[aqui]


... As Vossas pretensoes nao so' sao Inconstitucionais como Anti-Ecumenicas!



Vide:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Artigo 10.º
(Estado laico)

1. A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado e as igrejas, nos termos da lei.
2. O Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres na sua organização e no exercício das suas actividades, desde que as mesmas se conformem à Constituição e às leis da República de Angola.
3. O Estado protege as igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares e objectos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem pública e se conformem com a Constituição e a lei.


Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)

1. A liberdade de consciência, de crença religiosa e de culto é inviolável.
2. Ninguém pode ser privado dos seus direitos, perseguido ou isento de obrigações por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.
3. É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei.
4. Ninguém pode ser questionado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou práticas religiosas, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis.


Artigo 141.º
(Definição)

1. A Assembleia Nacional é o parlamento da República de Angola.
2. A Assembleia Nacional é um órgão unicamaral, representativo de todos os angolanos, que exprime a vontade soberana do povo e exerce o poder legislativo do Estado.


Artigo 142.º
(Composição)

A Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Constituição e da lei.


Artigo 236.º
(Limites materiais)

As alterações da Constituição têm de respeitar o seguinte:

g) A laicidade do Estado e o princípio da separação entre o Estado e as igrejas;

... O seu discurso e'...

A Ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, recomendou, ontem, em Luanda, ás famílias angolanas, a frequentarem a Igreja e ouvirem mais a palavra de Deus, como uma forma de alimentarem a sua espiritualidade.
Genoveva Lino falava depois da celebração eucarística, feita pelo Cardeal Franc Rodé, realizada na Paróquia da Nossa Senhora de Fátima, que contou com a presença dos bispos de Angola, membros do Executivo, sociedade civil e fiéis.
Genoveva Lino disse que quando as pessoas se guiam pela palavra de Deus e com muita fé, "ganham mais força para trabalhar no engrandecimento de Angola. Peço às famílias para que tenham fé para que possamos com Deus superar as nossas dores e ter mais força para trabalhar".
A ministra disse ainda que "estamos conscientes que há muito trabalho para fazer, as dificuldades que enfrentamos são enormes mas com ajuda do Senhor e a fé, vamos conseguir vencer". Numa sociedade em crescimento como Angola, as famílias devem seguir a palavra de Deus para que tenham uma vida mais digna. "Não há palavra melhor do que a do Senhor, cada cidadão deve ter, ler e absorver o grande livro sagrado, a bíblia, porque é o livro da vida. E se todos nós o seguirmos, teremos uma vida mais digna, tal como a própria bíblia diz, que feliz é a nação que o próprio Deus é o Senhor", disse Genoveva Lino.

[aqui]


... Inconstitucional!


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA
Artigo 10.º
(Estado laico)

1. A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado
e as igrejas, nos termos da lei.

[aqui]





ADENDA

DESCULPEM SENHORES BISPOS, MAS...
A conferência Episcopal de Angola e São Tomé poderá fazer-se representar junto
do parlamento angolano.
Segundo o documento final da II Assembleia Anual da CEAST, o órgão defende a integração na Assembleia nacional de Angola de um representante dos prelados dos dois países, para se fazer ouvir ao mais alto nível da nação.

[aqui]
O bispo Administrador do Saurimo Dom Emanuel Imbamba, secretário da conferência episcopal, defendeu a emenda da Constituição de modo a impedir o alastramento da religião Islâmica em Angola. Este foi um dos temas analisado na II Assembleia Plenária dos Bispos que hoje terminou.
Quando questionado sobre o que teria eventualmente falhado na igreja católica para que tivesse lugar este crescendo, o bispo Dom Imbamba atribuiu culpas ao marxismo –leninismo e à abrupta abertura à manifestação religiosa como causas próximas do actual ambiente.
[aqui]


... As Vossas pretensoes nao so' sao Inconstitucionais como Anti-Ecumenicas!



Vide:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Artigo 10.º
(Estado laico)

1. A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado e as igrejas, nos termos da lei.
2. O Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres na sua organização e no exercício das suas actividades, desde que as mesmas se conformem à Constituição e às leis da República de Angola.
3. O Estado protege as igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares e objectos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem pública e se conformem com a Constituição e a lei.


Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)

1. A liberdade de consciência, de crença religiosa e de culto é inviolável.
2. Ninguém pode ser privado dos seus direitos, perseguido ou isento de obrigações por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.
3. É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei.
4. Ninguém pode ser questionado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou práticas religiosas, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis.


Artigo 141.º
(Definição)

1. A Assembleia Nacional é o parlamento da República de Angola.
2. A Assembleia Nacional é um órgão unicamaral, representativo de todos os angolanos, que exprime a vontade soberana do povo e exerce o poder legislativo do Estado.


Artigo 142.º
(Composição)

A Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Constituição e da lei.


Artigo 236.º
(Limites materiais)

As alterações da Constituição têm de respeitar o seguinte:

g) A laicidade do Estado e o princípio da separação entre o Estado e as igrejas;