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Friday, 7 May 2010

Memorandum [de (des)Entendimento] … II



Ja’ ouvi de um angolano na SADC isto: “Nos colocamos-te aqui”!

Pois, para que fique bem entendido: ninguem “me colocou na SADC”; eu coloquei-me na SADC!
A SADC e’ uma organizacao inter-governamental regional com estatuto juridico internacional, da qual Angola e’ um dos paises fundadores e onde tem um consideravel peso politico-militar e estrategico, mas da qual nao e’ o unico pais membro ou contribuinte.

Como, entao, “me coloquei” na SADC?

O primeiro contrato de consultoria que tive na regiao da SADC, como Economist - Consultant on Trade Policy, foi-me oferecido por uma Consultoria Economica Internacional Americana (Chemonics International) logo a seguir ao completar do meu Mestrado em 2000. Aquela oportunidade foi-me indicada pelo meu supervisor na LSE, concorri, prestei provas e foi-me oferecido o contrato. Para tal contribuiu de forma decisiva a minha tese (que incidiu especificamente sobre os processos de integracao regional na Africa Austral numa perspectiva historico-cultural e de mudanca economica numa perspectiva politico-institucional – note-se aqui que tais processos precedem em muitas decadas a formacao da SADCC/SADC, bastando para tanto notar que a mais antiga Uniao Aduaneira do mundo, SACU, foi criada em 1910 na Africa Austral...) e a minha especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional, que ja’ vinha do meu terceiro ano do ISEG em Lisboa, datando daquela altura o inicio da minha participacao em seminarios e conferencias da especialidade e os meus primeiros trabalhos de investigacao sobre a Africa Austral/SADCC no quadro da cooperacao UEE/ACP. Portanto, assim que terminei aquele estagio da minha formacao em Londres, regressei ao meu continente, para servir a minha regiao e, por essa via, o meu pais.

Aquele primeiro projecto da Chemonics International – "Regional Activity to Promote Integration Through Dialogue and Policy Implementation" (RAPID), que viria a dar origem a actual Southern Africa Global Competitiveness Hub – pioneiro na regiao e no continente, visava fundamentalmente apoiar tecnicamente a criacao e o desenvolvimento das estruturas institucionais, organizacionais e funcionais para a implementacao do Protocolo de Comercio da SADC, abrangendo apenas os paises que haviam a altura ratificado aquele protocolo e, por isso, excluindo Angola. Outra particularidade daquele projecto e' que ele nao tinha qualquer relacao directa com o Secretariado da SADC, centrando-se no trabalho de campo com os varios stakeholders a todos os niveis nos paises abrangidos.

Foi a experiencia adquirida naquele projecto (by the way, a melhor e mais gratificante experiencia profissional, vivencial e humana que ate' agora ja' tive!) que me deu a “comparative advantage” e a ”cutting edge” sobre os outros candidatos quando concorri para um outro projecto, desta feita da Comissao Europeia (CE) – “Regional Integration and Capacity Building Programme” (RICB) – como Technical Adviser - Protocol & Policy Implementation para o Secretariado da SADC. Tomei conhecimento do respectivo concurso internacional em Londres, atraves de um anuncio no The Economist. Concorri, fui chamada a entrevistas em Gaborone (as quais foram conduzidas por um painel constituido por 2 representantes da CE e por representantes de 5 paises membros da SADC, nenhum dos quais era Angola) e foi-me oferecido o contrato.

Foi apenas mera coincidencia que aquele projecto tenha tido inicio num ano em que Angola assumiu a presidencia rotativa da SADC, pois que os respectivos anuncio e processos de seleccao e contratacao haviam sido iniciados pelo menos um ano antes. Ademais, sendo certo que o RICB era um projecto conjunto entre a SADC e a CE, o contrato que me foi oferecido nao era com a SADC, mas sim com a CE, sob os regulamentos e estatutos da qual fiquei submetida e por quem fui paga.

Serve este memo para deixar perfeitamente claro que, ao ter decidido abandonar o projecto [recorde-se: em resultado de um “ataque pornografico” - que, nao por acaso, teve lugar logo a seguir ao 'major workshop' mencionado neste post... - por um angolano, num quadro de assedio sexual no local de trabalho e uma serie de outros ataques de varia ordem, tambem conhecidos por bullying ou trungunguismo, motivados (como AQUI se pode constatar) fundamentalmente por ciumes pessoais e invejas profissionais, em particular por parte de angolano/as e mocambicanos, alguns dos quais, esses sim envolvidos no tipo de relacoes de p(h)oder com que agora pretendem manchar a minha reputacao pessoal, social e profissional(!)], fi-lo com a repugnacao que tais ataques sao susceptiveis de provocar em quaisquer circunstancias, no caso agravada pela impotencia de nao poder obter a devida justica, uma vez que eles nao tiveram lugar no espaco juridico da CE, entidade contratante.

Mas, ainda assim, levei o caso a um advogado local que, embora tenha feito o seu melhor para me defender, nao pode ultrapassar a sua circunscricao, uma vez que os dispositivos legais de que dispunha nao tinham qualquer jurisdicao sobre um contrato com uma entidade supra-nacional. De outro modo, eu teria tido direito a uma indemnizacao por danos morais e materiais, que perduram ate' hoje, incluindo a perda de rendimentos, que no espaco da UE remontariam a uma “pequena fortuna”!

Resumindo e concluindo: “Angola nao me colocou na SADC – um angolano tirou-me da SADC”! Pois se isso faz alguem feliz e orgulhoso, parabens! Mas que se tome bem nota: eu nao sou, nem nunca fui, “propriedade particular ou privada” de nenhum angolano e nem sequer do Estado Angolano! Quanto mais nao seja porque no tal Secretariado da SADC, pelo menos 2 "representantes do establishment angolano" sempre fizeram muita questao de dizer: ESSA SENHORA NAO E' ANGOLANA!!!


... apenas algumas das funcoes que desempenhei com "diplomas falsos"...



Ja’ ouvi de um angolano na SADC isto: “Nos colocamos-te aqui”!

Pois, para que fique bem entendido: ninguem “me colocou na SADC”; eu coloquei-me na SADC!
A
SADC e’ uma organizacao inter-governamental regional com estatuto juridico internacional, da qual Angola e’ um dos paises fundadores e onde tem um consideravel peso politico-militar e estrategico, mas da qual nao e’ o unico pais membro ou contribuinte.

Como, entao, “me coloquei” na SADC?

O primeiro contrato de consultoria que tive na regiao da SADC, como Economist - Consultant on Trade Policy, foi-me oferecido por uma Consultoria Economica Internacional Americana (Chemonics International) logo a seguir ao completar do meu Mestrado em 2000. Aquela oportunidade foi-me indicada pelo meu supervisor na LSE, concorri, prestei provas e foi-me oferecido o contrato. Para tal contribuiu de forma decisiva a minha tese (que incidiu especificamente sobre os processos de integracao regional na Africa Austral numa perspectiva historico-cultural e de mudanca economica numa perspectiva politico-institucional – note-se aqui que tais processos precedem em muitas decadas a formacao da SADCC/SADC, bastando para tanto notar que a mais antiga Uniao Aduaneira do mundo, SACU, foi criada em 1910 na Africa Austral...) e a minha especializacao em Economia Internacional e Integracao Economica Regional, que ja’ vinha do meu terceiro ano do ISEG em Lisboa, datando daquela altura o inicio da minha participacao em seminarios e conferencias da especialidade e os meus primeiros trabalhos de investigacao sobre a Africa Austral/SADCC no quadro da cooperacao UEE/ACP. Portanto, assim que terminei aquele estagio da minha formacao em Londres, regressei ao meu continente, para servir a minha regiao e, por essa via, o meu pais.

Aquele primeiro projecto da Chemonics International – "Regional Activity to Promote Integration Through Dialogue and Policy Implementation" (RAPID), que viria a dar origem a actual Southern Africa Global Competitiveness Hub – pioneiro na regiao e no continente, visava fundamentalmente apoiar tecnicamente a criacao e o desenvolvimento das estruturas institucionais, organizacionais e funcionais para a implementacao do Protocolo de Comercio da SADC, abrangendo apenas os paises que haviam a altura ratificado aquele protocolo e, por isso, excluindo Angola. Outra particularidade daquele projecto e' que ele nao tinha qualquer relacao directa com o Secretariado da SADC, centrando-se no trabalho de campo com os varios stakeholders a todos os niveis nos paises abrangidos.

Foi a experiencia adquirida naquele projecto (by the way, a melhor e mais gratificante experiencia profissional, vivencial e humana que ate' agora ja' tive!) que me deu a “comparative advantage” e a ”cutting edge” sobre os outros candidatos quando concorri para um outro projecto, desta feita da Comissao Europeia (CE) – “Regional Integration and Capacity Building Programme” (RICB) – como Technical Adviser - Protocol & Policy Implementation para o Secretariado da SADC. Tomei conhecimento do respectivo concurso internacional em Londres, atraves de um anuncio no The Economist. Concorri, fui chamada a entrevistas em Gaborone (as quais foram conduzidas por um painel constituido por 2 representantes da CE e por representantes de 5 paises membros da SADC, nenhum dos quais era Angola) e foi-me oferecido o contrato.

Foi apenas mera coincidencia que aquele projecto tenha tido inicio num ano em que Angola assumiu a presidencia rotativa da SADC, pois que os respectivos anuncio e processos de seleccao e contratacao haviam sido iniciados pelo menos um ano antes. Ademais, sendo certo que o RICB era um projecto conjunto entre a SADC e a CE, o contrato que me foi oferecido nao era com a SADC, mas sim com a CE, sob os regulamentos e estatutos da qual fiquei submetida e por quem fui paga.

Serve este memo para deixar perfeitamente claro que, ao ter decidido abandonar o projecto [recorde-se: em resultado de um “ataque pornografico” - que, nao por acaso, teve lugar logo a seguir ao 'major workshop' mencionado neste post... - por um angolano, num quadro de assedio sexual no local de trabalho e uma serie de outros ataques de varia ordem, tambem conhecidos por bullying ou trungunguismo, motivados (como AQUI se pode constatar) fundamentalmente por ciumes pessoais e invejas profissionais, em particular por parte de angolano/as e mocambicanos, alguns dos quais, esses sim envolvidos no tipo de relacoes de p(h)oder com que agora pretendem manchar a minha reputacao pessoal, social e profissional(!)], fi-lo com a repugnacao que tais ataques sao susceptiveis de provocar em quaisquer circunstancias, no caso agravada pela impotencia de nao poder obter a devida justica, uma vez que eles nao tiveram lugar no espaco juridico da CE, entidade contratante.

Mas, ainda assim, levei o caso a um advogado local que, embora tenha feito o seu melhor para me defender, nao pode ultrapassar a sua circunscricao, uma vez que os dispositivos legais de que dispunha nao tinham qualquer jurisdicao sobre um contrato com uma entidade supra-nacional. De outro modo, eu teria tido direito a uma indemnizacao por danos morais e materiais, que perduram ate' hoje, incluindo a perda de rendimentos, que no espaco da UE remontariam a uma “pequena fortuna”!

Resumindo e concluindo: “Angola nao me colocou na SADC – um angolano tirou-me da SADC”! Pois se isso faz alguem feliz e orgulhoso, parabens! Mas que se tome bem nota: eu nao sou, nem nunca fui, “propriedade particular ou privada” de nenhum angolano e nem sequer do Estado Angolano! Quanto mais nao seja porque no tal Secretariado da SADC, pelo menos 2 "representantes do establishment angolano" sempre fizeram muita questao de dizer: ESSA SENHORA NAO E' ANGOLANA!!!


... apenas algumas das funcoes que desempenhei com "diplomas falsos"...

Friday, 30 April 2010

Memorandum [de (des)Entendimento] … I


Nao, nao acabei “aquele” curso em Portugal; deixei 2 ou 3 cadeiras por completar...

Mas acontece que “aquele” meu curso era de 5 anos, prefazendo um total de mais de 25 cadeiras, sendo que nos anos seguintes ao meu “abandono” passou a ser de 4 anos e apenas cerca de 20 cadeiras. Portanto, sai dali com mais cadeiras feitas do que os licenciados posteriores. E das que fiz sai com media de 13/14 valores, tendo-as feito nos cinco anos de duracao normal do curso: i.e., tendo-o comecado em 85/86, em 90/91 eu era finalista – tanto assim que foi por se-lo que fui convidada por uma Universidade Alema para uma visita de estudo com finalistas seus aos EUA e me foi facultada a possibilidade de fazer o estagio que menciono no comentario a este post ...

Sera’ igualmente de notar, en passant, que nenhum dos estudantes angolanos do meu tempo acabou “aquele” curso, sendo que uns desistiram no segundo ou terceiro anos, tendo alguns mudado para cursos “mais faceis”...


Porem:

- nao me tivessem obrigado a ficar na direccao da uniao de estudantes assim que la’ cheguei – ao servico da qual perdi noites e fins de semana sem conta, apenas em troca de uma serie de aborrecimentos, contratempos e os mais diversos ataques pessoais (incluindo ameacas de morte!), apenas por defender principios e praticas que entendia serem correctos e fazerem sentido, nomeadamente a independencia da uniao de estudantes em relacao as estruturas juvenis do partido...

- nao me tivessem obrigado a participar noutras actividades da embaixada, sem qualquer compensacao, incluindo acompanhar o adido comercial a conferencias para lhe escrever os relatorios...

- nao me tivessem comecado a perseguir das mais diversas formas quando decidi dedicar-me exclusivamente aos meus estudos e ao meu filho...

- nao me tivessem abruptamente feito sair, sem justa causa (muito antes pelo contrario!), de uma “certa casa” em pleno inverno, deixando-me a mim e ao meu filho sem um teto durante meses, numa cidade em que era virtualmente impossivel alugar-se uma casa quando se era mulher, negra, estudante bolseira e mae solteira...

- tivessem-me alguma vez dado os balurdios, cartoes de credito e outras facilidades e mordomias que davam aos “filhos e filhas legitimos da patria”...

- nao me tivessem a partir de certa altura praticamente cortado a misera bolsa, obrigando-me a ter que recorrer a emprestimos e a trabalhar e estudar ao mesmo tempo (... talvez me devesse entao ter dedicado a prostituicao e assim ficava com “a fama e o proveito”!...) e, ocasionalmente, a alugar um dos quartos da minha casa, incluindo a um certo pos-graduando angolano para quem tambem batia a maquina e corrigia os seus trabalhos de curso, nos quais ele me pedia para incluir paginas inteiras de livros sem qualquer referencia a fonte – i.e., por forca das circunstancias, ate’ cumplice de plagios me obrigaram a ser...

- nao tivessem intensificado a perseguicao desde que fui aos EUA e depois que me meti em varias actividades civicas pela paz e a democracia em Angola, tendo inclusive a partir de certa altura me sido impedida a entrada na “nossa” embaixada em Portugal...

... E certamente me teriam facultado as necessarias paz de espirito, seguranca e estabilidade material, emocional e psicologica e poupado uma serie de situacoes de desespero e periodos de depressao que me impediam de me concentrar devidamente nos estudos – periodos que, acumulados, acabaram por culminar no completo esgotamento com que fui transportada de emergencia para Londres.... – e eu teria acabado “aquele” curso e, muito provavelmente, com uma media superior aos ditos 13/14 valores... E, em vez de ter que reciclar toda a formacao que tinha feito em Portugal, teria ocupado aquele tempo e recursos financeiros pessoais para fazer um PhD na Inglaterra.


De qualquer modo, na Inglaterra, voltei a fazer de novo, totalmente a minha custa (!), um outro curso de Economia (uma vez que nao me foi dada equivalencia as cadeiras que tinha feito em Portugal...) e um mestrado, o que tudo somado (mesmo descontando os 3 anos que fiz na UAN e os varios cursos tecnicos e estagios profissionais que fiz em Angola, Portugal, UK, Botswana e Africa do Sul – isto sem mencionar a experiencia profissional que acumulei em todos esses e outros paises) mais do que me habilita como Economista!

Serve este memorandum apenas para esclarecer algumas “duvidas” que parecem pulular algures e que por vezes me sao confidenciadas por um certo vento que passa... de quem, de resto, nao tenho quaisquer licoes a receber, e muito menos de Economia!

... o dia em que "me mestrei em imitacao"

e entrei para a "academia em que se passam falsos diplomas"...




Nao, nao acabei “aquele” curso em Portugal; deixei 2 ou 3 cadeiras por completar...

Mas acontece que “aquele” meu curso era de 5 anos, prefazendo um total de mais de 25 cadeiras, sendo que nos anos seguintes ao meu “abandono” passou a ser de 4 anos e apenas cerca de 20 cadeiras. Portanto, sai dali com mais cadeiras feitas do que os licenciados posteriores. E das que fiz sai com media de 13/14 valores, tendo-as feito nos cinco anos de duracao normal do curso: i.e., tendo-o comecado em 85/86, em 90/91 eu era finalista – tanto assim que foi por se-lo que fui convidada por uma Universidade Alema para uma visita de estudo com finalistas seus aos EUA e me foi facultada a possibilidade de fazer o estagio que menciono no comentario a
este post ...

Sera’ igualmente de notar, en passant, que nenhum dos estudantes angolanos do meu tempo acabou “aquele” curso, sendo que uns desistiram no segundo ou terceiro anos, tendo alguns mudado para cursos “mais faceis”...


Porem:

- nao me tivessem obrigado a ficar na direccao da uniao de estudantes assim que la’ cheguei – ao servico da qual perdi noites e fins de semana sem conta, apenas em troca de uma serie de aborrecimentos, contratempos e os mais diversos ataques pessoais (incluindo ameacas de morte!), apenas por defender principios e praticas que entendia serem correctos e fazerem sentido, nomeadamente a independencia da uniao de estudantes em relacao as estruturas juvenis do partido...

- nao me tivessem obrigado a participar noutras actividades da embaixada, sem qualquer compensacao, incluindo acompanhar o adido comercial a conferencias para lhe escrever os relatorios...

- nao me tivessem comecado a perseguir das mais diversas formas quando decidi dedicar-me exclusivamente aos meus estudos e ao meu filho...

- nao me tivessem abruptamente feito sair, sem justa causa (muito antes pelo contrario!), de uma “certa casa” em pleno inverno, deixando-me a mim e ao meu filho sem um teto durante meses, numa cidade em que era virtualmente impossivel alugar-se uma casa quando se era mulher, negra, estudante bolseira e mae solteira...

- tivessem-me alguma vez dado os balurdios, cartoes de credito e outras facilidades e mordomias que davam aos “filhos e filhas legitimos da patria”...

- nao me tivessem a partir de certa altura praticamente cortado a misera bolsa, obrigando-me a ter que recorrer a emprestimos e a trabalhar e estudar ao mesmo tempo (... talvez me devesse entao ter dedicado a prostituicao e assim ficava com “a fama e o proveito”!...) e, ocasionalmente, a alugar um dos quartos da minha casa, incluindo a um certo pos-graduando angolano para quem tambem batia a maquina e corrigia os seus trabalhos de curso, nos quais ele me pedia para incluir paginas inteiras de livros sem qualquer referencia a fonte – i.e., por forca das circunstancias, ate’ cumplice de plagios me obrigaram a ser...

- nao tivessem intensificado a perseguicao desde que fui aos EUA e depois que me meti em varias actividades civicas pela paz e a democracia em Angola, tendo inclusive a partir de certa altura me sido impedida a entrada na “nossa” embaixada em Portugal...

... E certamente me teriam facultado as necessarias paz de espirito, seguranca e estabilidade material, emocional e psicologica e poupado uma serie de situacoes de desespero e periodos de depressao que me impediam de me concentrar devidamente nos estudos – periodos que, acumulados, acabaram por culminar no completo esgotamento com que fui transportada de emergencia para Londres.... – e eu teria acabado “aquele” curso e, muito provavelmente, com uma media superior aos ditos 13/14 valores... E, em vez de ter que reciclar toda a formacao que tinha feito em Portugal, teria ocupado aquele tempo e recursos financeiros pessoais para fazer um PhD na Inglaterra.


De qualquer modo, na Inglaterra, voltei a fazer de novo, totalmente a minha custa (!), um outro curso de Economia (uma vez que nao me foi dada equivalencia as cadeiras que tinha feito em Portugal...) e um mestrado, o que tudo somado (mesmo descontando os 3 anos que fiz na UAN e os varios cursos tecnicos e estagios profissionais que fiz em Angola, Portugal, UK, Botswana e Africa do Sul – isto sem mencionar a experiencia profissional que acumulei em todos esses e outros paises) mais do que me habilita como Economista!

Serve este memorandum apenas para esclarecer algumas “duvidas” que parecem pulular algures e que por vezes me sao confidenciadas por um certo vento que passa... de quem, de resto, nao tenho quaisquer licoes a receber, e muito menos de Economia!

... o dia em que "me mestrei em imitacao"

e entrei para a "academia em que se passam falsos diplomas"...