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Friday, 12 December 2008

OUI NOUS POUVONS!

Sera' que e' desta que os Franceses fazem as pazes com os Americanos, ou sera' esta apenas mais uma manifestacao da sua legendaria rivalidade?
Primeiro, um grupo de notaveis emitiu este manifesto, que aqui notei na altura.
Depois, Mme. Sarkozy aludiu aqui , en passant, as "semelhancas" entre o background de Obama e o do seu marido.
Agora, em Paris, alguem se lembrou disto...

[Plus ici]

Sera' que e' desta que os Franceses fazem as pazes com os Americanos, ou sera' esta apenas mais uma manifestacao da sua legendaria rivalidade?
Primeiro, um grupo de notaveis emitiu
este manifesto, que aqui notei na altura.
Depois, Mme. Sarkozy aludiu aqui , en passant, as "semelhancas" entre o background de Obama e o do seu marido.
Agora, em Paris, alguem se lembrou disto...

[Plus ici]

Friday, 24 October 2008

SARKOZY VOODOO DOLL

E pensar que a dita “magia negra” e’ invariavelmente atribuida a Africa e aos Africanos e o chamado voodoo particularmente ao Haiti…
Bom, uma companhia francesa teve a “brilhante ideia” de criar e comercializar um “boneco de feitico” representando Nicolas Sarkozy e algumas das suas mais famosas boutades. O boneco vem acompanhado de um kit contendo alfinetes e um manual de instrucoes de voodoo. Uma brincadeira (de mau gosto?) para permitir aos mais insatisfeitos descarregarem as suas frustracoes atribuiveis ao Sarko espetando-lhe alfinetadas e rogando-lhe pragas sempre que lhes der na gana. Mas o visado e’ que nao acha piada nenhuma a brincadeira e ameaca processar a companhia…
Mas talvez fosse interessante observar os efeitos de uma brincadeira destas usando alguns presidentes Africanos… Talvez eles tratassem rapidamente de fazer o feitico voltar-se a serio contra os (aprendizes de) feiticeiros?

[Pode ver um video sobre a “brincadeira” aqui]
E pensar que a dita “magia negra” e’ invariavelmente atribuida a Africa e aos Africanos e o chamado voodoo particularmente ao Haiti…
Bom, uma companhia francesa teve a “brilhante ideia” de criar e comercializar um “boneco de feitico” representando Nicolas Sarkozy e algumas das suas mais famosas boutades. O boneco vem acompanhado de um kit contendo alfinetes e um manual de instrucoes de voodoo. Uma brincadeira (de mau gosto?) para permitir aos mais insatisfeitos descarregarem as suas frustracoes atribuiveis ao Sarko espetando-lhe alfinetadas e rogando-lhe pragas sempre que lhes der na gana. Mas o visado e’ que nao acha piada nenhuma a brincadeira e ameaca processar a companhia…
Mas talvez fosse interessante observar os efeitos de uma brincadeira destas usando alguns presidentes Africanos… Talvez eles tratassem rapidamente de fazer o feitico voltar-se a serio contra os (aprendizes de) feiticeiros?

[Pode ver um video sobre a “brincadeira” aqui]

Friday, 30 May 2008

ECOS DA IMPRENSA ANGOLANA (12)

Esta semana, no SA, uma interessante entrevista com o Embaixador de Franca em Angola:

"A visita do presidente francês provavelmente seja o reconhecimento de que, depois de há dez anos, o presidente (Jacques) Chirac efectuou uma visita de Estado a Angola, a paz finalmente reina entre os angolanos, que prevalece a reconciliação e que está em curso um processo de abertura do país (não só do lado económico, da abertura dos capitais ou financeira), uma abertura subjacente ao facto de Angola ter projectado o reembolso da divida externa (para com os países do Clube do Paris), com o que tomou uma decisão tão importante, que abriu Angola à obtenção de novo créditos financeiros, mas, sobretudo, a um novo crédito moral, pois trata-se do regresso de Angola à comunidade financeira internacional. Foi uma decisão implementada em Janeiro deste ano que se torna importante na medida em que representa o regresso de Angola à comunidade financeira internacional, o que quer dizer que Angola vai poder obter novos créditos. Pedimos que seja consignado dinheiro à Agência Francesa de Desenvolvimento a decisão de Angola (claro que o Clube de Paris ajudou Angola a tomar essa decisão que, no entanto, foi inteiramente angolana) foi uma decisão de grande elevação, porquanto trata-se de, por fim, retomar os laços com a comunidade internacional. Quer dizer que a «ilha» que se pensava que era Angola, aproximou-se um pouco mais do continente africano."
[
Aqui]

Ainda no SA, um dossier sobre um workshop que a Open Society organizou em Luanda sobre o Orcamento Geral do Estado:

"Conclusões e Recomendações do Workshop"

• A nossa economia tem tido um crescimento global bastante acentuado. Todavia, quando são analisados os principais indicadores que integram o índice de Desenvolvimento Humano, notamos uma evolução positiva apenas no que respeita ao valor do Pib per capita. Muitos dos restantes indicadores continuam a degradar-se. É isso que justifica o mantermo-nos ainda muito perto da cauda do ranking internacional.
• O anteriormente descrito induz-nos a recomendar que, no processo de elaboração do OGE, haja um crescente cuidado com o sector social e com os recursos humanos, como forma de se garantir não só a sustentabilidade do crescimento económico, mas, também, um maior respeito pelos direitos humanos.
[Aqui]

Sobre a questao, dois Economistas expoem os seus pontos de vista:

Alves da Rocha em "A Preparacao do Orcamento e os seus Principios"

"O Governo angolano tem vindo, sistematicamente, a ser questionado sobre a transparência do processo orçamental e as razões duma ausência de participação da sociedade civil na elaboração do Orçamento Geral do Estado. Os questionamentos e as pressões advêm de algumas organizações angolanas e, também, de muitas ONG estrangeiras, as quais, de certa maneira, têm procurado influenciar as suas congeners angolanas sobre a necessidade de a metodologia de elaboração do documento financeiro do Governo ser mais aberta e dialogante. Sobre esta matéria eu tenho uma opinião muito própria e estou, na verdade, bastante curioso em conhecer as experiências que irão ser apresentadas nesta conferência, para tentar perceber o que elas têm de demagógico e de efectivo, em termos de reforço dos sistemas democráticos nacionais."
[Aqui]

Fernando Heitor em "A Fiscalizacao do OGE pela AN"

"O Orçamento é uma previsão anual das despesas a realizar pelo Estado e dos processos de as cobrir, incluindo a autorização concedida ao Governo para realizar despesas públicas e cobrar receitas, limitando os poderes financeiros do Governo em cada ano. Exprime, a forma como o Estado vai obter e gastar os seus rendimentos durante o ano; Condensa a política financeira a executar durante esse ano; Orçamento, é portanto, a instituição jurídica fundamental e o quadro básico que orienta a actividade financeira dos Estados modernos, sejam eles, mais ou menos democráticos!"
[Aqui]

No Cruzeiro do Sul uma detalhada analise do surgimento do primeiro canal de televisao privado em Angola:

"Foi noticiado, em Portugal, o lançamento, ainda este ano, em Angola, da primeira televisão privada. O futuro canal, Segundo o jornal de notícias, vai chamar-se Zimbo TV e é propriedade da Medianova SA. De acordo com a mesma fonte, o projecto da primeira televisão privada conta com o apoio da TVI, o segundo canal privado português. Medianova que é uma Sociedade Anónima, mas, nos termos da lei de imprensa, as suas acções têm de ser nominativas e, para efeitos de respeito pela concorrência, a sua composição deve ser dada a conhecer ao conselho nacional de comunicação social. Tudo indica que a Medianova seja uma emanação dos serviços de apoio à Presidência da República.
No entanto, ao Jornal Público, de Portugal, Artur Queirós havia afirmado que o objective do grupo é o de assegurar "informação rigorosa, independente e profissional", sem interferência do poder político". Ainda em 2006, o Jornal público havia anunciado o lançamento de um projecto multifacetado na midia angolana. Já nessa altura, se dizia que o nome do grupo de comunicação seria Medianova e que o director de publicações seria Artur Queirós, um jornalista português próximo dos serviços de imprensa da presidência da república e também um dos seus mais radicais defensores em comentários no Jornal de Angola."
[Aqui]

O Novo Jornal da-nos conta de uma dissertacao de JMM Tali na Sorbonne:

"O Historiador Jean Michel Mabeko Tali irá dissertar uma palestra subordinada ao tema «0 problema de Cabinda e o processo de paz em Angola», na próxima segunda, 26 de Maio, na Universidade Sorbonne, em Paris. Esta conferência está inserida no âmbito dos seminários sobre «História de África Negra do Século XIX aos nossos dias» e «Fronteiras Dinâmicas de Transterritorialização», numa organização do historiador congolês Elikia Mbokolo, director da Escola de Altos Estudos Sociais daquela universidade."
[Aqui]


Ainda no NJ, uma entrevista com Paulo Flores:

"0 músico angolano Paulo Flores assinala 20 anos de carreira, após o lançamento do seu primeiro disco, Kapuete Kamundanda, em 1988. Neste sentido, para reavivar os seus fãs, Paulo Flores promete realizar no próximo mês de Julho um grande espectáculo ao vivo, na Cidadela Desportiva, em Luanda, que servirá igualmente para gravação de um CD e DVD ao vivo. Esta trilogia é um trabalho que irá sair na primeira semana de Dezembro, mas em Junho vamos fazer um volume com três músicas de cada CD e mais um «bónus track». Então, no fundo, será a primeira apresentação das músicas que no total serão 27.
(...)
Às vezes fica um pouco difícil sintetizar as 27 músicas, mas irei recuperar quatro músicas, às quais irei dar novos arranjos e acabamentos, o resto é tudo inédito. É um pouco difícil resumir, mas falase de esperança, de amor, do dia-adia. E faço uma releitura de alguns temas entre os quais uma música do David Zé, uma dos Ngola Ritmos, um tema antigo do Bana, faço uma versão em português do «Recontré», canto uma música com a Mayra Andrade, com letra do Vinicius de Moraes, gravei, no Rio de Janeiro, uma música com o Daniel Jobin, neto do Tom, no piano do Tom, chama-se «Interlúdio» e acredito que venha a ser um dos momentos altos da trilogia. Portanto, acredito que as pessoas irão gostar."
[Aqui]
Esta semana, no SA, uma interessante entrevista com o Embaixador de Franca em Angola:

"A visita do presidente francês provavelmente seja o reconhecimento de que, depois de há dez anos, o presidente (Jacques) Chirac efectuou uma visita de Estado a Angola, a paz finalmente reina entre os angolanos, que prevalece a reconciliação e que está em curso um processo de abertura do país (não só do lado económico, da abertura dos capitais ou financeira), uma abertura subjacente ao facto de Angola ter projectado o reembolso da divida externa (para com os países do Clube do Paris), com o que tomou uma decisão tão importante, que abriu Angola à obtenção de novo créditos financeiros, mas, sobretudo, a um novo crédito moral, pois trata-se do regresso de Angola à comunidade financeira internacional. Foi uma decisão implementada em Janeiro deste ano que se torna importante na medida em que representa o regresso de Angola à comunidade financeira internacional, o que quer dizer que Angola vai poder obter novos créditos. Pedimos que seja consignado dinheiro à Agência Francesa de Desenvolvimento a decisão de Angola (claro que o Clube de Paris ajudou Angola a tomar essa decisão que, no entanto, foi inteiramente angolana) foi uma decisão de grande elevação, porquanto trata-se de, por fim, retomar os laços com a comunidade internacional. Quer dizer que a «ilha» que se pensava que era Angola, aproximou-se um pouco mais do continente africano."
[
Aqui]

Ainda no SA, um dossier sobre um workshop que a Open Society organizou em Luanda sobre o Orcamento Geral do Estado:

"Conclusões e Recomendações do Workshop"

• A nossa economia tem tido um crescimento global bastante acentuado. Todavia, quando são analisados os principais indicadores que integram o índice de Desenvolvimento Humano, notamos uma evolução positiva apenas no que respeita ao valor do Pib per capita. Muitos dos restantes indicadores continuam a degradar-se. É isso que justifica o mantermo-nos ainda muito perto da cauda do ranking internacional.
• O anteriormente descrito induz-nos a recomendar que, no processo de elaboração do OGE, haja um crescente cuidado com o sector social e com os recursos humanos, como forma de se garantir não só a sustentabilidade do crescimento económico, mas, também, um maior respeito pelos direitos humanos.
[Aqui]

Sobre a questao, dois Economistas expoem os seus pontos de vista:

Alves da Rocha em "A Preparacao do Orcamento e os seus Principios"

"O Governo angolano tem vindo, sistematicamente, a ser questionado sobre a transparência do processo orçamental e as razões duma ausência de participação da sociedade civil na elaboração do Orçamento Geral do Estado. Os questionamentos e as pressões advêm de algumas organizações angolanas e, também, de muitas ONG estrangeiras, as quais, de certa maneira, têm procurado influenciar as suas congeners angolanas sobre a necessidade de a metodologia de elaboração do documento financeiro do Governo ser mais aberta e dialogante. Sobre esta matéria eu tenho uma opinião muito própria e estou, na verdade, bastante curioso em conhecer as experiências que irão ser apresentadas nesta conferência, para tentar perceber o que elas têm de demagógico e de efectivo, em termos de reforço dos sistemas democráticos nacionais."
[Aqui]

Fernando Heitor em "A Fiscalizacao do OGE pela AN"

"O Orçamento é uma previsão anual das despesas a realizar pelo Estado e dos processos de as cobrir, incluindo a autorização concedida ao Governo para realizar despesas públicas e cobrar receitas, limitando os poderes financeiros do Governo em cada ano. Exprime, a forma como o Estado vai obter e gastar os seus rendimentos durante o ano; Condensa a política financeira a executar durante esse ano; Orçamento, é portanto, a instituição jurídica fundamental e o quadro básico que orienta a actividade financeira dos Estados modernos, sejam eles, mais ou menos democráticos!"
[Aqui]

No Cruzeiro do Sul uma detalhada analise do surgimento do primeiro canal de televisao privado em Angola:

"Foi noticiado, em Portugal, o lançamento, ainda este ano, em Angola, da primeira televisão privada. O futuro canal, Segundo o jornal de notícias, vai chamar-se Zimbo TV e é propriedade da Medianova SA. De acordo com a mesma fonte, o projecto da primeira televisão privada conta com o apoio da TVI, o segundo canal privado português. Medianova que é uma Sociedade Anónima, mas, nos termos da lei de imprensa, as suas acções têm de ser nominativas e, para efeitos de respeito pela concorrência, a sua composição deve ser dada a conhecer ao conselho nacional de comunicação social. Tudo indica que a Medianova seja uma emanação dos serviços de apoio à Presidência da República.
No entanto, ao Jornal Público, de Portugal, Artur Queirós havia afirmado que o objective do grupo é o de assegurar "informação rigorosa, independente e profissional", sem interferência do poder político". Ainda em 2006, o Jornal público havia anunciado o lançamento de um projecto multifacetado na midia angolana. Já nessa altura, se dizia que o nome do grupo de comunicação seria Medianova e que o director de publicações seria Artur Queirós, um jornalista português próximo dos serviços de imprensa da presidência da república e também um dos seus mais radicais defensores em comentários no Jornal de Angola."
[Aqui]

O Novo Jornal da-nos conta de uma dissertacao de JMM Tali na Sorbonne:

"O Historiador Jean Michel Mabeko Tali irá dissertar uma palestra subordinada ao tema «0 problema de Cabinda e o processo de paz em Angola», na próxima segunda, 26 de Maio, na Universidade Sorbonne, em Paris. Esta conferência está inserida no âmbito dos seminários sobre «História de África Negra do Século XIX aos nossos dias» e «Fronteiras Dinâmicas de Transterritorialização», numa organização do historiador congolês Elikia Mbokolo, director da Escola de Altos Estudos Sociais daquela universidade."
[Aqui]


Ainda no NJ, uma entrevista com Paulo Flores:

"0 músico angolano Paulo Flores assinala 20 anos de carreira, após o lançamento do seu primeiro disco, Kapuete Kamundanda, em 1988. Neste sentido, para reavivar os seus fãs, Paulo Flores promete realizar no próximo mês de Julho um grande espectáculo ao vivo, na Cidadela Desportiva, em Luanda, que servirá igualmente para gravação de um CD e DVD ao vivo. Esta trilogia é um trabalho que irá sair na primeira semana de Dezembro, mas em Junho vamos fazer um volume com três músicas de cada CD e mais um «bónus track». Então, no fundo, será a primeira apresentação das músicas que no total serão 27.
(...)
Às vezes fica um pouco difícil sintetizar as 27 músicas, mas irei recuperar quatro músicas, às quais irei dar novos arranjos e acabamentos, o resto é tudo inédito. É um pouco difícil resumir, mas falase de esperança, de amor, do dia-adia. E faço uma releitura de alguns temas entre os quais uma música do David Zé, uma dos Ngola Ritmos, um tema antigo do Bana, faço uma versão em português do «Recontré», canto uma música com a Mayra Andrade, com letra do Vinicius de Moraes, gravei, no Rio de Janeiro, uma música com o Daniel Jobin, neto do Tom, no piano do Tom, chama-se «Interlúdio» e acredito que venha a ser um dos momentos altos da trilogia. Portanto, acredito que as pessoas irão gostar."
[Aqui]

Sunday, 1 July 2007

OUTBLOGGING @ GLOBAL VOICES ONLINE (II)


Enquanto navegava pela blogosfera Moçambicana, encontrei o “Diário de um Sociólogo”, um blog de Carlos Serra, sociólogo Moçambicano baseado em Maputo e associado à Universidade Eduardo Mondlane, a universidade pública do país. Tem, portanto, o potencial de oferecer uma interessante mistura de observação pessoal e comentário acadêmico, no meio de, como ele o apresenta, “um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.”

Das suas actuais ofertas decidi pegar numa análise comparativa entre as posições políticas do recém-eleito Presidente Francês, Nicolas Sarkozy, e do Presidente Moçambicano, Armando Guebuza. Apresentada em quatro partes, a análise começa com esta pergunta, “Existe alguma afinidade política entre os programas políticos do presidente Sarkozy de França e do presidente Guebuza de Moçambique?”, sendo as restantes três partes dedicadas à resposta. Assim vai:


(LER ARTIGO AQUI)


Enquanto navegava pela blogosfera Moçambicana, encontrei o “Diário de um Sociólogo”, um blog de Carlos Serra, sociólogo Moçambicano baseado em Maputo e associado à Universidade Eduardo Mondlane, a universidade pública do país. Tem, portanto, o potencial de oferecer uma interessante mistura de observação pessoal e comentário acadêmico, no meio de, como ele o apresenta, “um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.”

Das suas actuais ofertas decidi pegar numa análise comparativa entre as posições políticas do recém-eleito Presidente Francês, Nicolas Sarkozy, e do Presidente Moçambicano, Armando Guebuza. Apresentada em quatro partes, a análise começa com esta pergunta, “Existe alguma afinidade política entre os programas políticos do presidente Sarkozy de França e do presidente Guebuza de Moçambique?”, sendo as restantes três partes dedicadas à resposta. Assim vai:


(LER ARTIGO AQUI)

Tuesday, 19 December 2006

PIEDS-BLANCS, HOUDA ROUANE

Vinha hoje a tarde a folhear uma revista de bordo da Air France no regresso de Tunis e deparei-me com esta breve descricao deste livro:

“Pieds-Blancs – In this debut novel, Houda Rouane forges a brilliant synthesis of the atmosphere of the poor suburbs of Paris, her own literary aspirations and her life as a Frenchwoman of immigrant origin. Through the hectic daily life of her narrator, a supervisor in a secondary school, Rouane examines the social problems that plague modern-day France, putting them into perspective and repudiating the uncompromising ideologies that cloud people’s judgement. She is living proof that society needs women whose dual backgrounds give them a particular sensitivity and sensibility.”

Apesar de, obviamente, ainda nao o ter lido, decidi traze-lo direitinho aqui ao Books of Life (que nao pretende propriamente fazer critica literaria, mas apenas anotar o que torna os livros aqui listados particularmente significativos para a minha propria vida), quanto mais nao seja pela mencao ao the a la menthe (..."Amer et doux comme un the a la menthe"... os acentos ficaram em Gammarth).

Pela tematica multicultural e ate pela ‘semelhanca’ dos titulos e a idade das autoras por altura dos respectivos primeiros lancamentos, 24/25 anos (… idade em que tambem me ‘atrevi’ a lancar um livro…), parece-me que esta Houda Rouane com o seu ‘Pieds-Blancs’ (designacao dada aos 'magrhebinos' nascidos em Franca) sera uma especie de versao francesa da britanica
Zadie Smith com o seu ‘White Teeth’ (2000). Veremos.

PS: Ironicamente, combinados, estes dois titulos parecem sugerir que cada vez menos ha uma "cultura exclusivamente branca" dos dentes aos pes...
Vinha hoje a tarde a folhear uma revista de bordo da Air France no regresso de Tunis e deparei-me com esta breve descricao deste livro:

“Pieds-Blancs – In this debut novel, Houda Rouane forges a brilliant synthesis of the atmosphere of the poor suburbs of Paris, her own literary aspirations and her life as a Frenchwoman of immigrant origin. Through the hectic daily life of her narrator, a supervisor in a secondary school, Rouane examines the social problems that plague modern-day France, putting them into perspective and repudiating the uncompromising ideologies that cloud people’s judgement. She is living proof that society needs women whose dual backgrounds give them a particular sensitivity and sensibility.”

Apesar de, obviamente, ainda nao o ter lido, decidi traze-lo direitinho aqui ao Books of Life (que nao pretende propriamente fazer critica literaria, mas apenas anotar o que torna os livros aqui listados particularmente significativos para a minha propria vida), quanto mais nao seja pela mencao ao the a la menthe (..."Amer et doux comme un the a la menthe"... os acentos ficaram em Gammarth).

Pela tematica multicultural e ate pela ‘semelhanca’ dos titulos e a idade das autoras por altura dos respectivos primeiros lancamentos, 24/25 anos (… idade em que tambem me ‘atrevi’ a lancar um livro…), parece-me que esta Houda Rouane com o seu ‘Pieds-Blancs’ (designacao dada aos 'magrhebinos' nascidos em Franca) sera uma especie de versao francesa da britanica
Zadie Smith com o seu ‘White Teeth’ (2000). Veremos.

PS: Ironicamente, combinados, estes dois titulos parecem sugerir que cada vez menos ha uma "cultura exclusivamente branca" dos dentes aos pes...