Friday, 21 March 2008

ECOS DA IMPRENSA ANGOLANA (2)

“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”


Manuel Alegre






in Jornal de Angola, 20/03/08
[Clique na imagem para a ampliar]


OUTRAS REACCOES:


'O Comerciante Desalmado'
Agostinho Neto guiou o seu povo pelo caminho das estrelas. Que outro poeta na História Universal libertou a sua pátria com poemas e fuzis? A grandeza da obra literária de Agostinho Neto foi reconhecida em todo o mundo por académicos, professores, críticos literários e confrades.
Artur Queiroz, in Jornal de Angola, 18/03/08 (aqui)


'O Marketing Tem Dessas'
Escrevi e repito, que Agostinho Neto foi um extraordinário Poeta. Volto a dizê-lo. O Poeta da Libertação, o fundador com alguns de nós, da UEA, que dele não diz. Sou portanto, inapelavelmente, um total e irrecuperável ignorante de poesia...
Ndunduma, in Jornal de Angola, 21/03/08 (aqui)


'Em Defesa do José Eduardo Agualusa'
Um tal jornalista de nome Artur Queiroz atacou o Agualusa no Jornal de Angola de uma forma tão grosseira que reduz o que deveria ser um debate serio sobre a nossa herança cultural Angolana á uma briga entre bêbados num botequim. Eu admiro bastante o José Eduardo Agualusa que, sem duvida, deve ser o escritor mais serio da nossa geração; a sua capacidade de trabalho e determinação em sobreviver como escritor é impressionante. Lamento é o facto de ele não ter ido recentemente a nossa cidade natal do Huambo aonde tem havido muitas mudanças.
Sousa Jamba, in Semanario Angolense, 22/03/08 (aqui)


'Resposta de Artur Queiroz a Sousa Jamba'
Sousa Jamba quer que eu discuta a herança cultural dos angolanos com quem não tem nada a ver com a cultura ou as culturas de Angola. E Agualusa não tem.
Falta-lhe lastro e memória. Vivência. Estudo. Sentimento. Afinal falta-lhe tudo. É muito grave não é? Os colonialistas usaram sempre a arma da memória para imporem os seus valores e apagarem os nossos. Agualusa aprendeu a lição. Para ele, a Literatura Angolana começou no dia em que foi publicado o seu primeiro livro. Quando muito, o primeiro livro de Sousa Jamba. É uma táctica que os nazis adoptaram e dela abusaram. A Alemanha começou no dia em Hitler subiu ao Poder. O salazarismo fez o mesmo. Angola sem os portugueses nunca existiu.
Artur Queiroz, ao Semanario Angolense, 22/03/08 (aqui)
“Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.”


Manuel Alegre






in Jornal de Angola, 20/03/08
[Clique na imagem para a ampliar]


OUTRAS REACCOES:


'O Comerciante Desalmado'
Agostinho Neto guiou o seu povo pelo caminho das estrelas. Que outro poeta na História Universal libertou a sua pátria com poemas e fuzis? A grandeza da obra literária de Agostinho Neto foi reconhecida em todo o mundo por académicos, professores, críticos literários e confrades.
Artur Queiroz, in Jornal de Angola, 18/03/08 (aqui)


'O Marketing Tem Dessas'
Escrevi e repito, que Agostinho Neto foi um extraordinário Poeta. Volto a dizê-lo. O Poeta da Libertação, o fundador com alguns de nós, da UEA, que dele não diz. Sou portanto, inapelavelmente, um total e irrecuperável ignorante de poesia...
Ndunduma, in Jornal de Angola, 21/03/08 (aqui)


'Em Defesa do José Eduardo Agualusa'
Um tal jornalista de nome Artur Queiroz atacou o Agualusa no Jornal de Angola de uma forma tão grosseira que reduz o que deveria ser um debate serio sobre a nossa herança cultural Angolana á uma briga entre bêbados num botequim. Eu admiro bastante o José Eduardo Agualusa que, sem duvida, deve ser o escritor mais serio da nossa geração; a sua capacidade de trabalho e determinação em sobreviver como escritor é impressionante. Lamento é o facto de ele não ter ido recentemente a nossa cidade natal do Huambo aonde tem havido muitas mudanças.
Sousa Jamba, in Semanario Angolense, 22/03/08 (aqui)


'Resposta de Artur Queiroz a Sousa Jamba'
Sousa Jamba quer que eu discuta a herança cultural dos angolanos com quem não tem nada a ver com a cultura ou as culturas de Angola. E Agualusa não tem.
Falta-lhe lastro e memória. Vivência. Estudo. Sentimento. Afinal falta-lhe tudo. É muito grave não é? Os colonialistas usaram sempre a arma da memória para imporem os seus valores e apagarem os nossos. Agualusa aprendeu a lição. Para ele, a Literatura Angolana começou no dia em que foi publicado o seu primeiro livro. Quando muito, o primeiro livro de Sousa Jamba. É uma táctica que os nazis adoptaram e dela abusaram. A Alemanha começou no dia em Hitler subiu ao Poder. O salazarismo fez o mesmo. Angola sem os portugueses nunca existiu.
Artur Queiroz, ao Semanario Angolense, 22/03/08 (aqui)

6 comments:

AGRY said...

O que conheço de Agostinho Neto e de António Jacinto, particularmente deste último, não me dão margem de manobra para ser tolerante com as afirmações, mais ou menos bombásticas, de Agualusa.
Embora reconhecendo que não disponho de muitos elementos para julgar Agualusa, devo confessar que, desde o primeiro momento, não gostei desta figura. Pareceu-me arrogante e pedante q.b. Terá mérito, não duvido mas, também penso que lhe falta humildade, muita humildade.
É uma personalidade controversa que muito rapidamente se afirmou no seio do JSete dum país que continua a olhar para o umbigo
Numa época em que era moda ser anti-MPLA , Agualusa soube colher dividendos. Produziu afirmações que a voz do dono esperava ouvir.
Para finalizar, reafirmo que tenho muita dificuldade em levar a sério pessoas muito apressadas e que almejam atingir o topo ainda que tenham que atropelar tudo e todos. Não quero ir mais longe mas, este género de afirmações, magoam-me…e muito

KimdaMagna said...

Mana Koluki,
acabando de deixar a minha mensagem para ti e lendo depois o "affaire AguaLusa" fiquei triste, não muito, aprendi a protejer me, com o diz que diz.
Eu falando de alteridade, e zás, levei mesmo u8m soco no queixo.
O Agualusa tá se a passar ou quê?
A arrogância tomando conta dele?
Mesmo acompanhando o Sousa Jamba no modo interpretativo ao que o Agua disse, fico triste com a atitude dele .
É uma gritante falta de educação e de conhecimento da história para com os referidos poetas e por extensão a todos os outros leitores.
A Poesia tem cargas simbólicas e subjectivas que não podemos de forma nenhuma classificá la só na óptica da semântica, da gramática ou estruturas lexicais ou ritmos.padronizadas.
A poesia ou a prosa não têm horizontes, paradigmas ou escravizações idealísticas subjacentes a dogmas ou despeitos ou ignorâncias.
Repito :
Uma gritante falta de EDUCAÇÃO

Xaxuaxo

Diasporense said...

Desculpe, tinha colocado este comentário na postagem errada:

Minha irmã, desculpa mas nesta conversa eu não me meto. Pelo menos por enquanto. Prefiro deixar a poeira assentar porque já se sabe que quando os tubarões lutam o mexilhão é que paga… não que eu seja mexilhão, mas nunca se sabe!

Boa páscoa!

Sailor Girl said...

Às vezes as pessoas acordam «com os pés fora da cama», estão com problemas ou irritadas ou impacientes e dizem coisas da boca para fora. Temos de contar até 10 e tentar não ligar muito...
Pode ser que tenha sido o caso do Agualusa. Ou então essa é mesmo a opinião dele, caso em deveria ter sido um pouco mais gentil... Enfim, haja paciência...

Kardo Bestilo said...

A literatura tem mesmo que ser debate e troca de ideias, ainda que nós não estejamos de acordo. Eu pessoalmente não concordo com Agualusa em relação a mediocridade poética em referência, mas penso que apesar de a novela estar a ser bwé kente e agressiva vai deixar espaço para novas ideias e fazer as pessoas sentirem que de facto precisamos de ter mais escritores/leitores = mais opiniões/livros/artigos. E desejo que esta novela não saía das palavras e jornais/net/revista/books.

De facto ele foi mesmo ControVerso e, como eu esperava abriu várias frentes de debate(Kombate).

Amo a Literatura, viva a Liberdade e respeito ao ser humano.

Maria Muadiê said...

Ôxe! Agualusa ficou doido.