This entry was posted on Monday, June 01, 2009 and is filed under ANGOLA, FUTEBOL, MENTALIDADE, SOCIEDADE. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response.
MAMÃ NEGRA
(canto da esperança)
(À memória do poeta haitiano Jacques Roumain)
Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça,
Drama de carne e sangue
Que a Vida escreveu com a pena dos séculos!
Pela tua voz
Vozes vindas dos canaviais dos arrozais dos cafezais
[dos seringais dos algodoais!...
Vozes das plantações de Virgínia
dos campos das Carolinas
Alabama
Cuba
Brasil...
Vozes dos engenhos dos bangüês das tongas dos eitos
[das pampas das minas!
Vozes de Harlem Hill District South
vozes das sanzalas!
Vozes gemendo blues, subindo do Mississipi, ecoando
[dos vagões!
Vozes chorando na voz de Corrothers:
Lord God, what will have we done
- Vozes de toda América! Vozes de toda África!
Voz de todas as vozes, na voz altiva de Langston
Na bela voz de Guillén...
Pelo teu dorso
Rebrilhantes dorsos aso sóis mais fortes do mundo!
Rebrilhantes dorsos, fecundando com sangue, com suor
[amaciando as mais ricas terras do mundo!
Rebrilhantes dorsos (ai, a cor desses dorsos...)
Rebrilhantes dorsos torcidos no "tronco", pendentes da
[forca, caídos por Lynch!
Rebrilhantes dorsos (Ah, como brilham esses dorsos!)
ressuscitados em Zumbi, em Toussaint alevantados!
Rebrilhantes dorsos...
brilhem, brilhem, batedores de jazz
rebentem, rebentem, grilhetas da Alma
evade-te, ó Alma, nas asas da Música!
...do brilho do Sol, do Sol fecundo
imortal
e belo...
Pelo teu regaço, minha Mãe,
Outras gentes embaladas
à voz da ternura ninadas
do teu leite alimentadas
de bondade e poesia
de música ritmo e graça...
santos poetas e sábios...
Outras gentes... não teus filhos,
que estes nascendo alimárias
semoventes, coisas várias,
mais são filhos da desgraça:
a enxada é o seu brinquedo
trabalho escravo - folguedo...
Pelos teus olhos, minha Mãe
Vejo oceanos de dor
Claridades de sol-posto, paisagens
Roxas paisagens
Dramas de Cam e Jafé...
Mas vejo (Oh! se vejo!...)
mas vejo também que a luz roubada aos teus
[olhos, ora esplende
demoniacamente tentadora - como a Certeza...
cintilantemente firme - como a Esperança...
em nós outros, teus filhos,
gerando, formando, anunciando -
o dia da humanidade
O DIA DA HUMANIDADE!...
Viriato da Cruz
SERÃO DE MENINO
Na noite morna, escura de breu,
enquanto na vasta sanzala do céu,
de volta de estrelas, quais fogaréus,
os anjos escutam parábolas de santos...
na noite de breu
ao quente da voz
de suas avós,
meninos se encantam
de contos bantos...
"Era uma vez uma corça
dona de cabra sem macho...
.........................................
... Matreiro, o cágado lento
tuc... tuc... foi entrando
para o conselho animal...
("- Tão tarde que ele chegou!")
Abriu a boca e falou -
deu a sentença final:
"- Não tenham medo da força!
Se o leão o alheio retém
- luta ao Mal! Vitória ao Bem!
tire-se ao leão, dê-se à corça."
Mas quando lá fora
o vento irado nas fresta chora
e ramos xuaxalha de altas mulembas
e portas bambas batem em massembas
os meninos se apertam de olhos abertos:
- Eué
- É casumbi...
E a gente grande -
bem perto dali
feijão descascando para o quitande-
a gente grande com gosto ri...
Com gosto ri, porque ela diz
que o casumbi males só faz
a quem não tem amor, aos mais
seres buscam, em negra noite,
essa outra voz de casumbi
essa outra voz - Felicidade...
Viriato da Cruz

{Ou ainda... 'da nebulosa da intriga, da calunia e da difamacao, ao gratuito, cobarde e impune assassinio de caracter'... e 'das perolas do ciume, do despeito, da inveja e da maledicencia, as irresponsaveis e podres sementes da intolerancia, da discordia, do odio e da violencia sistemica'...}
{Ou, tambem... 'dos muitos lados da canoa furada', a 'inundacao da caravela Vera-Cruz algures entre Sagres e Cabo-Verde ou entre Sao-Tome e o Principe' passando pelas Bijagos e ao 'afundamento do barco do situacionismo, do seguidismo, do oportunismo politico, do autoritarismo, do pedantismo, do vedetismo, da falta de sentido do ridiculo, da bajulacao, do 'sycophantismo', do lambebotismo, da mediocridade, da petulancia, da imbecilidade, da cretinice, do subdesenvolvimento mental e cultural, do auto-convencimento e da arrogancia ignorante... enfim, da irracionalidade absoluta!'}
{Ou, sobretudo... das ' inocencias que matam ' ao que pode dar "ler-se muitos livros"!}
{Ou ainda... de como nem Freud explica!}
"Oh yes, we did!" (who did it?! Of course I and I alone, e em portugues (!) - NAO TODO O MUNDO!!!)
"Porque que todo o mundo, todo mundo mesmo, teve uma palavra a dizer sobre a eleicao de Obama? ...Porque promover uns e nao outros?...E' porque escrevem em ingles... ainda um certo ocidente.... eu nao confio em nenhum americano!..." (!...)
"(...) o intelectual teria que estar no activo (e, digamos, não reformado); ter-se-ia que ter em conta não os sucessos práticos das suas ideias, senão a influência exercida para além da sua área de actuação profissional. É que por intelectual entenderam os promotores «alguém que tenha mostrado distinção no seu campo profissional simultaneamente à sua habilidade para comunicar ideias e influenciar o debate fora do seu campo de trabalho» (... obviamente que tudo isso me e' totalmente aplicavel! Assenta-me perfeitamente como uma luva!)
"Pois é, em Angola muitos se dizem intelectuais. Boa parte não sabe o que isso significa. Não é intelectual quem quer e tão-pouco quem merece. Não se trata de uma questão de merecimento, não basta ter formação académica. (…) É forçoso (?!) que, aquilo que alguns chamarão militância, seja o denominador comum enquanto cidadão consciente que não pode deixar de ser."(...note-se bem que nao pode ser intelectual ou consciente, muito menos cidadao e menos ainda angolano, quem nao apoie, sirva e se submeta cega e lobotomizadamente, por controlo remoto, como eu, a FpD e o HD mais o resto dos meus amigos - tomem bem nota: todos, como eu, membros da verdadeira e unica elite intelectual - e os seus pares...)
"(...) Se, como Edward Said, considerarmos que o intelectual é ‹‹someone who cannot easily be co-opted by governments or corporations, and whose raison d’être is to represent all those people and issues that (are) routinely forgotten or swept under the rug…" (...)
(…) Razões de ordem espacial (geográfica) explicam algumas ausências bibliográficas… (... claro que nunca ninguem teve a gentileza, a fineza e a caridade de me explicar, nem eu sou assim tao "habitue" de publicacoes para ter reparado nisso por mim propria, que um "jornal de actualidades" nao e' exactamente uma "revista academica" e que uma "opiniao pessoal" e'-o tanto menos quanto mais referencias e quotacoes de outros nela usarmos! )
"E se Martin Luther King é celebrado (eu também o celebro!, como não?!), já Malcolm X sê-lo-á, mas somente por uma franja (eu faço parte desta franja!). Porquê? Porque enquanto King pregou a não-violência (Ghandi, Mandela, são outros exemplos), Malcolm X foi/é considerado um radical." (...)
"(...) Em uma situação normal, não vejo porque, não necessariamente gritar, mas dizer em quem vou votar, porque manter em segredo o meu voto? Se o segredo do voto é uma conquista, a sua divulgação também me parece ser uma conquista – ainda por concretizar. O mesmo se passa com o voto útil, sobretudo numa primeira volta que é, quanto a mim, um absurdo – votassem os norte-americanos deste modo, quem teria sido o candidato do partido democrata teria sido a Hillary Clinton e não o Obama; tivessem feito voto útil, o presidente norte-americano, hoje, seria outro.(!...)
"E quanto àqueles que é suposto serem seus servidores (do poder), o que dizer deles? “Como explicar que indivíduos, aparentemente normais, inteligentes, sirvam governos déspotas, ditatoriais? Ou, mais ainda, sejam cúmplices de desmandos, do desgoverno dos seus países? (..) «o motivo pelo qual talvez seja prudente duvidar do julgamento político de cientistas enquanto cientistas não é, em 1º lugar, a sua falta de “carácter” (...) mas precisamente o facto de que habitam um mundo no qual as palavras perderam o seu poder."
"É certo (?) que quando a oferta é maior do que a procura (...), a inflação (!?) trilha o seu caminho sem qualquer tipo de escolho (!?!?!). Mas não tem de ser assim e a crise e/ou recessão (...) que hoje assola o mundo é disso exemplo com a intervenção dos governos em países onde isso era, há alguns meses, impensável. (!?!?!?)"
"A economia mundial tem que se basear nos donativos das corporacoes para os povos" (!!!)
"(…) Os outros, que nunca foram tidos em conta em decisões que afectam indiscriminadamente todo o planeta, são, porém, as maiores vítimas desta crise a quem, agora, os seus causadores não querem olhar – só á força! Tentam, todos, salvar as suas economias: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, os países escandinavos, enfim, estão mais preocupados consigo, não com os outros, mais frágeis, que estão a pagar por aquilo que não foi a sua opção: o neoliberalismo global e sem fronteiras…" (!...)
"Como sei disso? Não por via de algum trabalho de investigação, mas pelo que me foi e é dado observar." (!!!)
"Claro que isto e' ideologia e nao ciencia!"... (!!!)
"(...) é preciso, uma vez mais tenho de o dizer (...), sabermos (!!!) do que falamos e, claro, agir."
"(...) precisamos de ir para além do semba, do kizomba e do kú-duro, pois só assim progrediremos..."
"(...) Mas a desestruturação da sociedade angolana, da família angolana que tem eco na desestruturação das famílias é, precisamente por isso, um fenómeno social (ista) (total - itario). (…) Não temamos tal coisa!"
"Uma das questões que está por apurar – e ainda que este seja um fenómeno que ocorra um pouco por todo o país – é a seguinte: porque será que a maior percentagem (estatisticas comprovativas?!) destes casos ocorre no norte do país?"
O recente conflito entre Angola e a RDC é uma manifesta manifestação de poder. É uma questão política (Ai, ainda nao sabiam?!). E não foi por falta de «aviso à navegação», sendo que eu própria, também já naveguei por essas águas e escrevi sobre. ( … E nao me perguntem pela referencia, porque, ao contrario dos autores em ingles que aqui nao me canso de referenciar, eu sou uma autora tao amplamente lida e referenciada globalmente que a navegacao sabera’ certamente onde e quando o fiz… )
(...) com todo o rol de «safadezas» (expressão muito grata aos guineenses, mas dita em crioulo é um mimo!) ...
Não resisto a citar Barack Obama, não a propósito da sua intervenção na recente visita que fez ao Gana (bem podia ser!), mas a partir do seu livro autobiográfico: ‹‹Diz-lhe que gostaria de aprender luo, mas é difícil arranjar tempo nos Estados Unidos – afirmei – Conta-lhe como estou ocupado. - Ela compreende isso – retorquiu Auma. – Mas diz também que um homem nunca pode estar demasiado ocupado para conhecer o seu próprio povo›› (… reparem que eu posso nao falar nem entender patavina de kimbundo, kikongo, umbundo, ou quaquer outra lingua nacional de Angola – nunca tive tempo para as aprender e menos ainda para as falar aqui no meu cantinho europeu a beira-mar plantado - mas sou fluentemente ‘conversante’ em crioulo da Guine’ e Cabo-Verde, pelo que ninguem me pode acusar de “nao conhecer o meu proprio povo”!)
"(...) e, como bem disse Péricles, ‹‹quem não se preocupa com a coisa pública, não merece ser ateniense››.Socorrendo- me uma vez mais de Péricles, pergunto aos leitores se mereceremos, nós, ser angolanos?!(!?!?!) (portugueses, cabo-verdianos, sao-tomenses, ou guineenses...)?!"
"...mas convem saber sempre o que nos espera (sempre que se atrevam a ser colocados - voces "todo o mundo" - ao meu lado como pseudo-intelectuais, ou a publicitar criticas que questionem a cientificidade dos meus delirios sobre a minha suave e assaz mutante patria... pois que eu amo de paixao a palavra critica desde que JAMAIS seja criticada!!!)..."
“Privei mais com uns do que com outros mas a todos conheci e a despeito das nossas diferenças, no concernente ao rumo a dar à Casa de Angola, em uma coisa convergíamos: o sentimento de que aquele espaço era nosso! (…) Este não é um obituário mas tão simplesmente a memória e o testemunho de um tempo- espaço.” [… Desculpem-me o lapso, mas deste testemunho nao faz parte qualquer memoria – mesmo porque nao a possuo nem com os seus intervenientes privei no seu tempo-espaco – de que se a Casa de Angola, depois de muitos e longos anos voltou a ser um “espaco nosso” foi porque um pequeno grupo de angolanos de verdade por isso se bateu… e nunca tive conhecimento de que nos seus arquivos muito provavelmente existira’ uma peticao naquele sentido dirigida ao entao Presidente da Camara de Lisboa, Jorge Sampaio, assinada (nao por mim, bem entendido!), entre outros, por um tal de Rui Mingas e por uma tal de mais conhecida nos ultimos tempos como “servidora do poder” … mas essas sao memorias que, mesmo se as tivesse, seriam por demais inconvenientes… fazem-nos sombra! Better sweep them under the rug!...
Igualmente inconveniente seria a memoria por parte da minha co-papagueadora de Said, co-membro do 'Comite' da Especialidade dos Kuribotas' e camarada de luta nesta “queima publica da bruxa pseudo-intelectual” de que uma das “herancas intelectuais” de um tal de Ndunduma - para alem do seu declarado, praticado e consagrado "activismo pro-monolitismo politico-ideologico" -, foi um texto seu dirigido nos anos 80 ao entao Secretario Geral da UEA (tambem muito provavelmente constante dos seus arquivos) em que dizia, entre outras “enormidades certamente para esquecer” sobre um certo “poemario" proscrito (por, entre outras razoes igualmente 'ponderosas', 'cientificas' e 'objectivas', nele se usar, tal como o proprio Ndunduma o fez na sua poesia, o vocabulo "mulembeira" - alegadamente, "prova provada de que a autora nao conhecia a cultura nacional", nao se "reparando" que ela usara, no mesmo poema, o vocabulo "mulemba"...), da autoria da mesma "tal" acima mencionada (e note-se bem que o fez sem que na altura a conhecesse pessoalmente...), que “depois de Alda Lara eis que surge…”. …Definitivamente para esquecer: memoria demasiado “ensombradora” (quanto mais nao seja porque - tal como vos venho demonstrando a saciedade com as minhas mais do que muitas referencias e quotacoes em ingles, que obviamente nao me dou ao trabalho de traduzir, num jornal em portugues e publicado num pais em que a esmagadora maioria dos "excluidos" nao entende patavina de ingles, que "eu tambem domino o ingles!" - deixei-vos agora saber pela primeira vez que... "eu tambem sou poeta!"...) e muito provavelmente ele faria parte da sua lista secreta de "homo insipiens e videns" que "nao entendiam nada de literatura" e, portanto, precisavam de ser 'devidamente educados' por ela "pra nao falar, muito menos escrever, besteira"!
Ah! E desculpem-me la’ isto de tentar a viva forca fazer passar alguem, que ate’ ha’ muito pouco tempo nem sequer sabia da minha existencia (e que ate' publicitou favoravelmente o primeiro texto meu de que teve conhecimento no seu blog... claro que sem suspeitar do calice envenenado de que se tratava!), como “minha rival, concorrente e competidora”… e’ que isso de ‘sentido do ridiculo’, ‘caracter’, ‘etica’, moral’, ‘honestidade intelectual’ e quejandos sao tretas que a gente le nos nossos muitos livros e sobre as quais farta-se de papaguear nas nossas ‘conversas de escarnio e mal dizer’, mas que nao tem tempo, inclinacao nem pachorra, muito menos o habito, de praticar e, afinal... "isso e' Angola"!
E’ que… e desculpem-me mais uma vez por isto, eu preciso desesperada e urgentemente de visibilidade, exposicao, projeccao e reconhecimento, custe o que custar, doa a quem doer e fique mal quem ficar! E’ humano… ou nao e'?! E qual a via mais eficiente e expedita para as obter senao tentar por todos os meios “queimar o nome” e “apagar a sombra” de alguem cujo “tempo-espaco” me aconteceu criar a patetica e doentia ilusao/fixacao de que vim ocupar?! … Pelo menos de falta de “inteligencia” ninguem me pode acusar! Duvidam? Entao tomem la’ mais a que se segue...]
“É, nós continuamos a valorizar o que está mais distante de nós (fazemo-lo sem grande mossa quando se trata de um estrangeiro, de um colega de profissão mas não na mesma empresa e por aí adiante) porventura por estes não nos fazerem sombra, não serem nossos concorrentes directos. Dir-se-á que é humano... diria que este tipo de comportamento encontra-se de forma mais explícita sobretudo em países e sociedades cujo índice de desenvolvimento é baixo e onde a luta pelo poder é acérrima (e.g. Portugal, C-V, G-B, STP...).” … (Desculpem-me la’ mais esta, mas como devem saber, na acerrima luta pelo poder em que estou empenhada vale tudo - ate' tirar olhos! - por isso e' que eu, a minha camarada de luta e o nosso querido amigo HD usamos oculos para proteger os nossos enquanto arrancamos os dos outros... - so' que ele, com tantos afazeres 'na corrida para o poder', esqueceu-se (certamente por se tratar de outra 'memoria demasiado ensombradora, ou sombra a apagar'...) de me contar ESTA!… E mesmo que tivesse contado... a luta continua! - mesmo sabendo-a perdida desde o primeiro momento em que a comecamos...)
“Como é que alguém como você poderia dar a melhor resposta possível às necessidades de aprendizagem das crianças, especialmente aquelas que são vítimas de discriminação, como as raparigas?”(Querem mesmo saber? Pois aprendam comigo, que sou professora e gosto de o ser: nada mais ‘etico’ do que insultar a inteligencia e atacar a dignidade e reputacao de uma “rapariga” por, entre outros similares 'crimes de lesa-patria', ter tido o atrevimento de tecer criticas construtivas a uma certa ‘carta aberta’ exclusivamente assinada por homens e que, dado o seu teor e objectivo, so’ por isso discriminava as “raparigas”…E se a ‘etica’ quiserem juntar eficacia, nada melhor do que faze-lo atraves de um veiculo e de uma forma que ela nao se possa defender, a nao ser que se arrisque a passar perante 'todo o mundo, todo o mundo mesmo', por “ressaibada tresloucada”! ehehehehehe!... E se ao util quiserem juntar o agradavel: nada melhor para o ego do que faze-lo enquanto com isso almofadamos as nossas contas bancarias! ehehehehehe!)
"Conheci uma responsável da Educação, tão ignorante da sua função e do seu lugar, que teve a inefável inconsciência de dizer que apenas era professor quem não era capaz de fazer mais nada... Porque sou professora e gosto de o ser, dir-me-ão – e eu aceitaria tal observação – que eu estou a advogar em causa própria. Estou, sim… Por isso é muito grave a falta de ética no exercício desta profissão – sê-lo-á em todas, dirão, porém, enquanto o contabilista corrupto vai preso e acaba aqui a sua acção, a acção do professor corrupto é seminal. Em todo o caso, serei sempre professora… Aliás, nem sei fazer outra coisa! (… quem fala 'sua' verdade nao merece castigo! Mas, entretanto… coitad(a)os d(a)os alun(a)os, caso se atrevam a apontar o dedo a minha 'mui sui generis' nocao de "etica"!… Convem que saibam sempre o que lhes espera!... ehehehehehe!)
"E retomando as perguntas iniciais, direi que nos encontramos num ponto da História em que já sabemos que não podemos confiar essa tarefa a Deus. (o que nao me impede, como fiz ainda recentemente aqui mesmo nesta canoa furada, de creditar uma indelevel "heranca intelectual" a um homem que era capaz de acusar de "crimes de lesa-patria" quem nao visse o mundo pelas lentes do seu Deus Pai Todo-Poderoso, ex-aequo et bono com um outro homem que nao acreditava senao no seu Deus Marxista-Leninista... tal como, alias, o faco aqui e agora com o Obama e o Putin!) Tem de ser a dos Homens a mão oculta a controlar o nosso destino." (Homens, ouviram? Nao "Seres Humanos"! E' que isso de "gender sensitiveness" pertence a um ponto da Historia a que ainda nao cheguei, ou de Literatura que ainda nao li!... E, de resto, quem ainda duvida de que e' a mao oculta dos homens que controla o destino de mulherzinhas como eu?! )■
{...E PARA TANTO SAO PAGAS! ... JA' VIRAM?!?}
Post relacionado: O MAL E' O QUE SAI DA BOCA DO INTELECTUAL DE ESQUERDA Onde se pode ler, por exemplo, o seguinte: (...) Ocorre que a peculiaridade de pessoas que pensam assim é exatamente a completa incapacidade de raciocinar criticamente, isto é, de pensar por si mesmas, articular argumentos e formar juízos objetivos e imparciais sobre a realidade. Na melhor tradição orwelliana, para o intelectual de "esquerda", "consciente" é o que para gente normal é "lobotomizado", e "crítico" traduz-se por "acrítico". @@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@ N.B.: Porque sei bem do que "a casa gasta", vejo-me forcada a deixar aqui bem claro que tive nos ultimos meses, e tao recentemente quanto aqui ha' duas/tres semanas, insistentes pedidos (nao lhes chamaria, no entanto, utilizando a linguagem de uma destas nossas intelectualoides, "pedinchice"...), com oferta de pagamento nao negligenciavel, por parte do director do SA para nele retomar as minhas cronicas, ou simplesmente para escrever um ou outro artigo sobre temas especificos - a todos recusei por absoluta falta de disponibilidade (mais precisamente por, entre outras coisas, estar envolvida na preparacao da minha contribuicao para uma publicacao da Oxford University Press a sair no proximo ano). Um jornal para o qual, nao sera' demais nota-lo, escrevi no passado mais ou menos recente, a pedido do mesmo director, uma serie de cronicas (cujo sucesso tudo indica estar na base de todo este nonsense...) pelas quais nunca solicitei, nem me foi oferecido, qualquer pagamento... Um jornalista, tambem nao sera' inteiramente deslocado nota-lo aqui, por cuja libertacao, ha' nao muito tempo, fiz uma "campanha" neste blog (a semelhanca, alias, do que ja' tinha aqui feito por um jornalista britanico e um blogger egipcio), na qual (ao contrario de algumas insinuacoes, quando nao "afirmacoes taxativas", das mesmas mulherzinhas aqui em questao) me moveu apenas e tao so' o facto de termos sido, ainda que brevissimamente (pois que, se a memoria nao me atraicoa, eu sai da ANGOP pouco depois de ele para la' ter entrado, sendo que desde entao nunca mais nos vimos), colegas de trabalho e, acima de tudo, o meu engajamento (tendo vindo por isso a pagar, e bem!, o preco...) em causas da sociedade civil angolana em geral e, em particular, nas lutas pelas liberdades de imprensa, informacao e expressao ha' muitos anos: mais precisamente, desde que sai da ANGOP (e pelas razoes e pela forma como sai...) ja' la' vao quase 30 anos! Devo tambem deixar PERFECTLY AND PATENTLY CLEAR que NUNCA, em nenhum momento, aqui ou em lugar algum, me auto-designei "intelectual" - o que quer que isso seja! Se outros o fizeram em meu nome, entao que os "culpabilizem" directa e unicamente por tal "crime de lesa-patria" e... DEIXEM-ME EM PAZ DE UMA VEZ POR TODAS [!!!] com os vossos "intelectualismos" de trazer por casa, resultantes, entre outras manias obtusas e presuncoes e pretensoes elitistas, da confusao epistemologica entre a definicao de INTELECTUAL tout court e a do intelectual dito "de esquerda", ou "intelectual revolucionario": aquele que, na vossa(?) ideologia totalitaria (ou, selon Said...), deve imperativamente ser um "activista" e estar forcosa e imprescindivelmente na vanguarda da luta pela ditadura do proletariado, a falar em nome do 'povo' e das 'massas ignaras' que nao sabem o que e' bom, ou dos 'operarios e camponeses' que, por supostamente definitiva e irremediavelmente 'iletrados' e 'incultos', se demonstram demasiado propensos a alienacao e ao reaccionarismo em favor dos 'burgueses', 'pequeno-burgueses' e 'lumpens', razao pela qual nao podem ter voto (e muito menos secreto!) em nenhuma materia! [... Nao que suas senhorias estejam, ou alguma vez tenham estado em tal 'vanguarda' - nem de perto, nem de longe! -, pois que tal nao seria apropriado, muito menos de "bom tom", para tao 'dignissimas' e 'pacatas' mulherzinhas de domingo, ficando-lhes muito melhor "ordenar", do alto das suas catedras, que o facam "as outras" - supostamente "umas criadas ao seu servico", ou umas "escravas" (sem qualquer reconhecimento e muito menos agradecimento...) para toda a obra que encaminhe os seus diletos companheiros e amigos (e, por arrastamento ou osmose, a elas proprias...) em direccao as poltronas do poder!] Mais esclareco que, no espirito positivo e construtivo que faco sempre questao de imprimir a este espaco, as autoras (das quais apenas conheco uma pessoalmente de forma bastante superficial e longinqua, sendo que da outra nao me lembro de alguma vez sequer ter visto ou ouvido falar!) das "bocas dirigidas" {e, jamais em algum momento, por mim provocadas - pelo menos conscientemente! - pelo que nao faco a mais pequena ideia do porque que pretendem tao afoitamente erigir-se em "minhas rivais", ao ponto de proferirem ameacas (de morte?... ou de um ainda maior denegrimento do meu nome e reputacao pessoal e o total afundamento da minha poesia ou do que quer que seja que me 'atreva' a publicar, seja em que lingua for?!) na imprensa escrita... ou, se calhar, ate' sei bem!} aqui reproduzidas, tiveram neste blog textos seus generosamente publicitados. Vi-me igualmente forcada nas ultimas semanas a retira-los a todos e respectivos comentarios (pelo que desde ja' peco sinceras desculpas aos meus estimados comentaristas que se prestaram a faze-los), por se terem revelado absolutamente insuportaveis os seus manifestos DESCARAMENTO, ATREVIMENTO, DESONESTIDADE INTELECTUAL, INSOLENCIA, IMPERTINENCIA, ORDINARICE, BOÇALISMO, ABUSO DE CONFIANÇA, FALTA DE CARACTER, FALTA DE ESCRUPULOS... enfim, FALTA DE CHA E DE CHAO...!!! Enfim... sempre a aprender!
A invocação da inveja, além de imoral, é contraproducente, posto que (...) no final do processo, a inveja resulta na miséria geral, pois quem vai querer produzir (e.g. um blog gratuito, aberto a comentarios/dialogo/debate franco e aberto (dialetico) de ideias/participacao geral e, acima de tudo, sem fins comerciais ou lucrativos...) para ser roubado? E se ninguém produz, o que o parasita (... que e' pago(a) para "fazer nome" debitando "cobras e lagartos" sem qualquer fundamento nos jornais - apenas para atraves deles, para alem de uma gritante falta de IDEIAS PROPRIAS, demonstrar um confrangedor desconhecimento das diferencas entre, por um lado, 'propaganda politico-ideologica e filiacao partidaria' e, por outro, 'DIREITOS DO CIDADAO, SOCIEDADE CIVIL ou LIBERDADE INDIVIDUAL e DE EXPRESSAO' e, pior ainda, nenhuma nocao do significado na pratica de conceitos como 'moral, etica, respeito pelo outro, pela diferenca e pela diversidade' e, em ultima analise, dos proprios conceitos de DEMOCRACIA e DIREITOS HUMANOS' em nome dos quais "pretendem" falar! ...) vai parasitar?