Monday, 8 August 2011

Tottenham 2011 meets Brixton 1981 [*]




Tottenham 2011

















Brixton 1981



















*[Adenda (10/08/11): For an indepth analytical article see "Tottenham 2011 and Brixton 1981 – different ideals, similar lessons" - here]





Tottenham 2011

















Brixton 1981



















*[Adenda (10/08/11): For an indepth analytical article see "Tottenham 2011 and Brixton 1981 – different ideals, similar lessons" - here]


Afinale...



Vao (afinalemente?) fechar a 'taberna'?



Sorry about that, but... a bem da verdade dos fakatos, do bom nome e da honra de pessoas inocentes vitimadas por certas irresponsaveis, misoginas, machistas, sexistas, revanchistas e invejosas kampanhas movidas por "bebados ou bufos" obcecados, depravados, de egos super-deficitarios e hiper-inflacionados, pessoal, social, profissional e academicamente frustrados e kontra todas as insensiveis, cinicas e hipocritas duplicidades e 'bandeiras' do mundo... mais vale tarde do ke nunka!


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Kwao 'Amabilis' e' o Homo Angolensis...



Vao (
afinalemente?) fechar a 'taberna'?



Sorry about that, but... a bem da verdade dos fakatos, do bom nome e da honra de pessoas inocentes vitimadas por certas irresponsaveis, misoginas, machistas, sexistas, revanchistas e invejosas kampanhas movidas por "bebados ou bufos" obcecados, depravados, de egos super-deficitarios e hiper-inflacionados, pessoal, social, profissional e academicamente frustrados e kontra todas as insensiveis, cinicas e hipocritas duplicidades e 'bandeiras' do mundo... mais vale tarde do ke nunka!


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Saturday, 6 August 2011

Lolita...



Para os pervertidos, depravados, tarados e obcecados, entre os quais alguns oficiais de kampanha e minions sexagenarios retardados, fantasistas e muito assanhados (!), que, desde a Lolita seminal – que tinha 12 anos de idade –, continuam a expandir (... 'a medida da expansao das suas proprias idades, carecas e panças...) as idades das suas lolitas de imaginacao, fantasia, estimacao, fixacao e perdicao ate’ aos 22 anos e, aparentemente, em “casos extremos” ate’ aos 50, esta tem apenas 10...




[Imagens daqui]



Para os pervertidos, depravados, tarados e obcecados, entre os quais alguns oficiais de kampanha e minions sexagenarios retardados, fantasistas e muito assanhados (!), que, desde a
Lolita seminal – que tinha 12 anos de idade –, continuam a expandir (... 'a medida da expansao das suas proprias idades, carecas e panças...) as idades das suas lolitas de imaginacao, fantasia, estimacao, fixacao e perdicao ate’ aos 22 anos e, aparentemente, em “casos extremos” ate’ aos 50, esta tem apenas 10...




[Imagens daqui]

Thursday, 4 August 2011

(contra) Argumentando (no vazio)... [adendado]*




“(...) Sendo já ponto assente que a utilização das escutas telefónicas por parte dos jornalistas é formalmente proibida por lei e pela ética, tal barreira não pode impedir-nos de questionar o impacto desta limitação, diante de algumas situações, como aquelas que atentam gravemente o interesse público”.
Membro do Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA), o jornalista admite não conhecer, “por razões ligadas às limitações deontológicas da profissão, nenhum código que permita expressamente que os jornalistas façam recurso a escutas para obterem informação”.
Porém, questiona a fonte, “no conflito entre a busca da verdade e a ética, qual seria a atitude mais correcta do ponto de vista jornalístico se, numa dessas escutas, o jornal tivesse conhecimento que estava em marcha um plano que colocava em risco a vida da Rainha da Inglaterra”.

[Aqui]


ORA VEJAMOS:

Isto e’ como argumentar que um mass murderer atirou uma granada para dentro de uma Igreja onde estavam cerca de 200 pessoas e entre os sinistrados, por mero acaso, encontrava-se um outro mass murderer que tinha sido declarado “inimigo publico no. 1” por ter feito explodir uma bomba numa Escola, matando dezenas de criancas… Portanto, o mass murderer da Igreja teria supostamente prestado um “servico publico” por ter, acidentalmente, aniquilado o mass murderer da Escola, a.k.a. “inimigo publico numero 1”!...

Mas, abstraindo-nos do “extremismo” deste exemplo ficticio, embora perfeitamente plausivel nos dias que correm (vide o recente morticinio de Oslo, ou o “ainda obscuro” caso dos desmaios nas escolas em Angola…), o facto e’ que a Rainha da Inglaterra, para alem dos seus servicos de proteccao e seguranca pessoal, tem o MI5, o MI6, a Scotland Yard, entre toda uma pletora de servicos e agencias militares/para-militares/securitarias/policiais do seu Reino ao seu servico, sendo que em nenhum deles consta o recurso ao “servico de jornalistas”…

Dito de outro modo: em nenhum codigo etico, deontologico ou profissional de conduta da actividade jornalistica e’ contemplada a prestacao de “servicos de seguranca de estado, ou de proteccao publica”, ou quaisquer outros “servicos” que requeiram o recurso a metodos exclusivamente permitidos por lei a entidades devidamente mandatadas e credenciadas para o efeito, e apenas a titulo excepcional (e excepcional porque “na generalidade” constituem violacoes dos mais elementares DIREITOS HUMANOS dos cidadaos, como os direitos a privacidade pessoal e familiar e a honra e ao bom nome social), tais como as escutas telefonicas, a violacao de correspondencia privada (electronica ou outra), o recurso a detectives privados, agentes secretos, ou a “fontes nao identificadas”, ou ainda o uso de informacao recolhida em ambientes informais (... tais como certas cervejarias, kintais e salas de visitas de Luanda...) junto de incautos (ou mal-intencionados) familiares, amigos ou conhecidos (proximos ou distantes, falsos ou reais) das pessoas visadas!

Do mesmo modo, nao e’ (nao deve ser) contemplado nos codigos que regem a actividade jornalistica qualquer regime de excepcao ao projecto de lei que estipula a criminalizacao da "divulgação e oferta, sem consentimento, de filmes e fotografias de outra pessoa através de um sistema de informação com pena de prisão de dois a oito anos ou com multa correspondente", agravada para "quem cometer crimes de difamação, injúria ou calúnia através de um sistema de informação, sendo punido com as penas previstas no Código Penal, elevadas de um terço dos seus limites mínimos e máximos", e prescreve a punicao “com pena de prisão de dois a oito anos quem enviar mensagens electrónicas com intenção de perturbar a paz, o sossego ou vida pessoal, familiar ou sexual de outra pessoa”, o que nada tem a ver com “a divulgacao sem consentimento de fotografias de um jogo de futebol” (... que - sera' preciso nota-lo? - e' sempre um acto publico, logo implicita, tacitamente e licitamente aberto a publicitacao pelos media sem qualquer necessidade de "autorizacoes especiais"...) como aqui argumenta quem, ironicamente, por sinal ate' trabalha para o ofici(al)oso "Nosso Pravda"!… Na verdade tais prescricoes do projecto de lei em questao teem tudo a ver com ESTE, ESTE, ESTE e ESTE TIPO DE CRIMES!

Tao pouco e’ permitido aos jornalistas o recurso a tais praticas apenas porque, alegadamente, “os governos sao os primeiros a faze-lo”!


Foi, alias, esse entendimento das fronteiras entre a etica jornalistica, a liberdade de imprensa e a lei instituida que provocou o oprobrio publico – ja’ 'canonizado' por uma serie de cartoons e graffittis do consagrado artista Banksy (dois dos quais encimam este post) em que os apelida (e bem!) de “Scum of the World” (“Escumalha do 'todo o' Mundo”)! – e conduziu ao humilde pedido de desculpas publicas dos Murdochs, em nome dos seus executivos no News International e no News of The World, pela indefensavel actividade criminosa em que incorreram ao longo de anos, fazendo dezenas de vitimas directas, indirectas e colaterais.


Dentre tais vitimas destaca-se o caso da adolescente de 13 anos de idade, inicialmente desaparecida e posteriormente encontrada morta, Milly Dowler, e a sua familia [*], caso esse em que o hacking do seu voicemail pelo News of The World tera’ interferido negativamente nas investigacoes policiais nos dias seguintes ao seu desaparecimento, acreditando-se que, possivelmente, nao fosse tal interferencia, motivada apenas por objectivos mercantilistas, oportunistas e sensacionalistas, ela poderia ainda ter sido encontrada viva naquele estagio da investigacao…


E’, portanto, no minimo, preposterous (or all too predictable?!), que eles venham agora encontrar "apoio", "simpatia", "justificacao", "desculpas", ou apenas "indiferenca", para as suas actividades ilegais e criminosas no seio da classe jornalistica angolana! Classe jornalistica essa que, diga-se de passagem, cada vez mais vem dando sinais inequivocos, exemplos flagrantes e casos concretos (como os evidenciados em campanhas de sleaze and slander como esta e, especialmente, como esta!) de ter sucumbido, senao de forma total, certamente significativa, as tentacoes de todos os poderes instituidos, particularmente em sociedades com fragilidades institucionais e deficiencias comportamentais de toda a ordem e a varios niveis, como a angolana: o ABUSO desse poder e pelas piores razoes e atraves dos piores metodos possiveis!


Por isso existe, ou deve existir, a lei; por isso a lei deve ser implementada custe o custar e doa a quem doer!




[*] Update 21/09/11: Apenas para notar que os Murdochs ofereceram 3 milhoes de libras (£3m) de compensacao 'a familia Dowler... [aqui]




*ADENDA

Se o "caso Murdochs" pode ser visto (mui enviusadamente, diga-se a partida) como "uma prova" da "falencia moral" do "ocidente", ou da sua imprensa, como uma certa "colunista-em-chefe com p(h)oderes para deixar cicatrizes no cerebro e matar impunemente todo o mundo", sem qualquer nocao do que seja "etica" em geral e muito menos "etica jornalistica", num certo "paskim ango-saotomense" veio advogar, o facto e' que esse caso demonstra exactamente o contrario: no "ocidente" (ao contrario do que se passa amiude no "oriente", ou no "sul", ou mais precisa e incisivamente em Angola e muito especialmente no "paskim" em causa, entre outros do mesmo coturno que nao teem quaisquer pruridos em se vangloriarem da sua pratica reiterada de enlamear sem apelo nem agravo pessoas indefesas como a autora deste blog e o seu filho...), a lei vigente faz-se aplicar "sem olhar a quem" (embora, em casos extraordinarios, tambem possa falhar em produzir justica efectivamente - como se verificou recentemente no caso DSK) e os "todo-poderosos" sao capazes de se tornar suficientemente humildes para pedirem desculpas publicas sem reservas as suas vitimas e a sociedade em geral, porque a isso sao forcados por cidadaos com uma apurada capacidade de indignacao e de reivindicacao dos seus direitos!

De facto, em Angola, os Murdochs sairiam imediata e mui afoita, arrogantemente e trungungueiramente, como tem sido pratica recorrente do "paskim" acima referido, entre outros, "em defesa da sua dama" alegando que todas as acusacoes contra o News of the World mais nao passavam do que "grosseiras tentativas de intromissao na sua linha editorial" ou de "manobras para suprimir a liberdade de imprensa"!!!

Alias, so' o facto de essa 'dona' se arrogar o desplante de continuar a arrotar postas de peixe seco do alto da sua catedra de arrogancia, burrice e ignorancia, quando um minimo de decencia mandaria que ha' muito se tivesse enfiado num buraco, e' apenas demonstrativo disso mesmo: TOTAL E ABSOLUTA FALTA DE ETICA!


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“(...) Sendo já ponto assente que a utilização das escutas telefónicas por parte dos jornalistas é formalmente proibida por lei e pela ética, tal barreira não pode impedir-nos de questionar o impacto desta limitação, diante de algumas situações, como aquelas que atentam gravemente o interesse público”.
Membro do Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA), o jornalista admite não conhecer, “por razões ligadas às limitações deontológicas da profissão, nenhum código que permita expressamente que os jornalistas façam recurso a escutas para obterem informação”.
Porém, questiona a fonte, “no conflito entre a busca da verdade e a ética, qual seria a atitude mais correcta do ponto de vista jornalístico se, numa dessas escutas, o jornal tivesse conhecimento que estava em marcha um plano que colocava em risco a vida da Rainha da Inglaterra”.

[Aqui]


ORA VEJAMOS:

Isto e’ como argumentar que um mass murderer atirou uma granada para dentro de uma Igreja onde estavam cerca de 200 pessoas e entre os sinistrados, por mero acaso, encontrava-se um outro mass murderer que tinha sido declarado “inimigo publico no. 1” por ter feito explodir uma bomba numa Escola, matando dezenas de criancas… Portanto, o mass murderer da Igreja teria supostamente prestado um “servico publico” por ter, acidentalmente, aniquilado o mass murderer da Escola, a.k.a. “inimigo publico numero 1”!...

Mas, abstraindo-nos do “extremismo” deste exemplo ficticio, embora perfeitamente plausivel nos dias que correm (vide o recente morticinio de Oslo, ou o “ainda obscuro” caso dos desmaios nas escolas em Angola…), o facto e’ que a Rainha da Inglaterra, para alem dos seus servicos de proteccao e seguranca pessoal, tem o MI5, o MI6, a Scotland Yard, entre toda uma pletora de servicos e agencias militares/para-militares/securitarias/policiais do seu Reino ao seu servico, sendo que em nenhum deles consta o recurso ao “servico de jornalistas”…

Dito de outro modo: em nenhum codigo etico, deontologico ou profissional de conduta da actividade jornalistica e’ contemplada a prestacao de “servicos de seguranca de estado, ou de proteccao publica”, ou quaisquer outros “servicos” que requeiram o recurso a metodos exclusivamente permitidos por lei a entidades devidamente mandatadas e credenciadas para o efeito, e apenas a titulo excepcional (e excepcional porque “na generalidade” constituem violacoes dos mais elementares DIREITOS HUMANOS dos cidadaos, como os direitos a privacidade pessoal e familiar e a honra e ao bom nome social), tais como as escutas telefonicas, a violacao de correspondencia privada (electronica ou outra), o recurso a detectives privados, agentes secretos, ou a “fontes nao identificadas”, ou ainda o uso de informacao recolhida em ambientes informais (... tais como certas cervejarias, kintais e salas de visitas de Luanda...) junto de incautos (ou mal-intencionados) familiares, amigos ou conhecidos (proximos ou distantes, falsos ou reais) das pessoas visadas!

Do mesmo modo, nao e’ (nao deve ser) contemplado nos codigos que regem a actividade jornalistica qualquer regime de excepcao ao projecto de lei que estipula a criminalizacao da "divulgação e oferta, sem consentimento, de filmes e fotografias de outra pessoa através de um sistema de informação com pena de prisão de dois a oito anos ou com multa correspondente", agravada para "quem cometer crimes de difamação, injúria ou calúnia através de um sistema de informação, sendo punido com as penas previstas no Código Penal, elevadas de um terço dos seus limites mínimos e máximos", e prescreve a punicao “com pena de prisão de dois a oito anos quem enviar mensagens electrónicas com intenção de perturbar a paz, o sossego ou vida pessoal, familiar ou sexual de outra pessoa”, o que nada tem a ver com “a divulgacao sem consentimento de fotografias de um jogo de futebol” (... que - sera' preciso nota-lo? - e' sempre um acto publico, logo implicita, tacitamente e licitamente aberto a publicitacao pelos media sem qualquer necessidade de "autorizacoes especiais"...) como aqui argumenta quem, ironicamente, por sinal ate' trabalha para o ofici(al)oso "Nosso Pravda"!… Na verdade tais prescricoes do projecto de lei em questao teem tudo a ver com ESTE, ESTE, ESTE e ESTE TIPO DE CRIMES!

Tao pouco e’ permitido aos jornalistas o recurso a tais praticas apenas porque, alegadamente, “os governos sao os primeiros a faze-lo”!


Foi, alias, esse entendimento das fronteiras entre a etica jornalistica, a liberdade de imprensa e a lei instituida que provocou o oprobrio publico – ja’ 'canonizado' por uma serie de cartoons e graffittis do consagrado artista Banksy (dois dos quais encimam este post) em que os apelida (e bem!) de “Scum of the World” (“Escumalha do 'todo o' Mundo”)! – e conduziu ao humilde pedido de desculpas publicas dos Murdochs, em nome dos seus executivos no News International e no News of The World, pela indefensavel actividade criminosa em que incorreram ao longo de anos, fazendo dezenas de vitimas directas, indirectas e colaterais.


Dentre tais vitimas destaca-se o caso da adolescente de 13 anos de idade, inicialmente desaparecida e posteriormente encontrada morta, Milly Dowler, e a sua familia [*], caso esse em que o hacking do seu voicemail pelo News of The World tera’ interferido negativamente nas investigacoes policiais nos dias seguintes ao seu desaparecimento, acreditando-se que, possivelmente, nao fosse tal interferencia, motivada apenas por objectivos mercantilistas, oportunistas e sensacionalistas, ela poderia ainda ter sido encontrada viva naquele estagio da investigacao…


E’, portanto, no minimo, preposterous (or all too predictable?!), que eles venham agora encontrar "apoio", "simpatia", "justificacao", "desculpas", ou apenas "indiferenca", para as suas actividades ilegais e criminosas no seio da classe jornalistica angolana! Classe jornalistica essa que, diga-se de passagem, cada vez mais vem dando sinais inequivocos, exemplos flagrantes e casos concretos (como os evidenciados em campanhas de sleaze and slander como esta e, especialmente, como esta!) de ter sucumbido, senao de forma total, certamente significativa, as tentacoes de todos os poderes instituidos, particularmente em sociedades com fragilidades institucionais e deficiencias comportamentais de toda a ordem e a varios niveis, como a angolana: o ABUSO desse poder e pelas piores razoes e atraves dos piores metodos possiveis!


Por isso existe, ou deve existir, a lei; por isso a lei deve ser implementada custe o custar e doa a quem doer!




[*] Update 21/09/11: Apenas para notar que os Murdochs ofereceram 3 milhoes de libras (£3m) de compensacao 'a familia Dowler... [aqui]




*ADENDA

Se o "caso Murdochs" pode ser visto (mui enviusadamente, diga-se a partida) como "uma prova" da "falencia moral" do "ocidente", ou da sua imprensa, como uma certa "colunista-em-chefe com p(h)oderes para deixar cicatrizes no cerebro e matar impunemente todo o mundo", sem qualquer nocao do que seja "etica" em geral e muito menos "etica jornalistica", num certo "paskim ango-saotomense" veio advogar, o facto e' que esse caso demonstra exactamente o contrario: no "ocidente" (ao contrario do que se passa amiude no "oriente", ou no "sul", ou mais precisa e incisivamente em Angola e muito especialmente no "paskim" em causa, entre outros do mesmo coturno que nao teem quaisquer pruridos em se vangloriarem da sua pratica reiterada de enlamear sem apelo nem agravo pessoas indefesas como a autora deste blog e o seu filho...), a lei vigente faz-se aplicar "sem olhar a quem" (embora, em casos extraordinarios, tambem possa falhar em produzir justica efectivamente - como se verificou recentemente no caso DSK) e os "todo-poderosos" sao capazes de se tornar suficientemente humildes para pedirem desculpas publicas sem reservas as suas vitimas e a sociedade em geral, porque a isso sao forcados por cidadaos com uma apurada capacidade de indignacao e de reivindicacao dos seus direitos!

De facto, em Angola, os Murdochs sairiam imediata e mui afoita, arrogantemente e trungungueiramente, como tem sido pratica recorrente do "paskim" acima referido, entre outros, "em defesa da sua dama" alegando que todas as acusacoes contra o News of the World mais nao passavam do que "grosseiras tentativas de intromissao na sua linha editorial" ou de "manobras para suprimir a liberdade de imprensa"!!!

Alias, so' o facto de essa 'dona' se arrogar o desplante de continuar a arrotar postas de peixe seco do alto da sua catedra de arrogancia, burrice e ignorancia, quando um minimo de decencia mandaria que ha' muito se tivesse enfiado num buraco, e' apenas demonstrativo disso mesmo: TOTAL E ABSOLUTA FALTA DE ETICA!


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Monday, 1 August 2011

"Uma 'duplicidade' sem nome"...



"Nos meios denominados cultos, com acesso ao saber, se nota isso claramente; há doutos, mestres, especialistas e professores extremamente arrogantes. Aqui, a mesma funciona como um divisor social, algo que está dizendo: “eu sei mais do que você, portanto, sou superior à você”. Premissa discutível, conclusão sem sentido. A arrogância é uma doença social, endêmica, com o apetite de um divisor territorial. “Não me incomode”, diria o pretencioso insolente, “minha graduação e meu conhecimento são superiores, são maiores que os seus.” Argumento de fantoche, pura desinteligência cognitiva e social a retroalimentar um sistema de castas e de tristes e duvidosas exclusividades que insuflam egos e fomentam distanciamentos de todo indesejáveis.

Contrário da solidariedade, contrário da aprendizagem, a arrogância se subsume a ela própria. Assim, de tal maneira e por isso a arrogância não é privativa da ignorância, mas pode ser localizada entre aqueles que, por circunstâncias variadas, tiveram maior acesso e oportunidades dentro de uma sociedade pautada pela aparência e pela hipocrisia.

Ignorância, burrice e arrogância são três infelicitações que mais não fazem do que interferir negativamente no processo de aprendizagem, no relacionamento social e no acesso aos meios de cultura.

Admitamos: somos todos um pouco burros, um pouco ignorantes, um pouco arrogantes. Mas tem gente que é bem mais. Não nos coformemos, contudo; embora a pós-modernidade pregue em tudo o individualismo, resistamos e banquemos La Passionaria. O mundo, de modo geral, agradece."


... "?Contrario O Seria Ou"


"A onda em si mesma não me parece grave; grave afigura-se-me o apoio de sectores que deveriam ter algum cuidado e o paternalismo com que a onda tem sido acarinhada e promovida a patamares preocupantes. As pessoas sem memória são como navegadores sem bússola. Trata-se das piores maldições que existem. Em 1974, 1975 e 1976, para silenciar um grupo de intelectuais descontentes, um esforçado mas modesto professor primário foi promovido a Teórico do Marxismo, mas deixar-nos-ia em 1977. Ainda hoje existem entre nós feridas por cicatrizar."

Jeronimo Belo
(in Novo Jornal, sobre a "actual onda de Kuduro")







"Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds"


[Kalamu ya Salaam]




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A Confissao

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3rd Luanda International Jazz Festival

"A (radio)(bio)logi(c)a de uma (outra) Kampanha"...

Terra Queimada



"Nos meios denominados cultos, com acesso ao saber, se nota isso claramente; há doutos, mestres, especialistas e professores extremamente arrogantes. Aqui, a mesma funciona como um divisor social, algo que está dizendo: “eu sei mais do que você, portanto, sou superior à você”. Premissa discutível, conclusão sem sentido. A arrogância é uma doença social, endêmica, com o apetite de um divisor territorial. “Não me incomode”, diria o pretencioso insolente, “minha graduação e meu conhecimento são superiores, são maiores que os seus.” Argumento de fantoche, pura desinteligência cognitiva e social a retroalimentar um sistema de castas e de tristes e duvidosas exclusividades que insuflam egos e fomentam distanciamentos de todo indesejáveis.

Contrário da solidariedade, contrário da aprendizagem, a arrogância se subsume a ela própria. Assim, de tal maneira e por isso a arrogância não é privativa da ignorância, mas pode ser localizada entre aqueles que, por circunstâncias variadas, tiveram maior acesso e oportunidades dentro de uma sociedade pautada pela aparência e pela hipocrisia.

Ignorância, burrice e arrogância são três infelicitações que mais não fazem do que interferir negativamente no processo de aprendizagem, no relacionamento social e no acesso aos meios de cultura.

Admitamos: somos todos um pouco burros, um pouco ignorantes, um pouco arrogantes. Mas tem gente que é bem mais. Não nos coformemos, contudo; embora a pós-modernidade pregue em tudo o individualismo, resistamos e banquemos La Passionaria. O mundo, de modo geral, agradece."


...
"?Contrario O Seria Ou"


"A onda em si mesma não me parece grave; grave afigura-se-me o apoio de sectores que deveriam ter algum cuidado e o paternalismo com que a onda tem sido acarinhada e promovida a patamares preocupantes. As pessoas sem memória são como navegadores sem bússola. Trata-se das piores maldições que existem. Em 1974, 1975 e 1976, para silenciar um grupo de intelectuais descontentes, um esforçado mas modesto professor primário foi promovido a Teórico do Marxismo, mas deixar-nos-ia em 1977. Ainda hoje existem entre nós feridas por cicatrizar."

Jeronimo Belo
(in Novo Jornal, sobre a "actual onda de Kuduro")







"Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds"


[Kalamu ya Salaam]




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Saturday, 30 July 2011

World Music Festival: WOMAD 2011





“Protect your vuvuzela before you waka-waka, don’t let HIV take your life” – so goes the beat line of a song by Alpha Blondy, a.k.a. “the wise elder of African reggae”, with which he engaged the audience at one of the opening shows of this festival yesterday …



Diarabi – One of the best renditions of this celebrated traditional African song (originally from Mali) - which has also been interpreted by our own Bonga in that pioneering Anthology of World Music of African origin, Manu Dibango’s ‘Wakafrika’ -, could also be heard at one of yesterday's shows by ensemble Afrocubism with Eliades Ochoa, Toumani Diabaté, Bassekou Kouyaté, Djelimady Tounkora, Kasse Mady Diabaté...



These were just a couple of highlights from this year's WOMAD in the UK.


[More details here]





“Protect your vuvuzela before you waka-waka, don’t let HIV take your life” – so goes the beat line of a song by Alpha Blondy, a.k.a. “the wise elder of African reggae”, with which he engaged the audience at one of the opening shows of this festival yesterday …



Diarabi – One of the best renditions of this celebrated traditional African song (originally from Mali) - which has also been interpreted by our own Bonga in that pioneering Anthology of World Music of African origin, Manu Dibango’s ‘Wakafrika’ -, could also be heard at one of yesterday's shows by ensemble Afrocubism with Eliades Ochoa, Toumani Diabaté, Bassekou Kouyaté, Djelimady Tounkora, Kasse Mady Diabaté...



These were just a couple of highlights from this year's WOMAD in the UK.


[More details here]

Friday, 29 July 2011

3rd Luanda International Jazz Festival

Listening to Classical Acoustic Guitar



That’s what I did today in an intimate recital by Tony Rowden at which he played a few classical and contemporary pieces. It reminded me that I am ‘actually’ a ‘classical guitarist’ – or at least attended a formal course and have a Diploma to that effect – but never became a performer. My son is also a guitarist, but much more committed and accomplished than I am despite being mostly self-taught…



So, it all sounded and felt a bit ‘ancient’ going back to listening to a man and his instrument in front of sheets of written music which he at the end of each piece threw to the floor. It was good.



Here’s a bit about him:

Tony premiered Memórias, the published works of Silvestre Fonseca's Fado arrangements, and had a piece, Serenata, written for him by Silvestre Fonseca.

He has several arrangements published: Ennio Morricone's Once Upon A Time In The West and The Master and Margerita and the book Easy Ensembles. His playing is featured in the films Silent Shakespeare, with pieces composed by Laura Rossi, and an animated film with music composed by Miguel Mera.

Tony has been teaching at the City Literary Institute in Holborn, London for the past twelve years and runs a class at Bedford House Community Centre. He has performed with Carlos Bonell as well as flautists, recorder players, Renaissance singers and a guitar trio. He has recently played in Garcia Lorca's Blood Wedding, Lope de Vega's Peribanez and a musical version of George Orwell's Animal Farm.


[More here]



That’s what I did today in an intimate recital by Tony Rowden at which he played a few classical and contemporary pieces. It reminded me that I am ‘actually’ a ‘classical guitarist’ – or at least attended a formal course and have a Diploma to that effect – but never became a performer. My son is also a guitarist, but much more committed and accomplished than I am despite being mostly self-taught…



So, it all sounded and felt a bit ‘ancient’ going back to listening to a man and his instrument in front of sheets of written music which he at the end of each piece threw to the floor. It was good.



Here’s a bit about him:

Tony premiered Memórias, the published works of Silvestre Fonseca's Fado arrangements, and had a piece, Serenata, written for him by Silvestre Fonseca.

He has several arrangements published: Ennio Morricone's Once Upon A Time In The West and The Master and Margerita and the book Easy Ensembles. His playing is featured in the films Silent Shakespeare, with pieces composed by Laura Rossi, and an animated film with music composed by Miguel Mera.

Tony has been teaching at the City Literary Institute in Holborn, London for the past twelve years and runs a class at Bedford House Community Centre. He has performed with Carlos Bonell as well as flautists, recorder players, Renaissance singers and a guitar trio. He has recently played in Garcia Lorca's Blood Wedding, Lope de Vega's Peribanez and a musical version of George Orwell's Animal Farm.


[More here]

Wednesday, 27 July 2011

Opera: 'Most Frequent Questions'





Q.: What is it?
A.: Just Like Classical Ballett, A European Art Form


"Opera is the European art form par excellence, because it overcomes national and linguistic barriers through the universal language of music. Its core values and themes are central to European culture, which is part of our common identity. For this reason, the European Opera Days are celebrated on the weekend closest to 9 May, Europe Day.



Over time Opera has become an emblem of European culture. Its creation and performance are a prime focus of a nation’s cultural identity, but one which communicates internationally. An opera house belongs to its own town and region, but it is visible to the world."

here



Q.: What's at it's core?
A.: The Aria


"Tom Sutcliffe has a long pedigree when it comes to opera. He was hooked at the age of four. It's given him plenty of time to fathom what it is that makes this theatrical form impinge so powerfully. He argues that while it might seem grand, flamboyant, passionate and overtly emotional, when you look more closely it's the intimacy of it that counts.



The aria, and Tom believes these are at its core, is a confessional form. It might be launched into a huge auditorium with gut-busting zeal and massive vocal projection, but what it does is to open the character's emotions up to the audience by way of the music. The music, the singing, is everything, and it's why the aria, which Tom believes is opera's version of the cinematic close-up, is so important.
There are plenty of other elements that contribute. Relevance in setting and substance can be too slavishly observed but they matter as well. Laced with his recollections of the good and the bad in his many years as a critic, Tom makes the case for opera by going beyond the usual cliche's and enthusiasms for grandeur and beauty."

here



Q.: Is it "for the masses" and 'all that important'?
A.: Well... Just read this:


How I fell out of love with opera

"I've been writing about opera for about a decade now, and over the years, as I've watched one companion after another's eyes glaze over, or close gently, during a show, I have begun to wonder: what if I'm wrong about this? What if it actually is all rubbish, self-indulgent, glittery, adolescent, incontinent, with a vastly inflated view of its own importance? Can opera ever be more than a diversion for people with too much money and too little taste? And was it ever intended to be, anyway?
You hardly need me to tell you that opera is pretty stupid. Ask the audience: plenty of them will tell you the same – if you can get them to wake up. Is there any other form of entertainment so frequented by people who do not like it? This notion – that opera is not actually all that much fun – is hardly new; that's why it comes all dollied up in red velvet, snobbery, fancy dress and vats of alcohol – sops to the considerable sections of the audience who are there for reasons not associated with aesthetic pleasure: the socially ambitious, the conspicuous spenders, those trying to beguile clients or spouses or potential mistresses.



The opera festival is the ne plus ultra of this: an affair where the supposed main event is actually a sideshow to a rigmarole of Issey Miyake shawls, mud-caked mules, champagne and salmon on the lawn. Opera's apologists and the publicity departments of state-funded houses will tell you that it isn't really like that at all, that opera is an art form for the people, that there is no class or age barrier, that indeed the audience are almost entirely first-timers, all under 30, as diverse as the day is long. Five minutes' research will tell you the facts: 6% of the adult population has been to an operatic event of some sort. As a reward for this, 11% of the arts council's entire funding is awarded to opera – and more than 90% of that goes to the national companies, who between them put on fewer than half of the opera performances in the country.
[…]
You will sometimes hear people say opera was intended as an entertainment for the masses, and it is true that at certain periods in 19th-century Italy it seems to have been immensely popular with all classes (or at least all classes that were worth mentioning, which may not be exactly the same thing). Your Italian bourgeois was presumably no more keen than any other nation's on hanging out with the unwashed. In any event, opera was about the closest thing the country had then to a mass media, a phenomenon put to good use by Giuseppe Verdi, who used his operas as a means of promoting the cause of Italian unity.
Nonetheless, this was an aberration. Opera was created in the late 16th century as entertainment for the rich, and for most of its history has remained just that. Whenever it has threatened to become too popular, its plutocratic patrons have done everything in their power to stop it: in 1733, the Prince of Wales set up his own company, tellingly named Opera of the Nobility, to rival Handel's company when that was thought to be getting a bit common; and you don't have to think nearly that far back to remember outbreaks of horror at Covent Garden over relaxations in codes of dress and deportment, and regular contumely is still thrown at directors who threaten to do anything interesting with their shows, or open them up in any way to people not already profoundly versed in the arcana of opera.
[…]
Operatic beginnings owed everything to ancient Greece and young men prancing about with enormous flapping leather phalluses. These Dionysiac roots soon gave way to something altogether more puritanical, so that by the 19th century, far from being a celebration of the anarchic power of sex, opera was mostly concerned with killing off women in big dresses who transgressed against the terrifically hypocritical, misogynistic mores of the time."




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Burrice e/ou Ignorancia, Ou Seria o Contrario?





Q.: What is it?
A.: Just Like Classical Ballett, A European Art Form


"Opera is the European art form par excellence, because it overcomes national and linguistic barriers through the universal language of music. Its core values and themes are central to European culture, which is part of our common identity. For this reason, the European Opera Days are celebrated on the weekend closest to 9 May, Europe Day.



Over time Opera has become an emblem of European culture. Its creation and performance are a prime focus of a nation’s cultural identity, but one which communicates internationally. An opera house belongs to its own town and region, but it is visible to the world."

here



Q.: What's at it's core?
A.: The Aria


"Tom Sutcliffe has a long pedigree when it comes to opera. He was hooked at the age of four. It's given him plenty of time to fathom what it is that makes this theatrical form impinge so powerfully. He argues that while it might seem grand, flamboyant, passionate and overtly emotional, when you look more closely it's the intimacy of it that counts.



The aria, and Tom believes these are at its core, is a confessional form. It might be launched into a huge auditorium with gut-busting zeal and massive vocal projection, but what it does is to open the character's emotions up to the audience by way of the music. The music, the singing, is everything, and it's why the aria, which Tom believes is opera's version of the cinematic close-up, is so important.
There are plenty of other elements that contribute. Relevance in setting and substance can be too slavishly observed but they matter as well. Laced with his recollections of the good and the bad in his many years as a critic, Tom makes the case for opera by going beyond the usual cliche's and enthusiasms for grandeur and beauty."

here



Q.: Is it "for the masses" and 'all that important'?
A.: Well... Just read this:


How I fell out of love with opera

"I've been writing about opera for about a decade now, and over the years, as I've watched one companion after another's eyes glaze over, or close gently, during a show, I have begun to wonder: what if I'm wrong about this? What if it actually is all rubbish, self-indulgent, glittery, adolescent, incontinent, with a vastly inflated view of its own importance? Can opera ever be more than a diversion for people with too much money and too little taste? And was it ever intended to be, anyway?
You hardly need me to tell you that opera is pretty stupid. Ask the audience: plenty of them will tell you the same – if you can get them to wake up. Is there any other form of entertainment so frequented by people who do not like it? This notion – that opera is not actually all that much fun – is hardly new; that's why it comes all dollied up in red velvet, snobbery, fancy dress and vats of alcohol – sops to the considerable sections of the audience who are there for reasons not associated with aesthetic pleasure: the socially ambitious, the conspicuous spenders, those trying to beguile clients or spouses or potential mistresses.



The opera festival is the ne plus ultra of this: an affair where the supposed main event is actually a sideshow to a rigmarole of Issey Miyake shawls, mud-caked mules, champagne and salmon on the lawn. Opera's apologists and the publicity departments of state-funded houses will tell you that it isn't really like that at all, that opera is an art form for the people, that there is no class or age barrier, that indeed the audience are almost entirely first-timers, all under 30, as diverse as the day is long. Five minutes' research will tell you the facts: 6% of the adult population has been to an operatic event of some sort. As a reward for this, 11% of the arts council's entire funding is awarded to opera – and more than 90% of that goes to the national companies, who between them put on fewer than half of the opera performances in the country.
[…]
You will sometimes hear people say opera was intended as an entertainment for the masses, and it is true that at certain periods in 19th-century Italy it seems to have been immensely popular with all classes (or at least all classes that were worth mentioning, which may not be exactly the same thing). Your Italian bourgeois was presumably no more keen than any other nation's on hanging out with the unwashed. In any event, opera was about the closest thing the country had then to a mass media, a phenomenon put to good use by Giuseppe Verdi, who used his operas as a means of promoting the cause of Italian unity.
Nonetheless, this was an aberration. Opera was created in the late 16th century as entertainment for the rich, and for most of its history has remained just that. Whenever it has threatened to become too popular, its plutocratic patrons have done everything in their power to stop it: in 1733, the Prince of Wales set up his own company, tellingly named Opera of the Nobility, to rival Handel's company when that was thought to be getting a bit common; and you don't have to think nearly that far back to remember outbreaks of horror at Covent Garden over relaxations in codes of dress and deportment, and regular contumely is still thrown at directors who threaten to do anything interesting with their shows, or open them up in any way to people not already profoundly versed in the arcana of opera.
[…]
Operatic beginnings owed everything to ancient Greece and young men prancing about with enormous flapping leather phalluses. These Dionysiac roots soon gave way to something altogether more puritanical, so that by the 19th century, far from being a celebration of the anarchic power of sex, opera was mostly concerned with killing off women in big dresses who transgressed against the terrifically hypocritical, misogynistic mores of the time."




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Tuesday, 26 July 2011

JUST POETRY (XLIII)




THE CALL OF THE WILD



Poetry is not an answer

Poetry is a calling

a vision that does not vanish

just because nothing

concrete comes along, or

because the kingdom of heaven

is under some tyrant's foot



Poetry is not a right

Poetry is a demand

to be left alone

or joined together or whatever

we need to live



Poetry is not an ideology

poets choose life

over ideas, love people

more than theories, and really would

prefer a kiss to a lecture



Poetry



Poetry is not a government

Poetry is a revolution

guerrillas -- si!

politicians -- no!



Poetry is always hungry

for all that is

forbidden

poetry never stops drinking

not even after the last drop, if we

run out of wine poets will

figure a way to ferment rain



Poetry wears taboos

like perfume with a red shirt

and a feather in the cap,

sandals or bare feet, and

sleeps nude with the door unlocked



Poetry cuts up propriety into campfire logs and sits

around proclaiming life's glories far into

each starry night, poetry burns prudence

like it was a stick of aromatic incense or

the even more fragrant odor of the heretic

aflame at the stake, eternally unwilling

to swear allegiance

to foul breathed censors

with torches in their hands



Poetry smells like a fart

in every single court of law and smells

like fresh mountain air

in every dank jail cell



Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds



Poetry is myopic and refuses to wear glasses

never sees no trespassing signs and always

prefers to be up touching close to everything

skin to skin, skin to sky, skin to light

poetry loves skin, loathes coverings



Poetry is not mature

it will act like a child

to the point of social embarrassment

if you try to pin poetry down

it will throw a fit

yet it can sit quietly for hours

playing with a flower



Poetry has no manners

it will undress in public everyday of the week

go shamelessly naked at high noon on holidays

and play with itself, smiling



Poetry is not just sexual

not just monosexual

nor just homosexual

nor just heterosexual

nor bisexual

or asexual

poetry is erotic and is willing

any way you want to try it



Poetry



Poetry has no god

there is no church of poetry

no ministers and certainly no priests

no catechisms nor sacred texts

and no devils either

or sin, for that matter, original

synthetic, cloned or otherwise, no sin



Poetry



In the beginning was the word

and from then until the end

let there always be



Poetry!









—Kalamu ya Salaam




THE CALL OF THE WILD



Poetry is not an answer

Poetry is a calling

a vision that does not vanish

just because nothing

concrete comes along, or

because the kingdom of heaven

is under some tyrant's foot



Poetry is not a right

Poetry is a demand

to be left alone

or joined together or whatever

we need to live



Poetry is not an ideology

poets choose life

over ideas, love people

more than theories, and really would

prefer a kiss to a lecture



Poetry



Poetry is not a government

Poetry is a revolution

guerrillas -- si!

politicians -- no!



Poetry is always hungry

for all that is

forbidden

poetry never stops drinking

not even after the last drop, if we

run out of wine poets will

figure a way to ferment rain



Poetry wears taboos

like perfume with a red shirt

and a feather in the cap,

sandals or bare feet, and

sleeps nude with the door unlocked



Poetry cuts up propriety into campfire logs and sits

around proclaiming life's glories far into

each starry night, poetry burns prudence

like it was a stick of aromatic incense or

the even more fragrant odor of the heretic

aflame at the stake, eternally unwilling

to swear allegiance

to foul breathed censors

with torches in their hands



Poetry smells like a fart

in every single court of law and smells

like fresh mountain air

in every dank jail cell



Poetry is unreliable

Poetry will always jump the fence

just when you think poets are behind you

they show up somewhere off the beaten path

absent without leave, beckoning for you

to take your boots off and listen to the birds



Poetry is myopic and refuses to wear glasses

never sees no trespassing signs and always

prefers to be up touching close to everything

skin to skin, skin to sky, skin to light

poetry loves skin, loathes coverings



Poetry is not mature

it will act like a child

to the point of social embarrassment

if you try to pin poetry down

it will throw a fit

yet it can sit quietly for hours

playing with a flower



Poetry has no manners

it will undress in public everyday of the week

go shamelessly naked at high noon on holidays

and play with itself, smiling



Poetry is not just sexual

not just monosexual

nor just homosexual

nor just heterosexual

nor bisexual

or asexual

poetry is erotic and is willing

any way you want to try it



Poetry



Poetry has no god

there is no church of poetry

no ministers and certainly no priests

no catechisms nor sacred texts

and no devils either

or sin, for that matter, original

synthetic, cloned or otherwise, no sin



Poetry



In the beginning was the word

and from then until the end

let there always be



Poetry!









—
Kalamu ya Salaam

Saturday, 23 July 2011

Amy Winehouse (R.I.P.)




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Sunday Cover & Poetry (VIII)




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Oslo under attack





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Thursday, 21 July 2011

(ainda) O 27 de Maio e As feridas (ainda) por sarar...





A cela (8) cadeia de S. Paulo em Luanda


"Era um dos piores lugares, para se meter um ser humano, seja qual fosse o crime que cometesse.

Era uma cela especial pelo horror que nela se vivia, onde os presos tinham que beber da mesma água da pia, onde faziam suas necessidades maiores. Por um pequeno postigo, recebiam seus alimentos cheirosos, muitas vezes embrulhados em restos de jornais ou de trapos, com salpicos de sangue, daqueles presos que eram escorraçados nos intorragatórios e de lá, seguiam para á ambulância da morte.

Numa temperatura tão húmida, enquanto uns dormiam outros ficavam de joelho para se conseguir uma resma de espaço, para cada um.

Aquela cela parecia um autentico museu de horrores, para quem, dia e noite só ouvia gemidos e gritos, de inocentes ou culpados.

Eram mulheres e homens todos no mesmo barco, sacudidos pela mesma intensidade repressiva, mas com destino e sorte diferente para cada um. Entradas e saídas de presos, para locais improvisados de interrogatórios ou de morte, era uma constante .

Apenas a dor, os gemidos e a perda de mais um consofredor, era a única luz, que iluminava aquele local, onde os dias eram igualzinhos ás noites.

Poucos resistiram os horrores, humilhações e aquelas torturas permanentes, que transformavam vidas antes pacatas, em restos humanos."


[...]


Podera' ler esse testemunho na integra aqui, onde podera' tambem encontrar a apresentacao deste video inedito sobre o 27 de Maio:






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Neste 27 de Maio





A cela (8) cadeia de S. Paulo em Luanda


"Era um dos piores lugares, para se meter um ser humano, seja qual fosse o crime que cometesse.

Era uma cela especial pelo horror que nela se vivia, onde os presos tinham que beber da mesma água da pia, onde faziam suas necessidades maiores. Por um pequeno postigo, recebiam seus alimentos cheirosos, muitas vezes embrulhados em restos de jornais ou de trapos, com salpicos de sangue, daqueles presos que eram escorraçados nos intorragatórios e de lá, seguiam para á ambulância da morte.

Numa temperatura tão húmida, enquanto uns dormiam outros ficavam de joelho para se conseguir uma resma de espaço, para cada um.

Aquela cela parecia um autentico museu de horrores, para quem, dia e noite só ouvia gemidos e gritos, de inocentes ou culpados.

Eram mulheres e homens todos no mesmo barco, sacudidos pela mesma intensidade repressiva, mas com destino e sorte diferente para cada um. Entradas e saídas de presos, para locais improvisados de interrogatórios ou de morte, era uma constante .

Apenas a dor, os gemidos e a perda de mais um consofredor, era a única luz, que iluminava aquele local, onde os dias eram igualzinhos ás noites.

Poucos resistiram os horrores, humilhações e aquelas torturas permanentes, que transformavam vidas antes pacatas, em restos humanos."


[...]


Podera' ler esse testemunho na integra aqui, onde podera' tambem encontrar a apresentacao deste video inedito sobre o 27 de Maio:






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