Sunday, 5 June 2011

Just Poetry XLII





[…não me lembres dos traumas
nem fales de fantasmas
quando sonho com
todos os companheiros
que sinto perder na batalha
a cada tempo
...

Extracto de ‘Ralhete’ – A.S. in S.O.S.]



"J'ai envie de parler de la rose et du rossignol, d'une belle journee et d'une belle vie... mais la vie me tient par le poignet et je tombe comme si j'avais une pierre au cou jusqu'au fond de la realite."




TERRA QUEIMADA


I.

As asas do
Humbiumbi
sucumbem ao vento
leste da chana
rasgando a bandeira
da mátria adiada
sob a lama vermelha
o capim seco
ruivo
cobrindo da pele
as cicatrizes.


II.

A frente encharca-se de ouro negro
perdendo da roda dentada o equilíbrio
o livro da ideologia importada em décima mão
de Alemanha URSS China Cuba
Albânia Argélia Jugoslávia Portugal Absurdistão
e emborcada á pressa com mau vinho kimbombo
e kissângwa de ananaz fermentada com kaporroto
chouriço bacalhau e funge com todos
ingredientes importados de avulsas origens
mal digerida e expelida lentamente
com fumo de liamba axixe cocaína e heroína
do Homem Novo da Mulher Emancipada
do Poder Popular e do Socialismo Científico
da Trincheira Firme da Revolução em África
da longa noite colonial engravidada de punhais
pelos que lutaram
e emprenhada em pleno dia de pretensos afectos
pelos que ficaram
e do Projecto de Sociedade
de preconceitos racismos complexos
estigmatizações discriminações
e da eterna questão da melanina

que
a Preto e Branco

à A.C. premeia com o mais alto galardão
de Mãe do Vulturismo Kontemporâneo
e da Arrogância Ignorante em Afrika
especialista em bestialidade kulturral
e na estética dos corpos sem alma
Komandante-em-chefe da Arte Plastifikada
Diva da Pornografia Nacional
(des)organizada decadente racista
korrupta e korruptora
lésbica egocêntrica falocêntrica eurocêntrica
ninfomaníaca narcisista sadomasoquista
psicopata supremacista branca neo-nazi
bronzeando-se nas praias do dolce fare niente
por mais de uma década até que
da noite para o dia consegue renascer das cinzas
graças ao génio e às artes mágicas da K.
injectando as beiças e a peida de silicone
tentando maskarar o que tem de eskebra do kolono
e á viva força virar
mais Angolana que a Angolanidade
mais Africana que a Africanidade
mais Negra que a Negritude
e mais Autêntica que a Autenticité
desconseguindo ser economista
desnudando-se nos palcos da devassidão
patrocinados por todos os p(h)oderes
ao som de Wagner porras e merdas
e ao sabor de cocktails
de lágrimas de crocodilo
tingidas de sangue de galinha
e sumos de tomate melão e melancia

[...]

à A.S. transforma
em pobre e insignificante criatura rejeitada
saco de pancadaria real ou virtual
bode expiatório e tubo de escape
para recalcamentos inseguranças inaptidões
incapacidades complexos depressões
ressaibos parasitismos frustrações
inépcias mediocridades manipulações
e faltas de carácter e integridade de todo o mundo
enlameia o nome devassa a vida privada
lincha em praça pública
mata a poesia por entre gargalhadas na noite
pornografias masturbações
solitários orgasmos lúgubres
receitas de culinária cinismo e hipocrisia
de psikologias de kintal, psikopatias de jornal
e etnologias de kurral
tenta objectificar sexualmente
amputar o génio e a identidade
extirpar a serenidade e o sorriso
persegue como a um animal
envia feitiço e presentes envenenados pelo correio
ameaça de morte tenta enterrar viva
esmaga como a uma barata
coloca sob escuta e vigia
faz perder os sentidos
amputa a carreira acadêmica e profissional
acusa de crimes de lesa-pátria de criar e educar filho sózinha
de atrevimentos políticos de calculadora da paz
liberdade democracia e direitos humanos
e de virar conselheira técnica internacional
oblitera do tempo da memória e apaga do espaço da existência
para melhor a poder manter como seu preferido tabu
de secreto uso desuso e abuso
rouba a casa e a nacionalidade
nomeia Diva da Zunga Internacional
esmolando gazozas em dólares
apelida de estrela errada
declara inimiga pública número um
e joga para a sarjeta e indigência
dos escravos sem alforria junto com o órfão que designa
coiso de filho bastardo



à K. eclipsa
à M. brutaliza amargura e infantiliza
à N. enche a cabeça de perucas
as mãos de dinheiro
os pés de carros
a boca de podres
a barriga de reis
e verga aos algozes
à T. amarga a boca de fel
à P. vaga a face de riso
à Q. acomoda à pequenez e à poligamia
à A.M. faz a língua viperina acérbica corrosiva rancorosa
intriguista trungungueira kuribota koskuvilheira
e alcoviteira-m(aj)or
à O. turva o olhar de ciúme inveja e ódio
à I.M. anestesia e ajoelha ao altar
à M. esfuma por entre passos de ballet
e luzes de cabaret
à F.P. evapora
à A.P. marginaliza
à E. aniquila
à P.M. descarta
à A.F. etiliza
à outra A.F. aperalta e equivoca
à A.B. aliena
à M.T. amestra à bófia e faz dar bandeira
à W.L. ensandece
à P.F. afugenta
à A.N. domestica á pancada
à C.P. alucina e patenteia intriguista, caliadora
e manipuladora-em-chefe
e aos seus companheiros cega ensurdece e emudece

[...]

ao A.F. miniaturiza caricaturiza e ridiculariza
ao W.P. expulsa e transforma em caixeiro-viajante
ao J. envenena
ao T. desaparece
ao outro T. ao S. e ao L.K. chacina no 27
junto com muitos outros milhares
ao J. faz carne para canhão
entre os incontáveis batalhões perdidos
na Guerra dos 30 anos
ao M. e ao G. mais os miúdos lá do bairro
deporta para as pedreiras da Tugália
ao C. e aos seus kambas torna refractários
e refugia na arte dos afectos políticamente incorrectos
ao D. mais várias dezenas dizima
na Sexta Feira Sangrenta
ao A. especializa em vendedor ambulante
da Nação Krioula em Alemão
urdindo brandindo e esgrimindo as suas raízes mais profundas
decepadas em fronteiras perdidas entre o Norte e o Sul
ao F. elege ex-oficial da Ditadura do Proletariado
e da Sociedade sem Classes
renovado Homo Democraticus e capataz da Recolonização
de dedo em riste nariz empinado
e dono da verdade absoluta e sabedoria de todo o mundo
ao H. transveste de líder dos Komités José Estaline
em DJ de Punk Rock
ao O. e ao J. torna adictos
e a alguns dos seus correlegionários bêbados ou bufos
feios porcos e maus mal educados e pior formados
ton-tons makutes sem lei nem rei nem roque
e muito menos escrúpulos
todos de panças a rebentar pelas costuras
egos super-deficitários e soberbas hiper-inflacionadas
ao A. mata de SIDA de tantas orgias e bakanais
ao C. faz pedófilo
ao M. perde o pio e hipoteca a vida

[...]

ao Q.P. enlouquece
ao N.F. exila
ao J.M. muda o nome
ao outro J.M. embrutece
ao R.A. enriquece
ao S.V. enrudece
ao G. secretiza
ao M. vende à política meretriz
ao B.B. mostra os caminhos da duplicidade
entristece e diz feliz por um triz
ao X. falha os tiros na cabeça
a determinação o petróleo
e o fogo do D.


III.



As asas da liberdade perecem sob a catana
a pele dilacera-se a bikadas
de pássaros enfeitiçados de todas as latitudes
a chana vira o inferno na terra
enquanto a estrela encandecida
do maior kimberlito do mundo
prenhe de incertezas
incendeia a bandeira da terra queimada
de Pombeiros de Corta Mato
e Povos das Ilhas Crioulas de Além-Mar
mais de Netos e Holdens Laras e Cruzes
Nitos e Jonas Anjos e Demónios
Santos e Flores que mal se cheiram

[...]

de Dambas e Jambas
Vila Alices e Rangéis
Miramares e Sambilas
Cruzeiros e B.O.s
Maiangas e Katambores
Minas e Covas
Piscinas e Valas Comuns
Purgas e Guerras
Pogroms e Chacinas
Incensos e Napalms
Miradouros e Tundavalas

[...]

de Revoluções e Frustrações
Ilusões e Desilusões
Descolonizações e Neocolonizações
Desumanizações e Repulsões
Crimes e Ocultações
Corrupções e Co-optações
Comissões e Comichões
Milhões e Tostões
Ostentações e Privações
Presunções e Bajulações
Repressões e Intimidações
Obcessões e Negações
Fixações e Manipulações
Rejeições e Maldições
Inversões e Perversões
Predações e Depravações
Violações e Traições
Simulações e Dissimulações
Fricções e Sublimações
Crispações e Explosões
Espíritas e Escrivões
Abóboras e Melões

[...]

de Paskineiros e Novo-Jornaleiros
da Nova Angola
Copianços e Mimetismos
de banga de Avante e A Bola
trocada por Playboy
e Wall Street Journal
Censuras e Auto-Censuras
Cortinas de Fumo e de Ferro
Executivos e Executados
Vergados e Deputados
Doutores e Iletrados
Paiados e Enfeudados
Prepotências e Subserviências
Aparências e Iludências
Aparudências e Incontinências
Indulgências e Inocências
de (pseudo)ciências sem consciência
almas cobertas de indecências
mentes repletas de desinteligências
olhos vidrados de impudências
bocas cheias de maledicências
punhos cerrados de insolências
negras krioulas velhacas bezugas
com mentalidade de escravas de roça de cacau
em suas canoas furadas e caravelas desengonçadas
de Sagres Ceitas Ceutas e Vera-Cruzes
e Amélias de Lombo Ignorante e Atrevido
feitas Mães da Negritude Branca Pós-Colonial
que por se sentirem discriminadas e privadas de sexo
alegadamente por suas históricas diferenças fenotípicas
se arrogam o direito de deixar cicatrizes no cérebro
e matar lapidar e impunemente todo o mundo

[...]

Opinionistas e Embusteiros
Brigadistas e Patrulheiros
Planistas e Trapaceiros
Estridentes Patrioteiros
Hipócritas Vende Pátrias
Famigerados Oportunistas
Terroristas e Chantagistas
Fantasistas e Ilusionistas
Difamadores e Intriguistas
Mercadores e Sacristas

[...]

Regressados e Retornados
Expoliados e Expatriados
Janados e Embriagados
Komprados e Invertebrados
Minions e Kabungados
Wasalukas e Tresloucados
Wazanukas e Siderados
Tarados e Despeitados
Homenageados e Premiados
Jubilados e Engalanados
Medalhados e Agraciados
por Montros Raciais
e Taras Tribais

[...]

de Mais-Velhos á Toa
Kotas que Não Dão Nada
Idosos Imaturos
Tios Sem Juízo
Meninos de Rua e Senhores de Palácios
Zungueiras e Madames de Gabinetes
Pachecos e Roboteiros
Griffados e Esfarrapados
Falidos e Falhados
Misses e Modelos
Divas e Prima Donas
Velhotas e Velhacas
Bruacas e Catorzinhas
Ninfas e Ninfetas
Belles de Jour e Proxenetas
Porshes e Lamborghinis
Enfermos Execráveis Putos Pés-Descalcos
Porras Merdas e Berdamerdas
Violadores e Assassinas
Pedófilos e Prostitutas
Chacais e Abutres
Cobras e Hienas
Vultos e Ogros
Sagrados Monstros
Inegáveis Patifes
Lúcidos Sanguessugas
que comem tudo
e não deixam nada

[...]

de Valores e Princípios
corrompidos invertidos
e subvertidos
Imoralidades e Amoralidades
Venalidades e Leviandades
onde Cristãos e Marxistas
Padres e Feiticeiros
Fascistas e Democratas
Esquerdistas e Direitistas
Oposicionistas e Situacionistas
Novos e Velhos Ricos
Mortos e Vivos
lêem a mesma cartilha
comungam a mesma fé
pregam a mesma teoria
regem-se pela mesma praxis
e comem do mesmo tacho
moral ética e deontologia
dormem a mesma antecipada reforma.


IV.

As asas do Humbihumbi queimam-se
na fogueira das bruxas
o capim soçobra a talhes de foice
as cicatrizes reabrem-se a golpes de (Aka)martelo
a memória conspurca-se a invectivas de lama e ódio
o chão abre-se sugando o líquido das veias
sob as botas da Terra Mãe

onde

Arrogância e Ignorância
Burrice e Petulância
Complexos de Superioridade
e de Inferioridade
Inteligência e Indigência
andam de mãos dadas
Mel e Fel se mesclam nas mesmas saladas
Nzingas Mbandis e Marias da Fonte
disfarçam-se no mesmo baile de máskaras
Museus da Escravatura e de Ana Joaquina
disputam a mesma praça
Colonizados e Colonizadores erguem a mesma taça
Sagrado e Profano se confundem num mesmo abraço
Milindros e Melindres rodopiam no mesmo laço
Ballet e Kambwá trocam o mesmo passo
Kuduro e Klássika entoam o mesmo compasso
Gerações A, R, X, Y e Z disputam o mesmo pedaço

[...]

Amor e Ódio
partilham a mesma orgíaca devassa de Sodomas e Gomorras
o Vício se torna Virtude o Sexo comanda a Vida
Bairro Alto e Cidade Alta se reúnem
na mesma Comuna de Feiras de Vaidades
todos os p(h)oderes provêm dos mesmos bordéis
orgias e bakanais e se masturbam com a mesma pornografia
criada nos prostíbulos de suas pérfidas
sórdidas e torpes elocubrações
em ritos satânicos de passagem para as arcádias e minervas
de Bacos e Lesbos Édipos e Electras
Pasárgadas matando Afrodites e castrando Eros
o monstro do racismo emerge da lagoa a cada tempo
todos os sonhos viram pesadelo
a Dignidade Humana
não vale um sopro
para se ser tem que se ter

e para se ser feliz

tem que se saber calar
ou não deixar fugir demasiado
a boca para a verdade
encastelar-se na mentira
nem pensar falar de raças ou racismos
gênero etnias ou tribalismos
convém saber sempre o que nos espera
aprender a beber na maratona da paz podre
e alienar-se à volta da fogueira
da literatura de bordel
arte plastifikada música desalmada
poesia komodifikada kultura akulturada
saber manter-se na crista da onda
(re)pagar ad-eternum com juros hiper-inflacionados
em mercado aberto na praça pública
a hipoteca expirada da amizade e família
manipuladas pelo contexto e transformadas
em pratos em que se debikou
solver as (des)funcionalidades de um estado feudal
um império do mal uma mentalidade medieval
transmudar-se para as novas centralidades
de gente triste sorrindo sofrendo contente
saldar as dívidas sarar as feridas
de um povo muito especial
de barriga cheia de fome e misérias
e bwé de kilapié de uma sociedade demente
em que socialismo virou paranóia
de ascensão social e psicose de exclusão social
brandir a vida no fio da navalha
perder a alma rebentar a granada do peito
e mergulhar de borco no dilúvio do ouro negro
e do eterno luto da bandeira da (ex)Dipanda
jurar silêncio de mão esquartejada ao peito
à sua sombra esquecer o sangue vertido
nas frentes do seu rubro ruivo
e o pioneiro que a içou pela primeira vez
emprenhar de ouvido o hino
propriedade exclusiva do sicrano que o pariu
afinar o pretoguês gritar estamos sempre a subir
publicar muitos livros fazer muitos filhos
cair nas armadilhas do ignominoso adiantamento da raça
queimar fitas diplomas canudos méritos referências
cortar raízes olvidar ancestrais
ressuscitar súbitamente do longo suicídio de classe
acordar bruscamente do sonho abraçar o futuro truncado
conter a superficialidade do toque e a esterilidade do gesto
ser capaz de lidar com a precaridade do amor e a perpetuidade do mal
ignorar a espada de Dámocles gerir o projecto vencedor de morte
enterrar o espírito varrer as cinzas da alma
sustentar o peso do ser

e poder voar nas barbas do bando.

Inegáveis Patifes!

[K. 2011]






Humbi-Humbi
[Filipe Mukenga, Andre' Mingas]




Castelo de Areia

Atestar de palavras
o muro de silêncio.

Breyten Breytenbach





[…não me lembres dos traumas
nem fales de fantasmas
quando sonho com
todos os companheiros
que sinto perder na batalha
a cada tempo
...

Extracto de ‘Ralhete’ – A.S. in S.O.S.]



"J'ai envie de parler de la rose et du rossignol, d'une belle journee et d'une belle vie... mais la vie me tient par le poignet et je tombe comme si j'avais une pierre au cou jusqu'au fond de la realite."




TERRA QUEIMADA


I.

As asas do
Humbiumbi
sucumbem ao vento
leste da chana
rasgando a bandeira
da mátria adiada
sob a lama vermelha
o capim seco
ruivo
cobrindo da pele
as cicatrizes.


II.

A frente encharca-se de ouro negro
perdendo da roda dentada o equilíbrio
o livro da ideologia importada em décima mão
de Alemanha URSS China Cuba
Albânia Argélia Jugoslávia Portugal Absurdistão
e emborcada á pressa com mau vinho kimbombo
e kissângwa de ananaz fermentada com kaporroto
chouriço bacalhau e funge com todos
ingredientes importados de avulsas origens
mal digerida e expelida lentamente
com fumo de liamba axixe cocaína e heroína
do Homem Novo da Mulher Emancipada
do Poder Popular e do Socialismo Científico
da Trincheira Firme da Revolução em África
da longa noite colonial engravidada de punhais
pelos que lutaram
e emprenhada em pleno dia de pretensos afectos
pelos que ficaram
e do Projecto de Sociedade
de preconceitos racismos complexos
estigmatizações discriminações
e da eterna questão da melanina

que
a Preto e Branco

à A.C. premeia com o mais alto galardão
de Mãe do Vulturismo Kontemporâneo
e da Arrogância Ignorante em Afrika
especialista em bestialidade kulturral
e na estética dos corpos sem alma
Komandante-em-chefe da Arte Plastifikada
Diva da Pornografia Nacional
(des)organizada decadente racista
korrupta e korruptora
lésbica egocêntrica falocêntrica eurocêntrica
ninfomaníaca narcisista sadomasoquista
psicopata supremacista branca neo-nazi
bronzeando-se nas praias do dolce fare niente
por mais de uma década até que
da noite para o dia consegue renascer das cinzas
graças ao génio e às artes mágicas da K.
injectando as beiças e a peida de silicone
tentando maskarar o que tem de eskebra do kolono
e á viva força virar
mais Angolana que a Angolanidade
mais Africana que a Africanidade
mais Negra que a Negritude
e mais Autêntica que a Autenticité
desconseguindo ser economista
desnudando-se nos palcos da devassidão
patrocinados por todos os p(h)oderes
ao som de Wagner porras e merdas
e ao sabor de cocktails
de lágrimas de crocodilo
tingidas de sangue de galinha
e sumos de tomate melão e melancia

[...]

à A.S. transforma
em pobre e insignificante criatura rejeitada
saco de pancadaria real ou virtual
bode expiatório e tubo de escape
para recalcamentos inseguranças inaptidões
incapacidades complexos depressões
ressaibos parasitismos frustrações
inépcias mediocridades manipulações
e faltas de carácter e integridade de todo o mundo
enlameia o nome devassa a vida privada
lincha em praça pública
mata a poesia por entre gargalhadas na noite
pornografias masturbações
solitários orgasmos lúgubres
receitas de culinária cinismo e hipocrisia
de psikologias de kintal, psikopatias de jornal
e etnologias de kurral
tenta objectificar sexualmente
amputar o génio e a identidade
extirpar a serenidade e o sorriso
persegue como a um animal
envia feitiço e presentes envenenados pelo correio
ameaça de morte tenta enterrar viva
esmaga como a uma barata
coloca sob escuta e vigia
faz perder os sentidos
amputa a carreira acadêmica e profissional
acusa de crimes de lesa-pátria de criar e educar filho sózinha
de atrevimentos políticos de calculadora da paz
liberdade democracia e direitos humanos
e de virar conselheira técnica internacional
oblitera do tempo da memória e apaga do espaço da existência
para melhor a poder manter como seu preferido tabu
de secreto uso desuso e abuso
rouba a casa e a nacionalidade
nomeia Diva da Zunga Internacional
esmolando gazozas em dólares
apelida de estrela errada
declara inimiga pública número um
e joga para a sarjeta e indigência
dos escravos sem alforria junto com o órfão que designa
coiso de filho bastardo



à K. eclipsa
à M. brutaliza amargura e infantiliza
à N. enche a cabeça de perucas
as mãos de dinheiro
os pés de carros
a boca de podres
a barriga de reis
e verga aos algozes
à T. amarga a boca de fel
à P. vaga a face de riso
à Q. acomoda à pequenez e à poligamia
à A.M. faz a língua viperina acérbica corrosiva rancorosa
intriguista trungungueira kuribota koskuvilheira
e alcoviteira-m(aj)or
à O. turva o olhar de ciúme inveja e ódio
à I.M. anestesia e ajoelha ao altar
à M. esfuma por entre passos de ballet
e luzes de cabaret
à F.P. evapora
à A.P. marginaliza
à E. aniquila
à P.M. descarta
à A.F. etiliza
à outra A.F. aperalta e equivoca
à A.B. aliena
à M.T. amestra à bófia e faz dar bandeira
à W.L. ensandece
à P.F. afugenta
à A.N. domestica á pancada
à C.P. alucina e patenteia intriguista, caliadora
e manipuladora-em-chefe
e aos seus companheiros cega ensurdece e emudece

[...]

ao A.F. miniaturiza caricaturiza e ridiculariza
ao W.P. expulsa e transforma em caixeiro-viajante
ao J. envenena
ao T. desaparece
ao outro T. ao S. e ao L.K. chacina no 27
junto com muitos outros milhares
ao J. faz carne para canhão
entre os incontáveis batalhões perdidos
na Guerra dos 30 anos
ao M. e ao G. mais os miúdos lá do bairro
deporta para as pedreiras da Tugália
ao C. e aos seus kambas torna refractários
e refugia na arte dos afectos políticamente incorrectos
ao D. mais várias dezenas dizima
na Sexta Feira Sangrenta
ao A. especializa em vendedor ambulante
da Nação Krioula em Alemão
urdindo brandindo e esgrimindo as suas raízes mais profundas
decepadas em fronteiras perdidas entre o Norte e o Sul
ao F. elege ex-oficial da Ditadura do Proletariado
e da Sociedade sem Classes
renovado Homo Democraticus e capataz da Recolonização
de dedo em riste nariz empinado
e dono da verdade absoluta e sabedoria de todo o mundo
ao H. transveste de líder dos Komités José Estaline
em DJ de Punk Rock
ao O. e ao J. torna adictos
e a alguns dos seus correlegionários bêbados ou bufos
feios porcos e maus mal educados e pior formados
ton-tons makutes sem lei nem rei nem roque
e muito menos escrúpulos
todos de panças a rebentar pelas costuras
egos super-deficitários e soberbas hiper-inflacionadas
ao A. mata de SIDA de tantas orgias e bakanais
ao C. faz pedófilo
ao M. perde o pio e hipoteca a vida

[...]

ao Q.P. enlouquece
ao N.F. exila
ao J.M. muda o nome
ao outro J.M. embrutece
ao R.A. enriquece
ao S.V. enrudece
ao G. secretiza
ao M. vende à política meretriz
ao B.B. mostra os caminhos da duplicidade
entristece e diz feliz por um triz
ao X. falha os tiros na cabeça
a determinação o petróleo
e o fogo do D.


III.



As asas da liberdade perecem sob a catana
a pele dilacera-se a bikadas
de pássaros enfeitiçados de todas as latitudes
a chana vira o inferno na terra
enquanto a estrela encandecida
do maior kimberlito do mundo
prenhe de incertezas
incendeia a bandeira da terra queimada
de Pombeiros de Corta Mato
e Povos das Ilhas Crioulas de Além-Mar
mais de Netos e Holdens Laras e Cruzes
Nitos e Jonas Anjos e Demónios
Santos e Flores que mal se cheiram

[...]

de Dambas e Jambas
Vila Alices e Rangéis
Miramares e Sambilas
Cruzeiros e B.O.s
Maiangas e Katambores
Minas e Covas
Piscinas e Valas Comuns
Purgas e Guerras
Pogroms e Chacinas
Incensos e Napalms
Miradouros e Tundavalas

[...]

de Revoluções e Frustrações
Ilusões e Desilusões
Descolonizações e Neocolonizações
Desumanizações e Repulsões
Crimes e Ocultações
Corrupções e Co-optações
Comissões e Comichões
Milhões e Tostões
Ostentações e Privações
Presunções e Bajulações
Repressões e Intimidações
Obcessões e Negações
Fixações e Manipulações
Rejeições e Maldições
Inversões e Perversões
Predações e Depravações
Violações e Traições
Simulações e Dissimulações
Fricções e Sublimações
Crispações e Explosões
Espíritas e Escrivões
Abóboras e Melões

[...]

de Paskineiros e Novo-Jornaleiros
da Nova Angola
Copianços e Mimetismos
de banga de Avante e A Bola
trocada por Playboy
e Wall Street Journal
Censuras e Auto-Censuras
Cortinas de Fumo e de Ferro
Executivos e Executados
Vergados e Deputados
Doutores e Iletrados
Paiados e Enfeudados
Prepotências e Subserviências
Aparências e Iludências
Aparudências e Incontinências
Indulgências e Inocências
de (pseudo)ciências sem consciência
almas cobertas de indecências
mentes repletas de desinteligências
olhos vidrados de impudências
bocas cheias de maledicências
punhos cerrados de insolências
negras krioulas velhacas bezugas
com mentalidade de escravas de roça de cacau
em suas canoas furadas e caravelas desengonçadas
de Sagres Ceitas Ceutas e Vera-Cruzes
e Amélias de Lombo Ignorante e Atrevido
feitas Mães da Negritude Branca Pós-Colonial
que por se sentirem discriminadas e privadas de sexo
alegadamente por suas históricas diferenças fenotípicas
se arrogam o direito de deixar cicatrizes no cérebro
e matar lapidar e impunemente todo o mundo

[...]

Opinionistas e Embusteiros
Brigadistas e Patrulheiros
Planistas e Trapaceiros
Estridentes Patrioteiros
Hipócritas Vende Pátrias
Famigerados Oportunistas
Terroristas e Chantagistas
Fantasistas e Ilusionistas
Difamadores e Intriguistas
Mercadores e Sacristas

[...]

Regressados e Retornados
Expoliados e Expatriados
Janados e Embriagados
Komprados e Invertebrados
Minions e Kabungados
Wasalukas e Tresloucados
Wazanukas e Siderados
Tarados e Despeitados
Homenageados e Premiados
Jubilados e Engalanados
Medalhados e Agraciados
por Montros Raciais
e Taras Tribais

[...]

de Mais-Velhos á Toa
Kotas que Não Dão Nada
Idosos Imaturos
Tios Sem Juízo
Meninos de Rua e Senhores de Palácios
Zungueiras e Madames de Gabinetes
Pachecos e Roboteiros
Griffados e Esfarrapados
Falidos e Falhados
Misses e Modelos
Divas e Prima Donas
Velhotas e Velhacas
Bruacas e Catorzinhas
Ninfas e Ninfetas
Belles de Jour e Proxenetas
Porshes e Lamborghinis
Enfermos Execráveis Putos Pés-Descalcos
Porras Merdas e Berdamerdas
Violadores e Assassinas
Pedófilos e Prostitutas
Chacais e Abutres
Cobras e Hienas
Vultos e Ogros
Sagrados Monstros
Inegáveis Patifes
Lúcidos Sanguessugas
que comem tudo
e não deixam nada

[...]

de Valores e Princípios
corrompidos invertidos
e subvertidos
Imoralidades e Amoralidades
Venalidades e Leviandades
onde Cristãos e Marxistas
Padres e Feiticeiros
Fascistas e Democratas
Esquerdistas e Direitistas
Oposicionistas e Situacionistas
Novos e Velhos Ricos
Mortos e Vivos
lêem a mesma cartilha
comungam a mesma fé
pregam a mesma teoria
regem-se pela mesma praxis
e comem do mesmo tacho
moral ética e deontologia
dormem a mesma antecipada reforma.


IV.

As asas do Humbihumbi queimam-se
na fogueira das bruxas
o capim soçobra a talhes de foice
as cicatrizes reabrem-se a golpes de (Aka)martelo
a memória conspurca-se a invectivas de lama e ódio
o chão abre-se sugando o líquido das veias
sob as botas da Terra Mãe

onde

Arrogância e Ignorância
Burrice e Petulância
Complexos de Superioridade
e de Inferioridade
Inteligência e Indigência
andam de mãos dadas
Mel e Fel se mesclam nas mesmas saladas
Nzingas Mbandis e Marias da Fonte
disfarçam-se no mesmo baile de máskaras
Museus da Escravatura e de Ana Joaquina
disputam a mesma praça
Colonizados e Colonizadores erguem a mesma taça
Sagrado e Profano se confundem num mesmo abraço
Milindros e Melindres rodopiam no mesmo laço
Ballet e Kambwá trocam o mesmo passo
Kuduro e Klássika entoam o mesmo compasso
Gerações A, R, X, Y e Z disputam o mesmo pedaço

[...]

Amor e Ódio
partilham a mesma orgíaca devassa de Sodomas e Gomorras
o Vício se torna Virtude o Sexo comanda a Vida
Bairro Alto e Cidade Alta se reúnem
na mesma Comuna de Feiras de Vaidades
todos os p(h)oderes provêm dos mesmos bordéis
orgias e bakanais e se masturbam com a mesma pornografia
criada nos prostíbulos de suas pérfidas
sórdidas e torpes elocubrações
em ritos satânicos de passagem para as arcádias e minervas
de Bacos e Lesbos Édipos e Electras
Pasárgadas matando Afrodites e castrando Eros
o monstro do racismo emerge da lagoa a cada tempo
todos os sonhos viram pesadelo
a Dignidade Humana
não vale um sopro
para se ser tem que se ter

e para se ser feliz

tem que se saber calar
ou não deixar fugir demasiado
a boca para a verdade
encastelar-se na mentira
nem pensar falar de raças ou racismos
gênero etnias ou tribalismos
convém saber sempre o que nos espera
aprender a beber na maratona da paz podre
e alienar-se à volta da fogueira
da literatura de bordel
arte plastifikada música desalmada
poesia komodifikada kultura akulturada
saber manter-se na crista da onda
(re)pagar ad-eternum com juros hiper-inflacionados
em mercado aberto na praça pública
a hipoteca expirada da amizade e família
manipuladas pelo contexto e transformadas
em pratos em que se debikou
solver as (des)funcionalidades de um estado feudal
um império do mal uma mentalidade medieval
transmudar-se para as novas centralidades
de gente triste sorrindo sofrendo contente
saldar as dívidas sarar as feridas
de um povo muito especial
de barriga cheia de fome e misérias
e bwé de kilapié de uma sociedade demente
em que socialismo virou paranóia
de ascensão social e psicose de exclusão social
brandir a vida no fio da navalha
perder a alma rebentar a granada do peito
e mergulhar de borco no dilúvio do ouro negro
e do eterno luto da bandeira da (ex)Dipanda
jurar silêncio de mão esquartejada ao peito
à sua sombra esquecer o sangue vertido
nas frentes do seu rubro ruivo
e o pioneiro que a içou pela primeira vez
emprenhar de ouvido o hino
propriedade exclusiva do sicrano que o pariu
afinar o pretoguês gritar estamos sempre a subir
publicar muitos livros fazer muitos filhos
cair nas armadilhas do ignominoso adiantamento da raça
queimar fitas diplomas canudos méritos referências
cortar raízes olvidar ancestrais
ressuscitar súbitamente do longo suicídio de classe
acordar bruscamente do sonho abraçar o futuro truncado
conter a superficialidade do toque e a esterilidade do gesto
ser capaz de lidar com a precaridade do amor e a perpetuidade do mal
ignorar a espada de Dámocles gerir o projecto vencedor de morte
enterrar o espírito varrer as cinzas da alma
sustentar o peso do ser

e poder voar nas barbas do bando.

Inegáveis Patifes!

[K. 2011]






Humbi-Humbi
[Filipe Mukenga, Andre' Mingas]




Castelo de Areia

Atestar de palavras
o muro de silêncio.

Breyten Breytenbach

Saturday, 4 June 2011

O "Testamento" de uma recept(ad)ora do "Mais Alto Galardao do Estado Angolano"!







... OU UMA DEFINICAO LAPIDAR DE VULTURISMO E APROPRIACAO!

... OU A 'NEOFITA IDEOLOGIA DOS PRETENSOS AFECTOS' NO SEU ESTADO MAIS PURO, DURO, NU E CRU!

... OU O IRRESISTIVEL Charme (in)Discreto dos (Pretensos) Afectos Pos-Coloniais

... OU OS 'VALORES E PRINCIPIOS ETICOS, MORAIS E CIVICOS' NA SARJETA!

... OU QUANDO A ESTETICA SE TORNA A ANTITESE DA ETICA!

... OU O EPITOMO DA DESONESTIDADE INTELECTUAL!

... OU A CONFISSAO LUGUBRE, MORBIDA, DESCARADA E DESABRIDA DE UMA DIVA DA PORNOGRAFIA E VULTA TARADA PSICOPATA ASSASSINA!!!






[... Prefiro deixar as questoes culturais de parte nesta discussao, porque ai entao e' que vamos encontrar verdadeiramente as maiores falacias do tal "projecto de sociedade"... - A.S., AQUI...]






TESTAMENTO


… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.

Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.

E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade [**], onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.

Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:

a tua alma pura e frágil!..



[Ana Clara Guerra Marques - "Premio Nacional de Cultura e Artes" de Angola - a.k.a. "A Diva das Kostas Largas (Nuas) do P(h)oder" e do "Sadomasokismo Nacional" - publicado no seu blog a 06 de Marco de 2008 , mas de que so' ontem me apercebi...]




"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!







[*] E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ e 'dismissiva' em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos, mui intuitivamente, a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!

[**] E por falar em "amputar e extirpar a identidade", valera' certamente a pena reler "A Fuga, ou O Insondavel Misterio da Nacionalidade Surripiada": Parte I e Parte II.





ADENDA


QUE NOJO!!!



O monstro do racismo emergindo da lagoa!...



[imagem daqui]


Ou


"The Face of Ugly Africa"!!!





...Se isso e' uma "mulher" e, ainda por cima, "africana"... entao a minha Afrika e as minhas manas Mulheres Africanas estao definitivamente perdidas!!!

...E quem agora diz PORRRRAAAAA!!!... sou eu!





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(H)A (S)SUM(IND)O!...

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A Proposito dos Monologos da Vagina

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Identidades Equivocadas?

Etnografia de Kurral ou Bestialidade Kulturral?

Com Alma

Epifania










... OU UMA DEFINICAO LAPIDAR DE VULTURISMO E APROPRIACAO!

... OU A 'NEOFITA IDEOLOGIA DOS PRETENSOS AFECTOS' NO SEU ESTADO MAIS PURO, DURO, NU E CRU!

... OU O IRRESISTIVEL Charme (in)Discreto dos (Pretensos) Afectos Pos-Coloniais

... OU OS 'VALORES E PRINCIPIOS ETICOS, MORAIS E CIVICOS' NA SARJETA!

... OU QUANDO A ESTETICA SE TORNA A ANTITESE DA ETICA!

... OU O EPITOMO DA DESONESTIDADE INTELECTUAL!

... OU A CONFISSAO LUGUBRE, MORBIDA, DESCARADA E DESABRIDA DE UMA DIVA DA PORNOGRAFIA E VULTA TARADA PSICOPATA ASSASSINA!!!






[... Prefiro deixar as questoes culturais de parte nesta discussao, porque ai entao e' que vamos encontrar verdadeiramente as maiores falacias do tal "projecto de sociedade"... - A.S., AQUI...]






TESTAMENTO


… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.

Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.

E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade [**], onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.

Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:

a tua alma pura e frágil!..



[Ana Clara Guerra Marques - "Premio Nacional de Cultura e Artes" de Angola - a.k.a. "A Diva das Kostas Largas (Nuas) do P(h)oder" e do "Sadomasokismo Nacional" - publicado no seu blog a 06 de Marco de 2008 , mas de que so' ontem me apercebi...]




"We cannot trample upon the humanity of others without devaluing our own. The Igbo, always practical, put it concretely in their proverb Onye ji onye n'ani ji onwe ya: "He who will hold another down in the mud must stay in the mud to keep him down."
[Chinua Achebe]

Ou, alternativamente, em Portugues: Yanick Ngombo, a.k.a. Afroman, membro da etnia Bakongo (tal como os Igbo, igualmente com um sentido bastante pratico das coisas mundanas, para que lhes sobre tempo suficiente para as coisas do espirito, como a metafisica ou a filosofia), diz numa das suas cancoes algo como isto: "... e' como o porco que arrasta o javali para uma luta na lama: os dois vao se sujar, mas o porco gosta porque assim ganha fama!







[*] E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ e 'dismissiva' em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos, mui intuitivamente, a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!

[**] E por falar em "amputar e extirpar a identidade", valera' certamente a pena reler "A Fuga, ou O Insondavel Misterio da Nacionalidade Surripiada": Parte I e Parte II.





ADENDA


QUE NOJO!!!



O monstro do racismo emergindo da lagoa!...



[imagem daqui]


Ou


"The Face of Ugly Africa"!!!





...Se isso e' uma "mulher" e, ainda por cima, "africana"... entao a minha Afrika e as minhas manas Mulheres Africanas estao definitivamente perdidas!!!

...E quem agora diz PORRRRAAAAA!!!... sou eu!





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Com Alma

Epifania




Friday, 3 June 2011

..."Kwão 'Amabilis' e' o Homo Angolensis"







INVEJA, ODIO & SIMULACAO

"eu tambem sou poeta (poetisa?), tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

[Entre outros lugares, aqui e aqui]


RACISMO, COMPLEXOS DE SUPERIORIDADE & DISSIMULACAO


"porque que todo o mundo?!..."

"mas... apenas uma (1 - a bantu bakongo!) das "bandidas" que "o usaram para fazer um (1) filho e nada mais" e' acusada e linchada em praca publica por uma certa imprensa (que, por sinal, nunca sequer se dignou mencionar a existencia de tal filho por altura da morte de tal pai...) de o ter "assassinado a sangue frio" - no que, funnily enough, sao "sabiamente acessorados" por uma certa ninfa branca lesbica e pornografa , igualmente com "as costas largas", segundo a qual tal "assassina" nao passa de uma "pobre e insignificante criatura rejeitada" pelo mesmo dito cujo "azarado"... sendo que nem uns nem outros alguma vez conheceram pessoalmente (certamente nunca com ela trocaram uma palavra...) a dita cuja "assassina"!"

[Entre outros lugares, aqui, aqui, aqui, aqui , aqui e aqui]


CHAUVINISMO, XENOFOBIA & DUPLICIDADE

"... temos que defender o que e' nosso!..."

[Entre outros lugares, aqui , a partir daqui]


CIUME, POSSESSIVIDADE, INSEGURANCA, CALUNIA & DIFAMACAO

"... as nossas mulheres..."

"... democracia nao significa promiscuidade..."

“... … E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!...”
]

[Entre outros lugares, aqui, aqui, aqui, aqui , aqui, aqui e aqui ]


COMPLEXOS DE INFERIORIDADE, ARROGANCIA & IGNORANCIA

"...e' chato para o Popper..."

"... o unico lugar em que sucesso vem antes de trabalho e' no diccionario..."


[Entre outros lugares, aqui , aqui, aqui, aqui e aqui]


TUDO ISSO E MUITO MAIS COMO PARTE DESTA TRISTEMENTE CELEBRE CAMPANHA!





E POR FALAR EM TUDO ISSO...





Just a few headlines:


Menina violada até a morte

Isabel da Costa Diogo, 18 anos, foi violada até morta na noite de Quarta-feira, 25, no bairro da Sanzala, em Viana, depois de ter sido sequestrada e transportada para uma residência abandonada.
A descoberta da existência do cadáver da menina no interior do quarto foi feita na tarde do dia seguinte por um grupo de crianças que brincava nas imediações. Curiosos, espreitaram pela janela e viram que havia um corpo dentro da casa. Adelaide da Costa, irmã da vítima, contou que as crianças ficaram assustadas com o facto e comunicaram a um grupo de pedreiros que estava a erguer uma residência a escassos metros. Estes tentaram arrombar a porta para averiguar se ela ainda se encontrava com vida, mas não tiveram êxito porque estava devidamente trancada com um cadeado.

[aqui]


Mulher assassinada em quarto de pensao

Uma jovem foi assassinada à facada no interior de uma hospedaria localizada no município do Cazenga, em Luanda.
O comandante da divisão do Cazenga, subcomissário Filipe Massala, explicou que a jovem, de 23 anos, foi agredida sexta-feira com várias facadas num do quartos da hospedaria e abandonada no local pelo autor do crime que se presume ser alguém que tinha uma relação amorosa com a vítima.

[aqui]


Marido matou a mulher com um golpe de martelo

Isabel Ndongo, 58 anos, foi morta, no interior da sua casa, no Bairro Tuco, município do Soyo, pelo próprio marido, que lhe desferiu uma pancada violenta no peito, com um martelo. Nicolau Nzita Nkiji, pedreiro de profissão, provocou fractura do tórax de Isabel Ndongo, que não resistiu aos ferimentos. Segundo a nossa reportagem apurou, o crime teve origem numa briga entre ambos.

[aqui]


Cidadã mata marido mordendo-lhe os testículos

Uma cidadã de 35 anos de idade matou, hoje, na zona do bairro Golfo (Correios), município do Kilamba Kiaxi, o seu esposo, 32 anos, no decorrer de uma briga entre ambos, durante a qual aquela arrancou-lhe os testículos com os dentes, informou o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, intendente Divaldo Martins.

[aqui]


Novo caso de Mulher que tira a vida do seu próprio Marido em Luanda

Um novo caso de Mulher que tira a vida do seu próprio Marido ocorreu no Bairro do Golf, em Luanda, desta vez a presumível autora chama-se Guilhermina e a vítima Eugénio Franco Dos Santos.

[aqui]


Julgada a mulher que matou o marido

O conhecido “Caso Nerica”, um processo em que Nerica Ferreira Pires da Conceição Loureiro é acusada de ter assassinado o marido, Fortunato Lopes Loureiro, em Abril último, no “Projecto Nova Vida”, onde o casal vivia, subiu, na quarta-feira, ao Tribunal Supremo para recurso. Antes, a ré tinha sido pronunciada pelo juiz do Tribunal Provincial, Manuel António de Morais, como autora do crime de homicídio qualificado.

[aqui]


Aumento da violência doméstica preocupa ministério da família

A violência continua a crescer em Angola a todos os níveis e Luanda por albergar o maior número de angolanos encabeça a lista de casos. Nestes últimos tempos os luandenses recebem notícias chocantes de extrema violência, ex-marido que mata mulher, ex-namorado que mata a namorada e o actual namorado, mulher que mata marido, pai que mata o filho por extorquir alguns tostões e poderíamos continuar a enumerar «n» casos de violência que acontecem um pouco por esta nossa Luanda, alguns dos quais nem cheguem sequer à imprensa.

[aqui]



TUDO ISSO E MUITO MAIS COMO PARTE DESTA TRISTE, DEPRESSIVA E NOVO-ENRIQUECIDA SOCIEDADE DOENTE!







INVEJA, ODIO & SIMULACAO

"eu tambem sou poeta (poetisa?), tambem sou jornalista, tambem sou economista, tambem escrevo ingles" e "nao podem ser sempre os mesmos a beneficiar", "e tambem quero ter os teus amigos (mas so' os brancos e mulatos!...)", caso contrario... "convem sabermos sempre o que nos espera"! Ou, recorrendo, mais uma vez, a letra de uma das cancoes do Afroman: "todos querem aparecer, todos querem dar show!; mesmo que nao es, todos dizem: eu tambem sou!"

[Entre outros lugares, aqui e aqui]


RACISMO, COMPLEXOS DE SUPERIORIDADE & DISSIMULACAO


"porque que todo o mundo?!..."

"mas... apenas uma (1 - a bantu bakongo!) das "bandidas" que "o usaram para fazer um (1) filho e nada mais" e' acusada e linchada em praca publica por uma certa imprensa (que, por sinal, nunca sequer se dignou mencionar a existencia de tal filho por altura da morte de tal pai...) de o ter "assassinado a sangue frio" - no que, funnily enough, sao "sabiamente acessorados" por uma certa ninfa branca lesbica e pornografa , igualmente com "as costas largas", segundo a qual tal "assassina" nao passa de uma "pobre e insignificante criatura rejeitada" pelo mesmo dito cujo "azarado"... sendo que nem uns nem outros alguma vez conheceram pessoalmente (certamente nunca com ela trocaram uma palavra...) a dita cuja "assassina"!"

[Entre outros lugares, aqui, aqui, aqui, aqui , aqui e aqui]


CHAUVINISMO, XENOFOBIA & DUPLICIDADE

"... temos que defender o que e' nosso!..."

[Entre outros lugares, aqui , a partir daqui]


CIUME, POSSESSIVIDADE, INSEGURANCA, CALUNIA & DIFAMACAO

"... as nossas mulheres..."

"... democracia nao significa promiscuidade..."

“... … E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!...”
]

[Entre outros lugares, aqui, aqui, aqui, aqui , aqui, aqui e aqui ]


COMPLEXOS DE INFERIORIDADE, ARROGANCIA & IGNORANCIA

"...e' chato para o Popper..."

"... o unico lugar em que sucesso vem antes de trabalho e' no diccionario..."


[Entre outros lugares, aqui , aqui, aqui, aqui e aqui]


TUDO ISSO E MUITO MAIS COMO PARTE DESTA TRISTEMENTE CELEBRE CAMPANHA!





E POR FALAR EM TUDO ISSO...





Just a few headlines:


Menina violada até a morte

Isabel da Costa Diogo, 18 anos, foi violada até morta na noite de Quarta-feira, 25, no bairro da Sanzala, em Viana, depois de ter sido sequestrada e transportada para uma residência abandonada.
A descoberta da existência do cadáver da menina no interior do quarto foi feita na tarde do dia seguinte por um grupo de crianças que brincava nas imediações. Curiosos, espreitaram pela janela e viram que havia um corpo dentro da casa. Adelaide da Costa, irmã da vítima, contou que as crianças ficaram assustadas com o facto e comunicaram a um grupo de pedreiros que estava a erguer uma residência a escassos metros. Estes tentaram arrombar a porta para averiguar se ela ainda se encontrava com vida, mas não tiveram êxito porque estava devidamente trancada com um cadeado.

[aqui]


Mulher assassinada em quarto de pensao

Uma jovem foi assassinada à facada no interior de uma hospedaria localizada no município do Cazenga, em Luanda.
O comandante da divisão do Cazenga, subcomissário Filipe Massala, explicou que a jovem, de 23 anos, foi agredida sexta-feira com várias facadas num do quartos da hospedaria e abandonada no local pelo autor do crime que se presume ser alguém que tinha uma relação amorosa com a vítima.

[aqui]


Marido matou a mulher com um golpe de martelo

Isabel Ndongo, 58 anos, foi morta, no interior da sua casa, no Bairro Tuco, município do Soyo, pelo próprio marido, que lhe desferiu uma pancada violenta no peito, com um martelo. Nicolau Nzita Nkiji, pedreiro de profissão, provocou fractura do tórax de Isabel Ndongo, que não resistiu aos ferimentos. Segundo a nossa reportagem apurou, o crime teve origem numa briga entre ambos.

[aqui]


Cidadã mata marido mordendo-lhe os testículos

Uma cidadã de 35 anos de idade matou, hoje, na zona do bairro Golfo (Correios), município do Kilamba Kiaxi, o seu esposo, 32 anos, no decorrer de uma briga entre ambos, durante a qual aquela arrancou-lhe os testículos com os dentes, informou o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, intendente Divaldo Martins.

[aqui]


Novo caso de Mulher que tira a vida do seu próprio Marido em Luanda

Um novo caso de Mulher que tira a vida do seu próprio Marido ocorreu no Bairro do Golf, em Luanda, desta vez a presumível autora chama-se Guilhermina e a vítima Eugénio Franco Dos Santos.

[aqui]


Julgada a mulher que matou o marido

O conhecido “Caso Nerica”, um processo em que Nerica Ferreira Pires da Conceição Loureiro é acusada de ter assassinado o marido, Fortunato Lopes Loureiro, em Abril último, no “Projecto Nova Vida”, onde o casal vivia, subiu, na quarta-feira, ao Tribunal Supremo para recurso. Antes, a ré tinha sido pronunciada pelo juiz do Tribunal Provincial, Manuel António de Morais, como autora do crime de homicídio qualificado.

[aqui]


Aumento da violência doméstica preocupa ministério da família

A violência continua a crescer em Angola a todos os níveis e Luanda por albergar o maior número de angolanos encabeça a lista de casos. Nestes últimos tempos os luandenses recebem notícias chocantes de extrema violência, ex-marido que mata mulher, ex-namorado que mata a namorada e o actual namorado, mulher que mata marido, pai que mata o filho por extorquir alguns tostões e poderíamos continuar a enumerar «n» casos de violência que acontecem um pouco por esta nossa Luanda, alguns dos quais nem cheguem sequer à imprensa.

[aqui]



TUDO ISSO E MUITO MAIS COMO PARTE DESTA TRISTE, DEPRESSIVA E NOVO-ENRIQUECIDA SOCIEDADE DOENTE!

Thursday, 2 June 2011

GIL SCOTT-HERON [R.I.P.]





[On him and His Revolution: here... here... here... here... here... here]


My Gil Scott-Heron:

HERE and HERE





[On him and His Revolution: here... here... here... here... here... here]


My Gil Scott-Heron:

HERE and HERE

Amnesty International 50th Birthday




[Image from here]


[Image from here]



[Image from here]


[Image from here]

Qual a diferenca qual e' ela?...






Qualquer que ela seja...



...Hoje como ontem, milhoes de criancas dormiram na rua



Nenhuma delas era Alema...




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Sunday, 29 May 2011

Just Poetry XLI







…AND RAISE BEAUTY TO

ANOTHER LEVEL OF SWEETNESS



You are a fresh flower

bursting boldly

into a hard world

with a softness

strong as steel



Reaching for sunlight

you raise yourself

up from down under

out of the degrading dirt

society has so routinely

dumped on women,

you have transformed

manure, muck and mire

into fertilizer



Spring self assertedly

past winter weather

you bring a sweet fragrant

incense and inspiration

into musty places

stale with the stuffiness

of misogynic sexist

status quos



You blossom, you bloom

you expand and grow

raising beauty

to a bedazzling higher

and healthier level of

light, life and love



Grow on Black rose

Black woman grow on!



— kalamu ya salaam







…AND RAISE BEAUTY TO

ANOTHER LEVEL OF SWEETNESS



You are a fresh flower

bursting boldly

into a hard world

with a softness

strong as steel



Reaching for sunlight

you raise yourself

up from down under

out of the degrading dirt

society has so routinely

dumped on women,

you have transformed

manure, muck and mire

into fertilizer



Spring self assertedly

past winter weather

you bring a sweet fragrant

incense and inspiration

into musty places

stale with the stuffiness

of misogynic sexist

status quos



You blossom, you bloom

you expand and grow

raising beauty

to a bedazzling higher

and healthier level of

light, life and love



Grow on Black rose

Black woman grow on!



— kalamu ya salaam

Saturday, 28 May 2011

Kwando a Diferenca…




... Mais do que um 'problema' ou um 'desafio', se torna uma sordida, obscena, pornografica, porca, nojenta, esquizofrenica e sinistra permanente RACISTA, SUPREMACISTA BRANCA DE EXTREMA DIREITA, NEO-NAZI
AMEACA DE MORTE!






[E... para que NUNCA se perca, aqui fica a "confissao" da dita vulta, publicada no seu blog:


TESTAMENTO


… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..


Ana Clara Guerra Marques - "Premio Nacional de Cultura e Artes" de Angola - a.k.a. "A Diva das Kostas Largas (Nuas) do P(h)oder" - publicado no seu blog a 06 de Marco de 2008 , mas de que so' ontem me apercebi...]







DESAFIO

De sangue na ponta
lança desafio a palavra
jorrada do colo tão nosso,
tranzido.

Trata-se apenas
de a encontrar
neste saco placentário
em frase
e a voz para a dizer
pelo furacão em transe

cumprindo o tempo
do poema parido assim
em desespero
quando de paz se quer
alado, se desfaz
como suspiro na boca
ao lado.

[A.S. in S.O.S.]



[... Prefiro deixar as questoes culturais de parte nesta discussao, porque ai entao e' que vamos encontrar verdadeiramente as maiores falacias do tal "projecto de sociedade"...]






Regresso hoje brevemente ao Meu Liceu para dele “desencantar” dois fantasmas (ou melhor, vultos!) que por la’ pairavam e que continuam a ensombrar, a atormentar e a infernizar a minha vida depois de dele ter saido ha’ mais de 30 anos…

Como aqui notei, no antigo Liceu Feminino de Luanda existia um invisivel ‘muro de apartheid’ que produziu ‘Donas Guiomares de Lencastre’ por um lado e ‘Rainhas Nzinga Mbandis’ por outro. E, como sera’ facil de imaginar, de um lado daquele muro estavam mulheres e raparigas – professoras e alunas – brancas, e do outro estavam negras - apenas alunas -, com algumas mesticas um pouco dos dois lados.

O que ja’ nao seria assim tao facil de imaginar, era que aquele ‘muro de apartheid’ tambem separava outros dois mundos: um habitado por lesbicas e outro por heterosexuais. E embora o primeiro desses mundos fosse ‘ultra-minoritario’ - ao contrario do que se passava no que separava negras e brancas, onde estas eram maioritarias -, apesar de aparentemente “insuspeito”, ele tornava-se visivel a quem o pudesse observar mais de perto, especialmente depois do 25 de Abril de 1974.

Falo, obviamente, apenas do que posso falar: do que vi, ouvi e senti durante o periodo em que o frequentei como aluna, entre 1972 e 1976. De outros periodos, anteriores e posteriors, poderao porventura testemunhar com mais propriedade, e quica com diferentes apreciacoes ou pontos de vista, aquelas (e/ou aqueles) que os terao vivido. Dos reais e/ou imaginados ‘sexual shenanigans’ que por la’ se terao passado, homo ou heterosexuais, tao pouco posso falar com qualquer propriedade, uma vez que nunca os vi, nem os vivi e muito menos os senti: ja' andava entao demasiado ocupada com o meu engajamento politico, em Luanda e fora dela. Nem mesmo os de que ‘todo o mundo’ por vezes (nao) fala e que terao tido lugar especialmente em 74/75, em particular desde que os ‘rapazes’ dos outros liceus de Luanda, vulgo “a malta do liceu”, lhe arrombou os cadeados, lhe escancarou as grades e lhe pulou as cercas para por la’ passar a assentar arraiais…

Mas pude, no entanto, dar-me conta do grupo das lesbicas – em particular de duas, uma professora e outra aluna. Eram especialmente notorias por tenderem a dedicar-se a educacao fisica e ao desporto ou, mais geralmente, as “disciplinas do corpo”, nas quais uma sua, agora tristemente celebre, offspring (que na altura, como aqui observei, eu nao conhecia e que, de resto, felizmente continuo a nao ter o desprazer de conhecer pessoalmente, senao atraves dos seus actos de vulturismo racista, terrorista e assassino contra mim… Conhecia, no entanto, a mae dela, que tambem la’ era professora - embora nunca tenha sido minha professora - e lembro-me de uma vez, na sala das professoras(*), essa outra professora de que falo lhe ter dado uma ‘palmadona’ no traseiro – e’, aquela bunDona e’ hereditaria…– que fez acompanhar de umas palavras de “apreciacao” que eu antes apenas ouvira sair da boca de homens…) se haveria de “especializar”…

Com aquela professora haveria de ter um contacto mais proximo, quando ambas fizemos parte do Conselho Directivo do Liceu, durante um curto periodo de tentativa de "experimentacao" de uma certa “miscigenacao” hierarquica, funcional, social, racial e cultural, que tentava espelhar e replicar o que se comecava a passar um pouco por todo o lado em Luanda e no pais em geral durante aquele (in)famoso e efemero ‘Periodo Revolucionario em Curso’, vulgo PREC, findo o qual nao nos voltamos a ver. Mas aquele foi estritamente um contacto digamos que, por falta de melhor designacao, "profissional" e que nunca extravazou os limites do liceu e das relacoes professora-aluna, embora ela tambem nunca tivesse sido pessoalmente minha professora...(**)

Anos mais tarde, porem, ja’ na decada de 80, alguem amigo comum levou-me a casa da tal professora (por sinal tambem localizada na entao "minha" rua dos Ex-Combatentes ), mas numa altura em que ela se encontrava fora do pais. Eu estava com o meu filho, na altura com uns 3 ou 4 anitos de idade, e lembro-me de a sua, julgo que, 'companheira' na altura, que la’ nos recebeu, as tantas me ter atirado com algo como “para que trazer filhos a este mundo – so’ para virem sofrer?”… O que naquele momento me deixou algo perturbada e sem saber muito bem o que lhe responder, mas que agora nao posso deixar de relacionar com um certo “pobres e insignificantes criaturas rejeitadas e por isso verdes e doentes, etc…”, ao qual reagi inicialmente aqui (e que posteriormente auto-censurei) e ao qual me venho frequentemente referindo neste blog!...

Tao pouco posso deixar de relacionar todas essas memorias com
TODA ESTA MERDA!!!





(*) Sendo de notar aqui, en passant, que uma daquelas tais professoras tambem fez, mais tarde, parte da "Embaixada do Sr. Rui Mingas (... tambem ele um 'especialista em assuntos do fisico'...) em Portugal"...

(**)... E julgo que tera' sido ai que comecei a apreender o conceito de "diversidade", a respeitar a "diferenca" e a dar-me conta da minha propria "identidade", a afirma-la e a defende-la e, logo, a nao ter problemas em admitir e dizer sem qualquer hesitacao e muito menos "complexos":
"NAO, NAO SOMOS, NUNCA FOMOS, TODOS IGUAIS!"...






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... Mais do que um 'problema' ou um 'desafio', se torna uma sordida, obscena, pornografica, porca, nojenta, esquizofrenica e sinistra permanente RACISTA, SUPREMACISTA BRANCA DE EXTREMA DIREITA, NEO-NAZI
AMEACA DE MORTE!






[E... para que NUNCA se perca, aqui fica a "confissao" da dita vulta, publicada no seu blog:


TESTAMENTO


… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..


Ana Clara Guerra Marques - "Premio Nacional de Cultura e Artes" de Angola - a.k.a. "A Diva das Kostas Largas (Nuas) do P(h)oder" - publicado no seu blog a 06 de Marco de 2008 , mas de que so' ontem me apercebi...]







DESAFIO

De sangue na ponta
lança desafio a palavra
jorrada do colo tão nosso,
tranzido.

Trata-se apenas
de a encontrar
neste saco placentário
em frase
e a voz para a dizer
pelo furacão em transe

cumprindo o tempo
do poema parido assim
em desespero
quando de paz se quer
alado, se desfaz
como suspiro na boca
ao lado.

[A.S. in S.O.S.]



[... Prefiro deixar as questoes culturais de parte nesta discussao, porque ai entao e' que vamos encontrar verdadeiramente as maiores falacias do tal "projecto de sociedade"...]






Regresso hoje brevemente ao Meu Liceu para dele “desencantar” dois fantasmas (ou melhor, vultos!) que por la’ pairavam e que continuam a ensombrar, a atormentar e a infernizar a minha vida depois de dele ter saido ha’ mais de 30 anos…

Como aqui notei, no antigo Liceu Feminino de Luanda existia um invisivel ‘muro de apartheid’ que produziu ‘Donas Guiomares de Lencastre’ por um lado e ‘Rainhas Nzinga Mbandis’ por outro. E, como sera’ facil de imaginar, de um lado daquele muro estavam mulheres e raparigas – professoras e alunas – brancas, e do outro estavam negras - apenas alunas -, com algumas mesticas um pouco dos dois lados.

O que ja’ nao seria assim tao facil de imaginar, era que aquele ‘muro de apartheid’ tambem separava outros dois mundos: um habitado por lesbicas e outro por heterosexuais. E embora o primeiro desses mundos fosse ‘ultra-minoritario’ - ao contrario do que se passava no que separava negras e brancas, onde estas eram maioritarias -, apesar de aparentemente “insuspeito”, ele tornava-se visivel a quem o pudesse observar mais de perto, especialmente depois do 25 de Abril de 1974.

Falo, obviamente, apenas do que posso falar: do que vi, ouvi e senti durante o periodo em que o frequentei como aluna, entre 1972 e 1976. De outros periodos, anteriores e posteriors, poderao porventura testemunhar com mais propriedade, e quica com diferentes apreciacoes ou pontos de vista, aquelas (e/ou aqueles) que os terao vivido. Dos reais e/ou imaginados ‘sexual shenanigans’ que por la’ se terao passado, homo ou heterosexuais, tao pouco posso falar com qualquer propriedade, uma vez que nunca os vi, nem os vivi e muito menos os senti: ja' andava entao demasiado ocupada com o meu engajamento politico, em Luanda e fora dela. Nem mesmo os de que ‘todo o mundo’ por vezes (nao) fala e que terao tido lugar especialmente em 74/75, em particular desde que os ‘rapazes’ dos outros liceus de Luanda, vulgo “a malta do liceu”, lhe arrombou os cadeados, lhe escancarou as grades e lhe pulou as cercas para por la’ passar a assentar arraiais…

Mas pude, no entanto, dar-me conta do grupo das lesbicas – em particular de duas, uma professora e outra aluna. Eram especialmente notorias por tenderem a dedicar-se a educacao fisica e ao desporto ou, mais geralmente, as “disciplinas do corpo”, nas quais uma sua, agora tristemente celebre, offspring (que na altura, como aqui observei, eu nao conhecia e que, de resto, felizmente continuo a nao ter o desprazer de conhecer pessoalmente, senao atraves dos seus actos de vulturismo racista, terrorista e assassino contra mim… Conhecia, no entanto, a mae dela, que tambem la’ era professora - embora nunca tenha sido minha professora - e lembro-me de uma vez, na sala das professoras(*), essa outra professora de que falo lhe ter dado uma ‘palmadona’ no traseiro – e’, aquela bunDona e’ hereditaria…– que fez acompanhar de umas palavras de “apreciacao” que eu antes apenas ouvira sair da boca de homens…) se haveria de “especializar”…

Com aquela professora haveria de ter um contacto mais proximo, quando ambas fizemos parte do Conselho Directivo do Liceu, durante um curto periodo de tentativa de "experimentacao" de uma certa “miscigenacao” hierarquica, funcional, social, racial e cultural, que tentava espelhar e replicar o que se comecava a passar um pouco por todo o lado em Luanda e no pais em geral durante aquele (in)famoso e efemero ‘Periodo Revolucionario em Curso’, vulgo PREC, findo o qual nao nos voltamos a ver. Mas aquele foi estritamente um contacto digamos que, por falta de melhor designacao, "profissional" e que nunca extravazou os limites do liceu e das relacoes professora-aluna, embora ela tambem nunca tivesse sido pessoalmente minha professora...(**)

Anos mais tarde, porem, ja’ na decada de 80, alguem amigo comum levou-me a casa da tal professora (por sinal tambem localizada na entao "minha" rua dos Ex-Combatentes ), mas numa altura em que ela se encontrava fora do pais. Eu estava com o meu filho, na altura com uns 3 ou 4 anitos de idade, e lembro-me de a sua, julgo que, 'companheira' na altura, que la’ nos recebeu, as tantas me ter atirado com algo como “para que trazer filhos a este mundo – so’ para virem sofrer?”… O que naquele momento me deixou algo perturbada e sem saber muito bem o que lhe responder, mas que agora nao posso deixar de relacionar com um certo “pobres e insignificantes criaturas rejeitadas e por isso verdes e doentes, etc…”, ao qual reagi inicialmente aqui (e que posteriormente auto-censurei) e ao qual me venho frequentemente referindo neste blog!...

Tao pouco posso deixar de relacionar todas essas memorias com
TODA ESTA MERDA!!!





(*) Sendo de notar aqui, en passant, que uma daquelas tais professoras tambem fez, mais tarde, parte da "Embaixada do Sr. Rui Mingas (... tambem ele um 'especialista em assuntos do fisico'...) em Portugal"...

(**)... E julgo que tera' sido ai que comecei a apreender o conceito de "diversidade", a respeitar a "diferenca" e a dar-me conta da minha propria "identidade", a afirma-la e a defende-la e, logo, a nao ter problemas em admitir e dizer sem qualquer hesitacao e muito menos "complexos":
"NAO, NAO SOMOS, NUNCA FOMOS, TODOS IGUAIS!"...






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A Implosao da Mentira

Venus Through Time and Space

Friday, 27 May 2011

Neste 27 de Maio...







Neste 27 de Maio, cabe-me apenas referenciar aqui as instancias de 'ameacas de morte' - abertas ou veladas, directas ou indirectas -, de que tenho sido alvo desde a criacao deste blog, por questoes relacionadas com aquela data fatidica, com a qual nada tive a ver, a nao ser a minha proximidade pessoal e/ou familiar com pessoas mais ou menos directamente com ela envolvidas:


1 - aqui

2 - aqui

3 - aqui

4 - aqui

5 - aqui

6 - aqui

7 - aqui

8 - aqui

9 - aqui

10 - aqui

11 - aqui

12 - aqui

13 - aqui

14 - aqui

15 - aqui

16 - aqui


[...]








Neste 27 de Maio, cabe-me apenas referenciar aqui as instancias de 'ameacas de morte' - abertas ou veladas, directas ou indirectas -, de que tenho sido alvo desde a criacao deste blog, por questoes relacionadas com aquela data fatidica, com a qual nada tive a ver, a nao ser a minha proximidade pessoal e/ou familiar com pessoas mais ou menos directamente com ela envolvidas:


1 - aqui

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[...]


Wednesday, 25 May 2011

Do que as Mulheres Africanas Realmente Precisam [re-Revisto]





[A 'Modernidade' de que Africa Mais Precisa]


De "calculadoras da paz" . Talvez nao das do tipo de que se fala aqui , mas como as da imagem (...e sem alardes nem poses para ficar bem na fotografia...): explorando e exercendo, junto das suas comunidades locais, com inteira probidade e sem qualquer "atrevimento politico", o seu potencial e capacidade real a favor da nobre tarefa de "capacity building" para o desenvolvimento sustentado e sustentavel do seu continente, pelo que todas e quaisquer "avencas" que lhes sejam devidas (... que, em qualquer caso, em nenhuma parte do mundo civilizado chegam "tao rapidamente" aos milhoes que dao para isto e muito menos para isto!!!...) sao mais do que merecidas!

De "calculadoras da paz", preferencialmente criadas e desenvolvidas endogenamente a partir de, por e para Africa , nao apenas importadas temporariamente e com o perfil inadequado!

Definitivamente, do que elas nao precisam e' de absolutamente nada disto, ou disto, muito menos disto e menos ainda disto!
Especialmente nao num pais com um dos niveis de Desenvolvimento Humano mais baixos em Africa e no Mundo!

[Eu certamente NAO PRECISO! NAO QUERO! NUNCA O DESEJEI! E NAO O DESEJO A NINGUEM: A NENHUMA MULHER - AFRICANA OU NAO!... NAO FOI PARA ISSO QUE ESTUDEI E TRABALHEI DURANTE TANTOS ANOS, NAO FOI PARA ISSO QUE LUTEI TODA A MINHA VIDA!!!]


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Patrocinio Para Que te Quero?

What African Women Really Need

Dia de Africa: Revisitando a SADC

Revisitando "Questoes de Genero"... Ou "A Economia do Bolso Vazio"

Sabia Que?...

Feminismo Negro Brasileiro

Reflectindo

BLUE





[A 'Modernidade' de que Africa Mais Precisa]


De "calculadoras da paz" . Talvez nao das do tipo de que se fala aqui , mas como as da imagem (...e sem alardes nem poses para ficar bem na fotografia...): explorando e exercendo, junto das suas comunidades locais, com inteira probidade e sem qualquer "atrevimento politico", o seu potencial e capacidade real a favor da nobre tarefa de "capacity building" para o desenvolvimento sustentado e sustentavel do seu continente, pelo que todas e quaisquer "avencas" que lhes sejam devidas (... que, em qualquer caso, em nenhuma parte do mundo civilizado chegam "tao rapidamente" aos milhoes que dao para isto e muito menos para isto!!!...) sao mais do que merecidas!

De "calculadoras da paz", preferencialmente criadas e desenvolvidas endogenamente a partir de, por e para Africa , nao apenas importadas temporariamente e com o perfil inadequado!

Definitivamente, do que elas nao precisam e' de absolutamente nada disto, ou disto, muito menos disto e menos ainda disto!
Especialmente nao num pais com um dos niveis de Desenvolvimento Humano mais baixos em Africa e no Mundo!

[Eu certamente NAO PRECISO! NAO QUERO! NUNCA O DESEJEI! E NAO O DESEJO A NINGUEM: A NENHUMA MULHER - AFRICANA OU NAO!... NAO FOI PARA ISSO QUE ESTUDEI E TRABALHEI DURANTE TANTOS ANOS, NAO FOI PARA ISSO QUE LUTEI TODA A MINHA VIDA!!!]


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Reflectindo

BLUE

DIA DE AFRICA: Revisitando a SADC



We observe with fraternal interest the progress that our Angolan brothers and sisters are making along a similar path. We do know that the path you tread is not the same one we have travelled, and that some of the obstacles have been even more difficult than those we had to surmount.
(...)
There is a South African saying that, "If you are in one boat, you have to row together." We are indeed in one boat - in one Southern African region. As we navigated the storms of our region's history under colonialism and minority rule, so now we will row together on the calm waters of freedom and peace that lead to development and a better life for our peoples.


[Nelson Mandela - Aqui]



[imagem daqui]


Havia prometido, ja’ ha’ algum tempo, regressar a estas declaracoes do Professor Fernando Mourao, especialmente no que elas se referem ao processo de integracao economica na regiao da SADC.

Desde entao, por varias razoes, tinha praticamente colocado de parte aquela ideia. Mas, num ano em que, mais uma vez, Angola detem a presidencia rotativa daquela organizacao e para marcar o Dia de Africa, decidi voltar hoje a ela.

Trata-se de um tema que (espero que compreensivelmente pelo que aqui relato), nao me e’ facil abordar. Mas nao apenas por razoes pessoais: e’ que, frequentemente, me confronto com a constatacao de que o objectivo estrategico, de longo prazo, nobre e maior, da integracao economica regional, tao caro a luta pelo desenvolvimento do continente Africano, desde os primordios do movimento Pan-Africanista e ate’ mesmo antes dele, parece estar a ser secundarizado, subalternizado ou preterido (senao mesmo, em alguns casos, sabotado) por objectivos tacticos e auto-defensivos de curto-prazo, em face da aparente ausencia de um compromisso mais forte e decidido para com aquele objectivo estrategico.

E nao, nao estou sequer a falar de “proteccionismo”, que tambem pode ser um objectivo “nobre e maior” em certas circunstancias perfeitamente justificaveis tanto do ponto de vista politico-estrategico, como economico. Falo, sim, de uma ideia rasa e peregrina que se pode resumir no seguinte: “so’ pode estar interessado no comercio inter e intra-regional – e, logo, no Protocolo do Comercio da SADC e sua implementacao – quem tenha uma ‘visao mercantilista’ do desenvolvimento economico e, pior do que isso, quem ‘nao respeite’ a historia politico-ideologica e militar na base da qual a SADC evoluiu, desde os tempos dos Paises da Linha da Frente contra o regime do Apartheid na Africa do Sul, passando pela SADCC, ate’ aos dias de hoje e, como tal, so' assim se pode permitir o ‘atrevimento politico’ de "trair Angola e os martires daquela causa" para prestar-se a servir as ‘agendas neo-liberais’ dos paises ocidentais e seus "lacaios regionais"…

E essa ideia tem servido de base a alguns ataques pessoais de que tenho sido alvo, aberta ou veladamente, normalmente de circulos ditos “de esquerda” e alegadamente “anti-globalizacao”, a quem tudo quanto aparentemente “se lhes oferece” perceber e dizer sobre o assunto e’ algo como: “quem anda nessas lides do Comercio, so’ pode estar exclusivamente na mira do dinheiro (ou, mais rasteiramente, "andar atras do prejuizo"), preferencialmente em dolares, e a servir ‘ignorante e iletradamente’ os bichos-papoes da Uniao Europeia (UE), das Instituicoes de Bretton Woods (BM e FMI) e da Organizacao Mundial do Comercio (OMC) – sim, ja’ li e ouvi literalmente isso, entre varias outras fontes, como parte do discurso de umas certas “bocas intelectualoides”!

... Ao que direi apenas: “santa ignorancia (e arrogancia!) e que infinita tristeza e dor de alma”!...


[Continua]



We observe with fraternal interest the progress that our Angolan brothers and sisters are making along a similar path. We do know that the path you tread is not the same one we have travelled, and that some of the obstacles have been even more difficult than those we had to surmount.
(...)
There is a South African saying that, "If you are in one boat, you have to row together." We are indeed in one boat - in one Southern African region. As we navigated the storms of our region's history under colonialism and minority rule, so now we will row together on the calm waters of freedom and peace that lead to development and a better life for our peoples.


[Nelson Mandela -
Aqui]



[imagem daqui]


Havia prometido, ja’ ha’ algum tempo, regressar a estas declaracoes do Professor Fernando Mourao, especialmente no que elas se referem ao processo de integracao economica na regiao da SADC.

Desde entao, por varias razoes, tinha praticamente colocado de parte aquela ideia. Mas, num ano em que, mais uma vez, Angola detem a presidencia rotativa daquela organizacao e para marcar o Dia de Africa, decidi voltar hoje a ela.

Trata-se de um tema que (espero que compreensivelmente pelo que aqui relato), nao me e’ facil abordar. Mas nao apenas por razoes pessoais: e’ que, frequentemente, me confronto com a constatacao de que o objectivo estrategico, de longo prazo, nobre e maior, da integracao economica regional, tao caro a luta pelo desenvolvimento do continente Africano, desde os primordios do movimento Pan-Africanista e ate’ mesmo antes dele, parece estar a ser secundarizado, subalternizado ou preterido (senao mesmo, em alguns casos, sabotado) por objectivos tacticos e auto-defensivos de curto-prazo, em face da aparente ausencia de um compromisso mais forte e decidido para com aquele objectivo estrategico.

E nao, nao estou sequer a falar de “proteccionismo”, que tambem pode ser um objectivo “nobre e maior” em certas circunstancias perfeitamente justificaveis tanto do ponto de vista politico-estrategico, como economico. Falo, sim, de uma ideia rasa e peregrina que se pode resumir no seguinte: “so’ pode estar interessado no comercio inter e intra-regional – e, logo, no Protocolo do Comercio da SADC e sua implementacao – quem tenha uma ‘visao mercantilista’ do desenvolvimento economico e, pior do que isso, quem ‘nao respeite’ a historia politico-ideologica e militar na base da qual a SADC evoluiu, desde os tempos dos Paises da Linha da Frente contra o regime do Apartheid na Africa do Sul, passando pela SADCC, ate’ aos dias de hoje e, como tal, so' assim se pode permitir o ‘atrevimento politico’ de "trair Angola e os martires daquela causa" para prestar-se a servir as ‘agendas neo-liberais’ dos paises ocidentais e seus "lacaios regionais"…

E essa ideia tem servido de base a alguns ataques pessoais de que tenho sido alvo, aberta ou veladamente, normalmente de circulos ditos “de esquerda” e alegadamente “anti-globalizacao”, a quem tudo quanto aparentemente “se lhes oferece” perceber e dizer sobre o assunto e’ algo como: “quem anda nessas lides do Comercio, so’ pode estar exclusivamente na mira do dinheiro (ou, mais rasteiramente, "andar atras do prejuizo"), preferencialmente em dolares, e a servir ‘ignorante e iletradamente’ os bichos-papoes da Uniao Europeia (UE), das Instituicoes de Bretton Woods (BM e FMI) e da Organizacao Mundial do Comercio (OMC) – sim, ja’ li e ouvi literalmente isso, entre varias outras fontes, como parte do discurso de umas certas “bocas intelectualoides”!

... Ao que direi apenas: “santa ignorancia (e arrogancia!) e que infinita tristeza e dor de alma”!...


[Continua]

Monday, 23 May 2011

“A Abobora Que Chorava Sumo de Melao-Melancia” [actualizado]




Uma representacao da kompanhia que ora comemora 20 anos de existencia, embora a maior parte dos quais (pelo menos 10 - ate' que gracas a isto (!) finalmente conseguiu renascer das cinzas ha' cerca de 2 anos...), completamente paralizada, porque a sua dona andava exclusivamente dedicada a pornografia na internet, denegrindo e tentando corromper etica e moralmente e destruir a vida e a reputacao da sua 'vitima preferida', conspurcando e enlameando publicamente a sua poesia e o seu nome e sabotando-lhe o seu blog e a sua presenca na blogosfera, enquanto lhe fazia ataques supremacistas brancos de extrema direita e sinistras ameacas de morte, relacionando-a capciosamente, em associacao com os seus correlegionarios, com o 27 de Maio de 1977...


[imagem daqui]


... Ou "Uma Versao Foleirona de As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant"

ENJOY!



The Boys:
Ferrari F430, Bentley, Aston Martin, Porshe Panamera, Porsche Carrera, Porsche Cayenne e Rolls-Royce.
[Imagem daqui]



The Master (whose dogs wouldn't dare to bark at for fear of being bitten by her!):
ACGM

[Imagem daqui]


Textos: A e B
Desenhos: E
Figurinos: C e D
Musica: F,G,H e J
Fotografia: K e L
Video: M e N
Som: O, P e Q
Vozes: R, S e T
Danca: U, V, W, X, Y e Z
Koreografia: Todos de A a Z

Script: Propria Vulta Lixada, em forma de "Testamento":

… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..



Patrocinios: Bwerere':


[Imagem daqui]


Ah!... E o espectaculo tambem contou com a participacao especial de um Lamborghini Gallardo V10 voador...



... um melao 'bem griffado'...



e uma casa igualmente 'bem griffadinha'...



... que faziam parte da frota de 4 milhoes de brinquedos e sordidas, lugubres, morbidas paixoes descartaveis e nao discutiveis da Abobora Vulturosa, a.k.a. I. Morgado - Malonguito - Morgadinha dos Canaviais, em que desaguam todos os rapazes!


De Kabinda ao Kunene:
Um Uniko?
Melao!
Uma Unika?
Abobora!!!



A IMPRENSA:


“PUBLIQUE-SE!”
Nota de Imprensa do Ministerio da Cultura

“Um surrealisticamente retumbante sucesso de bilheteira”
Paskim da Cidade Alta

“Um exibicionismo de prostibulo jamais visto por estas bandas”
Folhetim do Bairro Alto

“Um verdadeiro fenomeno de massas”
Diario do Alvalade

“Um globebuster bem muskulado”
Semanario de Benguela

“Uma obra prima de akrobacia de cirko, ahahahahahahah!!!”
Jornal do Lubango

“Um autentico deserto de areia pos-kolonial, eheheheheheh!!!”
Mensario do Namibe

“Uma brilhante kamanga do vulturismo kultural”
Periodico do Dundo

"Desta vez nao digo nada porque nao fui eu que desenhei os bonecos"
Paternu

"Branka de Neve e os Sete Anoes Eunukos Koisifikados na sua melhor orgia de sempre!"
Kabungado

"Uma inesquecivel encarnacao dos nossos ancestrais!"
Minion

"Uma qualidade inultrapassavel"
Jean-Jacques Rousseau

"Que ganda elegancia, elevacao e educacao - ali dancando so' para nos!"
Figurao do Ano, Homem de Kultura e (Auto) Fazedor de Opiniao

"Estamos todos abuamados!"
Kifuxi

“Um show de defecacao social (...especialmente dirigida 'as kitandeiras...), inversao sexual e masturbacao racial digno de qualquer vazio do mundo! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!Poooorrrraaaaa!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!”
Internauta do Malongo

"E eu assino por baixo e aplaudo de pe'!!!!!!!!"
Wazanuka, PhD


A LUTA?
KONTINUA!
A VIKTORIA?
E' CERTA!!!









*[E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!]





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A Proposito...

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Identidades Equivocadas?

Etnografia de Kurral ou Bestialidade Kulturral?

A Implosao da Mentira

Maka de Sanzala!




Uma representacao da kompanhia que ora comemora 20 anos de existencia, embora a maior parte dos quais (pelo menos 10 - ate' que
gracas a isto (!) finalmente conseguiu renascer das cinzas ha' cerca de 2 anos...), completamente paralizada, porque a sua dona andava exclusivamente dedicada a pornografia na internet, denegrindo e tentando corromper etica e moralmente e destruir a vida e a reputacao da sua 'vitima preferida', conspurcando e enlameando publicamente a sua poesia e o seu nome e sabotando-lhe o seu blog e a sua presenca na blogosfera, enquanto lhe fazia ataques supremacistas brancos de extrema direita e sinistras ameacas de morte, relacionando-a capciosamente, em associacao com os seus correlegionarios, com o 27 de Maio de 1977...


[imagem daqui]


... Ou "Uma Versao Foleirona de As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant"

ENJOY!



The Boys:
Ferrari F430, Bentley, Aston Martin, Porshe Panamera, Porsche Carrera, Porsche Cayenne e Rolls-Royce.
[Imagem daqui]



The Master (whose dogs wouldn't dare to bark at for fear of being bitten by her!):
ACGM

[Imagem daqui]


Textos: A e B
Desenhos: E
Figurinos: C e D
Musica: F,G,H e J
Fotografia: K e L
Video: M e N
Som: O, P e Q
Vozes: R, S e T
Danca: U, V, W, X, Y e Z
Koreografia: Todos de A a Z

Script: Propria Vulta Lixada, em forma de "Testamento":

… quero dançar, dançar sempre até me evaporar, até os meus pés e a minha alma se rasgarem em fragmentos que se espalharão pela terra de todas as vidas que vivi, de todas as vidas que pisei, de todas as vidas que construí e destruí. De todas as vidas que sonhei e nem conheci.
Que o céu me arranque os olhos castanhos e os faça azuis de mar e cinzentos de tempestade. Que os ogros me levem o coração inscrito de sinuosas cicatrizes. E que tu me guardes a pele transparente e inofensiva e dela faças uma janela para coar o sol. O meu sol.
E que a raiva do meu corpo, te deite brutalmente sobre a areia de uma praia qualquer, onde te arrancarei a roupa e os complexos, onde te amputarei o génio [*] e a identidade, onde te extirparei a serenidade e o sorriso, para te possuir, selvagem, extinguindo-me na vontade de te engolir para sempre.
Na intensidade de um orgasmo lúgubre, conseguirei então o que desejo, afinal, e que há de mais belo em ti:
a tua alma pura e frágil!..



Patrocinios: Bwerere':


[Imagem daqui]


Ah!... E o espectaculo tambem contou com a participacao especial de um Lamborghini Gallardo V10 voador...



... um melao 'bem griffado'...



e uma casa igualmente 'bem griffadinha'...



... que faziam parte da frota de 4 milhoes de brinquedos e sordidas, lugubres, morbidas paixoes descartaveis e nao discutiveis da Abobora Vulturosa, a.k.a. I. Morgado - Malonguito - Morgadinha dos Canaviais, em que desaguam todos os rapazes!


De Kabinda ao Kunene:
Um Uniko?
Melao!
Uma Unika?
Abobora!!!



A IMPRENSA:


“PUBLIQUE-SE!”
Nota de Imprensa do Ministerio da Cultura

“Um surrealisticamente retumbante sucesso de bilheteira”
Paskim da Cidade Alta

“Um exibicionismo de prostibulo jamais visto por estas bandas”
Folhetim do Bairro Alto

“Um verdadeiro fenomeno de massas”
Diario do Alvalade

“Um globebuster bem muskulado”
Semanario de Benguela

“Uma obra prima de akrobacia de cirko, ahahahahahahah!!!”
Jornal do Lubango

“Um autentico deserto de areia pos-kolonial, eheheheheheh!!!”
Mensario do Namibe

“Uma brilhante kamanga do vulturismo kultural”
Periodico do Dundo

"Desta vez nao digo nada porque nao fui eu que desenhei os bonecos"
Paternu

"Branka de Neve e os Sete Anoes Eunukos Koisifikados na sua melhor orgia de sempre!"
Kabungado

"Uma inesquecivel encarnacao dos nossos ancestrais!"
Minion

"Uma qualidade inultrapassavel"
Jean-Jacques Rousseau

"Que ganda elegancia, elevacao e educacao - ali dancando so' para nos!"
Figurao do Ano, Homem de Kultura e (Auto) Fazedor de Opiniao

"Estamos todos abuamados!"
Kifuxi

“Um show de defecacao social (...especialmente dirigida 'as kitandeiras...), inversao sexual e masturbacao racial digno de qualquer vazio do mundo! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!Poooorrrraaaaa!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!”
Internauta do Malongo

"E eu assino por baixo e aplaudo de pe'!!!!!!!!"
Wazanuka, PhD


A LUTA?
KONTINUA!
A VIKTORIA?
E' CERTA!!!









*[E por falar em “genio”, lembro-me deste episodio: um dia, em Lisboa, vinha eu a sair da Embaixada de Angola e o Adriano Botelho de Vasconcelos, entao seu Adido Cultural e em anos mais recentes Secretario Geral da UEA, a entrar. Vinha ele de saber do ‘feedback’ que o meu entao recem-lancado livro tinha tido junto de alguns escritores e intelectuais portugueses e com um entusiasmo incontido atirou-me: “A Republica criou um genio”!!!
E eu, sempre muito ‘encolhida’ em relacao a minha poesia e a 'endeusamentos' em geral, atirei-lhe de imediato com um dos meus ‘tipicos baldes de agua fria’: “nao, desculpa, nem eu sou um ‘genio’, nem a republica me criou”!
Bom, creio que aquela minha reaccao nao lhe tera’ caido la’ muito bem e nao voltamos a falar do assunto…
Mas continuamos a ‘riscar o chao’ de alguns saloes por la’, sempre que se nos oferecesse a (rara) ocasiao. E’ que… O Botelho Dança!]





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Como Fabricar um Monstro Pos-Colonial

Kwando a Arte Kontemporanea...

(H)A (S)SUM(IND)O?...

A Proposito...

Thought for the Year

Identidades Equivocadas?

Etnografia de Kurral ou Bestialidade Kulturral?

A Implosao da Mentira

Maka de Sanzala!