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Tuesday, 31 March 2009

LUANDANDO (III)

O "Edificio Elinga" la' continua de pe' e esteve aberto no ultimo fim de semana para um espectaculo de variedades organizado por um grupo de jovens luandenses empenhados em que ele assim se mantenha...


Estive quase, mas acabei por nao ir, 'atraves' de um dia passado a viajar agradavelmente para sul, por entre picadas e riachos, ate' a Barra do Kwanza e ao Parque da Kissama e de volta a Luanda por baixo de uma chuvada (quase) torrencial e o trafego que, naturalmente, estava mais piormente engarrafado do que ja' e' vagarosamente habitual... Prazer e cansaco, foi o balanco.


Mas, quem la' esteve a cantar especialmente foi o Paulo Flores (tive pena de ter perdido tao boa oportunidade de o ver actuar pela primeira vez) e foi de la' que me trouxeram o ExCombatentes (por sinal, na vespera tinha finalmente ganho coragem - em todas as minhas idas anteriores tinha sempre desconseguido isso - sim, kate' ganhei korage para pedir que me levassem la', aos ExCombatentes, expressamente para ver, de caxexe, de fora, de baixo, o meu kubiko que la' me kassumbularam kum ele, ja' la' vai o que parece uma eternidade...) - sua ultima producao discografica (uma trilogia ja' antes aqui anunciada pelo proprio), integrando tres CDs entitulados, respectivamente, Viagem, Sembas e Ilhas. Do ultimo deixo aqui estes registos:


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Eu Quero E' Paz

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Amba

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Rencontre (Sax by Nanuto)

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Gepe'

Ja' agora, proponho que revisitemos o/as musico/as angolano/as cantado/as ai nesse Gepe' do Paulo Flores, em posts e comentarios anteriores neste e no de um (ex?)combatente deste blog:

Kabokomeu

Mamborro'

Milhorro'

Minguito

Mariana

Uzala Ute' Ute' (Rete' - Kassav)


E, ja' agora tambem, voltemos a este post... So' a proposito do blues do Eu Quero E' Paz (podia ser tambem a proposito de vozes melhores do que a do Paulo Flores... mas nao e'). Nao e' o Muddy Waters (ouviste, tu, meu filho que o tens andado ultimamente a explorar? By the way, ainda nao vi o tal filme com/sobre ele que me sugeriste...), de quem o Paulo Flores diz ter ganho a inspiracao. E' o BB King... o BB... o King!
O "Edificio Elinga" la' continua de pe' e esteve aberto no ultimo fim de semana para um espectaculo de variedades organizado por um grupo de jovens luandenses empenhados em que ele assim se mantenha...


Estive quase, mas acabei por nao ir, 'atraves' de um dia passado a viajar agradavelmente para sul, por entre picadas e riachos, ate' a Barra do Kwanza e ao Parque da Kissama e de volta a Luanda por baixo de uma chuvada (quase) torrencial e o trafego que, naturalmente, estava mais piormente engarrafado do que ja' e' vagarosamente habitual... Prazer e cansaco, foi o balanco.


Mas, quem la' esteve a cantar especialmente foi o Paulo Flores (tive pena de ter perdido tao boa oportunidade de o ver actuar pela primeira vez) e foi de la' que me trouxeram o ExCombatentes (por sinal, na vespera tinha finalmente ganho coragem - em todas as minhas idas anteriores tinha sempre desconseguido isso - sim, kate' ganhei korage para pedir que me levassem la', aos ExCombatentes, expressamente para ver, de caxexe, de fora, de baixo, o meu kubiko que la' me kassumbularam kum ele, ja' la' vai o que parece uma eternidade...) - sua ultima producao discografica (uma trilogia ja' antes aqui anunciada pelo proprio), integrando tres CDs entitulados, respectivamente, Viagem, Sembas e Ilhas. Do ultimo deixo aqui estes registos:


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Eu Quero E' Paz

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Amba

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Rencontre (Sax by Nanuto)

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Gepe'

Ja' agora, proponho que revisitemos o/as musico/as angolano/as cantado/as ai nesse Gepe' do Paulo Flores, em posts e comentarios anteriores neste e no de um (ex?)combatente deste blog:

Kabokomeu

Mamborro'

Milhorro'

Minguito

Mariana

Uzala Ute' Ute' (Rete' - Kassav)


E, ja' agora tambem, voltemos a este post... So' a proposito do blues do Eu Quero E' Paz (podia ser tambem a proposito de vozes melhores do que a do Paulo Flores... mas nao e'). Nao e' o Muddy Waters (ouviste, tu, meu filho que o tens andado ultimamente a explorar? By the way, ainda nao vi o tal filme com/sobre ele que me sugeriste...), de quem o Paulo Flores diz ter ganho a inspiracao. E' o BB King... o BB... o King!

Monday, 23 March 2009

LUANDANDO (I)






Sim, o "Edificio Elinga" ainda esta de pe' (21-03-09) ... apenas.





Sim, o "Edificio Elinga" ainda esta de pe' (21-03-09) ... apenas.

Thursday, 12 March 2009

A(S) MEMORIA(S) E O(S) PATRIMONIO(S) - PASSADO(S) E FUTURO(S)

La’ diz o velho ditado que nao ha’ duas sem tres…

Assim sendo, depois dos turbilhoes a volta da ‘transformacao’ do edificio conhecido como Palacio de Dona Ana Joaquina e, mais recentemente, da demolicao do antigo Mercado do Kinaxixe, novo turbilhao anda no ar em Luanda a volta da questao da preservacao do patrimonio historico da cidade. Desta vez trata-se do que e’ agora conhecido como Edificio Elinga e que ja’ foi, em tempos mais recuados, Centro Cultural Universitario (CCU) e Colegio Casa das Beiras.

Tenho conhecimento de pelo menos duas “frentes de combate” contra a sua planeada demolicao, diz-se que para dar lugar a um novo edificio e parque de estacionamento:

- Uma, iniciada por nostalgicos dos tempos do CCU que, algo resignados com a aparentemente inevitavel demolicao de um espaco do qual retinham experiencias de vida preciosas (e.g. o nascimento da Brigada Jovem de Literatura de Luanda), criaram uma corrente de partilha de memorias por email visando “comemorar” o desaparecimento daquele espaco, ate’ que… um dos contribuintes da corrente foi desencantar este despacho do Ministerio da Cultura datado de 1981, que, na letra e no espirito, parece conter o essencial para que se fale na existencia de uma politica de preservacao do patrimonio arquitectonico em Angola… excepto os necessarios mecanismos para a sua efectiva implementacao (questao que aqui abordei aquando da demolicao do Kinaxixe), falando-se, inclusive, na possibilidade de tal despacho poder ter sido ja’ revogado – do que nao parece haver confirmacao;

- Outra, que, certamente integrando alguns dos participantes da primeira, optou por uma posicao mais activamente politica (ideologica?), que decidiu expressar atraves deste Abaixo Assinado, correntemente aberto a subscricao por naturais e/ou residentes de Luanda.

Por entre as duas, vai-se movendo, como que em terreno minado, o responsavel pelo novo projecto, que se tem multiplicado em entrevistas e encontros publicos e privados, argumentando, por um lado, que o edificio esta mesmo tecnicamente condenado a morte (morrida, ou matada? – parece ser a questao no centro do debate, sendo certo que, como aqui tive ocasiao de notar, os edificios tambem morrem…) por, alegadamente, ja’ ter nascido “deficiente” e, por outro lado, dando garantias de que os mais directamente afectados pela planeada demolicao (nomeadamente o grupo de teatro Elinga e o pintor Antonio Ole, que la’ tem o seu attelier ha’ varios anos) terao espacos garantidos no novo edificio.

Esses, em resumo, os ‘factos’ que ate’ agora me chegaram ao conhecimento atraves da primeira “frente de combate” (atraves da qual recebi tambem copias 'scaneadas' de um artigo alusivo ao assunto publicado em Luanda no ultimo numero de "O Pais" e do despacho do Minicult acima mencionado, com que ilustro este post). Nas duas reconheco os meritos do activismo civico, as duas desejo sucesso – mesmo que sucesso neste caso possa eventualmente significar uma solucao de compromisso perante uma realidade que parece inevitavel, o que ja’ sera’ assinalavel dada a aparente resignacao inicial…

Agora, por entre os ‘factos’ e a memoria colectiva de toda uma geracao, ha’ um espacozinho para a minha propria memoria individual: lembro-me de, nos anos 80, ter naquele edificio frequentado um curso de guitarra classica, dado por dois professors Vietnamitas… lembro-me da vez em que, ja' no sec. XXI, fui la’ assistir a representacao pelo Elinga do “Quem Me Dera Ser Onda”, do Manuel Rui Monteiro… ou de ter la’ comemorado parte de um Dia Internacional da Mulher (uma memoria que, portanto, fez anos nos ultimos dias e que neste blog relatei aqui ha' uns tempos)… e lembro-me, sobretudo, das pessoas com quem partilhei aqueles momentos.

Memorias… sao elas que dao sentido a palavra “historico” ao lado da designacao “patrimonio arquitectonico”. Resta-nos sempre a consolacao de que, pelo menos enquanto somos vivos, elas sobrevivem a morte dos edificios. O problema e’ a preservacao dessas memorias, individuais e colectivas, para as geracoes futuras, nao perdendo de vista, contudo, que estas nao so’ teem direito ao conhecimento da historia, como tambem (alias, a semelhanca da "primeira frente de combate" aqui mencionada...) teem o direito a e a capacidade para criarem a sua propria historia e construirem as suas proprias memorias para o seu proprio futuro - que sera', afinal, o futuro da Nacao, portanto de todos nos.
La’ diz o velho ditado que nao ha’ duas sem tres…

Assim sendo, depois dos turbilhoes a volta da ‘transformacao’ do edificio conhecido como Palacio de Dona Ana Joaquina e, mais recentemente, da demolicao do antigo Mercado do Kinaxixe, novo turbilhao anda no ar em Luanda a volta da questao da preservacao do patrimonio historico da cidade. Desta vez trata-se do que e’ agora conhecido como Edificio Elinga e que ja’ foi, em tempos mais recuados, Centro Cultural Universitario (CCU) e Colegio Casa das Beiras.

Tenho conhecimento de pelo menos duas “frentes de combate” contra a sua planeada demolicao, diz-se que para dar lugar a um novo edificio e parque de estacionamento:

- Uma, iniciada por nostalgicos dos tempos do CCU que, algo resignados com a aparentemente inevitavel demolicao de um espaco do qual retinham experiencias de vida preciosas (e.g. o nascimento da Brigada Jovem de Literatura de Luanda), criaram uma corrente de partilha de memorias por email visando “comemorar” o desaparecimento daquele espaco, ate’ que… um dos contribuintes da corrente foi desencantar este despacho do Ministerio da Cultura datado de 1981, que, na letra e no espirito, parece conter o essencial para que se fale na existencia de uma politica de preservacao do patrimonio arquitectonico em Angola… excepto os necessarios mecanismos para a sua efectiva implementacao (questao que aqui abordei aquando da demolicao do Kinaxixe), falando-se, inclusive, na possibilidade de tal despacho poder ter sido ja’ revogado – do que nao parece haver confirmacao;

- Outra, que, certamente integrando alguns dos participantes da primeira, optou por uma posicao mais activamente politica (ideologica?), que decidiu expressar atraves deste Abaixo Assinado, correntemente aberto a subscricao por naturais e/ou residentes de Luanda.

Por entre as duas, vai-se movendo, como que em terreno minado, o responsavel pelo novo projecto, que se tem multiplicado em entrevistas e encontros publicos e privados, argumentando, por um lado, que o edificio esta mesmo tecnicamente condenado a morte (morrida, ou matada? – parece ser a questao no centro do debate, sendo certo que, como aqui tive ocasiao de notar, os edificios tambem morrem…) por, alegadamente, ja’ ter nascido “deficiente” e, por outro lado, dando garantias de que os mais directamente afectados pela planeada demolicao (nomeadamente o grupo de teatro Elinga e o pintor Antonio Ole, que la’ tem o seu attelier ha’ varios anos) terao espacos garantidos no novo edificio.

Esses, em resumo, os ‘factos’ que ate’ agora me chegaram ao conhecimento atraves da primeira “frente de combate” (atraves da qual recebi tambem copias 'scaneadas' de um artigo alusivo ao assunto publicado em Luanda no ultimo numero de "O Pais" e do despacho do Minicult acima mencionado, com que ilustro este post). Nas duas reconheco os meritos do activismo civico, as duas desejo sucesso – mesmo que sucesso neste caso possa eventualmente significar uma solucao de compromisso perante uma realidade que parece inevitavel, o que ja’ sera’ assinalavel dada a aparente resignacao inicial…

Agora, por entre os ‘factos’ e a memoria colectiva de toda uma geracao, ha’ um espacozinho para a minha propria memoria individual: lembro-me de, nos anos 80, ter naquele edificio frequentado um curso de guitarra classica, dado por dois professors Vietnamitas… lembro-me da vez em que, ja' no sec. XXI, fui la’ assistir a representacao pelo Elinga do “Quem Me Dera Ser Onda”, do Manuel Rui Monteiro… ou de ter la’ comemorado parte de um Dia Internacional da Mulher (uma memoria que, portanto, fez anos nos ultimos dias e que neste blog relatei aqui ha' uns tempos)… e lembro-me, sobretudo, das pessoas com quem partilhei aqueles momentos.

Memorias… sao elas que dao sentido a palavra “historico” ao lado da designacao “patrimonio arquitectonico”. Resta-nos sempre a consolacao de que, pelo menos enquanto somos vivos, elas sobrevivem a morte dos edificios. O problema e’ a preservacao dessas memorias, individuais e colectivas, para as geracoes futuras, nao perdendo de vista, contudo, que estas nao so’ teem direito ao conhecimento da historia, como tambem (alias, a semelhanca da "primeira frente de combate" aqui mencionada...) teem o direito a e a capacidade para criarem a sua propria historia e construirem as suas proprias memorias para o seu proprio futuro - que sera', afinal, o futuro da Nacao, portanto de todos nos.

Wednesday, 29 October 2008

ANGOLA: 2008 "NATIONAL PRIZE FOR CULTURE & THE ARTS"

This year's winners:


Literature: Luandino Vieira
Music: Paulo Flores
Filmmaking: Carlos Henriques (a posthumous award)
Dance: Grupo Kamatemba
Human & Social Sciences: Carlos Lopes
Plastic Arts: Van
Theater: Grupo Elinga Teatro

[See prize background here]
This year's winners:


Literature: Luandino Vieira
Music: Paulo Flores
Filmmaking: Carlos Henriques (a posthumous award)
Dance: Grupo Kamatemba
Human & Social Sciences: Carlos Lopes
Plastic Arts: Van
Theater: Grupo Elinga Teatro

[See prize background here]

Tuesday, 6 May 2008

ECOS DA IMPRENSA ANGOLANA (9)

Em entrevista ao Novo Jornal, Pepetela fala do seu novo livro, de Luanda, de Angola e do (quase fim do) Mundo:

"(…) Diria que alguns escritores africanos mais sortudos têm sido divulgados (em Portugal). Mas são ainda muito poucos se pensarmos no muito que se produz. Quanto a ressentimentos pós-coloniais, eles continuam a existir dos dois lados.
(…)
Contrariamente a muitos, não penso que o escritor, como tal, seja obrigado a ter um papel relevante na sociedade. Cada um sabe de si, mas é claro que em países onde tudo está por fazer, os escritores, se por acaso tiverem meios de serem ouvidos, podem participar, sobretudo fazendo perguntas, apresentando problemas e questões. As respostas já não serão para eles, mas para os administradores, políticos, etc. Em suma: "Dar a César o que é de César..."
(…)
Cada vez há mais Luandas, com inovações recentes, como a "Luanda dos condomínios de classe média". A Luanda dos musseques, por outro lado, tem cada vez mais dificuldades em sobreviver. Aliás, a parte central de Luanda está a mussequizar-se com as torres novas que se constroem, porque musseque deve ser compreendido na sua acepção social, de exclusão. E esta é uma cidade de exclusões como talvez não haja outra.

(…)
As pessoas continuam a vir cá para fazer negócios e já não só os que se relacionam com o petróleo. Aliás, não é o petróleo que atrai mais pessoas a Angola. São os negócios sujos com os diamantes, as lavagens de dinheiro, as empresas fantasmas, etc. Vêm aqui vender tudo, raramente comprar. Os aviões estão sempre cheios e basta olhar para os olhos de quem vem: brilham a sonhar com a árvore das patacas. É a nossa triste sina que fazer?Angola tem apresentado números importantes a nível da macroeconomia e há esse corre-corre. Mas o que é que ganhou o povo até agora com isso? Cava-se o fosso entre os muito ricos e os muito pobres. Se não começar a ser melhor repartido isso que se diz ser o 'fabuloso' crescimento de Angola, preparemo-nos para ver o circo pegar fogo."

[Aqui]

Pensavam que a "Maka de 1 Jose' contra 3 Antonios mais os Mukuaxis" ja' acabou? Pois desenganem-se: Joao Pinto diz, no JA, que
'Comparar Neto com Senghor e' perfeita ignorancia':

“Senghor era um poeta profissional, pretendendo uma luta intelectual, literária sem o uso de armas, procurando manifestar a eterna doçura que o colonizado devia apresentar como assimilado dócil, cristão ou servil, buscando um parentesco remoto e humilhante com uma pretensa paternidade biológica ou cultural, segundo Senghor (1975) aquando da apresentação da sua dissertação "Lusitanidade e Negritude" na Academia de Ciências de Lisboa, no dia 20 de Maio de 1975;
(...)
Neto escreveu num período curto (1947/60), foi um poeta sofrido, angustiado, sem tréguas, sofreu a luta ideológica interna com as convicções políticas socialistas inerentes às suas alianças conjunturais, lutou para unificar a nação, teve resistência e dissidência dentro do seu Governo, depois de proclamar a Independência, aliou-se aos russos e cubanos para combater o racismo, tribalismo e o regionalismo, Apartheid tendo sido por isso, um poeta que nunca teve sossego, escreveu atendendo as suas circunstâncias, pois, os homens são seres influenciados pelo tempo, espaço e espirito, escreveu atendendo os seus valores, as suas aspirações. A "negritude sengoriana é uma máquina de guerra onde o destinatário é o servilismo definitivo intelectual do negro" segundo Mongo Beti & Odile Tobner, ob. Cit. Respondemos à título pessoal.”

[Aqui]

Na sua Kuluna semanal, Wilson Dada, da-nos conta:

i. de como a (des)informacao e' feita na TPA

"Na TPA são os editores de serviço (e não os factos) quem, afinal de contas, faz a informação acontecer, de acordo com as suas preferências, orientações e outros critérios que, definitivamente, não constam de nenhum manual da especialidade nem são discutidos em nenhum seminário sobre desempenho profissional. A isto, com todas as letras, chama-se CENSURA!"

ii) de como o inusitado assalto a '50-cent' em pleno palco se inscreve no quadro de alta criminalidade que se vive em Luanda

"No meio do debate político que a criminalidade, inevitavelmente, alimenta, destaca-se a policia como sendo a única instituição que nesta altura está efectivamente a fazer alguma coisa de concreto para evitar o pior, com todas as falhas que se lhe possam apontar e que são mais do que muitas."

iii) da quarta edicao do almoco evocativo do 27 de Maio de 1977

"Está já em marcha este projecto de confraternização entre os sobreviventes, familiares e amigos e de homenagem à memória de todos quantos foram forçados a partir antes do tempo, se mantenha de pé. O almoço vai acontecer na segunda-feira dia 26 de Maio algures na baixa luandense. O apelo de sempre dirigido a todos quantos entendem que este encontro faz sentido, mas que por razões diversas, incluindo as politico-partidárias, não poderão estar presentes."

[Aqui]

Finalmente, em varios orgaos de imprensa podem-se encontrar ecos do Festival Internacional de Teatro e Artes a decorrer de 8 a 30 deste mes, em Luanda, para assinalar o vigesimo aniversario do grupo Elinga-Teatro:

"O grupo Elinga Teatro (do umbundo elinga significa acção, iniciativa, exercício) foi criado a 21 de Maio de 1988, sob a direccao de José Mena Abrantes. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada em 1975/76, com o grupo Tcinganje e continuidade em 1977/80 com o grupo Xilenga Teatro e em 1984/87, com o grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda."

[JA; ANGOP; Angolense]
Em entrevista ao Novo Jornal, Pepetela fala do seu novo livro, de Luanda, de Angola e do (quase fim do) Mundo:

"(…) Diria que alguns escritores africanos mais sortudos têm sido divulgados (em Portugal). Mas são ainda muito poucos se pensarmos no muito que se produz. Quanto a ressentimentos pós-coloniais, eles continuam a existir dos dois lados.
(…)
Contrariamente a muitos, não penso que o escritor, como tal, seja obrigado a ter um papel relevante na sociedade. Cada um sabe de si, mas é claro que em países onde tudo está por fazer, os escritores, se por acaso tiverem meios de serem ouvidos, podem participar, sobretudo fazendo perguntas, apresentando problemas e questões. As respostas já não serão para eles, mas para os administradores, políticos, etc. Em suma: "Dar a César o que é de César..."
(…)
Cada vez há mais Luandas, com inovações recentes, como a "Luanda dos condomínios de classe média". A Luanda dos musseques, por outro lado, tem cada vez mais dificuldades em sobreviver. Aliás, a parte central de Luanda está a mussequizar-se com as torres novas que se constroem, porque musseque deve ser compreendido na sua acepção social, de exclusão. E esta é uma cidade de exclusões como talvez não haja outra.

(…)
As pessoas continuam a vir cá para fazer negócios e já não só os que se relacionam com o petróleo. Aliás, não é o petróleo que atrai mais pessoas a Angola. São os negócios sujos com os diamantes, as lavagens de dinheiro, as empresas fantasmas, etc. Vêm aqui vender tudo, raramente comprar. Os aviões estão sempre cheios e basta olhar para os olhos de quem vem: brilham a sonhar com a árvore das patacas. É a nossa triste sina que fazer?Angola tem apresentado números importantes a nível da macroeconomia e há esse corre-corre. Mas o que é que ganhou o povo até agora com isso? Cava-se o fosso entre os muito ricos e os muito pobres. Se não começar a ser melhor repartido isso que se diz ser o 'fabuloso' crescimento de Angola, preparemo-nos para ver o circo pegar fogo."

[Aqui]

Pensavam que a "Maka de 1 Jose' contra 3 Antonios mais os Mukuaxis" ja' acabou? Pois desenganem-se: Joao Pinto diz, no JA, que
'Comparar Neto com Senghor e' perfeita ignorancia':

“Senghor era um poeta profissional, pretendendo uma luta intelectual, literária sem o uso de armas, procurando manifestar a eterna doçura que o colonizado devia apresentar como assimilado dócil, cristão ou servil, buscando um parentesco remoto e humilhante com uma pretensa paternidade biológica ou cultural, segundo Senghor (1975) aquando da apresentação da sua dissertação "Lusitanidade e Negritude" na Academia de Ciências de Lisboa, no dia 20 de Maio de 1975;
(...)
Neto escreveu num período curto (1947/60), foi um poeta sofrido, angustiado, sem tréguas, sofreu a luta ideológica interna com as convicções políticas socialistas inerentes às suas alianças conjunturais, lutou para unificar a nação, teve resistência e dissidência dentro do seu Governo, depois de proclamar a Independência, aliou-se aos russos e cubanos para combater o racismo, tribalismo e o regionalismo, Apartheid tendo sido por isso, um poeta que nunca teve sossego, escreveu atendendo as suas circunstâncias, pois, os homens são seres influenciados pelo tempo, espaço e espirito, escreveu atendendo os seus valores, as suas aspirações. A "negritude sengoriana é uma máquina de guerra onde o destinatário é o servilismo definitivo intelectual do negro" segundo Mongo Beti & Odile Tobner, ob. Cit. Respondemos à título pessoal.”

[Aqui]

Na sua Kuluna semanal, Wilson Dada, da-nos conta:

i. de como a (des)informacao e' feita na TPA

"Na TPA são os editores de serviço (e não os factos) quem, afinal de contas, faz a informação acontecer, de acordo com as suas preferências, orientações e outros critérios que, definitivamente, não constam de nenhum manual da especialidade nem são discutidos em nenhum seminário sobre desempenho profissional. A isto, com todas as letras, chama-se CENSURA!"

ii) de como o inusitado assalto a '50-cent' em pleno palco se inscreve no quadro de alta criminalidade que se vive em Luanda

"No meio do debate político que a criminalidade, inevitavelmente, alimenta, destaca-se a policia como sendo a única instituição que nesta altura está efectivamente a fazer alguma coisa de concreto para evitar o pior, com todas as falhas que se lhe possam apontar e que são mais do que muitas."

iii) da quarta edicao do almoco evocativo do 27 de Maio de 1977

"Está já em marcha este projecto de confraternização entre os sobreviventes, familiares e amigos e de homenagem à memória de todos quantos foram forçados a partir antes do tempo, se mantenha de pé. O almoço vai acontecer na segunda-feira dia 26 de Maio algures na baixa luandense. O apelo de sempre dirigido a todos quantos entendem que este encontro faz sentido, mas que por razões diversas, incluindo as politico-partidárias, não poderão estar presentes."

[Aqui]

Finalmente, em varios orgaos de imprensa podem-se encontrar ecos do Festival Internacional de Teatro e Artes a decorrer de 8 a 30 deste mes, em Luanda, para assinalar o vigesimo aniversario do grupo Elinga-Teatro:

"O grupo Elinga Teatro (do umbundo elinga significa acção, iniciativa, exercício) foi criado a 21 de Maio de 1988, sob a direccao de José Mena Abrantes. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada em 1975/76, com o grupo Tcinganje e continuidade em 1977/80 com o grupo Xilenga Teatro e em 1984/87, com o grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda."

[JA; ANGOP; Angolense]