Sunday, 31 December 2006

BOAS NOVAS PARA 2007!

MUSEU DO ZAIRE SERA'
REINAUGURADO EM JANEIRO


Ruinas da Se' Catedral de Mbanza Kongo

O Museu do Zaire, que se encontra fechado ao público há mais de 10 anos, vai reabrir as suas portas em Janeiro de 2007, depois de um processo de reabilitação financiado pelo governo local. A informação foi prestada em Luanda, pelo director do Instituto Nacional do Património Cultural, Xavier Yambo.
A reinauguração desta instituição cultural acontece no âmbito da jornada comemorativa do 08 de Janeiro, data em que se celebra o Dia da Cultura Nacional e cujo acto central tem lugar na província do Zaire. Segundo Xavier Yambo, o museu vai numa primeira fase albergar uma exposição itinerante sobre a escravatura já, que se registam actualmente algumas dificuldades em reunir o seu acervo permanente.
"Muitas das peças que fazem parte do acervo do museu estão dispersas e em mãos de pessoas estranhas e reside aí a grande dificuldade da direcção da Cultura em abri-lo com uma exposição permanente"- reforçou o entrevistado. Adiantou que, em colaboração com o governo do Zaire, estão a ser envidados esforços no sentido de se recuperar as peças roubadas no período do conflito armado, mais precisamente na década de 1990.

"Depois de algum trabalho de investigação conseguiu-se localizar o paradeiro de algumas peças, tendo-se recuperado, nesta altura, algumas e as demais podem regressar brevemente a posse do Governo se as pessoas que as têm as devolverem. Estas pessoas apossaram-se das peças de forma ilegal"- frisou. Quanto a salas de exposição, o responsável informou estarem à disposição cinco salas.

Museu dos reis do Kongo, denominação que é dada ao Museu do Zaire, instituição criada e inaugurada em 1982 tem objectivos educativos, formativos informativos, tendo em vista trabalhos de investigação, recolha, inventariação, classificação, preservação e divulgação do património cultural do antigo Reino do Kongo (que se localizava na zona central do continente africano).
Por altura da sua abertura, a instituição albergava objectos pessoais dos soberanos do Kongo, documentação do reino do Kongo e outras peças de valor incalculável de um dos maiores reinos que surgiu entre os séculos XIII e XV.

Fonte: Angop

MUSEU DO ZAIRE SERA'
REINAUGURADO EM JANEIRO


Ruinas da Se' Catedral de Mbanza Kongo

O Museu do Zaire, que se encontra fechado ao público há mais de 10 anos, vai reabrir as suas portas em Janeiro de 2007, depois de um processo de reabilitação financiado pelo governo local. A informação foi prestada em Luanda, pelo director do Instituto Nacional do Património Cultural, Xavier Yambo.
A reinauguração desta instituição cultural acontece no âmbito da jornada comemorativa do 08 de Janeiro, data em que se celebra o Dia da Cultura Nacional e cujo acto central tem lugar na província do Zaire. Segundo Xavier Yambo, o museu vai numa primeira fase albergar uma exposição itinerante sobre a escravatura já, que se registam actualmente algumas dificuldades em reunir o seu acervo permanente.
"Muitas das peças que fazem parte do acervo do museu estão dispersas e em mãos de pessoas estranhas e reside aí a grande dificuldade da direcção da Cultura em abri-lo com uma exposição permanente"- reforçou o entrevistado. Adiantou que, em colaboração com o governo do Zaire, estão a ser envidados esforços no sentido de se recuperar as peças roubadas no período do conflito armado, mais precisamente na década de 1990.

"Depois de algum trabalho de investigação conseguiu-se localizar o paradeiro de algumas peças, tendo-se recuperado, nesta altura, algumas e as demais podem regressar brevemente a posse do Governo se as pessoas que as têm as devolverem. Estas pessoas apossaram-se das peças de forma ilegal"- frisou. Quanto a salas de exposição, o responsável informou estarem à disposição cinco salas.

Museu dos reis do Kongo, denominação que é dada ao Museu do Zaire, instituição criada e inaugurada em 1982 tem objectivos educativos, formativos informativos, tendo em vista trabalhos de investigação, recolha, inventariação, classificação, preservação e divulgação do património cultural do antigo Reino do Kongo (que se localizava na zona central do continente africano).
Por altura da sua abertura, a instituição albergava objectos pessoais dos soberanos do Kongo, documentação do reino do Kongo e outras peças de valor incalculável de um dos maiores reinos que surgiu entre os séculos XIII e XV.

Fonte: Angop

9 comments:

Cacusso said...

Belíssimas notícias, amiga!

Beijo

Koluki said...

Pois e', caro amigo. Good news indeed! Esperemos apenas que se consigam reaver as pecas roubadas, onde quer que elas se encontrem. E, ironicamente, nao e' dificil seguir o traco de algumas delas atraves de alguns sites na internet...

Cacusso said...

Onde quer que estejam, sem dúvida.
A cultura angolana, a memória do seu povo, exige que todos os esforços sejam feitos!

Jose said...

Em 1904 Leo Frobenius andou pelo kongo e nas 2 margens recolheu imensa coisa. Que pode, felizmente, continuar a ser vista na sala Angola do Museu Frobenius em Fankfurt. Em 2004,exactamente 100 anos depois essa exposição esteve no Brasil. Tentei por tudo que viesse a Angola, o que teria sido relativamente fácil com o apoio da Embaixada Alemã e do próprio museu Frobenius. Esbarrei na teimosia e estupidez da directora do museu local, porque a idéia não tinha sido dela e teria pouco protagonismo. De Windhoek já há voos directos até á Alemanha. E um dia destes haverá também de Angola...
Luis Alçada

Jose said...

Este comment não devia ir neste local, mas não consegui por onde queria. A nossa "arrumadora" Ana, na sua qualidade de perita em blogs, pode arrumá-lo melhor. É sobre os meanings dos simbolos Africanos.Tens os livros da Clémentine Madiya Faik-Nzuji, nascida em 1944 no Zaire, Doutora pela Sorbonne, ex-professora na Universidade nacional do Zaire, 1972-78,Nyamei(Niger) 1978-80 e desde 1981 em Louvain(Bélgica.) Casada e mãe de 5 crianças é fundadora da CITADE - Centreb International des langues,litttératures et traditions d'Afrique.É uma perita em simbologia Africana e um dos seus livros" La Puissance du Sacré" tem na capa uma máscara Tchokwe de Angola.

Também no livro de 1963 de Boris de Rachewiltz "EROS NOIR" sobre os costumes sexuais em África desde a préhistória até aos nossos dias, há imensas fotos de tatuagens rituais e eróticas, com o seu significado e objectivo.
para quem sabe a sensaboria que são nos países nórdicos as aulas de educação sexual, este livro devia ser um manual obrigatório.
No Moxico as mulheres velhas Luenas, as Cilombolas, continuam a preparar as jovens para a vida conjugal e a ensinar uma das mais sofisticadas e requintadas técnicas dentre as várias praticadas pelas várias etnias em Angola.

Koluki said...

Hurraahhh!

Bem vindo aos comentarios oh "correspondente oficial do blog Koluki em Angola"!!!
Obrigada por mais esta valiosa contribucao!
Nao, nao conheco a autora ou os livros que menciona, mas vou tentar obte-los na primeira oportunidade.
Quanto as arrumacoes aqui da casa, quem me dera ser "perita" em blogues... ainda agora ando em trabalhos de "limpeza geral" porque me parece que o coitado do blogue anda sobrecarregado, nao me deixando por isso aceder a todas as areas, ou sequer abrir completamente a pagina... nao sei se os visitantes tambem estao a ter esse problema.
De qualquer forma, nao e' mesmo possivel comentar na sidebar (onde estao os meanings dos simbolos africanos) nem na footbar (onde estao os topics que aos poucos vou movendo para o armario atraves do news and views, precisamente para dar uma melhor oportunidade de serem comentados). So e' possivel comentar mesmo nos posts... at least as far as I know.
E mesmo como arrumadora nao me e' possivel mover comentarios de um lado para o outro... por isso eles vao ter que ficar mesmo ai, a nao ser que os queira postar de novo num outro post. Anyway, o que vou tentar fazer e' por um link la na side bar para este post...
Faca o favor de aparecer mais vezes, porque o dificil as vezes e' comecar!
Beijos,
KK

Koluki said...

Bom, o link ja la esta’. Todos os dias aprendo a fazer uma coisa nova nestas artes bloguistas…
PS: Esperemos que, dada a perca (ou sera perda? cada vez vou precisando mais de ajuda no meu pretogues, ainda por cima nao tendo diccionarios ou prontuarios a mao de semear…) generalizada de valores culturais e morais no nosso querido pais nestes ultimos 30 anos de “estado de anomalia”, as Cilombolas nao tenham deixado de ensinar as suas pupilas a resguardarem o seu pudor que, apesar de muitos mal entendidos, sempre existiu nas culturas africanas… por forma a que elas nao se tornem “presas” faceis e inocentes de “caçadores” furtivos, que nas suas culturas de origem sao tao reprimidos sexualmente que, postos em Africa, ficam cegos a evidente sensibilidade da sensualidade africana e, como bem refere, a sua sofisticacao e requinte, e so conseguem ver “malicia”, quando nao “pornografia”, naquilo que e’ apenas a relacao natural das culturas africanas com a sexualidade, enquanto centro de criacao e reproducao do universo humano… falei bem?

Bató said...

Koluki.....só queria dizer que comecei hoje a pôr em ordem a minha leitura COMPLETA deste teu Blog, pois....é um preciosíssimo livro de História, não só de Angola, como de África........Não só.......da Humanidade....
Queria também dizer-te que uma das coisas que me tocou muito é a tarjeta no canto direito, em cima "Embrace Diversity....Sinto neste espaço...o meu espaço Humano, cultural e também espiritual.........este espaço transmite muita PAZ........Obrigada por conseguires isto tão bem!!
Abração

Bató said...

gostava também de felicitar os restantes participantes ( todos) pela qualidade e tom aberto, tolerante, tranquilo revelando ser este também, nas suas participações, o seu espaço, pela grande diversidade de origens a todos os níveis.....é bonito!GOSTO MUITO!
Beijos a todos