Portugal Colonial
Nada te devo
nem o sítio
onde nasci
nem a morte
que depois comi
nem a vida
repartida
p'los cães
nem a notícia
curta
a dizer-te
que morri
nada te devo
Portugal
colonial
cicatriz
doutra pele
apertada
O Sol Nasce A Oriente
(de um quadro de Malangatana)
Povo, de ti canto o movimento
teu nome, canção feita de fronteiras
lua nova, javite ou lança
tua hora, quissange em trança
Do longo longe do tempo
arde minha flecha, meu lamento
minha bandeira de outro vento
aurora urdida nos lábios de Zumbi
De ti guardo o gesto
as conversas leves das árvores
a fala sabia das aves
o dialeto novo do silêncio
e as pedras, as palavras do medo
os olhos falantes da mata
quando a onça posta a sua arte
nos fita, guardada em sua mágoa.
De ti amo a denuncia felina
das tuas mãos quebradas ao presente
a dança prometida do sol
nascer um dia a Oriente
Amêndoa de Mombaça
Por ti
colhi o luar
na cabaça
comi o retrato
na vidraça
feri
o gargalo
na taça
bebi
onde bebe
a caça
por ti
por tua
amêndoa de
Mombaça
Blues
Tua voz desliza como um pássaro aberto na lâmina do dia
ilha que se levanta e voa a partir do Sol
lamento gritado da floresta por sua gazela perdida
choro grande do vento nas montanhas
ao nascimento de um escravo mais na história do vale
Tua voz vem de dentro da cidade
de todas as ruas bairros e leitos da cidade onde houver
um calor de pernas
contar o silêncio das horas guardadas a soco no sarilho
dos ventres
com um jazzman a assobiar na escuridão dos pares
a memória ácida do chicote
nos porões do Mundo
Nas Barbas Do Bando
E quem
nesta roda
riscou no peito
a ave
inviolável?
Qual de vós
apostou a morte
e perdeu?
Qual de vos
inegáveis patifes
navalhas encantadas
traçou no areal
a mais bela aventura
nas barbas
do bando?
Dedicatória
Teus dedos
vadios
colhendo flores
na renda
dos meus
recordarei de
pois quando
noutros dedos
tocava
os teus
Que outro nome
Que rio se pode
abrir na língua acesa
para o capim crepitando
baixo. Que palavra
por ele nasce e corre a lua
e outra lua sem que regresse
ao corpo. Que outro nome
te demos
vestida e no escuro desposada. Liberdade.
Que tempo de
ocultar o nome sabíamos
perder e nem de moscardo zumbias: Ngola
nosso pouco maruvo eras
no terreiro anunciada. Liberdade.
Quem das copas pronuncia
os teus lábios na terra? Nzambi
neles tivesse
mordiscado leve. Liberdade.
[Poemas Seleccionados de David Mestre]
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Thursday, 2 December 2010
Tuesday, 3 February 2009
KENYA YETU: HAKUNA MATATA? (I)
Ha’ uma cancao Swahili que e’ uma especie de hino do visitante do Kenya.
Ela comeca com #Jambo, jambo bwana, habari gani? Mzuri sana# (Ola’, ola’ senhor/a, como esta’? Seja bemvindo/a ao nosso Kenya) e termina com #Kenya yetu hakuna matata# (No nosso Kenya, nenhum problema) – note-se que nXi Yetu (nossa terra) tem exactamente o mesmo significado em kiMbundo e em kiSwahili.
E ja’ agora: repararam na imagem do Che a encimar a vela daquela canoa? A imagem dele e’ talvez a mais popular por aqui, depois da de Obama…

Mwana Yetu! Hongera Barack Obama!!
Aconchego Kenya Style
Indian Ocean Seafood Platter from the Jahazi Grill…
…Absolutely Food for Pleasure!
My Journey Through African Heritage, de Alan Donovan: eis um daqueles livros que sou (fui) capaz de comprar apenas pela capa. Ja’ o tinha visto publicitado algures aqui ha’ uns tempos, de modo que entre encontra-lo a venda na gift shop do hotel e compra-lo, embora tenha envolvido alguma ponderacao e discussao, nao foi um passo muito largo. O livro e’ totalmente feito a mao, pelo que e’ de edicao limitada. A capa e’ feita de pele verdadeira e os materias usados na sua ilustracao sao igualmente reais. Folheando pelo seu interior encontra-se uma rica coleccao de fotos eminentemente apelativas e estorias pessoais que deixam antever um relato unico da historia cultural, politica e social do Kenya ao longo de varias decadas. Mas, tendo embora sido capaz de o comprar apenas pela capa, nao sou capaz de o julgar apenas por essa razao, pelo que espero por uma oportunidade para o poder ler de facto e descobrir do que efectivamente trata essa jornada e, sobretudo, qual o conceito que o autor tem de ‘African Heritage’: pelo pouco que pude apreender do que dele folheei, nao me parece muito pacifico…
Eu e os meus ‘herois do mar’: Amani (Paz) – o puro homem da costa, nascido ali na vila da praia – e Patrick Lemachokoti – um ‘Masai’ com email address e mobile phone!
Estava eu entretida a a deixar-me levar saborosamente pelas ondas calidas da Praia Serena, quando o Amani se lancou ao mar na minha direccao, deu umas bracadas, mergulhou ao lado de mim e passado um bocado emergiu com essa concha ai, que me ofereceu dizendo que tinha acabado de a apanhar – bom, ele tambem podia te-la trazido de proposito num dos bolsos do calcao, mas o facto e’ que com aquilo acabou por obter algo de mim que nenhum dos outros vendedores de bens turisticos (passeios de barco, souvenirs de toda a especie, passeios de camelo, etc.) que por ali pululam tinha ainda conseguido: a minha atencao. Entretanto o Patrick aproximou-se e imediatamente nos embrulhamos numa animada conversa…
O Amani, tentando a todo o custo afastar o Patrick, tanto insistiu que acabou por me convencer a deixar-me levar por ele a um ‘aquario natural’ ali perto, onde, prometeu-me, poderia ver octopus, cavalos marinhos, caranguejos zebra e outros raros seres marinhos no seu habitat… e eu tinha que, absolutamente, ir naquele momento porque a mare’ estava propicia e sendo meia lua era o dia ideal, porque no dia seguinte seria lua cheia e a mare’ inchada cobriria completamente o aquario! Bom, la’ fui (ate’ porque estava a poucas horas da minha viagem de regresso e para mim nao haveria mais dia seguinte ali), mas acabei por ver apenas ovos e bebes de algumas das especies que ele tinha mencionado, o que nao tendo sido de todo decepcionante, era capaz de ser mais interessante a um/a estudioso/a de Biologia Marinha, ou de qualquer outra ciencia parecida. Para me consolar, ele ofereceu-me a concha mais pequena (essa vi-o apanhar…) que, disse-me, se chama ‘spoon shell’, porque era usada tradicionalmente como colher, antes de os europeus chegarem com os seus talheres.
Entretanto, foi-me dizendo que o Patrick nao era Masai coisa nenhuma, que apenas posava como tal para atrair os turistas: os verdadeiros Masai dizia-me ele, nao se encontram na costa, mas sim no hinterland, nomeadamente no chamado Masai Mara, situado a mais de 500 km dali. Este era talvez um Samburu (tribo de uma regiao mais proxima), que come peixe e eu nunca vi um verdadeiro Masai a comer peixe, acrescentou desdenhosamente…
Ja’ agora, esse e’ o recipiente, feito a partir de uma cabaca oblonga e finamente adornado com missangas e tiras de pele animal, onde os Masai misturam o leite de vaca e sangue de boi que – a semelhanca de algumas tribos pastorais do sul de Angola – constitui a sua base alimentar.
Mas o Amani falou-me tambem detalhada e sentidamente da crise que (tambem) assola o seu pais e particularmente os segmentos populacionais mais pobres, a que ele pertence – em troca das conchas e da visita guiada ao aquario natural que me tinha oferecido, pedia apenas que lhe trouxesse do hotel (onde a entrada aos desenrascas da praia como ele e o Patrick nao e’ permitida, excepto quando especialmente ‘convocados’ para improvisarem um mercado de artesanato para os turistas na relva do hotel, como aconteceu aos que se ve na foto que se segue) uns pacotes de cha preto, porque com a fome que passava, o cha preto pelo menos dava-lhe alguma forca para continuar o seu negocio de ensinar os segredos da sua costa natal aos visitantes... Trouxe-lhe todo o cha’ preto, mais todos os pacotinhos de acucar, de café, etc. que tinha no quarto e mais algum dinheiro.
Da crise (desemprego galopante, agravado pela seca que assola boa parte das regioes agricolas e pela retraccao do sector turistico, uma das principais fontes de rendimentos publicos e privados do pais, ainda nao completamente recuperado dos confrontos post-eleitorais do ano passado) ouvi falar por todos os Kenyanos com quem conversei, desde motoristas, taxistas, vendedores ambulantes, empregados de hotel, comerciantes mais ou menos estabelecidos, funcionarios publicos, etc. Uma afirmacao comum a todos eles e’ que ninguem parece acreditar que a parelha dirigente que forma o GURN resultante daquele conflito, o presidente e o seu premier, sejam capazes, ou estejam minimamente determinados a tomar as medidas necessarias para pelo menos mitigarem os seus efeitos nos grupos mais carenciados da populacao.
Portanto, no Kenya Yetu tem bwe’ de matata sim senhor/a!
Como em todo lado nos dias que correm…
Ela comeca com #Jambo, jambo bwana, habari gani? Mzuri sana# (Ola’, ola’ senhor/a, como esta’? Seja bemvindo/a ao nosso Kenya) e termina com #Kenya yetu hakuna matata# (No nosso Kenya, nenhum problema) – note-se que nXi Yetu (nossa terra) tem exactamente o mesmo significado em kiMbundo e em kiSwahili.
E ja’ agora: repararam na imagem do Che a encimar a vela daquela canoa? A imagem dele e’ talvez a mais popular por aqui, depois da de Obama…
Mwana Yetu! Hongera Barack Obama!!
Estava eu entretida a a deixar-me levar saborosamente pelas ondas calidas da Praia Serena, quando o Amani se lancou ao mar na minha direccao, deu umas bracadas, mergulhou ao lado de mim e passado um bocado emergiu com essa concha ai, que me ofereceu dizendo que tinha acabado de a apanhar – bom, ele tambem podia te-la trazido de proposito num dos bolsos do calcao, mas o facto e’ que com aquilo acabou por obter algo de mim que nenhum dos outros vendedores de bens turisticos (passeios de barco, souvenirs de toda a especie, passeios de camelo, etc.) que por ali pululam tinha ainda conseguido: a minha atencao. Entretanto o Patrick aproximou-se e imediatamente nos embrulhamos numa animada conversa…
Ja’ agora, esse e’ o recipiente, feito a partir de uma cabaca oblonga e finamente adornado com missangas e tiras de pele animal, onde os Masai misturam o leite de vaca e sangue de boi que – a semelhanca de algumas tribos pastorais do sul de Angola – constitui a sua base alimentar.
Portanto, no Kenya Yetu tem bwe’ de matata sim senhor/a!
Como em todo lado nos dias que correm…
Ha’ uma cancao Swahili que e’ uma especie de hino do visitante do Kenya.
Ela comeca com #Jambo, jambo bwana, habari gani? Mzuri sana# (Ola’, ola’ senhor/a, como esta’? Seja bemvindo/a ao nosso Kenya) e termina com #Kenya yetu hakuna matata# (No nosso Kenya, nenhum problema) – note-se que nXi Yetu (nossa terra) tem exactamente o mesmo significado em kiMbundo e em kiSwahili.
E ja’ agora: repararam na imagem do Che a encimar a vela daquela canoa? A imagem dele e’ talvez a mais popular por aqui, depois da de Obama…

Mwana Yetu! Hongera Barack Obama!!
Aconchego Kenya Style
Indian Ocean Seafood Platter from the Jahazi Grill…
…Absolutely Food for Pleasure!
My Journey Through African Heritage, de Alan Donovan: eis um daqueles livros que sou (fui) capaz de comprar apenas pela capa. Ja’ o tinha visto publicitado algures aqui ha’ uns tempos, de modo que entre encontra-lo a venda na gift shop do hotel e compra-lo, embora tenha envolvido alguma ponderacao e discussao, nao foi um passo muito largo. O livro e’ totalmente feito a mao, pelo que e’ de edicao limitada. A capa e’ feita de pele verdadeira e os materias usados na sua ilustracao sao igualmente reais. Folheando pelo seu interior encontra-se uma rica coleccao de fotos eminentemente apelativas e estorias pessoais que deixam antever um relato unico da historia cultural, politica e social do Kenya ao longo de varias decadas. Mas, tendo embora sido capaz de o comprar apenas pela capa, nao sou capaz de o julgar apenas por essa razao, pelo que espero por uma oportunidade para o poder ler de facto e descobrir do que efectivamente trata essa jornada e, sobretudo, qual o conceito que o autor tem de ‘African Heritage’: pelo pouco que pude apreender do que dele folheei, nao me parece muito pacifico…
Eu e os meus ‘herois do mar’: Amani (Paz) – o puro homem da costa, nascido ali na vila da praia – e Patrick Lemachokoti – um ‘Masai’ com email address e mobile phone!
Estava eu entretida a a deixar-me levar saborosamente pelas ondas calidas da Praia Serena, quando o Amani se lancou ao mar na minha direccao, deu umas bracadas, mergulhou ao lado de mim e passado um bocado emergiu com essa concha ai, que me ofereceu dizendo que tinha acabado de a apanhar – bom, ele tambem podia te-la trazido de proposito num dos bolsos do calcao, mas o facto e’ que com aquilo acabou por obter algo de mim que nenhum dos outros vendedores de bens turisticos (passeios de barco, souvenirs de toda a especie, passeios de camelo, etc.) que por ali pululam tinha ainda conseguido: a minha atencao. Entretanto o Patrick aproximou-se e imediatamente nos embrulhamos numa animada conversa…
O Amani, tentando a todo o custo afastar o Patrick, tanto insistiu que acabou por me convencer a deixar-me levar por ele a um ‘aquario natural’ ali perto, onde, prometeu-me, poderia ver octopus, cavalos marinhos, caranguejos zebra e outros raros seres marinhos no seu habitat… e eu tinha que, absolutamente, ir naquele momento porque a mare’ estava propicia e sendo meia lua era o dia ideal, porque no dia seguinte seria lua cheia e a mare’ inchada cobriria completamente o aquario! Bom, la’ fui (ate’ porque estava a poucas horas da minha viagem de regresso e para mim nao haveria mais dia seguinte ali), mas acabei por ver apenas ovos e bebes de algumas das especies que ele tinha mencionado, o que nao tendo sido de todo decepcionante, era capaz de ser mais interessante a um/a estudioso/a de Biologia Marinha, ou de qualquer outra ciencia parecida. Para me consolar, ele ofereceu-me a concha mais pequena (essa vi-o apanhar…) que, disse-me, se chama ‘spoon shell’, porque era usada tradicionalmente como colher, antes de os europeus chegarem com os seus talheres.
Entretanto, foi-me dizendo que o Patrick nao era Masai coisa nenhuma, que apenas posava como tal para atrair os turistas: os verdadeiros Masai dizia-me ele, nao se encontram na costa, mas sim no hinterland, nomeadamente no chamado Masai Mara, situado a mais de 500 km dali. Este era talvez um Samburu (tribo de uma regiao mais proxima), que come peixe e eu nunca vi um verdadeiro Masai a comer peixe, acrescentou desdenhosamente…
Ja’ agora, esse e’ o recipiente, feito a partir de uma cabaca oblonga e finamente adornado com missangas e tiras de pele animal, onde os Masai misturam o leite de vaca e sangue de boi que – a semelhanca de algumas tribos pastorais do sul de Angola – constitui a sua base alimentar.
Mas o Amani falou-me tambem detalhada e sentidamente da crise que (tambem) assola o seu pais e particularmente os segmentos populacionais mais pobres, a que ele pertence – em troca das conchas e da visita guiada ao aquario natural que me tinha oferecido, pedia apenas que lhe trouxesse do hotel (onde a entrada aos desenrascas da praia como ele e o Patrick nao e’ permitida, excepto quando especialmente ‘convocados’ para improvisarem um mercado de artesanato para os turistas na relva do hotel, como aconteceu aos que se ve na foto que se segue) uns pacotes de cha preto, porque com a fome que passava, o cha preto pelo menos dava-lhe alguma forca para continuar o seu negocio de ensinar os segredos da sua costa natal aos visitantes... Trouxe-lhe todo o cha’ preto, mais todos os pacotinhos de acucar, de café, etc. que tinha no quarto e mais algum dinheiro.
Da crise (desemprego galopante, agravado pela seca que assola boa parte das regioes agricolas e pela retraccao do sector turistico, uma das principais fontes de rendimentos publicos e privados do pais, ainda nao completamente recuperado dos confrontos post-eleitorais do ano passado) ouvi falar por todos os Kenyanos com quem conversei, desde motoristas, taxistas, vendedores ambulantes, empregados de hotel, comerciantes mais ou menos estabelecidos, funcionarios publicos, etc. Uma afirmacao comum a todos eles e’ que ninguem parece acreditar que a parelha dirigente que forma o GURN resultante daquele conflito, o presidente e o seu premier, sejam capazes, ou estejam minimamente determinados a tomar as medidas necessarias para pelo menos mitigarem os seus efeitos nos grupos mais carenciados da populacao.
Portanto, no Kenya Yetu tem bwe’ de matata sim senhor/a!
Como em todo lado nos dias que correm…
Ela comeca com #Jambo, jambo bwana, habari gani? Mzuri sana# (Ola’, ola’ senhor/a, como esta’? Seja bemvindo/a ao nosso Kenya) e termina com #Kenya yetu hakuna matata# (No nosso Kenya, nenhum problema) – note-se que nXi Yetu (nossa terra) tem exactamente o mesmo significado em kiMbundo e em kiSwahili.
E ja’ agora: repararam na imagem do Che a encimar a vela daquela canoa? A imagem dele e’ talvez a mais popular por aqui, depois da de Obama…
Mwana Yetu! Hongera Barack Obama!!
Estava eu entretida a a deixar-me levar saborosamente pelas ondas calidas da Praia Serena, quando o Amani se lancou ao mar na minha direccao, deu umas bracadas, mergulhou ao lado de mim e passado um bocado emergiu com essa concha ai, que me ofereceu dizendo que tinha acabado de a apanhar – bom, ele tambem podia te-la trazido de proposito num dos bolsos do calcao, mas o facto e’ que com aquilo acabou por obter algo de mim que nenhum dos outros vendedores de bens turisticos (passeios de barco, souvenirs de toda a especie, passeios de camelo, etc.) que por ali pululam tinha ainda conseguido: a minha atencao. Entretanto o Patrick aproximou-se e imediatamente nos embrulhamos numa animada conversa…
Ja’ agora, esse e’ o recipiente, feito a partir de uma cabaca oblonga e finamente adornado com missangas e tiras de pele animal, onde os Masai misturam o leite de vaca e sangue de boi que – a semelhanca de algumas tribos pastorais do sul de Angola – constitui a sua base alimentar.
Portanto, no Kenya Yetu tem bwe’ de matata sim senhor/a!
Como em todo lado nos dias que correm…
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Sunday, 1 February 2009
MOMBASA: III. FORTE JESUS
Construido pelos Portugueses (1593)
Capturado por Arabes Oman (1698)
Transformado em Prisao Governamental (1895)
Declarado Monumento Nacional (1958)
Museu Criado e Aberto ao Publico (1960)
Entrada Principal
{Escritos em Portugues arcaico}
Ancoras de navios portugueses ancoradas aos muros do forte
Entrada maritima adjacente ao forte
Testemunho do controlo do forte pelos britanicos (1895)
Construido pelos Portugueses (1593)
Capturado por Arabes Oman (1698)
Transformado em Prisao Governamental (1895)
Declarado Monumento Nacional (1958)
Museu Criado e Aberto ao Publico (1960)
Entrada Principal
{Escritos em Portugues arcaico}
Ancoras de navios portugueses ancoradas aos muros do forte
Entrada maritima adjacente ao forte
Testemunho do controlo do forte pelos britanicos (1895)
Saturday, 31 January 2009
MOMBASA: II. CIDADE VELHA
No trajecto de quase uma hora a partir de Stellenbosch, as pessoas que me acompanharam ao aeroporto para a minha viagem a Mombasa engajaram-me numa interessantissima conversa sobre os chamados ‘descobrimentos’, durante a qual foram discutidos, entre outros aspectos, o ‘pioneirismo’ dos portugueses naquela odisseia norte-ocidental e o lugar nela tomado por Vasco da Gama – o que no fim me levou a cantar-lhes as estrofes iniciais da cancao que Masekela lhe dedicou e que elas nao conheciam. Mal sabia eu, ou elas, o que me esperava em Mombasa …
Entre outras coisas, a tentativa estranhamente frustrada de fotografar a cabeca de Vasco da Gama encimando a entrada principal do Porto Antigo de Mombasa, construido pelos portugueses… Nao faco a minima ideia das razoes tecnicas pelas quais ela pura e simplesmente se recusou a aparecer nas repetidas tentativas que fiz de a capturar com a camara. A unica explicacao ‘racional’ que me ocorre e’ que o fantasma do Vasco da Gama, que parece continuar a habitar pelo menos a Old Town de Mombasa (e nao so’… ha’ ate’ um Vasco da Gama Beach Hotel algures na cidade), nao tem achado muita piada a cancao do Masekela que por este blog tenho por vezes passado (como agora…) e me tera’, por isso, declarado guilty by association!
Mas, anyway, se quiserem ter uma ideia de como ela se parece, (re)vejam esta mascara Bakongo, que tambem aqui (re)postei em varias ocasioes – nao difere muito...
Aproximacao ao Porto Antigo a partir do (proximo) Forte Jesus.
A ‘Praca da Republica’ local: construida a volta do Porto Antigo, aqui se situam algumas das mais antigas reparticoes governamentais do estado moderno nesta parte do mundo.
Placa indicando (em kiSwahili) a Rua Principal da Cidade Velha e vista parcial do edificio em que esta’ colocada.
Ruas tipicas da Cidade Velha. Ao centro, um monumento ao espirito de boas-vindas da cidade, situado no seu largo central (entre o Forte Jesus e a Rua Principal), representado por uma cafeteira e chavenas do (bom) café Kenyano.
Entradas tipicas de edificios da Cidade Velha: uma habitacional, outra (encimada por um poster de Barack Obama) comercial.
Duas portas, situadas lado a lado no mesmo edificio, na Rua Principal: uma, disse-me um connoisseur local, que tambem me disse que "aqui, ao contrario de outros sitios, todas as racas sao iguais", e’ de traca Bantu, a outra de traca Indiana . Deixo aqui um desafio: sabera’ alguem qual delas sera’ qual e porque?
No trajecto de quase uma hora a partir de Stellenbosch, as pessoas que me acompanharam ao aeroporto para a minha viagem a Mombasa engajaram-me numa interessantissima conversa sobre os chamados ‘descobrimentos’, durante a qual foram discutidos, entre outros aspectos, o ‘pioneirismo’ dos portugueses naquela odisseia norte-ocidental e o lugar nela tomado por Vasco da Gama – o que no fim me levou a cantar-lhes as estrofes iniciais da cancao que Masekela lhe dedicou e que elas nao conheciam. Mal sabia eu, ou elas, o que me esperava em Mombasa …
Entre outras coisas, a tentativa estranhamente frustrada de fotografar a cabeca de Vasco da Gama encimando a entrada principal do Porto Antigo de Mombasa, construido pelos portugueses… Nao faco a minima ideia das razoes tecnicas pelas quais ela pura e simplesmente se recusou a aparecer nas repetidas tentativas que fiz de a capturar com a camara. A unica explicacao ‘racional’ que me ocorre e’ que o fantasma do Vasco da Gama, que parece continuar a habitar pelo menos a Old Town de Mombasa (e nao so’… ha’ ate’ um Vasco da Gama Beach Hotel algures na cidade), nao tem achado muita piada a cancao do Masekela que por este blog tenho por vezes passado (como agora…) e me tera’, por isso, declarado guilty by association!
Mas, anyway, se quiserem ter uma ideia de como ela se parece, (re)vejam esta mascara Bakongo, que tambem aqui (re)postei em varias ocasioes – nao difere muito...
Aproximacao ao Porto Antigo a partir do (proximo) Forte Jesus.
A ‘Praca da Republica’ local: construida a volta do Porto Antigo, aqui se situam algumas das mais antigas reparticoes governamentais do estado moderno nesta parte do mundo.
Placa indicando (em kiSwahili) a Rua Principal da Cidade Velha e vista parcial do edificio em que esta’ colocada.
Ruas tipicas da Cidade Velha. Ao centro, um monumento ao espirito de boas-vindas da cidade, situado no seu largo central (entre o Forte Jesus e a Rua Principal), representado por uma cafeteira e chavenas do (bom) café Kenyano.
Entradas tipicas de edificios da Cidade Velha: uma habitacional, outra (encimada por um poster de Barack Obama) comercial.
Duas portas, situadas lado a lado no mesmo edificio, na Rua Principal: uma, disse-me um connoisseur local, que tambem me disse que "aqui, ao contrario de outros sitios, todas as racas sao iguais", e’ de traca Bantu, a outra de traca Indiana . Deixo aqui um desafio: sabera’ alguem qual delas sera’ qual e porque?
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Wednesday, 28 January 2009
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